xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/07/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 julho 2009

Algumas questões sobre o recente conflito étnico na China - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Como o pedal acelerador de um automóvel em movimento, devemos assimilar a complexidade dos fatos por trás de grandes eventos. Como esta recente revolta na província de Xinjiang, no noroeste da China. Há um conflito étnico entre a minoria iugure e a maioria han que já provocou mais de uma centena de mortes e quase um milhar de feridos. As notícias são efetivamente relevantes para a China.

Milhares de militares na cidade de Urumqi; conflito faz presidente da China desistir da cúpula do G8; continuam conflitos étnicos e assim por diante. Compreender tal evento não é apenas repetir o mantra da ditadura comunista ou do perigo amarelo. Não se pode apontar apenas este ou aquele fator, mas efetivamente fazer-se a velha análise de conjuntura tão bem praticada em épocas passadas. E ao fazer tal análise não esquecer a estrutura do processo histórico inteiro na Ásia e a globalização do capitalismo, especialmente o financeiro.

O progresso chinês, como parte inalienável do mercado mundial de produtos e serviços, é estruturante para compreender o seu processo. Não é sem razão que os analistas das bolsas de valores no mundo todo têm um parâmetro de comportamento baseado no que se convencionou chamar “fator chinês”. O comportamento futuro do mercado e dos investimentos parece se orientar pela China. E claro a China, do ponto de vista externo, é vítima (ou numerador) deste processo de divisão mundial de mercadorias, capital e trabalho. Isso repercute internamente em assimetria de desenvolvimento entre províncias; grupos populacionais e pessoas.

A estrutura chinesa não foge ao padrão ocidental, mesmo nas democracias liberais: regiões bem adaptadas à globalização, dinâmicas e progressistas; ao lado de regiões excluídas, ressentidas e empobrecidas. Eis aí um fator estruturante dos conflitos. O outro certamente é a própria crise mundial, desacelerando relativamente a velocidade chinesa para modificar estruturas econômicas numa escala de milhões de pessoas a cada ano. Nestas ocasiões os mais ou menos suportam, mas aqueles que estavam na esperança e já sofridos pelo atraso relativo, não suportam e explodem.

Outra questão na China é um fator parecido com o que ocorreu na antiga Iugoslávia. Mesmo com o absoluto predomínio da etnia han, mesmo com a tentativa do regime em proteger as etnias em minoria, isso continua pesando. As minorias estão revoltadas por falta de oportunidades históricas e hoje querem separar-se da maioria. Por último um dado importante é o fator geográfico, especialmente num país continental como a China. Não é sem razão que as lutar étnicas mais recentes, com os tibetanos e agora com os iugures, ocorrem próximo das fronteiras com a Índia, Paquistão, Quirguistão, Cazaquistão e Mongólia.

Há um fator comum entre os dois conflitos (tibetano e iugures) que é o religioso. O budismo tibetano e o muçulmano. Considere-se que o fator étnico e o religioso são praticamente os mesmos, não se devendo apenas considerar a questão religiosa, até por não ser, no caso dos iugures, a questão central. A rigor também não foi diferente da questão tibetana. Só que a militância ocidental valorizou com simpatia o suposto lado do Dalai Lama, mas não igualmente com os sheiks e aiatolás.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Blog do Crato no Ritmo do Cariri Cangaço - O maior evento sobre lampião - De 22 a 26 de Setembro

É com grande satisfação que começamos a campanha de divulgação desse evento que será o maior já realizado sobre o cangaço, aonde estarão reunidas as maiores autoridades do mundo sobre o cangaço, e focando principalmente a figura de Virgulino Ferreira, o Lampião. De 22 a 26 de Setembro, no Cariri. O Blog do Crato e o Jornal CHAPADA DO ARARIPE dará toda a cobertura ao evento, inclusive com transmissões, reportagens e entrevistas. Em breve, a primeira entrevista sobre o evento, conecida ao Blog do Crato, pelo seu organizador, manoel Severo. O blog do Crato também colocará um banner que ficará exposto permanentemente na aba lateral direita. Prestigie, Divulgue, Participe!

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Reportagem: Patativa do Assaré é homenageado no Cariri - Antonio Vicelmo

Nota do Editor: O grande repórter do Jornal Diário do Nordeste ( e colaborador através de muitas matérias, do Blog do Crato ), Antonio Vicelmo, nos traz essa maravilha de reportagem sobre um dos grandes homens que bem representam a cultura e o povo do Nordeste: Patativa do Assaré.

Um homem de muitas virtudes. Assim foi destacado Patativa do Assaré (Foto: Antônio Vicelmo). Missa celebrada no município do Crato teve música cantada pelo padre Elias, em homenagem à Patativa do Assaré, que conquistou o mundo pela humildade.

Há sete anos, o poeta Patativa do Ceará deixava sua terra natal para alçar novos vôos. Desta vez, mais perto de Deus

Crato. A programação comemorativa ao aniversário de morte de Patativa do Assaré foi aberta com a celebração de uma missa, na quadra de esportes da Igreja de São Francisco, no Crato, que contou com a participação de mais de duas mil pessoas. A programação prossegue amanhã, em Assaré, com um almoço de confraternização da família do poeta que morreu no dia 8 de julho de 2002, há sete anos. No Crato, o ato religioso foi celebrado pelo padre Raimundo Elias, que reside em Portugal e encontra-se de férias no Cariri. De violão em punho, o celebrante abriu a cerimônia interpretando a música de sua autoria “Canta Patativa”, que identifica o poeta como um missionário da fé, da oração e da solidariedade. Durante o ritual, que durou mais de duas horas, foram apresentadas músicas e poesias de Patativa, declamadas pelo radialista e comerciante Chiquinho Feitosa. Na homilia o padre Raimundo Elias justificou que a celebração teve como objetivo resgatar os valores que foram defendidos pelo testemunho de vida de Patativa, um homem simples, pobre, sofrido e sábio, que encarnou princípios éticos e religiosos que foram esquecidos pela maioria da população atualmente.

“É a missão da expressão da nossa nordestinidade, estas características de cada povo, de cada gente, através das quais, nós somos reconhecidos”, definiu o celebrante, acrescentando que Patativa encarnou muito bem esse jeito de ser do nordestino. Além dessa identificação com o povo da região, o poeta resgatou os mais originais valores da comunidade.

O primeiro deles, segundo Padre Elias, foi à valorização de sua terra. Mesmo sendo obrigado a viajar, Patativa passou a maior parte de sua vida em Assaré, sua terra natal. Quem quisesse vê-lo, teria que subir a Serra de Santana. Este amor telúrico à terra natal representa o apego que o nordestino, o retirante, que é obrigado a deixar o sertão, tem pelas suas origens.

Valorização do povo

Outra virtude de Patativa era a valorização de sua gente, as pessoas iguais a ele, o que foge um pouco desse estereotipo de valorizar sempre pessoas diferentes, mais importantes, ricas e sábias. Segundo destacou o pároco, o poeta valorizava sua gente, a partir dele mesmo. Sabia a capacidade que tinha os valores e, com simplicidade, sabia se impor.

Outra virtude lembrada pelo padre Elias é que o poeta valorizava seu trabalho. Um trabalho simples, humilde, braçal que ele nunca abandonou. Sempre que podia, pegava o chapéu de palha, a roupinha surrada, a enxada e tomava o caminho da roça. Ele mostrou aquilo que os sábios de hoje já destacam em suas palavras: “que não há uma atividade superior, sublime ou sagrada. Há uma maneira sagrada de executar todas as coisas”.

Padre Elias afirmou que Patativa podia ser rico. No entanto, não aceitava concessões, dinheiro fácil. Sempre que alguém lhe oferecia presentes, ele fazia algumas reservas, porque não queria mudar seu estilo de vida. Nada que alterasse aquilo que foi opção dele, uma vida modesta. Nem por isso deixou de viver 93 anos, com bastante felicidade.

Nas homenagens, também foi mostrado que o poeta da nordestinidade era uma pessoa desapegada, que se mantinha independente em relação a coisas e pessoas, assegurando a sua liberdade. “Ele sempre defendeu a sua condição de homem livre. Nunca se curvou diante dos poderosos. Sua poesia missionária estava acima de todas as ideologias e partidos políticos”, afirmou.

A figura do servo sofredor também foi apontado durante o cerimonial. Na explicação do padre Elias, é o Patativa que se mostra como aquele que sofre todas as amarguras e dificuldades que o nordestino sertanejo sofre. “Pobre, sozinho e, por último, cego. No entanto, soube vencer o sofrimento pela capacidade de sofrer”.

Mas, como contraponto, também se pode ver no poeta o homem alegre e bem humorado. Basta ler as entrelinhas das poesias. É uma alegria bíblica que lembra a aparição do anjo à Nossa Senhora: “Alegra-te porque o Senhor está contigo, disse o anjo. Patativa tinha esta consciência muito lúcida de que Deus nos protege”, afirmou padre Elias.

Outro aspecto destacado foi o homem silencioso e solitário, que gostava de escutar a voz da consciência para depois falar alguma palavra abalizada.

EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO

Na vida, poeta declara amor ao sertão

Crato. Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, nasceu a cinco de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. É o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Foi casado com dona Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos. Publicou cerca de dez livros de poesias. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Está sendo estudado na Sorbonne, Paris, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do professor Raymond Cantel.

O poeta era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar aonde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. “Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão”, declamava com maestria.

Cresceu ouvindo histórias, os ponteios da viola e folhetos de cordel. Em pouco tempo, a fama de menino violeiro se espalhou. Com oito anos trocou uma ovelha do pai por uma viola. Dez anos depois, viajou para o Pará e enfrentou muita peleja com cantadores. Quando voltou, estava consagrado: era o Patativa do Assaré. Nessa época os poetas populares vicejavam e muitos eram chamados de “patativas” porque viviam cantando versos. Ele era apenas um deles. Para ser melhor identificado, adotou o nome de sua cidade.

Filho de pequenos proprietários rurais, ele inspirou músicos da velha e da nova geração e rendeu livros, biografias, estudos em universidades estrangeiras e peças de teatro. Também pudera. Ninguém soube tão bem cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino e a beleza de sua natureza. Talvez por isso, ele ainda influencie a arte feita hoje.

Como todo bom sertanejo, Patativa começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos quatro anos. No livro “Cante lá que eu canto cá”, o poeta dizia que no sertão enfrentava a fome, a dor e a miséria, e que para “ser poeta de vera é preciso ter sofrimento”.

Patativa só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Desde os 91 anos de idade, com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, “já disse tudo que tinha de dizer”. Patativa morreu em 8 de julho de 2002 na cidade que lhe emprestava o nome.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Jornal Chapada do Araripe


Jardineiro cria manejo inusitado - Por: Antonio Vicelmo

João Jardineiro cultiva vários pés de mamona para a extração de substâncias que, segundo afirma, revitalizam as eventuais doenças das plantas (Foto: Antônio Vicelmo).

Com práticas incomuns no cultivo de plantas, o jardineiro João Pereira recupera espécies vegetais em seu jardim

Crato. Imagine um pé de pequi na UTI, tomando soro. Pois é assim que o aposentado João Pereira da Silva, conhecido como “João Jardineiro” trata de sua Horta Viva, que conta com 1.200 mudas de pequis e plantas medicinais. A “Unidade de Terapia Intensiva”, onde o jardineiro “interna” as plantas doentes para tratamento, funciona em um canto de muro. O soro utilizado para recuperação das plantas é uma solução de ferro, cobre e leite de mamona, onde as plantas, em estado grave, são submersas.

Com este método inusitado, o velho jardineiro mantém o maior viveiro de mudas de pequizeiros da região, uma planta de difícil germinação. Nem mesmo o Horto Florestal da Prefeitura, localizado no Ibama, consegue manter um estoque de mudas de pequi. A chefe da Floresta Nacional do Araripe (Flora), Verônica Figueiredo, diz que a reprodução do pequizeiro tem um segredo. Não é à toa que pouca gente consegue a germinação da semente foram do seu habitat, o solo da Serra do Araripe.

O pequizeiro, segundo Verônica, apresenta o que os serranos chamam de “dormência.” Ele tem três tipos de impedimentos para germinar. Primeiro, a camada amarela contém uma substância que impede a evolução da planta. Depois, a barreira de espinhos dificulta a absorção de água pela amêndoa. Finalmente, a “quebra da dormência”, que, na verdade, é uma adaptação da espécie às condições ambientais. A semente entra em estado de repouso para germinar na estação mais propícia ao seu desenvolvimento, garantindo a perpetuação da espécie.

João Jardineiro revela que o segredo é a utilização do soro à base do leite e do óleo de mamona. A mesma planta é utilizada como biocombustível e na fabricação de óleo de rícino, antialérgico e fungicida. Para isso, ele cultiva vários pés de mamona dentro da Horta Viva para a extração de substâncias que, segundo afirma, revitalizam e curam as eventuais doenças das plantas.

A mamona é uma cultura industrial que tem como principal objetivo o óleo. Da espécie tudo se aproveita: a torta, as folhas, as hastes. É conhecida desde a mais remota antigüidade. Atualmente os principais produtores são o Brasil, destacando-se a Bahia, e a Índia.

Com 50 anos de experiência e uma grande paixão pelas plantas, o jardineiro não quer nem ouvir falar em agrotóxicos que, para ele, prejudicam os organismos vivos. Ele garante que o soro extraído da mamona é suficiente para manter o seu viveiro saudável. A horta funciona num quintal de 200m², localizado na Avenida José Alves de Figueiredo, na margem do canal do Rio Granjeiro. No momento, João está fazendo uma experiência, tendo em vista a reprodução de mudas de maçãs, uma fruta que ainda não é cultivada no Cariri.

Mais informações:
Horta Viva
Avenida José Alves de Figueiredo, S/N, Crato
(88) 9945.0796
(88) 9218.2065

ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe


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08-07-2009
Boletos do IPTU são entregues na Prefeitura do Crato


A Secretaria de Finanças do Município do Crato comunica aos contribuintes que está sendo realizada a entrega dos boletos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), exercício 2009, e que o vencimento da cota única ou 1ª parcela será no dia 27 de julho. Os contribuintes que optarem por pagar o IPTU parcelado deverão comparecer à Prefeitura, após o pagamento da primeira parcela, com a finalidade de receberem as parcelas restantes. Quem optar pelo pagamento em cota única até o dia 27 de julho de 2009 tem desconto de 25%, no caso de estar em dia com o fisco municipal e de 10% para os demais contribuintes. Quem não receber o seu boleto, principalmente os proprietários de terrenos ou os que tiverem alguma divergência de dados, devem comparecer à Prefeitura Municipal, a partir do dia 15 de julho, para regularizar a sua situação.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

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