xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 26/06/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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26 junho 2009

As Drogas e os Paraísos Artificiais - Texto enviado por Mônica Araripe

Drogas: para onde vamos com isso?

Há muita controvérsia a respeito do que vem a ser droga. A conceituação é variada e a postura em relação aos resultados derivados do uso e aos usuários também varia. Só há consenso, ao menos formal, no que diz respeito à convicção de que droga não representa algo bom. Tanto que quem a combate afirma que “droga é uma droga!”

Hoje se diz que droga é toda substância utilizada para produzir alguma alteração nas sensações, na consciência, na emoção. Essas mudanças podem diminuir ou aumentar as atividades mentais, podem alterar a capacidade de percepção. As substâncias podem ser, também, legais (álcool ou cigarro) ou ilegais (maconha, cocaína, mela), e até medicinais (todo medicamento, a rigor, é uma droga!). Alguns são mais rigorosos e afirmam que toda substância industrializada é uma droga.

Em geral há uma certa tolerância em relação às drogas legalizadas, como o cigarro e as bebidas. As eventuais condenações a elas se devem não ao seu poder de produzir dependência, que é uma das características da droga, mas aos problemas de saúde que derivam de seu uso. Essas, “drogas legalizadas” já entraram no mercado e fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Basta observar a reação de uma pessoa ao ver alguém fumando um cigarro de uma marca qualquer e a mesma pessoa ficar sabendo que outro alguém está fumando maconha. Há um que de inquietação com relação à maconha e relativa aceitação para com o cigarro. E isso pode ser aplicado às outras drogas. Dá um certo status algumas latas de cerveja, mas com relação ao crack...

Embora se saiba dos malefícios do cigarro e do álcool, a propaganda de primeira linha leva a população a aceitar que as pessoas usem essas drogas. Como não há propaganda e, pelo contrario, há um clima geral de repressão à cocaína, maconha, crack, heroína, LSD, Ecstasy, a postura geral é de repulsa. E, o que é pior, condena-se tanto o usuário como o traficante.

Essa, portanto, é uma discussão pertinente: o juízo a respeito do usuário. Ele deve ser visto como vitima ou criminoso? E o traficante, pode ser visto como um trabalhador, defendendo seu "ganha pão"? Num mundo de desemprego crescente, servir de “mula” e receber alguns trocados para alimentar os filhos pode ser considerado crime? O crime maior é usar ou vender-distribuir? Como deve ser encarado o pequeno e o grande distribuidor? O que dizer do inegável envolvimento de membros da polícia, uma vez que são presos quase que só os pequenos distribuidores e usuários ao passo que os grandes permanecem quase inatingíveis?

Outro bloco de questionamento é a relação que a família deve ter com a pessoa usuária. Até recentemente a postura era tentar fazer, a todo custo, o usuário deixar seu "vício". O foco era sempre a Droga e seus malefícios. Mas já se desenvolve um novo raciocínio: ao frisar o ataque contra a droga, na verdade o que acontece é um reforço da mesma. O mesmo raciocínio vale quando se fala nos malefícios. Também aqui a droga acaba se evidenciando mais do que os males por ela provocados.

A nova postura, que se desenvolve na atualidade é de não negar os danos, mas reforçar a necessidade de demonstrar amor e receptividade para com o usuário. É necessário compreender a situação que leva a pessoa ao uso para mostrar que existe algo melhor; que a vida vale mais e deve ser preservada e valorizada acima de tudo; que um problema não se soluciona com outro...

E quais seriam as situações que levam ao uso de droga? Os mecanismos são os mais variados e complexos: carência de amor familiar; desvalorização da vida; problemas aparentemente insolúveis, para o indivíduo; depressão; a existência sem sentido. As causas são as mais variadas e de origem as mais diferentes. Mas, basicamente, todas as soluções apontam para um só caminho: a vontade do usuário em sair dessa, em busca de uma melhor. Embora, no momento o melhor para essa pessoa pareça ser permanecer usando a droga. Mais ainda, usar a droga é a solução de um problema, portanto o deixar de usar tem que ser apresentado como uma solução melhor do que aquela que está sendo dada com a utilização da droga. E essa solução nem sempre é evidente, na maioria dos casos precisa ser buscada pelo grupo familiar.

Também é bom quebrar um estereótipo sobre o fornecedor. Em geral as pessoas recomendavam cuidado com os estranhos, acreditando que nele residiria o perigo das drogas. Hoje se sabe que o grupo de amigo é o caminho mais próximo para se chegar ao vício. Portanto não se deve ficar preocupado com o perigo da droga vinda dos estranhos, mas cuidar com as companhias. A droga entra pela porta dos amigos e não pelos eventuais contatos com estranhos.

A questão Droga, portanto, além de ser encarada como um problema de saúde, social, econômico, familiar, pode ser visto como problema filosófico. Dentro dessa perspectiva se pode analisar o problema da liberdade: usar ou não usar: quem usa é livre para usar? Mas como entender a relação de dependência por ela produzida? Além disso, essa é uma questão inter-relacionada com outras: família, educação no que diz respeito aos resultados de seu uso; de segurança pública, visto que se diz que o mundo do tráfico é violento; produz uma questão ética, visto que no mundo da droga se manifestam outros valores, diferentes daqueles já cristalizados pela sociedade; manifesta, também um problema cultural, uma vez que os valores que se chocam produzem manifestações antagônicas: o mundo do tráfico x o mundo da sociedade que a combate.

Apenas para ver como a problemática da droga está relacionada como a família, leia, agora, esta mensagem de Dorothy Low Nolte, com o significativo título: As crianças aprendem o que vivem

Se a criança vive com críticas,
aprende a condenar!
Se a criança vive com hostilidade,
aprende a agredir!
Se a criança vive com zombaria,
aprende a ser tímida!
Se a criança vive com humilhação,
aprende a se sentir culpada!
Se a criança vive com tolerância,
aprende a ser paciente!
Se a criança vive com incentivo,
aprende ser confiante!
Se a criança vive com elogios,
aprende a apreciar!
Se a criança vive com retidão,
aprende a ser justa!
Se a criança vive com segurança,
aprende a ter fé!
Se a criança vive com aprovação,
aprende a gostar de si mesma!

Se a criança vive com aceitação e amizade,
aprende a encontrar amor no mundo!

Não pretendo ser modelo para ninguém, nem dizer o que cada um deve fazer. Mas que tal continuar a reflexão?

Neri de Paula Carneiro – Mestre em Educação Filósofo, Teólogo, Historiador

Texto enviado por Mônica Araripe, por ocasião do Dia de Combate às Drogas


Leia Hoje no CHAPADA DO ARARIPE...


chapada 26-06-2009

www.chapadadoararipe.com

O Diário do Cariri

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Lula afirma que imprensa tradicional perdeu "poder" para a internet


Brasília - Ao visitar o 10º Fórum de Software Livre, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (26) que a imprensa tradicional perdeu “poder” para a internet. Segundo Lula, com a rede mundial de computadores, não há mais detentores de informação privilegiada.

“Estamos vivendo momento revolucionário da humanidade. A imprensa já não tem mais o poder que tinha alguns anos atrás. A informação já não é mais uma coisa seletiva, em que os detentores da informação podem dar golpe de Estado. A informação não é uma coisa privilegiada. O jornal da noite já está velho diante da internet”, disse o presidente.

Lula retorna para Brasília ainda hoje.

Fonte: Agência Brasil

Formação Continuada para Professores das Escolas Públicas

Estão abertas as pré-inscrições para o Curso de Prevenção ao uso de drogas para educadores de escolas públicas Professores, coordenadores e gestores de escolas públicas dos anos finais (6º ao 9º ano) ou séries finais (5ª a 8ª) do ensino fundamental e do ensino médio de todo o país têm até 06 de julho para realizar a pré-inscrição no Curso de Prevenção ao Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas.
A capacitação, oferecida pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, na modalidade à distância, terá duração de quatro meses, carga horária de 120h e certificado de Extensão Universitária, emitido pela Universidade de Brasília (UnB).
O curso tem como objetivo capacitar educadores de escolas públicas para o desenvolvimento de programas de prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco no contexto escolar.
Professores, participem e tenham a formação necessária para trabalhar esta temática na sua sala de aula.
Maria Otilia

Senado reembolsou até R$ 25 mil por ligações residenciais de parlamentares


Primeiro secretário justificou que telefones são de uso 'funcional'. Roseana Sarney foi a senadora que recebeu maior reembolso.

O primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes, justificou nesta sexta-feira (26) o reembolso de gastos com ligações feitas a partir de telefones residenciais pelos colegas da Casa. Reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal "Correio Braziliense" revela que o Senado reembolsou 21 parlamentares por despesas com telefone residencial.

Levantamento feito pelo próprio Senado sobre ordens bancárias emitidas pela Casa nos últimos 30 meses e que tiveram senadores como beneficiários mostra quais senadores tiveram dinheiro depositado na conta para custear ligações residenciais. No total, desde janeiro de 2007, foram reembolsados R$ 209,5 mil.

"O reembolso foi um ato aprovado pela Mesa Diretora. Näo há nada de errado. Vamos continuar reembolsando os parlamentares", afirmou Fortes.

No período, a ex-senadora Roseana Sarney (PDMB-MA), que renunciou ao mandato em abril passado para assumir o governo do Maranhão, foi quem mais teve gastos custeados pela instituição. Ela recebeu R$ 25,1 mil. Na sequencia, aparecem Romero Jucá (PMDB-RR), com R$ 18,3 mil, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), R$ 16,3 mil, e José Sarney (PMDB-AP), R$ 15,3 mil.

Por meio da assessoria, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, alegou que o reembolso para ligações residenciais não representa uma ilegalidade. Os R$ 25,1 mil gastos desde janeiro de 2007 são justificados, segundo a assessoria, em função da posição que Roseana ocupava nesse período como líder do governo no Congresso.

Já o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), também por meio de assessoria, justificou que era líder do partido até fevereiro deste ano e, por esse motivo, tinha direito à verba de R$ 1 mil para gastos com telefone, o que justificaria as despesas de R$ 16,3 mil registradas no telefone de casa.

O G1 procurou os senadores e as assessorias do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), mas não teve retorno das ligações. Jucá recebeu R$ 18,3 mil pelas ligações residenciais. Sarney, R$ 15,3 mil.

Caráter funcional

Segundo o primeiro secretário, as despesas realizadas pelos parlamentares a partir de telefones residenciais são de caráter "funcional", justificadas, por tanto, pelo exercício do mandato. "Esse é um dos benefícios do Portal da Transparência. As pessoas ficam sabendo o que está sendo gasto no Senado. Essa questão não gera problema porque os telefones das casas dos senadores não são de uso pessoal, são de uso funcional" justificou Fortes.

Um dos defensores do licenciamento do presidente da Casa, José Sarney, o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) afirmou que ficou surpreso com os valores gastos com telefone. "Não vou nem comentar, porque tenho vergonha de dizer que não sabia. Não tinha conhecimento de que era possível um negócio desses", afirmou Simon.

O Senado banca até R$ 500 mensais com despesas de telefone residencial dos parlamentares, uma das cotas que compõem a ajuda de custo que os senadores têm direito. A assessoria de Epitácio Cafeteira entrou em contato com o G1 para informar que o senador era líder e por isso tinha direito a R$ 1 mil mensais.

Fonte: G1

Você pagaria 100 mil para escutar FHC ? - Alguns pagam...


Pois a FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará) em comemoração a seus 90 anos esta fazendo uma série de ciclo de debates (convidando conferencistas de todo o país). No dia 30 de julho será a vez do pior presidente eleito pelo povo bobo da história deste país, FHC em carne, alumínio, madeira e osso, (preparem os sapatos cidadãos sábios de Fortaleza!).

O ex-terrorista, ou melhor, ex-presidente da república cobra 150 mil para dar palestras, mas a turma endinheirada do Ceará gosta de uma pechincha sem fim, e conseguiram 50 mil de desconto (por intermédio do homem superior das mudanças) do sábio dos neoliberais (entretanto, o magnata das palestras não dispensou o seu assessor particular e um segurança para segurar os sapatos de solas gastas na Praça do Ferreira). A FIEC vai pagar 100.000,00 (cem mil) para escutar FHC falar por alguns minutos. Seria a mesma coisa de jogar dinheiro no lixo? Não seria melhor pagar bem menos e chamar toda a turma que faz humor em Fortaleza? A diversão seria a mesma (por mais tempo), e mais um sorriso extra de economia.

Agora queremos a sua opinião. Realmente neste mundo tem doido para tudo, mas quanto você pagaria para escutar as idiotices do mestre FHC?

Por: Tiago Viana

Mais uma vez o Jornal O Estado dá uma aula na concorrência


Será que a gripe que nem chegou ainda ao Ceará é mais importante do que uma medida que poderá proteger para sempre uma imensa área verde de dunas e de mangue em Fortaleza? Futuras gerações um dia irão ver as manchetes dos jornais de hoje e repudiar a importância que alguns jornais dão ao meio ambiente.

Todos os três jornais mais vendidos de Fortaleza publicaram a matéria falando sobre o polêmico projeto de Lei que transforma o entorno do rio Cocó em Área de Relevante Interesse Ecológico (era obrigação a exposição). Todos também publicaram a reportagem como matéria de capa. No entanto, apenas o
Jornal O Estado deu relevância espacial como manchete principal, um realce que chama atenção dos leitores e direciona a leitura (uma grande foto evidenciava a manchete). Concebeu aos seus leitores a devida e merecida importância da notícia.

Enquanto o Jornal O Estado faz escola para os demais concorrentes, o Diário do Nordeste preferiu dar mais importância ao toque de recolher no interior do que a conquista de luta da sociedade fortalezense. No cantinho minúsculo na parte inferior da capa dá a manchete que se confunde com outras, com o grau de importância imensamente menor.

Já o Jornal O Povo dá mais realce ao adiamento da abertura das trilhas do Parque do Cocó do que sua conquista para preservação as futuras geração, e assim, poderem fazer, em paz e para sempre, estas mesmas trilhas interditadas por conta de passagens alagadas. No Jornal O Povo a notícia “Dunas do Cocó viram área de interesse ecológico” vem abaixo da manchete principal, mas com espaço bem reduzido a manchete principal (que fala sobre os riscos da gripe avançar durante as férias) e a manchete secundária (a greve afeta os vestibulandos, com relevante espaço fotográfico).
Sabemos que as notícias de toque de recolher ou greve afeta vestibular ou a danada da gripe são importantes, mas todas poderiam ter sido publicadas em outros dias com o mesmo destaque (ou hoje mesmo em menor relevância espacial), a notícia do projeto de Lei que preserva o Cocó foi a mais importante para a cidade, para seu povo e mereceria uma maior abordagem de espaço, e maior destaque nas capas dos jornais (coisa que só ocorreu no Jornal O Estado). A quem interessa menosprezar esta conquista do povo de fortaleza? Qual o critério utilizado pelos jornais para publicar notícias com mais realce e destaques em suas primeiras páginas? A que interesse os jornais estão dando prioridade? Com a palavra os editores e donos dos Jornais O Povo e Diário do Nordeste.
Ache bom ou ache ruim, não basta apenas publicar por publicar a notícia, é isto!

Por: Tiago Viana - Do Blog "Rastreadores de Impurezas"

Os Novos Marqueses - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Numa civilização de alta capacidade produtiva, em processo hierarquizado, tende a ocorrer um enorme desperdício enquanto as pessoas passam fome. Hoje o Michael Jackson morre como se fosse um membro da nossa família. E Jackso é o paradigma da produção vertical da música mundial: tinha um rancho de milhões de dólares e que gastava por ano mais de dez milhões para ser mantido, chamado Never Land. Enquanto a fantasia milionária se expandia, milhares poderiam se alimentar e possuir a terra do sempre para uma vida material necessária.

Qual o problema das grandes riquezas? É que elas consumem enorme quantidade de recursos, construída pelo trabalho e que poderia gerar progresso de um número maior de pessoas. E na psicologia social assim como gera o vitorioso, o ídolo, o ícone, também revela a inveja, o privilégio, a imputabilidade e a revolta popular. Examinem e vejam se não é o caso, por exemplo, do Senado Federal.

Um grupo de brasileiros, representantes do povo, adota uma posição hierarquicamente superior, funcionam como verdadeiros marqueses da república (anacronismo em estado bruto). Para não se ocuparem com a cozinha de sua instituição, delegam a burocratas nomeados por eles, a tarefa de manter a mordomia da corte. Um marquês tem um emprego para o neto aqui, outro facilita uma negociação ali e lá longe outro recebe um apartamento funcional para algum empregado doméstico. Resultado, o próprio marquês se torna devedor do burocrata. Inverteu o fluxo: o burocrata também é Marquês.

E poderia chegar a mais. Eles aprendem o caminho com facilidade, basta que eles mesmos controlem a mídia, para não acontecer o que aconteceu com o Zogbi e o Agaciel. O azar foi a oposição querer destruir o esquema da situação no Senado, a mídia também querendo, tudo tem curso, um escândalo atrás do outro feito rosário. Juntando a isso a revolta dos Marqueses com os burocratas que passaram a chantageá-los, o caldo está feito. Igual também, todos lembramos, na roda da Câmara dos Deputados.

Aí eu olho para as nuvens pesadas desta tarde de frente fria aqui no Rio e imagino que os capitalistas estão se comendo. Agora é a Globo com seus salários milionários olhando para os salários milionários da Petrobrás. Privilégios, tráfico de influência, juros subsidiados, chantagem jornalística, donos ricos e empresas pobres, nunca será uma prática dos Mesquitas, dos Marinhos, dos Frias, dos Civita e todos os barões desta vasta mídia regional.

E agora retornando à fila da megasena: o acúmulo para uso de pessoas é um desastre para a humanidade. Isso é apenas a transferência monetizada, pura e simples, de enorme esforço humano de quem trabalha. E este semideus, recebe o dom da divindade pela simples posse dos cifrões, agora decide onde aplicar toda esta massa simbólica de horas ou anos de esforço de um grande grupo de pessoas.

Quem sabe como um Bill Gates ainda receba as loas pelo emprego residual de recursos em prol da caridade ou de um suposto zelo pela humanidade. E assim imaginamos, se não levarmos em consideração que o software livre, solidário e coletivo, é um oposto demonstrado que não estaríamos amarrados e tanta propriedade. A assim não seria justa a pirataria? Já tem um deputado na União Européia.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa
Ilustração: Retrato da família de Carlos IV - Goya

RAIMUNDO BEZERRA RECEBE JUSTA HOMENAGEM.

O EX-PREFEITO DO CRATO RECEBE NOME DE PRAÇA...


Em comemoração aos 15 anos de implantação do centro de Zoonoses
na região do cariri e especificamente na cidade de Crato, contrariando na época grandes centros e regionais do nordeste, Raimundo Bezerra, constituinte, medico cardiologista e prefeito da cidade do Crato implanta uma referencia em tratamento preventivo na área
Veterinária. O prefeito actual Samuel Araripe e o centro de Zoonoses em tempo homenageiam o digno e estimado medico e político com o nome de uma praça na mesma unidade de tratamento.O seu filho e vice-prefeito Raimundo Bezerra Filho emocionada e demais autoridades descerram a placa reconhecendo assim a suprema importância e dedicação do ex-prefeito e medico dedicava a sua terra.

Raimundo Bezerra Filho,sente-se honrado

Solenidade presidida por Huberto Cabral

Quebrando a ordem o descerramento da placa.


Reportagem e fotografia:Wilson Bernardo


REVOLUÇÃO DA ALMA – ARISTÓTELES (TEXTOS E FIGURAS RETIRADOS DA INTERNET)


















Escutatória - Por : Rubem Alves




Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos....
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza..
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: ouvi o que você falou.. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim, vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Meu Desaniversário - Por: Luciano Pires- Foto de Claude Bloc



Charles Lutwidge Dodgson, um professor de matemática da universidade de Oxford, na Inglaterra, tinha vários talentos. Era um especialista em lógica e fotógrafo pioneiro. Viveu entre 1832 e 1898 no norte da Inglaterra. Mas entrou para a história como escritor, cujo pseudônimo ficou famoso: Lewis Carroll. Ele escreveu "Alice no país das maravilhas", um livro maravilhoso de onde tirei um diálogo inesquecível que ocorre quando Alice encontra o Chapeleiro Maluco, a Lebre e o Ratinho numa comemoração:

Alice: Sim, sim, que bondade a sua. Sinto interromper seu chá de aniversário. Obrigada.
Lebre: Aniversário? Há, há! Não é chá de aniversário.
Chapeleiro: Claro que não! É chá de desaniversário.
Alice: Desaniversário? Não entendo.
Lebre: Só há um dia no ano em que você comemora seu aniversário.
Chapeleiro: Portanto, os outros 364 dias são desaniversários.
Alice: Então, hoje é meu desaniversário!
Lebre: Oh, que coincidência! E voltam a cantar...
Charles Dodgson/Lewis Carroll era um matemático que sabia dar asas à imaginação.
Que visão de mundo maravilhosa essa de alguém que comemora todos os dias do ano em vez de um só, não é?
Muito bem. Hoje é meu desaniversário especial. Ontem, dia 25, foi meu aniversário. Agora tenho 12 anos de idade de espírito, 28 de cabeça e 53 de corpinho. Trinta anos atrás alguém com 53 anos de idade era um respeitado senhor, um... velho. Hoje, não mais. Para ser aquilo que a sociedade designa como "velho" é preciso ter mais de 65 anos de idade. E imagino que dentro de poucos anos será preciso ter 70. E me lembro que quando perguntaram ao físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano Galileu Galilei quantos anos ele tinha, a resposta foi: "Oito ou dez". E explicou:

"Quando me perguntam quantos anos de vida tenho, digo os anos que me faltam viver. Os que já vivi, não os tenho mais...

"E o filósofo alemão Arthur Schopenhauer fez uma reflexão profundamente incômoda sobre o mesmo tema: "A diferença fundamental entre a mocidade e a velhice é sempre esta: a primeira tem a vida na frente e a segunda, a morte. Por conseguinte, uma possui um passado breve e um amplo porvir, e a outra o inverso. Sem dúvida, o velho não tem mais do que a morte pela frente, mas o jovem tem a vida, e se trata de saber qual das duas perspectivas oferece mais inconvenientes, e se não é preferível ter a vida atrás e não na frente.

"Ter a vida atrás ou à frente? Pausa pra pensar. Releia o parágrafo, por favor.

Pois é... Minha família é longeva. Calculo que devo viver até os 95 anos, portanto, tenho ainda 42 pela frente. E no ano que vem terei 41. E no outro, 40. E assim por diante, com cada vez mais vida para trás, até chegar o meu dia, quando espero me orgulhar dos anos que não terei mais. Por isso procuro gastar meus anos de vida fazendo algo que valha a pena. E dividir com você estas minhas reflexões têm sido um privilégio.


P.S.
Para minha amiga Claude , hoje aniversariando. Que ela tenha muitos "desaniversários" todos os dias do ano.

E Cadê o Trem do Cariri ?

Alguem sabe dizer que Fim levou o Trem do Cariri ?

Será que o governo do Estado vai esperar chegar a próxima campanha política para querer inaugurar ? Será que as obras são sempre inauguradas a troco de alguma eleição ?

Dihelson Mendonça

Fim de semana ...descontração.

MARIDO CARINHOSO: Uma noite, depois de quase 40 anos de casados, o casal está na cama quando a mulher sente que seu marido começa a acariciá-la como não fazia há muito tempo. Ele começou no pescoço, desceu pelo dorso até as nádegas; voltou ao pescoço, apalpou os ombros, os seios e parou na barriga; colocou a mão na parte interna do braço esquerdo, passou novamente nos seios, nas nádegas. Na perna esquerda desceu até o pé, subiu na parte interna da coxa e parou bem em cima da perna.Fez a mesma coisa na parte direita e, de repente, vira as costas e não fala uma palavra. A esposa, já toda 'acesa', lhe diz carinhosamente:- Querido, estava maravilhoso, porque parou? Parou por que ?...E ele resmungando: - JÁ ENCONTREI O CONTROLE REMOTO...
******************************* CONVERSA ENTRE DUAS MORTAS : Como foi que você morreu ? - Morri congelada ! - Ai que horror ! ! ! Deve ter sido horrível ! - Como é morrer congelada ? - Bom, no começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando... Mas depois veio um sono muito forte e eu perdi a consciência.E você, como morreu ? - Eu ?????? Morri de ataque cardíaco ! - Eu estava desconfiada que meu marido estava me traindo. Então, um dia cheguei em casa mais cedo, corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente assistindo televisão. Ainda desconfiada, corri até o porão para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém. Depois, corri até o segundo andar mas, também, não vi ninguém. Então, subi até o sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e caí morta.- Puxa, que pena ! ! ! Se você tivesse procurado no freezer, nós duas estaríamos vivas!
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PROBLEMA x SOLUÇÃO: Num consultório psicológico o paciente diz pro doutor: - Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco! - Deixe-me tratar de você durante dois anos. -diz o psicólogo. - Venha três vezes por semana, e eu curo este problema. - E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente. - R$ 120,00 por sessão - responde o psicólogo. - Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito. Passados seis meses, eles se encontram na rua. - Por que você não me procurou mais? - pergunta o psicólogo. - A 120 paus a consulta, três vezes por semana, dois anos, ia ficar caro demais, ai conversando com um sujeito no bar ele me curou por 10 reais. - Ah é? Como? - pergunta o psicólogo.O sujeito responde: - Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama... (muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples).
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O “PORTUGA”: Um tremendo temporal, enxurrada descendo e o amigo fala pro Manoel: -Manoel, a enxurrada levou teu carro!! -Ah...levou nada!! A chave está aqui comigo. 2) Notícia de primeira página: 'Português vai pagar IR na fonte e morre afogado. 3) Manoel chega na alfândega, a mala magrinha, magrinha, o fiscal ainda não tinha revistado e pergunta: -Tudo jóia aí português?! -Não, só a metade. O resto é cocaína. 4) Manoel vai acampar com os amigos. À noite, sai da barraca pra urinar e vê um bando de índios se aproximando. Volta correndo e diz pros amigos: -Tem um monte de índios vindo pra cá!! Eles vão nos atacar!! E o outro: -Calma Manoel. Precisa ver se eles são amigos. -Claro que são, porra!! Eles estão vindo todos juntos. 5) Manoel pescando na maior folga, com os pés fora do barco, dentro d'água. -Nisso, ele começa a gritar: Aí Jesus um jacaré comeu o meu pé!!! O amigo pergunta: -Qual deles? - Eu lá vou saber, porra!! Esses bichos são todos iguais. 6) Manoel foi servir o exército. Chegando lá, o sargento manda o português pro fim da fila. Ele vai e volta rapidinho. O sargento berra: -Eu não mandei ir pro final da fila?!!! -Sim, eu fui!! Mas eu cheguei lá e já tinha outro no meu lugar...então voltei. 7) Manoel pega um balão que caiu e lê o que estava escrito: 'Quem pegar esse balão é um viado'. Ele fica muito puto e pra se vingar, faz outro balão e solta escrevendo: 'Viado é quem soltou.
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A INTELIGENCIA DA MULHER: Era uma vez um homem que tinha passado toda a sua vida trabalhando e que juntara todos os centavos que ganhava. Era um mão-de-vaca. Antes de morrer, disse à mulher: - Ouve-me bem! Quando eu morrer, quero que pegues todo o meu dinheiro e o coloques no caixão junto comigo. Eu quero levar todo o meu dinheiro para a minha próxima encarnação Um dia o homem morre. Quando terminou a cerimônia e antes de o padre se preparar para fechar o caixão, a mulher disse: - Só um minuto! Tinha uma caixa de sapatos com ela. Aproximou-se e colocou-a dentro do caixão, juntamente com o corpo. Um amigo disse-lhe: - Espero que não tenhas sido doida o suficiente para meteres todo aquele dinheiro dentro do caixão! Ela respondeu: - Claro que sim. Eu prometi-lhe que colocaria aquele dinheiro junto dele e foi exatamente o que fiz. - Estás me dizendo que puseste todos os centavos que ele tinha dentro do caixão com ele? - Claro que sim! - Respondeu a mulher. - Juntei todo o seu dinheiro, depositei-o na minha conta e passei-lhe um cheque, nominal e cruzado. Vai descontar lá no inferno!
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EXPERIENCIA INCRÍVEL: Leia, devagar e com muita atenção, sem “pular” nenhum número: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Pronto... você já sabe contar até 10. Amanhã mando o ABC.

Autoria: desconhecida
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Pequeno texto sobre o Professor Lourival Luciano Filho - Por: Sáskia Luciano Barreto

Lourival Luciano Filho,Psicólogo, 50 anos,natural de Jardim-CE, filho de Lourival Luciano e Ilza Luciano Barros. Casado com Carlina e com dois filhos: Rógers ( acadêmico de Direito-FAP) e Renan( estudante do ensino Médio).Professor da URCA, Faculdade Paraíso-FAP e UFC-Barbalha. A simplicidade e amizade eram a maneira que ele exercitava o amor ao próximo...Um homem ético, Amigo, que dedicou a sua vida a família e ao trabalho.
Eternas Saudades tio Lourival...

Sáskia Luciano Barreto (sobrinha)
CULTURA E POBREZA INTELECTUAL


Para Rousseau, o animal é hoje o que será por toda sua vida; sua existência é predeterminada pela natureza. Um pombo, por exemplo, é um animal granívoro, que morreria de fome diante de um prato cheio de carne, pois não pode desviar-se de sua condição natural. O homem, não, diz aquele filósofo. Ele é um ser livre, não é programado pela natureza; pode dela se afastar, como de fato mostra a história de sua evolução. Com efeito, o homem não precisou desenvolver pelos e espessas camadas de gordura sob a pele, para viver em ambientes muito frios: criou agasalhos, descobriu como usar o fogo para se aquecer, construiu habitações etc. Quanto mais se distanciou da natureza, mais se tornou dependente de sua evolução cultural, que se expressa na criação do comércio, da indústria, das artes, da religião, da moralidade e da política.
Cultura são, portanto, todas essas formas de manifestações espirituais e materiais produzidas pelo homem, ao longo de sua evolução social. Infelizmente, tornou-se lugar comum que ela se resume unicamente à sua perspectiva simbólica: arte, música, literatura, pintura e outras coisas do gênero. Esquece-se, por exemplo, de que a economia também é cultura. Que o diga Weber, para quem a cultura é um dos fatores determinantes no desenvolvimento da economia. Como? Que empresário se aventuraria a abrir um frigorífico na Índia para vender carne bovina?
Essa redução da cultura à sua dimensão puramente espiritual assumiu a força de um preconceito popular, a ponto de se considerarem os recursos aplicados nessa área coisa de somenos importância. Não por menos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), no início junho deste ano, questionou a aplicação de 10% dos recursos do Fundo de Combate à Pobreza (FECOP) em projetos culturais. A bem da verdade, trata-se de um parecer de um dos seus conselheiros, o da senhora Soraia Thomaz Dias Victor, o qual não foi apreciado pelo Tribunal, e que, portanto, não fez parte do relatório final. Que importa! Era tudo de que necessitava o deputado Heitor Férrer, que se apressou em engatilhar sua metralhadora giratória, para disparar uma saraivada de críticas ao procedimento adotado por aquela Corte, que, segundo ele, tudo faz para agradar ao governador Cid Gomes.
Que seja, se é que são ou não verdadeiras as alegações do senhor deputado! Para este articulista, isto é o que menos interessa. Afinal, como diria Maquiavel, não se faz política com o coração nem com moralismo filisteu, mas, sim, com o cérebro e de acordo com as circunstâncias do momento. Pois é! Quem diria que o deputado Nelson Martins, que se esfalfou em argumentos administrativo-contábeis para defender o parecer do Tribunal, viria a se tornar um ardoroso defensor do FECOP, logo ele que votou contra a sua criação há pouco mais de seis anos!
Coisas da política! Para este articulista, o que interessa são os argumentos do deputado Heitor Férrer contra a aplicação dos recursos do FECOP em projetos culturais. Em seu pronunciamento do dia 3 junho de 2009, como se pode ler na Ata da 63ª Sessão Ordinária da 3ª Sessão Legislativa, alega em tom interrogativo “qual o sentido de utilizar a verba do FECOP em cultura, se esse povo sequer se educou porque o Estado não se apresentou como educador?”
O nobre deputado confunde, assim, cultura com escolaridade. Se assim é, quer dizer, então, que os índios, que não sabem ler nem escrever, são um povo sem cultura? Ou será que o caro Deputado, bem como a senhora Soraia, desconhecem o que estabelece o artigo 215 da Constituição, segundo o qual cabe ao Estado apoiar e incentivar a valorização das manifestações culturais? Por sua vez, o artigo 216 afirma que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial”. Logo, em consonância com Constituição, quem não tem acesso a esses bens, por conta de sua situação de miséria e pobreza, deve ser incentivado e garantido pelo Estado.
Não está aí uma boa razão por que o parecer da senhora Soraia, pouco afeita a questões econômicas e culturais, não foi levado em consideração pelo relatório final do TCE? O legislador constituinte foi sábio. Entendeu que o aceso aos bens culturais é fator de desenvolvimento social; um importante instrumento, que pode ser utilizado para combater a miséria e a marginalidade social. Confundir cultura com grau de escolaridade não é somente uma grande pobreza intelectual, como também um dos piores preconceitos, na medida em que se admite que é preciso, primeiro, ser educado para ter acesso aos bens culturais. Nesse sentido, os argumentos do deputado Heitor Férrer são, no mínimo, medíocres.

Francisco José Soares Teixeira é professor de Economia Política.

Contas do governo federal têm pior resultado para maio em dez anos

Na Folha Online:


A queda na arrecadação e o aumento das despesas provocaram uma piora nas contas do governo federal em maio. As despesas da União superaram as suas receitas no mês passado, o que causou um déficit primário de R$ 120,2 milhões. Trata-se do quarto resultado negativo registrado desde o início da crise. É também o primeiro déficit para meses de maio desde 1999.
O resultado primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. No mês passado, não houve economia, pelo contrário. No ano passado, o aumento nas despesas do governo foi acompanhado por sucessivos recordes na arrecadação, o que garantiu um bom resultado primário. Com a crise econômica, no entanto, as receitas caíram, mas os gastos se mantiveram em alta.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, o déficit primário é a diferença entre uma receita líquida de R$ 43,457 bilhões e despesas de R$ 43,577 bilhões. O resultado da União é dividido em três partes. O Tesouro Nacional teve um superávit de R$ 2,6 bilhões no mês. A Previdência, por outro lado, teve um déficit de R$ 2,7 bilhões. Já o Banco Central registrou déficit de R$ 23,6 milhões.
No acumulado do ano, o governo registrou uma queda de 0,18% nas receitas líquidas em relação ao mesmo período de 2008, para R$ 234,5 bilhões. Já as despesas subiram 18,6%, para R$ 215,2 bilhões. Isso resultou em um superávit primário de R$ 19,3 bilhões, 64% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o superávit primário acumulado passou de 4,68% em 2008 para 1,63% em 2009. Em 12 meses, o resultado está em R$ 37,2 bilhões (1,27% do PIB).

Meta
A meta do governo central para o ano de 2009 é de um superávit equivalente a 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no período). Isso equivale a uma economia de R$ 42,8 bilhões.
Amanhã, o Banco Central divulga também o resultado das contas de todo o setor público, o que inclui também as empresas estatais e governos regionais. Com isso, a meta sobe para 2,5% do PIB.
Até o início do ano, o setor público tinha uma meta de 3,8% do PIB, sendo 2,15% apenas para o governo central. Mas devido à queda na arrecadação, o governo decidiu destinar mais recursos para investimentos e reduzir o dinheiro para o pagamento de juros.
Além de uma meta menor para todas as esferas do poder público, o governo decidiu tirar a Petrobras dessa conta. Com isso, a estatal poderá investir cerca de R$ 15 bilhões a mais somente em 2009.

Investimento
O governo pode descontar ainda da meta os gastos do PPI (Programa Piloto de Investimentos). Esse programa permite que os investimentos feitos em obras de infraestrutura consideradas prioritárias sejam abatidos do superávit primário.
O limite para esse é abatimento é de R$ 15,6 bilhões, segundo a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2009. Hoje, esses recursos fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Neste ano, os gastos do PPI somaram R$ 2,977 bilhão, aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2008. O investimento total do governo cresceu 25%, para R$ 9,276 bilhões.

Receitas e despesas
A queda de 0,18% nas receitas líquidas se deve à arrecadação menor de impostos e contribuições. No caso do aumento de 18,6% nas despesas, o gasto que mais cresceu foi com pessoal (22,6%). Os números mostram uma piora em relação ao mesmo período do ano passado. Nos cinco primeiros meses de 2008, as receitas haviam crescido 15,4% e as despesas acumulavam aumento de 9,1%, sendo 7% com pessoal –sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os gastos com pessoal foram R$ 11,2 bilhões maiores neste ano. Desse total, R$ 2,3 bilhões se referem ao pagamento maior devido a sentenças judiciais (precatórios). O restante foi impactado pelos reajustes dados pelo governo para o funcionalismo.


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