xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/06/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 junho 2009

A Verdade Estatística - Por: Dr. José Flávio Vieira


Pois é , amigos, só existe uma coisa 100% verdadeira neste mundo atual : a verdade é um mero artifício estatístico. Todos os valores nestes tempos se medem numa planilha do Excel. As questões filosóficas mais intrincadas , os desafios espirituais mais intransponíveis foram substituídos agora pelas pesquisas de mercado. Nosso racionalismo exacerbado tem a plena convicção de que sentimentos, emoções, bem estar, tudo pode ser resumido numa simples equação matemática. Mesmo que o ouvinte salte de lá, dizendo que não concorda com essa conversa mole, terá que , para ter credibilidade, citar a sua percentagem de descrédito ou, quem sabe, resolver o impasse de forma iterativa: quem for a favor disque para 0800-patatá-patatá e quem for contra para 0800- patati-patati. As pesquisas estatísticas invadem todos os espaços do nosso cotidiano. O senhor consumo ( nome com que na pós-modernidade se denomina a felicidade) ; as eleições; a nossa saúde( que alimentos são prejudiciais); nossas doenças( que fatores contribuem para desencadeá-las); nossos hábitos; nossos comportamentos. Até nossos empregos dependem do grau de satisfação dos nossos patrões. A alegria, a tristeza, a beleza, o bem e o mal , o certo e o errado, o que lemos, o que comemos, o que respiramos, o que pensamos, até Deus hoje é uma mera possibilidade estatística.
Basta vasculhar o noticiário desta semana para perceber a alta importância da verdade estatística no nosso dia-a-dia. O Ministério da Saúde divulgou, em pesquisa realizada em 2008, que quase 50 milhões de brasileiros ( entre 15 e 64 anos) vivem com companheiros e que o índice de relações casuais , nas relações fixas, é de 21% entre os homens e 11% entre as mulheres. Estes índices, se comparados a 2004 , quase que dobraram. Já nos Estados Unidos, estudo recente divulgado pela Universidade da Pensilvânia, demonstrou que o patamar de felicidade dos homens e mulheres despencou nas últimas décadas, mas que o “bem-estar” subjetivo do sexo feminino foi o que mais caiu, principalmente se comparado com níveis de 1970. Difícil resistir à tentação de não refletir sobre estes números, vivendo numa época em que a matemática tem se tornado mais importante do que a história e a filosofia. Apenas 25 % das pessoas adultas no Brasil vivem com companheiros fixos, esta taxa parece demonstrar a tendência mundial de as pessoas cada vez mais se afastarem dos relacionamentos estáveis. As construtoras ( embasadas em pesquisas) andam construindo apartamentos cada vez menores para inquilinos solitários e com filho único ou sem filhos. Homens e mulheres têm priorizado a vida profissional e vão substituindo as complicações da vida a dois por viagens, empregos, estabilidade. O Ministério da Saúde descobriu ainda o que todos já sabíamos. O outro e a outra cada vez fazem mais parte indissociável da família brasileira. E o sexo casual, que anteriormente parecia ser um monopólio do sexo masculino, já é exercitado plenamente pelas mulheres -- dentro ou fora do casamento. Adúlteras célebres como a Luíza do “Primo Basílio”, Ana Karenina de Tolstoi e Madame de Bovary de Flaubert hoje já não dariam motivo para romances. Para desespero dos moralistas, a traição, sempre exorcizada com muita hipocrisia, historicamente fez parte das juras de altar e, mais que isso, vem se tornando quase um sacramento.
Os números da pesquisa dos EUA , um país que é quase uma cifra, demonstram, por outro lado, que o nível de felicidade de homens e principalmente das mulheres vem despencando nas últimas quatro décadas. Por quê ? Bem, caro leitor, cada um tem lá suas explicações , permitam-me, neste período junino, pôr meu amendoim neste pé-de-moleque. A solidão, a fuga dos relacionamentos, o individualismo exacerbado, a meu ver, têm muito a ver com isso. A felicidade pressupõe troca , cumplicidade, mutualidade. A casualidade dos relacionamentos, com toda sua carga superficial, pode ter o poder de solucionar nossos desejos mais prementes , mas nos trazem uma satisfação fugaz e transitória: o etéreo dificilmente leva ao eterno. O mesmo acontece com os bens de consumo que são os ícones da nossa sociedade moderna: caiam nossos corpos, mas não preenchem nossa alma. E as mulheres, as mais atingidas pelo poder toxicomônico do consumo, são as mais susceptíveis. As lutas feministas lhes abriram fronteiras profissionais e humanas incomparáveis. Como Napoleão chegaram triunfantemente em Moscou e agora se perguntam: são só esses os espólios da guerra? O gelo as aguarda do outro lado dos muros.
É preciso perceber a relatividade de todos esses índices. A garrafa de vinho pode estar 50% vazia ou 50% cheia e ambas assertivas são verdadeiras. “Meio triste” e “meio alegre” são denominações iguais de um mesmo grau de bem-estar. O computador computa quase que tudo só não computa a dor. Cada percentagem, caprichosamente, mascara uma vida que palpita escondida atrás de cada algarismo. E eu vou terminar este texto antes que você leitor, num sábado, conclua que ele 0% proveitoso , 100% chato e impróprio , pois, percentualmente, para o consumo.

J. Flávio Vieira

Nota:
Como o autor ( assim como alguns outros ), não colocou título na sua crônica, e nem a autoria, tomei a liberdade de adicionar título e autor, baseado no conteúdo geral do texto. ( Dihelson Mendonça - administrador )

AMIT GOSWAMI E A CONSCIÊNCIA CÓSMICA: O RODA VIVA ENTREVISTA O FÍSICO NUCLEAR INDIANO AMIT GOSWAMI

Leia na íntegra a entrevista dada, no Programa de TV RODA VIVA, pelo físico nuclear indiano AMIT GOSWAMI. Para tanto, acesse:
http://bernardomelgaco.blogspot.com

... DO SERTÃO - Aristélio Andrade - Por Edilma Rocha


Bruno Pedrosa é dessas pessoas quea gente conhece num dia e no outro tem-se a impressão de sermos amigos há anos. Comigo foi assim. Conheci-o no escritório de outro cearense, outro Raimundo - Bruno é apelido, é o nome artístico - corretor de imóveis em Mury e, no dia seguinte, já estava de papo com ele no alpendre de sua casa. A conversa rolou gostosa, quando percebi a luz já estava acessa, o frio castigando e na hora de me mancar. Afinal, artista também trabalha, tem família e não pode ficar a tarde toda de conversa fiada com um sujeito que ele mal conhecia. Mas o fato é que nos tornamos amigos. Eu invado a sua casa sem-cerimônia e gosto quando ele e Lila, sua mulher, fazem o mesmo.
Bruno é surpreendende. No dia em que o entrevistei, fiquei sabendo que ele também é arqueólogo. Que conhecia história, música sacra e popular, religião, arte, antiguidades, plantas, folclore (adora um forrró), poesia, arquitetura, literatura de cordel, pintura, eu já sabia. Mas tudo isso vem aos poucos, cada dia a gente descobre as artes e artimanhas dessa figura chamada Bruno Pedrosa.
Não é só isso. Tem mais, a gente vai descobrindo também seus desenhos, suas pinturas. Ele não mostra tudo de uma vez. Com ele - não sei ainda se por modéstia ou sabedoria atávica- seus tesouros vão surgindo aos poucos. Um dia ele mostra mostra os desenhos que fez no Mosteiro de São Bento, quando era monge. No outro, um álbum de desenhos do Rio de Janeiro que Carlos Drummond de Andrade não hesitou em fazer o texto. Com seus óleos, é a mesma coisa: cada visita que a gente faz, vê um diferente, de uma força, de uma profusão de cores que faz a gente suspeitar de uma afirmação dele. '' Sou desenhista; pintura eu faço mas continuo aprendendo. '' Fico imaginando como será Bruno Pedrosa no dia em que se der por satisfeito com a sua pintura. Será a grande surpresa de nossa amizade e tenho certeza que irei gostar muito.

Por: Edilma Rocha

A DONA DA LUZ - Por: João Marni de Figueiredo


Sou médico há vinte e seis anos, e por trabalhar na urgência pediátrica, às vezes deparo-me com a morte.

É sempre uma experiência traumática e, derrotado, presenciar a dor da família, sobretudo a dor da mãe, é algo que não consigo aceitar como pequeno, comum, inexorável. A mãe é um ser especial, dotado de um coração diferente, maior, mais forte, porém mais raso. Uma vez grávida, passa por transformações físicas e psicológicas incríveis, tudo pelo concepto. Mais do que uma simples obediência biológica em passar seus genes adiante, o vínculo criado é tão poderoso que os casos contrários são considerados aberrações. Parido em dor, o bebê causa lágrimas de pura alegria e orgulho em sua exausta mãe! Amamentá-lo, compreender o significado de cada um de seus sinais, de gemidos a sorrisos, só cabe a ela, em todas as fases do desenvolvimento dele. Ante os perigos e as doenças, questiona a Deus, por quê não com ela? E por ocasião da perda, grita tão alto, como que tentando acordá-lo, chora tanto, declara seu amor tão sincera e piedosamente, que sensibiliza a todos em volta, numa onda de puro afeto, fidelidade e desolação!... O epitáfio da mãe de Santa Teresinha deveria representar as demais mães: “Para meus filhos, deixo o meu coração: pertenço ao céu”. Pesaroso, livrando-me das luvas, vislumbro a Imaculada. Apesar de tudo, desse caldo de sofrimento, o médico levanta-se e segue, esperançoso que momentos assim tornem-se cada vez mais raros, quando, por fim, o homem, o gestor, terá compreendido o clamor de seu povo, melhorando os indicadores de saúde!

Crato (Ce), 18 de abril de 2007.
Dr. João Marni de Figueiredo

Festas juninas animam população do Cariri

O Juaforró reúne, todos os anos, milhares de pessoas que vão até Juazeiro do Norte para dançar e se divertirO Juaforró e o Crato Festeiro está reunindo milhares de pessoas para as festas de São João na região do Cariri

Crato. Crato e Juazeiro do Norte se transformaram num arraial de São João. O “Juaforró” foi aberto no dia 13 com o sanfoneiro Dominguinhos. Ontem à noite, foi à apresentação da dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Para hoje estão programadas três bandas. Amanhã, é a vez de Nando Cordel; dia 21, Elba Ramalho; 22, Banda Líbanos. O evento será encerrado no dia 23 com Leonardo, Fábio Carneirinho, Jota Farias e Banda, Joãozinho do Exu. Os coordenadores do evento calculam que uma média de 50 mil pessoas estão comparecendo ao Parque de Eventos Padre Cícero, onde está sendo realizada a programação do Juaforró. Uma das atrações do Juaforró, que conta com o apoio do Sistema Verdes Mares, é a cidade cenográfica que lembra Juazeiro do início do século passado, com suas bodegas, igrejas, cabarés e festas juninas. As casas de taipa recordam a época em que Juazeiro, hoje a maior cidade do Interior, era apenas um vilarejo. Paralelamente, estão sendo realizados dois festivais de quadrilhas dentro do parque municipal. No Crato, a festa junina está sendo concentrada no Centro Cultural do Araripe, no largo da Rffsa, com a presença diária, de acordo com a secretária de Cultura Turismo e Juventude, Daniela Esmeraldo, de mais de 30 mil pessoas. Todas as noites estão sendo realizadas festas com bandas regionais, apresentações de quadrilhas e forró. Esta semana, a animação foi levada para o meio da feira do Crato, com a promoção do chamado “forró farinha com rapadura”, que contou com a participação dos feirantes. O evento é promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura, em parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri e Sesc Crato, dentro da programação do dia do município que foi aberta sábado e termina hoje, com um cortejo de seis quadrilhas para o Parque de Exposição, onde será iniciada a “Expo-São João”. Quem participar deste evento, poderá saborear comidas típicas e dançar ao som de muito forró. A festa é patrocinada pelo Governo do Estado do Ceará.

Durante o evento, será realizada a Festa do Milho, que tem como objetivo a valorização da cultura do milho. Serão montadas barracas para a venda de comidas à base de milho como munguzá, bolo de milho, xerém, pamonha, canjica e fubá.

Além das festas juninas, com o nome de “Crato Festeiro”, está sendo cumprida uma programação paralela com comemorações cívicas, inaugurações, homenagens, provas esportivas, celebrações religiosas e shows artísticos.

De vila a município

A programação será encerrada domingo, com as comemorações do Dia do Município. A povoação de Miranda elevou-se à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764 como Vila Real do Crato, no século XVIII, constituindo um dos mais importantes núcleos de povoamento na época colonial no Interior do Nordeste brasileiro. A cidade do Crato, inicialmente chamada de Missão do Miranda, resultou de um movimento missionário dos frades Capuchinhos de Recife, cujo objetivo era catequizar e civilizar os povos indígenas. Frei Carlos Maria de Ferrara, frade franciscano, italiano da ordem dos capuchinhos, foi enviado para a missão a fim de trabalhar com os índios da Tribo Cariri. Cumpriu sua tarefa no período de 1730 a 1750. A Igreja Católica foi peça fundamental nos primórdios de criação e desenvolvimento desta cidade, acelerada com a chegada de imigrantes da “civilização do Couro”, vindos da Bahia, Sergipe e Pernambuco.

Mais informações:

Prefeitura do Município do Crato
(88) 3521.7069
Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude
(88) 3521.7082


Antônio Vicelmo
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Amor e morte em período de guerra - Por Francis Bloc

Recebi hoje do meu primo Georges Bloc algo que me emocionou demais. Um texto escrito pelo meu tio Francis Bloc, irmão gêmeo de meu pai Hubert Bloc. Esse texto, feito originalmente em francês e transcrito para o português, vem aqui exposto ainda datilografado (em formato de imagem) para demonstrar mais propriamente a sua veracidade e sobretudo o sentimento de alguém às portas da morte em tempo de guerra.
Meu primo, Marcelo Bloc, filho de Georges, encarregou-se de fazer um pequeno histórico apresentando orgulhosamente seu avô. E eu, sobrinha-afilhada, me posto aqui emocionada por conhecer tão de perto todo o sentimento e a dor por que passou meu tio ao escrever o poema dedicado à minha avó, sua mãe querida, Fleurette Huguette Bloc Boris, que carinhosamente chamávamos de Mamy.
Como podem ver, gêmeos têm laços fortes em comum( Hubert e Francis Bloc), incluso aí a verve, o dom da palavra, a doçura e o amor inquestionável pela vida.
O que torna este assunto mais interessante e além do âmbito familiar, é que se trata de um estado crítico da alma e de uma situação que quem lê, isento de qualquer sentimento, não consegue avaliar toda a turbulência que se desencadeava naquele que, diante de um holocausto, entregava sua vida às mãos da pátria.
Meu tio Francis, assim como meu pai, (posteriormente convertido ao catolicismo) eram judeus de nascimento e de sangue. Foram salvos também por terem nascido gêmeos, muito pequeninos, e por isso poupados da circuncisão, a marca do batismo dos judeus.

Claude Bloc

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Amor e morte em período de guerra

Para quem não sabe de onde vem o Bloc, ele vem da França, mas especificamente de meu avô, Francis. Nascido em Paris, aos 18 anos viu-se no meio da Segunda Guerra Mundial. Participando da resistência francesa, ele acabou aprisionado em Auschwitz, na Polônia, considerado o pior dos campos de concentração.

Não vou entrar em detalhes sobre sua trajetória nos horrores do holocausto. O texto acima serve para contextualizar a carta que coloco logo abaixo, escrita por ele, ao leito de morte, para sua mãe, minha bisavó Huguette (ou simplesmente “Mami”).

Como fica claro no texto, meu avô, baleado, acreditava estar se despedindo da vida e escrevia para a mãe. Para mim, a carta tem um grande teor sentimental, mas acredito que a beleza das palavras faz com que ela mereça ser dividida na blogosfera. No fim de tudo, e apesar de tudo, o que resta é o amor.
Clique na imagem para ampliá-la

A carta foi escrita originalmente em francês. Para minha alegria, já que dependia disso para nascer (bem no futuro), meu avô viveu mais 50 anos após escrevê-la.
E onde quer que ele esteja, sua publicação fica como uma homenagem de seu “neto mais velho”, como ele mesmo sempre dizia.

Marcelo Bloc

Postado por Claude Bloc.

O Artigo mais Sensato sobre a Não Obrigatoriade do Diploma de Jornalista que achei


O DIPLOMA E A NÃO OBRIGATORIEDADE

Então deveríamos defender o fim da obrigatoriedade do diploma de Direito para o exercício da advocacia? A obrigatoriedade do diploma de Direito (assim como o de médico, dentista, psicólogo) não existe para proteger os interesses da categoria, mas para proteger o usuário destes serviços de ser atendido por um rábula ou um curandeiro. Garante-se o monopólio do exercício da profissão aos portadores do diploma, não como um privilégio legal, mas como uma garantia do cidadão de que ele será atendido por profissionais minimamente qualificados.
A obrigatoriedade de um diploma, no entanto, me parece não ter qualquer sentido na regulamentação de profissões nas quais a ausência de talento, por si só, já coloca o profissional fora do mercado. Um virtuose não precisa ter um diploma de músico para ser aceito em uma orquestra e muito menos para gravar um disco. Um desenhista não precisa ter diploma de Belas Artes para ganhar a vida com seu talento. Um programador de computador não precisa de um diploma de Ciência da Computação para criar programas extraordinários.
Em todos os casos citados, garantir aos diplomados a exclusividade no exercício destas profissões em nada beneficiaria a sociedade. Apenas o grupo dos diplomados teria um benefício: o monopólio do exercício da profissão. É claro que muitos poderiam alegar: “mas eu tenho direito de ouvir uma boa música, de apreciar belos desenhos e de ter bons programas de computadores. O Estado deveria garantir este meu direito exigindo o diploma para o exercício destas profissões.” Por que não garantir o mínimo de qualidade assegurado por um diploma a todas as profissões?

A resposta talvez esteja no art.5º, da Constituição da República: IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; Para algumas profissões o Estado considera que o direito à livre expressão intelectual se sobrepõe ao direito do usuário de ter a garantia de um diploma assegurando que aquele profissional é capaz de prestar o serviço com o mínimo de qualidade. É claro que esta é uma opção política entre deixar ao mercado a tarefa de filtrar os bons profissionais (liberalismo) ou delegar esta tarefa às instituições de nível superior (intervencionismo). Na advocacia e na medicina, a maioria dos Estados ocidentais considera necessária uma regulamentação direta com a exigência de um diploma de nível superior, até porque quem procura tais profissionais, muitas vezes o faz com urgência e sem o tempo necessário para fazer uma pesquisa de mercado. O mesmo não ocorre com a música, o desenho e os programas de computador cuja boa ou má qualidade são relegados ao juízo crítico do mercado.
No caso do jornalismo, mais uma vez é necessária uma ponderação de interesses: o que é mais importante: a liberdade de manifestação de pensamento ou o direito de ser bem informado? O decreto-lei 972 de 17 de outubro de 1969 que regulamenta a profissão de jornalista parece ter optado pela garantia à boa qualidade da informação em detrimento da liberdade de manifestação de pensamento. Nada mais natural durante uma ditadura militar que se procure limitar a livre manifestação de pensamento e tecnicizar o exercício da profissão de jornalista, procurando ocultar seu caráter político. O jornalismo brasileiro ainda hoje pretende escudar-se em uma suposta neutralidade técnica da mera descrição de fatos, quando há muito se sabe que fatos só podem ser expressos por meio da linguagem que é sempre subjetiva, pois expressa a visão de um sujeito (jornalista) de um objeto (fato). Mas isso é uma outra história.
O busílis aqui é: será que a exigência de um diploma de jornalismo fez dos nossos jornais exemplos para o mundo de boa técnica em confronto com países que optaram pelo predomínio da liberdade de manifestação de pensamento, tais como Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Itália, Japão, Suíça e tantos outros nos quais o diploma não é obrigatório? Claro que não! Evidentemente a baixa qualidade do nosso jornalismo não se deve tão-somente à obrigatoriedade do diploma, mas é claro também que esta obrigatoriedade não tornou o nosso jornalismo melhor.

Tomem, por exemplo, as matérias jornalísticas que tratam de alguma questão jurídica. Salvo raríssimas exceções, são patéticas. Quando as leio, temo pelas informações erradas que absorvo nas matérias que fogem ao meu conhecimento técnico. Não seria melhor se tivéssemos ao menos um profissional do Direito nas redações para cuidar destes conteúdos? Não seria melhor ler uma entrevista de um jurista sobre um tema polêmico com perguntas feitas por quem sabe o que está perguntando? Não creio que a dispensa da obrigatoriedade do diploma de jornalismo vá piorar a qualidade das informações publicadas. Muito pelo contrário, talvez a quebra deste monopólio do jornalista diplomado traga uma necessária multidisciplinariedade às redações dos jornais, especialmente em matérias em que o jornalista “clínico-geral” tem maiores dificuldades em escrever, como nas que tratam de controvérsias jurídicas ou científicas em geral.
Ganha a liberdade de manifestação de pensamento. Ganha o direito à informação de qualidade.
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Por Túlio Vianna.

Reflexões para o fim de semana - Por: Alessandra Bandeira

Tenho pensado, em quanto dinheiro se gasta pelo Estado com esses shows de péssima qualidade e no contra ponto de ver que o projeto Olhar casa das artes corre o serio risco de fechar, por que não consegui parcerias e apoio.
A Gabriella tem projetos de vários cursos para crianças, adolescentes e idosos, mas não tem como realiza-los por não ter apoio , incentivo,quando se recorre ao Estado este diz que não tem verbas para isso, a última esperança e a parceria com a prefeitura do Crato, que tem um gestor que parece estar antenado em dar o que há de melhor para população cratense e tem se mostrado preocupado com a Cultura.
O que mais me entristece e saber que vários artistas de varias partes do mundo, muitos deles premiados e com renome tem interesse em vir para cá através do OLhar, o que aumentaria o turismo, economia e a troca de culturas, mas parece que nem o SEBRAE se movimenta em prol disso.
O Olhar casa das artes, não é um bar, e sim um local onde artistas podem produzir, mostrar seus trabalhos, podem expor, dar cursos , o bar era a consequência do projeto , um local onde poderia se degustar algo discutindo arte em todos os segmentos.
Enfim minha reflexão e de que cada vez mais a cultura do Crato está mesnoprezada pelo senhor Governador, a ExpoCrato é um exemplo disso.

Senhor governador e secretario de cultura seria a a população do Ceará tão limitada que só produz forro de péssima categoria?

Por que a sensação que tenho e que o mundo nos olha e nos limita a isso, quando temos artistas sensacionais ,seja na musica , nas artes plásticas e na xilogravura, como o Chrystian Marques, Nicodemos, Paulo Bento , Nilo, Dihelson Mendonça, Alexandre Lucas, Salatiel, Carlos Henrique , e tantos outros.

Será que termos mesmo que sucumbir ao mau gosto?

Peço aqui publicamente a secretária de cultura Danielle Esmeraldo e ao Prefeito Samuel Araripe:

Sei do compromisso de vocês com a cultura, mas não permitão que o Olhar casa das Artes feche, que nos artistas e amantes das artes percamos o último recanto, ajudem a Gaby a continuar fazendo com que a cultura daqui sobreviva .

Reflitam bem sobre isso e pensem no que o Crato tem a ganhar e no que tem a perder com o fechamento da Olhar casa das artes, NÃO É O BAR , MAS A CASA, O PROJETO .

Por: Alessandra Bandeira
Carioca na certidão de nascimento , mas cratense de paixão!

Acima: Foto de Amadeu de Freitas

O CRATO E A REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI


Em texto publicado neste blog, Dihelson Mendonça analisa a situação do Município do Crato diante da recém-criada Região Metropolitana do Cariri e aponta este fato como o fechamento de um ciclo que consolida Juazeiro do Norte como cidade-polo. Apesar de relembrar velhas queixas do tipo “Crato perdeu tudo para Juazeiro”, ele levanta um debate que considero fundamental para que o Crato não fique para trás na corrida do desenvolvimento regional, pois é chegada a hora de a comunidade pensar seu projeto de cidade.

Para começar, acho que o povo do Crato e suas lideranças precisam superar o preconceito com Juazeiro do Norte e deixar de ver nosso vizinho como uma “ameaça próxima” ou “um perigo que o ronda”. Devemos conhecer os projetos regionais, suas oportunidades e negociar com seus agentes (Governo do Estado, Governo Federal e iniciativa privada) os benefícios que o Crato terá. Porém, para que o Crato possa obter maiores ganhos por dentro do projeto regional, é imprescindível definir seu projeto de desenvolvimento local.

Cada cidade ou município da região, mantendo a identidade regional, terá seu projeto com a vocação e potencialidades que lhes são característicos. Assim, não haverá necessidade de uma disputa sem ética pelos investimentos que são necessários para todos. Esse é o sentido de pensar o desenvolvimento de uma região ou território. Sim, pois creio que estamos falando de um desenvolvimento sustentável social e ambientalmente. Neste sentido, Dihelson lança os paradigmas desse projeto ao propor “novo modelo de desenvolvimento” e ao defender um crescimento com “qualidade de vida”.

A criação da Região Metropolitana do Cariri, antes de ser uma medida para beneficiar determinado município, é uma oportunidade que se abre para quem tem capacidade de dialogar, de trabalhar parcerias e de democratizar as relações de poder. Aqui entra a participação da população cratense, também proposta por Dihelson, na discussão do projeto para o Crato. Como esta não é a primeira vez que alguém propõe a mobilização da sociedade em nome do Crato, creio que delegar a tarefa de coordenar os trabalhos deste projeto a uma instituição pública como a URCA é um bom começo. Não que eu seja ingênuo ao ponto de imaginar que a URCA é um ente apolítico, mas trata-se de uma instituição que não encarna a figura de um candidato ao próximo cargo em disputa.

Caso queiramos mesmo preparar o Crato – não no intuito de superar Juazeiro, mas para, junto com ele e com os demais municípios da região, realizar o desenvolvimento que beneficie a população com geração de emprego e distribuição de renda –, faz-se necessário transformar essa ideia em um projeto de todos e não em um projeto de um governo. Desta forma, o chamamento para participação de todos na construção do projeto não comporta o discurso do voto. O eleitor vai votar nos candidatos que demonstrarem compromisso com o projeto de cidade, à medida que ele (o eleitor) se sinta parte desse projeto.

Por último, quero declarar minha convicção em apoiar esta ideia, na medida em que ela seja capaz de se constituir em uma proposta que realmente realce os potenciais econômicos, culturais e históricos do município e declare que deseja construir um desenvolvimento com qualidade de vida para toda a população como diferencial. Como ponto de partida, talvez tenhamos de convencer nossos irmãos de Ponta da Serra a somar-se nesse projeto, pois, do contrário, com a emancipação daquele distrito, perderíamos grande parte do nosso potencial agrícola, atividade que poderá ser um dos nossos diferenciais no projeto regional. Como sugestão, proponho a realização de um primeiro encontro com lideranças políticas, comunitárias, empresariais e de instituições governamentais e não governamentais para, a princípio, debatermos a ideia da construção do nosso projeto de cidade, convocado pelo Blog do Crato. O desafio está lançado.

Amadeu de Freitas.

PORQUE CONVERGIMOS E INTEGRAMOS NO AMOR

Prezados Leitores e leitoras deste blog bacana. No momento estou decidindo tirar umas férias na publicação dos meus textos neste blog. Assim, aqueles que tem interesse na leitura dos meus textos holísticos e espirituais, estarei publicando no meu próprio blog. Então, acessem: http://bernardomelgaco.blogspot.com . O título e descrição tem a ver com a minha busca de sentido de vida holística e transcendente. A descrição do Blog O HOMEM CONVERGENTE E INTEGRAL NO AMOR segue abaixo:

porque convergimos e integramos
dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO!

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL
(1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral:

"A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

Decisão do STF.

Ontem ouvindo o Programa do Vicelmo Radio Educadora do Cariri via Radio Chapada do Araripe e Blog do Crato ouvir uma jornalista diplomada dizer que a classe estava de luto com a decisão do Supremo Tribunal Federal de não exigir diploma para o exercício da função de jornalista. Num pais que os maiores elogios dirigidos ao seu representante maior, o Presidente da Republica são pelo fato de ser um semi-analfabeto é impossível que proíbam pessoas de inteligência prodigiosa de exporem suas idéias por falta de um simples diploma. Não conheço a jornalista em questão, mas duvido que alguém com diploma seja mais jornalista e escreva melhor do que o nosso querido Osvaldo Alves de Sousa e o Lindemberg de Aquino. Ninguém mais do que estes dois monstros do jornalismo cratense ao lado do Humberto Cabral fizeram por essa classe tão importante no trabalho da informação. Estes senhores tem uma vida toda dedicada a registrar nossa memória e nossa historia. Decisão sabia.
A. Morais

Origens da rivalidade entre Crato e Juazeiro (II)

A Sedição de Juazeiro

Juazeiro foi elevado a município em ato oficial que se deu no dia 4 de outubro de 1911, quando Padre Cícero Romão Batista foi empossado como prefeito, iniciando-se na vida política. Neste mesmo dia, foi assinado em Juazeiro o famoso Pacto dos Coronéis, uma tentativa de pacificar a região, bastante tumultuada pelas violentas deposições de coronéis por outros coronéis, com uso de milícias particulares formadas, notadamente, por jagunços e cangaceiros.

Um ano depois, aproximadamente, Padre Cícero envia telegrama ao coronel Franco Rabelo, que tinha sido eleito presidente do Estado do Ceará, depois de vencer o grupo do comendador Nogueira Acióli, oligarca que governou com mão de ferro a província do Ceará por longo tempo. No telegrama, Padre Cícero busca esclarecer o que ele considera fruto de intrigas de políticos adversários, ou seja, de que ele estaria preparando um levante contra o governo do Estado, estocando armas e munições. A denúncia poderia resultar numa intervenção armada em Juazeiro por parte do governo do Ceará. A íntegra do texto telegráfico encontra-se publicado no espaço reservado aos comentários. O importante neste episódio, é que já pairava uma nítida tensão política no Estado e que uma trama política se desenrolava, tendo como base o Juazeiro.

No final de 1913, o senador Francisco Sá envia, da capital federal, tendo como portador Floro Bartolomeu, uma carta ao Padre Cícero onde a deposição do coronel Marcos Rabelo era tramada. A partir dali, reinou um clima de instabilidade política no Estado, com trocas de telegramas entre o coronel Franco Rabelo e o Padre Cícero, agora, da parte deste, com veladas ameaças, sempre colocadas como uma necessidade de defender o Juazeiro frente iminente ataque governista

A Sedição de Juazeiro para depor o coronel Franco Rabelo irrompeu, assim como já se anunciava, no dia 8 de dezembro de 1813, com o desarmamento de um destacamento da polícia do Estado que tinha a incumbência de prender ou matar Floro Bartolomeu. No dia seguinte, vários políticos juazeirenses, como o prefeito João Bezerra de Menezes, sucessor do Padre Cícero, refugiaram-se no Crato. Assim, o Crato virou alvo da milícia que Floro Bartolomeu recrutou entre famosos e temidos celerados vindos de várias partes do Nordeste.

No dia 15, Padre Cícero telegrafa, pela segunda vez para o Marechal Hermes da Fonseca, presidente da República (na primeira, dia 11, foi feito um apelo para que o governo federal interviesse no Estado). Eis o texto do segundo telegrama:

“Para maior justificativa das minhas afirmativas sobre a anarquia do Estado, transmito a V. Excia. o telegrama sob o número 364, dirigido às 9 da noite, ao dr. Floro Bartolomeu da Costa pelo capitão Ladislau, comandante da força policial do Crato. Ei-lo:
“Estou com 600 homens em armas. Prepare-se, meu velho, que hoje ou amanhã vou comer o capão que me ofereceu daí e buscar os soldados e armamentos do governo. Não sofra do coração, que o negócio está feito.

“Povo repelirá a agressão. Por mais este telegrama V. Excia. se convencerá da veracidade das minhas afirmativas quanto à anarquia Estado, promovida pelo próprio governo. Respeitosas saudações. Padre Cícero Romão Batista.[1]

O governo federal “lavou as mãos”.


[1] PINHEIRO, Irineu. Efemérides do Cariri. Fortaleza, Imprensa Universitária do Ceará, 1963.

Prezados Autores, os artigos serão publicados ainda HOJE

Devido ao meu escasso tempo, o dia de ontem foi muito curto para conseguir postar todos os artigos que recebi dos autores. Hoje, estarão no ar. Mas também, quero PEDIR aos autores que são cadastrados, que se possível, postem seus próprios artigos no Blog sem esperar por mim ( aquelas pessoas que já tem cadastro de autor e podem postar ), pois me aliviaria bastante o trabalho. A todos os outros que não tem cadastro, peço só um pouquinho de paciência que daqui a pouco eu publicarei, ok?

Em tempo: Os melhores artigos estão sendo republicados no Jornal Chapada do Araripe!
www.chapadadoararipe.com

Um Bom Dia para todos!

Dihelson Mendonça

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