xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 20/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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20 julho 2009

O DRAMA DOS EXCLUÍDOS E O DESCASO DOS ORGANIZADORES DA EXPOCRATO PARA COM OS CONSUMIDORES
Por: Leopoldo Martins Filho
O inciso XXXII do Art. 5º. da Constituição Federal/88, criou uma obrigação, um dever, para o Estado, de promover a defesa do consumidor, no entanto, é opinião assente e geral, que houve altaneiro desrespeito aos freqüentadores consumidores por parte tanto do poder público como dos gestores da Exposição Agropecuária do Crato, principalmente, reconhecendo a vulnerabilidade de toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final no mercado de consumo.
Os freqüentadores da Expocrato por imperativo circunstancial gerado por cláusula contratual firmado entre o Poder Público cedente e o concessionário e conseqüentemente entre o concessionário e o fornecedor de determinada marca de cerveja se viram castrados no seu sacrossanto direito de exercerem com liberdade de escolha na aquisição de produtos e/ou serviços, onde nas precisas palavras do pantólogo Toshio Mukain, corresponde a que: “nenhum consumidor poderá ser obrigado a adquirir, sob qualquer pretexto, determinado produto, tendo outro no mercado”.
Destarte, qualquer cláusula contratual, que o desnivele ou limitem em direitos e obrigações, em condições de superioridade em relação ao consumidor serão consideradas abusivas ou leoninas. Portanto, salvo melhor juízo, não podiam os organizadores impor a limitação aos barraqueiros no recinto do Parque de Exposição, a venda de uma única marca de cerveja, exigindo vantagem manifestamente excessiva.
Evidente que, o contrato celebrado entre o Poder Público cedente e o cessionário e a distribuidora de determinada cerveja violou o princípio da boa fé e função social dos contratos, consubstanciados em “Não poder o contrato trazer onerosidades excessivas, desproporções, injustiça social”. Como muito bem preleciona Celso Antônio Bandeira de Melo “violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma”, porque representa insurgência contra todo o sistema, subversão de seus valores fundamentais, contumélia irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra.
Conseqüência da forma em que foi pactuado o contrato de cessão do parque de exposição agropecuária do Crato, bem como as cláusulas ali inseridas, houve um descontrole total nos preços dos produtos e serviços ofertados e disponibilizados no recinto do suso citado parque de exposição sem um mínimo de fiscalização e controle. Para se ter uma idéia da dimensão do encargo suportado pelos consumidores, salientamos verbi gratia que o preço da cerveja oscilava entre R$ 3,50 e R$ 4,00 reais a garrafa, tendo os barraqueiros um astronômico lucro.
Infelizmente, não foi só o preço da cerveja a causa que deu ensejo para caracterizar a exclusão de parcela considerável da população a festa popular, pois, os ingressos dos shows chegaram à cifra de 25 reais. E, quem, são os maestros dessa orquestra excludente, cuja batuta teima em não aceitar a democratização da exposição agropecuária? Seriam os espíritos de porcos - tão emocionalmente decantados pelo Governador do Estado -, que teimam em tocar e gerenciar, apenas, para um público refinado, nas mais requintadas salas de espetáculos? Olvidaram-nos o ar livre, democrático e cidadão, da festa popular.

O povo pode até servi como inspiração para as partituras da assaz mencionada festa mercantilista, no entanto, ele é chamado, apenas, para montar o palco, mas não participa, nem de longe da orquestra, nem do público que tem o privilégio e as benesses de usufruir a festa na sua plenitude!

Causou espanto e inquietação aos freqüentadores/consumidores a falta de reação com resultado efetivo e positivo na defesa, promoção e proteção dos interesses econômicos dos consumidores por parte do combativo Ministério Público, bem como na fiscalização e transparência em confronto com os princípios que o regem do contrato de cessão do parque de exposição agropecuária do Crato.

Esperamos sinceramente que as autoridades responsáveis pela administração e gerência do parque de exposição agropecuária do Crato, em exposições vindouras aprendam com os “erros” e desatenção para com os freqüentadores/consumidores, tabulando um eventual contrato de cessão em obediência e estribado nos princípios administrativos, bem como em consonância com as normas protetivas aos consumidores, além de elaborarem projetos de incentivos a cultura patrocinado pelo poder público aos moldes do festival de inverno de Garanhuns e o são João de juazeiro do norte. Portanto, fornecendo um serviço adequado, eficiente e menos gravoso aos freqüentadores da exposição em comento.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós-Graduado em Direito Penal
Especialista em Reparação de Danos Morais

De 25 de julho a 1º de agosto acontece o VI Festival Música na Ibiapaba


Pela sexta vez Viçosa do Ceará, na serra da Ibiapaba, vai se transformar em uma verdadeira cidade da música. Durante oito dias, de 25 de julho a 1º de agosto, jovens estudantes de música, instrumentistas, cantores profissionais e apreciadores da boa música brasileira vão conviver com essa arte por toda a cidade. É o VI Festival Música na Ibiapaba, uma ação de política pública de formação do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, voltada para o desenvolvimento e valorização da música brasileira popular. A realização é do Instituto de Arte e Cultura do Ceará - IACC/Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.



O Festival é um encontro da música com a natureza da bela região serrana do Ceará. A cidade de Viçosa localiza-se a 384 km de Fortaleza, a uma altitude de 720 metros, proporcionando um clima agradável que encanta moradores e visitantes. Tudo isso unido à música faz do Festival uma celebração que transformará a cidade em um laboratório vivo para as vozes e instrumentos veiculadores dessa arte universal. Este é o primeiro projeto do Norte e Nordeste centrado na formação em música popular brasileira e que mantém uma intensa programação artístico-pedagógica gratuita.



Pela manhã e à tarde, cerca de 1.000 alunos participam de 72 oficinas, ministradas por professores e músicos do Ceará e convidados de outros estados. São aulas de violão, piano, bateria, prática de conjunto, orquestra de acordeãos e percussão, sopro, técnica vocal, harmonia, arranjo, regência, nos níveis médio e avançado.



No fim de tarde começam as apresentações artísticas, onde alunos, mestres e artistas convidados interpretam a céu aberto as mais belas harmonias da nossa música, vivenciando um rico intercâmbio e presenteando toda a cidade com uma semana inteira de arte através da música.



Oficinas



As oficinas promovidas durante o VI Festival Música na Ibiapaba se dividem em núcleos pedagógicos: Musicalização (atividades de iniciação do público infanto-juvenil no universo musical vocal e instrumental); Vocal (atividades visando ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de alunos voltados para a música vocal em suas diferentes manifestações, tais como canto solo, canto coral, grupo vocal, expressão cênica para canto e regência); Instrumental (atividades visando ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de alunos voltados para a música instrumental, envolvendo desde o estudo solo às mais variadas formações, a exemplo de pequenos e médios grupos e orquestras); Estruturação e História (conjunto de atividades didáticas de cunho mais teórico, em seus mais diferentes níveis - do básico ao mais avançado -, de natureza formativo-informativa como condição básica e necessária para o fazer musical); e Didática Musical (conjunto de atividades especialmente voltadas para professores de música e arte-educadores, visando subsidiar suas práticas de educação musical). Há ainda o núcleo de Projetos Especiais, que compreende atividades com interação com outras linguagens artísticas.



As apresentações



A música do Festival acontece também fora das salas de aula. Ela chega aos palcos da Praça da Igreja da Matriz, da Igreja do Céu, ao interior da Matriz e ao Pátio do Patronato, em apresentações de alunos das oficinas, professores e shows de grupos convidados, promovendo a inserção do Festival com a comunidade da Ibiapaba. A programação de shows começa logo após a solenidade de abertura, na noite do dia 25, com Raimundo Fagner e Banda no palco da Praça da Matriz.



No palco da Igreja do Céu, ponto mais alto da cidade, a 900 metros de altitude, a programação se encerra todas as noites a partir do segundo dia. Entre os convidados para os shows, se apresentam as bandas cearenses Groovytown, que tem conquistado um público cada vez maior com uma mistura de samba-rock, funk e soul em repertório próprio e de grandes nomes como Jorge Ben Jor, Tim Maia, Seu Jorge e Wilson Simonal; banda Dona Zefinha, que mistura música, teatro e dança a partir de elementos sonoros, cênicos e coreográficos; e a cantora Paula Tesser, uma das mais belas vozes do Ceará, que sobe ao palco do Festival acompanhada de banda. Do Rio de Janeiro vêm os grupos instrumentais Trio SambaJazz, formado por Kiko Continentino, Neguinho e Luis Alves; e Cama de Gato, de Pascoal Meirellles, Mauro Senise, Mingo Araújo, André Neiva e Jota Moraes, que chega aos 25 anos de formação, sendo o segundo mais antigo grupo de música instrumental do país.



O cinema também faz parte da programação. Diariamente, no fim de tarde, o Teatro D. Pedro II abriga a sessão de Música no Cinema, onde este ano serão exibidos vídeos sobre Fagner, Hermeto Pascoal, Dorival Caymmi, Toquinho, João Donato, Jacob do Bandolim e sobre chorinho.



Homenagens



Este ano o Festival presta homenagem a nove personalidades da música brasileira, oito deles passaram pela vida mas firmaram seus nomes e suas artes na história: Carmen Miranda (100 anos), Ataulfo Alves (100 anos), Patativa do Assaré (100 anos), Alberto Nepomuceno (145 anos), Luiz Gonzaga (97 anos), Humberto Teixeira (92 anos), Heitor Villa-Lobos (107 anos) e Dolores Duran (79 anos). A homenagem nesta edição vai também para o cearense Raimundo Fagner, que faz show na noite de abertura do Festival. Este ano o artista comemora 60 anos de idade e 35 de sucesso como cantor e compositor.



Antes do Festival



Este ano, na semana antecedente ao Festival, de 20 a 23 de julho, acontecem oficinas de iniciação musical (Casulinhos) nas cidades do Maciço da Ibiapaba - Ipu, Guaraciaba do Norte, Carnaubal, Croata, São Benedito, Ibiapina, Tianguá, Ubajara e Viçosa do Ceará. Nas nove cidades as oficinas serão ministradas por professores da escola de música de Sobral, numa ação de intercâmbio e oportunidades para esses educadores. Esta atividade formativa ação do Festival em parceria com Ministério da Cultura e prefeituras municipais, que levam o resultado dessas oficinas para dentro do VI Festival.



O VI Festival Música na Ibiapaba tem como parceiros SEMACE, DETRAN-CE, BANCO DO NORDESTE, Café Santa Clara, Desafinado, Colorgraf, Rede Ibiapaba de Turismo (RITUR), SEBRAE-CE, CAGECE, Prefeitura Municipal de Sobral e Prefeitura Municipal de Viçosa do Ceará.



SERVIÇO



VI Festival Música na Ibiapaba - De 25 de julho a 1º de agosto em Viçosa do Ceará. Informações sobre Viçosa do Ceará - Secretaria da Cidade: (88)3632-1580. Informações sobre o Festival - Instituto de Arte e Cultura do Ceará: (85) 3488-8601. E-mail: presidencia@dragaodomar.org.br.

DIA DO AMIGO - Por Maria Otilia


Poema do Amigo Aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..

Pe. Zezinho

20 de Julho -Dia do Amigo

Poesia de Padre Zezinho - Postado por Maria Otilia Moreira

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chapada 20-07-2009

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O Diário do Cariri na Internet


Assédio moral no trabalho e o princípio da dignidade humana - Por: Sérgio Henrique Tedeschi

Atualmente, está muito em voga o tema relacionado ao assédio moral no trabalho, e as suas conseqüências no meio ambiente laboral. Ele caracteriza-se como sendo qualquer conduta abusiva, de forma repetida, que atente contra a dignidade e a intimidade da pessoa ameaçada, em seu emprego e exclusivamente no trabalho, comprometendo o clima no ambiente de labor.
Apesar da discussão sobre este tema ter começado na França, no início da década de 90, o assédio moral no trabalho existe desde que principiaram-se as relações entre empregado e empregador.

Tal assédio pode ocorrer de forma vertical ascendente, (a qual acontece quando o agente causador exerce um cargo hierárquico superior em relação à vítima), horizontal (quando acontece entre agente e vítima exercerem cargos do mesmo nível de hierarquia), e vertical descendente (quando o agente causador do assédio exerce cargo hierárquico de nível inferior ao da vítima).

Das três formas acima citadas, as mais comuns são a vertical ascendente e a horizontal. Em nossa prática profissional, jamais vislumbramos a ocorrência de assédio moral vertical descendente.
O assédio moral difere do assédio sexual, posto que, conforme preconiza o artigo 216-A do Código Penal pátrio, este ocorre apenas quando o agente, utilizando-se de sua condição de superioridade hierárquica ou ascendência de cargo e função na empresa, procura obter vantagem sexual.

A nossa Constituição Federal de 1988, também conhecida como a “Constituição cidadã”, tem como princípio basilar o da dignidade da pessoa humana. E é justamente este princípio que é ferido quando ocorrem situações que caracterizam o assédio moral no trabalho. O referido assédio sempre é baseado em fundo discriminatório, o que é sempre odioso, e acaba por contaminar o meio ambiente de trabalho. A omissão dos empresários em prevenir e punir a ocorrência do assédio moral é um dos motivos, senão o maior, de que hoje em dia se ouça falar tanto deste mal que assola o meio ambiente laboral.

Na Europa, existem países que já aprovaram leis que tratam do tema. No Brasil, existem de leis versando sobre assédio moral no trabalho. Contudo, tais leis tratam do assédio moral no setor público, sendo que tais regramentos não podem ser aplicados em relações privadas de emprego.
Os empresários devem ficar atentos para situações que possam dar azo ao assédio moral, pois, em ocorrendo tal fato, o empregador pode responder a uma ação trabalhista na qual haja o pedido de indenização por danos morais, oriunda do assédio moral, indenização esta que será fixada de acordo com o livre convencimento do Juiz que decidir a demanda.

O empregador deve estar ciente de que precisa coibir atos praticados por seus funcionários, os quais possam ensejar o assédio moral e o conseqüente dever de indenizar o empregado pelos danos morais daí advindos, porque, em um primeiro momento, quem deverá pagar o valor da indenização arbitrada pelo Judiciário é o empregador, por ato cometido pelo seu preposto. Além disso, a dignidade da pessoa humana sempre deve ser respeitada, pois, além do trabalho ser a fonte de renda do trabalhador, também é o celeiro de seus sonhos e realizações pessoais e profissionais. Por fim, deve-se ter em mente que o assédio moral no trabalho é um mal que deve ser cortado pela raiz, pois a sua reiteração e continuidade são maléficos, não só para o meio ambiente laboral, mas também para toda a sociedade.

Sérgio Henrique Tedeschi é sócio do escritório Tedeschi & Padilha Advogados Associados, especializado em assessoria e consultoria preventiva empresarial.
É mestrando e especialista em direito empresarial.

Sobre o Autor:
Assuntos Empresariais, Negociação, Liderança e Jurídico

Poema para quem não tem medo de Chorar - A Morte de Nanã - Patativa do Assaré.

Então você se acha uma pessoa forte...
Duro da queda...!!! Teste o seu coração com esse vídeo do grande Patativa do Assaré:




Por: Dihelson Mendonça

O Cariri não é Terreiro - Por: Luiz Domingos de Luna


Quem retornar ao cariri cearense após um longo período de ausência, verifica que a região deu um salto de crescimento afirmativo em todo o seu tecido geográfico, permeando em toda conjuntura um progresso notável, desde o menor ponto etnográfico ao maior. Esta força acelerativa é uma constante na história deste berço sul cearense que pulsa vivo e vibrante no estado do Ceará. Porém, esta visão positiva, geralmente, é privilegio dos que aqui retornam. Por que esta realidade não é naturalizada no seio da região do cariri ? O Caririense é norteado em referencial, vive no referencial, em torno dele, em função dele; assim, automaticamente, se forma no consciente coletivo uma força gravitacional forte, tão intensa que faz surgir uma nova galáxia, onde ao redor do referencial giram todas as urbes, e, todo processo de desenvolvimento, enfim, o mesmo, passa a ser um sol e os demais pontos iluminados que precisam da luz deste sol.

Esta realidade hipnótica naturalizada no seio da sociedade caririense é um vácuo muito forte e que pode gerar o efeito das borboletas que de tanto buscarem a luz terminam em função desta, perdendo o seu poder de preservação existencial. Creio que nós não precisamos viver, nem tão pouco criar paralelos para o nosso padrão de crescimento afirmativo, o importante é verificar a grandeza de cada urbe, a sua história, a sua trajetória no potencial de si, em relação a si mesma, afinal, nós não somos terreiro de ninguém, salvo de nós mesmos, e de nossa história que com certeza é engrandecedora e que merece todo nosso apreço, admiração e respeito.

Por: Luiz Domingos de Luna
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.

Feliz dia do amigo!!!!

cada amigo que conquistamos, é uma flor no jardim da nossa vida, porque amizade se conquistaaos poucos ao dia a dia.Essa flor é pra lembrar a você que estou presente sempre...Mesmo distante. E mostrar pra você,que sua amizade é importante pra mim!!!Uma flor para............. / .\. \.....Alegrar o seu dia,........... / . . \ ..\ ..Para perfumar......... / . . . `\ ..\ A tua alma........ . . . . . . ..Encher o......... \ . . . ./ . ./.Teu coração........... `=(\ /.=´.De Amor................ `-;`.-' ...Para te alegrar................... _.-' .Uma flor para............. ,_ \_,/ ..Te mostrar o mundo........ , .... \ .' ....Pleno de Amor,...... \ \ ,. / ......Felicidade,....,.\, ....Amizade,.....'-.....\/ ....Carinho......... >_. .....E Paz!........ ,....Uma flor para........ \.......Te desejar................. ......Tudo de bom.

Beijo grande,
Mônica Araripe

DENÚNCIA: - Maus Tratos no Transporte Alternativo entre Crato e Juazeiro - Por: Adamo Xenofonte


Escrevo indignado com a estrutura social da cidade do Crato. Passei por uma situação extremamente constrangedora e não sei a quem recorrer. Os habitantes da região do cariri (especificamente Juazeiro e Crato) conhecem uma estrutura alternativa de transportes chamada popularmente de TOPIC’S. Ontem insisti, mais uma vez em fazer uso destes serviços. Estava no Cariri Shopping e antes de entrar no carro perguntei se a rota era direto para a ExpoCrato ou se iriam pelo centro, como eu disse que só iria se fosse pelo centro eles responderam que iriam pelo centro (obviamente, eles sempre são canalhas a este ponto de responder o que o cliente quer). No meio do caminho ele mudou a rota, falei que não ia por lá, mas de forma surpreendente ele mandou-me pegar um ônibus, retruquei informando-o que caso eu estivesse do lado de fora essa afirmativa jamais sairia de seu boca. O cobrador começou a me atacar dizendo que não tinha prometido que horas eu chegaria, mas que iria primeiro pela ExpoCrato, para depois ir me deixar no ponto que eu desejava (para quem conhece a cidade eu queria descer no Hospital Dr. Raimundo, provavelmente ele iria dar a volta, pegar mais passageiros na Praça Cristo Reis e depois de uma longa espera “até lotar” ele me deixariam no ponto desejado).

Pedi pra ele parar o carro e mesmo assim o motorista continuou andando, quando várias pessoas sentiram a mesma dor que eu começaram a falar o motorista parou, desci, paguei a passagem (já estava extremamente insatisfeito) e o cobrador não parava de responder as minhas palavras de indignação, até que ele mandou-me “arrumar o que fazer”... Falei que denunciaria e no auge da impunidade conhecida por todos da cidade o cobrador enfrentou-me e mandou-me ir mesmo anunciando que seu nome era Eduardo (não tenho certeza deste nome porque não posso confiar nas palavras de profissionais irresponsáveis como este) estavam em um carro cuja placa termina em 0645 e tinha a faixa da Cooperativa pintada no lado.

Sou funcionário público, educador, e enfim “arrumei o que fazer”, comecei a procurar contato com a Cooperativa e não encontrei a sede ou representante. Desta forma solicito a população do Crato para cuidar dos seus direitos, no momento que entramos em carros com cobradores como esse (e outros que assim também se posicionam) estamos sujeitos a todo tipo de mentira, destrato e falta de segurança (percebamos o número de acidente com carros de transporte alternativo). O ideal seria que parássemos de usar esses serviços, porém solicito que comecemos a fazer certas exigências junto às Cooperativas e proponho também que, para sermos ouvidos, paremos uma ou duas semanas de andar nestes carros. Façamos greve falando: “Não! Eu não ando de TOPIC!”.

Uma semana sem faturar o que eles recebem, uma semana sem falarem mal com o passageiro, uma semana de envolvimento social. Apenas uma semana poderá mudar esta realidade. Temos duas linhas de ônibus que estão definhando por conta destes transportes alternativos, por culpa nossa. Envio este documento para que possamos refletir sobre o nosso deslocamento intermunicipal dentro do cariri.

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Adamo Xenofonte
Professor Coordenador do Laboratório Educativo de Informática
Escola SESI - Hermenegildo de Brito Firmeza
blog: quartodereboco.blogspot.com

Nota do Blog do Crato: Professor Adamo, deveria ter pego a placa dessa Topic a fim de encaminharmos melhor às autoridades. Peço a todas as pessoas que forem maltratadas pelos topiqueiros ou por aqueles que se propõe a prestar serviços à população, que anotem os dados, nomes, locais, o máximo de informações. A população não pode ficar à mercê de meia dúzia de canalhas que pelos maus tratos ao povo, acaba por fazer recair a sujeira em cima de toda uma classe de bons trabalhadores. De qualquer forma, fica aqui o registro e a nossa indignação contra esses malfeitores.

Foto Ilustrativa: Nivaldo Soares

Poesia Matemática - Millôr Fernandes - Por: Carlos Eduardo Esmeraldo

Poesia Matemática
Millôr Fernandes

Às folhas tantas do livro matemático um Quociente apaixonou-se um dia
doidamente por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.Fez de sua uma vida paralela à dela
até que se encontraram no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram (o que em aritmética corresponde a almas irmãs) primos entre si.
E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação traçando ao sabor do momento e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar constituir um lar, mais que um lar, uma perpendicular.
Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos.
E foram felizes até aquele dia em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então que surgiu O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos, viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade.
Era o triângulo, tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
como aliás em qualquer sociedade.

Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.

Pequena Nota do Editor:

Eu agradeço ao Carlos Eduardo Esmeraldo por nos fazer relembrar da Poesia Matemática do Millôr, que eu particularmente, admiro bastante desde a juventude. Consideo-a uma das obras-primas da nossa língua, uma vez que consegue reunir em um poema, esse jargão matemático que tanto conhecemos na engenharia, para construir uma espécie de conto de amor surreal. Há tempos eu queria trazê-la para o Blog do Crato, aliás, sou colecionador dos escritos deste grande pensador e humorista que é o Millôr Fernandes.

Professor Ari Riboldi explica a origem de algumas expressões costumeras

Nota: Recebi esta excelente "carta do leitor" ( expressão que uso para definir as mensagens dos leitores que nos chegam via e-mail ), do professor Ari Riboldi, que vem ao nosso encontro justamente quando dos últimos questionamentos sobre a expressão "espírito de porco" usada pelo Governador do Ceará em um de seus pronunciamentos. Aqui mesmo no Blog do Crato, há vários tópicos tratando da elucidação dessa expressão, e comentários sobre a negativa repercussão que o uso infeliz desta causou na cidade do Crato. O Artigo do professor Ari Riboldi é bastante interessante e merece ser lido na íntegra:

A/C Dihelson Mendonça:

Com satisfação, li em seu blog matéria sobre a origem da expressão "espírito de porco", fazendo alusão ao livro O Bode Expiatório, de minha autoria. Fico lisonjeado pela referência. E para que não se cometa injustiça contra o porco, o que a nossa linguagem faz de maneira impiedosa e constante, encaminho o texto completo sobre a expressão "espírito de porco" e "mal e porcamente", conforme consta do meu livro já referido.

ESPÍRITO DE PORCO

Aquele que interfere, geralmente, no sentido de criar embaraços ou de agravar situações que já são difíceis; pessoa que se especializa em complicar a solução de situações ou em causar constrangimentos a outrem; pessoa ranzinza.

A origem vem da má fama do porco, embora injusta, sempre associado à falta de higiene, à sujeira e, inclusive, à impureza, ao pecado e ao demônio, conforme alusões feitas no texto bíblico do Antigo e do Novo Testamento. Atualmente, temos até o porco ligth, fruto da evolução genética. A língua, todavia, continua preconceituosa e impiedosa contra a raça suína.

No período da escravidão, nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. A cena é chocante: uma facada profunda em direção ao coração, sangue jorrando e gritos horrendos do animal aos poucos se esvaindo até morrer. Entre os escravos, havia a crença de que o “espírito” do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias.

MAL E PORCAMENTE

A expressão original era “mal e parcamente”. Significava que a pessoa executava algo mal e com diminutos ( parcos ) recursos, fazendo economia. Com o tempo, “parcamente” virou “porcamente”, e assim o termo foi consagrado pelo uso popular. Afinal, parcamente é uma palavra pouco conhecida e mais erudita, não tendo sido assimilada pelo povo. É realizar alguma coisa de qualquer jeito, sem nenhum cuidado ou zelo, ou, ainda, sem a devida competência. O resultado só pode ser péssimo. Nesse caso, a linguagem manifesta claro preconceito contra o porco sem ele ter culpa disso. Trata-se de um animal que não sua e detesta calor e sol. Gosta de jogar-se no barro ou atirar o próprio esterco sobre seu corpo. Dessa maneira, alivia o calor que sente. Além disso, come qualquer tipo de alimento. Diríamos que é bom de garfo e nada rejeita. As pessoas mais pobres costumam alimentá-lo com restos de comida, a dita lavagem. Isso, todavia, não é uma opção do porco, mas de seu proprietário. Se lhe fossem dados pratos finos, o porco não os rejeitaria; pelo contrário, os devoraria com a maior gratidão. Eis aí as razões, sobejamente injustas, de ligar o porco à sujeira, a imundícies, a coisas mal feitas. E, com certeza, também o motivo do emprego de palavras como porcaria, porcalhão, emporcalhar, entre outras do mesmo radical e de conotação pejorativa.

Fonte: O Bode Expiatório, origem de palvras, expressões e ditados populares com nomes de animais, terceira edição, Editora AGE, Porto Alegre-RS.

OBS: No Youtube, há 3 vídeos com entrevistas em rede nacional de tv sobre meus livros, inclusive entrevista ao programa Jô Soares, da TV Globo, exibida em 25 de dezembro de 2007, a convite da produção da Globo. O inusitado da entrevista é que fiz uma franga dormir na frente da platéia e do Jô Soares. Os vídeos, no www.youtube.com.br , podem ser acessados a partir de meu nome ( Ari Riboldi ).

Sou autor também de CABEÇA-DE-BAGRE, termos, expressões e gírias do futebol; A CPI DAS PALAVRAS, origem de palavras e expressões da linguagem política. No próximo mês de agosto, estarei lançando O BODE EXPIATÓRIO 2, origem de palavras, expressões e ditados popualres com nomes de animais, o mesma tema do primeiro livro de igual nome. Entre as novas expressões, explico, por exemplo, uma bem comum do Nordeste -"cão chupando manga", demonstrando que o cão, na verdade, substitui o capeta, o demônio, palavras estas que são tabus linguísticos. Explico também a origem e o significado do ditado "na cacunda do cachorro, a galinha bebe água". As minhas obras resultam de exaustivo trabalho de pesquisa em autores consagrados, como Câmara Cascudo e Antenor Nascentes.

Grato pela atenção e votos de muito sucesso.
Com o meu grande abraço,
Professor Ari Riboldi, de Porto Alegre - RS


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