xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/07/2009 | Blog do Crato
.

VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

06 julho 2009

Notícias do Crato para o Dia 07 de Julho de 2009


07-07-2009

Mobilização Social promove palestra sobre hanseníase

A Secretaria de Saúde do município do Crato, através do Núcleo de Mobilização Social, esteve realizando visitas domiciliares ontem na localidade de Sertãozinho, onde foram disponibilizadas informações acerca de cuidados, prevenção e sintomas da hanseníase, vulgarmente conhecida como lepra. Amanhã, as 19 horas, na capela da Comunidade de Sertãozinho será realizada uma palestra sobre hanseníase para toda a comunidade, o palestrante será o técnico Erivaldo Rodrigues.

A Mobilização Social do Crato vem desenvolvendo um trabalho educacional no que diz respeito a fornecer informações sobre as características da doença conhecida como lepra, bem como a importância de um diagnostico, o cuidado com o contágio. E chama a atenção! A Hanseníase é uma doença grave, mas tem cura e o tratamento é simples, gratuito e realizado em postos de saúde.

Comunicado CRAS do Muriti

A Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Ação Social, em parceria com o do CRAS Muriti, comunica que as crianças que receberam os convites para uma oficina infantil, estejam presentes no referido CRAS, hoje, terça-feira, 7 e amanhã, quarta 8 no horário das 09 horas da manhã.

Vigilância Sanitária inicia trabalhos de inspeção nesta quarta

O Departamento de Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde do Município, iniciará a partir da próxima quarta-feira, o trabalho de fiscalização nos motéis, hotéis, restaurantes, lanchonetes e afins por toda cidade, tendo em vista o início da Exposição do Crato, com abertura no próximo domingo. Também no parque, todas as barracas e comércio ambulante de alimentos passarão por inspeção da Vigilância. Os agentes estarão prestando um serviço de orientação aos barraqueiros e a população, durante todos os dias de realização da festa. Um quiosque será instalado no local, no intuito de receber denúncias e prestar esclarecimentos. Semana passada, representantes de todas as secretarias estiveram reunidos na Prefeitura Municipal, com o objetivo de discutir os serviços que serão prestados à população durante o período da festa, além da montagem do stand da prefeitura municipal, dentro do parque. No espaço, estarão sendo expostos para a população os projetos desenvolvidos pela administração, além de serviços de orientação que poderão ser prestados aos cratenses e aos visitantes durante a ExpoCrato.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Festas Juninas - Por: Roberto Jamacaru


O mês de Junho (Joanino) é o sexto mês dos calendários Juliano e Gregoriano e possui 30 dias. É nesse período que a comunidade católica aproveita para festejar os seus santos mais populares: Santo Antônio no dia 13, São João no dia 24 e São Pedro no dia 29.

Se Santo Antônio tem a emblemática de Santo Casamenteiro e São Pedro a de Guardião das Chaves do Céu, São João, no Brasil, é, de todos, o mais festejado. Diz a lenda que a tradição da fogueira, símbolo de sua festa, adveio de um acordo firmado pelas primas Maria e Isabel. Esta teria de fazer uma fogueira, no cume de um monte, para avisar que estava preste a nascer seu filho, João Batista, para só então Maria vir em seu auxílio. Mas foi somente a partir dos séculos IV a VI que o catolicismo passou a associar a lenda à tradição.

Nos séculos seguintes, dado às influências dos costumes chineses com seus fogos de artifícios, dos franceses com suas danças marcadas; dos portugueses e espanhóis com a folia das fitas e das tradições gastronômicas afro-indígena, a festa de São João passou a ter, além da fogueira, a dança, a crendice, as simpatias e o muito de comida típica. No entanto foi no meio rural, junto aos ritos de homenagens às boas colheitas, que ela encontrou, na chamada comunidade matuta, uma maior aceitação popular.

Sob às marcações rítmicas das evoluções chamadas de balancê, anarriê, cinturinha, olha a chuva, passeio, entre outras, os casais, junto com o par de noivos, o Delegado, o Padre, ficavam dançando até o sol raiar. Junho de 2009... Assistindo às programações juninas (as quadrilhas em especial)de várias cidades do Nordeste brasileiro, e mesmo sem querer dar uma de saudosista e retrógrada, confesso que senti a ameaça modernista desfigurando o sentido da dança e dos festejos da Festa de São João. O que antes era um folguedo matuto, regado à aluá, cachaça e saciado com pé-de-moleque, bolo de macaxeira, batata assada, mugunzá, canjica, milho assado, cocada, entre outros, hoje, a cerveja, o uísque e a droga são quase a unanimidade nesses ambientes.

A própria música, a dança e os trajes dos participantes, que antes retratavam os costumes da roça, hoje, sem crítica preconceituosa, mais lembram um baile carnavalesco ou um cam-cam, dado ao som eletrônico, o exagero das coreografias e a uniformidade que descaracterizam as vestes. Em uma dessas sintonias chequei a visualizar uma noiva vestindo, ao invés do vestido e do véu tradicionais, um minúsculo arranjo no cabelo, um espartilho; tão somente uma calcinha, meia cumprida transparente e um moderno par de sapato alto. Puxando a quadrilha, um barulhento trio-elétrico substituía o tradicional trio forró pé-de-serra.

Bom, não tenham dúvida que em breve, muito em breve, teremos uma noiva vestindo apenas um véu e um tapa-sexo. Isto porque o São João está ficando nas mãos dos empresários das bandas de forró e dos donos dos trio-elétricos da Bahia. Ou seja, o que era alegria pura, louvor, comemoração e tradição, virou competição, exploração mercantil, apelo sexual e execução sumária dos nossos costumes. Cadê a chuvinha? Cadê o vestido de chita? Cadê o arrasta-pé? Cadê a naturalidade, a tradição, a simpatia, o rojão, o quentão, a emoção, o coração, o São João....

“Ai que saudade me dá, das noites de São João.
Das noites tão brasileiras, das fogueiras, sob o luar do sertão...
Meninos brincando de roda, velho soltando balão,
Todos em volta da fogueira, brincando com o coração.
Aí que São João dos meus sonhos, ai que saudoso sertão... Ai, ai”

Luiz Gonzaga







Por: Roberto Jamacaru
Fotos: Pachelly Jamacaru

Cariri Cangaço - Lampião, Cangaço e Cordel - Por: Manoel Severo


O cordel, no decorrer dos tempos, desde seu surgimento no Brasil, contribuiu para a autenticidade e reconhecimento da cultura nordestina, centrando-se mais na oralidade e trazendo consigo elementos eruditos agregados ao popular, tendo como aspecto marcante a reivindicação social e política, onde o poeta não é só o repórter da realidade, mas interfere nela, tentando modificá-la com o seu discurso lírico e avançando diante das temáticas de cangaceiros, de bichos que falavam de princesas e cavaleiros andantes.
A sua origem remete-nos à Espanha e Portugal, de modo que no Nordeste, obteve grande desenvolvimento, por diversas maneiras, principalmente através da oralidade. O nome Literatura de Cordel, oriundo da maneira como os folhetos eram encontrados à venda nos mercados e feiras, passou por diversas etapas, em seu desenvolvimento, até chegar atualmente ao mundo virtual e computadorizado, dando mais visibilidade à essa expressão cultural.
A Literatura de Cordel e também a Xilogravura aparecem como elementos que têm, em seu bojo, uma ligação com a temática do Cangaço, já que, tanto os cangaceiros, quanto os poetas populares, utilizavam e ainda utilizam o fenômeno do cangaço como mote para composição de suas quadras, poesias e cantorias.
Nos momentos escassos de paz, os cangaceiros achavam tempo para compor poemas, quadras, músicas e cantorias, versejando romances, vitórias, glórias, e muito mais. Havia bons poetas e cantadores entre os grupos, a exemplo de Gitirana, considerado o maior improvisador do cangaço, Zabelê e o próprio Lampião.

Além dos próprios cangaceiros em suas criações poéticas, incontáveis cantadores, poetas e repentistas, vendedores de cordel nas feiras sertanejas também cumpriam com sua parte, na propagação do mito lampiônico, relatando em seus versos os acontecimentos e fantasias a respeito do Rei do Cangaço, o que foi um dos fatores marcantes para a circulação das “notícias” do cangaço. Hoje temos grandes nomes na arte de criar os livretos e xilogravuras, concentrados, na grande maioria por todo o Nordeste e o que vemos é que Lampião e o Cangaço são temas que, até hoje, servem de inspiração para suas artes.

Essa e muitas outras histórias sobre as ligações entre CANGAÇO E CORDEL estarão sendo exposta pelo jovem pesquisador e escritor de Paulo Afonso; Rubervânio Lima, tudo isso em setembro, no I Seminário Cariri Cangaço, aqui, na região mais bonita de nosso querido Ceará.

TEXTO: Manoel Severo.

VERA MAYSA E MARCÃO - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Vera Maysa não contempla, age com as armas que tem: sou presidente de terreiro. Alguém pergunta: existe isso na macumba? Vera responde: numa terra de medrosos, de gente intimidada, o que vale é ser presidente, chefe, senador. Ninguém vai respeitar ser mãe de santa. E ela ameaça desde que contrariada: o teu nome já está subindo lá. Entre aquela maldade da escravidão e as entidades desconhecidas não tem branco com culpa no cartório que não se desespere. A poderosa casa grande tem seus momentos de pavor com a senzala.

Mas Vera Maysa é estruturalmente uma casa grande, corpanzil sem cintura, mamas volumosas despencando com a gravidade em altura e intensidade distintas, a bunda étnica e o vozeirão de cantora de jazz. Além do mais é funcionalmente uma casa, carrega numa bolsa pesada a própria pousada.

Diz o pessoal da terra que ali trabalha por acidente de edital de concurso público. A prefeitura lançou o edital e nele deu conhecimento que pagaria o transporte coletivo do aprovado e em exercício. Esqueceu de dizer que isso se limitaria a ônibus com duas portas.

Vera Maysa mora em Nova Iguaçu e vai de ônibus interurbano até o “Vale do Paraíba” trabalhar. Para um salário que pouco ultrapassa o mínimo, sai para a prefeitura por mais de três mil reais. Mas ela é quem faz a gestão dos gastos, resultado: tenho direito, preciso sustentar meus filhos. Se ameaça houver, olhe o terreiro aí gente!

Na frente do prédio em que a burocracia central da saúde se abriga e se arma com a maldade da inveja e da disputa, Vera balançando o corpo ameaçador e levantando os braços faz seu canto de guerra. “Não entrei pela janela. Sou concursada. Passei em décimo lugar.” E toda a rigidez da hipocrisia diária se acoelha diante daquele ente que a senzala forjou.

Vera é decidida. Usa as armas que o mundo tem. Se ele se faz com fantasia, assim ela se veste; se é pela força, igual poder tem; se é pela lei, ela evoca; se pela fé, ela ameaça. Se pelo dinheiro, ela compra.

Marcão, cheiroso, lustroso, alinhado. Malandro até no nome. Quando é tempo de eleições tem um verdadeiro colégio eleitoral para trocas políticas. Se o acordo não se cumpre, Marcão vira bicho e destrói a fama eleitoral e política do traidor.

Chega para uma amiga: irmãzinha hoje estou na maior. Recebi um telefonema bem aqui no meu celular. Uma dona que tem apartamento em Copacabana lá no Rio, que possui grana para se divertir, se diz apaixonada por mim. Marcou encontrou no bar no Zezim e hoje estou por cima.

No balcão tomando uma cerveja. Esperando a mulher. Aí para azar chega uma colega de secretaria e Marcão exaltado: nem fique aqui por perto. Pegue, eu pago uma cerveja, vá sentar lá naquela mesa que estou esperando um encontro. Nem fique, pode ir andando, nem precisa dar boa noite. Depois Marcão e a demanda continuam. Aquele era um dia de azar, mais duas amigas chegaram e foram para a mesa dos fundos por contra de Marcão.

Ele já preocupado. A dama do encontro nem sinal. Os colegas rindo pela espera dele desde o fundo do bar onde se encontram, Marcão gastando com mais uma cerveja. E o tempo de validade do desodorante? Por isso carrega o cheiroso num dos bolsos da calça. Os minutos não param.

Nisso entra Vera Maysa, com o corpanzil torto, por força da bolsa que carrega a título de moradia. Marcão não acredita. É a própria, se diz apaixonada. Marcão se desculpa, não dava para encarar. Finalmente o tiro mortal. A ganância de dinheiro: um pacote de notas de cinqüenta se ele for dormir com ela. Com tudo pago.

Marcão vacila. “Você sabe que eu gosto de dinheiro.” A visão do dinheiro é uma pedra imantada, o corpo dele vai ao encontro. Um olho na sedução do vil metal e o outro na forma de Vera Maysa. Grande dilema aquele do Marcão. Como juntar uma fantasia que justificasse a soma da grana?
Não deu. Marcão se armou de uma desculpa de porta dos fundos.

Evadiu-se da cena antes que as partes do despacho se juntassem.

Isso é o relato dele. Ninguém conferiu com Vera Maysa e seu imenso poder de vontade.

José do Vale Pinheiro Feitosa

Encerramento do VI Festival Junino de Ponta da Serra

Aconteceu nesta noite de domingo, 05.07, a grande final do VI Festival Junino de Ponta da Serra, que teve como tema principal “ O Melhor do Nordeste é a Nossa Cultura”
Mais uma vez a quadrilha local “Arraia do Mameleiro” fez a abertura da ultima noite com uma bela apresentação. Em seguida vieram as três finalistas do festival: Arraiá Raízes do Cariri, Arraiá Danado de Bom e Arraiá Chique Xique. Depois foi a vez dos meninos do projeto Verde Vida se apresentarem com algumas peças culturais.
Foram 4 noites de grande festa e animação, envolvendo várias comunidades do distrito e dos municípios participantes.
APRSENTAÇÕES:
Primeira noite: Quadrilha da Alegria, de Miragem; Raízes do Cariri, de Crato.
Segunda noite,: Arraiá Danado de Bom, de Nova Olinda; Arraiá Nordestinando, de Juazeiro e Arraiá do Gonzagão, de Juazeiro.
Terceira noite: Arraia Chamego Nordestino, de Juazeiro; Arraiá Princesa do Cariri, de Crato; Arraiá Rojão do Sertão, de Juazeiro e Chique Xique, de Juazeiro.
Resultado final
Marcador: Edvan Silva da Quadrilha Chique Xique
Noivos: da Quadrilha Chique Xique
Rainha: 1º lugar Beatriz - Quadrilha da Alegria, da Vila Miragem - Caririaçu;
2º lugar Sandra do Arraia do Chique xique
3º lugar Raquel do Arraia Raízes do Cariri
Quadrilhas1ª - Arraiá Danado de Bom, de Nova Olinda 143 pontos, tetracampeã.
2ª - Arraiá Raízes do Cariri, do Seminário em Crato, com 140 pontos
3ª - Arraiá do Chique Xique, de Juazeiro do Norte, com 138 pontos
Premiação: Foram oferecidos troféus e prêmios em dinheiro para as quadrilhas, as rainhas, os noivos e marcador.
Premiação para as quadrilhas:
1º lugar R$ 800,00
2º lugar R$ 400,00
3º lugar R$ 200,00
Premiação para a rainha:
1º lugar R$ 50,00
2º lugar R$ 30,00
3º lugar R$ 20,00
Premiação para o melhor marcador: R$ 50,00
Premiação o melhor casal de noivos: R$ 50,00
Premiação para a quadrilha local Arraia do Mameleiro: R $ 200,00
O evento, que teve a apresentação da Professora Lúcia Helena Brito, se deu, de 2 a 5 de julho, na Quadra Poliesportiva Raimundo Ribeiro de Matos, foi uma realização da E.E.I.E.F Professor José Bizerra de Brito e Jops - Jovens à Procura de Sabedoria e contou com a parceria da Malungo Produções e Nossa Agência Associados.Neste ano o festival teve a participação de 9 quadrilhas concorrentes, além da apresentação especial da Quadrilha Arraiá do Mameleiro de Ponta da Serra, na abertura e encerramento

Postado por Antonio Correia Lima

Edições Anteriores:

Setembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30