xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 21/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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21 julho 2009

Previsão do Tempo para hoje, 22 de Julho em Crato - Núvens e um Futuro Cinzento...


U
m dia nublado é o que promete a meteorologia para hoje, Quarta-Feira, dia 22 de Julho de 2009. Há exatos 17 anos, nesta mesma data, o narcotraficante Pablo Escobar fugia de uma prisão de segurança máxima em Medelin, na Colômbia. Passado todo esse tempo, o Brasil vive hoje, uma incrível guerra ao tráfico. Só que hoje, com drogas muito poderosas. Foi constatado, por exemplo, que só na cidade do Crato, e no Bairro do Seminário, haveria pelo menos oito pontos de venda de Crack, a droga do momento, capaz de destruir o cérebro humano em pouquíssimo tempo. E ficamos a refletir sobre esse dia cinzento de Julho, qual será o destino dos nossos jovens, diante de um futuro aparentemente, tão macabro...

Dihelson Mendonça


Fonte: Climatempo

Obras do Centro de Negócios e Convenções iniciadas na cidade do Crato


As obras do novo Centro de Negócios e Convenções do Cariri já estão a pleno vapor na cidade do Crato. O canteiro de obras do empreendimento, que conta com investimentos de R$ 7,8 milhões, recebeu a visita do governador Cid Gomes.

O equipamento tem previsão de ser entregue à população em fevereiro de 2010. Sonho antigo das cidades da Região do Cariri, o novo Centro de Negócios e Convenções atende a uma demanda de mais investimentos em turismo e eventos na região. O empreendimento incrementará os negócios no Sul do Estado, que poderá receber grandes feiras e encontros dos mais variados negócios. "Investir no Cariri significa criar equipamentos que possam atender às suas mais variadas demandas. Sem dúvida que o Centro de Negócios e Convenções, contribuirá para que a região se torne referência na atração de grandes eventos", afirmou Cid.

O Centro de Negócios e Convenções do Cariri é uma obra de grandes dimensões. O total de área construída chegará a 2,4 mil metros quadrados e o prédio contará com quatro pavimentos (subsolo, térreo, primeiro e segundo andar). Com equipamentos modernos, serão construídos na edificação um auditório principal, com 417 lugares, e mais três auditórios complementares de 144 lugares cada. Do lado de fora do prédio, um espelho d'água de 922 metros quadrados também será construído.

"Além de contar com o que há de mais moderno, o Centro será totalmente climatizado. Todas as dependências do prédio contarão com ar condicionado para melhor receber os eventos", garantiu o governador. A comodidade para os usuários do Centro de Negócios também será sentida por aqueles que necessitam de acessos especiais. Todos os blocos, pavimentos, palcos e banheiros contarão com rampas para cadeirantes.

A localização do Centro de Negócios e Convenções do Cariri, na cidade do Crato, contempla o desejo do Governo do Estado de distribuir equipamentos públicos pelas principais cidades da região.

Fonte: Assessoria de Imprensa da PMC

Quarenta anos que o homem pisou na lua, e décadas que ele vive no mundo da lua - Por: Maciel Brognoli


Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do programa Apollo. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins, alcançaram supostamente seu objetivo no dia 20 de julho de 1969. Portanto, no último dia vinte, fez quarenta anos que o homem pisou pela primeira vez em solo lunar.

Passados tantos anos do fato histórico, ainda existem muitas pessoas que duvidam que o homem tenha chegado à lua. Os incrédulos alegam que, na época, era impossível a comunicação da lua com a NASA na terra em tempo real, como foi feito na ocasião. Também alegam que os filmes fotográficos não resistiriam à enormes variação de temperatura que oscilada entre -153ºC a +107ºC, nem mesmo hoje existem filmes que resistam a esta mudança de tempo. E ainda outros fatores que colocam em dúvida a conquista Norte Americana. Em contrapartida, algumas pessoas acreditam piamente que o fato ocorreu realmente. Quem não acredita, diz que quem acredita é maluco. Quem acredita, diz que quem não acredita é retardado. Sinceramente, para mim não faz a menor diferença se o homem pisou ou não no no satélite natural da terra. A única coisa que tenho certeza é que depois deste fato, os Estados Unidos da América firmaram-se como o país mais evoluído tecnologicamente do mundo. Sendo assim, atraíram investidores do planeta (terra) inteiro, gerando lucro e poder, e hoje são os “donos do mundo”( Inclusive da lua). É indiferente se este fato histórico, ou mentira histórica, realmente ocorreu. Nem fico investigando ou procurando indícios do ocorrido, seria uma preocupação desnecessária para minha cabeça. Tenho coisas mais importantes a fazer. Se foi um golpe dos americanos para se tornar uma potência mundial eu não sei, tire suas próprias conclusões. O que me preocupa realmente é o planeta onde vivemos e firmamos nossos pés.

Há tempos sofremos com a degradação ambiental tais como queimadas, poluição dos mananciais, destruição da Amazônia. Grandes indústrias lançam no ar fumaça tóxica e no solo despejam produtos químicos que poluem nosso rico solo. Crimes contra a fauna e a flora de forma geral. Além da falta de consideração com o meio ambiente, o homem não respeita nem ao menos o seu semelhante. Enquanto uns estão fartos de luxo dentro de seus carrões importados, outros passam fome nas esquinas, embaixo de viadutos, passando necessidade, frio e humilhação. A violência contra as crianças, corrupção de quem devia nos proteger a falta de ética de nossos representantes políticos, que a cada dia se descobre uma nova falcatrua, e eles se defendem dizendo que não sabiam de nada, escondidos atrás de uma rançosa imunidade parlamentar. Bons projetos que poderiam beneficiar a população em tempo integral ficam engavetados para serem lançados na hora certa (época de eleição), tempo em que parece que eles têm uma ‘vara de condão’, pois ‘chove’ obra. E o pior é que nós vivemos ludibriados com coisas inúteis e esquecemos do que realmente é importante. Não sei se o homem pisou ou não na lua, o que importa isso? Mas uma coisa eu tenho certeza: Faz tempo que vivemos no ‘mundo da lua’.

Sobre o Autor: Maciel Brognoli

Guarda municipal na cidade de Tubarão em SC. Graduando em Administração Pública pela Unisul. Além de diversos cursos pelo Senasp.

Trabalho Pesado em Potengi - CE


Matéria-Gutemberg


Técnicos da Companhia responsável pela manutenção da rede elétrica na região do Cariri, em o que parecia ser mais um dia de trabalho, se depararam com algo bem diferente da sua rotina. No trajeto em que realizavam manutenção entre Potengi - Aratama na Região do Cariri - Ce, quando tráfegavam em uma estrada de chão que acompanha a rede elétrica, deram de cara com uma tremenda Cobra que estava no meio do caminho.

Não sabemos bem a localização certa do local, nem informações sobre o animal, apenas, estimamos que o animal tenha em média mais de 3metros de comprimeto.
Agradecemos a Roberto Mauricio por ter nos cedido as imagens.
E se você também tem alguma foto, noticia, ou qualquer outro tipo de material que não promova onfensas a terceiros, e queira divulga, pode entrar em contato com a Administração que divulgaremos com muito prazer.


Fonte: Foto & Matéria extraida do Brejinho Net

Senador Tasso Jereissati vem ao CRATO na Quinta-Feira

Convenção do PSDB na Quinta-Feira, no Crato Tênis Clube

tassio

O senador Tasso Jereissati reúne a bancada estadual tucana, nesta tarde de terça-feira, em seu escritório político em Fortaleza Nada vazou sobre a pauta, mas há informações de que o tucano-mor começou a discutir uma agenda política para o PSDB, com direito a ouvir a opinião dos parlamentares sobre a gestão Cid Gomes e, claro, avaliar o desejo de alguns que querem apoiar a reeleição do governador.

Nesta segunda-feira, Tasso Jereissati recebeu para uma boa conversa os prefeitos tucanos da Região Metropolitana. Ele quer disputar a reeleição, mas avalia bem o quadro estadual e também a conjuntura nacional, dizem alguns tucanos.

Na quinta-feira, Tasso estará em mais um seminário Ceará em Debate que o Instituto Teotônio Vilela vem promovendo no Interior. Dessa vez, na cidade do Crato (Região Metropolitana) quando reunirá lideranças de 26 municípios.

Por: Eliomar de Lima - Colaborador

TV Ceará entra na era Digital - Através de: Eliomar de Lima

tvc

A TV Ceará entrou no ar, nesta terça-feira, com o sistema digital em fase de testes. A emissora é o primeiro canal público do Brasil a transmitir em sinal digital, segundo o diretor-presidente Guto Benevides. Quem tem o conversor, já pode assistir às imagens em alta definição, no canal 28.

Segundo Benevides, todo o processo foi resultado de um trabalho de técnicos da emissora, com o apoio e incentivo do Governo do Estado, que liberou investimentos da ordem de R$ 13 milhões para a compra de equipamentos de última geração. A emissora adquiriu um transmissor digital compacto e ecologicamente correto, que consome menos energia. Também já comprou e instalou a antena digital na torre de transmissão e o digimaster.

Estão em processo de licitação, os equipamentos de produção: três ilhas digitais de edição, o controle mestre, microfones, seis câmeras HD para estúdio e reportagem, adianta Guto Benevides, dando outra informação: o projeto de reforma do prédio já foi concluído pelo DER e logo será realizada a licitação. Já a inauguração oficial da TVC HD acontece no próximo mês.

(Com informações da TVC)

Fonte: Eliomar de Lima: Colaborador

Antes Tarde, do que Mais tarde: Decreto presidencial acaba com cartão corporativo para ministros !


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (21) decreto que estipula o pagamento de diárias para viagens de ministros em território nacional e reajusta as diárias pagas aos servidores da administração pública federal. A instituição das diárias foi uma das recomendações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos, encerrada há mais de um ano no Congresso Nacional.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o cartão vai acabar. "O ministro não terá mais necessidade de fazer despesa de viagem com cartão, acabou", afirmou Bernardo.

Atualmente, os ministros pagavam as despesas com as viagens nacionais usando cartão corporativo ou suprimento de fundos, devido a uma decisão tomada na década de 1990 que revogou as diárias nacionais. O sistema já era usado pelos ministros apenas para as viagens internacionais.

Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, as diárias para os ministros de Estado vão variar de R$ 458 a R$ 581. Conforme levantamento do ministério, os custos mais altos são nas cidades do Rio de Janeiro e Manaus. O dinheiro poderá ser usado para o pagamento de refeições, diárias de hotel e táxi.

O uso do recurso é livre. Se o ministro não usar todo o dinheiro, não necessita devolver, apenas em casos excepcionais, como, por exemplo, a duração da viagem for inferior ao previsto.

Com a implantação das diárias, os ministros não irão mais usar os cartões corporativos. “Não há cabimento usar cartão para despesa de viagem”, afirmou o controlador-geral da União, Jorge Hage, ao lado de Paulo Bernardo, após reunião com o presidente Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

A diária para os servidores nas três cidades consideradas mais caras (Rio Janeiro, Manaus e Brasília) foram reajustadas de R$ 106 para R$ 224. Nas localidades mais baratas, no caso interior do país, saiu de R$ 85 para R$ 178.

O governo equiparou também as diárias dos funcionários de nível médio aos de nível superior. Apesar de já ter avisado aos colegas de ministério para controlarem seu orçamentos neste ano e para 2010, Bernardo prevê R$ 200 milhões de gastos a mais no próximo ano por conta da instituição das diárias para ministros e o reajuste das pagas aos servidores.

Para 2009, o impacto está sendo calculado, mas deve ser aproximadamente de R$ 100 milhões. Bernardo ratificou que os ministérios não devem esperar verbas extras este ano. O decreto presidencial será publicado no Diário Oficial da União de amanhã (22).

Fonte: Radiobras

Algumas considerações acerca do Parque de Exposições do Crato - Por: Edna Felix de Araújo

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Deixem o Parque Aqui...

Lendo os comentários sobre uma "possivel" mudança na localização do Parque de Exposições do Crato, quero deixar alguns questionamentos. Se faz necessário essa mudança? A quem irá beneficiar? Essa obra é de interesse político ou coletivo? Concordo plenamente que o parque precisa passar por grandes reformas em sua infra estrutura para melhor comodidade das pessoas.

Historicamente esta festa popular tem tradição de mais de meio século, isso nos leva a acreditar que tal mudança irá mexer com a nossa cultura, nossas tradições, levando em consideração que um processo desse teor desfaz toda a história material e imaterial de um povo, além de prejudicar o desenvolvimento econômico local.Alguém já parou para pensar se um dia se cogitasse a idéia de que a estátua do Padre Cícero ou o Santuário da Mãe das Dores fossem retiradas de seu lugar e fossem trazidos para outro lugar entre Crato e Juazeiro. E se a festa do Pau da Bandeira fosse levada para outro local senão o centro de Barbalha ? Será que a população dessas cidades iria aceitar com resignação? Como um fato qualquer? Com certeza não! Fala sério senhor Governador, nós temos amor por nossas tradições. Seria um descaso com o povo cratense, que por sinal ajudaram a lhe eleger acreditando em melhores possibilidades para o nosso município, haja vista que somos um colégio eleitoral de peso. Uma proposta ou decisão absurda dessa tem que passar por vários processos, entre elas audiência pública, fóruns de discussões para que a população fique ciente do que está acontecendo. Tem que ser levado em consideração se esse fato é realmente de interesse político ou coletivo . Ao invés de está se discutindo tal assunto nesse momento, seria mais relevante que os nossos líderes políticos se preocupassem com problemas que atingem a população , principalmente a menos favorecida. A rede estadual de ensino está com as aulas paralisadas por um simples motivo. Estamos reivindicando melhores condições de trabalho para nós educadores e educadoras. São mais de 10 mil professores temporários que estão trabalhando sem nenhuma garantia trabalhista, sem receber seus vencimentos em dias, sem falar que a rotatividade de professores prejudica a qualidade da educação. A URCA está funcionando com um grande número de docentes substitutos, sem falar no sucateamento no sistema de saúde, onde pessoas se acotovelam para conseguir um exame, muitas vezes simples, quiçá os mais sofisticados...Tudo isso tem que ser pensado e repensado com seriedade. A minha sugestão para o nosso nobre representante é que seja realizado concurso público na esfera municipal, estadual bem como para as universidades e a justa implantação do piso salarial dos professores que já está assegurado na lei...E deixem o PARQUE onde está... É mais acessível para a comunidade, especialmente as pessoas da melhor idade e as de baixa renda.

Edna Felix de Araujo

Historiadora- Pedagoga - Especialista em Educação Comunitária em Saúde.

Carta do Leitor - Sobre o Apelo de Alessandra Bandeira - Luiz Domingos de Luna


Caro Dihelson Mendonça,

Fiz um comentário no artigo acima, postado no blog do Crato, na verdade uma experiência com o mundo artístico, cultural, intelectual, vi que o cometário estava ficando muito longo, e por razão de espaço fiz um breve relato do mundo encantador que vivi nos anos 1976 e 1977. Por incrivel que pareça depois que fui residir em Campina Grande, joão Pessoa, Areia, Cajazeiras e na verdade, nunca mais retornei ao meu querido e amado Crato. Sei que se eu for ai hoje, tudo está diferente, aquele Crato com uma identidade cultral é visto nos seu trabalhos e nos dos demais que lutam cotidianamente para manter a a identidade cultural artística e educacional do Crato.

Creio que o artigo da Alessandra é muito forte para mim que aprendi a ver o Crato como o formador da minha qualificação intelectual, educacional, .... Peço desculpas em não ter feito um relato mais elástico sobre todos os ativistas culturais da época que com certeza se fosse para fazer justiça com todos eles deveria escrever um livro e na verdade um volmoso. Crato, somente por uma quetão de consciência peço que se possível dê um grande abraço no meu grande amigo que me hospedou por dois anos na rua Pedro II - Crato, prof. Edimundo Milfont. Um intelectual que da sua biblioteca passava horas e horas lendo o Latim Clássico.

Sempre Lembro que a secretária do Colégio Diocesano, Uma senhora, já idosa, disse:você só vai entrar no colégio quando o seu boletim estiver assinado pelo seu pai ou responsável, Você entende bem ! - Sim Respondi. Chegando em casa disse ao professor Edimundo Milfont que precisaria ir para Aurora. Ele perguntou vai fazer o que na Aurora ?. Professor a secretária do Colégio Diocesano disse que só posso retornar as aulas após a assinatura do boletim.

Luiz Domingos de Luna quem é o responsavel por você aqui no Crato ?

-Professor eu não sei !
Quem paga seus estudos ?
-O Senhor.
Quem lhe veste ?
-O Senhor!
Onde você mora ?
-na sua casa
Quem paga suas aulas no anfiteatro ?
-O Senhor ?
Quem lhe oferece os livros para você estudar e ler
-O Senhor
Quem é o responsável por você aqui no Crato
-O senhor professor Edimundo Milfont

Agora traga o boletim que vou assinar e continue lendo Fernando Pessoa, depois vou cobrar das poesias a sua avaliação. No outro dia fui para o Colégio Diocesano, depois do hino, a secretária me chamou e disse: já para a secretaria da escola. Eu fui com ela, ela discretamente fechou a porta e me intimou. Cadê o boletim assinado ? Eu pobre de mim, quase morri, com as mãos trêmulas passei o boletim para a secretária, quando ela olhou, na verdade olhou bem, tirou os Óculos e colocou uma três ou quatro vezes e num olhar perdido começou a chorar baixinho, -a senhora está chorando perguntei,

- Sim, - perguntei porque ?

Este homem foi o responsavel por tudo que sou, foi o meu professor que marcou a minha vida, essa assinatura vale ouro, como você conseguiu ?

Eu disse eu moro com ele. Ele é o responsável por mim aqui no Crato.
Ainda hoje, penso, será que a admiração da secretária foi o fato do professor Edimundo Milfont ter assinado o boletim numa idade já bastante avançada. Ou por ela ter me dito parabéns você mora com o maior intelectual do Crato.

Grato,

Luiz Domingos de Luna
Aurora, 21 de julho.2009

Festival de Inverno da UFMG em Diamantina

Em sua 41º edição, traz com seminário aberto ao público, apresentações de dança e teatro e exposições de arte.

Até o dia 30 de julho, quinta-feira, a cidade de Diamantina é palco do 41º Festival de Inverno da UFMG. Toda a programação foi desenvolvida a partir do tema “Traduções”, que resume a multiplicidade de perspectivas, formas e linguagens da arte contemporânea. Quem não conseguiu se inscrever para as oficinas e seminários, ainda tem a oportunidade de participar de uma série de espetáculos de teatro, música e exposições.

Vale destacar a exposição “Rubem Grilo Xilográfico 1985-2009″, uma retrospectiva do artista, composta por 180 obras. “O Rubem tem um trabalho fabuloso, é uma referência internacional em xilo”, diz Fabrício Fernandino, curador do evento e professor de Belas Artes da UFMG. A mostra fica aberta à visitação de 22 a 29, das 12h às 17h30, na Casa de Chica da Silva.

Outro diferencial, foram os seminários sobre o futuro dos Festivais Universitários de arte e cultura, os quais debateram a relevância de eventos culturais que ultrapassam a compreensão da cultura como entretenimento, durante os dias 20 e 21. A importância do investimento do setor público e privado também foi ressaltada por Fernandino: “Para mim, um dos grandes aliados do Festival tem sido o governo estadual, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e a Cemig, que vem sendo o financiador máster do Festival de Inverno”.

Texto enviado por: Thamires Andrade

Morreu Maria Preá - Por: Anilda Figueirêdo

Conta-se que numa cidade desta redondeza havia uma doidinha, dessas que não fazem mal a ninguém. Ao contrário, as pessoas malvadas é que, vez por outra, lhe atingiam. E, certa vez, um sacristão, ao adentrar na casa paroquial, deparou-se com o vigário com olhares maldosos e mãos bobas, querendo atacar a doidinha, que atendia pelo nome de Maria Preá.

Diante do vexame, o vigário foi logo se desculpando para o sacristão, que aproveitando-se da situação, começou a explorar o velho padre. Um dia pedia uma ajuda para consertar a bicicleta, outro dia era dinheiro para o lanche, o certo é que, sempre que o padre dizia que não tinha dinheiro, ele logo se expressava: Padre, e Maria Preá? Aí, era o jeito desembolsar seja lá quanto fosse.

Um dia, porém, passando por um certo local suspeito, o velho sacerdote encontrou o sacristão com um amigo, num encontro amoroso. O sacristão ao avistar o vigário, foi logo dizendo: Padre, morreu Maria Preá! De lá pra cá, sempre que alguém quer dar o assunto por encerrado, repete a expressão: morreu Maria Preá. Os mais jovens já dizem em inglês: Ded Mary Prie!

Por: Anilda Figueirêdo

I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO - Patativa do Assaré


I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO
De 22 a 27 de Setembro de 2009
Crato, Juazeiro, Barbalha e Missão Velha

Antônio Gonçalves da Silva é se não o eterno e famoso Patativa do Assaré. Nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, no município de Assaré, no Sul do Ceará. Segundo filho de Pedro e Maria Pereira da Silva foi casado com D. Belinha e pai de uma prole de nove filhos. Desde cedo trabalhou duro na enxada e aos 4 anos de idade perderia uma das vistas; cresceu ouvindo histórias, os ponteios da viola e folhetos de cordel. Em pouco tempo, a fama de menino violeiro se espalhou. Com oito anos trocou uma ovelha do pai por uma viola. Dez anos depois, viajou para o Pará e enfrentou muita peleja com cantadores. Quando voltou, estava consagrado: era o Patativa do Assaré. Nessa época os poetas populares vicejavam e muitos eram chamados de 'patativas' porque viviam cantando versos. Ele era apenas um deles. Para ser melhor identificado, adotou o nome de sua cidade natal: Assaré. Dizia sempre que para ser poeta não era preciso ser professor. 'Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão', declamava. Ninguém soube tão bem cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino e a beleza de sua natureza. Talvez por isso, Patativa ainda influencie a arte feita hoje. O grupo pernambucano da nova geração 'Cordel do Fogo Encantado' bebe na fonte do poeta para compor suas letras. Fagner e Luiz Gonzaga gravaram muitas músicas dele, entre elas a que lançou Patativa comercialmente, 'A triste partida'. Patativa só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Desde os 91 anos de idade com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, 'já disse tudo que tinha de dizer'. Patativa morreu em 08 de julho de 2002 na cidade que lhe serviu de berço e inspiração para toda uma vida. O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento, a visita ao Memorial Patativa do Assaré, na cidade de Assaré; tudo isso em setembro no cariri do Ceará.

TEXTO: Manoel Severo

Nosso Homenageado - VICENTE LEITE - Por: Edilma Rocha


O seu pensamento voava tão alto quanto aquela pipa que soltava na Batateira, nas manhãs de domingo, no Crato. O filho mais velho, Vicente Rosal Ferreira Leite de Felix Ferreira Leite e Maria Rosal Ferreira Leite, nascido no dia 6 de agôsto de 1906, O pai era conhecido como - Felix o Fogueteiro - muito pobre, porém, honrado e trabalhador, e possuia um grande orgulho na vida, em ver a sua roda de fogo brilhar nos ceus do Crato na coroação de Nossa Senhora da Penha. O nosso jovem ficou órfão de pai aos 17 anos , foi para Fortaleza e lá ingressou na força pública do Estado com soldado raso. No seu peito tinha o desejo de estudar pintura no Rio de Janeiro e guardava muito bem esse sonho, talvez impossivel.

Numa tarde de outubro do ano de 1918, foi procurar o oficial do gabinete da Presidência do Estado , levando consigo um desenho debaixo do braço e explicou que era um presente para o coronel e tinha o desejo de entrega-lo pessoalmente. Abriu lentamente o desenho a carvão diante do oficial que ficou boquiaberto com a cópia fiel do seu superior e prometeu ajuda-lo. No dia seguinte, fez a entrega do retrato ao Coronel Benjamim Barroso. Surpreso com o soldado e ouvindo pacientemente a sua história, prometeu manda-lo para o Rio de Janeiro cursar a Escola Nacional de Belas Artes como pensionista do Estado do Ceará. A policia afinou os brios do jovem artista prometendo a fina educação do conhecimento das artes estimulando o espirito e transferindo coragem, energia e elevando o conhecimento. Mas não foram estas as atitudes do Governo do Estado do Ceará, foram as entrigas, a inveja e a incapacidade de regras morais que impediram o jóvem a seguir adiante. Não foi possivel a ida de Vicente Leite ao Rio de Janeiro, voltando ao seu posto de cabo raso da fôrça pública. No Governo seguinte de João Thomé foram feitas outras tentativas. Este pediu a Assembleia do Legislativa uma lei concedendo ao pintor uma pensão para os estudos. Foi o projeto de lei elaborado e votado e modificado na redação final concedendo a outro a pensão e não ao humilde cabo da policia. Mas determinado em ajudar e amparar o rapaz, o engenheiro João Thomé lhe deu a promoção para sargento e a passagem para o Rio com os vencimentos do seu posto. Estes vencimentos deixou para a sua mãe Maria do Rosal, pois era arrímio de familia. Finalmente segui ao encontro do seu destino levando consigo o ideal de se tornar um grande pintor.
Matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes que naquele tempo se fazia a admição com um teste de desenho á mão livre sôbre temas diversos e se saiu brilhantemente. Nos primeiros anos como aluno da escola lhe serviram de mestres Lucílio de Albuquerque, Rodolfho Chamberland e Batista da Costa. Logo no inicio morou no Catete, à rua Marquesa de Santos, numa meia-água como era chamada a humilde moradia. E para a sua sobrevivência fazia pequenos trabalhos de pintura para o teatro e propagandas comerciais. Terminado o curso, empregou-se numa empresa americana de retratos à pastel, melhorando os seus recursos. Concorreu ao salão Nacional e obteve o premio de Mensão Honrosa. No ano seguinte recebeu medalha de Bronze e dois anos depois com o quadro Poesia da Manhã, a medalha de Prata.

Em 1926 fez o retrato de Clóvis Beviláqua que pousou para o artista cratense. Viajou ao Ceará e realizou uma exposiçao individual e não vendeu um só quadro. Procurou vender algum para o Governo do Estado e tambem não consegui, não tinha nome para isso. Então faz a doação do retrato de Clóvis Beviláqua ao Tribunal de Justiça da cidade de Fortaleza, e o grande jurista ao tomar conhecimento do fato, o agradece com um longo e solene telegrama. Visita a mãe e volta e tem que voltar ao seio dos cariocas. A sua bagagem criou volume pois não vendeu os trabalhos e um amigo conseguiu-lhe a passagem de volta com o frete gratuito, uma vez que o fracasso não lhe restou dinheiro algum. Os quatro anos seguintes foram muito dificieis. Morou algum tempo na rua Pedro Americo, 20 no Flamengo. Ingressa na Sociedade Brasileira de Belas Artes onde é acolhido pelos amigos e mestres. Na primeira eleição ganhou por unanimidade para primeiro secretário. Tal a sua dedicação à casa foi eleito vice-presidente até o fim dos seus dias.

Em 1929, Vicente Leite foi excluido da fôrça pública do Estado perdendo a sua patente de sargento e fazendo cair por terra o valor e a concepção que poderiam valer para a cultura de um povo. Esta noticia foi recebida de maneira brutal e cruel no meio da SBBA e todos queriam fazer um protesto e publicar nos jornais em circulação, mas Vicente Leite se opôs a isso e pediu humildemente aos amigos pois achava que este fato iria denegrir a imagem do seu Estado que era tão importante e que ele era nada, um simples pintor no meio do mundo carioca. Queria manter o brio e o patriotismo que orgulhase os filhos do Crato e jamais enxovalharia o nome da sua terra. Mas de uma outra maneira a arte fica e perdura como uma essência perdida.

No ano de 1935 no Flamengo, a antiga residência senhorial da rua Marquês de Abrantes , 3, primeiro andar, sala de frente instala o seu primeiro atelier. Ali pintava e sonhava em trazer a familia para junto de si. Criou a obra que lhe deu um premio de viágem ao Brasil, um antigo sonho. A vida começava a ser mais generosa para o caririense. Realizou dois grandes trabalhos de murais que lhe renderam milhares de cruzeiros. Um no Ministério da Agricultura e o outro no Edificio Ceará, na avenida Atlântida. Seguiu para o Norte do Brasil e em seguida ao Amazonas. Pintou nossas matas e os nossos rios e um desses trabalhos está no Museu do Crato que leva o seu nome. Depois foi para o Sul, demorando-se em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. De volta ao Rio , prepara uma grande exposiçao para São Paulo que o consagrou em êxito e recompensas. Com o encerramento a emprensa lhe oferece um banquete saudado pelo jornalista Gaspar Líbero.

Em 1939 pinta um mural para o Instituto da Estiva, na avenida Venezuela, Rio. Juntando tudo que ganhou, comprou uma casa velha à rua Perreira de Guimarães, em Botafogo. Faz uma boa reforma e finalmente manda vir do Ceará a mãe Maria do Rosal e os irmãos. Na parte de cima montou o seu atelier de pintura. Em 1940 recebe o mais cobiçado premio que um artista poderia almejar no salão Nacional de Belas Arte, Viagem ao Estrangeiro com todas as despesas pagas. A critica, a imprensa, o cobre de elogios. A tela foi intitulada - ENTARDECER . Não viajou de imediato pois a Europa estavca em guerra, ficando para o ano seguinte. Em 1941 foi juri do Salão Nacional e ainda expôs dois quadros, Ribeirão e Paisagem de Campo Grande. Torna-se professor de pinturas e desenhos ajudando aos novos. Recebe um convite do Chanceler do Itamaraty para representar com os seus trabalhos os salões da Embaixada da Marinha do Brasil. Era realmente a vitória que se chegava finalmente ao menino que na infância sentava num banco da praça da Sé para observar a roda de fogo do seu pai brilhar nas noites de setembro da padroeira da sua terra, o Crato.

Não realizou a viagem a Europa, seguindo outro em seu lugar pois estava muito doente. Meses depois , em meados de outubro foi hopitalizado na Benificência Portuguesa tendo ao seu lado a mãe e os amigos. Os médicos tudo fizeram e o seu caso foi considerado grave, as tentativas com transfusões de sangue nada adiantaram. Da janela do seu quarto ver amanhecer o dia 15 de outubro do ano de 1941 e lembra pela última vez do hino da sua terra...

... Ao sopé da serra entre canaviais
Dos guerreiros da tribo cariri
Sou teu filho
Ao teu calor
Cresci
Amei
Sonhei
Vivi
Quem já te viu, ó não te esqueces mais...

Foi sepultado no cemitério São João Batista no Rio de Janeiro acompanhado pela familia, amigos, artistas, intelectuais e jornalistas. As despedidas ficaram para o poeta e escritor Amora Maciel, em discurso. Menino da Batateira, nasceu para a sua arte... Ao longo da sua vida correu atrás do seu sonho... Lutou e venceu as dificuldades... E pela sua arte morreu glorioso...O nosso primeiro e grande artista cratense que levou o nome da nossa pequena cidade pelo Brasil.

Edilma Rocha
obs. desenho de Bruno Pedrosa

Criador de abelhas sem ferrão expõe no Cariri - Por: Antonio Vicelmo


O bancário aposentado Manoel Pedroza encomendou colméias a Ezequiel Medeiros (Foto: Antônio Vicelmo)Foram expostas espécies como Jandaíra, Jataí, Uruçu e Mandaçaia, que produzem um mel fino, orgânico. Crato.

Embora extintas na região do Cariri, em decorrência das queimadas, uso de agrotóxicos e manejo errado, as abelhas indígenas sem ferrão puderam ser vistas, até este fim de semana, no município do Crato. A iniciativa foi do meliponicultor Ezequiel Medeiros, que veio da cidade de Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte para, pela primeira vez, expor na Expocrato, trazendo um mostruário com várias caixas de abelhas.
Como muitas dessas espécies produzem mel saboroso e muito procurado, os próprios meleiros, que retiram o mel destruindo a colméia, contribuem para a extinção dessas abelhas em algumas regiões. Na exposição, foram expostas espécies como Jandaíra, Jataí, Uruçu e Mandaçaia, que produzem um mel fino, orgânico e com boa aceitação no mercado. Enquanto um litro de mel da chamada abelha africana custa na região cerca de R$ 8, o litro da abelha nativa custa de R$ 70,00 até R$ 120,00. Cada caixa, ou colméia, custa entre R$ 300,00 e R$ 500,00, dependendo da espécie. A mais cara é a uruçu. As colméias em exposição não estavam à venda. Ele recebe encomenda e presta assistência técnica.

A grande vantagem, segundo ele, é que estas abelhas não ferroam. São bastante dóceis e de fácil manejo. Por isso, dispensam o uso de roupas e equipamentos de proteção tais como macacão, luvas, máscaras e fumegadores, reduzindo os custos de sua criação e permitindo que essas abelhas sejam mantidas perto de residências e de criações de animais domésticos. Além disso, por não exigir força física e prolongada dedicação ao seu manejo, a criação de abelhas sem ferrão pode ser facilmente executada por jovens e idosos.

Ezequiel explica que, “como as abelhas são polinizadoras de plantas, cultivadas ou não, é importante que se atente para o fato de que, mais importante que o mel produzido por elas, é a polinização que promovem e que permite a produção de sementes por diversas plantas, muitas das quais extremamente úteis para o homem. Sem esse auxílio, muitas espécies de plantas deixam de produzir frutos e sementes, podendo inclusive serem extintas”.

Entusiasmado com a criação desse tipo de abelha, o bancário aposentado Manoel Pedroza encomendou dez colméias para instalar em sua residência, na zona rural. Ele diz que “a criação dessas abelhas e a sua exploração racional podem contribuir para a preservação das espécies e dar ao meliponicultor oportunidade de obter mel de ótima qualidade”.

As abelhas dependem das flores para sua sobrevivência, pois obtêm nelas os açúcares de que necessitam para obter a energia calórica, e o pólen é sua fonte de proteínas. Ezequiel afirmou que a região do Cariri oferece melhores condições para a criação de abelhas do que a região do Seridó, em razão da quantidade e variedade de flores.

FIQUE POR DENTRO

Agentes polinizadores de plantas nativas

As abelhas sem ferrão são os principais agentes polinizadores de várias plantas nativas. Preservar essas abelhas contribui, portanto, para conservar os mais diversos tipos de vegetação. Há muitos agricultores utilizando as abelhas sem ferrão na polinização de culturas agrícolas tais como urucum, chuchu, camu-camu, carambola, laranja, goiaba, limão, abacate, coco-da-bahia e manga. Essa prática, amplamente usada com as abelhas do gênero Apis (conhecidas como abelhas africanizadas ou abelhas africanas) e Bombus (as mamangavas), vem sendo utilizada até mesmo para cultivar morangos dentro de estufas.

Mais informações:

Ezequiel Roberto Medeiros de Macedo
Av. Dr. Fernandes, 387 - Centro Jardim do Seridó (RN)
(84) 3472.2459/ 9992.3459


Antônio Vicelmo

Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Jornal Chapada do Araripe

Fiéis lembram 75 anos de morte do Padre Cícero - Por: Elizângela Santos

Milhares de fiéis participaram da celebração alusiva ao aniversário de morte do Padim, em Juazeiro (Foto: Elizângela Santos)

Entre as homenagens ao Padim, foi assinado projeto para publicações de manuscritos inéditos do Padre Cícero

Juazeiro do Norte. Nem bem amanhece o dia e os moradores deste município e de várias partes do Brasil saem de ruas e vielas para cumprir um dever mensal, de estarem presentes nas missas do dia 20 de cada mês na Capela do Socorro. Ontem, uma data especial, como frisou o bispo Diocesano, dom Fernando Panico, por estar completando 75 anos de morte do “Padim” dos romeiros, Padre Cícero Romão Batista. Milhares de fiéis participam da missa campal, na praça do Socorro. No Sesc - Crato, foram feitas homenagens ao Padre Cícero, culminando com a assinatura do projeto para publicações de manuscritos inéditos do Padre Cícero e de outros protagonistas de fatos que envolveram o município de Juazeiro do Norte no período (1889-1911), no valor de cerca de R$ 466 mil.

Especial

Uma celebração especial, que mereceu a montagem de um palanque, além do local habitual para as celebrações, em frente à Capela onde estão sepultados os restos mortais de Padre Cícero. É que participam cerca de 50 reitores da Igreja Católica de todo o Brasil, que fizeram parte do 18º Encontro Nacional de Reitores de Santuários e Centros de Peregrinação do Brasil, no período de 14 a 20 de julho. Ontem, muitos padres, a exemplo do reitor do Santuário Nacional de Aparecida do Norte — o maior centro de romaria do Brasil —, padre Darci Nicioli, tiveram a oportunidade de conhecer de perto o fenômeno da religiosidade popular em Juazeiro do Norte.

Em 2010, como preparação para o centenário de Juazeiro do Norte, o reitor de Aparecida anunciou para os fiéis romeiros, a peregrinação da imagem de Nossa Aparecida, nos dias 10 e 11 julho, antecipando o calendário, já que estava prevista no ano do centenário, em 2011. O bispo dom Fernando Panico lembrou do ano sacerdotal e da importância do encontro realizado em Juazeiro.

“O Padre Cícero foi um fiel de Jesus Cristo. A celebração é o início da plenitude da vida, na qual ele já se encontra”, diz o bispo dom Fernando Panico, durante o momento em que preside a celebração. Ao lado do palanque, as autoridades políticas e os intelectuais e pesquisadores dos fenômenos religiosos de Juazeiro do Norte e do Padre Cícero.

Alguns advindos de outros Estados do Brasil, para participarem da abertura das comemorações do centenário de Juazeiro, no último sábado, no Centro Cultural Banco do Nordeste. Amanhã, o município estará completando 98 anos de emancipação política.

Lembrança

Foi no dia 20 de julho de 1934 que milhares de romeiros saíram às ruas de Juazeiro para dar o adeus ao padre conselheiro. Os prantos ainda marcam as faces. A emoção se repete. “O Padre Cícero não morreu, ele está lá no horto. Aqui temos os restos mortais, que estão debaixo da terra, mas o padre está no alto, abençoando toda a cidade de Juazeiro, que celebra a alegria do seu centenário que se aproxima”, diz o bispo, ao ressaltar o dia de festa que representa a data.

O reitor do Santuário de Aparecida afirma que a região do Nordeste se encontra em Juazeiro com a família romeira. Ele destaca o crescimento das romarias em todos os Santuários do Brasil, pela necessidade do povo diante das dificuldades da vida, o desafio de viver, fazendo com que as pessoas busquem o fortalecimento na espiritualidade.

Foi no dia 20 de julho de 1934 que milhares de romeiros deram adeus ao Padim

Mais informações:

Secretaria de Paróquia
Rua Padre Cícero, 147
Centro
Juazeiro do Norte - CE
(88) 3511.2202


Elizângela Santos

Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

Geraldo Macedo Lobo - por Armando Lopes Rafael

Geraldo Macedo Lobo e sua esposa Adamir com os nove filhos do casal

Eu tinha dez anos de idade quando minha família fez nova mudança de residência. Fomos morar, naquela oportunidade, na Rua Teodorico Teles – mais conhecida como Rua da Cruz – numa casa alugada a Geraldo Macedo Lobo, popularmente conhecido por Doutor Geraldo.
Nos primeiros dias, após a mudança, eu e meus irmãos menores fomos descobrindo e explorando a redondeza da nova morada. O quintal da nossa casa fazia fundo com um grande pomar – cheio de laranjeiras, tangerineiras, goiabeiras, coqueiros, dentre outras fruteiras – integrante da residência do Doutor Geraldo. Como o muro era baixo, nele subíamos e ficávamos contemplando as fruteiras enxertadas, uma novidade para a época. “Enxertar” mudas de plantas – vim a saber naquela ocasião – consistia em unir partes de vegetais oriundas de plantas distintas, resultando em uma só planta. E essa enxertia ainda eliminava os espinhos nas laranjeiras e limoeiros, além de proporcionar a produção de frutos em menos tempo do que o cultivo tradicional. O responsável por esses enxertos era Geraldo Macedo Lobo, formado na Escola Agrícola de Barbacena, em Minas Gerais.
Pelos seus conhecimentos em agronomia, Doutor Geraldo era visto com uma aura de respeitabilidade para nós. Mas, para mim, a descoberta da personalidade de Doutor Geraldo, foi acontecendo aos poucos. Lembro-me bem dele. Míope, usava óculos de lentes grossas, que escondiam seus olhos esverdeados. Todos os dias ele se dirigia, ao Cartório de Registros de Imóveis – onde era tabelião – cujo prédio ficava localizado na Rua Senador Pompeu, a poucos metros da Praça Juarez Távora.
Geraldo Lobo era um homem metódico, discreto e tratava com lhaneza a todos. Vivia de casa para o trabalho, embora participasse de todos os acontecimentos relacionados ao progresso de Crato. Muito raramente parava – por alguns instantes – na calçada da mercearia de Antonio Teles, lugar das costumeiras conversas dos homens que residiam nos arredores das ruas Raimundo Lobo, Teodorico Teles e André Cartaxo. E quando participava dessa roda, Doutor Geraldo só intervinha com assuntos sérios, destoando dos papos fúteis e fofocas que se constituíam em rotina naqueles encontros.
Geraldo e sua esposa Adamir tiveram nove filhos, todos saudáveis e bonitos: Lílian, Eliane, Samuel, Paulo de Tarso, Kátia, Sandra, Soraya, Sorelle e Pierre. Formavam uma família feliz. Lembro-me de que as refeições da família eram feitas ao ar livre, embaixo de uma mangueira, numa enorme mesa de marmorite. Recordo-me também de uma empregada da família, uma negra, chamada Lindalva, que fazia parte da família, tamanha era a confiança depositada nela pelos seus patrões.
O relacionamento de Geraldo Lobo com seus filhos mais parecia uma convivência entre amigos. Bem diferente da mentalidade da época, onde o comum era uma ligação hierarquizada, formal e de pouco afeto entre os membros dos núcleos familiares. A convivência comum era permeada pelos castigos físicos que, vez por outra, os pais infligiam aos filhos, sempre que estes incorressem em travessuras, tão comuns na infância.
Anos depois, constatei ser verídico o pensamento de Leon Tolstoi: “As famílias felizes parecem-se todas; já as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira”. Sem se dar conta, a família de Geraldo Lobo era uma referência de paz e harmonia para nós.
Vez por outra encontro, na rua, com Samuel, o filho de Geraldo Lobo que o sucedeu na administração do Cartório. E nunca esqueço de perguntar: “Como vai o Dr. Geraldo”?
Através de Samuel sei das noticias do seu pai – hoje ancião, residente em Fortaleza – cuja personalidade era tão admirada por mim, como exemplo de um homem de bem, cordial, sereno e exemplar.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Apelo para os Homens ( E mulheres ) de Boa Vontade. - Por: Alessandra Bandeira


Não sou cratense, mas há 10 anos adotei o Crato como minha terra. Amo essa cidade e seu povo, mesmo com todas as dualidades,com toda as tradições e contradições existentes aqui. Sempre vi uma necessidade grande de afirmar o Crato como cidade da cultura, mas infelizmente nada pode mudar uma mentalidade que não se sujeita as mudanças. Temos a oportunidade única de sermos a primeira cidade a receber o grande artista plástico Michael De Feo, um artista que tem mais de cinco premios, um curriculo vasto, reconhecido mundialmente, que recusou vir ao Brasil para expor em São Paulo mas se encantou com o Crato, mas parece-me que o Crato não se encantou com este evento.

Venho a publico agradecer ao prefeito que nos deu total apoio, mas sabemos da limitação que a prefeitura tem e ao Olhar Casa das Artes que através de Gabriella também deu apoio possível.
Infelizmente perderemos essa oportunidade , nossos deputados como Sineval Roque e Ely Aguiar que se dizem adoradores e defensores do Crato e se propoêm a ajudar, não estão interessados em ver crianças de comunidades carentes do nosso município tendo oficinas de arte com alguém de renome mundial. Talves seja a hora de vermos se realmente o Crato é capital da Cultura, pois para mim há única cultura que esta sendo desenvolvida e do atraso e da alienação.

Espero que os nobres deputados, pensem nisso com carinho e tenham um gesto de nobreza e faça esse evento acontecer, pois, o entrave é tão pequeno que chega a ser ridículo, em meia hora vocês poderiam resolver isso , mas os homens de boa vontade parecem não mais existir.

Peço encarecidamente que se tiver algum empresario cratense que queira ver esse evento acontecer nos ajude, as crianças agradecem.

Alessandra Bandeira.
88081682

Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri - 21-07-2009

Preço da cesta básica no Cariri diminui 0,85% em junho

No Cariri, o custo da Cesta Básica diminuiu 0,85% no mês de junho em relação ao mês de maio. Em maio, custava R$ 159,50, e em junho passou para R$ 158,14. As maiores reduções foram registradas nos seguintes produtos: farinha de mandioca (-22,51%); carne (-11,87%); e banana (-6,36%). E foram registrados aumentos no feijão mulatinho (13,46%) e leite (10,36%). O trabalho faz parte da Pesquisa mensal do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas do Departamento de Economia – CEPEC, da Universidade Regional do Cariri – URCA, realizada por estudantes do Curso de Ciências Econômicas, coordenado pelo Professor José Micaelson Lacerda Morais. Em junho, apenas cinco das capitais, das 17 em que o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, apresentaram modesta redução no preço dos gêneros alimentícios essenciais. Em Brasília, a queda foi de -2,28%, em João Pessoa foi de -0,90%, em Recife -0,45%, no Rio de Janeiro -0,37%, e em Natal -0,12%.

De acordo com a análise do CEPEC, no mês de junho o custo da Cesta Básica foi maior na cidade de Crato (R$ 173,79), em relação a Juazeiro do Norte (R$ 171,94). O menor valor foi registrado na cidade de Barbalha (R$ 128,70). Convém ressaltar que no município de Barbalha não foram contabilizados os preços do feijão mulatinho, açúcar, óleo e manteiga, em razão de não se encontrar disponíveis as marcas pesquisadas nos estabelecimentos selecionados. Observa-se, ainda, que no Cariri o custo da Cesta Básica (R$ 158,14) é menor que em Fortaleza (R$ 188,67).

Em termos nacionais, em junho o trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 98 horas e 58 minutos para adquirir a Cesta Básica. No Cariri, este mesmo trabalhador precisou cumprir uma jornada de 74 horas e 49 minutos, enquanto em Fortaleza a jornada de trabalho foi de 89 horas e 16 minutos.

O salário mínimo necessário, de acordo com o preceito constitucional, é o salário mínimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. A família considerada é de dois adultos e duas crianças. Em termos nacionais, no mês de junho, esse salário foi de R$ 2.046,99, e no Cariri, R$ 1.328,56, respectivamente, 4,40 e 2,86 vezes o mínimo essencial (R$ 465,00).

Centro de Práticas Integrativas da Saúde realiza atualização vacinal na URCA

O Centro Universitário de Práticas Integrativas de Saúde (CUPIS), da Universidade Regional do Cariri (URCA), estará realizando amanhã, dia 22, atualização do esquema vacinal de todos os funcionários e estudantes da URCA, nos turnos da manhã e tarde, no Salão da Terra. Serão disponibilizadas as seguintes vacinas: Hepatite B; dT (Anti-tetânica); Dupla Viral (Sarampo e Rebéola). O trabalho será feito por meio de parceria entre a URCA e Secretaria de Saúde do Município do Crato.

Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA

Notícias do Crato para o Dia 21 de Julho de 2009


21-07-2009
Crato poderá ter mais um Parque Ecológico

Aprovado durante reunião do Conselho de Meio Ambiente do Crato, Projeto para criação do Parque Ecológico do Saco Lobo. O ecologista Ed Alencar elogia a iniciativa, por meio do Secretário do Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato, Nivaldo Soares, já com o projeto em andamento. Conforme o ecologista, esse desafio segue o seu curso de entendimento e formação de parcerias para a compra da área de 50 hectares dentro da área urbana entre o Mirandão, Conjunto Santa Luzia e Vila Lobo, ao leste da cidade. Ed Alencar classifica o espaço diante de vários aspectos, como mais uma área de lazer destinada à recreação e proteção ao Rio Saco Lobo, além de uma garantia de preservação do aqüífero médio Missão Velha – Batateira. Os estudos em andamento estão sendo feitos por meio de uma parceria entre a Universidade Regional do Cariri (URCA), e Prefeitura Municipal do Crato. Atualmente o Crato conta com o Parque Estadual do Sítio Fundão.

Projeto de intervenção prevê melhorias na atenção primária

O Município do Crato, por meio de um convênio firmando entre a Secretaria de Saúde do Estado, Secretaria de Saúde do Município e instituição do canadenses, está fazendo parte de um projeto voltado para a melhoria da qualidade na atenção primária do município.O trabalho foi iniciado e cursos de qualificação, em várias etapas, estão sendo ofertados aos técnicos de saúde. O benefício só é destinado aos municípios que contarem com mais de 100 mil habitantes. A primeira capacitação foi iniciada, em quatro módulos. Um dos pontos principais do trabalho, nos próximos dois anos e meio, período em que vigora o convênio, é poder ofertar melhorias nos indicadores de saúde do município. A capacitação dos profissionais inseridos no processo deverá ser feita em seis meses. Primeiro, serão detectados os problemas para inserir no projeto de intervenção e, com isso, serão disponibilizado o recursos para se investir nos setores mais urgentes.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

ExpoCrato - Por: Anilda Figueiredo

Essa Exposição do Crato
é um evento diferente
tem gente de nossa terra
tem turista inteligente
e nessa propositura
incentivando a cultura
empurra o Brasil pra frente

Da cultura dessa gente
tem ingén de rapadura
faz alfinim e batida
o caldo uma gostosura
o ingén fazendo mel
e nós fazendo cordel
enriquecendo a cultura

Tem comida em fartura
farinha de mandioca
lá na Casa de Farinha
tem beiju e tapioca
na culinária do Crato
tem um pequi em cada prato
que vai baião com paçoca.

(Anilda Figueirêdo)

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