xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 26/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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26 julho 2009

Leia Hoje no "Chapada do Araripe"...


chapada 26-07-2009

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Arte e Cultura - Tom Jobim é destaque no Caderno de ARTE & CULTURA do Jornal Chapada do Araripe


O Caderno de "Arte & Cultura" de hoje do "Jornal Chapada do Araripe" focaliza um dos maiores gênios da Música Popular Brasileira, o grande Tom Jobim. Paralelamente, nesta semana, a Rádio Chapada do Araripe dá ênfase a esse grande compositor carioca, que dentre outras obras fantásticas, compôs "Garota de Ipanema" ( a composição mais gravada em todo o planeta ), "wave", "Dindi", "Desafinado", "Chovendo na Roseira", e a fantástica "Águas de Março", gravada com a cantora Elis Regina, que trazemos aqui, numa apresentação da TV Globo de 1974, mais ou menos como a versão que se imortalizou em disco:





No Tom do Tom

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.

É considerado um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores do movimento da bossa nova. É praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.
Biografia

Nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro e um ano depois a família mudou-se para Ipanema, onde foi criado. A ausência do pai durante a infância e adolescência lhe impôs um contido ressentimento, desenvolvendo no maestro, uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as construções harmônicas e melódicas. Aprendeu a tocar violão e piano em aulas, entre outros, com o professor alemão Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil, Lúcia Branco e Tomas Teran. Era torcedor do Fluminense.

Vida pessoal

No dia 15 de outubro de 1949, Antônio Carlos Jobim casou-se com Thereza Otero Hermanny (1985), com quem teve dois filhos, Paulo (n. 1950) e Elizabeth (1957).

Em 30 de abril de 1986, ele casou-se com a fotógrafa e vocalista da Banda Nova, Ana Beatriz Lontra, que tinha a mesma idade de sua filha Elizabeth. Tom e sua segunda esposa tiveram dois filhos juntos, João Francisco (1979-1998) e Maria Luiza (1987).

Declarou em entrevista à TV Globo, em 1987, que o Rio de Janeiro onde viveu sua infância era muito diferente do Rio que se encontrava na época da entrevista.

Trajetória profissional

Pensou em trabalhar como arquiteto, chegando a cursar o primeiro ano da faculdade e até a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e resolveu ser pianista. Tocava em bares e boates em Copacabana, como no Beco das Garrafas no início dos anos 50, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental, onde trabalhou com Sávio Silveira. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical. Datam dessa época as primeiras composições, sendo a primeira gravada "Incerteza", uma parceria com Newton Mendonça, na voz de Mauricy Moura.

Depois da Continental, foi para a Odeon. Entretanto, não tinha tanto tempo para se dedicar à composição, que lhe interessava mais. É nesse época que compõe alguns sambas, em parceria de Billy Blanco: Tereza da Praia, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney pela Continental (1954), Solidão e a Sinfonia do Rio de Janeiro. Tereza da Praia o primeiro sucesso. Depois disso, ocorreram outras parcerias, como com a cantora e compositora Dolores Duran, na canção Se é por Falta de Adeus.

Em 1956 musicou a peça Orfeu da Conceição com Vinícius de Moraes, que se tornou um de seus parceiros mais constantes. Dessa peça fez bastante sucesso a canção antológica Se Todos Fossem Iguais a Você, gravada diversas vezes. Tom Jobim fez parte do núcleo embrionário da bossa nova. O LP Canção do Amor Demais (1958), em parceria com Vinícius, e interpretações de Elizeth Cardoso, foi acompanhado pelo violão de um baiano até então desconhecido, João Gilberto. A orquestração é considerada um marco inaugural da bossa nova, pela originalidade das melodias e harmonias. Inclui, entre outras, Canção do Amor Demais, Chega de Saudade e Eu Não Existo sem Você. A consolidação da bossa nova como estilo musical veio logo em seguida com o 78 rotações Chega de Saudade, interpretado por João Gilberto, lançado em 1959, com arranjos e direção musical de Tom, selou os rumos que a música popular brasileira tomaria dali para frente. No mesmo ano foi a vez de Sílvia Telles gravar Amor de Gente Moça, um disco com 12 canções de Tom, entre elas "Só em Teus Braços", "Dindi" (com Aloysio de Oliveira) e "A Felicidade" (com Vinícius).

Tom foi um dos destaques do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York em 1962. No ano seguinte compôs, com Vinícius, um dos maiores sucessos e possivelmente a canção brasileira mais executada no exterior: "Garota de Ipanema". Nos anos de 1962 e 1963 a quantidade de "clássicos" produzidos por Tom é impressionante: "Samba do Avião", "Só Danço Samba" (com Vinícius), "Ela é Carioca" (com Vinícius), "O Morro Não Tem Vez", "Inútil Paisagem" (com Aloysio), "Vivo Sonhando". Nos Estados Unidos gravou discos (o primeiro individual foi The Composer of 'Desafinado' Plays, de 1965), participou de espetáculos e fundou sua própria editora, a Corcovado Music.

O sucesso fora do Brasil o fez voltar aos EUA em 1967 para gravar com um dos grandes mitos americanos, Frank Sinatra. O disco Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim, com arranjos de Claus Ogerman, incluiu versões em inglês das canções de Tom ("The Girl From Ipanema", "How Insensitive", "Dindi", "Quiet Night of Quiet Stars") e composições americanas, como "I Concentrate On You", de Cole Porter. No fim dos anos 60, depois de lançar o disco Wave (com a faixa-título, Triste, Lamento entre outras instrumentais), participou de festivais no Brasil, conquistando o primeiro lugar no III Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com Sabiá, parceria com Chico Buarque, interpretado por Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy. Sabiá conquistou o júri, mas não o público, que vaiou ostensivamente a interpretação diante dos constrangidos compositores.

Aprofundando seus estudos musicais, adquirindo influências de compositores eruditos, principalmente Villa-Lobos e Debussy, Tom Jobim prosseguiu gravando e compondo músicas vocais e instrumentais de rara inspiração, juntando harmonias do jazz (Stone Flower) e elementos tipicamente brasileiros, fruto de suas pesquisas sobre a cultura brasileira. É o caso de "Matita Perê" e "Urubu", lançados na década de 70, que marcam a aliança entre sua sofisticação harmônica e sua qualidade de letrista. São desses dois discos Águas de Março, Ana Luiza, Lígia, Correnteza, O Boto, Ângela. Também nessa época grava discos com outros artistas, como Elis e Tom, com Elis Regina, Miúcha e Tom Jobim e Edu e Tom, com Edu Lobo.

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

Em 1987, lançou Passarim, obra de um compositor já consagrado, que pode desenvolver seu trabalho sem qualquer receio, acompanhado por uma banda grande, a Banda Nova. Além da faixa-título, Gabriela, Luiza, Chansong, Borzeguim e Anos Dourados (com Chico Buarque) são os destaques. Seu último álbum, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, pouco antes da sua morte de parada cardíaca quando estava se recuperando de um câncer de bexiga, em dezembro, nos EUA.

Algumas biografias foram publicadas, entre elas Antônio Carlos Jobim, um Homem Iluminado, de sua irmã Helena Jobim, Antônio Carlos Jobim - Uma Biografia, de Sérgio Cabral, e Tons sobre Tom, de Márcia Cezimbra, Tárik de Souza e Tessy Callado.

Antônio Carlos Jobim era doutor «honoris causa» pela Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (ca. 1991).

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi renomeado Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antônio Carlos Jobim ' junto ao Congresso Nacional por uma comissão de notáveis, formada por Chico Buarque, Oscar Niemeyer, João Ubaldo Ribeiro, Antônio Cândido, Antônio Houaiss e Edu Lobo, criada e pessoalmente coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin.

Composições consagradas

* "Chega de Saudade" (1957), o marco inicial da bossa nova
* "Água de Beber"
* "Desafinado" (1959), vencedora de três prêmios Grammy
* "Samba de Uma Nota Só" (1959)
* "A Felicidade" e "O Nosso Amor", do filme Orfeu Negro (1959)
* "Insensatez" (com Vinícius de Moraes) (1960)
* "Garota de Ipanema" (com Vinícius de Moraes) (1963)
* "Fotografia" (1965)
* "Triste" (1967)
* "Wave" (1967)
* "Águas de Março" (1970)
* "Luiza"
* "Corcovado"
* "Dindi"
* "Retrato em Branco e Preto" (com Chico Buarque)
* "Samba do Avião"
* "Anos Dourados"
* "Meditação"
* "Só Tinha de Ser com Você" (1974)
* "Sabiá"
* "Eu sei que vou te amar"
* "Falando de amor"
* "Ela é carioca"
* "Bebel"


Discografia

* Sinfonia do Rio de Janeiro (Continental, 1954)
* Orfeu da Conceição (Odeon, 1956)
* O Pequeno Príncipe (Festa, 1957)
* Canção do Amor Demais - Elizete Cardoso (Festa, 1958)
* Amor de gente moça - Silvia Telles (Odeon, 1959)
* Chega de Saudade - João Gilberto (Odeon, 1959)
* Por tôda a minha vida - Lenita Bruno (Festa, 1959)
* Brasília - Sinfonia da Alvorada (Columbia, 1960)
* O Amor, o Sorriso e a Flor - João Gilberto (Odeon, 1960)
* João Gilberto - João Gilberto (Odeon, 1961)
* Getz/Gilberto - Stan Getz, João Gilberto (Verve, 1963)
* The Composer of Desafinado Plays (Verve, 1963)
* Jazz Samba Encore! (MGM/Verve, 1963)
* The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim (Warner, 1964)
* A Certain Mr. Jobim (Warner, 1965)
* Caymmi Visita Tom (Elenco, 1965)
* Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim (Reprise, 1967)
* Wave (A&M/CTI, 1967)
* Stone Flower (CTI, 1970)
* Tide (A&M/CTI, 1970)
* Sinatra & Company - Frank Sinatra e Antonio Carlos Jobim (Reprise, 1971)
* Disco de bolso - O Tom de Tom Jobim e o tal de João Bosco (Zen Produtora Cinematográfica e Editora, 1972)
* Jobim (MCA, 1972)
* Matita Perê (Philips, 1973)
* Elis & Tom (PolyGram, 1974)
* Urubu (Warner, 1975)
* Miucha & Antonio Carlos Jobim - vol. I (RCA, 1977)
* Tom, Vinicius, Toquinho, Miucha - gravado ao vivo no Canecão, Rio de Janeiro (Som Livre, 1977)
* Miucha & Tom Jobim - vol. II (RCA, 1979)
* Sinatra-Jobim Sessions (WEA, 1979)
* Terra Brasilis (Warner, 1980)
* Edu & Tom (PolyGram, 1981)
* Gabriela (Som Livre, 1983)
* O Tempo e o Vento (Som Livre, 1985)
* Passarim (PolyGram, 1987)
* Antonio Brasileiro (Columbia, 1994)
* Antonio Carlos Jobim: Composer (Warner, 1995)
* Inédito (BMG, 1995)
* Tom Canta Vinícius (Universal, 2000)
* Em Minas ao Vivo: Piano e Voz (Biscoito Fino, 2004)
* Ao Vivo em Montreal (Biscoito Fino, 2007)

Fontes:

Wikipedia - A Enciclopedia Online
JOBIM, Helena. Antonio Carlos Jobim: Um Homem Iluminado (em português). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. ISBN 85-209-0684-2.
LISBOA, Luis Carlos. A Vida de Tom Jobim (em português). Rio de Janeiro: Rio Cultura/Faculdades Integradas Estácio de Sá, 1983.
CABRAL, Sérgio. Antonio Carlos Jobim: Uma Biografia (em português). Rio de Janeiro: Lumiar, 1997.
CEZIMBRA, Márcia. SOUZA, Tárik de. CALLADO, Tessy. Tons sobre Tom (em português). Rio de Janeiro: Revan, 1995. ISBN 85-7106-076-2.

Durante Toda a Semana na Programação da Rádio Chapada do Araripe

Delegado do caso dos dólares na cueca se filia ao PT - Eliomar de Lima

Superintendente da Polícia Federal de Alagoas, o delegado José Pinto de Luna assinou ficha de filiação ao PT alagoano e deve ser candidato ao Senado nas eleições do próximo ano. Ele é cearense e chegou a ser enviado de São Paulo para Fortaleza, em 2005, para realizar investigações sobre o chamado caso “dólares na cueca”, quando na época dirigente petista Adalberto Vieira foi preso em São Paulo, tentando embarcar rumo a Fortaleza com dinheiro na cueca. A origem e o destino do dinheiro não foram até hoje esclarecidos.

Na época, o nome do hoje deputado federal José Nobre Guimarães (PT), então parlamentar estadual, foi envolvido e ele ameaçado de cassação. Adalberto era seu assessor. No caso, acabou envolvido também o então chefe de gabinete do Banco do Nordeste do Brasil, Kennedy Moura.

Fonte: Blog de Eliomar de Lima

Por que o povo não se interessa por obra de arte? - Por: Vivaldo Simoneto


A pergunta parece difícil de responder... mas é bem simples. Um país que a cultura é só e futebol, carnaval, pagode, samba mulher pelada, o povo arregala os olhos, participa em grande massa e a maioria apoia e patrocina sem mesmo reclamar; claro, pois procuram retorno financeiro. Quando se diz que um desenho ou retrato custa 60 reais ou uma tela de 200, ficam espantados e alegam que arte é cara, ganhar pouco não é desculpa, pois a grande maioria gasta por mês em torno disso em cervejinhas e cigarrinhos. Por isso que a Europa, um continente supercultural, está a milênios à nossa frente. O Canadá, por exemplo, tem a mesma idade do Brasil e também está.O problema passa a ser cultural, político e social.Valoriza-se muito quem está lá do outro lado do mundo ou da “tela” e esquece-se o vizinho ao seu lado. Essa é a sina do artista “brasileiro”. Como artista, posso sentir na pele essa situação. Fazer arte neste país é coisa de maluco.... (que ótimo que sou maluco!), às vezes fazer arte é “fazer mágica”, muitos artistas acabam nas ruas vendendo suas obras a preço de “lanche” por que não conseguem apoio. Também é que a grande maioria das pessoas não conhece o que é arte, por isso não se interessam, hoje as escolas já procuram trabalhar mais na disciplina de artes, fazendo com que as crianças tomem mais gosto, são elas as que mais entendem, conhecem e valoriza !Na arte, os recursos de retorno financeiro são quase limitados, não há meios concretos de retorno de uma “marca” financeiramente dizendo, apenas retorno “moral” que classifico como um dos mais importantes recursos, pois uma empresa que patrocina arte, investe no cidadão, na cultura. Essa modalidade de apoio se chama “Marketing Cultural”. Ele vem ganhando força no meio empresarial porque apresenta soluções relativamente baratas a três novas exigências do mercado: 1) necessidade de diferenciação das marcas; 2) diversificação do mix de comunicação das empresas para melhor atingir seu público; e 3) necessidade das empresas se posicionarem como socialmente responsáveis.Ao patrocinar um projeto cultural, a empresa se diferencia das demais a partir do momento em que toma para si determinados valores relativos ao projeto cultural (por exemplo, tradição, modernidade, competência, criatividade, popularidade, valores culturais, etc.). Também amplia a forma como se comunica com seu público-alvo e mostra para a sociedade que não está encastelada em torno da sua lucratividade e de seus negócios. A partir do momento em que uma empresa empreende uma ação de marketing usando como ferramenta a cultura, ela está fazendo marketing cultural. Nem sempre o patrocínio vem em forma de dinheiro vivo - pode ser uma permuta por passagens áreas (companhias aéreas), estadia (hotéis e pousadas), refeições (restaurantes). Importante é que a ação de marketing deve se encaixar perfeitamente ao perfil da sua empresa, ao público-alvo e ao objetivo buscado (público-alvo, identidade, objetivos). Também é importante frisar que marketing cultural pode (e deve) vir associado a outras ações de marketing.Do ponto de vista financeiro, dependendo do tipo de projeto cultural escolhido, a empresa pode reaver 100% do valor investido, o que seria um bom negócio. Do ponto de vista mercadológico, a imagem institucional dessa empresa e a aceitação que ela tem junto ao seu público-alvo são bastante trabalhados, o que contribui para a solidificação e perenização da empresa. Se o marketing cultural vier associado a outras ações de marketing, seus benefícios serão bastante ampliados.Agora, em relação à valorização da arte num todo, toda e qualquer ação ainda é limitada a sucesso, o público ainda não aprendeu a tomar gosto de visitar exposições de arte, assistir a um teatro ou um espetáculo da dança, as ações são lentas quase não são percebidas pelo público, que também não tem costume de ler um simples “jornal”, há algumas escolas que preferem não liberar os alunos para que possam ter a oportunidade de ter este contato com a arte, pois somente constantemente tendo este acesso é que as pessoas vão passar a entender, amar e valorizar... a arte!"É essencial que nossas crianças sejam incentivadas a uma viagem pelo mundo da arte, onde aprenderão a valorizar sua criação, as dos colegas, bem como as dos artistas brasileiros, aprimorando sua criatividade e imaginação através da experimentação de diversos materiais, formas, cores e técnicas "

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Vivaldo Simoneto - Artista Plástico
Foto: Pintura de Pablo Picasso

Futebol - Por: Amilton Silva

Brasileirão Séria A

Três partidas moviementaram na noite deste sábado (25), a 14ª rodada do Brasileiro da Série A. No Engenhão , Rio de Janeiro, O Botafogo venceu o Internacional RS, por 3 X 2. Após um primeiro tempo primoroso, quando o Fogão venceu por 2 X 0 e poderia ter saído com uma goleada histórica, o Internacional voltou para o segundo tempo muito determinado, e quase sai do campo com uma vitória, mesmo com aplicação do Inter, o Botafogo se superou e saiu vencedor da partida. Wellington e André Lima marcaram no primeiro tempo para o Botafogo. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Andrezinho marcou o primeiro para o Inter, Leandrão empatou para o Colorado. Alessandro marcou o gol que deu a vitória ao Botafogo. No final 3 X 2 para o Botafogo e torcida saui satisfeita com uma bela partida do seu time. Outra partida foi realizada na Arena da Baixada, em Cutiba. O Avaí que a quatro rodadas atrás era o lanterna da competição, venceu o Atlético PR, por 3 X 1, e soma sua quarta vitória consecutiva, subinda para 9ª posição do Brasileirão. Muriqui e Williams duas vezes, marcaram para o Avaí, descontando Marcinho para o Atlético. O Atlético PR permanece na 18ª posição do Brasileirão. No último jogo da noite, o Grêmio venceu de virada por 3 X 2, a equipe do Santo André SP. Souza e Rafael Marques duas vezes marcaram para o Grêmio, descontaram pelo Santo André: Antonio Flávio e Ricardo Goulart.

A rodada do Brasileirão será complementada neste domingo (26) com sete partidas:

26/07 Fluminense-RJ X Cruzeiro-MG 18:30
26/07 Barueri-SP X São Paulo-SP 16:00
26/07 Sport-PE X Náutico-PE 16:00
26/07 Atlético-MG X Goiás-GO 16:00
26/07 Santos-SP X Flamengo-RJ 16:00
26/07 Corinthians-SP X Palmeiras-SP 16:00
26/07 Vitória-BA X Coritiba-PR 16:00

Jogos Realizados Pela Série B do Brasileirão nesta Semana




21/7 21h Castelão Fortaleza 1 x 2 Bragantino Leia o relato do jogo Minuto a minuto
21/7 21h Alfredo Jaconi Juventude 2 x 2 Ipatinga Leia o relato do jogo Minuto a minuto
24/7 21h Frasqueirão ABC 1 x 1 Guarani Leia o relato do jogo Minuto a minuto
24/7 21h Giulitte Coutinho Duque de Caxias 1 x 2 Ceará Leia o relato do jogo Minuto a minuto
24/7 21h Durival de Brito Paraná 1 x 0 São Caetano Leia o relato do jogo Minuto a minuto
25/7 16h10 Moisés Lucarelli Ponte Preta 0 x 1 Figueirense Leia o relato do jogo Minuto a minuto
25/7 16h10 Canindé Portuguesa 2 x 1 América-RN Leia o relato do jogo Minuto a minuto
25/7 16h10 Serra Dourada Vila Nova 2 x 1 Campinense Leia o relato do jogo Minuto a minuto
25/7 16h10 Roberto Santos Bahia 2 x 1 Vasco Leia o relato do jogo Minuto a minuto
25/7 21h Boca do Jacaré Brasiliense 0 x 1 Atlético-GO

Brasileiro Série C

Visando a classificação para a próxima fase do brasileiro da Série C, o Icasa enfrenta nesta tarde de domingo o Salgueiro , no estádio Cornélio à partir das 16:00h. O Icasa ocupa a primeira posição do seu grupo com 13 PG, e o salgueiro a terceira posição com 12 PG. Outra partida importante que movimenta o Grupo B do Brasileiro será entre as equipes do ASA X CRB.

Classificação do Grupo B
GRUPO B
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
Icasa 13 6 4 1 1 10 3 7 72%
ASA 13 7 4 1 2 11 6 5 61%
Salgueiro 12 6 4 0 2 6 8 -2 66%
Confiança 6 7 2 0 5 9 14 -5 28%
CRB 3 6 1 0 5 4 9 -5 16%

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe


Olimpíada Nacional de História do Brasil. Postado por Darlan Reis Jr.

Li essa matéria no Blog História em Projetos.

Resolvi divulgar porque se trata de um acontecimento legal na área das Humanidades. Trata-se da 1ª Olimpíada de História do Brasil. O texto é da Unicamp, no endereço que você acessa aqui.

"[20/7/2009] O Museu Exploratório de Ciências (MC) da Unicamp recebe, a partir 1 de agosto, inscrições para a 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Será a primeira no país na área das ciências humanas. Composta por cinco fases on line e uma presencial, a competição envolverá professores e alunos na resolução dos problemas propostos. O formulário de inscrição e o boleto para pagamento estão disponíveis no sítio do MC até 1 de setembro. A taxa de inscrição é de 15 reais para as equipes de escolas públicas e 35 reais para as equipes das escolas particulares. O valor da inscrição corresponde à inscrição de toda a equipe.


Poderão participar estudantes que estejam regularmente matriculados, no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do ensino fundamental, e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta de até três estudantes, será obrigatória a participação de um professor de história. Os estudantes podem constituir equipes com colegas da mesma série ou de séries distintas, de acordo com o seu critério. O mesmo professor poderá orientar mais de um grupo. No entanto, um aluno poderá participar de apenas uma equipe.

Assim que for efetuada a inscrição, os participantes receberão login e senha para participar das cinco fases on line. Em cada fase, alunos e professores precisarão responder às questões de múltipla escolha e realizar tarefas determinadas. As fases on line, com duração de seis dias cada, poderão ser impressas para facilitar o trabalho dos jovens historiadores. “É preciso tempo. Não é uma ou duas horas. As equipes precisarão de tempo para refletir”, argumenta a Historiadora Iara Lis Franco Schiavinatto, docente do curso de Pós-graduação em História e Artes da Unicamp. “O conhecimento na área de humanas tem que ter um pouco de contemplação”, complementa a historiadora e diretora associada do MC, Cristina Meneguello.

A página da ONHB oferecerá documentos, textos e sugestões de leitura para auxiliar na resolução das questões. Mas não pense que será fácil! “A gente privilegiou a leitura de documentos. Ao invés do texto pronto, a equipe fará de certa forma o que os historiadores fizeram para chegar a um determinado estudo. A intenção é que os estudantes percebam que sobre um mesmo tema podemos realizar abordagens diferentes”, explica Cristina. A seleção das equipes classificadas para a fase seguinte será dada de acordo com a pontuação conseguida até aquele momento. A soma de cada fase é cumulativa para a classificação final.

As fases 1 e 2 serão constituídas de 10 questões de múltipla escolha, mais uma tarefa. Nas fases 3 e 4 haverá 20 questões de múltipla escolha, mais uma tarefa. A fase 5 terá apenas uma tarefa. A fase 6, presencial, acontece na Unicamp, nos dias 14 e 15 de novembro, envolvendo questões e vários desafios, que serão elaborados no decorrer da competição. Para participar da final, o MC custeará a vinda de uma equipe de escola pública, de cada região do país (Norte, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste), que tiver alcançado a maior pontuação até a quinta fase da competição. Na primeira fase, 90% das equipes participantes são aprovadas. Nas segunda, terceira e quarta, 70%. Na quinta fase a Organização espera selecionar, no máximo, 300 equipes.

Lidar com heterogêneos é uma das principais metas dos Organizadores da 1ª Olimpíada em História do Brasil. Buscando integrar as cinco regiões do Brasil, a Olimpíada trabalhará com sete grandes eixos temáticos: cidadania, trabalho, colonização, sociedade, urbanização, territorialidade e industrialização. Com esses temas, toda a história do país pode ser contemplada, considerando-se, contudo, abordagens diferenciadas, de acordo com cada região brasileira. O filósofo e historiador José Alves de Freitas Neto, coordenador do Curso de Graduação em História da Unicamp, explica, no entanto, que não se trata, apenas, do entendimento diferenciado de um mesmo fato histórico em cada estado. “Estamos falando da atenção que todas as regiões dedicam a sua própria história, dentro de um processo mais amplo”, explicou.

A ONHB premiará escolas, alunos e professores considerando, exclusivamente, o resultado das provas da fase 6. Os alunos ganharão medalhas de ouro, prata e bronze. Os professores receberão placa de homenagem e certificado e a escola receberá doação para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista História da Biblioteca Nacional por um ano. As equipes eliminadas nas fases on line receberão certificados de participação. Mas não é só isso. A Olimpíada é uma forma de aprendizado tanto para os alunos, quanto para os professores. “Ela também é um recurso didático”, lembra a Historiadora da Unicamp, Eliane Moura Silva, responsável pela elaboração de conteúdos educacionais didáticos para o Estado de São Paulo. A competição possibilita, de acordo com o historiador José Alves, que o professor utilize o conteúdo da Olimpíada em turnos e séries diferenciadas. “Compõe um eixo curricular importante na formação dos estudantes”, acrescenta Alves.

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. O evento é patrocinado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional.

CALENDÁRIO
Inscrições - 1/8 a 1/9
Fase 1 - 7 a 12/9
Fase 2 - 14 a 19/9
Fase 3 - 21 a 26/9
Fase 4 - 28/9 a 3/10
Fase 5 - 5 a 10/10
Divulgação/Fase Final - 15/10
Confirmação/Fase Final - 20/10
Recepção - 13/10
Fase 6 - 14 a 15/11"

Acho importante que o pessoal da região participe. Vamos lá!

A Fogueira dos nossos Sonhos - Por: Dihelson Mendonça


Acreditei numa Mentira por 25 Anos...


Meus pais me ensinaram grandes valores. Ensinaram-me a ser uma pessoa honesta, batalhar com o suor do meu rosto pelas coisas em que eu acreditava. Meu pai ensinou-me o trabalho, o estudo e o patriotismo. Amar o meu País. Servir à minha Pátria de todas as formas. Foram longos anos de estudo, de luta e de formação de conceitos. Pertenço a uma geração que teve que conviver com soldados no poder, e crer não neles, mas em pelo menos uma coisa que rezava na sua cartilha: A de que o meu país é o meu lar. E de que eu tenho que ser fiel à minha Pátria, honrá-la e respeitá-la. Vivi em tempos de uma ditadura militar, de perigosos anos 70, quando não se podia falar a palavra "comunista" porque poderia ser prêso no Brasil. Já no fim da década, começaram a surgir movimentos para tentar livrar o povo Brasileiro do jugo daqueles a quem todos considerávamos "criminosos", que um dia promoveram o infame AI-5. Surgiu o Partido dos Trabalhadores. Na época, pensei: "Que maravilhoso! Um partido feito por aqueles que trabalham, que realmente constróem o Brasil, que dão o seu suor para sustentar a pátria querida!" . A cada dia, o partido se agigantava e eu me espelhava naquelas pessoas que caminhavam com bandeiras vermelhas, simbolizando o sangue, líamos livros estranhos que falavam em Lenin, Chê Guevara, adorávamos Guevara e tínhamos posters de "Hay que endurecer-se sin perder la Ternura jamás" nas paredes sem mesmo nunca tê-lo visto. Honrávamos as barbas do revolucionário Fidel Castro, dentre tantas coisas. Éramos jovens e puros.

Vieram várias campanhas, dentre as principais, a das "DIRETAS JÁ". Todos juntos, oposição reunida. Lutamos com o coração, ainda que sem pisar como muitos, nos gramados do Congresso Nacional, torcendo debaixo de uma bandeira sob a chuva, que simbolizava o fim de uma era de terror para o Brasil. O Fim de assassinatos, aguardando por "tanta gente que partiu num rabo de foguete", exilados ou auto-exilados por tentar defender as liberdades e garantias individuais do nosso humilhado povo.

E como vibrávamos naquela manhã ! Sentíamos na alma de Brasileiros o doce calor dos novos tempos, dos rostos de cara pintada, dos jovens que éramos, ingênuos, muitas vezes, acreditando e tentando acreditar que nossa pátria estaria finalmente livres de toda a corrupção que nela havia. Veio a morte de Tancredo Neves, que era a esperança para muitos de um Brasil decente. Como nos causou comoção, ver a repórter Glória Maria, em edição extraordinária na TV Globo anunciar que finalmente, Tancredo Neves estava morto!

E ao longo do tempo, os nossos partidos de esquerda ganharam espaço e simpatia no coração do povo Brasileiro. Não de todos. Alguns, surgidos talvez das velhas práticas da antiga ARENA - Aliança renovadora Nacional, se transformaram em PDS, PFL, etc. Esses tais depois pularam de partidos, assumiram a gerência da nação Brasileira, e começamos a ficar desapontados com os novos rumos que o nosso país tomava: Inflação descontrolada, Corrupção descontrolada, escândalos de toda espécie eram comentados nos bastidores, sempre denunciados por nossos partidos de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores, o PT, que muito lutamos para que crescesse, ostentando o brasão da ética, da moral e da verdade para o Povo Brasileiro.

Batalhamos muito para que um dia pudéssemos nos livrar das "elites" que dominaram o Brasil desde as já tão longe "diretas já". Após os últimos Presidentes do regime militar, um deles, o João Batista de Figueiredo, que era dado a gostar de cavalos, eram sempre apoiados pela TV Globo, que promovia espetáculos para iludir o povo do Brasil, chegando até a mostrar reportagens sobre cavalos, que o presidente deveria apreciar bastante... Depois, vieram Presidentes estranhos, como SARNEY, ...um cara que usava um topete ridúculo e paquerador, por nome ITAMAR FRANCO, e depois um episódio inédito na política brasileira: Um outro que veio das Alagoas, por nome Collor de Melo, falando de forma enfática, como Hitler, olhando nos olhos, sem titubear, conseguiu nos iludir mais uma vez. O candidato do PT, o nosso Lula, disputou eleição com o Collor, mas perdeu. Entramos pelo cano mais uma vez. Deixamos de acreditar nas "propostas de um trabalhador que veio do Nordeste num pau-de-arara, gente humilde que desde os anos 80 trazia o estandarte da luta contra a corrupção", para acreditarmos na retórica brilhante de um Collor.

Passado algum tempo, vimos que fizemos péssima escolha. O Homem Colorido era um tremendo vigarista. Foi preciso muito esforço e uma campanha de Impeachment envolvendo todo o povo brasileiro para vê-lo saindo pelos fundos do palácio da alvorada num helicóptero, mas ainda assim, de cabeça erguida. Estava fora o caçador de marajás, ele mesmo um dos grandes, que havia oferecido festas nababescas para os seus amigos nas dependências dos palácios de Brasília. Livrávamos naquele instante, de um grande gênio do mal, odiado por todo o povo Brasileiro.

Depois surgiu em cena, um professor. Veio da Sourbone, todo falante, dizia saber muito; Que sabia tirar o país da situação em que se encontrava. O povo Brasileiro, ingênuo, acreditou nos planos mirabolantes desse professor. Só que o professor gostava mesmo era de viajar. Alguns apelidaram-no de Viajando Henrique Cardoso. Este lutou também contra o nosso Lula nas eleições. Assistimos pela TV como desde os anos 80, o Lula mais uma vez disputando, agora bem mais velho, tentando se eleger contra uma "elite podre" que muito dinheiro possuía e que eram "amparados pelas oligarquias de São Paulo" - é o que se dizia. Enquanto isso os trabalhadores faziam piquetes nas portas das fábricas, ostentavam bandeiras vermelhas, gritávamos palavras de órdem, alguns davam seu sangue ( literalmente ), como o Chico Mendes para livrar o País do clima de injustiça e submissão que reinava. Mais uma vez, o mêdo havia vencido a esperança! - "A esperança equilibrista" - na ânsia de que um dia poderíamos ficar livres de vez das muitas mazelas de nosso país. Nossa esperança nessa época, eram os partidos de esquerda, como o PT, o PDT de Leonel Brizola, que era um caudilho, mas que falava com propriedade. Dizia Brizola: "O primeiro ato do meu governo, no dia primeiro, na primeira hora de mandato, é assinar um decreto quebrando o monopólio da Rede Globo de Televisão", empresa criada nos anos 60, com apoio do grupo americano Time/Life e que se prestou a ser o Jornal da Ditadura, mas que após a transição para os governos civis, passou para o outro lado, estando sempre do lado do poder e do dinheiro.

Enfim, o homem da Sourbone e do Neo-Liberalismo, criou coisas aparentemente boas, inventou um tal "Plano Real" que a princípio foi bom, mas depois se mostrou desastroso para o nosso país. Inúmeros escândalos explodiam, e ao final, o Brasil estava pior do que antes, à beira do Caos em todos os sentidos.

Novamente, e imbuídos do mais puro sentimento de patriotismo, voltamos às velhas barricadas daqueles tempos imemoriais, quando em cada eleição, procurávamos trazer aquele que esteve conosco desde os anos 80, falando em todos os meios de comunicação que um governo do PT seria incrivelmente diferente dos anteriores. O nosso "Lulinha" agora estva mais "Paz e Amor". Aquela prepotência, a Arrogância tão características suas, haviam passado, e de cabelo arrumado e paletó engomadinho, se adaptava mais ao perfil que a mídia moderna exigia para uma campanha que pudesse dar certo.

Era talvez a chance de "passar o Brasil a limpo", de ver "se a esperança vencia o medo", de acreditar que pudéssemos nos livrar de toda a roubalheira que sabíamos existir na era FHC de privatizações, que era denunciada pelo Lula e pelos partidos de esquerda.

Vieram as eleições. E novamente, fomos às ruas. Muitos de nós organizaram verdadeiros comitês pela internet, - tempos modernos -, refutando todas as acusações contra nosso líder maior e barbudo. Tínhamos agora acesas em nosso peito aquele restinho de esperanças de ver um Brasil mudado, de ver que num governo de esquerda, não haveria corrupção, pois passamos 20 anos a esperar por esses tais dias.

Eleições concretizadas. Qual não foi a surprêsa para todos os Brasileiros, ao ver que finalmente "A esperança havia vencido o Medo". Lula havia ganho as eleições. Nossos corações vibravam. Éramos um povo feliz. Poderíamos enfim, testar os conceitos daqueles que sempre haviam sido a pedra da vidraça por 25 anos. Poderíamos enfim, por em prática os planos de socialização. A luta pela moralização do país, a luta contra toda a corrupção que existia...mas...


Infelizmente, para nossa imensa decepção enquanto brasileiros, mais uma vez, os nossos guardiães da moralidade, aqueles a quem demos as nossas forças, o nosso suor, o nosso sangue, nos traiu escandalosamente. Começaram a aparecer dados muito concretos de escândalos absurdos, como o Caso Celso Daniel, Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia, Operação Anaconda, Escândalo dos Bingos, Expulsão de Políticos do PT, Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004, irregularidades na Bolsa-Escola, Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência, Escândalo dos Correios, Escândalo da Usina de Itaipu, Caso Daniel Dantas, Escândalo do Mensalão, Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo, escândalos de corrupção envolvendo ministros no Governo Lula, e muitos e muitos outros. Eram tantos escândalos e até essa data, que são difícieis de enumerar.

Ao ver tudo isso em retrospectiva, vi que fomos enganados por mais de 25 anos acreditando numa lenda. Vi no poder, pessoas em que eu acreditei como sendo os maiores guardiães de um Brasil livre de corrupção cometendo crimes graves contra a nação e ficando na Impunidade. Vi gente como Zé Dirceu acusado de fazer grandes trambiques na sala ao lado do Cacique maior, vi gente como Delúbio na CPI do mensalão mentindo descaradamente, babando e sorrindo, porque sabia que dali sairia uma bela Pizza. Vi Marcos valério e vi muitos outros. Vi gente transportando dólares em Malas e Cuecas. E senti-me triste como brasileiro. Como todos nós que depositamos a esperança num quadro de ética e de moral que era apenas fumaça, mais um engodo para levar gente mesquinha ao poder.

E compreendi que fomos usados e violados no mais profundo senso da vileza humana e deprimente, que é usar-se da boa fé de um povo. Não com meras promessas de uma campanha passageira, como os outros fizeram, mas enganados por um plano ardiloso que já durava 25 anos, sempre nos apresentado como o supra-sumo dos tempos modernos, de um futuro deslumbrante que poderia se descortinar, se colocássemos os partidos de esquerda no poder.

Em nenhum momento deixamos de saber que nos governos anteriores existiu corrupção. Nunca negamos como brasileiros, que essa era a verdade. Nunca deixamos de saber que FHC, Sarney, Collor, Maluf, ACM, não eram homens de todo corretos. Haviam falhas enormes em todos eles. E por essa exata razão é que pensávamos que se elegêssemos aquele que se portou de guardião dos bons princípios que devem nortear a democracia com suas grandes virtudes, pudéssemos reverter todo esse quadro de verdadeira bandalheira que existia e que existe no Brasil.


Mas estávamos errados. Quão profundamente errados! Votamos nos partidos de esquerda como uma espécie de tábua de salvação, de último recurso ao Brasil, e o que ganhamos ? Recebemos o troco pela nossa grande ingenuidade. Estupraram a consciência dos brasileiros com inúmeros escândalos, mais corrupção, e agora mesmo, de forma escancarada. Nem é preciso mais esconder os crimes. Não se precisa nem mais negar. Os homens do poder, podem fazer o que bem quiserem e sair pela porta da frente, sem o menor temor. Negam-se até a depor. Conseguem documentos para isso. Temos um Congresso comprado, loteado, corrupto, que segue as leis de mercado daqueles que pagam mais. Não todos os congressistas, felizmente. Mas as manchetes pipocam todos os dias em TODOS os Jornais do país.

A "esperança equilibrista" que sonhamos para o nosso país, o conjunto de grandes valores morais e éticos ensinados por nossos pais, mais uma vez foram esquecidos. Elegemos aqueles que nos traíram não por uma mera eleição, não por um mandato apenas, mas por toda uma vida. Tiraram dos nossos olhos o brilho da nova esperança para o Brasil. Arrancaram de nossos corações o desejo de lutar e de ainda acreditar que possam existir ainda nesse país homens de boa vontade ( mas sabemos que existem ). Enfim, soterraram sob uma pilha de escombros, os nossos mais sublimes sonhos. Os sonhos de todo um povo de ver gente feliz e soberana, de ver nossas crianças acreditando que nossos ideais de esperança, de honestidade, de educação,, de cultura, e de todas as outras virtudes, seguirão adiante com um futuro certo e de gente limpa. Mancharam e tripudiaram da nossa alma de povo altivo. Cuspiram na nossa honra verde-amarela. Rasgaram a nossa bandeira de luta em troco de mensalões e mensalinhos.


Em que pode o povo Brasileiro HOJE acreditar ?

Em qual político dessa imensa balbúrdia, todos conluiados se pode crer ?
Quando se reuniram num mesmo caldeirão aqueles que passamos a vida lutando contra, tais como Sarney, Collor, Renan, e outros e outros mais... Estão todos aí, estão todos numa boa, estão todos usufruindo do calor da fogueira dos nossos sonhos, do nosso suor, do nosso sangue, e da nossa esperança, que nunca foi de fato concretizada, e que mais uma vez nos trouxe do abismo, aquele que sempre foi de fato o nosso único e eterno "companheiro":



O MEDO !

Todos os Atores desse imenso Circo Reunidos:




"Ri! Coração, Tristíssimo palhaço..."

Por: Dihelson mendonça

O encontro tucano em Crato – Por Beto Fernandes

Confesso que gostaria bastante de ter prestigiado o encontro regional do PSDB em Crato. Compromissos aqui em Juazeiro do Norte impediram, mas acompanhei através das coberturas dos jornais O Estado, O Povo e Blog do Crato além de atenta observação de um amigo sensato.

Como ato político é digno de reconhecimento o encontro tucano, assim como de qualquer outra agremiação partidária merecendo os créditos da imprensa e, por conseguinte comentários e críticas favoráveis e contrárias dos leitores e eleitores. Peço o zelo aos amigos para compreenderam minhas observações às personalidades envolvidas no encontro e ao fato em si, jamais as opiniões e preferências eleitorais ou cobertura jornalística.

À medida que filiados, eleitores e simpatizantes confirmam a força e liderança do Senador Tasso Jereissati, verificamos que o líder maior (isso soa muito melhor que cacique) mostrou-se inundado num mar de contradições e paradoxos. O Tasso Jereissati que afirmou que nosso Estado precisa de “sangue novo” é o mesmo que em 2006 concedeu apoio branco ao então candidato a Governador Cid Gomes. Quando digo apoio branco é porque não foi oficial em função de a época exercer a presidência nacional do PSDB que tinha no Ceará como candidato Lúcio Alcântara. A outra razão foi à ameaça do PT de romper a frente com o PSB, indicando candidatura própria. Tasso fez de conta que não apoiou. Cid de conta que não recebeu o apoio e o PT e PC do B que isso não ocorria. A época, todos tinham um interesse comum: chegar ao poder. Cid seria Governador. O PC do B com possibilidades de eleger o seu primeiro Senador pelo Ceará (Inácio Arruda) e manter um deputado federal (Chico Lopes) como de fato ocorreu. O PSDB sabia das dificuldades da eleição de Lúcio desde 2002 quando ganhou por pouco de José Airton Cirilo. Se, foi difícil ganhar naquela oportunidade com apoio do “homem dos olhos azuis” (soa melhor que Galeguim dos Zói Azul) imagine sem? Foi uma eleição do “faz de contas” onde real apenas o voto e a vitória de Cid.

É impossível falar sobre política sem lembrar alguns fatos do passado já que ela é feita do antes, principalmente do agora e as conseqüências para o depois. O jogo de conveniências da política foi definido por Gonzaga Mota como dinamismo e por esta razão fiz essa breve recordação. E imaginem que para viabilizar uma eventual nova candidatura ao Governo, Lúcio já admitiu, inclusive, sentar com o PSDB. Se ele não serviu a época, serviria agora para os tucanos? Os políticos além de enganar, salvo raras exceções, adoram também enganar-se.

Mas voltando ao encontro do PSDB em Crato, o Senador Tasso com linguagem tucanês confirmou a tese do “murismo”, ou seja, dos que falam querendo não ferir e agradar a platéia, ficando em cima do muro. Sem se referir a Cid como aliado ou adversário o Senador lembrou que seu partido deve “bancar uma novidade na disputa”. Quando disse isso elementarmente que atenções voltaram-se ainda mais para o Prefeito de Crato Samuel Araripe. Ele Tasso descartou uma candidatura sua, mesmo sendo muitas as insistências dos prefeitos tucanos, por saber que ele teria condições de equilibrar a disputa. E por que Samuel? Dentre outras razões pela boa administração e por ser o único tucano a efetivamente estar administrando uma cidade com destaque no Estado.

O problema é que Samuel (político pelo qual tenho particular admiração) cometeu um equívoco recentemente ao dizer publicamente que votaria em Cid Gomes. Reconhecer o que um governador faz por um município é natural, enaltecer politicamente é outro ponto. Imaginem então a cena com o eleitor a cobrar coerência de todos estando num mesmo palanque Samuel, Waltinho, Sineval Roque, Ely Aguiar, Dr. Valdetário e tantas outras lideranças. Todo o Cariri já sabe que Samuel é hoje dentro do PSDB um nome que pode somar não apenas como vice, mas até como cabeça de chapa, apenas o próprio Samuel e sua excessiva diplomacia não. E atentem que enquanto Samuel admitia a possibilidade de votar e apoiar Cid, este em entrevista a emissora de rádio em Juazeiro afirmava que a única liderança política do Cariri seria Camilo Santana. Parece que as contradições não são exclusivas do líder máximo do PSDB cearense.

Para não pensar que estou a ressaltar apenas esse episódio com Samuel Araripe há outros prefeitos tucanos como o de Campos Sales, Paulo Ney Martins que na inauguração de uma obra em seu município, virou-se para Cid e disse que mesmo não tendo lhe apoiado em 2006 (votava em Lúcio Alcântara, pelo menos dizia, e em Léo Alcântara para federal) estaria pronto para apoiá-lo em 2010. Não tem coisa pior que se oferecer, mesmo em política. Antes de um ato educado é vulgar.

Algum assessor precisa advertir o Senador que estar velho não significa estar incapacitado para exercer uma atividade. Para ele seria até bom e confesso adoraria vê-lo disputando com Cid. Seria a batalha do “criador com a criatura”. Em tendo nova oportunidade de governar o Ceará poderia perfeitamente, mais experiente, mais passado na casca do óleo, rever conceitos, acertar novamente no que foi bom para a população, mas principalmente fazer ALGO DE NOVO PARA O POVO.

Perdoem-me por ter esquecido inicialmente, mas falam também em outro nome do Cariri para uma candidatura majoritária ao Governo do Ceará pelo PSDB. Seria a do hoje deputado federal Manoel Salviano. Esquecem apenas de um detalhe. Salviano foi derrotado nas urnas ano passado para prefeito. Seu oponente teve 67 mil votos. Foram mais de 30 mil votos de maioria. Eu disse maioria. Querer impor seu nome como forte é no mínimo um equívoco. Liderança política é quem está com força na atualidade e no Cariri dentro do PSDB é Samuel, não Salviano, já que há quem diga ter inclusive uma reeleição complexa, principalmente pelo surgimento de mais um nome em sua principal base eleitoral, Juazeiro, que é Raimundo Macedo (PMDB), seu desafeto.

Vi fotos de aparentes discursos enérgicos. Discursos de políticos que cobram uma posição de independência do PSDB, mas são absolutamente subservientes a ao Governo do Estado, dizendo SIM a todas as mensagens de Cid Gomes. São suplentes que estão no exercício e pousam de donos do mandato. Um participante me revelou que Vasques Landim foi muito aplaudido em Crato. Lembro apenas que foi o mesmo bastante criticado porque desejava inclusão de Juazeiro na nomenclatura da Região Metropolitana do Cariri. O mesmo para quem sugeriram até o título de “persona non grata” por parte da Câmara Municipal.

O PSDB quer pousar de galo (desculpem o trocadilho nas aves já que o símbolo do partido é um tucano) quando na atual conjuntura não passa de um franguinho. Não se pode cobrar mudança fazendo parte do processo. O PSDB não tem autoridade parta criticar o modelo político e administrativo atual do Ceará porque é agente direto do mesmo. Que entregue os cargos que tem como a Secretaria de Justiça (Deputado Marcos Cals) e a de Turismo (Bismarck Maia – que é suplente de deputado federal). É bíblico: não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. Não podem preparar omeletes sem quebrar os ovos. Aqui não há nenhum questionamento sobre a capacidade técnica de nenhum dos secretários, apenas cobrança de coerência.

Em resumo o PSDB precisa parar de comer sardinha e fingir que arrotar caviar. Isso transparece arrogância e prepotência. O PSDB, supostamente saiu do poder, mas parece que o poder não saiu deste. A vida é formada por ciclos e na democracia isso é uma realidade também. Talvez o ciclo do PSDB tenha chegado ao fim. Eu disse talvez, porque em política o impossível é possível e possível torna-se impossível graças ao dinamismo da política (mais uma vez lembro Gonzaga Mota). Antes que alguém pense que sou anti-tucano deixo claro que não. Diferente dos radicais eu não vejo a era das mudanças de forma negativa. Teve erros e acertos. É bem verdade que podiam ter feito muito mais não fosse à arrogância dos tucanos maiores e subserviência de muitos líderes interioranos. Na verdade sou simpático à idéia de uma candidatura caririense ao Governo. Samuel, Camilo, não importa o partido, importa o nome e a identidade, o projeto.

E antes que alguém diga que essas são observações de um petista, comunista ou psbebista informo que não sou filiado a nenhuma das agremiações. Não votei, não voto e não votarei em Cid Gomes. Não concordo com a idéia de querer juntar todos os partidos e lideranças em um só palanque. Defendo a oposição em todos os sentidos já que a unanimidade colabora para vícios.

E para provar considero pior que a atuação do PSDB apenas a do próprio PT que se sujeitou a ser coadjuvante no processo. Pela composição da frente indicar o vice e ter cargos estratégicos com ótimos técnicos como tem, e aceitar SER PODER tendo parceiros como o PSDB a quem sempre criticou pela forma como fazia política e administração. O PT piorou ou o PSDB melhorou? Nesse sentido, apenas se igualaram. Não cola essa idéia de se juntar, mas não se misturar.

Confesso que torço para que Ciro Gomes se candidate a Presidente da República. Torço porque isso faria uma nova conjuntura. O irmão governador, certamente iria apoiá-lo, pelo menos em tese. O PT, para garantir palanque ao candidato (a) de Lula da Silva lançaria também candidato (José Pimentel, Luiziane Lins, Ilário Marques, José Guimarães, professor Pinheiro, José Airton) e teríamos ainda a do PSDB. Seria uma outra realidade.

Por fim uma lembrança do eleitor consciente. Mais que o partido vale o nome. Mais que o momento vale uma trajetória. Coerência, dinheiro no bolso, humildade e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Ao PSDB, PT, PSB e PC do B uma lembrança final: Difícil tanto quanto chegar ao poder é permanecer no poder.

Por: Beto Fernandes com fotos de Dihelson Mendonça.

Liberdade - Fernando Pessoa


Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fonte: Internet

MISSA DO VAQUEIRO em fotos... Por Pachelly Jamacaru

Só pra lembrar que Domingo aconteceu a tão conhecida festa da: MISSA DO VAQUEIRO, na cidade de Serrita, sertão do Pernambuco, segundo fontes de informação preciosa do Dr. Roberto Jamacaru Filho.






Clicar, pra ver melhor esta imagem!


Fotos: Pachelly Jamacaru
c/Marca D'água
"Direitos reservados"

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