xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/06/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 junho 2009

Recado do leitor Gutemberg - São Paulo

BOA NOITE. ABRAÇO A TODOS DO CRATO. MORO EM NA TERCEIRA DIVISÃO SÃO PAULO CAPITAL. PEÇO POR FAVOR MANDAR UM ABRACO PARA TODOS DA RUA MONSENHO JUVINIANO. MEU NOME GUTEMBERG FINHO DA DONA DOM LEMBRANCA TODOS AMIGOS ESTAREI AI NA EXPOCRATO.

Nota:

Valeu, Gutemberg. Recado está dado!
Um abraço,

Dihelson Mendonça

Revitalização das Praças!!!

Li uma matéria escrita por Taís Costa sobre o Projeto de Revitalização das nossas praças. Realmente estes espaços públicos estão necessitando urgente de um olhar mais direto da SEINFRA, Secretaria do Meio e Ambiente e a Equipe de Jardinagem. A praça Juarez Távora, mais conhecida por Praça de São Vicente, está simplesmente suja, sem piso... A praça também conhecida como Cristo Rei está com a iluminação parcial, sem jardins e precisando podar as suas árvores.
Amei a ideia desta revitalização. As praças embelezam a nossa cidade. É espaço de encontros...de meditação....

Maria Otilia

Leia Hoje no CHAPADA DO ARARIPE...

chapada 22-06-2009


Algumas Matérias de Hoje:


- Crato encerra festividades da Semana do Município
- Entrevista: João Ananias, Secretário de Saúde do Ceará
- Consumismo: A face Oculta do Espetáculo
- Brasil joga à la 70, atropela Itália e vai pegar seleção de Joel na semifinal
- Dia Internacional de Combate às Drogas e o Tráfico será comemorado nesta semana
- Avança Cariri! - Por: Luiz Domingos de Luna
- Quarenta anos do lançamento do Pasquim
- Recurso Público na Lupa do Cariri
- Elba Ramalho parabeniza Juaforró
- O milagre do “engodo” continuado (II) - Por: José Nilton Mariano Saraiva
- Juazeiro integra Caravana em Defesa do SUS
- Autor da Concepção do Geopark Araripe, estará nesta terça no Cariri
- Saldo de empregos em maio foi positivo em todas as regiões do país
- AFAC Convida - São João da AFAC
- Potengi: Festejos no VII Arraiá do Xique-Xique 2009
- Programa Luz para Todos incentiva pessoas a voltar para o campo, diz Lula
- Aurora: Como por milagre antigo Olho d’Água de Vinô ressuscitou
- Anatel proíbe Telefonica de vender Speedy por causa de interrupções no serviço
- Crime estranho na cidade de Cedro - Por: Lindomar Rodrigues
- Juazeiro: Assistência Social realiza o São João do Idoso
- Maçonaria recebe comissão para Centenário de Juazeiro
- Ponta da Serra - Acidente fatal na Noite de Domingo
- A água: questão de segurança nacional
- PM efetua prisão por estupro em Icó
- Agricultor do MST é o beneficiado de número 2 milhões do Luz para Todos
- Superávit comercial chega a US$ 1,131 bilhão na terceira semana de junho
- OMS informa que 52.160 pessoas contraíram gripe suína no mundo
- URCA decreta luto de três dias pelo falecimento do Professor Lourival Luciano
- Juazeiro: Aberta a Campanha de Vacinação contra a paralisia Infantil
- Municípios do Cariri debatem desafios e resultados do SUS
- Encerrado o festival de Quadrilhas de Juazeiro
- Governo lança Sistema Moda Brasil no São Paulo Fashion Week
- Governo lança campanha de combate ao tráfico de pessoas

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O Diário do Cariri

SOBRE UM FOTO DE PACHELLY JAMACARU - por José do Vale Pinheiro Feitosa



T
udo é grande,
O sopro musical,
Dos trompetes, trombones e trompas.

Uma tuba tenor?
Baixo ou contrabaixo?
Bombardino dos dobrados de antão?

Um maestro da face concentrada,
Carregando o público às costas,
Uma bandeira que espia,
E os pulmões que cantam.

Tudo tão praça,
Tão rua que espia lá longe,
Quando ainda não era o que é.
Um cometa de saudades.

Mas não é aí que a imagem se encontra.
É naquele ser pequeno,
Tão diminuto na lente que amplia,
E seu olhar intrometido na formação,
Da banda em festa.

Certo que um olhar navegado,
Pelas notas que encantam seu respirar,
As orelhas saltam em resposta de presença,
E a desgrenha de seus cabelos maroto.

E que boca concentrada,
Já ensaiando um dia que assim tocará,
Torcendo os lábios em antecipações,
Das emanações que um dia florirá.

E ele nos diz isso.


Por José do Vale Pinheiro Feitosa

SINHÁ DÁMORA A DAMA DAS ARTES - Por Edilma Rocha

O maior número de obras do Museu de Arte Vicente Leite no Crato são assinadas pela pintora cearense, perfazendo um total de 23 trabalhos. No dia 1 de setembro de 1906, nasceu uma menina filha do coronel Francisco Correia Lima e de Josefa Rolim de Morais Lima, que passou a chamar-se Fideralina de Morais Correia Lima. Era diferente das demais da pequena cidade de Lavras da Mangebeira. Olhos grandes, verdes, manuseava os livros do casarão da familia procurando curiosa as figuras e pinturas, pois nem sabia ler ainda, mas sonhava com alguma coisa diferente, feito fantasia de criança. O pai tinha uma situação financeira previlegiada, afinal era coronel de engenho e a filha foi estudar em colégio de freiras. Apreciava as aulas de educação artistica e começou a adimirar as artes plásticas. Terminou a Escola Normal e sonhava casar com um intelectual e seria uma artista. Conheceu um rapaz chamado Maciel, escritor e poeta de familia influente na capital onde frequentava a sociedade. Feio e tímido, mas inteligente e brilhante, disposto a aceita-la como esposa realizando as suas vontades por mais audaciosas e estranhas naquela época, como morar no Rio de Janeiro e não ter filhos. Casou-se no dia do seu aniversário e nunca assumiu as tarefas domésticas pois seu ideal iria muito além daquelas prendas.

Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes em 1933 e foi aluna de Georgina de Albuquerque, Marques Junior e Rodolfo Chamberland, concluindo-a em 1938. A artista vivia exclusivamente para pintar.

Para ela nunca foi dificel espaço ou local paa uma exposição pois contava com o prestigio do marido que tudo fazia para agrada-la. Era a senhora pintora do então conhecido escritor e poeta da Academia Brasileira de Letras,Amora Maciel. Afirmou-se o prestigio social da artista sempre com salões cheios de autoridades cercando a expositora de atenções especiais e elogios. Não lhe faltaram recursos para viágens, cursos e exposições laureadas de premiações constantes. Cursou história em Florença, Italia, com Geovanni Vanetti; fez curso na grande Chavmiére em Paris, França, com o mestre Monsier Rode. Recebeu orientação no Brasil de Jordão de Oliveira, Pascoal Teixeira de Assis. Participou de certames artisticos nacionais e internacionais, repleta de medalhas de ouro, prata e bronze. No Brasil expôs no Rio de Janeiro, Fortaleza, Juiz de Fora e São Paulo. No exterior em Lisboa, Chile, Africa do Sul e New York. Inteligente, alegre de temperamento forte e com uma pintura versátil heterogênea, se utilizando como tema em diversos trabalhos, pintou nus, flôres, marinhas, paisagens pássaros, música, primitivo, moderno e comtemporâneo, sem nunca esquecer as suas raízes nordetinas. Seu nome Sinhá Dámora foi escolhido pelo marido composto do apelidio da mãe - Sinhá - e o sobrenome de casada - Amora.

A viuvez bateu-lhe a porta e compôs o seu único poema.

REALISMO

Como eu estou distante de você !
Seu arroubo, seu calor, viraram um papel molhado !
Sinto a depressão infinita de quem não crê
Abraçando com sofreguidão, esse amargo bocado !
Jamais o quereria aos meus pés !...
De rainha que fui, verdadeira ou não...
Não interessa sabe-lo de cristalina fé
Apenas me apraz o desapego de então.
Juras ?
Sei que seriam sentidas no momento
Mas para que ?
Se logo após tudo é mentira !
Prefiro aquele barulho
Do mar... verdoengo...
Sussurando aos meus ouvidos
Essa bela afirmativa.
AMA-TE A TI MESMA, OH! MULHER !
Convive com a natureza rica
Embriagando-te como um ser qualquer...
E terás atingido o mais alto nível da vida !

Por ocasião da inauguração do nosso museu de arte a conheci. Fui recepcionista ao lado do fundador Bruno Pedrosa e iniciamos uma amizade. Me agraciou com uma bolsa de estudos para fazer restauração na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro na qual era secretária na gestão de então presidente Sansão Perreira. Seu atelier era situado no décimo sétimo andar na rua Evaristo Veiga, 35, centro, de onde avistava o Cristo Redentor e a Nova Catedral por ela retratada com o título - Borbonos e Nova Catedral - acompanhado por esta pupila na volta das aulas. Este quadro foi considerado pelo crítco de arte Valmir Aiala a sua obra prima.
Em uma viágem á Recife para um trabalho encomendado, contraiu uma doença popularmente conhecida por - elefantismo - que manifestou-se anos depois, sem cura avançando progressivamente.

Recebeu a noticia dos estragos das telas do museu e transferiu-se para Fortaleza onde residiu 5 anos. Passou a ser mais conhecida pelos cearenses que a cobriam de mimos e presentes. Seu apartamento na avenida Alberto Sá, no Papicú, era repleto de repórteres, artistas e curiosos. Estive todo esse tempo ao seu lado, fui um pouco de tudo, secretéria, amiga, confidente e relações públicas . Relançou no Estoril o livro - 40 anos de vida artistica - aos noventa anos; Participou do salão de abril; foi homenageada pela Academia Cearense de Letras; realizou uma exposição com retrospectiva e recebeu o trofeu Sereia de Ouro; Fundei a sociedade dos Amigos do Museu do Crato, prometendo cuidar e zelar por aquele acêrvo.

Foi aos poucos deixando de andar, sentia fortes dores e resolveu deixar o Ceará e retornar ao Rio de Janeiro. Eu a levei ao aeroporto,conduzindo uma enorme bolsa de mão preta de bolas brancas, com a quantia de cinquenta mil reais em espécie, numa cadeira de rodas, determinada e confiante. A sua idade poderia exigir-lhe sossego, mas o seu espirito ainda era inquieto e encansável procurando sempre fazer mais.

Vivendo sozinha na avenida Atlântica e tendo o mar como inspiração, pintou e esperou o momento de encontrar-se com o amado Amora Maciel. Realizou a sua última exposição no Barra shopping e vendeu todos os seus quadros . Deixou todos os seus bens para uma sobrinha, Lindete Aguiar Elery que sempre esteve presente na sua vida. No ano de 2002 estamparam-se as manchetes.... Morre a grande dama das artes, Sinhá Dámora. Mas ficou o seu exemplo de determinação para as futuras gerações de artistas da grande interprete pástica cearense que pintou a nossa terrra e a nossa gente.

Edilma Rocha

A Procura de um Colunista Político Equilibrado e Imparcial

Precisamos de um COLUNISTA Equilibrado, Imparcial, e que saiba escrever bem, para ser o Colunista Político do JORNAL CHAPADA DO ARARIPE. Este colunista poderá escrever sobre política regional e nacional, desde que domine o assunto que trata em sua coluna.

E aí, Alguém se candidata ?
Enviem amostras para nosso e-mail:

blogdocrato@hotmail.com

Abraços,

Dihelson Mendonça

Jornal Chapada do Araripe - O Diário do Cariri
www.chapadadoararipe.com

Flashes do dia do município...Crato!

Flagrante que Pachelly não me viu olhar em que o olho arrisca o tempo parar.

Arriscar sempre é uma atitude plena

Na leveza de que o homem é simplesmente a vulnerabilidade
dos pássaros seres de completude humanas


No sentido da vida um olho fotografa a necessidade do vácuo como principio de precipícios.
Amigo e fraterno Pachelly Pachá, olha o que eu estava fazendo quando voce me fotografou na igreja.

Wilson Bernardo (Fotografias & texto)
Edições: Dihelson Mendonça

Futebol: Vitórias recentes do Crato - Por: Amilton Silva

Pela minha dificuldade em conseguir postar mais de 50 matérias por dia agora, segue-se uma matéria atrasada ( mas estou postando, porque é importante ), enviada por Amilton Silva, nosso editor de esportes do Blog do Crato. Em tempo, Amilton, se você pudesse postar as suas próprias matérias, esses atrasos não aconteceriam. Se precisar de auxílio, basta pedir, que te ensino a postar as mensagens. Dihelson Mendonça


Crato Goleia Limoeiro

A equipe do Crato aplicou a maior goleada no campeonato Cearense da segunda divisão, diante de até então o líder do hexagonal final, o Limoeiro por 8 X 3. Com um show de bola de Assisinho, que marcou cinco gols e deu assistencia para mais dois gols, o Crato desde o início impôs um melhor futebol, e no final, o placar fez justiça ao azulão do Cariri. Nego, Cadu e Jean marcaram os outros gols da goleada cratense. Para o Limoeiro assinalaram: Givanildo, Paloma e Sami. O destaque foi o grande público que compareceu ao Mirandão, proporcionando um grande espetáculo, digno de time de primeira divisão. No Romeirão em Juazeiro do Norte, o Guarani foi surpreendido pelo eliminado Maracanã, e saiu derrotado por 2 X 0. Com o resultado o Leão do mercdado fica fora da final da segundona. Niel e Danilo Pitbul marcaram os gols da vitória do Maracanã. Numa partida meramente amistosa, já que , Uniclinic e Tiradentes não aspiravam mais nada no campeonato Cearense, ambos empataram em 1 X 1.





Reportagem e Fotos: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe.

Carta da Leitora - Sobre as Ruas Antigas do Crato


Olá Dihelson,

Agradeço a atenção. Trabalho para um escritório que está realizando o projeto de revitalização das praças centrais do Crato, e isso inclui um projeto de sinalização das praças e dos edifícios históricos situados na área central. Estou fazendo uma pesquisa sobre os nomes antigos das vias e vi no Blog CaririCult que existe um artigo sobre o Crato. Como eu poderia ter acesso a esse artigo? Seria de grande importância, pois tornaria o trabalho de sinalização turistica mais rico. O grupo de blog de vocês têm ajudado bastante nesse trabalho com uma série de informações sobre as praças e edifícios do Crato.

Desde já agradeço!
abs

Tais Costa


Ontem, Domingo - Encerramento das Festividades da Semana do Município de Crato


Domingo, Dia 21 de Junho foi comemorado em Crato, o dia do município. Na verdade, ocorreu o encerramento de uma semana muito movimentada de festividades, em que a cidade, que completou 245 anos, promovou comemorações cívicas, inaugurações, homenagens, provas esportivas, celebrações religiosas, apresentação de quadrilhas, além de eventos culturais no Largo da RFFSA, com cidade cenográfica, comidas típicas, exposições de artesanato, e shows artísticos. As comemorações integraram todas as secretarias e órgãos da administração municipal. Até o último domingo, o Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA contou com inúmeras atrações, que revitalizaram as festas juninas na cidade do Crato, no chamado "São João festeiro". A secretária de cultura, Danielle Esmeraldo declarou em entrevista à imprensa, que é objetivo da administração Samuel Araripe, a equiparação dos festejos juninos do Crato a outras grandes cidades do Nordeste, a exemplo do São João de Campina Grande e Caruaru, mas privilegiando-se os artistas da nossa região e que fazem a cultura verdadeira.

Nas festividades do último Domingo, ocorreram:

08:00 - Praça da Sé

- Concentração Cívica
- Hasteamento de bandeiras
- Execução dos Hinos
- Pronunciamentos
- Deslocamento para o Palanque
- Desfile Cívico Militar
- Desfile dos Colégios
- Demonstração do Corpo de Bombeiros
- Prova Ciclística 21 de Junho


17:00 - Missa de Ação de Graças - Sé Catedral


Cobertura Fotográfica:

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Acima: Diversas escolas participaram dos festejos

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Autoriades se reunem na Praça da Sé, em Crato.

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Acima: Prefeito Samuel Araripe e o Major Herrmann no palanque Oficial

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O desfile da banda de Música do Crato. Maestro Bonifácio à frente...

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Integrantes do Tiro de Guerra do Crato e de Juazeiro

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Parte do desfile do Tiro de Guerra e da Polícia Militar

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Hasteamento das Bandeiras

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Entrega da comenda "Frei carlos Maria de Ferrara" ao Prefeito Samuel Araripe

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Ao Centro, Major Hermann, comandante da Polícia Militar

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Acima: Cliclistas se preparam para a tradicional Corrida 21 de Junho

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Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça

CONSIGLIA LATORRE - Bossa Nova - Um Show Imperdível... e que muitos perderam...

Mesmo já tendo ocorrido nos dias 20 e 21 próximos passados, queremos registrar aqui no Blog do Crato, o excelente show ENCENA CEARÁ, show de altíssimo nível da Cantora Consiglia Latorre, de Fortaleza, que veio ao cariri para esse grande espetáculo intitulado "Isso é Bossa Nova e Outras Bossas". Os shows aconteceram no SESC Crato, no dia 20, e de juazeiro, no dia 21 de Junho. Parabéns, Consiglia Latorre, por estes shows memoráveis, em que se pretendeu render homenagens à verdadeira ARTE da Música, a despeito de todo esse LIXO que infelizmente as estações de Rádio empurram diariamente na cabeça e nos ouvidos do povo do Ceará.

show consiglia latorre2


Por: Dihelson Mendonça

Voltando ao Passado - Praça Siqueira Campos

praca siqueira campos antiga


Anos Dourados.


Praça Siqueira Campos, a minha maior e melhor recordação. Como nos tempos de pouca liberdade, só íamos à praça aos domingos, caso não cometêssemos nenhum motivo para o severo castigo de não ir até lá. Chegávamos às 19 horas, ou seja, 7 horas da noite, depois de passar na Sé Catedral e assistir a benção feita pelo Monsenhor Rubens ou Padre Onofre, se não me engano, tendo o compromisso de retornar às 9 horas, sem falta, muito tarde para a época. A Praça Siqueira Campos era o ponto de encontro da juventude, passando pela Sorveteria Bantim e pelo Café Itaytera, também um dos mais freqüentados pela moçada. Sempre caminhávamos em grupo de quatro, todas de braços e no mesmo sentido. Ali desfilávamos muito bonitas e bem trajadas, para admiração dos fãs que formavam uma barreira ao redor da praça. Eles, muitos bem vestidos, deixavam ver a elegância ou a ousadia de suas mangas arregaçadas para mostrarem o belo físico, com um topete Alain Delon, ou porque não Elvis Presley, e pra completar o visual mascando um chiclete sabor canela. Eu adorava.

Ai que saudades!!

Levávamos meses flertando, chegando a mandar um recado ousado: “Como é, vem ou não vem? Já estou cansada”. Ai começava o namoro, vindo sempre acompanhado de um amigo, uma espécie de padrinho. Oh! Que felicidade. Conversávamos coisas inocentes, sempre a respeito ao colégio, colegas, pais, porque estava de castigo, por qualquer travessura ou notas baixas no colégio. O regime de educação familiar era quase todo igual, por isso não reagíamos. Aceitávamos conformadas. O namoro durava muito, o compromisso era sério, nada de infidelidade, tudo com muito amor e paixão, além de muito respeito pela namorada. Só tínhamos a Praça Siqueira Campos para o encontro. Ai que dia esperado. A semana toda sonhando como iríamos. Vestido novo, cintura baixa, por sinal muito fina, anáguas com bordados, sapato alto e meia fina, cabelo penteado geralmente de coque, com bastante laquê para não despentear, ou quando não era cabelo pagem. Os olhos muito pintados com lápis e feito rabisco na ponta dos olhos, parecendo uma chinesinha, com sobrancelhas bem marcadas. Sem contar com o pega rapaz infalível.
Ficávamos lindas, também pudera, com a juventude de nossos 17, 18 ou 20 anos. A ansiedade era muito grande. Domingo, dia de passear na Praça Siqueira Campos, com direito a retreta redigida pelo nosso saudoso Maestro Azul. A Amplificadora Cratense tocando “A volta do boêmio”, de Nelson Gonçalves, Agostinho dos Santos, Ângela Maria, Carlos Gonzaga com Diana, ai vai longe. Isto sem contar com a hora da onça beber água. Com o hino do Crato era a hora de ir pra casa, pois dentro de 15 minutos não ficava mais uma jovem na praça. Moça de família não passava das 9 horas. Corríamos tanto para chegar, que às vezes tirávamos os sapatos para chegarmos no horário marcado, se não era motivo para no próximo domingo não irmos.
Que semana longa. Na nossa cabeça começa tudo de novo, mil expectativas para rever o bem-amado.

A Praça Siqueira Campos tem presença constante na minha vida, nos meus pensamentos. Recordações maravilhosas, como no último dia de carnaval, às 5 horas da manhã, todos lá dançando a despedida da folia carnavalesca. Era na Praça Siqueira Campos que iniciava o namoro. Era na Praça Siqueira Campos que terminava um grande amor. Era na Praça Siqueira Campos onde nos encontrávamos para irmos assistir os filmes no Cassino, Moderno ou na Rádio Educadora.

Era na Praça Siqueira Campos que nos reuníamos para ir às tertúlias. Era na Praça Siqueira Campos onde nossos amigos e admiradores esperavam a turma do Colégio Santa Teresa passar desfilando no Dia da Independência. Era na Praça Siqueira Campos onde passávamos no corso do carnaval. Na procissão da Festa da Padroeira. Enfim, a Praça Siqueira Campos é o melhor lugar e mais cheio de datas importantes da minha vida. Por isso é mais que merecida essa homenagem.
Desejo ao encontro uma festa de comemoração cheia de estilo, com muita alegria, paz e felicidade para todos. Infelizmente já tinha marcado outro compromisso na mesma data, mas estarei espiritualmente com vocês. E, parabéns a Praça Siqueira Campos, nossa companheira e cúmplice de tantos momentos agradáveis. Abraços em todos os amigos de tantas horas e recordações. Como sou feliz.

Clymene Villar
Texto enviado por Roberta Frota

O milagre do “engodo” continuado ( II ) – Por: José Nilton Mariano Saraiva

A hipocrisia reina, absoluta, soberana e inconteste, sempre que nos dispomos a tratar do pretenso bairrismo imiscuído no tratamento da conflituosa relação Crato X Juazeiro. Pessoas, físicas ou representativas institucionalmente de determinadas organizações (associações de classes, poder municipal, clubes de serviço, etc) que, “em off”, sempre apresentaram um determinado posicionamento e até capazes foram de formalizar seu irrestrito apoio à causa cratense, ao subscreverem um alentado e caudaloso documento encaminhado à Presidência da República tratando sobre a localização do campus da UFC, no Cariri, agora, não mais que de repente, quando chamadas a se manifestarem publicamente, aparecem, escorregadias, com um outro discurso, um outro enfoque, uma outra postura, ao verbalizarem (falsamente) a ponderação de um magistrado e/ou ao sugerirem a adoção incontinente de ações próprias de autênticos bombeiros a debaterem e debelarem o perigoso fogo da vaidade humana (quando, na verdade, mais o incensam, sub-repticiamente, à falta de um extintor apropriado). Como, verdadeiramente, têm por objetivo apenas e tão somente “aparecem bem na foto”, tudo não passa de balela, uma imensa e grotesca farsa.

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Não é preciso que elenquemos aqui a série de benefícios e dividendos que representa a instalação de um campus universitário federal em uma determinada localidade ou o seu fabuloso poder de alavancagem desenvolvimentista, para que se compreenda a verdadeira dimensão e a grandiosidade da humilhante e espetacular “rasteira” da qual os cratenses fomos vítimas, recentemente, naquela que se constituiu uma dolorosa tragédia e irreparável injustiça para com o município outrora denominado, por óbvias razões, “capital da cultura” do interior cearense.
É que, agindo de forma sorrateira e certamente que desonesta, tramando entre quatro paredes e presumivelmente na calada da noite, usando e abusando de imorais e abjetas manobras políticas (e todos nós sabemos que, comprovadamente, elas aconteceram, sim), as autoridades e políticos juazeirenses conseguiram a inimaginável proeza de “desviar” o destino do campus regional da UFC, do Crato para Juazeiro, apesar da tradição cultural da terra de Bárbara de Alencar e da comprovada oferta de melhores condições técnicas e físicas que disponibilizamos para recepcionar tal projeto, contrastando com a nenhuma tradição da cidade de Juazeiro, em tal mister, e da sua inferioridade técnica (e, até parece que por castigo, ainda temos de suportar a insossa e monocórdia pregação dos que, demagogicamente, têm a coragem de difundir e alardear que a população e autoridades "cicerianas" não se preocupam com o Crato e com o que por lá acontece; imaginem, se se preocupassem, como seria).
E, no entanto, o certo é que, meses depois desse verdadeiro crime, o responsável direto pela perpetração de tão duro e baixo golpe contra o Crato (que poderíamos também rotular apropriadamente de “sacanagem” explícita), agora, na condição de secretário de estado, esteve e foi recebido na cidade com pompa, circunstância, tapete vermelho e um lauto banquete ofertado pelas suas autoridades constituídas. Um autêntico luxo, diriam os colunistas sociais de plantão; de nossa parte, preferimos rotulá-la como sarcasmo puro e explícito, completa falta de vergonha na cara.
De outra parte, dado o nível dos que freqüentam o blog, não se torna necessário que esmiucemos ou explicitemos aqui o que representa a instalação de um “hospital regional” numa determinada comunidade, com toda a sua imensa mega-estrutura, sua manutenção permanente, o fluxo contínuo de pessoas e o surgimento de milhares de empregos a movimentarem e imprimirem dinamicamente a economia, advindo daí a conseqüente elasticidade da difusão do seu alcance em termos de prestígio e de alocação de recursos, para que tomemos conhecimento do portentoso estrago e do incomensurável abalo que isso representa em termos de esvaziamento das cidades satélites, ao seu entorno; e, novamente aqui, Juazeiro foi a “escolhida dos deuses”, imposta de cima prá baixo, nos enfiada, secamente, sem dó nem piedade, goela adentro, sem qualquer plausível explicação, devendo recepcionar, dentro de mais alguns meses, mais esse benefício e respectivos desdobramentos.
E, de novo, por mais incrível e paradoxal que possa parecer e para surpresa de todos nós, o sofrível e despreparado governador do estado, quando se lembra que o Crato existe e por lá aparece, é efusiva e festivamente saudado por gregos e troianos como “amigo do Crato” e benfeitor da cidade, chegando a ser recomendado como merecedor do sufrágio dos seus habitantes. Desfaçatez em estado pleno, latente, sem igual !!!
Com apenas esses dois simplórios exemplos (existem dezenas, que o espaço certamente não comportaria), o que pretendemos demonstrar aqui é que, a partir de um certo momento que poderia se ter constituído marcante na história do Estado do Ceará, o governo propagou e alardeou aos quatro ventos a necessidade de priorização de uma tal “interiorização do desenvolvimento”, que consistiria em descentralizar a atividade produtiva e econômica através da implementação de projetos estruturantes geradores de emprego e renda, capazes, inclusive, de impedir o secular e recorrente êxodo rural, e, por consequência, protagonizando a tão sonhada e necessária fixação do homem à terra natal.
Só que, mais uma vez, acabamos por perder o bonde da história, quando constatado ficou que tal projeto, no nascedouro, incompreensivelmente se nos apresentava manco, debilitado e desprovido da seriedade e da credibilidade exigidas, já que apenas Sobral, ao norte, e Juazeiro, ao sul, foram e são receptores das benesses governamentais de médio e grande porte (apesar dos insistentes desmentidos por parte dos áulicos de plantão); às demais cidades, inclusive o Crato, apenas migalhas, resíduos, agrados, sobras, mimos fúteis e inconseqüentes; a equanimidade, tão difundida e alardeada como necessária ao equilíbrio sustentado do Estado, passou ao largo, lamentavelmente. E longe, muito longe do que se propunha.
E assim, tal qual já acontecera na origem, lá na fase crepuscular do século XIX com o blefe do pretenso “milagre da hóstia”, presentemente, em plena aurora do século XXI o engodo continua, de forma sistemática e aviltante. Contando, para tanto, com a inestimável contribuição e o peso decisivo do “componente político”.
Mas, isso é uma outra história, uma outra realidade, a ser abordada posteriormente.

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva


Tipos populares do Crato(4)

Tandor

Por Carlos Rafael Dias

Não tenho a mínima idéia da origem ou do porquê do nome Tandor. Também, os vocabularistas mais recentes não o citam. Só resta, pois, a lembrança dos que o ouviram e que o associam a um velhinho de cor negra, de cerca de um metro e meio de altura e que percorria, serelepe, as ruas do Crato, vestindo um traje exótico que lembrava um cangaceiro extemporâneo. Usava um chapéu de couro, uma espécie de farda de brim azul, de onde pendiam um sem-número de enfeites, como medalhas e fitilhos, calçava uma sandália “currulepe” e, no peito e ao redor da cintura, entrelaçavam-lhe cartucheiras que, em vez de balas, acondicionavam vidrinhos com líquidos de diversas cores. Nestes vidrinhos estavam o meio de vida de Tandor, que ele batizou como “mijo de moça”, e os vendia como se fosse uma panacéia para espinhela caída, mau olhado, dor nas juntas, coceira, pereba etc.

Dizia-se que Tandor, quando jovem, tinha sido cangaceiro ou jagunço. Essa informação pode ser um mito, construído a partir da representação que ele assumiu a partir de suas veste. Ou pode ser verdade.

Na década de 1970, Emerson Monteiro dirigiu um filme em Super-8, intitulado Terra Ardente, no qual Tandor foi um figurante, fazendo justamente o papel de um jagunço.

Recurso Público na Lupa do Cariri - Por: Luiz Domingos de Luna

A Região do cariri vive um momento muito afirmativo de desenvolvimento, no entanto, o crescimento econômico na sua conjuntura geográfica poderia ter um ritmo bem mais acelerado e constante, o que não acontece. Por quê ? Ora, os canais de distribuição de recursos públicos da federação e do próprio estado são muito capilarizados, o que causa na sua trajetória pontos de obstrução por conta de detalhes técnicos necessários para o bom funcionamento do estado democrático de direito, porém com prejuízo no compasso do tempo as demandas sociais. Assim, obas, ou serviços que deveriam ser repassadas a sociedade ficam presas no gargalo das instituições, muitas vezes passam meses aguardando um carimbo, uma quitação, uma assinatura.(....) Enfim, um detalhe, neste ínterim, é comum à população e mesmo parte da mídia partir para cobrança de forma exagerada, na maioria das vezes, usando uma linguagem de naturalização grosseira, não condizente com o processo desenvolvimentista global, assim, todo o conjunto emperra, e a sociedade com justa causa sempre a procurar um culpado pelo engessamento da concretude das ações públicas, na falta de atitude dos agentes públicos, é o que pensa ser a verdade; Ora, este raciociocínio simplista em nada contribui para o crescimento das cidades satélites do cariri cearense.

Os parlamentos mirins do cariri, via de regra, estão quase sempre esvaziados, plenários totalmente vazios, os edis parlamentares debatendo os problemas das cidades entre si. Por que o plenário em dia de sessão não está sempre lotado ?, Por que os sites de fontes geradoras, ou mesmo repassadores de recursos são pouco acessados pela população ? Por que a população não usa os meios democráticos de fiscalização do estado democrático de direito ?. Ora, mas alguém pode argumentar que a classe política esta desacreditada, sim, mas quem elege a classe política. Por que não se faz um estudo prévio e bem acentuado do testemunho de vida dos futuros gestores públicos ? E na sequência, a participação política de fato e de direito no lugar de ficar somente nesta cantilena de lançar pechas sociais na classe política que em nada contribui, para o desenvolvimento social, político, econômico, turístico (...) da linda região do cariri cearense.

Por: Luiz Domingos de Luna

Carta do Leitor - Parabens pela visita ao professor Alderico Damaceno

Sou Francisco Messias de Oliveira nascido na cidade de Santana do Cariri, hoje radicado na cidade de Picos-Pi. Estudei de 1959 a 1963 no Colégio Diocesano do Crato. Tive a felicidade de ser aluno do professor Alderico, com ele aprendi as virtudes da seriedade, da franquesa do amor ao próximo e também de não levar desaforo para casa. Professor alderico é um exemplo de homem. Certo dia nos levou ao parque municipal para uma aula de educação física, já quase no fim da aula debaixo de um pé de oitís ele conversava amistosamente conosco, de repente se entusiasmou e disse: "o homem tem de ser homem para tudo" e voou rumo a uma galha da árvore, ao segurar, ela quebrou. No dia seguinte estava meu querido professor enfaixado com algumas costelas quebradas. Muito obrigado, MESSIAS - para o professor Alderico.

Chico Messias de Oliveira


AFAC Convida - Festa de São João da AFAC

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AFAC CONVIDA - SÃO JOÃO DA AFAC - Associação dos Filhos e Amigos do Crato. Quinta – Feira, dia 25 de junho, troque a sua caranguejada por um forró pé de serra. Fogueira, Milho Verde, Mungunzá, Pamonha, Outras Comidas Típicas, Bandeirolas, forró e quadrilha e alegria de montão.


Venha encontrar amigos e brincar conosco.

Esperamos você e sua família.
DIA: 25 de junho ( Quinta Feira)
HORA: a partir de 19:0 horas
LOCAL: Sitio Mapura, no bairro Lagoa Redonda. Fortaleza (FÁCIL ACESSO:VEJA MAPA ANEXO. Depois do sinal no bairro lagoa redonda-caminho do Beach Park - entra à direita na avenida de acesso ao Recreio Clube de Campo, depois entra na primeira rua à direita)

ADESÃO: R$ 10,00

Contatos:

Wilton - 9613-3936
Luiz Lima- 9621-7016
Pedro Jorge - 9988-9911

Municípios do Cariri debatem desafios e resultados do SUS - Por: Beto Fernandes

O ponto culminante do evento promovido em ação conjunta pela Secretaria de Saúde do Ceará e CESAU (Conselho Estadual de Saúde) foi à palestra de João Ananias, uma verdadeira aula sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) e a sua complexidade em termos de execução.

Por Beto Fernandes para o Jornal Chapada do Araripe

Partindo do princípio que o SUS precisa ser ainda mais fortalecido e que o direito a saúde deve ser integral e com igualdade, seminários estão sendo realizados em todas as regionais de saúde enfocando os desafios e resultados em sua execução. Através da 21ª CRES de Juazeiro do Norte foi realizado no auditório da Fundação Memorial Padre Cícero encontro com esta finalidade na sexta-feira, dia 19 envolvendo secretários municipais de saúde de Barbalha, Missão Velha, Caririaçu, Granjeiro, Jardim e Missão Velha. O evento foi prestigiado por José Roberto Celestino, vice-prefeito de Juazeiro, deputado estadual Lula Morais (PC do B), os prefeitos de Araripe, Germano Coréia, também vice-presidente da Frente Municipalista do Sul do Ceará, Jardim, Fernando da Luz, Granjeiro, Emanuel Granjeiro e Assaré, Evanderto Almeida, Dr. Alcy Pinheiro, Presidente do Conselho Estadual de Saúde e Fabiana Sousa Alves, coordenadora da CRES juazeirense. José Roberto Celestino deu boas vindas aos participantes e enalteceu a importância dos encontros. “É importante que iniciativas como estas sejam realizadas para despertar junto aos operadores da saúde o significado mais pleno do que é o SUS, suas falhas e, principalmente o que oportuniza para as pessoas mais humildes, mais pobres. Tenho certeza que teremos uma educativa e esclarecedora palestra com o Dr. João Ananias”, anteviu o vice-prefeito. O Secretário de Saúde de Juazeiro, Giovanni Sampaio falou em nome dos demais que estavam presentes e aproveitou para agradecer as parcerias que estão sendo firmadas com os municípios. O secretário lembrou investimentos como o Hospital Regional, CEO Estadual e policlínicas em diversos municípios. Alcy Pinheiro, por sua vez, também ressaltou a parceria com a Secretaria de Saúde na realização destes seminários. Ele informou que o CESAU está realizando a exemplo da SESA diversos encontros regionais denominados de Caravanas em Defesa do SUS como o de Barbalha nos dias 11 e 12. O deputado Lula Morais fez uma rápida contextualização histórica lembrando o regime militar, quando havia o sistema previdenciário (INAMPS) e o de atendimento público (INSS).

Resgate da História

O Secretário de Saúde do Ceará iniciou sua palestra fazendo um resgate da história da saúde pública. “O atendimento de saúde era oferecido pela Igreja e isso foi de uma visão que deve ser reconhecida. A partir de 1930, com a quebra da bolsa americana é que de forma capitalista começaram a ‘mercantilizar’ a saúde, como se essa, fosse uma mercadoria. Esse modelo, infelizmente, foi copiado no Brasil”, criticou. Para João Ananias a partir da Constituição de 1988 começou a ser revertido um erro histórico onde a saúde era ofertada apenas na atenção secundária, ou seja, no atendimento hospitalar. “Quero lembrar que tudo começou com idéias revolucionadoras propondo um novo modelo através do movimento sanitário brasileiro que inicialmente queria uma descentralização da Capital Federal para todos os estados da federação”, enfatizou.

A partir de então, segundo o Secretário, “muitas foram às conquistas com a universalização do sistema de saúde como o programa Saúde da Família, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias”. Para João Ananias “o Brasil passou a ter uma consciência crítica de que prevenir e mais prático que tratar”. Para comprovar o sucesso da nova modalidade nacional ele citou a significativa redução da mortalidade infantil a partir de 1988. “Hoje, temos a oportunidade ver, mesmo com muitos problemas o médico e o enfermeiro atendendo na casa do paciente, na sua rua, no seu bairro, em seu sítio, vila ou distrito. Nós ultrapassamos o objetivo inicial dos sanitaristas que era o de chegar até os estados e estamos hoje presentes em todos os municípios brasileiros”, garantiu.

Problemas

Para João Ananias o maior problema no SUS é a questão do financiamento. Ele defendeu os prefeitos que “são obrigados por lei a investirem 15% no setor” e criticou o Governo federal “que não tem a mesma obrigação e prioriza o que está inserido na média e alta complexidade”. Para ele há um grande equívoco até na nomenclatura. “Atender no PSF e combater a mortalidade infantil, mortalidade materna, diabetes, hipertensão e manter vacinas em dia não é uma ação de alta complexidade?” perguntou tirando aplausos dos secretários, médicos e enfermeiros presentes. Criticou o Governo Federal, mais especificamente ainda ao Ministro José Gomes Temporão por admitir publicamente se repensar uma “flexibilização do PSF”. “Essa proposta é uma falta de vergonha na cara! Isso significa andar para trás e desfazer as conquistas ao longo dos últimos 20 anos. Nós precisamos é ampliar as equipes e valorizar os profissionais. Imaginem vocês que nos Estados Unidos se promove saúde pública com $ 8 mil (oito mil dólares) per capita e aqui no Brasil é de apenas R$ 500,00. O SUS é, portanto, o caminho correto, a antítese do lucro e a garantia mínima de uma melhor saúde para população que merece muito mais”, argumentou e publicamente deixou clara sua insatisfação com o modelo do Presidente Lula da Silva para atenção básica.

O Secretário de Saúde do Estado criticou o que denominou de lobby que faz com que haja mais recursos para os exames (média e alta complexidade) que são necessários, é bom que se diga, que para promover a atenção básica. “Precisamos receber esse conceito e no mínimo equiparar para a atenção primária a partir da emenda 29” criticou e reivindicou Ananias. Mesmo reconhecendo como excessiva a carga tributária naciona ele lamentou o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que alocava recursos para saúde pública.

Ainda em defesa do PSF o Secretário sugeriu a criação de um Plano de Cargos e Salários para os médicos. “É preciso criar um mecanismo que garanta ascensão ao profissional. Isso ocorre no Judiciário e no Ministério Público. Quando um juiz ou promotor sai para uma outra comarca, geralmente é promovido. E isso precisa ocorrer na atenção básica como forma de estimular os profissionais. Hoje, naturalmente, eles procuram quem paga mais. Se avançamos 20 anos, em curto espaço de tempo iríamos avançar muitos mais e consolidar o SUS como maior programa de saúde pública do mundo”, previu. (BF)

Por: Beto Fernandes - Jornal Chapada do Araripe e Revista do Beto.

Consumismo: A face Oculta do Espetáculo - Por: Denísia de Oliveira


Comentário da Autora:

Olá Dihelson,

Há quanto tempo hein? Estive atarefada demais nos últimos meses e por isso não envie mais textos, mas sempre que posso dou uma olhadinha do blog e no Chapada do araripe, que por sinal está belíssimo. Parabéns!

ARTIGO:

Discutir de que maneira o espetáculo se impregnou no real não é simples. Entender como fugiu do controle, muito menos. Mas diante de tantas questões podemos analisar como o espetáculo se manifesta em nosso cotidiano. Dentro desse contexto, o termo mercadoria ganha muitos significados, no entanto, onde quer que seja empregado ele terá ligação direta com o homem e com o que ele produz. Talvez, a mercadoria não signifique muito em sua essência, mas aquilo que a envolve desde sua produção até o seu consumo constroem um espetáculo fascinante, nem sempre do ponto de vista positivo, mas pela engenhosidade sutileza como acontece.

Para esclarecer essa contrariedade podemos imaginar um simples operário de uma montadora de automóveis, trabalhando mais horas do que a lei estabelece para garantir uma renda que deveria, sem necessitar de tal esforço, assegurar-lhe qualidade de vida para si e para os seus. Essa primeira distorção será melhor compreendida quando entendermos que este mesmo homem produz aquilo que não pode consumir.

Sentado diante da Tv depois de um longo dia de trabalho, ele se delicia diante de uma propaganda e pensa, parte desse carro fui eu que produzi e vai dormir sem perceber que serão outros, que nunca pisaram em uma montadora, que usufruirão daquele automóvel.

Outra questão que o espetáculo traz à tona é a ilusão de que quantidade é tão importante quanto à qualidade. É bastante improvável, que em qualquer campo ou área, esses dois aspectos sejam diretamente proporcionais. Exemplo disso temos a mídia que nos bombardeia com informações a todo instante em um nível tão superficial que não desperta interesse por mais de alguns minutos. A qualidade da informação está na sua totalidade, no aprofundamento, ou o mais perto disso já que não se pode mostrar todos os ângulos existentes. No entanto, a mídia é o espetáculo mais acessível que existe e não mudará de performance até que o espectador mude de opinião a seu respeito. Outra faceta que a mercadoria como espetáculo apresenta é a influência que o dinheiro adquire diante da realidade.Há uma escravização do homem que vive uma inversão de valores, o que deveria ser conquistado com esforço adquire valor comercial e passa a ser vendido como coisa qualquer.

Compra-se, ilusoriamente, tudo. Cultura, conhecimento, valores, educação. Os realitys shows oferecem isso como recompensa. Pessoas anônimas que se expõe em uma realidade simulada, tornando-se fantoches que seguem regras para no fim ganhar um prêmio capaz de comprar algo que nunca tiveram. Pode ser classe, assumindo posturas alheias; Pode ser quadros famosos, apesar de nada entenderem de arte; Pode ser artigos de luxo, que nunca serão utilizados para seu verdadeiro fim.

Na sociedade do espetáculo não basta ser, é preciso parecer que é. E já não é permitido ser diferente, é precisos seguir um padrão que pouco condiz com a realidade de cada um. O imperativo é consumir, mesmo que não se possa ou pior, que não se queira. Não é bem visto aquele que troca uma tarde no shopping por um café com os amigos. Aquele que deixa de ir às festas para curtir a família. Não se pode ser feliz sem gastar. O preço pela felicidade do espetáculo é alto. Aquele que não se rende deve enfrentar as conseqüências de estar indo pelo lado oposto da via. Nota-se a busca desenfreada pelo novo, na era do descartável ser permanente é ultrapassado.

Nesse contexto surgem as falsas necessidades que precisam ser supridas a qualquer custo. O celular de última geração, o Mp4, 5,6...10, as novas TVs entre tantos outros elementos que compõem o cenário da compra desmedida de supérfulos, muitas vezes colocados à frente do que é essencial para a vida.

A dependência que nasce diante de todos esses pontos tem sido preocupante pois o espetáculo deve ser visto como coisa a parte, não como roteiro de vida. As novelas embora mostrem situações do real não podem ser vistas como tal. Longe da ficção já não se sabe quem imita quem e o pior lado de quem estar alienado é não saber que o mundo que acredita não existe.
A linha entre espetáculo e a realidade é muito tênue, por isso se faz necessário repensar como estamos vivenciando o presente.

Por Denísia de Oliveira

Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri - 22-06-2009


URCA decreta luto de três dias e Ponto Facultativo pelo falecimento do Professor Lourival Luciano Filho

A Universidade Regional do Cariri (URCA) está de luto, em virtude do falecimento do professor Lourival Luciano Filho, ocorrido às 16 horas, no último dia 20 de junho. O Reitor da URCA, Professor Plácido Cidade Nuvens, considerando a infausta ocorrência do prematuro falecimento do professor Lourival, expressa inteira solidariedade aos familiares. Também decreta luto oficial de três dias, hasteando as bandeiras a meio mastro e Ponto Facultativo para as atividades letivas e administrativas nesta segunda-feira, dia 22. Ontem foi realizada missa na URCA, às 15 horas, antes do sepultamento do Professor Lourival Filho, às 16 horas. O Coordenador do Curso de Direito da Instituição, Reno Feitosa Gondim, se solidariza com a família enlutada, neste momento difícil, em nome de todos os que fazem o Curso.

Alemão Gero Hillmer, autor da Concepção do Geopark Araripe, estará nesta terça no Cariri

O Professor Doutor Gero Hillmer, da Universidade de Hamburgo, autor da concepção do Geopark Araripe, estará visitando o Cariri nesta terça e quarta-feira. Ele e representantes do Consulado Geral da Alemanha, em Recife, serão recepcionados na URCA, pelo Reitor Plácido Cidade Nuvens, às 16 horas desta terça-feira. Gero Hillmer veio ao Brasil com a finalidade de criar um Geopark em Mato Grosso do Sul. Aproveita a ocasião para visitar alguns geotopes na região. O pesquisador de origem alemã e curador do Instituto e Museu de Paleontologia da Universidade de Hamburgo, será acompanhado durante as visitas no Cariri pelo Reitor, o Professor Titus Riedl, Assessor de Relações Internacionais da Instituição, o Gerente do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, a Professora Doutora Maria Helena Hessel, Paleontóloga, e Gabriela de Carvalho, do Geopark Araripe. Gero Hillmer é também Professor "Honoris Causa" da URCA.

Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br

A água: questão de segurança nacional - Por: Arimatéia Macêdo

Duas questões são fundamentais serem discutidas em todos os foros para decisão urgente urgentíssima sobre o futuro do ser humano em nosso planeta: os resíduos sólidos e a água. Estes dois problemas serão protagonistas de embates bélicos num futuro bem próximo tendo em vista que os governos e a sociedade, neste momento, não esta nem aí para este gravíssimo imbróglio. A água existe em abundância na natureza, porém apropriada para o consumo se tem apenas 3%. O Brasil é detentor de 16% deste manancial de água potável. Nenhum outro país tem este potencial. Seu fim já está traçado desde que o ser humano aqui chegou. Poderíamos usá-la por mais tempo. No entanto seu manuseio indiscriminado e sem um critério mínimo está acelerando esta catástrofe. Na Amazônia legal encontra-se a grande maioria deste líquido precioso. E nada ou quase nada está sendo feito para desacelerar este desastre.

ONGs e Governos estrangeiros estão ocupando as terras ricas em água e minérios com a bandeira da preservação da natureza, e a sociedade civil, política e militar brasileira assistindo calada e tranqüila o desenrolar desta ocupação “pacífica e ordeira”. A mídia nacional e internacional esbraveja aos quatro ventos sobre as sandices do presidente norte-coreano Kim Jong-il no que tange ao seu afã de possuir armas de destruição em massa. Da mesma maneira tratam o presidente reeleito do Irã Mahmoud Ahmadinejad quando este deixa transparecer a mesma intenção. Não se entende por qual motivo o nosso país não está fazendo o mesmo. Onde já se viu defender-se desarmado? Como atirar de espingarda em quem está munido de AR15 ou M16 ou AK47? As Forças Armadas Brasileiras estão aos frangalhos quando leva-se em consideração o patrimônio nacional sob sua responsabilidade.

A água que é o nosso principal produto de reserva estratégica precisa de proteção. E para que isso ocorra necessário se faz uma revisão urgente da política de defesa nacional. Não adiantará chorar o leite derramado. O médico e presidenciável Enéas Carneiro pregava isto em 1989. Há 20 anos.

Ou faz-se algo rápido, sem titubeio, ou o Brasil não chegará nunca a ser o país do presente. Continuará sendo o país do futuro como profetizou o presidente Charles de Gaulle nos anos 50. Os amigos de hoje podem não ser os do futuro. Lembrar o tratamento dado a Saddam Hussein, em épocas diferentes, nunca é demais.

Arimatéia Macêdo

Ponta da Serra - Acidente fatal na Noite de Domingo - Por: Wilson Bernardo

Domingo 21 de junho, lamentavelmente, entre os distritos de Ponta da Serra e Dom Quintino ocorreu um acidente motociclistico extremamente violento entre duas motocicletas, no horário entre seis meia e sete horas da noite. Colidiram de frente em alta velocidade em uma reta, os três jovens, que foram socorridos de imediato pelo corpo de bombeiros da cidade do Crato. As vítimas sofreram fraturas expostas, e durante os procedimentos de primeiros socorros durante o trajeto, Cícero Brito Souza, 24 anos, registrou óbito em um hospital da cidade de Barbalha.

Os demais, Cícero de Oliveira dias, 34 anos e Emerson Fernandes de Moura, adolescente de 16 anos, se encontram e estado estável em hospitais da cidade de juazeiro.

Não se sabe ao certo se o acidente teve como causas a má conservação da estrada, que é mau sinalizada e esburacada, ou simplesmente a imprudências dos mesmos, já que é provado o alto índice de mortes envolvendo motocicletas.

Reportagem: Wilson Bernardo

O.B.S - O repórter WB enviou diversas fotos do acidente, mas são tão lamentáveis às famílias das vítimas que o Blog do Crato se reserva ao direito de não publicá-las, a fim de não incorrermos num grave erro que é fomentar na população, o desejo doentio por ver a desgraça alheia.


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