xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/06/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 junho 2009

CURSO E SUPERAÇÃO DE UMA REVOLUÇÃO - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Assim era. Assim foi.

Quando aquele barbudo alemão escreveu sobre o capitalismo como sistema hegemônico na história, a acumulação há ocorrera. A partir do século XV o processo mercantil e suas “companhias” abrem o processo. Se esticar mais quem sabe a cabeça do homem europeu já estava se preparando no Renascimento e Lutero acelerou o processo como nunca. Depois vieram os enciclopedistas, os iluministas e a ideologia se fundara. Mas a verdadeira ação acumulativa do capital ocorria no “Atlântico Revolucionário”.

Como seres terrestres, os mares formavam as rotas das gentes e mercadorias, mas na terra ocorria tudo que era revolucionário. O fim das terras comunais, as cercas para criação de ovelhas, os teares reais e dos capitalistas. A expulsão das terras ancestrais, as rebeliões religiosas, o castigo monárquico, os portos e o degredo ultramarinho. Pois era no ultramar que o segredo da acumulação ocorria. Seja pelas capitanias hereditárias, pelas Companhias das Índias ou pela Companhia da Virgínia, o processo de degredo, escravidão, exploração e castigo formava a raiz da acumulação.

Seguramente em sentido mais amplo a acumulação primordial do sistema hegemônico foi através do massacre de grandes parcelas da humanidade em todos os continentes. Seja na Europa, nas Américas, África, Oceania ou Ásia. Nem o pólo norte dos esquimós escapou do sistema mercantilista que drenou os recursos para formação da Revolução Industrial, do sistema Financeiro e das Instituições Imperiais.

E foi uma violência tanto para o corpo como para a alma. O móvel da revolução que pôs por terra as velhas instituições feudais ocorreu no centro da religiosidade em todos os continentes também. O cristianismo se fragmentou em centenas de pedaços, ora capitaneando a revolta popular e noutra como a espada de dâmocles sobre as cabeças exploradas. Assim surgiu o terror, velhas instituições a serviço da acumulação mercantil reapareceram como a Inquisição Espanhola e Portuguesa, a caça às bruxas, instituições muito parecidas em objetivos e metas se implantaram nos territórios da Europa, África e Américas em captura da mão-de-obra.

Nenhum momento da história, até então, experimentara tanto deslocamento de populações, tantas destruições de culturas seculares e milenares, tanto ímpeto destrutivo. As velas abertas aos ventos nos mares singrados eram o pano no qual tanto figurava a cruz como o nada por escrito e pintado. Nestes momentos a alma era o estorvo da humanidade, na corrida de mãos de aço, de chicotes alugados, grilhões arrebitados, tudo a serviço da acumulação que gerou alguns impérios que foram mudando de território a cada ciclo de cinqüenta ou cem anos.

Quando aquele alemão barbudo desnudou as chagas do capitalismo, não era um primeiro entre tantos. Desde sempre que a revolução capitalista trouxe a violência de alguns contra tantos. E por isso até hoje a humanidade, mesmo quando não tem consciência plena disto, imagina uma alternativa não violenta, sem exploração e de igualdade entre todos.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

O que se Deve e o que não se deve escrever no Blog do Crato


Regras de Postagem

O
nosso prezado João Mendes Filho é dos novos membros/autores, que têm capacidade para escrever no Blog. Ele me pediu orientações sobre o assunto, e eu expliquei em linhas gerais que assim como todo local organizado, nós temos um conjunto de regras de conduta, que foram já extensamente divulgadas em tempos idos, e falando especificamente sobre postagens, e diagramação algumas recomendações a todos os membros do Blog:

01 - Os artigos devem ser de assuntos de interesse da comunidade, e visando principalmente o público caririense. Evite escritas truncadas e desinteressantes. Se não tem assunto, não escreva. Não há nada pior do que um texto vazio, com mais palavras do que conteúdo. Evite falar pelos cotovelos, e evite textos cheios de arrodeios. Escreva de forma simples e objetiva. Esse é o segredo da postagem de sucesso. Faça seus leitores se interessarem pelos seus textos.

01a - Evite textos longos. A esmagadora maioria dos leitores ODEIA textos longos. Eles simplesmente pulam os textos longos, sem ler nem a primeira linha.

02 - Raciocine que está publicando em um Jornal e para um público. Se seu artigo é digno de estar no Diário do Nordeste, no "O Globo", ou Jornal do Brasil, com certeza, é bom para o Blog do Crato. Evidentemente, não somos tão rígidos assim...

03 - Evitar assuntos pessoais e familiares ( isso causa repúdio em alguns membros )
04 - Não pode conter fotos pessoais, nem auto-promoção.
05 - Evitar misturar tópicos de poesia no meio das notícias. Poemas são muito bem vindos, especialmente nos horários calmos e no DOMINGO.
06 - Não realizar qualquer postagem que agrida outros membros, nem organizações diretamente citando nomes.
07 - Usar linguagem equilibrada e Português Correto ( Isso é fundamental )

Diagramação:

01 - Todo o artigo deve ser escrito ou na própria janela de postagem, ou no Bloco de Notas do Windows e depois, colado na janela de postagem.
02 - Nunca traga um artigo de outro site estranho diretamente para publicação. Artigos de sites como o UOL, BOL, Jornais, possuem direitos autorais de reprodução. Pode-se fazer citações de artigos, entretanto.
03 - O artigo deve ser escrito todo em letras minúsculas, somente as primeiras letras das palavras podem ser maiúsculas, para evitar alguns que querem escrever textos em letra maiúscula. É deselegante e erro grave escrever um texto todo em letras maiúsculas.
04 - O título de todo texto deve ser em letras minúsculas, com a primeira letra das palavras podendo ser maiúsculas.
05 - O texto deve obedecer a cor padrão. Nada de textos vermelhos, ou de outras cores
06 - O texto não deve conter recuos ( como os antigos parágrafos ). Os parágrafos podem ser feitos deixando-se uma linha branca entre os blocos de textos.

06a - Os textos devem ser postados de preferência, justificados. Há um botão para isso na janela de postagem.

07 - No título do artigo, ao final, deve-se colocar - Por: Nome do Autor

07a - Não coloque o nome do autor no início do texto, nem deixe o artigo sem título.

07b - É prática do Blog do Crato que a primeira letra do artigo é tamanho grande, negrito, azul escuro.

08 - No final do artigo, deve-se colocar: Por: Nome do Autor em negrito e cor azul escuro
09 - Existe na janela de postagem, um ícone que permite a colocação de fotos ilustrativas. Se for ilustrar o texto, podem ser baixadas da internet ( as que possuem direitos liberados ). Deve-se baixar da internet se for o caso, a foto para seu computador PRIMEIRO, e só aí usar para postagem, a fim de evitar links de outros sites, o que geralmente sobrecarregaria o outro site, e receberíamos reclamações. Já recebemos reclamações por causa disto.

10 - A responsabilidade sobre cada postagem é unicamente do autor da postagem, respondendo judicialmente se for o caso, pelo que escreveu. O Blog do Crato não assume quaisquer responsabilidades sobre as postagens diversas, já que é um site coletivo. Portanto, BOM SENSO é necessário.

11 - O Administrador do Blog reserva-se ao direito de editar, consertar, ou até excluir uma postagem que esteja fora dos padrões das regras do Blog do Crato.

12 - Os melhores textos poderão ser selecionados para compor diariamente o JORNAL CHAPADA DO ARARIPE, o que garante excelente visibilidade. Os textos escolhidos são precisamente os mais jornalisticamente bem escritos.

Bom, creio que essas são as mínimas regras que devo alertar a cada pessoa que quer escrever um texto no Blog do Crato.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Quantos livros você lê por ano?


Uma forma de medir a cultura através do número de livros lidos? Em alguns casos, creio, até funciona. Mas, de forma alguma, a quantidade de livros que alguém lê indica precisamente o nível cultural. Até porque a "escala" abaixo não leva em conta a qualidade de leitura. Eu não chamaria, em hipótese alguma, alguém que lê apenas livros semelhantes a Crepúsculo de intelectual. Pelo contrário, aliás.

Enfim, teste seu "nível cultural":
(Repare que se trata de um culturômetro baseado na realidade europeia, já que retirei do blog da livraria portuguesa Pó dos Livros)

O BÁSICO - de 0 a 0 livros por ano
Características: De raciocínio lento, não consegue verbalizar um pensamento de forma minimamente estruturada.
Culturalmente: Uma nulidade.

O IGNORANTE – de 0 a 1 livro por ano
Características: Pouco mais consegue do que verbalizar ideias feitas.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.

O DESINTERESSANTE – de 1 a 5 livros por ano
Características: Verbaliza as ideias de forma estruturada, mas não tem opinião própria.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting e ainda os nomes do presidente da República e do primeiro-ministro.

THE ORDINARY PEOPLE – de 5 a 10 livros por ano
Características: É bilingue, tem opinião, verbaliza de forma cuidada e inteligente.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes da República, primeiros-ministros e ministros dos principais países europeus.

O INTELECTUAL – de 10 a 20 livros por ano
Características: É pago para ser ouvido e tem opinião sobre tudo.
Culturalmente: Sabe tudo o que os outros sabem, para além daquilo que os outros não querem saber. Faz questão de saber os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.

O ERUDITO – de 20 a 40 livros por ano
Características: Rápido, eloquente, com ideia próprias e poliglota.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes, reis e rainhas dos 27 países da Europa, bem como do resto do mundo. Recusa-se a saber os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.

O NERD – de 40 a ∞ livros por ano
Características: Sem dados (ninguém o vê, porque está sempre escondido atrás de um livro).
Culturalmente: Não tem vida social de espécie alguma.

Então, em qual classificação você se encaixa?

Do site: Vísceras Literárias

Forró Eletrônico: A Apologia ao Alcoolismo - O Retrato de uma Sociedade Decadente

Nota do Editor:

cachacadivininha


Prezados leitores do “Jornal Chapada do Araripe” e "Blog do Crato". Trago esse importante artigo escrito pelo Robson Fernando, postado no site “Melhores Artigos” e que retrata muito bem a situação de decadência cultural em que se encontra a nossa sociedade, com os valores sendo invertidos com a proliferação das chamadas bandas de forró eletrônico, que dentre outras mazelas, promove o alcoolismo e a vulgarização do ser humano. Leiam com muita atenção o retrato de uma sociedade decadente.

Título Original: “Forró” estilizado e seus inconvenientes

O chamado “forró” estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da juventude ora é pesadamente criticado por incentivo à promiscuidade e perversão sexuais, banalização da traição, apologia do alcoolismo, coisificação feminina e louvor a um hedonismo irresponsável.

Cabe mostrar aqui por que tanta gente reclama do estilo e de sua popularidade e deseja tanto o fim de sua hegemonia na música nordestina. Esse que, por conveniência, chamarei aqui de FF – Falso Forró – merece muito mais debate do que há hoje e necessita de abordagens éticas, educacionais, sociológicas e antropológicas. Textos como este contribuem para a incitação dessa discussão entre a sociedade.

Os ouvidos dos nordestinos, ao longo dos últimos anos, vêm sendo sacudidos, desejada ou indesejadamente, por versos de efeito-chiclete como “Chupa, chupa, chupa que é de uva”, “Abre, abre, abre-abre-abre”, “Piri-piri, piri-piri, vamo beber, vamo beber”. Muitos adoram e celebram os prazeres sexuais da juventude que por tanto tempo foram reprimidos pela tradição católica nordestina e liberados pela superação das velhas normas sociais repressivas.

Por outro lado, tantos odeiam o ritmo, por uma série de motivos que fazem dele um veículo de comportamentos libertinos e até nocivos. Vale descrever os pontos mais criticados do FF:

a) Apelo sexual e apologia ao sexo irresponsável


Seja pelas letras de pornografia implícita ou escancarada – em que são exaltadas as delícias do sexo e posições sexuais como sexo oral, abertura de pernas e até a penetração –, pelo figurino sumário das dançarinas, vestidas com “pedaços de pano” que por pouco não deixam de cobrir suas partes íntimas, ou mesmo pelo comportamento dos cantores no palco, o tema pornográfico é muito frequente. É, aliás, um dos pilares temáticos do FF. São corriqueiras também as danças sensuais e os gemidos eróticos de vocalistas femininas.

Também destaca-se a irresponsabilidade da forma como o sexo é abordado no FF, com a falta de dedicação à segurança da camisinha e a cativação de um público adolescente que ainda está aprendendo suas primeiras noções sexuais. Os efeitos esperados da pornografia musical do ritmo são uma maior ferveção juvenil por sexo e um grande aumento da suscetibilidade de adolescentes à maternidade/paternidade indesejada e à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

A sexualidade do FF não seria um problema preocupante se o estilo não tivesse grande parte de uma geração adolescente como público-alvo e não induzisse tantos jovens na flor da idade (entre 13 e 24 anos) ao sexo irresponsável e inconsequente que gera filhos(as) indesejados(as) e propaga patologias.

b) Exaltação à prostituição


Os cabarés “pegam fogo” e jovens homens dirigem caminhonetes cheias de prostitutas – essa é a segunda parte da temática relativa ao erotismo no FF. Não seria intrinsecamente um mal se não incomodasse tantas pessoas que, adotando determinados valores culturais de moral e decência, acabam “obrigadas” a ouvir o que não gostam – apologias ao sexo pago – por causa do alto volume dos carros dos curtidores do estilo, se não cantasse a prostituição de forma a induzir à libertinagem e à irresponsabilidade sexual como é feito na maioria das músicas com esse tema e se não se concentrasse na prostituição feminina.

É, aliás, o fato de haver apenas prostitutas mulheres nas músicas um dos ingredientes da misoginia moral característica do ritmo, a qual transforma moças em brinquedos sexuais, como exposto no próximo ponto.

c) Misoginia moral e machismo


Há uma relação de dominação sexual do homem sobre a mulher em muitas canções do FF: as mulheres são cantadas como nada mais que brinquedinhos de sexo usados pelos “safados”, “gostosões” e “garanhões” nas horas “quentes”. Elas, sendo ou não prostitutas segundo as letras, são concubinas de sexo e eles, seus parceiros, são os comandantes da cama. Tem destaque a música “Lapada na Rachada”, que fez sucesso em 2006, em que a vocalista, entre gemidos, diz “Sou sua cachorrinha”.

Em tempos de avanços na diminuição da desigualdade de gêneros e do regime social do machismo, a reanimação desse comportamento não poderia ser pior e mais interferente, uma vez que atrapalha muito a afirmação da mulher como pessoa independente, sexualmente assertiva, senhora de si mesma e ávida por respeito e reconhecimento de sua dignidade perante os homens.

O machismo do FF também é uma investida contra a dignificação feminina porque ajuda a manter uma cultura discriminatória, em que o homem que “pega” muitas mulheres é o “garanhão”, o “gostosão” e a mulher que se relaciona com muitos rapazes é vista como “cachorra”, “vagabunda” e outras desqualidades mais, e fomenta o desejo sociocultural do homem de se afirmar como dominante sexual, deixando em última análise uma situação macrossocial mais suscetível à ocorrência de estupros.

d) Incentivo à infidelidade, banalização da traição conjugal, desvalorização do amor


Muitas bandas descrevem como fundamentos temáticos do ritmo “cachaça, mulher e gaia”. A última nada menos é do que o “chifre”, a traição conjugal. O amor fiel, o romance e o namoro respeitoso foram escanteados na cultura juvenil que o FF ajudou a erguer no Nordeste.

As letras que falam como é “bom” trair o(a) parceiro(a) vêm influenciando significativamente o comportamento amoroso dos jovens. Não há pesquisas sociais largamente disponíveis sobre o assunto, mas alguém que convive com admiradores desse estilo musical constatará que é quase generalizado que o curtidor de FF tenha tido uma ou mais relações amorosas paralelas ao seu namoro, ainda que breves.

Poderia ser apenas uma mudança inofensiva de costume social em que a dedicação a uma única pessoa fosse substituída pela divisão consentida do indivíduo entre o namoro principal e relações conjugais efêmeras paralelas. Mas isso não parece ter acontecido, uma vez que muitos dos relacionamentos em que traições foram descobertas desintegram-se em conflitos, na degradação dos sentimentos mútuos e no rompimento definitivo entre os companheiros.

e) Apologia ao alcoolismo


O alcoolismo social tornou-se ainda mais forte entre a juventude nordestina com a ascensão do FF nas rádios e palcos da região. A própria embriaguez é cantada como algo “bacana”, como sendo “o máximo”. Beber cerveja ou cachaça até cair é praticamente uma ordem dada por muitas canções, com destaque para as músicas “Piri-piri, vamo beber, vamo beber” e “Beber, cair e levantar”, que fizeram sucesso em 2007 e 2008.

As consequências esperadas para a exaltação do consumo imoderado e irresponsável de bebidas alcoólicas são as piores possíveis, incluindo-se o estímulo ao aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motoristas bêbados e da violência doméstica cometida por homens ou mulheres nessa condição.

f) Parceria com vaquejadas


Canções exaltando a cultura das vaquejadas, eventos ditos “esportivos” que lançam mão da crueldade contra animais (bois e cavalos) para acontecer, são mais raras no FF, mas há uma parceria fiel entre bandas desse estilo e tais atividades. Atualmente, no cronograma de qualquer vaquejada, há shows com a presença desse ritmo. É uma aliança em que os ataques à moralidade somam-se às agressões contra bichos.

***

Saem ganhando as bandas (e seus empresários), que obtêm muito dinheiro no faturamento dos shows e nos patrocínios; as indústrias de bebidas alcoólicas; os donos de bares e os organizadores de vaquejadas. Saem perdendo os namoros, noivados e casamentos; as famílias que sofrem – muitas vezes com perda de vidas – com acidentes de trânsito ou violências domésticas; os valores do amor, do respeito conjugal e da fidelidade; as mulheres e sua dignidade; e os animais.

Pergunta-se muito: o que se pode fazer para parar as consequências do avanço do Falso Forró sobre a juventude nordestina? Como será possível curar as feridas socioculturais infligidas? Como se conseguirá implementar, depois de anos de domínio desse ritmo nos rádios e na cabeça dos jovens, uma cultura de respeito, responsabilidade e consciência? O tempo vai dizer como essas perguntas serão respondidas.

Por enquanto, muito pouco ainda vem sendo feito para coibir os abusos do FF, destacando-se a iniciativa da Prefeitura de Caruaru de proibi-lo nas festas juninas de 2009 e liberar apenas forró pé-de-serra e o forró estilizado mais tradicional, com letras moderadas. A discussão de novas ações de hoje em diante é muito necessária entre sociólogos, educadores, músicos, jovens e outras categorias interessadas na correção dos problemas que o ritmo aqui abordado vem causando.

Sobre o Autor

É escritor independente de artigos, apaixonado por sociologia e dono do blog Consciência Efervescente. Escreve artigos desde setembro de 2007.

Por: Robson Fernando

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URCA: Discurso e debate sobre a relação da economia com a ecologia, a respeito da possibilidade de exploração de hidrocarbonetos no Cariri

Por - Reno Feitosa Gondim
Coordenador do Curso de Direito da URCA

Nesta última sexta-feira (19/06) deflagrou-se no salão de atos da URCA (no Crato), durante a palestra sobre o ‘Os Projetos de Desenvolvimento do Brasil – Energia e Petróleo no Cariri’, um dos mais meritórios debates a serem travados doravante na região do Cariri, e que insere o contexto regional na problemática globalizada, sem, contudo, desqualificá-la em favor de argumentos idealistas totalitários, de parte a parte (‘mezzo a mezzo’).

Desde então, com a intervenção do qualificado público ali presente, levou-se em conta o início da inserção do Cariri (a partir da URCA – onde se deu o debate) num dos mais importantes contextos temáticos da sociedade globalizada da atualidade, e cujo vértice se assenta no ainda cientificamente indeterminado conceito de ‘desenvolvimento sustentável’; no problema da oposição ‘economia-ecologia’ e na possível conversão do debate acadêmico em discurso mitológico.

Na síntese do que se discutiu, as posições ecologistas giraram em torno da necessidade de proteção do manancial aqüífero da região, e as posturas desenvolvimentistas na possibilidade de soerguimento da economia regional em favor da redução dos problemas socioeconômicos pelos quais se passa. Com efeito, posta a oposição, ambas as perspectivas se mostraram deficitárias nos elementos subjacentes do discurso e, portanto, na sua validade, em face dos três motivos acima identificados.

Em primeiro lugar, a oposição ecologistas se desenvolveu no contexto de um debate anacrônico, tipicamente escolástico medieval, ao impugnar, de súbito, as possibilidades de exploração petrolífera no Cariri. Desta feita, ao se ignorar que a primeira fase do projeto é a realização de estudos geológicos para a verificação da possibilidade petrolífera, findou-se por olvidar, de modo inadvertido, que em qualquer resultado probabilístico de sucesso do empreendimento, já se estará garantindo o sucesso na aquisição ou aprimoramento do conhecimento a respeito dos elementos e níveis do solo caririense. Essa postura destoa de modo inexorável com a ambiência do debate, haja vista o espaço acadêmico, e ademais, a partir da negação da ambiência e sua instituição, desqualifica o próprio discurso, o sujeito que o profere e a sua incapacidade de aquisição da validade que pretende.

Portanto, essa oposição inopinada resultou no encaminhamento da questão para o conflito escolástico superado na idade moderna pela formação do seu ‘paradigma epistemológico’, desde a necessidade galileana de experimentar ao procedimento dubitável cartesiano, de forma que nada deve conter o conhecimento, quanto menos uma hipótese apriorística desta monta.

No segundo aspecto, subjacente a ambos os pontos de vista levantados, mas em decorrência da primeira questão acima esposada, reside no predicado da própria relação de oposição, contaminando-os indistintamente. Admitida a relação de oposição entre economia e ecologia, deve-se ter em conta que esse liame não é lógico-formal, de modo que se opte por um extremo em detrimento do outro. Pressupondo a ambiência histórica do presente como critério de sincronicidade, não se pode escolher pela economia ou pela ecologia de modo exclusivista, decorrendo então a necessidade de consciência da impossibilidade de resposta conclusiva sobre a contradição em análise, portanto, nem o discurso ecologista nem o desenvolvimentista ex radice, são capazes de adquirir legitimação perante a sociedade atual. Não se apresentam condizente à dignidade e à consciência da Região, nem um Cariri ‘verde e pobre’, nem um Cariri ‘rico e cinza’.
Decorre desse contexto ainda que ambos os opositores partem de pré-concepções discursivas ‘sistemáticas’, ‘razão-de-ser’ apriorístico mas também de se mostrar aporético, já que não se trata de uma relação lógico-formal, mas sim de ‘contradição dialética’. Ora, uma vez que economia e ecologia não podem se anular, impondo-se a convivência e a concorrência da oposição na formação de uma resposta satisfatória à questão, qualquer discurso a respeito da possibilidade de exploração de petróleo na região do Cariri precisa pressupor no seio da sua estrutura o caráter de negação da negação, ao modo dialético. Portanto, aqui no Cariri, respeitando ademais o presente processo de formação da sua ‘visão-de-mundo’ autêntica, economia e ecologia devem completar-se na sua própria contradição, convivendo e formando os mesmos juízos hipotéticos a respeito da sua realidade.

Em síntese, os discursos levantados naquela noite sobre esses elementos não pecaram apenas na sua estrutura lógica, mas também no seu ‘modo-de-ser’ sistemático. Ora, do conflito entre a necessidade de preservação do manancial aqüífero e a possibilidade de exploração de petróleo, nenhuma solução sistemática pode ser tomada nesse momento iniciático da discussão. As soluções haverão de ser apontadas ao modo problemático (tópica), devendo-se avaliar cada caso singularmente, haja vista que envolve e depende, dentre outros elementos indeterminados, do avanço tecnológico que, num juízo hipotético, poderá permitir uma possível exploração de petróleo no entremeio do manancial aqüífero.

Subjaz no resultado do debate travado naquela noite do dia 19 último, o drama hodierno da possibilidade de reconciliação do homem com a natureza, da economia com a ecologia, e é magnificente que a região do Cariri esteja inserida nesse contexto, notadamente quando as condições para a formação de uma solução, autêntica e autóctone, estão postas na academia regional exortada a partir daquela noite na URCA, para exercer o seu papel institucional.

Por último, já no final do debate, emergiu, de súbito, um inconsistente murmúrio de pessimismo por parte do discurso ecologista, que deveria ter sido mais prudente. Toda atividade econômica pressupõe a assunção de um risco e, embora a prudência recomende a verificação de que as atividades econômicas da atualidade exijam a ocorrência de riscos colossais, muitas vezes irreversíveis, o pessimismo não pode convolar o próprio discurso ecológico numa mitologia. O que se viu ao final daquele debate foi o pessimismo como discurso mitológico, fundado na obliteração da reflexão em face do terror gerado pelos riscos que se apresentam ao tamanho do desafio. Ao estilo de Vico, o ecologismo deve ter consciência da origem ab terrorem do discurso mitológico.

Como considerações finais desta breve análise do debate naquela oportunidade, deve-se compreender que a questão está posta para a região do Cariri, e que a Academia tem um papel fundamental no desdobramento do problema proposto e da sua solução, que não existe desenvolvimento sem risco, e que ambos os discursos (ecológico e econômico) necessitam tomar consciência das suas implicações e importância.


Cebrapaz/CE realiza encontro preparatório para 2ª Assembleia Nacional da entidade


O núcleo cearense do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) realizará no próximo dia 04 de julho, das 8h às 13h, a etapa estadual preparatória para a 2ª Assembleia Nacional da entidade. O encontro que acontecerá no auditório Iran Raupp, do CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, terá o objetivo de aprofundar o debate no estado sobre o caderno de debates da assembleia. Os encontros estaduais terão a responsabilidade de eleger os delegados do evento nacional.

O encontro nacional acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Rio de Janeiro, sob o lema “Paz, Solidariedade e Soberania Nacional”. A Segunda Assembleia Nacional do Cebrapaz irá analisar o atual contexto internacional, no qual uma profunda crise do sistema capitalista ganha destaque, acompanhada por uma contestação da hegemonia norte-americana e a emergência de novos pólos de poder no cenário internacional. A ideia é analisar qual a importância da luta pela paz neste contexto.

Fortalecer o Cebrapaz

Entre os objetivos prioritários da assembleia estão a consolidação do Cebrapaz como um movimento amplo, de caráter antiimperialista, patriótico, defensor da solidariedade aos povos em luta, uma corrente política e cultural em defesa da paz no seio da sociedade brasileira além de abrir uma nova etapa na construção do Cebrapaz que dê um salto de qualidade em sua experiência organizativa e política. O encontro visa ainda transformar a indignação em ação organizada e consciente, fortalecendo desta forma o Cebrapaz para uma nova jornada de lutas antiimperialistas.

Serviço:

Etapa Estadual Preparatória para 2ª Assembleia Nacional do Cebrapaz

Data: 04 de julho de 2009 (sábado)Hora: Das 8h às 13hLocal: CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, auditório Iran Raupp (Av. 13 de Maio)

De Fortaleza,Carolina Campos


Leia Hoje no CHAPADA DO ARARIPE...


chapada 24-06-2009

www.chapadadoararipe.com

O Diário do Cariri

Apoio:



Já que a Polêmica é Inevitável... ( Autor: Beto Fernandes )


Dupla sertaneja é acusada de destratar Jornalistas no Juaforró


( ...Se bem que nossos ouvidos são agredidos a toda hora pela música deles )

A atitude da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano que se apresentou recentemente no JuáForró ao destratar a radialista e apresentadora da TV Verde Vale Marleide Duarte. O Site Miséria traz matéria detalhada informando que a apresentadora teria sido destratada: “O cantor Luciano, segundo relatos dos companheiros de Marleide Duarte, tentou denegrir a radialista com palavras ofensivas, se reportando à profissional com ironia e críticas a uma pessoa que ele não sabe a luta que teve para chegar onde chegou até agora”.

A matéria destaca que é a segunda vez que ocorre problema desta natureza envolve a dupla e a imprensa regional: “Outro caso que o Miséria conseguiu resgatar, aconteceu no dia 21 de março de 1999, nas dependências do Verde Vale Hotel. Era domingo e a dupla estava de passagem por Juazeiro do Norte, após fazer um show na cidade de Cedro. Foi justamente neste dia que os sequestradores libertaram Wellington Camargo, irmão de Zezé di Camargo e Luciano, após 95 dias de cativeiro. No faro da notícia, o repórter Roberto Bulhões foi com seu cinegrafista, Yório Bulhões, tentar uma entrevista com a dupla, a pedido da TV Record. Zéze de Camargo ao perceber o microfone da Record sobre a mesa pediu que a equipe se retirasse da sala, porque só dava entrevista para TV Globo”.

Lá vou eu ( Beto fernandes ):

É necessário no episódio de 1.999, dar o devido desconto aos “astros” da música (?) sertaneja. Estavam aflitos com o seqüestro do irmão e chegava ao fim o que imagino ter sido um grande suplício para eles. Os dois estavam entre a dor pela falta do irmão e o cumprimento da agenda de shows. Mesmo assim, repito, mesmo assim, a dupla deveria ter atendido a imprensa independente de qual fosse à emissora de TV. Inconcebível e lamentável.

Sobre a tentativa da entrevista da Marleide considero normal assim como a negativa do artista em não conceder. Posso ate não concordar, como de fato ocorre neste caso, mas há o direito. Não quero ser corporativista, mas é preciso haver mais respeito dos artistas também para com a imprensa (jornalistas, radialistas, apresentadores de TV, etc). A dupla deve lembrar que são esses profissionais que divulgam as suas músicas no rádio (lembram do filme Filhos de Francisco?). Pois é. Neste caso, especificamente, Zezé e Luciano, nem de longe lembraram aqueles rapazes humildes que até fome passaram na vida.

Sugiro para eventos futuros que a comissão do JuáForró, através de um departamento de comunicação, que pode ser a própria assessoria de comunicação, busque agendar esses contatos com a mídia. Pode haver um acordo prévio com os assessores dos artistas e fatos como esses seriam então evitados.

Da série de comentários retiro dois para deixar a questão equilibrada sobre as versões já que os “artistas” não se pronunciaram nem mesmo através de suas assessorias:

Adriana
Juazeiro do norte - ce

Caros cearences,quem tem boca diz o que quer, Marleide se encontrava muito nervosa a ponto de humilhar Luciano e o mesmo sem querer chegou bem na hora , se irritou quando ela gritou em auta voz que eles passavam fome e agora estavam pousudos,digo porque todos que estavam la podem confirmar.Luciano se irritou e chamou ela de mal educada e disse:vc deveria ter mais respeito pelo seu microfone e completou:a vc nao darei entrevista sua mal educada.Marleide vc e uma otima profissional mais dessa vez vc pizou na bola mesmo.

Obs do blogger: Ela disse estar em Juazeiro e começa o texto com o tratamento “Caros cearenses”. Muito estranho.

Mel
Juazeiro do norte – ce

Não vi a cena dantesca, porém posso opinar, tenho livre arbítrio pra isso. Independente da falha de Marleide ( se é que houve), essa dupla de artista é prepotente e arrogante, fato comprovado. Basta quem duvida pesquisar...O erro maior foi de quem os convidou a vir aqui, melhor tivesse contratado algo mais junino e não esses pavorosos "sertanejos" que nada interagem com nosso tradicional forró. Não se trata de xenofobia, porém mantenham a distância quem não canta forró nesse período de São João.

Atenciosamente:
Mel

Reportagem de Beto Fernandes - Revista do Beto

O.B.S
Curiosidade - O cantor Lulu Santos declarou certa vez na TV, que espingarda de dois canos servia para matar dupla sertaneja... ... ... rs rs

Correções ortográficas sobre o texto original do original do original:

TRAZ MATÉRIA ( verbo trazer, e não "trás matéria", como escrito erroneamente no texto. Trás é a parte de trás, por exemplo, a parte de trás da cadeira. Trazer é outra coisa.
POUSUDOS - Isso não existe! - Existe POSUDOS - Vem de Pose.
PIZOU na Bola - Esse é um crime da língua portuguesa! - Já que o verbo Pisar é com "S". Eu piso, tu pisas, ele pisa.

CONHECER UM POUCO DE ARTE - Por Edilma Rocha

Hoje temos o privilégio de ter acesso aos museus e pinacotecas. Temos também os meios de comunicação como este, para conhecer e entender as obras de arte. Acho muito importante despertar aqui o interesse dos jovens, estudantes, professores e até mesmo das pessoas em geral para ver o nosso museu de arte com outros olhos, o do conhecimento. Comecei estas crônicas ( veja textos anteriores) falando de museus, conservação, preservação e restauração.Em breve teremos um espaço a altura dos visitantes inclusive com bliblioteca para pesquisas de artes em geral, estamos trabalhando para isso acontecer. Existem no nosso arcervo várias obras expostas que precisam ser vistas, mas,ver não é o mesmo que olhar. Ver é apenas abrir os olhos e olhar é abrir a mente e usar a inteligência. Olhar uma pintura é como fazer uma viagem com muitas possibilidades de preparação para uma expedição, e a melhor maneira é ter um guia que lhe ajude a se familiarizar ao novo lugar e lhe mostrar coisas que aos nossos próprios olhos passariam despercebidas. O conhecimento através de textos ou livros específicos oferecem recursos para uma viagem ao mundo das artes.
Cada pintura tem um tema e um estilo escolhido pelo artista e toda uma mensagem ou intenção de se comunicar pelo visual para atingir a sensibilidade do espectador. Geralmente os temas são fáceis de entender, pois ao criar as obras os artistas estão familiarizados com a história em que vivem naquele momento, facilmente identificadas com as datas e épocas da pintura executadas: como os temas bliblicos, Deuses da antiguidade, mitologia grega, lendas, surrealismo, abstratos, modernos e contemponânios. e descobrir estes mitos e verdades desperta no visitante o prazer de observar uma pintura. Isto compreende as técnicas utilizadas, o emprego das tintas à óleo ou água, muito usadas, os traços do desenho e as pinturas acidentais, muito frequente nos novos artistas em querer fazer sem saber. Há Também o simbolismo como uma linguagem entre o espectador e o objeto, as alegorias da época, os cenários, figurinos, paisagens, até as crenças estão representadas. O espaço e a luz criam um domínio de ilusão sobre uma tela plana e é preciso domínio para conseguir o efeito de uma realidade criada. Os estilos são características próprias facilmente reconhecidas que se refletem em todas as pinturas desde o início da evolução da história, passando pelo Renascimento aos nossos tempos atuais. Não afirmo que o conhecimento profundo de arte seja também coisa fácil. É necessário o estudo dos significados pela quantidade de estilos e épocas a serem dominados. Isto requer interesse e muito estudo visual e escrito. Ter a orientação é muito importante, mas também possuir a sua interpretação no caso dos modernos e abstratos é um direito de cada um, através da sua própria visão e sensibilidade. Muitas vezes um não enxerga exatamente o que o outro vê, ou o que o artista se propôs a mostrar, podemos guardar para nos mesmos a possibilidade de um entendimento.
Uma obra prima significa um trabalho submetido à apreciação profissional tendo a prova de que o artista dominou todas as suas habilidades e técnicas necessárias. As vezes oferecem a capacidade de falar coisas além da sua época com inspiração e significado. Os grandes pintores continuam sendo os mestres para um aprendizado visual. Na história da arte mundial temos dois nomes considerados os gigantes, Giotto e Picasso, pois conseguiram reescrever as regras das alternativas visuais. No século XVIII o comércio das artes era feito por encomenda, geralmente pelo Clero e a Corte Real. Poucos podiam sobreviver sem patronos, comerciantes e colecionadores, e nem sempre tinham qualidades, o que não diferencia muito da atualidade. Um artista para se destacar precisa de muita coragem e individualidade. Essas qualidades podem ser a curto prazo ou não. Mas o reconhecimento em vida são poucos os contemplados e as vezes depois de sua morte em situações especiais. Mas só aqueles que fizeram realmente obras-primas resistem as críticas e julgamentos.

São consideradas obras-primas mundiais os seguintes quadros, técnica, pintor e local em exposição:

- Adoração dos Reis Magos / afresco / Giotto/ Itália;
- A Anuciação / Témpera sobre madeira / Fra Angelico/ Itália;
- O Casal Arneolfini / Óleo sobre Madeira / Jan Van Eyek / Londres;
- A Deposição /Óleo sobre madeira / Rogier Van Weideu / Madri;
- O Batismo de Cristo / Témpera sobre madeira / Piero Della Francesca / Londres;
- A Batalha de San Romano / Témpera sobre madeira / Paolo Vercello / Londres;
- O Nascimento de Vênus / Témpera sobre madeira / Sandro Botticelli / Florença;
- O Jardim das delícias / Óleo sobre madeira / Hieronimus Bosch / Madri;
- Mona lisa / Óleo sobre madeira / Leonardo da Vinci / Paris;
- A Tempestade / Óleo sobre Tela / Giorgioni / Veneza;
- Teto da Capela Sistina / afresco / Michelângelo / Vaticano;
- A Escola de Atenas / afresco / Rafael / Vaticano;
- Baco e Ariadnne / Óleo sobre tela / Ticiano / londres;
- Os Embaixadores / Óleo sobre madeira / Hans Holbein / Londres;
- O Enterro do Conde de Orgaz / Óleo sobre tela / El Greco / Toledo;
- A Ceia em Emaús / Óleo sobre tela / Caraggio / Londres;
- Sansão e Dalila /Óleo sobre madeira / Peter Paul Rubens / Londres;
- As Meninas / Óleo sobre tela / Diego Velázkeuez / Madri;
- O Estúdio do Artista / Óleo sobre Tela / Jan Vermer / Viena;
- Juramento dos Horácios / Óleo sobre tela / Jasques Louis Davis / Paris;
- Os Fuzilamentos de 03 de maio de 1808 / Óleo sobre Tela / Francisco de Goya / Madri;
- O Estúdio do Pintor / Óleo sobre tela / Gustave Courbet / Paris;
- A Aula de Dança / Óleo sobre tela / Edgar Degas / Paris;
- Almoço em La Grenovillére / Óleo sobre tela / Pierre Auguste Renoir/ Washington;
- Um Bar no Folies - Bergere / Óleo sobre tela / Eduoard Manet / Londres;
- Quarto do Artista em Arles / Óleo sobre tela / Vincent Van Gogh / Paris;
- Natureza - Morta com Molde de Gesso / Óleo em papel sobre madeira / Paul Cézanne / Londres;
- Guernica / Óleo sobre tela / Paplo Picasso / Madri;

Todos esses quadros já foram por mim motivo de estudo e contemplação através de viagens, realizadas ao longo da minha tragetória artistica. Sem comparações aos museus anteriores, espero apenas um espaço condinzente com a nossa realidade, para mostrar as obras do Museu de Artes Vicente Leite, com material digno de pesquisas e estudos para as gerações futuras.

Edilma Rocha

Dep. Ely Aguiar procura informações sobre Lourival Luciano Filho

O Deputado Ely Aguiar pede aos nossos leitores para se possivel mandar alguns dados do professor Lourival Luciano Filho, falecido recentemente, pois pretande apresentar um requerimento de "pesar" na assembléia Legislativa do Estado. Pede ainda que se possivel enviar também o endereço da família. Podem escrever os dados aí nos comentários desta postagem, ou enviar para o e-mail do Blog do Crato:

blogdocrato@hotmail.com

DM

Socorro ! - Por: Dr. José Flávio Vieira

24/06/2009 - 10h20


Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU

A indústria financeira internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, segundo aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Campanha da ONU pelas Metas do Milênio.Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.

Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo "identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise em longo prazo", segundo a convocação das Nações Unidas.Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.Vontade política O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política."Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime", disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty."O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados", lamentou."O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram", disse Shetty.O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global. "Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar", afirmou.

BBC Brasil


ONU: Maior mercado consumidor de Cocaína da América Latina está no Brasil - Por: José Flávio Vieira


24/06/2009 - 11h00


Claudia Andrade
Do UOL Notícias

Em Brasília


O consumo de cocaína também está crescendo em vários países da América do Sul, incluindo o Brasil. É o que aponta relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre drogas divulgado nesta quarta-feira (24). Em números absolutos, o mercado brasileiro é o que mais consome a droga no continente, com cerca de 890 mil usuários, o equivalente a 0,7% da população entre 12 e 65 anos, segundo dados dos anos 2006/2007. Em 2001, os usuários de cocaína representavam 0,4% da população. Se o consumo aumenta, crescem também as apreensões da droga. Nos países do Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), as apreensões passaram de 10 toneladas no ano 2000 para 38 toneladas em 2007. "Isso reflete o aumento crescente da importância desses países para o tráfico de cocaína, tanto para satisfazer a demanda interna quanto para reexportar a cocaína para mercados como Europa, África e região do Pacífico", constata a ONU, em seu relatório.
Em 2007, a América do Sul contribuiu com 45% do total mundial de apreensões da droga, o equivalente a 323 toneladas. Mais de 60% desse número veio da Colômbia. No Brasil, foram apreendidas 17 toneladas de cocaína, o que coloca o país em 10º no ranking mundial. No ano anterior, o Brasil ocupava a 12ª posição, com pouco mais de 14 toneladas apreendidas.De acordo com a Polícia Federal, a apreensão de cocaína no país aumentou entre 2007 e 2008, passando de 18,5 toneladas para 20 toneladas. "Contudo, esse não é o nosso principal objetivo. Temos tentado fazer a desarticulação das organizações criminosas que atuam neste comércio", disse Roberto Troncon Filho, diretor de combate ao crime organizado da PF.O relatório da ONU destaca, no entanto, uma queda na produção de cocaína no mundo todo. Em 2004, a produção superou as 1.000 toneladas, número que caiu para 845 toneladas no último levantamento. A redução de 28% na produção da droga na Colômbia contribuiu para a diminuição global, de acordo com o relatório.Crack: apreensão quase quadruplicaNo caso do crack, as apreensões no Brasil cresceram quase quatro vezes de 2006 para 2007, passando de 145,3 toneladas para 578 toneladas. No período histórico do levantamento, que começa em 2002, o ano em que a apreensão da droga foi menor no país foi 2004, com 101 toneladas apreendidas. Em toda América do Sul, as apreensões passaram de 479,3 toneladas em 2006 para 706,8 toneladas no ano seguinte.MaconhaO consumo de maconha no Brasil está aumentando. Segundo o documento da ONU, a taxa anual de consumo no país passou de 1% em 2001 para 2,6% em 2005. "De acordo com as autoridades brasileiras, esse número parece continuar subindo nos anos subsequentes", afirma o relatório.

Segundo as Nações Unidas, a maconha continua sendo a droga mais cultivada e consumida em todo o mundo. E o alerta do relatório é para os danos que a droga traz à saúde. "O índice médio de THC (o componente prejudicial da droga) observado na maconha na América do Norte quase dobrou na última década. Essa mudança traz grandes implicações à saúde, evidenciada por um aumento significante no número de pessoas em busca de tratamento."Heroína e drogas injetáveisO relatório da ONU aponta que o Brasil tem o maior número de usuários de opiáceos (ópio, heroína, morfina) entre os países da América do Sul. São cerca de 635 mil usuários, ou 0,5% da população entre 12 e 65 anos. A maioria usa analgésicos e só uma pequena parte usa heroína (menos de 0,05%). "Os dados mostram uma tendência de estabilização no uso de opiáceos nas Américas, mas tendências de crescimento no México, na Venezuela e na Argentina", diz o documento.


DADOS DO BRASIL SOBRE USUÁRIOS DE DROGAS JOVENS NA AMÉRICA DO SUL

Cocaína - 1º lugar
Anfetaminas 2º, atrás da Colômbia
Maconha - 5º lugar, atrás de Chile, Uruguai, Colômbia e Argentina

No caso das drogas injetáveis, o Brasil está entre os países com a maior população de usuários. Ao lado de China, Estados Unidos e Rússia, soma 45% do total estimado de usuários no mundo. O relatório alerta para o perigo de infecção pelo vírus da Aids. Estima-se que entre 0,8 milhão e 6,6 milhões de usuários de drogas injetáveis no mundo inteiro estejam infectados pelo vírus HIV, principalmente no Leste Europeu, Leste e Sudoeste da Ásia e América Latina. "Faz-se necessário realizar investimentos na saúde pública para enfrentar esse problema", afirma o relatório, observando que os dados sobre uso de drogas injetáveis "são de baixa confiabilidade, considerando o estigma existente em relação a esse tipo de usuário".O relatório da ONU é feito com base em dados fornecidos pelos governos por meio de questionários enviados ao escritório sobre drogas e crime no ano passado. Os dados são complementados pelas Nações Unidas.

Postagem: Dr. José Flávio Vieira

Estou sempre voltando ao Crato... - Por Claude Bloc


Há momentos em que a emoção não consegue sem barrada nem velada. Pelo contrário, nos sentimos embebidos/as dela, encharcados/as da mais linda amizade que se pode ter. A amizade que nos chega ás raízes da vida e nos joga de volta aos longínquos laços deste sentimento mais que precioso.
Agradeço, portanto, a José do Vale por este texto a mim dedicado, quando mais uma data de meu curso de vida em mim se completa.
Escolhi o Crato para estar nessa data entre amigos. Para comemorar a vida. E para agradecer o carinho que todos têm me dedicado apenas com minha presença, pois que as palavras seriam ínfimas e insuficientes diante do que sinto e nunca conseguiriam expressar o “bastante”.
Então, me aguardem... Estou chegando. Estou sempre voltando ao Crato

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Dentre meus muitos gostares existem alguns que cultivo, que vou dilapidando e polindo, que vou cravejando com preciosas prendas. Nesta constante metamorfose, vou produzindo em mim uma eterna reforma, me tornando, nesse enredo, um verdadeiro universo em ebulição constante. Nesse universo estão meus limites (físicos ou não) e estão plantadas minhas raízes, meus melhores afetos, minhas boas lembranças. Fico então delimitada: bem ao centro está minha perspectiva de vida, mirando para o Sul do Ceará, ao norte dos meus sonhos perenes.

O Crato é sim, queiram ou não, singular nesses muitos aspectos que me aprazem, dentre os meus muitos gostares. É singular em arte, em costumes, em humor, em vida. Singular em verso ou prosa, muita prosa! É peculiar em sua maneira de ser cidade. Em seu modo de ser um recanto sempre lembrado, mesmo pelas ovelhas desgarradas pela imposição da vida. E, como já citei muitas vezes, o Crato tem um ímã do qual a gente da terra não consegue se desgrudar, pois que, quem ama o Crato não o ama superficialmente, mas o tem bem no centro da alma, como uma essência indelével e inolvidável.

Quem ama o Crato como eu, é sensível aos espinhos de suas trilhas e padece com as farpas estranhas à doçura que lhe é peculiar. O Crato é doce. Tem o açúcar das canas e dos canaviais, tem o mel no coração das pessoas que circulam pelas linhas do seu destino. Tem o tijolo de buriti que lhe serve de pilar e que assanha a verve dos mil poetas que (de)cantam a “flor da terra do sol”: “Sou teu filho e ao teu calor, amei, sonhei, vivi”.

O Crato é então esta obra de arte encravada bem no centro do meu coração (e no de todos os cratenses). Nem ao Norte, nem ao Sul. E me sinto centrada neste amor tranqüilo que equilibra meus humores. O Crato está na vanguarda, além dos limites dos pobres de espírito. O Crato é então “o meio e o curso que faz o curso se mover”. Seu povo é generoso e bom.
Mas (como bem diz José do Vale) poderíamos chamar o Crato de mundo e nele evocar a vida. Comemorar a vida em meio aos amigos, pois que nesta dimensão, em meio a eles, serei parte desse inquestionável e amado universo.

Texto e imagem de Claude Bloc

O "Componente Político" (III) - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Séculos e séculos atrás, no territorialmente diminuto e inexpressivo solo grego, filósofos da estirpe de um Aristóteles, Sócrates, Platão e companhia já mostravam ao mundo o valor e a importância do “componente político” no desenvolvimento de uma comunidade, ao convocarem os mais diversos segmentos da população às ruas, objetivando cientificar-lhe da RESPONSABILIDADE que tinham em traçar e definir o seu próprio destino, via escolha, democrática e consciente, pelo voto soberano, daqueles concidadãos que fossem considerados aptos a dignamente representá-lo nas mais diversas instâncias do poder; não é sem razão, pois, que até hoje a pequenina Grécia, encravada na periferia do continente europeu, é reconhecida como o “berço da democracia” (ou da própria humanidade).
Empreendendo uma longa viagem no tempo, que nos possibilite o seu desaguadouro nos dias atuais, aportamos no Crato, sul do Ceará, onde constatamos, decepcionados e perplexos, que a sua população simplesmente parece não ter tomado consciência de tão imprescindíveis e sábios ensinamentos ou, se algum dia o fez, miopemente optou por considerá-los desnecessários, já que, na hora de traçar um norte, seguir um rumo, vislumbrar uma perspectiva futura para a cidade, IRRESPONSAVELMENTE decidiu-se pela fatal fragmentação ou pulverização dos seus votos entre centenas de candidatos, muitos não comprometidos com a urbe.
O retrato emblemático de tal dispersão ou alheamento pode ser observado através de algumas vertentes: 1) em termos de poder legislativo estadual, os seus 61.975 eleitores equivocadamente distinguiram ou agraciaram com seus sufrágios nada menos que inacreditáveis e absurdos 249 candidatos, representando uma votação média per-capita de minguados 248 votos, mas que, considerados fora do contexto meramente informativo, funcionaram decisivamente na totalização ou complementação da eleição de alguns alienígenas, em detrimento do concorrente local; 2) para a Câmara Federal, cerca de 114 candidatos mereceram a distinção e a preferência do cratense, numa média de 543 votos per-capita, merecendo destaque, lamentável e negativo, a impressionante e estupenda votação de 11.000 votos direcionada a um único candidato (Ciro Gomes, o papo furado) que, por não possuir nenhuma vinculação afetiva com o Crato, nunca nada fez pela cidade (além do que, verificou-se robusta votação em candidatos juazeirenses, que findou por minar qualquer possibilidade de sucesso de candidatos cratenses).
O resultado de tão tamanho descaso não poderia ser mais lamentável e catastrófico: apenas um único e solitário conterrâneo - cratense da gema, piquizeiro autêntico - conhecedor dos seus problemas, seus meandros, suas agruras, suas necessidades, conseguiu assento na Assembléia Legislativa, enquanto que em termos de Câmara Federal continuamos na orfandade absoluta, um zero à esquerda.
Evidentemente que tal comportamento (que se vem repetindo há décadas) teria que produzir conseqüências nefastas, frutos amargos, situações desagradáveis e o esvaziamento progressivo do Crato, consubstanciado na falta de representatividade política em termos de parlamento (estadual e federal), com sérios e imediatos reflexos na perspectiva de alocar recursos, traficar influência e atrair investimentos (até de grandes redes particulares), imprescindíveis ao desenvolvimento de qualquer cidade, em qualquer país, porquanto apenas os tributos municipais se mostram insuficientes para a alavancagem de qualquer gestão (e pensar que em pleno século XXI ainda temos segmentos que não consideram o "componente político" como um eficaz indutor desenvolvimentista).
Com relação à prefeitura municipal, depois de anos e anos de estagnação e acefalia, por conta da perigosa, despropositada e até certo ponto ingênua escolha de pessoas comprovadamente despreparadas tecnicamente, além de não possuidoras do competente espírito coletivo para gerir a coisa pública, surgem no horizonte tímidos sinais de mudança, uma tênue luz no fim do túnel, a sinalizar a entrada do Crato numa nova era, a correr célere sobre trilhos instalados em dormentes solidamente fincados .
Torçamos para que não haja regressão e, consequentemente, tenhamos de volta o necessário e imprescindível “giro da roda” (objeto de uma próxima postagem).

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva


Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri - 24-06-2009


Reitor da URCA recebe representantes do Consulado Alemão

O Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Plácido Cidade Nuvens, recebeu no final da tarde de ontem, em seu gabinete, o cônsul geral da Alemanha no Brasil, Thomas Wülking, e o cônsul honorário, Dieter Gerding. Eles serão acompanhados durante o dia de hoje (24/06) a visitas nos geotopes Ipubi, Exu e Nova Olinda, do Geopark Araripe. Estarão participando da equipe o Reitor, o gerente do Geopark Araripe, Idalécio Freitas, o assessor de Assuntos Internacionais da URCA, Titus Riedl, a professora Maria Helena Hessel, Paleontóloga, e Gabriela Carvalho, do Geopark Araripe. A vinda do autor da concepção do Geopark Araripe, Gero Hillmer, da Universidade de Hamburgo, não foi possível por motivos pessoais. Ele estará no Cariri em agosto, e permanecerá por vários dias na região.

Unidade de Campos Sales realiza a I Mostra de Matemática e homenageia o professor Lourival Luciano

Encerrou-se na última segunda-feira, a I Mostra de Matemática do Campus Avançado de Campos Sales, culminância do Projeto Matemática Itinerante: Aprender Brincando, apresentado durante os meses de abril, maio e junho de 2009, nas escolas urbanas e rurais do município de Campos Sales e adjacências, sob a eficiente coordenação dos alunos do VI Semestre de letras do Curso de Matemática. O evento, que foi concebido na disciplina de Estágio Supervisionado II, ministrada pela Professora Maria das Graças, foi avaliada pelo Prof. Dr. Roberto Siebra – Diretor do Campus, como uma grande experiência da Universidade na área de extensão, prática que está se tornando comum nesta Unidade, já que no decorrer deste período todos os cursos existentes tiveram programações extensivas à comunidade local tais como: Saraus Culturais, Festival Cultura no Pátio, Matemática na Praça, Programa de Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis, etc. O encerramento do Projeto Matemática Itinerante se deu no prédio onde funciona a URCA, local onde foi montada uma grande exposição, com fotos e jogos lúdicos aplicados no ensino da matemática, aberta ao público e demais membros da comunicada acadêmica, sendo seguida por uma apresentação cultural da orquestra de flautas formada por jovens de Campos Sales. Dois momentos são merecedores de destaque nesta importante data. O primeiro, a palestra proferida pelo Prof. Dr. José Pimentel, abordando tema: “A matemática enquanto manifestação humana”, onde é abordada a necessidade de se desmistificar a prática e o ensino de matemática, tornando esta disciplina prazerosa e mais próxima da realidade do educando. O segundo momento, bastante emocionante, foi a homenagem feita pelos alunos de matemática ao Professor Lourival Luciano, que ministrou nesta turma aula de Psicologia, deixando saudades, lembranças e o respeito, manifestação comum de todos aqueles que tiverem o prazer de conviver com este educador.

Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br


Futebol - Por: Amilton Silva - 24-06-2009

Fortaleza Vence a Terceira Consecutiva

Após um péssimo início de campeonato, ostentando a lanterna por diversas rodadas, o Fortaleza vem em recuperação na Série B do Brasileirão, e voltou a vencer fora de casa mais uma vez, desta feita o triunfo tricolor foi diante do Ipatinga, no Ipatingão por 1 X 0 gol marcado pelo atacante Marcelo Nicassio aos 14 minutos da segunda etapa. Com o resultado o Leão do Pici assume a 10ª posição na classificação geral do campeonato. Outra partida que movimentou a oitava rodada da Série B , aconteceu em Natal RN, e o América perdeu de virada para Ponte Preta por 2 X 1. Thoni abriu o placar para o América e Fabiano Gadelha e Edilson marcaram os gols da macaca. As duas partidas foram realizadas na noite de ontem dia 23.

Copa das Confederações

Duas partidas válidas pelas seminifinais, serão realizadas nesta quarta e quinta feira pela copa das Confederações. Hoje dia 24, jogarão à partir das 13:30h , Espanha e EUA, amanhã no mesmo horário, o Brasil enfrentará a Africa do Sul que é dirigida pelo ex treinador do Flamengo Joel Santana. Depois de uma goleada do Brasil por 3 X 0 diante da Itália no último domingo, o Brasil segue na copa com favorito.

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato


Buquê de Rosas para Esposa - João Mendes Filho

Nota: A pedido de um dos nossos queridos membros, João Mendes Filho, estamos publicando essa homenagem que ele dedica à sua esposa pela passagem do aniversário, mas que reveste-se de uma poesia que bem merece ser lida pelos usuáros do Blog do Crato.

...

"Não sei se com botões, folhas e espinhos nos ramos, pois assim como a vida multicolorida, multifacetada, com seus aromas e odores, rosas são peles vermelhas, como a correr sangue nas veias, que enquanto nutre o corpo também o mantém aquecido. Num buquê também há folhas que serviram para nutrir e alimentar a rosa, sendo agora um adorno coberto de verde como a representar as esperanças que são depositadas neste ato sublime, sincero e tão rico no que não é dito no cotidiano. Botões ainda estão a desabrocharem, como filhos que ainda estão a construir seus alicerces e valores, nos tendo como referência.

Com atos pragmáticos e impelido pela vida tenho buscado não perder tempo, porém o que hoje vejo é que preciso perder tempo, pois do que adianta gerenciá-lo se a cada ano que passa este parece correr mais depressa; parece que ganhar tempo trava a energia corpórea e faz adoecer a mente e o corpo, pois essa não é expelida naturalmente. Estas práticas sempre foram exercidas no intuito de acumular reservas monetárias, morais e privacidade, como sempre fui incutido e assim vão se acumulando as diferenças, resultantes paradoxalmente, do excesso de reserva de um para com o outro no cotidiano do casal, porém sempre haverá tempo para recomeço.

Como espinhos no caule da roseira, expressando que nem tudo que fere serve apenas para sucumbir os agressores e agredidos, na crise crescemos e não devemos ser intolerantes para manter a mesma pisada. Quero contar contigo, amando o mundo, reconstruindo a minha alegria, autonomia, liberdade com responsabilidade, com expressões do meu âmago, ruminando este buquê e dopado pela suas essências, sonhar enxergando a vida através do caleidoscópio humano.

Recife, 02/03/2009 (homenagem à esposa no dia do aniversário)"

Por: João MENDES Filho

Tipos Populares do Crato - Cabo Toureiro - Por: Wilson Bernardo

GALERIA FOTOGRÁFICA(1)...Começo desde já esta galeria homenageando meu pai.

Ainda jovem...


Aos oitenta e dois anos (Sargento mas conhecido como cabo Toureiro )

...AH! VOCÊ QUE É TOUREIRO, TAQUI QUE VOU!
-TAQUI QUE EU LHE LEVO...

A construção dos super-heróis se realiza primeiro na formação da força e do poder no sonho de uma América forte e superior. Depois este herói se faz mito, onde se constrói, no imaginário de toda mente fértil, mas isto não é fato, pelo menos na minha concepção de vida e de quando criança, me vi crescer em um ambiente totalmente desprovido de formações supostamente propícias a mistificar os mitos. Cresci vendo meu pai, que para poucos se chama: José Bernardo da Silva, o que para muitos se construiu um populesco apelido, acompanhado de histórias cômicas como, por exemplo, “esteje preso, esteja solto” “taqui que eu vou, taqui que eu lhe levo”, onde com o passar dos tempos, este mesmo apelido incorporou no imaginário dantesco de cabo toureiro.

De todos os heróis fictícios que eu conheci, o meu era bem real e estava ali, nos ensinando a todos os meus irmãos, princípio moral e ético de que sobreviver às condições sociais é simplesmente o conhecimento e a honestidade. Meu pai não teve tempo de se alfabetizar, assim como minha mãe, pois os mesmos, só tiveram tempo de nos ensinar as letras que se formam grãos no saciar da angústia de que nunca os filhos passariam necessidades, mas se enfartariam de saberes primordiais que é a maior alfabetização dos homens, como o amor e a proteção da família, para que nos tornássemos tempos depois, em bons irmãos, filhos e pais, como fomos assim concebidos pelos ensinamentos de cabo toureiro, que na plenitude de sua vida chega aos oitenta e dois anos, sem nunca ter agredido quem quer que seja, física e moral.

Quando criança na escola e nas ruas, muitas vezes e não foram poucas chorei e me vi embrutecido, quando ouvia as piadas e as histórias de suposta covardia que se alcunha ao meu pai. Levei muito tempo para aprender que aquilo não passava de folclóricas situações engraçadas, sabendo eu que não eram verídicas, e se fossem o meu pai ao completar oitenta e dois anos, não estaria vivo e lúcido, dormindo a tranquilidade dos sonos que só cabem aos heróis vivos e honrados e não heróis mortos para não relatar os fatos. Cabo toureiro que é sim, nosso mito de herói nordestino de tantas histórias de honras e gangaços. Nós os teus filhos e esposa em memorian, te amamos na espera de muitos anos que sucede tua honrada vida.

Amamos-te cabo toureiro José Bernardo da Silva.

Wilson Bernardo - Poeta

Notícias do Crato para o Dia 24 de Junho de 2009


24-06-2009
Profissionais de Saúde participam de capacitação em Fortaleza

A Secretaria de Saúde do Crato enviou três profissionais da Enfermagem do município, para participar de capacitação em Assistente de Enfermagem, voltada aos pacientes com dengue, pela Secretaria de Saúde do Estado. O trabalho faz parte da busca pela qualificação doas profissionais de Saúde do Crato, no intuito de melhor atender a população.

Crato cobre 70% da meta de vacinação contra a poliomielite

Continua sendo realizada em Crato, em todos os postos de saúde do município, a vacinação contra a poliomielite, que teve o seu dia “D” no último sábado. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Saúde do Município, Aline Franca, o trabalho das equipes de saúde foi exitoso e a população correspondeu ao chamado, com mais de 70% do cumprimento da meta de vacinação do município, até o momento. Devem ser vacinadas crianças de 0 a 5 anos.

Agentes continuam em campo no combate à dengue

O município do Crato continua com as equipes de agentes em campo na luta contra a dengue. Este ano os números estão bastante reduzidos, segundo a Atenção Básica, graças a um trabalho integrado da Secretaria e a população. O município está em processo de finalização de mais um ciclo de combate ao mosquito Aedes aegypti, com visitas em mais de 40 mil domicílios.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

ANI VERSO DE CLAUDE BLOC - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Claude Bloc, fisicamente de volta ao Crato, no dia do seu aniversário. Aniversário, etimologicamente de ano, composto com vertere que significa voltar. Claude Bloc, que vem, que volta.

Volta? Em que acepção? Principalmente giro, volteio. Claude Bloc como um astro na órbita do Crato. No território da Serra Verde que assim o é por tanta fotossíntese entre o ar e a luz do sol. Tanta síntese entre o solo e as águas nos terminais radiculares.

Foi um pedagogo genial que um dia, nos radicais anos 60 e 70, nos disse de outro sentido da palavra: diferente de extremado. Falava de raiz como origem e, seguramente, o texto que repercute Claude Bloc, muito além dos limites físicos dela, é radicular como tal acepção.

A terra só tem este lodo, que chamamos vida, na superfície da sua crosta, por que tem o sol no centro de tudo. Claude Bloc em sua literatura é como a terra, tem um Crato em seu centro. E qual o significado de se ter um Crato por centro?

O significado de singular. Tão próprio que existe um Juazeiro do Norte que parece existir apenas para marcar a excepcionalidade do Crato. Pelo menos é o que pensam os cratenses. Principalmente estes que vieram ao mundo do século XX em diante e pensam: sem Juazeiro não nos achamos.

Singular é o Crato assim feito Claude. Um dia examina sua lida didática e se encontra a formar gerações na região Norte do Ceará. Logo em Sobral. Quem tem o senso da singularidade faz com ela: volta ao Crato e se oferece como corpo e alma à digestão da sua própria matéria.

Sensível aos espinhos da trilha, seu coração sangra com as farpas de uma crítica normativa se imaginando vanguarda. É do estilo de certa crítica: pisa, arranha, mete o dedo na ferida, vale tudo. Uma crítica personalista, parece que fala da obra de arte, mas diz do outro, uma enorme aversão ao autor da arte.

E quem tem recursos para barrar o curso do mundo? Ninguém e Claude, como tantos, é curso sem possibilidade de açudagem. Continua, não é o meio de seu curso que faz o curso se mover, é ele próprio que se adianta. E Claude, como já se disse: orbita um universo que por vezes chamamos Crato.

Mas poderíamos chamar mundo, evocar a vida, dizer Claude Bloc. E, claro, estes amigos com quem ela estará em particular e todo este Cariri que nem se dar conta de como é.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Arte de Rua - Por: Alessandra Bandeira

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A arte de rua vem crescendo pelo mundo. Seja como forma de contestação, divulgação ou informação, pinturas e colagens tem sido feitas em muros , paredes e portões. Dessa forma a arte de rua prova que não e necessario uma galeria para que todos tenham acesso. Dentro deste conceito de arte não entra as pichações ou vandalismo, a arte de rua tem como uma das propostas tornar visivel as imperfeições estruturais das cidades. Vários nomes vem se destacando mundialmente, desde Baskiat , que começou nas rua e invadiu as galerias , até nacionalmente como Caludio Reis , Alexandre Lucas.

Dentro destes nomes , vem se despontado Michael de Feo, mas conhecido como Flower Guy.

Flower Guy usando de papeis que ele encontra nas caçambas de lixo e desenhando uma singela flor, vem transformando as ruas de Nova York e de outras partes do mundo, como Amesterdã, Buenos Aires, Inglaterra,Alemanhã, em um harmonico jardim. As flores de Michael possuem traços simples, mas de uma leveza que nos faz sentir um misto de paz e de felicidade,além de chamar atenção para espaços que estão em abandono, e que com uma simples ideia se pode transformar o decadente em belo.

Para mais informaçoes sobre o trabalho de Michael de Feo:

http://www.mdefeo.com
http://www.facebook.com/people/Michael-De-Feo/501214458?
http://www.myspace.com/michaeldefeo
http://www.alphabetcitybook.com

The art of the street is growing around the world.
Whatever form of defense, or disclosure information, paintings and collages have been made in walls, walls and gates. This way the art of street that is not necessarily evidence a gallery for everyone to have access. Within this concept of art does not enter the graffiti vandalism, street art of the proposal is to make visible the structural flaws of the cities. Va'rios names has been increasing worldwide since Baskiat, which began in the streets and the galleries broke up nationally as Caludio Reis, Alexandre Lucas. Within these, it is coming from Michael Feo, but known as the Flower Guy. Flower Guy using the roles that he finds in the garbage buckets and drawing a single flower, is turning the streets of New York and other parts of the world, as Amsterdam, Buenos Aires, England, Germany, in a harmonic garden. The flowers have traits of Michael simple, but a lightness that makes us feel a mixture of peace and happiness, than to draw attention to areas that are abandoned, and that with a simple idea can turn into beautiful decadent.

For more information on the work of Michael de Feo:

http://www.mdefeo.com
http://www.facebook.com/people/Michael-De-Feo/501214458?
http://www.myspace.com/michaeldefeo
http://www.alphabetcitybook.com

Por: Alessandra Bandeira

Tipos populares do Crato (6)

Maestro Azul

Por Carlos Rafael Dias

Maestro azul é muito mais do que o nome de um dos mais importantes tipos populares do Crato. É um título nobiliárquico, como devem ser os nomes dos verdadeiros mestres da música, a exemplo de Telonius Monk e B.B. King.

Maestro Azul pintou o seu mundo com todas as cores, do preto, cor de sua pele, ao branco, da farda de gala da banda Municipal do Crato, do qual foi um dos mais expressivos regentes. Não era apenas um condutor, mas também compositor. Pena que nada ficou registrado de sua obra.

Natural de Jardim, terra de músicos, como Zé Menezes e Manel D’Jadim, Maestro Azul, no entanto, encarnou mais do que ninguém a mais pura e legítima cratensidade.

Lembro dele em várias ocasiões: como maestro da Banda de Música do SESI Crato, em inúmeras e inesquecíveis retretas ou solenidades, à frente da Banda Municipal do Crato, ou simplesmente no cotidiano gerenciamento do seu bar, localizado na Praça Juarez Távora, em frente à Igreja de São Vicente, no centro do Crato.

O poeta Geraldo Urano contou-me um episódio inusitado que envolveu o Maestro Azul e o laureado instrumentista carioca Paulo Moura. Este passava, anônima e descompromissadamente, um final de semana no Crato, por volta do início da década de 1980. Geraldo fazia-lhe companhia, ciceroneando-lhe pelos recantos do município. Foram tomar banho na Nascente e depois foram beber umas cachaças no bar do Maestro Azul. Lá os dois músicos fizeram uma jam session, Paulo Moura no clarinete e Maestro Azul no saxofone. Rolou um impagável repertório de chorinhos e gafieiras.

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