xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 julho 2009

Notícias do Crato para o dia 25 de Julho de 2009


25-07-2009
Ação da Saúde no bairro Sossego, em Crato

A Secretaria de Saúde do Crato desenvolveu atividades tais como aplicação de flúor, escovação supervisionada, distribuição de kits para escovação, verificação de pressão arterial e teste de glicemia no dia 25 de junho, no bairro Sossego, em parceria com a Associação de Moradores da localidade. Foram disponibilizados três dentistas, uma enfermeira e uma auxiliar de enfermagem.

Mais de sete mil preservativos distribuídos na ExpoCrato pela equipe da Saúde

No período da EXPOCRATO foi realizada uma campanha de orientação sobre DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV/AIDS, orientando de como é que se transmite as doenças e esclarecendo sobre a gratuidade de exames. Durante o período de 12 a 19 de julho foram distribuídos sete mil e duzentos preservativos. A Vigilância Sanitária esteve por toda a EXPOCRATO realizando trabalho de fiscalização, garantindo a comercialização segura de alimentos com objetivo de bloquear a possibilidade do surgimento de doenças. Neste sentido, foram realizadas ações educativas e de orientações de boas práticas de higiene, tentando conscientizar os proprietários de barracas e vendedores ambulantes sobre a manipulação correta e segura dos produtos comestíveis.

Uma equipe técnica, composta de dois fiscais sanitários, médicos veterinários e tecnólogos realizou ações de fiscalização sanitária. A secretaria montou um stand no centro do parque da EXPOCRATO, bem acessível e visível para distribuir material educativo e realizou prestação de serviço a população. Foram cadastrados e inspecionados 190 estabelecimentos comerciais de venda de alimentos. Foram distribuídas com os manipuladores de alimentos 900 toucas descartáveis, duas mil unidades de luvas para uso doméstico e 40 caixas de hipoclorito de sódio nas barracas para desinfecção e higienização de frutas e verduras.

A Secretaria de Saúde do Crato recebeu denuncias da população quanto à deficiência de higiene em alguns estabelecimentos de venda de alimentos, inclusive com o prazo de validade vencido. Todas as reclamações dos consumidores foram averiguadas e tomadas as providencias cabíveis, disse a secretária Nizete Tavares. As ações executadas pela equipe se alinham com a política de saúde do município do Crato, fortalecendo assim a relação da Vigilância Sanitária com a sociedade cratense e visitantes a ingestão de alimentos saudáveis e seguros.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Se seu comentário não for publicado de imediato no Blog do Crato, o que fazer ?

Olá, gente,

Acabo de liberar mais 20 comentários. Peço a compreensão dos comentaristas se seu comentário não aparece de imediato no Blog. Todos os comentários chegam para moderação aqui na Redação, e muitas vezes não estamos diante da tela para liberar de imediato, mas saibam que pelo menos 99 por cento dos comentários que nos chegam estão sendo liberados. E artigos publicados.

Se porventura alguém teve seu comentário não publicado no prazo de até 24 horas da postagem, entre em contato conosco para tentar solucionar. De antemão avisamos que comentários anônimos não são publicados. Coloque o seu nome, assine em baixo. faça como todos. Construamos uma sociedade justa e responsável.

E quem tiver algum artigo que não foi publicado, por gentileza, cobre via e-mail, ou através de um comentário. Tudo que está chegando via e-mail, estou publicando na medida do nosso tempo e das nossas atribuições.

Abraços,

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato

Stand By Me - Campanha Mundial de Solidariedade - Por Cesar Augusto


Blog do Crato dá sua contribuição para a campanha "Stand By Me"

Através do nosso colega Cesar Augusto, entramos em contato com esse projeto maravilhoso:



Essa canção diz, não importa quem é você, qual o seu destino na vida, em algum ponto, voce vai precisar de alguém ao seu lado. Esse é o resultado do esforço de um grupo de músicos no mundo todo. O dinheiro apurado nessa produção vai para uma organização de nome "Playing for changes", que ajuda comunidades ao redor do mundo a melhorar suas qualidades de vida. O grupo já construiu a primeira pequena escola na Africa. Uma inspiração para muito de nós, senão todos nós.

Por: Cesar Augusto

O Mar da Intranquilidade Por : J. Flávio Vieira

Os mais velhos ainda lembram. Teria sido aí pelos meados de 1969. Transformações importantes começaram a acontecer em Matozinho. A vilazinha, provinciana, ganhou ares modernosos. O certo é que tudo, a partir dali, parece ter mudado do aluá à Champanhe. Alguns atribuíram a nova era à chegada, coincidente, do primeiro gerador de energia elétrica, na cidade. Instalado na subida da Serra da Jurumenha, a Casa de Força, como passou a ser chamada, iluminava as ruas, com uma luzinha bruxuleante, do anoitecer até às vinte e uma horas. Depois disso, após três piscadelas seguidas de aviso, desligavam-se os motores até a noite seguinte. O gerador era puxado por uma imensa caldeira a vapor, dessas que depois se passaram a usar nos engenhos de rapadura da região. Os postes cortavam as ruas, arrastando fios de onde, periodicamente, brotavam luzes elétricas. Com exceção da casa do prefeito Sindé Bandeira, nenhuma outra residência, de início , teve o privilégio de se ver iluminada. O gerador mal conseguia levar energia às gambiarras oficiais. Eram freqüentes os black-outs , o povo já apelidara até a Casa de Força de : “o Vagalume de Sindé”.
Ninguém nunca imaginou, por outro lado, que aquela luz de pirilampo traria tantas mudanças de hábito no povo de Matozinho. As rodinhas de praça se prolongaram até mais tarde. Os namoros arrochados , agora sob holofotes, tiveram que afrouxar mais. Os bares e as boticas ampliaram seu horário de atendimento, menos por motivos comerciais e mais por razões puramente fofocais. As cadeiras agora , no anoitecer, saltavam das casas para as calçadas com muito mais ímpeto. Os seres noctívagos da Vila, acostumados a trabalhar sob a cumplicidade das sombras, começaram a ter que redobrar os cuidados e inventar caminhos novos, longe do foco denunciador dos postes.
A mais importante reviravolta em Matozinho, a princípio, não ficou bem visível aos olhos de seu povo : o rebaixamento da Lua a um astro menor . É isso mesmo, amigos, pouco a pouco , sem que ao menos se apercebesse, a lua se foi tornando mais e mais distante da Vila. Ofuscados pelas luzes dos postes, os matozenses perderam as fases do nosso satélite natural e a alternância do seu brilho. Ela deixou de ser a lua dos amantes. As amadas de Matozinho já não mais lhe faziam inveja e seus olhos já não carregavam o resplandecer dos raios lunares. Sem falar que , de repente, desapareceram os sacis, os lobisomens, os vampiros, os bichos papões, as almas penadas. Como uma catástrofe dessas pôde acontecer logo com Matozinho ?
Apesar da forte ligação da chegada da “Casa de Força” com esta comutação nos costumes, não havia consenso sobre a sua real importância . Uma outra ala lembrava um outro fato histórico. Neste mesmo período, não foi quando o homem pisou na lua pela primeira vez ? Desvirginada, ela teria perdido seu encanto, era agora uma fêmea como outra qualquer. Perdera o frescor das ninfetas, aquela sensualidade que brota da busca do aparentemente intocado e inatingível. Esta teoria era amplamente divulgada por Antonio das Calabaças, homem letrado, que lia jornais da capital e depois pousava de cientista, explicando como a Apolo XI, com seus astronautas desceram no “Mar da Tranqüilidade” e ficaram passeando na lua, “devagarzinho como quem toma chegada prá matar Nambu”.
Contrário veementemente a esta teoria estapafúrdia colocava-se , sempre, o Cel Serapião Garrido. Dizia não agüentar estes cabras que mentem mais do que cachorro de preá:
-- Onde já se viu um bando de mentiroso desses ! Se Deus quisesse que a gente fosse prá lua , tinha botado uma escadinha até lá, seus bando de incréu ! E me diga aí , quem diabos era doido de baixar lá pra ter que enfrentar o Dragão de São Jorge ? Eu só quero que um mentiroso desses venha contar essas potocas aqui na minha frente, preu lhe dar um corretivo com meu facão rabo de galo !
Jojó Fubuia, entre um gole e outro, concordava com o Coronel. Aquilo era impossível :
--- Meus amigos, isso de americano ter chegado na lua é pura mentira. Ora, se nem Juvenal Fogueteiro, que tem mais de trinta anos que faz fogo, chuvinha e pichite, conseguiu ! No ano passado, andou até perto, fez um foguetão com mais de cem polvarilho cheiinho de pólvora. Tocou fogo no rabo do bicho que se danou nos ares, em busca da lua. Pois num é que ele disse que o foguetão chegou lá, só que ele calculou mal, e o bicho quando baixou por lá era em lua minguante e o foguete escorregou na beradeinha da lua e lascou-se no chão. Se ele, acostumado a fazer rasga-lata num conseguiu, quanto mais americano!

Por: Dr. José Flávio Vieira

O BRASIL “QUEBROU”, SIM - TRÊS VEZES - QUANDO DO GOVERNO FHC (MATANDO A COBRA E MOSTRANDO O PAU) - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Numa das nossas postagens aqui no blog afirmamos – com convicção, porquanto conhecedores da realidade - que no caótico, corrupto e deplorável governo de FHC o Brasil “quebrou” três vezes (e isso é público e notório, embora alguns teimem em não aceitar).
Acontece que, ao comentar uma postagem do Valdetário, um dos ilustres freqüentadores do blog, gratuitamente, tentou nos desqualificar, afirmando “...E ainda tem gente que diz e repete: FHC “quebrou” o Brasil Três vezes. Ignorância e má fé, para dizer o mínimo”.
Como o “nosso” blog é acessado por milhares de pessoas (inclusive no exterior) respeitosamente disponibilizamos, abaixo, os documentos comprobatórios do que afirmamos, a fim de que não pairem dúvidas a respeito (ou, se for o caso, para se saber quem está usando de "ignorância e má fé").

José Nilton Mariano Saraiva

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(PRIMEIRO ACORDO COM O FMI - 13.11.1998 - GOVERNO FHC)
Brasília 13 de novembro de 1998
Prezado Sr. Camdessus
O memorando de política anexo descreve as políticas econômicas e objetivos do Governo do Brasil para o período 1998-2001 para apoio das quais o Governo solicita do Fundo uma quantia equivalente a SDR 13.025 (US$ 18.023.210) na forma de um acordo stand-by por um período de 36 meses. O Governo acredita que as referidas políticas promoverão o crescimento de longo prazo sustentável e eqüitativo da produção e do emprego em condições de baixa inflação e viabilidade externa particularmente no contexto de volatilidade que predomina nos mercados financeiros internacionais. As medidas vão aprimorar a eficiência na economia em geral e no setor público em particular além de contemplar as necessidades sociais prioritárias. O Governo permanece pronto para tomar medidas de política adicionais se necessário para assegurar a consecução destes objetivos.
O programa Brasil/FMI segue-se a um intenso diálogo desde inícios de outubro. O FMI já expressou seu apoio ao programa fiscal brasileiro para o triênio em dois comunicados conjuntos anteriores. O Brasil considera o programa com o Fundo como sendo essencialmente de natureza preventiva. O programa assistirá o País a enfrentar um período de profunda incerteza nos mercados financeiros internacionais.
Durante o período do acordo as autoridades brasileiras manterão estreitas relações com o Fundo bem como realizarão consultas sobre a adoção de medidas de política que poderão ser necessárias de acordo com as práticas existentes. Durante os próximos seis meses serão realizadas revisões do programa em conjunto com o Fundo antes do final de março de 1999 e fins de junho de 1999.
PEDRO SAMPAIO MALAN - Ministro da Fazenda do Brasil
GUSTAVO H.B.FRANCO - Presidente do Banco Central do Brasil
MR. MICHEL CAMDESSUS - Managing Diretor Internacional Monetary Fund
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(SEGUNDO ACORDO COM O FMI - 23.08.2001 - GOVERNO FHC) MINISTÉRIO DA FAZENDA/GABINETE DO MINISTRO
Brasília 23 de agosto de 2001
Sr. Horst Köhler- Diretor Gerente Fundo Monetário Internacional
Prezado Sr. Köhler:
O memorando anexo descreve as políticas econômicas e os objetivos do Governo do Brasil para o restante de 2001 e para 2002 e em apoio às referidas políticas e objetivos o Governo solicita um Arranjo Stand-By junto ao Fundo para um período de 15 meses no valor de DES 12 144.4 milhões (equivalente a cerca de US$ 15 650 milhões). Ao mesmo tempo solicitamos o cancelamento do Arranjo Stand-By existente de 36 meses aprovado pelo Conselho de Administração em dezembro de 1998 e programado para expirar em 1º de dezembro de 2001.
O Governo acredita que as políticas descritas no memorando promoverão crescimento sustentável e equilibrado da produção e emprego a longo prazo com inflação baixa e viabilidade externa apesar do atual cenário de dificuldades. O Governo está pronto para tomar medidas adicionais conforme apropriadas para assegurar a consecução dos referidos objetivos.
Durante o período do arranjo as autoridades do Brasil manterão o habitual diálogo com o Fundo a respeito de tais políticas.

Pedro Sampaio Malan - Ministro da Fazenda do Brasil
Armínio Fraga Neto - Presidente do Banco Central do Brasil

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(TERCEIRO ACORDO COM O FMI - 29.08.2002 -GOVERNO FHC)

Brasília, 29 de agosto de 2002
Exmo. Sr.Horst Köhler
Diretor-Geral do Fundo Monetário Internacional
Washington, DC 20431 - EUA
Senhor Diretor-Geral:
No Memorando de Política Econômica (MPE) anexo, descrevem-se as políticas e objetivos estabelecidos pelo Governo do Brasil para os meses restantes de 2002 e para 2003. Em apoio a essas políticas e objetivos, o Governo do Brasil vem solicitar um Acordo Stand-by com o Fundo, com prazo de 15 meses, no valor de DES 22 821 milhões, montante equivalente a cerca de US$ 30 bilhões, dos quais US$ 10 bilhões seriam desembolsados no âmbito do Programa de Financiamento de Reserva Suplementar.
Ao mesmo tempo, solicitamos que seja cancelado o atual Acordo Stand-by do Brasil, de 15 meses de duração, aprovado pela Diretoria Executiva do Fundo, em 14 de setembro de 2001, cujo término está programado para 13 de dezembro de 2002. Em anexo, encaminhamos um Memorando Técnico de Entendimentos (MTE) que estabelece metas específicas (na forma de critérios de desempenho, metas indicativas e parâmetros estruturais) a serem cumpridas no âmbito do Acordo Stand-by.
O objetivo do programa é diminuir as incertezas no campo externo e reduzir a preocupação quanto à orientação da política macroeconômica após a eleição presidencial, facilitando assim a transição para o governo que assumirá a administração federal a partir de 2003. Os candidatos que lideram as pesquisas de opinião já receberam explicações sobre os elementos fundamentais do programa e se comprometeram a apoiá-los. O Memorando de Política Econômica e o Memorando Técnico de Entendimentos, ambos em anexo, serão distribuídos aos candidatos que lideram as pesquisas de opinião o mais breve possível.
O Governo acredita que, apesar da difícil conjuntura atual, as políticas descritas no memorando promoverão o crescimento sustentável e eqüitativo da produção e do emprego no longo prazo e garantirão a continuidade das baixas taxas de inflação e a sustentabilidade das contas externas. Em adição às políticas delineadas no MPE anexo, o Governo está preparado para tomar quaisquer outras medidas de política que venham a ser necessárias para garantir a consecução dos objetivos ali estabelecidos.
Durante o prazo do referido acordo, como sempre, as autoridades brasileiras manterão diálogo estreito com o Fundo a respeito de suas políticas econômicas.
Atenciosamente,
Pedro Sampaio Malan - Ministro da Fazenda do Brasil
Armínio Fraga Neto - Presidente do Banco Central do Brasil
Fonte: Governo Federal
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva



A verdade sobre a privatização - por Suely Caldas


Ocorrida em 1997, a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) acelerou o desenvolvimento do País, expandiu investimentos, gerou muitos empregos para os brasileiros e multiplicou a quantidade de dinheiro recolhida pelo Tesouro. Os arquivos da empresa mostram números extraordinários da Vale privada, quando comparados aos da Vale estatal. Alguns exemplos: em 1997 a Vale estatal pagou à União US$ 110 milhões em impostos e dividendos. Depois de nove anos de privatização, em 2006, essa quantia saltou 23 vezes, para US$ 2,6 bilhões. Nesse mesmo período, o número de empregados cresceu cinco vezes, de 11 mil para 56 mil. As exportações triplicaram, de US$ 3 bilhões para US$ 9 bilhões.

A produção expandiu de 100 milhões de toneladas para 250 milhões. Entre 1943 e 1997, portanto em 54 anos de controle estatal, a Vale investiu a soma de US$ 24 bilhões. Em apenas seis anos de gestão privada, entre 2001/2006, ela aplicou US$ 44,6 bilhões em investimentos, criando riqueza para o País. São números que impressionam: em pouco tempo de gestão privada a empresa mudou, expandiu, prosperou, empregou e, em conseqüência, passou a destinar ao Tesouro e aos brasileiros quantias em dinheiro 20 vezes maiores do que na época em que o Estado era seu único proprietário.

O que há por trás disso? Alguns fatores, mas o fundamental é a diferença na qualidade e na eficiência entre gestões privada e estatal. Nem sempre a culpa recai sobre o gestor público, incapaz e ineficiente, nem na estrutura inchada e emperrada da estatal. Os dois não são causa, são decorrência de um mal maior enraizado e espalhado em todos os espaços públicos brasileiros: a ruinosa influência política comandando tudo, da ocupação de cargos de direção a favores aos amigos, práticas de corrupção, negócios nocivos aos cofres da estatal e benéficos a pessoas ou partidos políticos.
O mensalão, os escândalos do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e Furnas e Correios, a ação dos vampiros no Ministério da Saúde são apenas alguns exemplos recentes. Mas há outros históricos de escancarado uso político que causaram enorme mal ao País e aos brasileiros: na pré-moratória de 1982 o ex-ministro Delfim Netto usou as estatais para tomar empréstimos no exterior que iam direto para o caixa do governo, agravando o endividamento e os prejuízos financeiros das empresas. Empréstimos impagáveis feitos pelo Banco do Brasil (BB) e bancos estaduais a amigos de presidentes da República e de governadores.

Só para citar dois: crédito milionário do BB para a empreiteira Mendes Junior, no final da gestão Sarney, e inúmeros outros do antigo Banespa para financiar campanhas eleitorais de políticos em São Paulo. Carteira de calotes lotada, os bancos estatais só não faliram depois do Plano Real porque o Tesouro (leia-se o contribuinte) os socorreu com quantias expressivas de dinheiro. As distribuidoras estaduais de energia elétrica foram usadas ao longo da existência para abastecer cofres de governadores e campanhas eleitorais deles, de prefeitos e de companheiros de partido. A prática de uso político de estatais não é episódica nem pontual, é generalizada e está enraizada em todas elas.

Tudo começa com a nomeação de diretores por indicação de um partido político. Como fez exageradamente o presidente Lula em quase cinco anos de gestão. Não escaparam nem as jóias da coroa: Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios, Eletrobrás, Furnas, Chesf, Eletronorte, todas entraram na dança e têm diretorias loteadas. Com o diretor empossado começam cobranças de lealdade (com os partidos, não com o País) e pedidos de favores, com inevitável prejuízo para a estatal e graúdas mesadas aos favorecidos. Não sobra espaço para gestão eficiente. A privatização não se justifica só por isso, embora o primeiro impacto positivo se dê por aí.

No caso das teles, por exemplo, não só a gestão privada garantiu acesso da população pobre à telefonia, como o País se livrou de políticos em mais 300 cargos - o que certamente aumentaria a sangria de R$ 55 milhões que circulou pelo valerioduto. Quem no Brasil quer desenvolvimento, empregos, investimentos e prosperidade não pode ser contra a privatização. O bom exemplo da Vale se multiplica, não é isolado. O que impressiona é a paralisia da oposição, a fraqueza em enfrentar oportunistas que exploram a desinformação popular brandindo um falso e ultrapassado estatismo.

(*) Suely Caldas é Economista
E-mail: sucaldas@terra.com.br

Sobre leviandade e hipocrisia. Por Darlan de O. Reis Jr.

Pobre Brasil. Sofre o mal da corrupção desde 1500. E nesses tempos difíceis, devemos tomar cuidados para que não entremos no jogo da mídia corporativa, que é seletiva em sua moralidade.
Fala em violação de privacidade e sobre o crime dos grampos quando o assunto é Daniel Dantas. Escancara com os mesmos grampos quando o político é do "outro lado". E diz que faz jornalismo.

E isso acontece também na pequena mídia, essa que muitas vezes reproduz o discurso dominante bem nas pequenas cidades brasileiras. Todo mundo sabe como é o "jornalismo" que cobra "jabá" para dar espaço.
Leviana também é essa mídia quando se apressa em considerar todos os que fazem a política como uma só coisa. Hipócrita, quando se coloca como porta-voz da moralidade, mas uma moralidade que é seletiva.

Alguns grupos ainda praticam o mais deslavado patrimonialismo e outros reclamam somente quando não podem praticá-lo. Seletividade misturada com hipocrisia.
Eduardo Guimarães faz importante observação:

"Você está indignado com José Sarney porque ele conseguiu um emprego no Senado para o namorado de sua neta? Ok, pode ficar indignado. O que se depreende do fato, claro, é que Sarney e sua família tratam cargos públicos como se fossem de sua propriedade. O que você não tem direito de aceitar, porém, é que todos os outros homens públicos que usam a mesma prática, bem como a imprensa que só faz alarde desse tipo de caso quando lhe interessa, apontem o dedo única e exclusivamente para Sarney. Isso é hipocrisia do pior tipo. No fim de março, por exemplo, descobriu-se que, tanto quanto o namorado da neta de Sarney, a filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Luciana Cardoso, recebia proventos do gabinete do senador pefelista Heráclito Fortes sem aparecer no Senado para trabalhar, e ainda recebendo mais de R$ 7 mil mensais por isso, fora os benefícios.

O assunto, porém, ficou nas páginas internas dos jornais por dois ou três dias e nem deu as caras na tevê. Pergunte-se por que... Alguns expoentes da imprensa oposicionista tais como o colunista e blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo, por exemplo, “explicaram” a situação da filha de FHC dizendo que não viam nada demais no caso, pois quando se trabalha em casa acabar-se-ia “trabalhando mais” do que no local de trabalho de fato. Diante disso, a rebenta de FHC pediu “demissão” do emprego no qual não trabalhava, e foi só. O caso ficou por ali, ao menos na imprensa, o que suscita várias questões:

Por que, com o namorado da neta de Sarney, está sendo feito todo esse auê na imprensa se com caso até pior da filha de FHC (porque ela não aparecia para trabalhar) não aconteceu o mesmo? Aliás, por que Sarney está pagando sozinho pelo que atinge quase todo o Senado e os partidos de oposição e governistas? Repito a questão: por que grandes jornais, tevês, rádios e blogueiros (Noblat, Josias, Esgoto etc) ligados a essa mídia aliada do PSDB e do PFL vêm dedicando 80% dos espaços que controlam a desancar Sarney se quando se descobriu fato tão grave quanto sobre a filha de FHC eles todos mal noticiaram o assunto?"

Leia na íntegra o texto de Edurado Guimarães aqui. Felizmente o tempo em que só a minoria tinha a possibilidade de divulgar os fatos, está começando a ruir. E isso incomoda muito aos "moralistas seletivos".

Por Darlan de O. Reis Junior.

Visões sobre boa vontade.

Nessas últimas semanas todos vem acompanhando minha luta para realizar a Oficina de Arte de Rua com Materiais Reciclavéis para Crianças e Adolescentes Carentes no Crato a ser ministrado pelo artista plástico Michael de Feo, mas essa batalha chegou ao fim ontem graças ao incansável apoio da primeira dama Mônica Araripe e a boa vontade do nobre deputado Arnon Bezerra que bateu o martelo e decidiu tirar de seu bolso a passagem deste artista.
Nessa contra mão temos o deputado Ely (macho veio) Aguiar que vem a público desvirtuar o que foi pedido.
Como não vou perder tempo pois,tenho muito o que fazer e não vou entrar no mérito dessa discussão , lamento profundamente a má vontade que algumas pessoas tem.
Fui ensinada que a palavra de um homem vale mais que dinheiro, uma palavra dada não se volta atrás,e o senhor Ely Aguiar deu um compromisso público de levar o projeto ao Secretário de Cultura Auto Filho, e por três semanas simplesmente não deu a mínima atenção e agora vem a público e demonstra seu total descompromisso e desvirtua a realidade, só posso lhe dizer nobre deputado que pena que o senhor não possui uma assessoria que pudesse lhe fazer a gentileza de provar por a +b a grandeza desse projeto.
Infelizmente o senhor parece estar alheio a realidade do que o povo precisa.
Sinceramente construir uma Nossa Senhora de Fátima não é bem a resposta que o povo quer, até mesmo pelo fato da Padroeira do Crato ser Nossa Senhora da Penha, o que é um profundo desrespeito a cultura e história desta urbe.
Mas quem sou eu para ensinar ao senhor o que é prioridade, afinal você é o deputado e eu sou apenas uma civil que luto pela democratização e acesso a cultura e arte, além de aguerrida batalhadora pelos direitos das mulheres e LGBTT.

Quero agradecer a todos e a todas que me ajudaram, em especial as seguintes pessoas: Camila Datiere, Cilene Bélem,Filipi Feitosa,Gabriella Federico, Lorenzo Alfaro,Junior Pompeu,Tiago Figueiredo, Francisco Castro,Cláudio Reis,Dihelson Mendonça, Edilma Saraiva,George Macário, Rosana Xenofonte.
E aos exemplos da boa vontade: Helmano Rodrigues , Mônica Araripe e Arnon Bezerra.

Só boa vontade sem ação não dá em nada.

Espero que todos os cratenses lembrem da boa vontade nas eleições que se aproximam.

Tasso Jereissati diz que não está feliz com o que vê no Ceará


"Não tenho visto um projeto novo para o desenvolvimento. Não tem uma obra que podemos dizer que terá impacto na vida do povo e mudar o patamar de renda das pessoas”.

Tasso Jereissati

"Não estou feliz com o que vejo", dispara Tasso. No Cariri, senador disse que governadores do NE estão acomodados. O galego não está satisfeito com as ações do Governo cearense. Fato. Ontem, durante seminário realizado em Crato, Tasso Jereissati (PSDB) deixou claro como o ninho discorda das políticas implementadas pela administração Cid Gomes (PSB). Desde o ano passado, o eterno líder do tucanato ouve as lamúrias dos correligionários pela suposta falta de espaço que têm no Palácio Iracema.

Ao abrir o discurso, Tasso até ensaiou um “estou aqui mais para ouvir os anseios do que para falar”. Contudo, a plateia lotada de lideranças do Cariri o fez disparar: “não estou feliz com o que vejo em todo o Nordeste. Não tenho visto um projeto novo para o desenvolvimento. Não tem uma obra que podemos dizer que terá impacto na vida do povo e mudar o patamar de renda das pessoas”.
Ele reclamou especialmente da apatia do Executivo em formular propostas nas áreas de Educação e Saúde. Para Tasso, são esses os dois maiores gargalos de gestão, pois os indicadores de qualidade de ensino têm caído ao passo que o quantitativo da mortalidade infantil está em ascensão. Hoje, o principal destino de recursostem sido a Segurança Pública, reforçada periodicamente com o avanço do Programa Ronda do Quarteirão para o Interior.

O senador ponderou ainda qual prioridade tem sido dada para atrair investidores para o Estado. “Não vemos uma grande indústria que tenha se implantado aqui. Onde estão? Onde está acontecendo o desenvolvimento?”, indagou, complementando que a sensação - dele, do PSDB e das lideranças - é de que o Nordeste “parou” e as coisas estão “sendo levadas”. “Não está ruim nem está bom. Enquanto isso, continuamos com um povo muito pobre”, alfinetou.
Tasso afirmou que essa análise de inércia reflete a acomodação de todos os governadores do Nordeste e a falta de revide do eleitorado. Conforme declarou, a população de baixa renda - que compõe boa parte dos colégios de voto - se conforma em receber o Bolsa Família. Por conta disso, não reage aos poucos projetos.

Nesse tocante, alertou para a paternidade do Programa de maior sucesso do Governo Lula. “É uma excelente iniciativa. Mas temos que lembrar que nasceu lá atrás, nos tempos de Fernando Henrique Cardoso, com o Bolsa Escola. E não é o suficiente, porque a pessoa vai viver sempre precisando de ajuda”, analisou.
Em seguida, confirmou a disposição do PSDB de lançar candidatos próprios aos Palácios do Planalto e Iracema. Segundo ele, porque o Ceará precisa de uma “chacoalhada”. A batida de martelo quanto ao futuro da legenda deve acontecer até o final deste ano, após outros encontros como o de ontem serem realizados e negociações diretamente com o governador acontecerem. “Vamos avaliar muito e, através de números, estudos e estatísticas, acompanhar cada passo do Governo. Nenhuma decisão será tomada sem que todos sejam ouvidos. Isso [as coligações para 2010] será um projeto coletivo e não em cima da vaidade de quem quer que seja”, alertou.

Encerrando o discurso, o senador brincou com piadas a respeito de sua idade e desempenho parlamentar. Há quem diga que Tasso está velho e não tem “pique” para suportar mais oito anos de Senado - caso opte pela re-eleição - ou quatro anos de Governo - caso seja convencido a confrontar Cid. “Até que estou ficando velho mesmo. Mas não vou me acomodar. Independente do lugar que eu esteja, tenho a obrigação de continuar trabalhando”, pontuou.

OS ELOGIOS DO GALEGO

Antes de iniciar o discurso, Tasso destacou a presença de algumas lideranças no seminário. A cada uma, enalteceu “características”. Para o deputado federal José Arnon Bezerra (PTB-CE), disse: “ele, que faz o trabalho de formiguinha, tomando chá de cadeira na porta dos ministérios”.

À deputada Tânia Gurgel: “mulher valente”.

Ao presidente estadual do partido, Carlos Matos: “essa jovem liderança que tenta construir sua trajetória”.

Fonte: Jornal "O Estado" - Parceiro do Blog do Crato


Frase do Dia: Vandalismo - Assim falou Amilton Silva


"Para as pessoas que destróem o patrimônio público: Não seria interessante se uma pessoa que faz uma coisa dessas com um orelhão, a sua mãe adoecesse de madrugada e precisasse de socorro médico urgente e o único orelhão próximo, fosse justamente o que aquela pessoa acabou de quebrar durante o dia ?"

Nota:

Magníficas palavras, Amilton! O Crato, infelizmente, é terra de muitos vândalos, gente sem educação e sem cabeça.

Dihelson Mendonça

Ely Aguiar finalmente dá uma resposta ao Pedido da Alessandra Bandeira


Tarde Demais...


Uma senhora, Alessandra Bandeira, diz neste conceituado blog que está decepcionada comigo porque eu não disponibilizei, em sua conta, a importância de dois mil reais, digo ( 2 MIL REAIS ), para que ela possa comprar duas passagens de avião, para trazer ao Crato o artista plástico Michael De Feo. Demonstra ainda total desconhecimento da atividade parlamentar ao dizer que o deputado dispõe de verbas para incentivar a cultura.

Posso garantir que na minha conta nunca caiu um centavo para incentivo a cultura, esporte, saúde, educação ou segurança pública. E desconheço que tais recursos caiam na contra de outros deputados. As pessoas confundem o Legislativo com o Executivo. É atividade e dever do parlamentar, entre outras atribuições, apresentar leis e projetos, votar, promover inquéritos, audiências públicas e acima de tudo fiscalizar a aplicação do dinheiro público, seja por parte dos governos municipais, estaduais ou federal. A distribuição de passagens aéreas caracteriza o mau do dinheiro público, escândalo e compromete o parlamentar que tem zelo e respeito pelo sua mandato e pelo povo que paga altos impostos. Hoje mesmo a Câmara Federal está instaurando uma sindicância para apurar os envolvidos na chamada “ Farra das Passagens Aéreas “. Eu tenho o meu salário de deputado e mais uma verba de gabinete ( desempenho parlamentar ), para ser usada com os gastos do gabinete, tais como: telefone, gasolina, viagens parlamentares, despesas de correspondência, mídia e presto contas rigorosamente todo mês. Vale salientar que nunca tive uma conta desaprovada. Se a Prefeitura Municipal, como a senhora Alessandra diz, não dispõe, através da Secretaria de Cultura, o amparo legal para lhe dar os 2 MIL REAIS , imagine eu. Se eu tivesse verba destinada a doação de passagens eu asseguro, de coração, que estas passagens já estariam em suas mãos.

Posso ajudar o seu projeto, que a senhora não especifica, encaminhando-o à Secretaria de Cultura do Estado para que o mesmo possa ser avaliado. Recentemente, destinei, a pedido do prefeito Samuel Araripe, ( 300 mil reais ), para a recuperação do Mercado Walter Peixoto. Dinheiro que não passa pela minha conta, sai do Estado direto para a conta da Prefeitura, que está executando a obra. Já na semana passada, consegui, junto ao Secretário de Saúde do Estado, João Ananias, ( 200 mil reais ), destinei 100 parta um hospital público de Trairí e os outros 100 para a cidade do Crato. Dinheiro que também não passou pela minha conta e que já está sendo aplicado no Crato, tendo o prefeito Samuel Araripe me ligado para agradecer. É assim, Sra. Alessandra que eu trabalho pelo Crato. O monumento à Nossa Senhora de Fátima, para acelerar o turismo religioso na nossa cidade e no Cariri, gerando centenas de empregos, já construído. Entendo a sua determinação de promover a cultura, mais não faça isso criticando as pessoas sem um conhecimento de causa. Vou entrar na sua luta da seguinte maneira: Reúna um grupo de amigos e empresários, uns vinte, peça uma cota de cada um, e coloque meu nome que darei minha colaboração com todo prazer. Esse negocio de distribuir passagens aéreas não é comigo. Não quero que esse filho do Crato, limpo dentro e fora da política, tenha o nome incluído na lista dos que dão passagens aéreas. Não fui eleito prá isso...

Atenciosamente....Ely Aguiar.

Nota do Blog do Crato:

Prezado Ely Aguiar, sua resposta demorou muito. Há mais de duas semanas que a Alessandra Bandeira, uma das principais trabalhadoras do Museu do Crato, e grande expressão das mulheres do Crato, aguarda pacientemente um posicionamento seu de ajuda a solucionar essa questão. Não só seu, mas de alguém que pudesse "chegar junto". Comunico de antemão, que devido a sua morosidade em responder que SIM ou que NÃO, a Alessandra esteve ontem com o Deputado Arnon Bezerra, que prometeu tirar DO PRÓPRIO BOLSO ( e era isso que ela pedia ), os R$ 2.000,00 para as passagens do Artista Michael de Feo, que vem de Nova York para o crato fazer um belo trabalho pela cidade. Taí uma oportunidade perdida! - sabe-se que um deputado não poderia tirar dinheiro público para custear um evento, ainda que cultural, por isso, a grana virá do próprio bolso mesmo. É assim que se resolvem as coisas, Ely. Com Agilidade! 3 Semanas sem respostas, macho ???

Muitas vezes, meu Caro Ely Aguiar, por falta de velocidade nas coisas, essa morosidade em dar uma resposta satisfatória ( cara, já há umas 3 semanas que ela havia feito o pedido ), é que as coisas acontecem. A opinião pública acompanhou todo o caso. Dá pra ver o dia em que foi solicitado, as várias tentativas de contato que ela te fez, todos os seus celulares desligados, só cai no FAX...

Eu só posso dizer o seguinte: "Se liga, Macho Véi ! - Atende os telefones..."
A Alessandra deve te responder depois aí nos comentários.

Em tempo: Ninguém é obrigado a ajudar ninguém. Mas pode-se agradecer aos que nos Ajudam! Eu, por exemplo, agradeço às pessoas que ajudam ao Blog do Crato, tantos que não podem, mas fazem questão de chegar junto...

Um abraço,

Dihelson Mendonça

Incertezas políticas atingem Petrobras

Revista britânica diz que empresa brasileira é a “mais ambiciosa companhia de petróleo do mundo”, mas lembra que incertezas podem atrapalhar.

A Economist cita a CPI criada no Congresso brasileiro para investigar a Petrobras, dizendo que, mesmo se nada for comprovado, as acusações podem deixar a impressão de que há irregularidades na empresa. A revista ressalta que o orçamento para projetos sociais é administrado de maneira mais profissional do que no passado, mas diz que a empresa como um todo ainda é vulnerável a acusações de favorecimentos políticos.

Em sua reportagem, a Economist fez referência ainda à reportagem do Globo desta semana que revelou que uma empresa que recebeu verba da Petrobras teria declarado à Receita o endereço de um canil abandonado como sendo seu (leia mais).

A matéria afirma ainda que, apesar de a CPI poder trazer danos à reputação da Petrobras, ele provavelmente será muito reduzido, destacando o fato de a CPI ter maioria governista. A revista ironiza, dizendo que dois dos integrantes da Comissão, o ex-presidente Fernando Collor e o bispo Marcelo Crivella, darão sua contribuição ao “espetáculo”. Outra incerteza que paira sobre a empresa, diz a Economist, é a indefinição quanto ao marco regulatório para a exploração do pré-sal.

Fonte: Website "Opinião e Notícia"

O Neguinho e os amigos de 68. por Urariano Mota


Publicada em:22/07/2009 - direto da redação

O NEGUINHO E OS AMIGOS DE 68


Recife (PE) - Na imprensa ele ganhou, nos últimos dias, muitos e vários codinomes. Em todos os canais de tevê, em mais de um jornal do Brasil e do exterior, ele apareceu como o Último Exilado da Ditadura que volta ao Brasil, ou Último Exilado que volta depois de 40 anos, ou mesmo “Vuelve el último clandestino”. E disseram, em mais de uma língua e veículo: "Após 40 anos de exílio na Suécia, chegou ao Rio nesta terça (21), recebido por amigos e familiares com faixas e cartazes, o ex-marinheiro Antonio Geraldo da Costa , de 75 anos, último exilado da ditadura militar. 'Neguinho-tigre', como era conhecido, é ex-integrante da Associação de Marinheiros em 1964, realizou ações da Aliança Libertadora Nacional (ALN), grupo armado de Carlos Marighella, e fugiu para a Suécia na década de 70. Só pediu anistia em 2005, mas temia voltar ao Brasil, porque não acreditava na democracia brasileira... " "Neguinho vivió seis años en la clandestinidad, después del golpe militar, cuando participó de asaltos a bancos en Rio y en San Pablo para financiar la lucha armada, y huyó de Brasil en 1970.. " Mas o que a grande imprensa não sabe é que o Neguinho, o senhor Antonio Geraldo da Costa, é um personagem de tão extraordinárias aventuras que poderia aparecer em uma continuação, em um possível volume dois do Lazarilho de Tormes. Pois ele é, segundo o intelectual Léo, amigo seu de velhos tempos: “O Neguinho estava em um navio no Recife quando houve o golpe de 64. Foi preso no navio. Alguns dias depois, estava sendo levado de um lugar do navio para outro, passando pelo convés, quando começou a ser hasteada a bandeira. Todos os marinheiros se perfilaram em posição de sentido. Neguinho aproveitou para descer a rampa e se embrenhou nas ruas do Recife. Clandestino, ele participou da operação que deu fuga aos marinheiros que cumpriam pena na Lemos de Brito e de diversos ‘levantamentos’ de fundos bancários para financiar a atividade revolucionária. Eu conto algumas histórias dele no livro cuja publicação estamos preparando. A viagem dele e do Elio para a Suécia é um capítulo à parte - dois nordestinos perdidos na Europa”. Guilem, um antigo combatente, que muitos chamam de Conde Cuxá, mas hoje é juiz na Suécia e poeta, conta: “Menos de dois meses depois, recebi um telefonema da Polícia Dinamarquesa, perguntando se eu me responsabilizava por três ciganos, que juravam conhecer-me. Entendi que se tratava do trio que vinha do Chile e respondi que partiria em seguida para Copenhague para buscar os três. Lá chegando, dirigi-me à polícia aduaneira que imediatamente levou-me aos ‘três ciganos’. Vi-os e procurei explicar à polícia, com fartura de detalhes, que se tratava de dois brasileiros e uma chilena e que apenas estavam com as roupas um pouco amarfanhadas e cansados da viagem de navio, desde o Chile até a Itália e de trem até Copenhague, que o Neguinho e companhia não eram ciganos. Assinei um documento atestando minha responsabilidade sobre a alimentação e guarida dos três e partimos para a minha casa em Lund. Dias depois consegui bicicleta para os meus amigos e descobri que o Neguinho não sabia andar de bicicleta. Mas essa aventuras de como ensinei o Neguinho a andar de bicicleta depois eu conto”. E por fim, este é o Neguinho segundo o ex-marinheiro e escritor Pedro Viegas: “Eu não estava em casa (Vila Valqueire), quando uma menininha bateu à porta. Leda, minha mulher, atendeu. Ela disse que na pracinha (a uma quadra) tinha uma moça querendo falar com um de nós. Leda ficou intrigada, pensando: ‘se alguém, tão perto, quer falar com a gente, por que manda recado, em vez de vir até aqui’?Mas, um tanto já escolada, suspeitou que alguma coisa muito especial estaria ocorrendo. Agradeceu à menininha e depois que a criança sumiu (era início de noite) foi até o local indicado. Quem era a ‘moça’? O Neguinho!” Esse é o homem, o brasileiro que volta ao Brasil depois de 40 anos. Dele tive a sorte de saber porque participo do coletivo virtual chamado Os Amigos de 68. Virtual? Emendo: é um coletivo real, de gente capaz de ações de solidariedade que os tempos bárbaros não deixam ver. Como nessa recuperação da pátria brasileira para um exilado. Eliete, uma das mais ativas do grupo, foi à Suécia e convenceu o amigo dos tempos de exílio a voltar, pois o Brasil era democrata, que novos tempos haviam chegado. A partir daí todo o coletivo se moveu para falar ao Ministro da Justiça, para avisar à imprensa, fazendo contatos mil.

O resultado está aqui, http://www.youtube.com/watch?v=0B4GFEkYIrI Fazia tempo que eu não via um filme tão bom.

Ele bem podia receber o título de A Libertação de um Homem Livre. Ou este, mais simples: A Volta do Neguinho.

Por: Elmano Rodrigues
Foto Ilustrativa: www.revistaforum.com.br

Reportagem: Nova Olinda - Casa Grande sediará seminário internacional - Por: Elizângela Santos

Teatro Violeta Arraes Engenho de Artes Cênicas, na Fundação Casa Grande. Durante o evento, haverá espetáculos todas as noites (Foto: Cid Barbosa)

Nova Olinda. Será realizado em Nova Olinda, de 14 a 16 de agosto, o Seminário Internacional de Turismo de Base Comunitária. O evento será na sede da Fundação Casa Grande, com abertura a partir das 9 horas. Participam representantes do Ministério do Turismo, Secretaria do Turismo do Ceará, a entidade sede do evento e Prefeitura local. Os trabalhos serão iniciados com a palestra “Programa de Regionalização do Turismo e dos Destinos Indutores”, a ser ministrada pela coordenadora geral de regionalização do Ministério do Turismo, Ana Clévia Guerreiro Lima.

O primeiro painel da tarde do dia 14 será feito com a apresentação de políticas públicas na perspectiva do fomento ao turismo de base comunitária, tendo como moderador João Tadeu Gonçalves, gerente de Projetos de Educação Patrimonial do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan). Os debatedores são Regina Cavalcante, diretora do Departamento de Qualificação e Produção do Turismo; Allan Milhomens, coordenador geral do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Ecoturismo e a Sustentabilidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; Édio Callou, coordenador regional de Turismo do Sebrae; e a secretária de Turismo de Nova Olinda Maria Wildiane Bezerra Lopes Sampaio.

O segundo dia de palestras contará com o tema relacionado ao turismo de base comunitária, como já acontece em Nova Olinda. O moderador Rodrigo Ramires, do Ministério do Turismo, fará o segundo painel do evento apresentando “A Construção Pioneira do Turismo de Base Comunitária no Ceará”. Os debatedores serão Vanessa Lima, da Rede de Turismo Comunitária do Estado, Lindomar Fernandes (Prainha do Canto Verde), Luzia Neide Coriolano, da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e, ainda, Cristina Martins, presidente do Fórum de Cultura e Turismo do Cariri.

À tarde haverá reflexões e práticas na gestão de turismo de base comunitária, com a moderadora Mercês Parente e a participação dos debatedores Thaís Cuzati, da Associação de Agroturismo de Santa Catarina; Davide Pompermaier, do Projeto Saúde é Alegria, de Santarém do Pará; e Francisco Palácio, da Universidade Patativa do Assaré.

O evento, de acordo com a coordenação de organizadores, tem como objetivo promover reflexões e práticas na gestão de turismo solidário de base comunitária, assunto que será enfocado pela moderadora Maria Conceição Lopes, que é coordenadora do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto, localizadas em Portugal.

Debatedores

Neste painel, haverá a participação dos debatedores Júlio Ricardo, da Cooperativa Terra Chã, de Rio Maior de Portugal; Cláudio Torres, do campo Arqueológico de Mértola, Portugal; e Francisco Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande.

Um trabalho de grupo para reflexões das atividades realizadas durante o evento fechará o encontro. A pretensão é gerar diálogos colaborativos entre os participantes. Todas as noites, durante o seminário, haverá espetáculos no Teatro Violeta Arraes, Engenho de Artes Cênicas. As inscrições para o seminário são gratuitas, com direito a certificado de participação e material do evento. As vagas são limitadas.

Mais informações:

Escritório da Fundação Casa Grande
Rua Ratisbona, 564, Centro, Crato
(88) 3521.8133
(88) 9243.6131


Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

Perguntado sobre Sarney, Lula diz que antes de prejulgar alguém é preciso saber o tamanho do crime

"O que mata é a dúvida..."


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (23) que é preciso saber o tamanho do crime antes de prejulgar alguém, ao ser indagado sobre as denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney, em entrevista exclusiva à Rádio Globo de São Paulo.

“É preciso saber o tamanho do crime, ou seja, uma coisa é você matar, outra coisa é você roubar, outra coisa é você pedir um emprego, outra coisa é relação de influências, outra coisa é o lobby. O que eu acho é que nós temos que fazer as investigações corretas”, disse Lula. "O que você não pode é vender tudo como se fosse um crime de pena de morte", acrescentou.

Em trecho de escuta telefônica feita pela Polícia Federal, e divulgado pela imprensa, Sarney conversa com o filho Fernando sobre um emprego no Senado para o namorado de uma de suas netas.

Na entrevista, Lula disse ainda que Sarney já pediu investigações acerca das denúncias envolvendo irregularidades na administração do Senado. “O Senado tem instrumentos para fazer essa investigação correta. O Sarney pediu para a Fundação Getulio Vargas fazer uma nova estruturação para o Senado”, afirmou.

O presidente também comentou sobre a declaração que deu ontem (22), na qual afirmou que o Ministério Público deve pensar “na biografia de quem está sendo investigado”. Lula argumentou que as investigações devem ser corretas e justas.

” É isso o que eu quero evitar e esse foi o meu discurso no Ministério Público: quanto mais poder nós temos, mais justos nós temos que ser e mais cuidadosos nós temos que ser”, disse, em referência ao discurso feito ontem na posse do novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Fonte: Agência Brasil

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