xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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10 julho 2009

Notícias do Crato para o dia 11 de Julho de 2009


11-07-2009
58ª ExpoCrato começa amanhã

Amanhã, Domingo, as 17 horas, o prefeito do Crato juntamente com o Governador do Estado, e lideranças do setor Desenvolvimento Agrário do Ceará abrirão oficialmente a 58ª edição da Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados - ExpoCrato 2009. O evento, que prossegue até o domingo, 19, vislumbra atrair mais de 100 mil pessoas diariamente para o Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti.

A ExpoCrato é maior exposição agropecuária do Ceará e A expectativa dos organizadores é que, nesta edição, sejam movimentados mais de R$ 60 milhões em negócios. Este ano, são esperados 12 mil animais. Os destaques da Programação artística serão as bandas Calypso, Chiclete com Banana Aviões do Forró, Biquíni Cavadão, a dupla Victor e Léo, entre outros.
COMDEMA de Crato realiza 7ª. Reunião ordinária, próximo dia 21

O Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano e presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente –COMDEMA, de Crato, Nivaldo Soares comunica que em virtude da proximidade da realização da I Conferência Estadual de Saúde Ambiental e, sendo necessária a eleição de delegados municipais para a Conferência Regional de Saúde Ambiental que acontecerá nos próximos dias 11 e 12 de agosto, em Juazeiro do Norte fica adiada excepcionalmente para o próximo dia 21 (terça feira), as 8:30 horas no auditório do Centro Cultural do Araripe, no largo da RRFSA a 7a Reunião Ordinária do COMDEMA do ano de 2009 e terá a participação do Conselho Municipal de Saúde.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Imprensa Estrangeira diz que Lula fecha olhos para escândalos quando lhe convém...

A revista britânica "The Economist" diz na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira que os escândalos do Senado brasileiro são um lembrete das falhas cometidas por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da "disposição de Lula em fechar os olhos para escândalos quando lhe convém". O artigo é intitulado "Casa dos Horrores", em uma referência ao Senado, "que tem 81 membros mas, de algum modo, requer quase 10 mil funcionários para cuidar deles".

Muitos dos funcionários da Casa, segundo a revista, "foram apontados como favores a amigos dos senadores ou simpatizantes políticos". A revista comenta a pressão sobre o presidente do Senado, José Sarney, por conta do escândalo. Sarney é aliado de Lula, afirma o artigo, e o presidente estaria interessado no apoio do PMDB - Partido de Sarney - para a provável candidatura de Dilma Rousseff pelo PT.

"Muitos senadores, de todo o espectro político, cometeram erros. Quando o líder do opositor PSDB foi passear em Paris, por exemplo, o Senado pagou a conta do hotel. (Ele diz que foi um 'empréstimo'). Então parece injusto que Sarney seja o único pressionado a renunciar", diz a Economist.

"Mas ele também não pode se dizer ignorante sobre o que se passava no Senado. Este é seu terceiro mandato como presidente. Durante um período anterior, ele apontou Agaciel Maia (chefe da administração do Senado) para sua lucrativa posição." O artigo ainda comenta outros deslizes de José Sarney, mas afirma que ele é "um sobrevivente" e "provavelmente vai manter seu posto", justamente por ainda ter poder dentro do PMDB e ser aliado de Lula.

"Lula disse que Sarney merece mais respeito e culpou a imprensa por inflar o escândalo. Mas no momento em que a economia está apenas emergindo de uma recessão, a saga dos 'atos secretos' lembra os brasileiros que seus políticos nunca impõem austeridade a si mesmos", afirma a Economist.

Fonte: Bol Notícias.

Bairrismo e Desenvolvimento - O Crato precisa Repensar o seu próprio Futuro !


Edição II

A Mentalidade Provinciana e a Nova Realidade do Cariri

Cidade Líder -> Cidade Satélite -> Cidade Líder


janela do crato 2a


Republicamos o artigo, que foi bastante elogiado:

Muito já se tem escrito sobre as relações de metrópole e cidades-satélite, que hoje constituem-se na realidade mais imediata da região do cariri, com a criação recente, da Região Metropolitana. Há diversas considerações a serem feitas quando se toca nesse assunto delicado, que envolvem questões que incluem ( mas não se limitam ) a desenvolvimento, orgulho, perda de liderança Política, e o mero e clássico bairrismo.

Talvez pelo fato de a cidade do Crato já haver sido a capital do Cariri em todos os sentidos, e a cidade de Juazeiro do Norte, um mero distrito em décadas passadas, explique-se muitos dos fatos e pensamentos que hoje permeiam a realidade, em torno das questões que envolvem os dois municípios, em especial a recente criação da zona metropolitana do cariri. Pelo fato também de ter havido um esvaziamento paulatino e bem-orquestrado, implementado por diversos fatores, dentre eles, a perda das lideranças políticas nos anos 70, que por si só, é fator crucial a ser levado em conta, a falta de uma conscientização do povo do Crato em votar em candidatos que atendessem aos interesses da cidade ( dormiram no ponto, na verdade ), e o próprio bairrismo que gerou o falso orgulho que os Cratenses nutriam, de achar que Juazeiro jamais seria uma ameaça próxima.

Essa auto-confiança enganosa, que foi levada ao extremo pelos Cratenses, em tempos idos, se auto-iludindo nos anos 70, promoveu o rebaixamento do comércio, da indústria e de todos os aspectos do desenvolvimento do Crato, pois já ocorria debaixo dos seus narizes, uma migração inexorável para a vizinha cidade de Juazeiro, que pelo movimento das romarias, já nas décadas anteriores, forneciam um mercado muito promissor, em todos os sentidos. Pelo fato de até, elementos que mais representavam a cidade, como a Educação e a Cultura haverem sido literalmente "levadas" para a grande metrópole da Fé, Juazeiro, é que há no Crato hoje, um grande descontentamento em haver perdido a primazia da liderança da região. E isso agora, convenhamos, é uma realidade sem volta. É um ponto irreversível. Não há como competir com uma metrópole. Não há como Maracanaú, por exemplo, competir com Fortaleza em pé de igualdade.

Esse descontentamento, muitas vezes, quando se apresenta de diversas formas, no seio da população Cratense, seja em artigos, panfletos, jornais, etc, tende a ser encarado pelos mais desavisados como um mero bairrismo cratense. É preciso aqui, distanciar precisamente o que seja bairrismo de realidade. É detestável o bairrismo puro, simples, idiota, porque isso leva ao orgulho, e foi precisamente quem promoveu a queda do Crato. O culto ao eterno provincianismo, ( que aqui ainda reina em alguns setores ), levou o Crato a SE ESCONDER num passado glorioso distante, ( parecidíssimo com a Alemanha de Hitler e seu Terceiro Reich, ao tentar invocar figuras míticas de tempos idos ), refugiando-se no que já não existe mais, e que alguns querem desenterrar a qualquer custo, como quem cava um estandarte da raça ariana, quando o correto seria repensar os caminhos para o futuro.

Precisamente por não perceber o perigo que o rondava, imerso em decisões erradas sucessivas, investindo nos anos 60 e 70, mais em lazer que em desenvolvimento, o Crato, imbuído da sua mais alta arrogância, exacerbada ainda por um bairrismo tolo, e pelo provincianismo improdutivo, é que levou a cidade à situação atual. Decisões equivocadas, cometidas nos últimos 30 anos, incitados por um orgulho inútil, mantidos por uma aristocracia com base numa tradição familiar que já não existe mais. Alguém dos novos tempos, precisaria ver como as chamadas "famílias tradicionais" do Crato torciam a cara quando se falava no nome de Padre Cícero nos anos 70. Era tratado com desprêzo no Crato. E seguramente, mais por uma questão política e de negação da realidade, do que por um credo religioso mesquinho, o declínio do Crato veio de forma inexorável, como uma espécie de "maldição" tambem, por renegar e menosprezar o próprio filho, amado em outras terras, que levava o desenvolvimento, mas odiado em seu próprio lar. Quem não se lembra quando alguns clérigos do Crato tentaram abolir o nome de Padre Cícero do mapa ? Hoje, esses mesmos, tentam aí "Reabilitar o Padre Cícero", quando na verdade, foram os próprios, a promoverem a sua suspensão e tentar enlamear a sua honra.

Por outro lado, as questões de desenvolvimento e de atitude em relação à metrópole, já não são as mesmas para as outras cidades do cariri. Já não é o mesmo caso por exemplo, da cidade de Barbalha, que sempre se moveu quase que a reboque do Crato e do Juazeiro, em décadas anteriores. Barbalha, que nunca teve grandes pretensões, hoje cresce bastante, e isso só anima aquele povo. Quero dizer que a situação de Barbalha, foi de melhorar a sua posição no ranking, e o Crato, de perdê-lo. Quem não tem nada, fica feliz quando ganha. E quem tem tudo, quando perde, reclama.

A verdade, é que Juazeiro, independentemente do Padre Cícero, HOJE, já caminha com as próprias pernas. Já se firmou como metrópole na região do cariri, queiram alguns ou não. Tirem o Padre Cícero de lá, e o desenvolvimento continuaria de forma semelhante, porque quem sustenta Juazeiro agora, são as próprias leis de mercado. E o mercado vai para a metrópole, para onde tem mais dinheiro em jogo, aliás, como sempre foi, assim como os rios correm também para o mar. Não se pode questionar muito o modelo a partir de agora, quando o mercado assume as diretrizes principais do desenvolvimento, e sim o que levou a estas diretrizes.

Resta aos Cratenses, repensarem em como não se tornarem reféns de uma realidade cruel que os remete a serem apenas uma cidade satélite, girando em torno da metrópole. Talvez seja tempo do Crato repensar novos modelos de desenvolvimento em todos os sentidos: econômico, Agrário ( já que possui extenso território ), turístico, ( já que possui uma Chapada do Araripe, imensa, em seu favor, e poderia muito bem se tornar uma capital de turismo do estado, como é a cidade de "Campos do Jordão" para São Paulo, que movimenta milhões de dólares todo ano, apenas com turismo, e possui padrão de vida de primeiro mundo.

Juazeiro cresce hoje verticalmente. Quem vai a Juazeiro sempre, vê que nasce um novo edifício a cada mês, principalmente no bairro da Lagoa Seca. Há inclusive, edifícios apenas ocupado por professores. Estão construindo lá agora, um edifício que será o segundo maior do estado do ceará, e dúzias de outros. Isso mostra a preocupação e o desenvolvimento do mercado imobiliário, e com renda advinda do próprio município, por filhos da terra, com inúmeros investimentos milionários. O povo de Juazeiro, que ganhou dinheiro com o comércio durante as romarias, sabe investir na sua própria cidade, prova inegável da inteligência direcionada, de metas, de gente que não dormiu no ponto e partiu para o campo de batalha, e é inegável que o comércio baseado na fé nos anos 70, 80 e 90, trouxe todo esse desenvolvimento, salvaguardados por filhos eficientes, que bem souberam aproveitar o momento político e ganhar dinheiro com isso. A Política e o Dinheiro andam de mãos dadas. Nenhum político investe por "amor", mas pela perspectiva de ganhar algo em troca. Ninguem dá nada de graça a ninguém. Em todas as relações humanas, há um fator de troca, e os políticos do Juazeiro souberam aproveitar isso. Os do Crato, não! E sem falar também nas peregrinações que trouxeram o que se tem hoje: cerca de 300 mil pessoas na cidade, contra 120 mil do Crato. A população do juazeiro, eu diria que já não cresce, explode. São cerca de 300 mil habitantes hoje, com uma parcela flutuante, e quem sabe em breve, 500 mil habitantes... daqui a pouco, 1 milhão de habitantes!

Portanto, é preciso que haja mesmo uma preocupação dos cratenses em encontrar os seus novos rumos, de quem tinha tudo e perdeu quase tudo. De buscar um desenvolvimento sustentável, unindo ecologia, turismo, comércio, indústrias não-poluentes, e sobretudo, qualidade de vida. Formular novos modelos, novos ideais para o desenvolvimento. REPENSAR os destinos do Crato. Sobretudo, com metas programadas, e com inteligência. Aquele discernimento que tanto faltou nos anos 70 !

E desde já, proponho que se realize um grande encontro dos Cratenses, com as lideranças, com os políticos que são amigos da cidade, o próprio povo, a CDL, os clubes, para que talvez surjam a partir daí, as novas diretrizes para a cidade no milênio que ora se inicia, e repensar nos destinos do Crato não apenas mais como uma "Atenas", perdida e imersa num passado glorioso de famílias tradicionais praticantes do Lazer das elites dos clubes de fim-de-semana, nem como a tristeza de uma cidade satélite ruminando o passado, mas como uma cidade que busca seus próprios rumos em meio à selva desenvolvimentista, procurando dar qualidade de vida, que outras cidades já não conseguirão fornecer, pela própria escassez de recursos, e aproveitando-se de todos os seus potenciais: Territoriais, humanos, ambientais, ( imensos, por sinal ), de que se dispõe para promover uma nova revitalização, e um novo início.

Hoje, é o primeiro dia do restante dos nossos dias. Resta, pois, aos Cratenses pararem de olhar para o passado, tirar a cara do buraco e vislumbrar um futuro com garra, com determinação e com todos os meios que hoje frutificaram para todas as cidades que chegaram aos tempos modernos, sem os pensamentos provincianos da gente atrasada, mergulhados num isolamento, que nunca levou a nada, para que possa, de outro modo, atingir no futuro, o seu pleno desenvolvimento.

Texto e Foto: Dihelson Mendonça

Um milagre de São Vicente Ferrer – por Armando Lopes Rafael





Depois da devoção a Nossa Senhora da Penha, um dos santos mais cultuados em Crato é São Vicente Ferrer. Por isso, é interessante relembrar um fato ocorrido, no final do século 19, relacionado com a estátua desse santo, venerada na Igreja-Matriz da Paróquia do mesmo nome, na cidade de Crato.
Devemos a preservação da memória desse acontecimento ao médico-historiador Irineu Pinheiro, que o inseriu no seu livro “O Cariri”, reeditado neste mês de julho, por iniciativa do ex-governador Lúcio Alcântara, através da Fundação Waldemar de Alcântara, de Fortaleza.
Mas vamos ao fato segundo o livro de Irineu Pinheiro:


“É muito antigo o culto a São Vicente Ferrer, no Crato. Em 1788, já havia, ali, um oratório dedicado ao grande taumaturgo espanhol (...) Em 29 de dezembro de 1801, como se pode ver no primeiro cartório do Crato, doou Dona Luiza Joana Bezerra, viúva do capitão Sebastião de Carvalho Andrade, mãe do Padre Pedro Ribeiro da Silva, iniciador da capela de Juazeiro, terras próximas do Crato”, junto à falda da Serra Grande (Araripe) para o patrimônio de “uma capela de pedra e cal” que ela, a doadora, se comprometia a erigir em honra do Senhor São Vicente, com o fim de “beneficiar a alma de seu marido e em favor do bem espiritual de sua pessoa e de outros “pertencentes”.
“No paroquiado do Padre Antônio Fernandes da Silva (1883 a 1892), trouxeram ao Crato, desde a derradeira estação da Estrada de Ferro de Baturité, numa distância de dezenas de léguas, a atual estátua de São Vicente Ferrer, substituta da primitiva, que era pequena. Carregaram-na através dos sertões, num caixão, em ombros de homens, à frente destes o Padre Felix de Moura (...)
“Em menino, ouvi dizer que da povoação de Juazeiro, penúltima etapa da viagem, até o Crato, viu-se no céu uma estrela a acompanhar a imagem, nos treze quilômetros que medeiam entre as duas localidades caririenses.
Era a lenda que ia se formando em torno do Santo, pensava eu. Mas, depois, verifiquei haver algo de verdade na versão do povo. Uma vez, em Juazeiro, a passeio visitei a boa velhinha Teresa do Padre Cícero, assim chamada por ter sido criada em casa do famoso sacerdote, considerada pessoa da família por sua bondade e dedicação, e ela, no correr da conversação, disse-me quase textualmente:

“Dormiu aqui, em Juazeiro, na capela, o caixão em que veio São Vicente. Sinhozinho (era assim que ela tratava o Padre Cícero), Sinhozinho e o Padre Felix convidaram o povo para levá-lo ao Crato, na madrugada seguinte. Bem cedo, inda escuro, postei-me na Rua Grande, onde morava e moro hoje, num terreno vago, do lado nascente, e aguardei a passagem do préstito. Ao aproximar-se o caixão, ao lado os dois padres, vi sair entre a igreja e a casa que lhe ficava mais próxima, uma luz muito brilhante que voou rápida em busca do santo. Não pretendia eu ir ao Crato, mas, em vista do prodígio, corri até minha casa, pus, às pressas, um chale à cabeça e encorporei-me no cortejo que era numeroso”.

A luz acompanhou a imagem de São Vicente Ferrer até a chegado d cortejo à cidade de Crato.
E conclui Irineu Pinheiro:
“Estimaram-na todos que conheceram à velhinha Teresa, morta há alguns anos nonagenária, sempre tida por absolutamente fidedigna”.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Crato... “Neverland” ??? (Final) – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Doloroso e duradouro (já que paulatinamente vivenciado há pelo menos quatro décadas), o processo autofágico experimentado pela cidade do Crato - porquanto perpetrado irresponsavelmente por sua própria população, quando chamada a manifestar-se na escolha dos que se prestariam a administrá-la (executivo) e/ou a representá-la nas diversas instâncias legislativas (municipal, estadual e federal) - levou-nos à estagnação, à involução, à séria crise hoje vivenciada; poder-se-ia afirmar, sem medo de errar, que a cidade perdeu seu rumo, sua identidade, seu norte, sua referência, a ponto de não se constituir novidade o questionamento: estaria o Crato fadado a transformar-se numa “neverland” (terra do nunca) ???
Aos fatos.
O script, de tão corriqueiro e previsível, é de conhecimento público: mais que nunca, no concorrido e perverso sistema capitalista contemporâneo, o político e o econômico são como que irmãos siameses, de nascença umbilicalmente ligados; só que, ao contrário do que ocorre ao ser humano, onde a separação é condição essencial e vital à sobrevivência individualizada, aqui a “siamesidade”, o compartilhamento, a junção se faz necessária, e se possível adubada, tonificada e revigorada, a fim que se chegue a algum lugar, a um porto seguro, ao objetivo colimado; separá-los (o componente político do econômico) seria condenar ao iminente fracasso, a priori, a quem assim proceder.
E, no entanto, o certo é que conseguimos a proeza de – desajuizadamente – apartá-los (o componente político do econômico), quer omitindo-nos ao longo do processo ou simplesmente equivocando-nos nas escolhas anunciadas, propiciando o surgimento de um indesejado e perigoso vácuo político, competentemente preenchido (diga-se de passagem) pelos vizinhos, com previsíveis e fatídicos reflexos na economia da ex “Princesa do Cariri”. Com isso, quebramos o elo da corrente, danificamos seriamente a imprescindível correia de transmissão responsável pelo “giro da roda”, ao tempo em que implodimos a ponte que nos possibilitaria avançar rumo ao progresso, à terra prometida. Ficamos isolados. Definitivamente, sós.
Caberia, então, às “novas” gerações, às recém-eleitas autoridades constituídas do município (com suas mentes arejadas), a ingente missão de, num momento tão difícil quanto problemático, convocar uma espécie de “conselho de notáveis” da cidade, (cabeças pensantes, comerciantes, profissionais liberais, dirigentes de autarquias, representantes de clubes de serviço e associações, intelectuais, professores e doutores da academia e – por que não ? – integrantes da própria comunidade), a fim de envolvê-los, torná-los ativos partícipes do importante e nobre papel de repensar o Crato, buscar alternativa, propor soluções, encontrar novos caminhos.
E, no entanto, o que maltrata e dói (por inconcebível), é a constatação de uma certa fatalidade atávica, de um indesejável e horroroso pensamento fúnebre (de que já éramos), de um nefasto marasmo paralisante, de uma tendência em se considerar tudo como na “casa do sem jeito”, de uma letargia obsessiva e preocupante, e de se aceitar, enfim, passiva e cordeiramente, o "statu quo ante", nem que para tanto se use o inconsistente e assombroso argumento que tal está a ocorrer porque, simplesmente, “o Crato é final da linha” (em relação à capital) ou, ainda, que “só vem ao Crato quem tem negócios” (como, de forma bastante infeliz, sugeriu sua excelência, o prefeito da cidade, em reunião com o pessoal da AFAC, aqui em Fortaleza).
Ali, em nenhum momento, propositadamente ou não, se aprofundou publicamente o debate do “porque” termos atingido (os cratenses) tal estágio regressivo; se devido a escolhas equivocadas ao longo do tempo ou à falta de qualquer representação política que, todos sabemos, servem de ponte ou elo no direcionamento e carreamento dos recursos governamentais; além do que, poder-se-ia ressaltar a nossa orfandade, inapetência ou impotência em reunir forças aglutinadoras privadas capazes de investirem, ou influenciarem potenciais investidores.
Por comodismo, preguiça ou alheamento, embarcamos na canoa furada de uma ilusória tese conurbatória, difundida por alguns românticos que obsessivamente teimam em desconsiderar a questão econômica, ao tempo em que pregam que na região sul do Estado do Ceará somos um só povo, uma só nação Cariri, uma mesma irmandade e que, portanto, não há do que reclamar se todos os investimentos governamentais descaradamente privilegiam uma só cidade, um só pólo, uma só gleba, porquanto seus benefícios espraiar-se-ão generosamente por todo o Vale do Cariri, democrática e equitativamente (e aqui se encontra a mentira, o engodo, a blasfêmia que nos querem impor, já que em termos econômicos, de implementação de agentes produtivos geradores de emprego, de fontes de obtenção de renda para os que nela mourejam, e, enfim, da revigorante alavancagem desenvolvimentista (via o giro-da-roda), faz tempo que estamos a ver navios, vivendo de reminiscências que a nada conduzem).
A propósito, convém lembrar que, etimologicamente, conurbação é “uma extensa área urbana formada por cidades e vilarejos que foram surgindo e se desenvolvendo um ao lado do outro, formando um conjunto”; no entanto, há aqueles que se adstringem ou se apegam à velha lenda de que, como o Padre Cícero teria afirmado que o seu grande sonho seria ver as duas cidades ligadas por um certo calçadão, onde as pessoas desfilariam felizes da vida sob a luz do luar, isso seria o bastante, o suficiente para satisfação de todos, felicidade geral da nação Cariri.
Haja saco pra agüentar tanta sandice...
Só que, em termos práticos, para ser entendida em seu sentido mais amplo, mais abrangente, mais realista, menos opressivo e limitativo, a tal da conurbação teria que, obrigatoriamente, contemplar o “pacote completo”, ou seja, não só envolvendo a questão territorial, mas, sim, a distribuição dos seus ônus e bônus de forma equilibrada, igualitária, equânime. E não é bem isso o que presenciamos.
Exemplos ??? Quando uma potência como a multinacional Carrefour decidiu se instalar eqüidistante dos dois conglomerados urbanos, mas ao longo da rodovia que une as duas cidades, por qual razão não fincou suas raízes a desprezíveis dois quilômetros à frente de onde hoje se encontra, já em território cratense ??? E a TV Verdes Mares, por que ficará também do outro lado da ponte ??? E o Hospital que está sendo construído pelo governo em um local absolutamente inapropriado, por qual razão não localizá-lo nas imediações de onde ficará a estátua da santa ??? E o campus da UFC, que nos foi subtraído de forma desonesta ??? Faria alguma diferença se todos, ou pelo menos parte, se localizassem no Crato ??? Claro e evidentemente que não, daí a constatação realista: o que nos faltou foi poder político, argumentos consistentes, influência pessoal, prestígio junto aos donos da caneta.
E assim, como não nos restou muita coisa de produtivo, de gerador de renda, de fonte de impostos, de empregos formais, estamos fadados - e isso é anunciado como uma grande e espetacular conquista - a recepcionar e abrigar o lixão pútrido das demais cidades da região, via um imenso aterro sanitário, com todos os problemas daí decorrentes (mesmo e apesar de todos os cuidados que se tenha). É o fim da picada...
Cabe, então, questionar: Seria esta a nossa sina ??? Crato...“Neverland” ???

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

"Thriller" em Matozinho - Por: Dr. José Flávio Vieira


Em Serrinha, enterro sempre acontecia às quatro da tarde. Não interessava a hora que o indigitado tinha partido desta para o outro lado da ponte. A razão deste horário preferencial era simples. Todos finados eram sepultados no Cemitério N. S. da Alegria, em Matozinho que distava dali mais de quatro léguas. O caminho , longo e tortuoso, incluía ainda uma escalada pela Serra da Jurumenha. Destas íngremes de lagartixa cair de costas. É preciso ainda levar em conta que velório por aquelas bandas faz-se uma festa, uma espécie de Axé Velô , de Defuntofolia ! Servem-se caldos , cafezinhos, bolachas durante todo tempo, e rola uma cana danada pra tudo quanto é lado. Sem esses combustíveis ninguém se atreve a enfrentar o Rali. Por isso mesmo, independentemente da hora da passagem desta para melhor, o séquito tinha que sair no máximo até às nove horas de Serrinha. Caso contrário, corria-se o risco de dormir com o falecido no meio das brenhas ou de levá-lo à cova sem bênção de padre.
Havia relatos históricos de muitas atropelos nestes enterros. Casos de sepultamento no pé da serra, em época de inverno e intransitabilidade até Matozinho. Sem falar nos freqüentes casos de almas penadas , no meio da mata, presenciados por caçadores . Bem certo que a credibilidade deles não era lá essas coisas, mas mesmo assim -- pelo sim, pelo não -- neguinho se tremia mais que parkinsoniano com cesão, em dia de frio, só em pensar em varar aquelas veredas madrugada adentro. A mais famosa destas peripécias teria acontecido com o velho “Nicolau Canela Dura” . O homem era um mestre de chocalho em Serrinha. Conhecia todas as nuances , todos mistérios da sua arte. Fabricava-os com um esmero sem par, cada uma com sua sonoridade própria. Vaqueiro de longe assuntava e conhecia rês por rês só pelo sonido do badalo à distância.
Pois um belo dia, Nicolau caiu de cama e não mais levantou. Dado por morto à noitinha, depois das incelenças e rituais de praxe, foi , pela manhã, transportado por um grande séquito para a inumação em Matozinho. Pois num é que justamente no meio da subida mais empenada da serra, Canela Dura resolveu despertar do seu ataque de catalepsia ? Quando o homem sentou no caixão e perguntou : “ E o que diabos é isso, meu povo, tão ficando besta ?” -- aconteceu a debandada. Foram mais de trinta feridos, uns dois que morreram de ataque do coração , sem falar em nove cabras que desapareceram mata a dentro e que até ontem não tinham retornado para saber o restante da conversa. Quando o velho Nicolau morreu de verdade, anos depois, ninguém mais quis seguir o enterro, com medo de um bis de ressureição. Ele foi sepultado ali mesmo, no pezinho da serra e até hoje há relatos de badaladas de chocalho quebrando o silêncio das noite jurumenhas.
Assim, quando chegou, há alguns dias, a notícia do falecimento de Michael Jackson em Serrinha, ninguém se surpreendeu muito. Antonino Mata-Mata, dono da “Botica Infusório de Ouro” já havia vaticinado :
---“Esse cabra, endoidou ! Já gastou mais de três quartas de cal e umas dez sacas de goma querendo ficar branco! Botou pra andar em carrocel , tá meio despombalizado! Ele num vai longe, não ! Depois, canta fazendo uma munganga danada ,canta engrolado com quem teve ramo, parece os Aniceto na cantiga das abelhas! Aquilo só pode ser dança de São Guido, meu senhor ! Olhe prá cara dele, só tá faltando botar os algodãozim nas ventas!
Depois da praga de Antonino , ninguém se surpreendeu com o passamento do homem. Todo mundo ficou horrorizado foi com o tempo que levaram prá enterrá-lo. Comparavam com a urgência dos enterros no Cemitério N. S. da Alegria e não conseguiam compreender. Doze dias e nada ? Como é que pode ? Esse povo das estranja é tudo doido ! Não se conformaram, também, quando se falou em cremação. De início não conseguiram entender que diabos era aquilo. Iam passar mais creme na cara do defunto, era isso ? Ele que, vivo, já parecia um bolo confeitado ? Quando Nezinho Jurubeba, presidente da TFP local, desvendou o mistério, a coisa piorou. Vão fazer churrasco do homem ? Vão encoivarar o indigitado ? Vão sapecar , como D. Umbilina faz com os frangos prá arrancar os canhão? Ave-Maria , te esconjuro bando de incréu ! O povo só se conformou quando Juvenal Pé-de- Página , dono do hebdomadário local, profundo conhecedor da alma estadunidense , os tranqüilizou:
--- Não , meu povo, eles não vão cremar o homem e jogar as cinzas por aí, podem ficar tranqüilos...
E perorou com uma justificativa que pareceu inquestionável :
--- Americano só pensa em lucro ! Se eles cremarem o homem e jogarem as cinzas no mar, acabou o show... e aí como é que vão poder continuar a cobrar o ingresso ? Vai ter um lindo túmulo, sim senhor, pode esperar !
Já haviam transcorrido dez dias da morte de Michael, quando Jojó Fubuia, passando melado na praça, parou um pouco diante da televisão pública. Só com dificuldade entendeu que o astro , naquelas alturas, ainda não havia sido enterrado. Fitou a imagem do caixão banhado de ouro e fez a mais abalizada consideração sobre o assunto :
--- Num é vantagem, não ! É melhor uma cama de vara do que um caixão de ouro! Menino, se má pregunto, ainda é aquele doidim que tá enriba do chão ? E o urubu ainda não baixou ? Salgaram o homem, foi ? Charqueram o caba?


J. Flávio Vieira
UMA POLÍTICA PÚBLICA DE HABITAÇÃO POPULAR
Por Amadeu de Freitas


O financiamento da construção de moradias subsidiadas pelo governo Federal dentro do recém lançado programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e a construção de habitação para a população em situação de vulnerabilidade social através do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social – SNHIS conformam uma política nacional de habitação popular no Brasil. Através desses dois programas, o governo atua no atendimento de duas faixas da população: uma de baixa renda e outra com renda muito baixa e sem comprovação.

Na execução dos dois programas está prevista a participação dos Estados e dos Municípios para compor a fórmula subsidiada da prestação, no caso do Minha Casa, Minha Vida, e do subsídio de 100% (cem por cento) para os beneficiários do SNHIS. Trata-se de uma política pública federativa com origem no Governo Federal e adesão voluntária dos demais entes (estados e municípios).

A adesão dos municípios ao SNHIS está condicionada à apresentação de um Plano Municipal de Habitação, à criação através de lei do Fundo Municipal de Habitação e do Conselho Gestor. Com essas medidas, o Governo Federal condiciona o repasse de recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social aos municípios à existência de planejamento e de instrumentos de controle sobre os recursos da política de habitação.

A participação da sociedade está assegurada através dos instrumentos de planejamento e de gestão do SNHIS. Cabe aos Prefeitos, que sempre reclamaram por recursos para habitação popular, cumprir com as exigências do sistema para que as cidades comecem a receber os benefícios de uma política pública das mais importantes para as populações pobres, o direito de morar. Cidade como o Crato, que entre 2005 e 2008 construiu apenas 65 casas populares, precisa aderir urgentemente ao SHNIS para atender uma demanda grande por habitação da população de baixa renda. As prefeituras têm até 31 de dezembro de 2009 para assinar o termo de adesão e regularizar situação quanto à apresentação do plano de habitação, da lei de criação do fundo de habitação e do conselho gestor para receber recursos nos próximos dois anos.

No processo de participação da sociedade é importante a mobilização, neste momento, das associações de moradores e dos movimentos por habitação no sentido de acompanhar e cobrar da prefeitura o cumprimento das suas atribuições para adesão ao sistema nacional de habitação.

Entre babaçus , mulheres e outras necessidades. - Por: Alessandra Bandeira

Vereadora que foi eleita sob a bandeira de defender as causas das mulheres, apresenta proposta de defêsa do Côco Babaçu.


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Acima: Vereadora Mara Guedes

A política realmente é uma coisa dinâmica, surpreendente, uma caixinha de surpresa. Durante alguns meses venho acompanhando a coluna do Donizete Arruda, no Jornal do Cariri, até então o jornalista vinha criticando a morna presença de Mara Guedes como vereadora,para quem esperava uma Mara combativa e de oposição clara, ficou muito a desejar, mas essa semana as coisas mudaram.

O Jornal do Cariri dessa semana tem no editorial e na coluna de Donizete uma franca homenagem a vereadora, até ai tudo bem, a vereadora apresentou um projeto pela preservação do coco babaçu,que foi aprovado pela Câmara, causa interessante e de relevância, mas a minha estranheza e que não foi pelas causas ambientalistas que a nobre vereadora foi eleita, mas sim para ser uma porta-voz dos direitos das mulheres.

Mas vamos adiante quem sabe depois do espírito Greenpeace, a vereadora não se lembre que quem votou nela acreditava que ela iria lutar por direitos que não são respeitados.
Em tempo, não sou contra a preservação da fauna e da flora, mas nesse momento o que tem que ser preservado são as bases , a confiança de quem votou e espera por leis que favoreça uma vida melhor.

Por: Alessandra Bandeira

Blog do Crato tem acesso Recorde em Junho - 29667 visitas

julho3 2009



julho2 2009

Um mês de polêmicas. Um mês de Jornal Chapada do Araripe. Assim foi o mês de Junho, de muita notícia, crônicas, artigos, reportagens. E talvez por isso tivemos esse recorde histórico. A marca de 29667 acessos. Os horários de pico são próximo do meio-dia e próximo às 18:00.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Ministro do Trabalho, Carlos Lupi visita o Crato



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O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi esteve ontem na cidade do Crato, onde foi recepcionado pelo prefeito Samuel Araripe em seu gabinete, na presença de assessores e secretários. O ministro está no cariri, para o lançamento nacional do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, a ser realizado em Juazeiro do Norte, hoje, Sexta-feira, às 9 horas, no Memorial Padre Cícero.

Recebido com muita alegria e cordialidade na entrada do paço municipal, para onde se dirigiram todos os secretários e pessoas ligadas à administração, Carlos Luppi subiu as escadas que dão acesso ao primeiro andar da Prefeitura, e parou para comentar sobre um retrato do prefeito Alexandre Arraes. Sempre bem-humorado, não poupava elogios e comentários sobre a recepção a ele oferecida. Ao chegar ao gabinete, o prefeito Samuel Araripe fez questão de mostrar-lhe quadros com ex-prefeitos da cidade, apresentando informações sobre cada um deles.

Logo em seguida, todos os presentes se acomodaram para ouvir a fala do prefeito, que destacou a visita do ministro, como um momento histórico para o Crato. O município recebe pela terceira vez em sua história um ministro do Trabalho. O primeiro deles, João Goulart, lembra o cerimonialista Huberto Cabral, veio ao Crato em 1953. O segundo, Arnaldo Pietro, fez uma visita ao município cratense em 1978. Através de uma breve apresentação, o chefe de Gabinete do prefeito, Cícero França, fez uma exposição sobre a situação do setor de empregabilidade do Crato em relação ao ranking no estado, além de destacar o trabalho desenvolvido pela atual administração no intuito de gerar novos postos de trabalho, a exemplo do projeto de construção do Shopping Popular do Crato, onde atuarão 321 novos microempresários, com financiamentos dos novos espaços por meio do Banco do Nordeste.

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Samuel Araripe, ainda ressaltou a forma como vem desenvolvendo a administração do município, por meio de um trabalho planejado, com balizamento inicial de um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e um Plano de Requalificação Urbana (PRU), uma forma de projetar administração do município para as próximas duas décadas. Além dessas abordagens, a secretária de Ação Social, Liduína Andrade, fez uma explanação do trabalho desenvolvido por meio do programa Pró-Jovem Adolescente, atualmente o Pró-Jovem Trabalhador, que obteve bons resultados no sentido de promover a inclusão de jovens no mercado de trabalho.

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São, ao todo, 700 adolescentes de áreas de vulnerabilidade social do município inseridos. Ela ainda solicitou mais mil vagas para o programa no Crato, inclusive ressaltando que um projeto de solicitação foi encaminhado ao Governo federal. O ministro disse que irá atender a solicitação, para que novas vagas sejam criadas. Carlos Lupi fez um agradecimento emocionado, pela forma simples em que foi recebido pelo prefeito e sua equipe. Antes de estar no Crato, ele visitou a colina do Horto, onde fez a entrega simbólica dos primeiros empréstimos dentro do novo programa aos vendedores do local e apresentação da modalidade de crédito para os pequenos comerciantes.

Reportagem: Elizângela Santos - Edição: Dihelson Mendonça

Outras Informações:

Quem é Carlos Lupi

Carlos Lupi, histórico defensor da educação em tempo integral, já em seu discurso de posse, destacava aquelas que seriam suas grandes marcas à frente do Ministério do Trabalho e Emprego: a incansável defesa dos direitos trabalhistas e a qualificação profissional como eixo da política de geração de emprego e promoção da cidadania. Ajudou a levar cursos de capacitação aos quatro cantos do país, sempre priorizando jovens de baixa renda, propôs e conseguiu em 2008 aumentar em oito vezes os recursos do Ministério para essa área.

Durante sua gestão, o Brasil passou a viver a maior geração de empregos com carteira assinada da história. Os sucessivos recordes mensais culminaram no saldo de mais de 1,6 milhão de vagas em 2007, com o crescimento do emprego em todos os setores econômicos e regiões do país. Em 2008 a economia mantém o ritmo de crescimento acelerado, e o ministro aposta que 2 milhões de trabalhadores terão suas carteiras de trabalho assinadas – um número nunca alcançado antes.

Promovendo o constante diálogo entre trabalhadores e empregadores, Lupi obteve avanços históricos como a regulamentação do trabalho aos domingos, a ampliação dos cursos gratuitos no Sistema S e a regulamentação das centrais sindicais. Como membro dos conselhos que administram o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), propôs ações voltadas para o maior investimento no setor produtivo e a criação de novas linhas de crédito, como a Linha Pró-Cotista do FGTS, que oferece ao trabalhador juro mais baixo para a compra da casa própria.

Internamente, Lupi vem conduzindo uma política de valorização dos servidores do Ministério. Ainda em 2007, criou o Mérito Trabalhista Getúlio Vargas, que homenageia os funcionários em atividade com mais de 20 anos dedicados à casa. Teve atuação de destaque no processo de negociação que resultou no novo plano de carreira dos auditores fiscais e aprovou junto ao Congresso Nacional e à Presidência da República concurso para 1.800 novos servidores — o primeiro deste porte em mais de duas décadas”.

Carlos Roberto Lupi tem Licenciatura Plena em Administração, Economia e Contabilidade, casado com a jornalista Angela Rocha e pai de três filhos. Teve o seu primeiro contato com a administração pública em 1983, quando assumiu a coordenação das Regiões Administrativas da Cidade do Rio de Janeiro, no governo do então Prefeito Marcelo Allencar. Foi eleito em 1990 pelo PDT – único partido de sua vida – deputado federal e fez parte da comissão que elaborou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sendo considerado deputado nota 10 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Em 1992, se licenciou do mandato de deputado para assumir a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro. Em 1999, assumiu a Secretaria de Governo do Estado do Rio.

Vice-presidente Nacional do PDT, assumiu a presidência da legenda com a morte de seu líder Leonel Brizola, em 2004. No ano seguinte, foi reconduzido à presidência do partido durante convenção. Atualmente, está licenciado da função por ocupar o Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: Website do ministério do Trabalho e Emprego
Fotos: Dihelson Mendonça e Elizângela Santos

Brasil e França defendem a criação do G14


Nota do Editor: Como se não bastasse um G5, G6, G8, G20... querem inventar agora o G14. Talvez fosse melhor fazer como o filme "Corra que a Polícia vem aí G33 e 1/3"

L'AQUILA, Itália (AFP) - A França e o Brasil defenderam nesta quinta-feira uma rápida evolução das reuniões do G8, o grupo de países industrializados, para um formato que inclua de maneira institucional as potências emergentes, informou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, depois do encontro entre os dois grupos, na Itália. Informamos ao presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva, "nossa vontade de que o G8 evolue. Não é que as reuniões do G8 já não tenham utilidade, mas fica claro que sua representatividade já não é mais suficiente", disse Sarkozy em entrevista à imprensa.
"Há um G8, um G5, um G6. Propusemos a Lula que juntemos o mais rápido estes grupos num G14", acrescentou.

Da reunião de cúpula de L'Aquila participam os dirigentes de 14 países: os do G8 (EUA, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Rússia), do G5 (China, Índia, Brasil, México e África do Sul) e do Egito. Segundo Sarkozy, é "ilógico" que os grandes países emergentes não estejam associados de forma mais estreita para a busca, em conjunto, de soluções para os grandes problemas mundiais.

"Não vejo como poderemos convencer um país de mais de um bilhão de habitantes, como a Índia, a assumir sua parte na luta contra a mudança climática se a convidamos, apenas, para o final da cúpula, para pagar a conta", acrescentou Sarkozy.

"Espero que as coisas mudem já a partir da próxima cúpula (do G8) no Canadá", acrescentou.

Na opinião do chanceler brasileiro, Celso Amorim, Sarkozy fez "uma defesa muito forte e direta" da transformação do G8 em G14 e que Lula havia feito uma intervenção no mesmo sentido, durante almoço de trabalho, como parte da cúpula.

"Não vi objeções a isto, apenas matizes sobre a transição", explicou.

O chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, acha que "o G8 poderá continuar se reunindo normalmente, mas que o encontro com os emergentes deva durar mais tempo", não apenas algumas horas depois da cúpula do G8, disse Amorim. Os questionamentos sobre o papel do G8 se multiplicaram com a crise econômica mundial, que mergulhou todos os seus membros na recessão. As grandes decisões econômicas passaram de fato às mãos do G20 (que inclui ambos os grupos assim como potências regionais como Arábia Saudita, Nigéria e Argentina).

"Há um acordo geral para que os temas econômicos e financeiros sejam tratados no G20" pois, desse grupo, participam os ministros de Economia e os presidentes dos bancos centrais das nações, disse Amorim.

"O G14 poderia se centralizar em outros temas, como a segurança alimentar, a energia ou o clima", acrescentou.

Fonte: Yahoo Notícias
Ilustração: Capa do filme "Corra que a Polícia vem Aí, 33 e 1/3" - Paramount Pictures

Aeroporto Regional do Cariri terá R$ 5 milhões para obra de ampliação

Reformas no Aeroporto Regional do Cariri

O Aeroporto do Cariri terá várias melhorias na infra-estrutura e o seu terminal ampliado para receber mais de 200 mil passageiros por ano (Foto: Elizângela Santos). Um novo aeroporto para Juazeiro do Norte deverá ser construído, iniciando as obras num prazo de três anos.

Juazeiro do Norte. Cerca de R$ 5 milhões serão investidos pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) na reforma do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte. A iniciativa do investimento veio após a concretização do repasse da área territorial do aeroporto à União e negociações com o Governo do Estado do Ceará, finalizando também o convênio para melhorias na infra-estrutura, firmado no governo anterior.

Uma das principais mudanças será a ampliação do terminal, projetado para cerca de 50 mil passageiros por ano, passando para mais de 200 mil. Um novo aeroporto para Juazeiro do Norte deverá ser construído, segundo a superintendência local, iniciando num prazo de três anos, numa área de frente ao atual.

O equipamento tem registrado crescimento acima da expectativa. Este ano, conforme a superintendência do aeroporto, há a perspectiva de mais de 40% no número de embarques e desembarques, superando o ano anterior. Cerca de 230 mil passageiros passarão pelo aeroporto do Cariri.

Somente no primeiro bimestre deste ano o crescimento foi de 49%, o que o coloca no patamar de 41º no ranking dos 67 aeroportos do Brasil administrados pela Infraero. É um movimento que supera, inclusive, algumas capitais como Palmas, no Estado de Tocantins, e Boa Vista, em Roraima.

Segundo o gerente do aeroporto regional, Roberto Germano Sousa Araújo, está sendo concluído o termo de referência, em que estão sendo feitos todos os levantamentos necessários das mudanças que poderão ocorrer a partir do primeiro semestre do próximo ano.

O projeto para as mudanças será licitado no segundo semestre de 2009. A idéia é que esse procedimento ocorra no mês de agosto. Roberto Germano afirma que somente para a efetivação do projeto serão investidos cerca de R$ 500 mil. “Todas as necessidades para viabilizar as melhorias e promover um conforto maior para os passageiros serão efetivadas”, diz o superintendente.

Projeto de reforma

No projeto de reforma estará prevista, além da ampliação da sala de embarque — que em apenas num dos quatro vôos diários existentes fica inteiramente lotada —, o aumento do espaço do saguão, número de banheiros e a inclusão de um sistema de TV de vigilância e climatização de toda a área. Nesse trabalho, não há previsão para a melhoria da pista, para pouso de aeronaves de maior porte.

O projeto de reforma deverá ser entregue à Infraero no fim de novembro. De acordo com o superintendente, mesmo com a previsão de construção de um novo aeroporto, a reforma é urgente, devido o número crescente de passageiros.

Ano passado, passaram pelo aeroporto regional 178 mil passageiros. Juazeiro tem uma peculiaridade, por ser área de abrangência que incorpora, além dos municípios da região do Cariri e Centro-Sul, cidades fronteiriças do Pernambuco, Piauí e Paraíba.

Mais informações:

Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes
Avenida Virgílio Távora, 4000, Bairro Aeroporto
(88) 3572.0700 / 3572.2118


Elizângela Santos

Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

DEM também pedirá a MPF e TCU que investiguem irregularidades do Senado



Brasília - O líder do Democratas (DEM) no Senado, José Agripino (RN), defende que seu partido siga o exemplo do PSDB e peça ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investiguem as denúncias de irregularidades que pesam contra senadores e servidores da Casa. Agripino fará a sugestão à bancada do DEM na próxima terça-feira (14).

O anúncio foi feito em Plenário, pouco após o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), declarar que vai solicitar que o MPF, o TCU e a Comissão de Ética do Senado apurem a denúncia de que recursos públicos repassados pela Petrobras à Fundação Sarney teriam sido desviados para firmas fantasmas e empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A denúncia foi feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, hoje (9).

Para Agripino, a intervenção destes órgãos é uma maneira de garantir que as acusações sejam apuradas de forma isenta. O senador também comentou que não irá mais insistir para que Sarney deixe temporariamente o cargo. A razão, segundo ele, é que menos da metade dos senadores defendem de maneira explícita que Sarney se licencie.

Fonte: Radiobras

Notícias do Crato para o Dia 10 de Julho de 2009



10-07-2009
Meio Ambiente do Crato concorre ao Município Selo Verde

A Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato está concorrendo ao Selo Município Verde 2009. O Prêmio Município Selo Verde foi criado com a finalidade de atestar os bons resultados das cidades cearenses que investem na gestão ambiental e na qualidade de vida da população. De acordo com Paulo Botelho, assessor do Secretário Nivaldo Soares, o relatório com as ações dos municípios deverá ser enviado até o dia 13 de agosto e ressalta que o Crato foi classificado em 2007 e 2008, sendo que de 184 municípios cearenses, apenas 39 obtiveram a classificação.

Campanha de vacinação contra a Pólio considerada exitosa

A Secretaria de Saúde do Crato finalizou no último dia 3, a campanha de vacinação contra a poliomielite. O trabalho das equipes de saúde do município foi considerado exitoso, com o envolvimento dos técnicos de saúde. Segundo a assessoria da Saúde, foram vacinadas, dentro da meta, 103% das crianças com idade inferior a um ano de idade e 95% das crianças de 4 a 5 anos.

CAPS Crato realiza comemoração junina

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do Crato realizou na noite desta quarta-feira, a sua festa junina. O evento reuniu um animado público composto pelos pacientes, quadro funcional, familiares e convidados. As comemorações contaram com barracas de comidas típicas, quadrilhas e apresentação da banda do CAPS. No último dia 2, o CAPS Crato comemorou sete anos de vivência com uma passeata pelas ruas da cidade. A instituição conta com acompanhamento de psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros entre outros profissionais, que assistem 700 pacientes.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Expocrato deve movimentar R$ 55 milhões em negócios

Os organizadores da 58ª edição da Expocrato esperam que chegue a R$ 55 milhões o volume de negócios a serem movimentados durante a feira. O evento agropecuário será realizado a partir do dia 12.

Já se passaram 65 anos desde que os primeiros animais desfilaram pela pista da Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados do Crato (Expocrato). Foi tempo suficiente para que a feira se tornasse um dos maiores eventos agropecuários das regiões Norte e Nordeste. Neste ano, a 58ª edição da feira conta um pouco de sua história com a inauguração de um museu. Segundo a expectativa dos organizadores, as negociações podem chegar ao valor de R$ 55 milhões.

O presidente da comissão gestora da Expocrato 2009, Francisco Leitão Moura, diz que, em 2008, instituições financeiras, expositores e criadores travaram negócios que fizeram circular, no total, R$ 50 milhões. “O comércio na Expocrato cresceu 42,09% no ano passado em relação a 2007”, acrescenta, citando dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Crato.

Os organizadores estimam que mais de 100 mil pessoas passem por dia pelo Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti, no Crato, na Região do Cariri. Durante o dia, as atividades serão palestras, estandes com ofertas de negócio e produtos, exposições e leilões - alguns transmitidos ao vivo para todo o País. À noite, haverá shows de bandas regionais e nacionais. “E exposições de animais da melhor genética do País e dos maiores e melhores criadores, há atrativos culturais”, resume o presidente do Instituto Agropolos do Ceará, Marcelo Pinheiro.

Também haverá duas exposições internacionais de cães, credenciadas pela Bélgica. Serão nos dias 18 e 19, com os juízes Wilfried Peper, da Alemanha, e Cesar Gutierrez Perez, do México. Outra novidade da feira será o museu com a história do evento. (Larissa Lima)

Fonte: Jornal "O Povo"


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