xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 julho 2009

Frase da noite!!

"As nuvens mudam sempre de posição, mas são sempre nuvens no céu. Assim devemos ser todo dia, mutantes, porém, leais com o que pensamos e sonhamos; lembre-se, tudo se desmancha no ar, menos os pensamentos."

Paulo Baleki

Uma ótima semana!
Mônica Araripe

Gente Bonita - Zilberto Cardoso e Esposa


O
Blog do Crato retoma um quadro que há muito tempo ( talvez anos ), nós não publicávamos, que é o quadro "Gente Bonita". E nessa volta, eu presto aqui uma singela homenagem a um dos grandes seres humanos que eu conheci em vida, podemos dizer que ele é um grande amigo do Blog do Crato, Zilberto Cardoso, que na foto, aparece também com a sua esposa. A foto foi tirada por ocasião da apresentação do Madrigal, no Teatro Salviano Saraiva. Meu Caro Zilberto Cardoso, um brinde a você e sua esposa, com a música "Das Rosas" de Dorival Caymmi. Letra singela, como é a sua pessoa. Letra bonita, como é a sua pessoa. Não consegui o áudio, mas consegui o vídeo, tocada pelo grande Baden Powell, logo abaixo. Para evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, parem antes o player da Rádio Chapada do Araripe, na entrada do Blog, canto superior direito.

Zilberto Cardoso


Das Rosas

Composição: Dorival Caymmi

Nada como ser rosa na vida
Rosa mesmo ou mesmo rosa mulher
Todos querem muito bem a rosa
Quero eu ....

Todo mundo também quer
Um amigo meu disse que em samba
Canta-se melhor flor e mulher
E eu que tenho rosas como tema
canto no compasso que quiser

Rosas...rosas ... rosas...
Rosas formosas são rosas de mim
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas, de abril
Rosas... rosas... rosas...
Rosas mimosas são rosas de ti
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas de abril
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
São muitas...são tantas / São todas tão rosas





Por: Dihelson Mendonça

Pra que discutir com Madame ? - João Gilberto

O Blog do Crato traz esse vídeo de um dos grandes ícones da música Brasileira. O Grande João Gilberto, em um dos seus clássicos: "Pra que discutir com Madame", que está sempre no repertório da Rádio Chapada do Araripe - www.chapadadoararipe.com





João Gilberto

Nascido na Bahia, na cidade sertaneja de Juazeiro, João ganhou um violão aos 14 anos de idade, e, desde então, jamais o largou. Na década de 1940, adorava escutar de Duke Ellington e Tommy Dorsey até Dorival Caymmi e Dalva de Oliveira. Aos 18 anos decide se mudar para Salvador com intenção de ser cantor de rádio e crooner. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro, em 1950, e teve algum sucesso cantando no grupo Garotos da Lua. Entretanto, foi posto para fora da banda por indisciplina, passando alguns anos numa existência marginal, ainda que obcecado com a idéia de criar uma nova forma de expressar-se com o violão. Seu esforço finalmente foi recompensado e, após conhecer Tom Jobim - pianista acostumado à música clássica e também compositor, influenciado pela música norte-americana da época (principalmente o jazz) - e um grupo de estudantes universitários de classe média, também músicos, lançaram o movimento que ficou conhecido por bossa nova.

Bossa Nova

O ritmo da bossa nova é uma mistura do ritmo sincopado da percussão do samba numa forma simplificada e a ao mesmo tempo sofisticada, que pode ser tocada num violão (sem acompanhamento adicional), cuja técnica foi inventada por João Gilberto. Quanto à técnica vocal (parte integral do conceito de bossa nova), é uma técnica de cantar em tom de voz uniforme, com voz emitida sem vibrato, e com um fraseado disposto de forma única e não-convencional (ora antecipando, ora depois da base rítmica), e de forma a eliminar quase todo o ruído da respiração e outras imperfeições.

Apesar da fama com a então recém-criada bossa nova, sua primeira gravação lançada comercialmente foi uma participação como violonista no disco de Elizeth Cardoso de 1958 intitulado Canção do Amor Demais, composto por canções de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Pouco depois desta gravação, João Gilberto gravou seu primeiro LP, Chega de Saudade. A faixa-título, composta por Tom e que também aparecia no álbum de Elizeth Cardoso, foi sucesso no Brasil, lançando a carreira de João Gilberto e, por conseqüência, todo o movimento da bossa nova. Além de algumas composições de Tom Jobim, o álbum apresentava sambas mais antigos e músicas populares na década de 1930, porém todas tocadas em ritmo de bossa nova. Este álbum foi seguido de outros dois, em 1960 e 1961, nos quais ele apresentou músicas novas de uma nova geração de cantores e compositores, como Carlos Lyra e Roberto Menescal.

Por volta de 1962, a bossa nova tinha sido adotada por músicos de jazz norte-americanos, tais como Herbie Mann, Charlie Byrd e Stan Getz. A convite de Stan Getz, João Gilberto e Tom Jobim colaboraram naquele que se tornou um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos, Getz/Gilberto. Com este álbum, Astrud Gilberto esposa de João Gilberto na época, se tornou uma estrela internacional, e a composição de Jobim "Garota de Ipanema" (em sua versão em inglês, "The Girl from Ipanema") se tornou um sucesso mundial, e modelo pop para todas as idades.

João Gilberto continuou a fazer espetáculos na década de 1960, porém não lançou outros trabalhos até 1968, quando gravou Ela é Carioca, durante o tempo em que residiu no México. O disco João Gilberto, algumas vezes chamado de "o álbum branco" da bossa nova (em alusão ao álbum branco dos Beatles) foi lançado em 1973, e apresenta uma sensibilidade musical quase mística, sua primeira mudança de estilo perceptível após uma década. O ano de 1976 viu o lançamento do disco The Best of Two Worlds, com a participação de Stan Getz e da cantora Miúcha, que se tornara a segunda esposa de João Gilberto em abril de 1965. Amoroso, de 1977, teve os arranjos de Claus Ogerman, que buscou uma sonoridade similar à de Tom Jobim. O repertório era composto de velhos sambas e alguns padrões musicais norte-americanos da década de 1940.

Nos anos 80 no Brasil, João Gilberto colaborou com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia (criadores, em fins da década de 1960, do movimento conhecido como Tropicália). Em 1991 lançou o disco João, que não tinha nenhuma composição de Tom Jobim. Ao invés disso, teve trabalhos de Caetano, Cole Porter e de compositores de língua espanhola. João Voz E Violão, lançado em 2000, assinalou um retorno aos clássicos da bossa nova, como "Chega de Saudade" e "Desafinado". O CD, uma homenagem à música de sua juventude, foi produzido por Caetano Veloso.

Intercaladas com estas gravações em estúdio, surgiram também gravações ao vivo, como Live in Montreux, Prado Pereira de Oliveira ou Live at Umbria Jazz.

Atualmente

Anunciada uma das raras turnês de João em 2008 pelo Brasil, disputados em filas homéricas os ingressos, para duas apresentações no Auditório Ibirapuera em São Paulo foram todos vendidos em aproximadamente uma hora, no Rio de Janeiro, para uma apresentação no Theatro Municipal, o mesmo aconteceu. Nos concertos de São Paulo as grandes surpresas foram a execução de canções não antes registradas por João, como 13 de Ouro, Dor de Cotovelo, Hino Ao Sol / O Mar, Chove Lá Fora, Dobrado de Amor a São Paulo, e uma música inédita de sua própria autoria, em homenagem ao Japão.

Curiosidades

Em sua versão em CD, o álbum João, de 1991, trouxe duas faixas-bônus: Sorriu pra mim e Que reste-t-il de nos amours. Isso também aconteceu com o relançamento de Prado Pereira de Oliveira, que incluiu as canções Aquarela do Brasil, Bahia com H, Tim tim por tim tim e Estate, que não entraram no LP original por problemas de espaço.

João Gilberto tem, há muito, a reputação de excêntrico, recluso e perfeccionista. Não tolera celular, cochichos na platéia, ar-condicionado barulhento ou caixas de som desreguladas.Continua a fazer (raras) apresentações, com enorme sucesso no Brasil e no exterior.

Discografia

* Quando Você Recordar/Amar É Bom - 78 rpm single (Todamerica, 1951)
* Anjo Cruel/Sem Ela - 78 rpm single (Todamerica, 1951)
* Quando Ela Sai/Meia Luz - 78 rpm single (Copacabana, 1952)
* Chega de Saudade/Bim Bom - 78 rpm single (Odeon, 1958)
* Desafinado/Hô-bá-lá-lá - 78 rpm single (Odeon, 1958)
* Chega de Saudade (Odeon, 1959)
* O Amor, o Sorriso e a Flor (Odeon, 1960)
* João Gilberto (Odeon, 1961)
* Brazil's Brilliant João Gilberto (Capitol, 1961)
* João Gilberto Cantando as Músicas do Filme Orfeu do Carnaval (Odeon, 1962)
* Boss of the Bossa Nova (Atlantic, 1962)
* Bossa Nova at Carnegie Hall (Audo Fidelity, 1962)
* The Warm World of João Gilberto (Atlantic, 1963)
* Getz/Gilberto (Verve, 1963)
* Herbie Mann & João Gilberto (Atlantic, 1965)
* Getz/Gilberto vol. 2 (Verve, 1966)
* João Gilberto en México (Orfeon, 1970)
* João Gilberto (Philips, 1970)
* João Gilberto (Polydor, 1973)
* The Best of Two Worlds (CBS, 1976)
* Amoroso (Warner/WEA, 1977)
* Gilberto and Jobim (Capitol, 1977)
* João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (WEA, 1980)
* Brasil (WEA, 1981)
* Interpreta Tom Jobim (EMI/Odeon, 1985)
* Meditação (EMI, 1985)
* Live at the 19th Montreux Jazz Festival (WEA, 1986)
* João Gilberto Live in Montreux (Elektra, 1987)
* O Mito (EMI, 1988)
* The Legendary João Gilberto (World Pacific, 1990)
* João (PolyGram, 1991)
* João (Polydor, 1991)
* Eu Sei que Vou Te Amar (Epic/Sony, 1994)
* João Voz e Violão (Universal/Mercury, 2000)
* 1990 - The Legendary Joao Gilberto - EUA - (World Pacific)
* 1991 - João - (PolyGram)
* 1991 - João - (Polydor)
* 1994 - Eu Sei que Vou Te Amar - ao vivo - EUA - (Epic/Sony)
* 2000 - João Voz e Violão - (Universal/Mercury)

Fonte da Biografia - Wikipedia

CHICO PEDROSA - “Um vendedor de sonhos” - Reportagem: Antonio Vicelmo


Poeta e mestre da Cultura da Paraíba, Chico Pedrosa. Apontado pela crítica como um dos 10 maiores poetas populares do Brasil (Foto: Antônio Vicelmo). Considerado um ´vendedor de sonhos´, Chico Pedrosa é um dos maiores poetas populares do País

Crato. “Um vendedor de sonhos”. É assim que o poeta e Mestre da Cultura da Paraíba, Chico Pedrosa, se define. Apontado pela crítica como um dos dez maiores poetas populares do Brasil, no meio de uma constelação poética, que inclui Patativa do Assaré, Zé da Luz, Catulo da Paixão Cearense, Zé Praxedes e Zé Laurentino, Chico Pedrosa justifica que não tem nada a ver com o livro “O Vendedor de Sonhos”, do autor Augusto Cury. A auto-definição está relacionada com a sua vida de viajante por este Brasil afora e pelos sonhos e emoções que vende por meio das suas poesias.

Durante 36 anos, Chico Pedrosa foi vendedor de auto-peças. Andou o Nordeste inteiro com uma pasta e uma lista de preços. Enquanto abastecia o mercado com peças de automóveis, enchia de sonhos, utopias e ilusões os amantes da poesia. Foi inspirado em sua própria profissão, na luta pela sobrevivência, que ele fez o poema “O Vendedor de Berimbau”, que retrata o relacionamento, nem sempre amistoso, entre os vendedores e os clientes.

“Foi uma forma de protestar contra os ‘chás de cadeira’ que eu levei nas ante-salas das gerências dos estabelecimentos comerciais”, afirma. Quando se aposentou, na década de 1980, o poeta tomou o caminho de volta às origens. Dedicou-se exclusivamente à poesia. Continuou viajando, agora vendendo sonhos, como um dom Quixote do sertão, cavaleiro andante que vivia num mundo de sonhos e resolveu caminhar pela Espanha à procura de muitas aventuras.

O poeta caminha pelo Nordeste levando nos seus alforjes os 36 anos de experiência como vendedor e, principalmente, um amor telúrico ao sertão. Nos últimos anos, tem participado de diversos shows, apresentando sua poesia ao público nacional, em especial nas grandes capitais: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Recife (PE). O seu poema mais conhecido é “Briga na Procissão”, também chamado “Jesus na cadeia”. Emotivo, como todo bom poeta, ele chora ao recitar algumas de suas poesias. De fato, não esconde a emoção das suas obras.

Recentemente, o poeta esteve no Cariri, nos braços do Programa BNB de Cultura, uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste para apoio à produção e difusão da cultura nordestina. “Aqui, eu estou em casa, ou melhor, na casa de Patativa, que foi meu grande amigo, com quem dividi palcos, shows e mesas de bebidas”, lembra o poeta. Na entrevista, que concedeu à Rádio Educadora, o poeta paraibano emocionou o Cariri de Patativa com suas poesias.

Biografia

Nascido em 1936, poeta popular e declamador, Chico Pedrosa tem três livros publicados: “Pilão de Pedra I”, “Pilão de pedra II” e “Raízes da Terra”, além de vários cordéis escritos. Tem poemas e músicas gravadas por cantores e cantadores como Téo Azevedo, Moacir Laurentino, Sebastião da Silva, Geraldo do Norte, Lirinha, dentre outros.

Lançou três CDs, intitulados “Sertão Caboclo”, “Paisagem Sertaneja” e “No meu sertão é assim”, registrando assim a sua poesia oral. Atualmente, ele é cultuado pela geração nova, como o pessoal do “Cordel do Fogo Encantado”, que em seus shows declamam poemas desse “poeta matuto”.

FIQUE POR DENTRO
A briga na procissão, por Chico Pedrosa

Quando Palmeira das Antas pertencia ao Capitão Justino Bento da Cruz nunca faltou diversão: vaquejada, cantoria, procissão e romaria sexta-feira da paixão.

Na quinta-feira maior, Dona Maria das Dores no salão paroquial reunia os moradores e depois de uma preleção ao lado do Capitão escalava a seleção de atrizes e atores.

O papel de cada um o Capitão escolhia a roupa e a maquilagem eram com Dona Maria e o resto era discutido, aprovado e resolvido na sala da sacristia.

Todo ano era um Jesus, um Caifaz e um Pilatos só não mudavam a cruz, o verdugo e os maus-tratos, o Cristo daquele ano foi o Quincas Beija-Flor, Caifaz foi o Cipriano, e Pilatos foi Nicanor. Duas cordas paralelas separavam a multidão pra que pudesse entre elas caminhar a procissão.

Cristo conduzindo a cruz foi não foi advertia o centurião perverso que com força lhe batia era pra bater maneiro mas ele não entendia devido um grande pifão que bebeu naquele dia do vinho que o capelão guardava na sacristia. Cristo dizia: ´Ôh, rapaz, vê se bate devagar já tô todo encalombado, assim não vou agüentar tá com a gota pra doer, ou tu pára de bater ou a gente vai brigar.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Jornal Chapada do Araripe


Juazeiro: Comemorações de centenário seguem até 2011 - Reportagem: Elizângela Santos


As romarias de Juazeiro são um dos destaques deste município do Cariri. O monumento de Padre Cícero é reverenciado por todos (Foto: Fernanda Oliveira (28/ 01/ 06)). Início da formação de Juazeiro em quadro pintado por Assunção Gonçalves, que chegou a ser secretária do Padim. Romeiros vindos de várias partes do Brasil rendem homenagens e fazem preces diante do túmulo daquele que é considerado o santo dos nordestinos (Foto: Silvana Tarelho)

Desde ontem, Juazeiro do Norte iniciou os festejos dos 100 anos de sua fundação. Padre Cícero foi seu criador

Juazeiro do Norte. A dois anos da comemoração do centenário deste município, a cidade abre as portas para diversas manifestações que irão perdurar até 2011. A abertura do Centenário de Juazeiro aconteceu na tarde de ontem. O dia começou com uma alvorada festiva. À tarde, foi aberta a exposição em homenagem ao jornal O Rebate, veículo que defendeu a emancipação política da cidade. A exposição, ocorrida no Centro Cultural Banco do Nordeste do Cariri, marca o centenário da imprensa local. Na ocasião, a lei do Dia Municipal da Imprensa Juazeirense foi assinada.

O município foi emancipado no dia 22 de julho de 1911. Uma das cidades do interior nordestino de maior destaque comemora, na próxima quarta-feira, 98 anos. Juazeiro do Norte, considerada a “meca” dos romeiros de vários estados, foi fundada pelo Padre Cícero, que também foi o primeiro prefeito. Antes era a comunidade de Tabuleiro Grande, pertencente ao Crato. A cidade conseguiu se notabilizar pelo desenvolvimento da economia local, com destaque para o comércio e a indústria de calçados, sendo um dos pólos mais representativos do Estado.

Destaques

A cultura popular é outro grande atrativo. Os pilares do trabalho e da fé fizeram o município ter uma cultura diferenciada. O escritor e jornalista Geraldo Menezes Barbosa, que atualmente preside a Comissão do Centenário, afirma que, quando chegou a falar sobre essa diferença, algumas pessoas acharam estranho. Ele já escreveu oito livros sobre a história do município e do Padre Cícero. “Cada vez fico mais impressionado com essa força misteriosa que Juazeiro tem. É uma coisa transcendental”, diz ele, ao se referir às manifestações de carinho que tem recebido de várias localidades do Brasil a respeito das comemorações do centenário da cidade de Juazeiro.

A cada ano, milhares de pessoas atravessam o País para se dirigir à Juazeiro, principalmente durante as grandes romarias. Esse é outro importante aspecto em torno da figura mítica do Padre Cícero, cuja santidade é indiscutível para os devotos. As romarias fortaleceram o comércio local e criaram uma verdadeira indústria do turismo religioso em torno da figura do “Padim”.

A cidade tem conseguido, nos últimos anos, ter um crescimento na área educacional, principalmente com a instalação de universidade e faculdades. Cerca de 11 instituições de nível superior, entre particulares e públicas, estão instaladas no município, com aproximadamente 50 cursos superiores despertando, de forma rápida, para uma nova vocação de destaque no Interior.

O nome “Juazeiro” surgiu a partir de uma árvore e “Norte” veio diferenciar a cidade de outras com o mesmo nome. Um dos grandes momentos que mudou a visão de Juazeiro para o mundo foi o milagre da beata Maria de Araújo, em 1889, em que ocorreu o sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero. A polêmica continua até hoje em torno desse fato, assim como a crença do povo na santidade do fundador de Juazeiro. O acontecimento até hoje é estudado por pesquisadores de várias partes do mundo.

Dentro das comemorações da Semana do Município, está sendo realizado o Projeto Encenas Juazeiro, de 17 a 22 de julho, no Teatro Municipal Marquise Branca, com vários espetáculos teatrais. As apresentações acontecem às 20 horas, com entrada franca. Ontem, foi a vez da peça “Esperando Comadre Daiana”, da Companhia Livre Mente. Hoje, será a vez do espetáculo “Avental Todo Sujo de Ovo!”, do Grupo Ninho. No dia 20, estréia a peça “Maria Roupa de Palha”, da Companhia Amar. No dia seguinte, haverá o espetáculo “Eu Prometo”, de Alysson Amâncio, da Companhia de Dança. As apresentações terminam na quarta-feira com “Caboré”, da Companhia Desabafo. Também está acontecendo a exposição “Juazeiro Como te Vejo”, dentro da proposta cultural da abertura do centenário da cidade. O trabalho é coordenado do gerente de Artes Cênicas da Secretaria de Cultura de Juazeiro (Secult), Assislan Paiva.

FIQUE POR DENTRO
Padre Cícero permitiu criação de Juazeiro

Em 1872, chega à Tabuleiro Grande Cícero Romão Batista. Oriundo do Crato, ele substituiu o Padre Pedro na capela Nossa Senhora das Dores. Uma vez instalado em sua ação evangelizadora, Padre Cícero trabalhou para que o povoado se desenvolvesse, o que revela a integração entre vida social, política e religiosa. Em 22 de julho de 1911, foi assinada a Lei que elevou o povoado à categoria de Vila e Sede. No dia 4 de outubro de 1911, a Vila de Juazeiro foi inaugurada oficialmente e Padre Cícero foi elevado primeiro prefeito. Em 23 de Julho de 1914, a Vila de Juazeiro foi elevada à categoria de cidade. Mas esta data não é comemorada, e sim a de criação do município.

ROMARIA
Morte de Padre Cícero completa 75 anos

Juazeiro do Norte. Amanhã, dia 20, acontece a missa tradicional pelos 75 anos de morte do Padre Cícero. A expectativa é que milhares de romeiros lotem a Praça do Socorro para lembrar a data. Às seis horas, será celebrada missa pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico. Este ano, a celebração será acompanhada por reitores da Igreja Católica de todo o Brasil. O gerente do setor de projetos da Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte, Renato Dantas, afirma que um novo palco será montado para dar espaço para as autoridades e visitantes, já que o palanque onde tradicionalmente ocorrem as celebrações não comporta mais a quantidade de pessoas que busca permanência no local durante a liturgia.

As visitações passam a ser constantes ao túmulo do Padre Cícero, na Capela do Socorro, que recebe milhares de fiéis de várias partes do Nordeste. Prevendo um grande número de fiéis em Juazeiro, a Setur manterá contato com as secretarias afins no sentido de estruturar o acolhimento aos visitantes.

Na data, os peregrinos também visitam lugares considerados sagrados, incluindo a estátua do religioso na Colina do Horto, o Santo Sepulcro, museus e outros templos como a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. O secretário José Carlos diz acreditar na vinda de cerca de 30 mil devotos e admiradores de Padre Cícero de todo o Nordeste, principalmente Alagoas e Paraíba, de onde sempre partem muitos romeiros rumo ao Juazeiro.

Casa da beata

Segundo adiantou o titular da Setur, no dia 22 de julho, acontecerá a aposição da placa indicativa da casa onde nasceu a Beata Maria de Araújo. No local, atualmente, está construído o prédio dos Correios, na Rua da Conceição, entre as ruas Padre Cícero e São Pedro. A iniciativa é uma parceria da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos com a Prefeitura de Juazeiro. De acordo com José Carlos dos Santos, o padre Reginaldo Manzotti virá a Juazeiro para rezar, cantar e conhecer a terra de Padre Cícero. No mesmo dia, haverá apresentação da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho na Praça dos Romeiros.

Mais informações:
Secretaria de Turismo e Romaria
Praça do Cinqüentenário, s/n, Socorro
Juazeiro do Norte
(88) 3511.4040

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

Benjamim Abrahão e as objetivas do Cangaço: uma história ainda a ser contada


Benjamim Abraão Botto – A priori um mascate modesto, desconhecido como tantos outros, mas que se fez grande não por seu trabalho de vendeiro viajante, porém por ter registrado para a história as célebres imagens de Virgulino, Lampião, o rei do Cangaço e o seu bando em plena caatinga dos nossos sertões entre 1935-36. Diria que a figura deste retratista-cineasta foi de uma importância singular, tanto quanto, a do próprio Lampião para que a contemporaneidade pudesse agora desfrutar das imagens raras de uma gente que com seu modo de vida inédito ajudou a escrever com sangue, luta e sofrimento o mais legítimo fenômeno social do Nordeste brasileiro. A sua empreitada em filmar Lampião e os seus cangaceiros em plena atividade, foi por assim dizer, um verdadeiro insight por meio do qual este fato sociológico pudesse enfim ser imortalizado. Foi este o peso da decisão, da vontade e da busca incessante abraçada por Benjamim no sentido de registrar a face real de Lampião e seus asseclas nos rincões do Nordeste. Por tudo isso foi ele(o retratista), caixeiro-viajante, um homem empreendedor e de princípio, que esteve muito além do seu tempo. Qualidades que só encontramos nas figuras visionárias em momentos específicos da história planetária. Por tudo isso, sua figura deveria ser muito mais valorizada por todos quantos se dão à árdua tarefa de interpreta e reescrever a verdadeira saga de Lampião e o Cangaço. Pois foi através dele que podemos usufruir hoje do que ainda resta das imagens de Lampião. Assim, a iconografia do cangaço como um todo deve muito aos esforços deste estrangeiro que, como muitos, devotou uma grande paixão pela opção de vida e atuação de Lampião e sua gente.

Um pioneiro na arte imagética do cangaço

Numa época em que os filmes e a arte da fotografia eram coisas difíceis, portanto, só ao alcance das elites da capital, Benjamim Abrahão, se aventurou a adentrar a mata espinhenta e seca dos sertões para registrar in loco a face autêntica do cangaço. Um ato ousado e para poucos, por uma série de motivos. Abrahão teve o tino, inclusive, de procurar ajuda do empresário do ramo fotográfico Ademar Bezerra; proprietário da antes famosa ABAFILM, por sinal, uma empresa genuinamente cearense. Não fosse o ímpeto corajoso deste homem sírio-libanês, muito pouco ou quase nada saberíamos da iconografia do rei do Cangaço e, tampouco teríamos a noção real dos seus verdadeiros traços físicos e trejeitos. Tudo imortalizado pelas fotografias e outras imagens em movimento realizadas a duras penas pelo destemor do Abrahão.

O mais sírio-libanês dos brasileiros:

Chegou a Brasil no distante ano de 1915 fugindo que estava da 1ª guerra mundial e do próprio Império Otomano do seu país. Chegou pelo Recife. Virou mascate, adentrou os sertões como viajante, vendedor de tecidos e outras bugigangas do gênero, até alcançar à vila de Juazeiro do padre Cícero. Afeiçoado por todos do lugar não demorou muito para galgar a simpatia do padre. Ao ponto de tornar-se em seguida, o seu próprio secretário particular. De fala enrolada fez-se bom na escrita, assim como nos atos contínuos e outros protocolos legais. Era um exímio fazedor de amigos, talvez por isso ganhara logo a confiança do padre Cícero e por pura gravidade, de toda a romeirada. Desde a primeira visita que Lampião e seu bando empreenderam ao Cariri, Benjamim Abrahão nutriu a imensa vontade de conhecer de perto aquele que pelo Nordeste inteiro já era uma lenda quer seja como herói e como bandido. Não foi possível em 1925 fazer uma aproximação mais efetiva com o rei do Cangaço. Ele queria muito mais. Desejava fazer uso do que fosse possível à tecnologia da sua época. Deu, assim como se diz, tempo ao tempo. Mas não se demoveu do seu objetivo primeiro: queria porque queria registrar de alguma forma aquele homem diferente, por quem os sertanejos de alguma maneira ou de outra, admirava. Ou pela sua fama de herói ou de facínora. Para ele, nada disso o importava. O que mais valia era o homem e o seu papel a ser desempenhado na história. Por esta razão, Lampião concentrava sua grandiosa atenção. Somava-se a tudo, a condição de já estar ele ao lado de uma outra lenda viva do Nordeste: um homem efetivamente do povo – o padre do Juazeiro. Desde então, não afastava a idéia de também se aproximar do rei do cangaço quem sabe por intermédio do sacerdote. Para ele, tudo não passava de uma questão de tempo. E o tempo logo não tardaria a rumar novamente ao seu favor. Isso era quase um pressentimento. Um ano se passara desde a primeira visita de Lampião à pequena vila. Logo a notícia se espalhara como fogo de broca ao sabor do vento. Lampião não tardaria a chegar de novo ao Juazeiro. Desta feita, animado que foi pelo convite do Dr. Floro Bartolomeu - braço direito do padre, que lhe concederia em nome da república, o título de “capitão” a compor as fileiras dos chamados ‘batalhões patrióticos’ do Governo Artur Bernardes que supostamente combateriam a Coluna Prestes – os temíveis comunistas, ateus, filhos da besta-fera, comedores de criançinhas e outras denominações cunhadas inclusive pela igreja. Depois deste fato, Lampião estivera outras vezes no Cariri, especialmente em Aurora quando da trama para a invasão malograda de Mossoró-RN; no histórico envolvimento do reio do cangaço com Massilon e o coronel Izaias Arruda em 1927. Ao que tudo indica o bando lampiônico nunca tivera este encontro com os revolucionários sob o comando do “cavaleiro da esperança”. Mesmo que o rei do cangaço tenha insistido em dizer que o tivera.... Em todo caso, tal título nunca servira de verdade ao bandoleiro, que não fosse como mais uma propaganda que muito o ajudou a aumentar ainda mais a sua fama. Por onde andou e tentou fazer uso deste título, porém de nada ele representou. O confronto à bala sempre foi o cartão de visita que o esperou pelos grotões dos sete estados nordestinos que atuou, sobretudo quando não contava com seus coiteiros figadais.

Lampião, quando da sua segunda visita ao Juazeiro:

Ainda em Juazeiro, pela segunda vez, Benjamim Abrahão aproveitou deste raro momento de entusiasmo vivido por Lampião e seus cabras. A estadia do bando na vila foi um acontecimento dos mais movimentados e eufóricos. Ao passo que todo mundo do lugar queria ver de perto aquele que até então, não passava de estórias ou de ouvir falar. Mas lá estavam eles, arranchados garbosamente no sobrado da rua central. Sob a aba benfazeja do santo padre na proteção da paróquia. E não era por menos, davam viva ao povo, aos santos, ao padre Cícero e ainda por cima, afagavam o ego da criançada do lugar, jogando moedas como chuvas enviadas por Deus. Era por dizer, mais um milagre do padre, ao domar a fera lampiônica e, ainda fazê-la, boazinha, pródiga e mão-aberta para todos os pobres e ricos do vilarejo. Os céus aprovaram Lampião ao menos naquele dia em especial a compor para sempre uma página importante do cangaço.

No Juazeiro, ninguém conseguiu enxergar, a tão propalada brutalidade e ignorância do bando, como as notícias que ali chagavam, no mais das vezes, de boca em boca, reforçada pelas volantes policiais e a imprensa da capital. Não. Lampião estava com o padre, portanto, era um homem bom, um filho temente a Deus. E Bejnamim assistia toda aquela cena extasiado, com a mente voltada para a possibilidade de um registro imagético. Algo que sobrevivesse para sempre. Algo que servisse como documento à posteridade. Aos homens do futuro. Quem sabe uma maneira de adiar qualquer forma de julgamento antecipado, preconcebido, apressado daquele fenômeno ao seu juízo, até ali, atemporal. A memória, assim como a imagem de Lampião e seus cangaceiros não podiam egoisticamente acabar ali. Perder-se no tempo e no espaço, como se a sociedade do porvir não tivesse sequer o direito de também poder de algum modo, acompanhar aquelas cenas sui generis para a uma época desregrada da história. Quando todos se centravam no presente, Abrahão tinha os olhos e pensamentos voltados pra o futuro. Quando muitos viam o cangaço pelo prisma míope do momento, simplesmente. Abrahão enxergava longe, via até a possibilidade de fazer fortuna com aqueles acontecimentos que mexiam com a própria sociologia dos sertões, os poderosos do poder e as gentes da capital. Faria ele com as imagens, melhor do que o fez Euclides com a palavra. Ele do cangaço e Lampião, este de Canudos e Conselheiro.

A aventura de Abrahão começa ali:

Teria mais sorte, porque do seu lado estava o santo do Nordeste. As façanhas assim como a história de Lampião deixariam à caatinga e ganhariam o mundo todo. O limite para seu sonho de fazer Lampião um imagem nacional não tinha fronteira. Por Lampião o seu bando e suas belas mulheres, Abrahão imaginou tornar-se grande, fazer fortuna. A saga lampiônica prometia. Era aos seus olhos um verdadeiro filão de ouro disperso e perdido na sequidão do Nordeste. Contrapondo a valentia e a miséria de um povo marcado historicamente pela passividade do silêncio, assim como pela recorrência da tragédia humana. Uma gente cuja sobrevivência naquele mundo de agruras e dificuldades já era a encarnação da própria imortalidade, da esperança, ousadia e do milagre. E Lampião com seu bando, apesar de todas as estórias, era apenas parte deles. Um joio perdido no meio do trigo que o fotógrafo libanês queria resgatar, perpetuar, vender ao além-fronteira. Mercantilizar e, quem sabe também ficar famoso. Depois, ano 2000 o filme 'Baile Perfumado', foi feito para ele, e sobre ele... O litoral, como se via estava disposto a pagar por isso, o preço que lhe fosse cabido. Até Hollywood logo se interessaria por suas objetivas e suas fitas. Mas, não agora. Ele queria mais, milhões... Mais uma vez daria tempo ao tempo. A pressa era de fato inimiga da perfeição. De algum modo Abrahão acreditou nesta premissa como se fosse um axioma. Porém, neste caso estava errado.

Antes da morte de padre Cícero em 1934, ele conseguiria uma carta de apresentação que lhe abriria portas e certamente sedimentaria a confiança do rei do cangaço no seu projeto. De fato, isto aconteceu. Mesmo desconfiando, Lampião permitiu-se ser fotografar e filmado junto com seu bando. Mas sem antes o 'teste são tomé'. Benjamim teve que primeiro ir para a frente da geringonça. Não saiu bala. Lampião finalmente se deixou levar pela força das imagens, sobretudo em movimento. Tanto que tomou gosto pela coisa. Fez posse, ensaiou tática de guerrilha. Abriu a revista Cruzeiro, O globo. Vestiu sua roupa de gala, perfumou-se até.Fez-se intelectual, de herói, artista, galã... Um ídolo popular, diferente por quem o Nordeste faria continência ante a sua posição de capitão. Imaginara ele ante as coisas engendradas pelo retratista.

Os jornais da época estampavam imagens de Lampião, Maria Bonita, Corisco e demais cangaceiros dos sertões devido a intrepidez do fotógtrafo Bejamim. O Brasil e o mundo dali para frente conheceriam a sua história. E o rei do cangaço gostava de saber disso... Benjamim Abraão, Lampião, o cangaço e os sertões: Início, meio e fim. Lampião começa a virar uma figura de expressão nacional. O sertão começava a existir para as elites do litoral por força do cangaço lampiônico. Lampião começaria a gerar preocupação nas hostes políticas. Uma ameaça que a partir daquele instante não valeria apenas para os potentados da região, mas da corte litorânea em geral. Tudo isso por força das imagens que Abrahão produzira pela AbaFilm e projetara para além dos grotões da caatinga nordestina. Para isso teve que andar léguas tiranas até encontrar de novo Lampião e seu bando no oco do mundo no largo da Catarina na mata seca de Bom Nome a partir de 1929, 35 e 36.

Muito do seu trabalho foi perdido pela perseguição que sofrera da tropa de Getúlio ocasião em que apreenderam seu material. Somente nos anos 50 foi que seus filmes apreendidos, reapareceram, muito pouco pode ser recuperado. Mas, o suficiente para imortalizá-lo de vez na história do cangaço, como o homem que fez de Lampião uma figura afirmativa, requintada, heróica. Como um ator americano, europeu. Um símbolo admirável de valentia, justiceiro, um Rob Hood nordestino com pinta de galã ou de bandido a desafiar ainda mais o cetro dos palácios, assim como os salões nobres do poder e da burguesia emergente da época.
Foi Abrahão um dos primeiros a ocupar a posição de reporte fotográfico a dá o grito de que por Lampião o Nordeste esquecido pela primeira vez apareceu, nu e cru para o resto do país e para o mundo.

Esquecido, morreu tragicamente em 10 de maio de 1930 aos 40 anos; assassinado que foi por arma branca, mais de quarenta facadas na cidade de Serra Talhada no agreste Pernambucano. Uma morte que até hoje é um mistério. Vítima da ditadura, Homicídio banal ou crime passional?
Enfim, sem a presença de Benjamim Abrahão a história de Lampião e do próprio Cangaço não seria o que foi e o que é até os dias atuais.

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José Cícero Professor, escritor, pesquisador e poeta.
Aurora-CE.

Convite







O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/Ipdc, Luiz Gastão Bittencourt da Silva, tem grata satisfação em convidar para a solenidade de assinatura do convênio a ser firmado entre o SESC Ceará, Fundação Padre Ibiapina e a Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte na realização do projeto “Padre Cícero Romão Batista e os Fatos do Juazeiro”.

Data: 20/07/2009
Horário: 10h
Local: Auditório do SESC Crato
Rua André Cartaxo, 443 – Centro – Crato/CE.

Aos meus amigos !!! - Por: Mônica Araripe

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras vemos apenas entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e oamigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar os nossos caminhos. Muitos desses denominamosamigos do peito, do coração. São sinceros, verdadeiros; sabem quando nãoestamos bem, sabem o que nos faz feliz... As vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Este dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Estes costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto. Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra. O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdem algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho. Desejo a todos vocês, folhas da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade... Hoje e Sempre...Simplesmente porque: Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida E é a prova quase evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

Autor: Desconhecido
Por: Mônica Araripe

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