xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/06/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 junho 2009

Dominique, nique, nique e o aniversário de Claude Bloc. por José do Vale Pinheiro Feitosa

Ali pela metade dos anos 60 o cinema mundial foi exuberante em trilha sonora. Apenas por memória, colhendo-as como cachos de pitomba: Candelabro Italiano, a Noviça Rebelde, Dr. Jivago, toda série do 007; os filmes de Barbara Streisand como Funny Girl e a música People. Mas isso ocorreu no cinema mundial, tanto o Francês, como o Italiano e Inglês. Até aqui no Brasil o Orfeu da Conceição com Vinícius e Tom Jobim são referências duradouras.

O efeito de uma grande canção do cinema era multiplicador numa época em que parcelas imensas da população se divertia nas salas de cinema. A partir da projeção o rádio podia explorar que o sucesso era certo. Aliás os sucessos no cinema me parece ter sido a causa de ter nascido tantas vozes suaves no rádio, preparando o caminho para o futuro da FM, como eram Heron de Aquino no Crato e Narcélio Limaverde em Fortaleza.

Mas, agora um pensamento que não sei se é imagem ou realidade. Encontrei um pé na memória com a Claude Bloc. Ela estudava na mesma sala de aulas da minha irmã, com Maria Lúcia de Conceição Romão, Sassa (era assim mesmo que se escrevia?), Januária e outras adolescentes cheias de energia e tiradas a fazer danações. Elas já sabiam o que bem queriam da vida e eu naquele limbo do rito de passagem. Mas a lembraça: Claude era a metáfora de uma música de sucesso de um filme ou de uma série de televisão.

Como era francesa, a música era Dominique, "nique nique, sempre alegre esperando alguém que possa amar". Aliás a música era cantada no filme por Debbie Reynolds com letra em inglês: Dominique, nique, nique I will tell of Dominique /His goodness to acclaim /And I pray the song I sing.../Havia uma letra francesa, mas ouvíamos mesmo era a versão em Português de Giane. Então eis revelada uma ponta de ligação de um passado que acabo de acender a vela.

Velas pelo aniversário desta mulher que me convidou para as comemorações aí no Crato. Agora o Zé Flávio que é muito importante para representar este desgarrado impossibilitado de através os milhares quilômetros, certamente recordará os quinze anos que não foi.

Coelce é questionada na região do Cariri

A Assembléia Legislativa do Ceará está realizando diversas audiências públicas em todo o Estado para discutir a redução da tarifa de energia elétrica. A Assembléia instalou uma Comissão Parlamentar de Inquéritos – CPI pela redução da tarifa desde 27 de maio. A CPI foi provocada depois do aumento de 11,25 % nas conta da população cearense.


Na região do Cariri as audiências públicas promovidas pela assessoria da Gabinete Lula Morais (PCdoB) relator da CPI e as Câmaras Municipais, acontecerá nos cidades de Juazeiro do Norte, dia 18, às 17h, no Câmara de Vereadores. No o dia 19, no Crato, às 9h, no Teatro Salviano Arraes e no dia 20, na Câmara dos Vereadores de Missão Velha.


Segundo o deputado Lula Morais, O Ceará detém a sexta tarifa mais cara do Brasil, situando-se 30% acima das tarifas do Rio Grande do Norte e de Sergipe, e 17% da Bahia. O parlamentar comunista destaca que isso gera uma conseqüência lesiva aos consumidores e a economia do Estado.

TRAJETORIA DE UM ARTISTA - EDILMA ROCHA

Menino magrelo e desengonçado, filho do sertão de Lavras da mangabeira, deixou seu coração sonhar nas histórias contadas pela sua avó num alpendre de casa sob a luz de um lampião. Ela lhe passou o conhecimento da história do Ceará e despertou nele o gosto pelas artes nos tesouros de José Reis de Carvalho bem econdidos no baú. Um dia chegou-se ao pai agricultor e disse que queria ser artista. O pai mesmo achando que aquilo não era profissão de dar dinheiro, mandou o filho Raimundinho pra cidade do Crato para ser ilustrado. Al e fez as primeiras amizades e logo se integrou no meio artistico participando do movimento do salão dos jóvens. Promoveu eventos artisticos, um deles na Fundação J. de Figueiredo Filho, museu historico do Crato, reunindo todos os artistas locais. Terminados os estudos no Colégio Diocesano, segue para Fortaleza para tentar penetrar no mundo artistico da capital,mas não foi bem suscedido. Não tinha cursos na área e nem diploma para ser aceito no cerco fechado dos pintores da antiga SCAP. Decidiu seguir para o Rio de Janeiro e ser bacharel em Belas Artes, Mais uma vez o pai Raimundo André, aposta no sonho do filho e o sustenta as custas de muito sacrificio.
Ao chegar, apavorou-se quando descobriu que não sabia nada de arte para conversar com os colegas, Enfiou a cara nos livros e tomou gosto pela coisa. Ingressou na Faculdade de Belas Artes e aos poucos ficou sabendo que viver de arte era dificel e que ao termina-la o pai não iria mais sustenta-lo, pois sempre afirmou pra ele que arte era coisa séria. Fez algumas esposiçõe e viu que não teria como viver da sua arte.E para continuar tentando, mas uma vez recorreu ao seu pai para bancar uma faculdade de Arqueologia e depois Filosofia. Nesse período foi viver com um tio em Pendotiba nos aredores de Niteroi, Sr. Pedrosa que o acolheu como um filho e até construiu para o sobrinho, o seu primeiro atelier lá no fundo do quintal , onde orgulhosamente recebia os amigos, como eu. Fez muitos trabalhos, realizou várias exposições, fundou o Museu de Arte Vicente Leite, com as aquerelas de José Reis da Carvalho, dois desenhos de Pedro Américo, herança da avó, e vários trabalhos doados pelos mestres e pintores ilustres dos quais tinha amizade.
Leu A MONTANHA DOS SETE PALMARES, de Thomas Merton, um jornalista marxista, poeta, que resolveu ser monge e o livro virou-lhe a cabeça. Meu amigo fez um contrato de cinco anos no Mosteiro de São Bento e desapareceu por um tempo. Trabalhou e produziu um album de desenhos. Mas, se desiludiu porque não encontrou por lá o que procurava. Voltou perdido e sem rumo . Sem amigos e a dura realidade da morte do Sr. Pedrosa. Tomou conta dos negócios da familia e se tornou negociante, precisava sobreviver e não poderia viver só da sua arte. Retomando a sua independencia, montou uma loja em Niteroi e Ipanema e passou a vender as rendas do Ceará, mas no sotão, continuava pintando.
Conheceu a Lila com quem casou e nasceram duas filhas, Andréia e Tereza. A esposa filha de italianos se tornou comerciante e apostou na carreira do marido. Consegui comprar um apartamento no Flamengo e montou seu atelier, mas foram assaltados várias vezes e resolveram mudar pra Nova Friburgo. Nem tinha idéia de que estava adaptando o corpo do sertanejo para o clima frio da Europa que o aguardava. Expôs no mundo inteiro, e tem quadros espalhados pelo Brasil, Estados Unidos, Mexico, Nicarágua, Argentina, Italia, França, Suissa, Áustria, Holanda, Inglaterra, Alemanha, Japão e Portugal.
Hoje reside na Italia, precisamente em Bassano Del Grappa, próximo de Murano e Veneza.
E um artista consagrado, com um currículo brilhante, além das galerias de arte que possue pela Europa, ainda fabrica cristais assinados em Murano, Tapetes e Joias exclusivas. Na trajetória de um artista vemos a realidade de que é nescessário se projetar lá fora para aqui ser reconhecido.
As noites são aquecidas por uma lareira, e lá fora a neve cai suavemente , enquanto escuta a filha ao piano. Mas jamais deixou de ser um sertanejo pois a sua pintura revela esta realidade que viveu nos torrões do sertão. E o Sr. Raimundo André Pedrosa, orgulhoso , recebe de vez em quando o filho, a nora e as netas, lá pras bandas das Lavras da Mangabeira.

Edilma Rocha

Origens da rivalidade entre Crato e Juazeiro (I)

O processo de emancipação de Juazeiro

Em 1834, o México entrou em guerra contra os EUA. Foi, assim, a primeira vítima do militarismo norte-americano, perdendo o território que hoje compreende os estados do Texas, Novo México e Califórnia. Surgiu, neste contexto, a famosa frase coitado do México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos.

Faço alusão a esta frase para, guardada as devidas proporções, analisar a relação conflituosa que o Crato mantém com o Juazeiro do Norte, e vice-versa, já há bastante tempo e que ainda persiste, apenas com a renovação de contornos. Neste caso, gostaria de parafrasear o caso mexicano ao qual, de acordo com uma análise qualitativa, pode ser diametralmente oposto: (coitado ou feliz?) do Crato, tão longe de Deus e tão perto do Juazeiro...

O antagonismo entre as duas principais cidades caririenses parece que tem uma origem mais forte no processo de emancipação política de Juazeiro, o que levou a um renhido e tenso embate entre as elites políticas das duas localidades. Igualmente, a posição explicitamente contrária do clero cratense com respeito aos supostos milagres de Juazeiro, é um antecedente que veio a fermentar inicialmente esta rivalidade. Da mesma forma, deve-se considerar, como um importante fator desse processo, a ascensão econômica de Juazeiro, já no início do Século XX. Este acelerado desenvolvimento, fruto das crescentes romarias, foi o argumento utilizado pelo movimento encetado pelas lideranças juazeirense em favor da autonomia do então distrito do Crato. No entanto, o motivo central do desejo emancipacionista era muito mais a exação fiscal em benefício do Crato sobre as receitas geradas no comércio de Juazeiro.

Se já havia toda uma base fermentada para o crescimento do confronto, faltava, pois, quem se dispusesse a amassar a massa e, ao mesmo tempo, instigar as massas para a causa emancipacionista. Esse papel foi exercido pelos editores do jornal O Rebate[1], hebdomadário que circulou entre julho de 1909 e agosto de 1911. Segundo Rosilene Alves de Melo, “o objetivo principal do jornal era propagar a defesa levada a efeito pela elite política de Juazeiro contra as acusações que partiam da imprensa do Crato, que qualificava aquele lugar como antro de fanatismo e de banditismo"[2]. Como resultado da propaganda anticratense, a população, mobilizada, decidiu boicotar o pagamento de impostos municipais recolhidos ao Crato.

Ainda é Rosilene Alves de Melo quem nos dá a seguinte informação: “o artigo publicado no dia 04 de abril de 1910 informa aos leitores que o coronel Antonio Luiz Alves Pequeno, principal chefe político do Crato, estaria preparando uma ofensiva armada contra Juazeiro; na oportunidade, os moradores do povoado são convocados para reagir energicamente:

“Chegou a notícia de que o Sr. Antonio Luiz está preparado para amanhã mandar uma força armada vos espingardiar, vos matar, por que não quereis pagar impostos municipaes na feira.
“Cada joazeirense deve estar prevenido com suas armas de promptidão para morrer ou matar em defesa de seus direitos. Às armas povo! Quem não é por nós é contra nós!"
[3]

Além da campanha veiculada em editoriais e artigos, O Rebate reservava um espaço, o Boletim Cariricata, onde eram veiculados gravuras, versos e trovas ridicularizando as autoridades do Crato. Um verso de um poema, intitulado Antonio Luiz Canella Preta trinchado pelo público, dizia:

Quem diz verdade, não mente...
O homem perdeu a fama,
Cahiu em cheio na lama
Não tem galho em que s’aguente...
Quem provoca a muita gente,
Quando cahe quebra o nariz...
A força toda perdeu...
É coqueiro sem raiz
O pobre Tonho Luiz
."[4]

Para encerrar esta primeira parte, abro um parêntesis para esclarecer que não pretendo, nesta análise sobre as origens da rivalidade Crato-Juazeiro, parecer tendencioso, como pode está parecendo por somente citar as fontes referentes aos métodos, às vezes questionáveis, da campanha anticratense. Mesmo não tendo as fontes que revelem como se deu a campanha movida contra Juazeiro pelas lideranças cratenses, creio que a tônica não foi muito diferente.

Notas
[1] Os o núcleo principal do periódico era formado pelo padre Joaquim Alencar Peixoto, o escritor José Marrocos e o caudilho Floro Bartolomeu.
[2] Arcanos do Verso; trajetórias da Tipografia São Francisco em Juazeiro do Norte (1926-1982). Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, 2003, p.37.
[3] Idem ibidem.
[4] Idem ibidem, p. 40.

Leia Hoje no CHAPADA DO ARARIPE...

chapada 16-06-2009

O Diário do Cariri

www.chapadadoararipe.com


Bartô e o Colunismo de Capoeira

Entre uma baforada de “lasca-peito” e um sorriso maroto , Rui Pincel me conta a incrível e alegre história de Bartolomeu , um sujeitinho franzino, nascido nas escarpas do Quincuncá e que, há uns três anos, seguiu em busca do enganoso tesouro das esmeraldas, em São Paulo. Rui diz tê-lo encontrado na feira recentemente e quase o não reconhecia pela fina indumentária que usava pra desfilar, dando a idéia que era a fina seda que conduzia Bartolomeu e não o contrário. Surpreso com a transformação súbita de um matuto das mais recônditas brenhas, num dândi da Ilha de Caras; Rui ouviu, mais espantado ainda ,o motivo da brusca metamorfose. Bartolomeu lhe contou que resolvera voltar de São Paulo, há alguns meses, porque por lá emprego anda mais difícil que obra feita pelo Governo do Estado. Queria, porém, retornar com uma profissão mais promissora que a de reles comerciário. Como , em São Paulo , lesse com frequência o Almanaque Capivarol e, entre um embrulho e outro, filasse a Coluna Social da Joyce , teve o estalo: Vou ser Colunista Social e tentar viver disso. Alguns colegas o desestimularam dizendo que ele não teria acesso , pela pobreza beneditina, às festas mais sofisticadas, mas Bartolomeu, inteligentemente, resolveu desenvolver o Colunismo entre as pessoas mais pobres e humildes, segundo ele, na certeza de que a vaidade humana não tem limites, nem respeita fronteiras religiosas, morais ou sociais...
Bartô - assim ele artisticamente se auto denominou – estabeleceu-se no Cipó dos Tomás e , com o dinheiro do Fundo de Garantia, colocou uma Amplificadora. Segundo ele, não poderia ter feito melhor negócio. A partir dali noticia todos os acontecimentos sociais daquela localidade. Claro que é preciso pôr condimento nas coisas: qualquer Renovação ele divulga como uma Renô fantástica na Casa de Fulano. O cardápio precisa também de algumas modificações para não parecer tão brega: Ova de Curimatã, vira Caviar ao Curry ; K-suco de Abacate aparece como Supremo de Abacatê ; Aluá se transforma, estilisticamente ,em Uísque fino de Abacaxi 12 Horas e, por aí a coisa vai... Há também a divulgação de todos os nívers e dos Destaques do Ano ,nas mais diversas atividades locais: Bodegueiro, Mestre de Cachimbo, Rezador, Roceiro, tombador de cana, metedor de fogo etc. Bartô assegura que não podia ter feito melhor escolha, todo santo dia tem festa pra ir e não precisa fazer feira, claro que há alguns inconvenientes ligados à própria atividade, tem que desmunhecar um pouco e afinar discretamente o timbre da voz, mas a pessoa se acostuma, mesmo que alguns o chamem de Baitô. Alguns também o criticaram por ter escolhido como Homem de Visão 1997 um Profeta de Chuva cego... Mas quem não sabe criar vira, inexoravelmente, crítico.
Rui Pincel conclui que está seriamente inclinado a comprar alguns discos de Ney Matogrosso e as Hipócritas Memórias de Collor de Mello e Armando Falcão e já começar o treinamento. Certamente não há atividade mais lucrativa que aquela que busca pôr qualidades em quem simplesmente não as possui, já que a vaidade é o abismo mais profundo da alma humana.

J. Flávio Vieira

Reinaugurada a Sala de Bate-Papo do Blog do Crato !

E não é que temos mesmo uma sala de Bate-Papos ? Quem quiser se conectar, basta fornecer um nome aí abaixo. Clique em Login. Quando quiser acessar essa sala, ela se encontra na aba lateral direita do Blog, em "Bate-Papo do Cariri"




Java Chat Software



Abraços,
Usem com Responsabilidade, senão, sai do ar...

Dihelson Mendonça

A VIDA NÃO ESQUECE - por José do vale Pinheiro Feitosa

Somos uma caixa de ressonância? Espaço em que as coisas se repercutem muito depois de acontecidas? Não somos, mas parecemos tal, assim como uma metáfora de mariposas ao derredor da luz. A luz, os acontecimentos que nem sempre brilharam na primeira impressão, no exato instante da ocorrência. Mas depois se mostraram como tais e se movem na mente com toda a realidade de então.

Iguais aqueles janelões da sala da frente da casa da Batateira. Uma luz matizada, totalmente cor e forma. Muito de cheiros, sutilezas de ouças e um tato de brisa fria das manhãs de junho. Mais de uma dezena de quilômetros de canavial se estendendo à frente na planície do vale do rio Batateira. Na margem esquerda a planície do arisco que recebe o riacho dos cochos e ali toma o sentido do rio na linha do alto do Urubu. Na margem direita a planície que termina no alto do Seminário. Lá no fundo os morros de Juazeiro, inclusive o horto de onde um dia surgiu a estátua branca do padre Cícero.

Feito a bodega de Joquinha. Um somatório de odores, tão intensos e inebriantes que impressionam por ondas: azedo do fumo de rolo, solvente do sabão em barra, sufocante como o pó dos legumes, fibroso como da corda nova. E somando-se ao todo o cheiro de couro, o incômodo da cola, a poeira das prateleiras, o cheiro da penumbra e até cheiro de prego caibral. E dela a imagem mais permanente que a visão guardou: os grandes tijolos do breu, amarelo como as águas paradas, sobre o balcão desgastado de tantos anos de atendimento.

Os slides, uns após outros, de uma totalidade que agora guarda um sentido que antes a mente não juntava. Assim como a doçaria de Sr. Augusto no cimo da rua dos Cariris; a serralheria da qual um dia se criou um carro, movido a motor de casa de farinha, com suas engrenagens de roldanas articuladas por correias comuns e o mais de tudo, até um helicóptero o dono fez, que subiu sozinho, pois o motor não suportaria o peso de uma pessoa. Um posto de gasolina à beira canal e nas vizinhanças, em frente ao Hotel Tabajara uma borracharia na qual se costumava ver o Luiz Lua Gonzaga no seu ostracismo exuniano dos anos 60.

Um microfone próximo à voz anunciando as ofertas das lojas de tecido na plenitude da segunda feira. As ruas entulhadas de gente e mercadoria, os corpos esgueirando-se entre si e através das bancas. A cidade juntava em 48 horas os extremos de sua urbanidade. Logo após o vazio comercial do domingo, descia a enxurrada da feira com suas mercadorias em caminhões e animais. Uma casa da rua João Pessoa, a de número 114, muito especial na minha infância, tinha um terreno enorme com fundo corresponde para a Santo do Dumont e nele um portão pelo qual entrava e se guardavam dezenas de cavalos e burros.

Por forma da vida, a segunda feira, intensa, comercial, com o lixo nas ruas, era um dia muito especial. Nestas fugia para o cine Moderno e assistia ao filme que o domingo não pudera. Cinema para criança era modulado por notas no colégio, disciplina na sala de aula e bobagens do arranjo doméstico. No azáfama da feira o controle paterno se perdia e fugia com os sons, cores e movimentos de Hollywood.

José do Vale Pinheiro Feitosa

Sala de Bate-Papo- Por: Socorro Moreira


Dihelson ,
Adorei chegar, e escutar Jackson do Pandeiro , na hora do desjejum. Foi um salto no coração... Ele saiu dançando baião. Percebi que a sala de bate-papo está em pleno funcionamento. Vamos combinar um horário em comum ? Tenham todos um bom dia , e se pronunciem à respeito.

Abraços,

Socorro Moreira

O "Cara" também será um Blogueiro !! - Presidente adere à onda dos Blogs

lula_obama_blog_youtube

O Estadão noticiou neste sábado que o Palácio do Planalto está preparando um blog para o presidente Lula. Será criado até um tal de Núcleo de Relacionamento Digital, setor que ficará responsável pelo uso de mídias sociais pelo governo. Já começou a burocracia, mas tudo bem. Continuando…

A idéia é fazer com que as notícias sobre o Executivo fiquem menos chatas e mais a cara das redes sociais. Um ministro não identificado afirmou que o blog “Será uma coisa mais ágil: sai o terno e gravata e entra a bermuda e a sandália”. Tendo o presidente como centro do blog o resultado não poderia ser outro. Mas, será que um blog é a melhor ferramenta para Lula entrar nas mídias sociais?

Se a ferramenta for alimentada somente com textos e notícias oficiais, é melhor nem fazer nada. Acredito que a forma mais interessante para o presidente Lula entrar na rede será por meio de um videocast ou um canal no Youtube. Não acho que ele seja incapaz de escrever um bom texto, mas a história dele mostra que a sua maior habilidade está na fala. Ou você acha que ele se destacava no movimento sindical por causa de seus artigos? Ele é fera com um microfone na mão!

Fontes do Planalto informam que a equipe está usando o blog do Obama como base para o desenvolvimento, mas é preciso lembrar que o presidente dos EUA e Lula são completamente diferentes. A fórmula que funciona para um pode ser desastrosa com o outro.

O blog de Lula ainda não tem data para o lançamento. Quando ele for pro ar, veremos no que deu!

Fonte: Site www.numclique.net

A turma, sempre maliciosa, já começa a zonar com o novo Blog. Segundo alguns, a escrita seria assim:


Nazarabias

"To distanti du brogui proque to nazarabias com o cheique e dispos vou prá china… To mesmu viaciadu im viaje. mas logo vou voltá prá cuida da CPI da PTbrás. Já pedi pro cumpanhero Collor e pro cumpanhero Renan cuidá dos pobremas causado pelo PSDB. Tumbém ispero que a Dilma estegi mió e qui poça cuntinuá a divulgá o PAC e fazê campanhá adiantada. Vou dislagá proque a internet via DDI deve di saí cara e o cartão coorporativo qui eu trusse tá nu limite!

Lula"

Quem quiser conhecer mais sobre o "Brogue" do lula, acesse:

http://www.perolaspoliticas.com/broguidopresidente/

CRATO: SEMANA DO MUNICÍPIO



O Crato está em Festa! - Biblioteca Municipal e Telecentro serão inaugurados hoje.

O Crato está em festa! Dando continuidade às comemorações dos seus 245 anos, serão feitas inaugurações em várias localidades do município de Crato, além de eventos variados, integrando as secretarias municipais. Ontem, foi realizada pelo prefeito Samuel Araripe, a inauguração da rua Moacir Gondim Lóssio, no bairro Muriti, às 19 horas, e continuando logo depois, com a programação do Crato São João Festeiro, no largo da REFSSA, com grandes atrações musicais para a população. Na manhã de ontem, foi realizado o São João no Mercado Central. Hoje, às 16 horas, serão inaugurados em Crato, o Telecentro Comunitário e a Biblioteca Municipal, no Centro Cultural do Araripe que são Empreendimentos destinados à valorização da educação no município e voltados para a inclusão digital. Ainda seguindo a programação de hoje, haverá a inauguração às 19 horas No Conjunto Vitória Nossa, de uma Praça com o mesmo nome. Logo após, haverá apresentações artísticas.

Tem continuidade campanha de vacinação contra a poliomielite

O setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Crato iniciou a primeira etapa da campanha da vacinação contra a poliomielite. A meta do Crato é vacinar 10.603 crianças até cinco anos. O dia “d” da campanha acontece em 20 de junho. A Secretaria informa que todos os postos de saúde estão com as vacinas disponíveis.

Crato concorrerá ao Selo Município Verde

Discutido durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente do Crato, o questionário para se concorrer ao Selo Município Verde. O secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato, Nivaldo Soares, afirma que todos os documentos necessários estão sendo reunidos, no intuito de serem enviados até o final do mês para Fortaleza. Dentro do processo de avaliação, uma equipe do Governo do Estado virá ao Crato fazer uma análise dos projetos desenvolvidos na área. Ainda durante a reunião, foi realizada a avaliação da III Semana do Meio Ambiente. Conforme o secretário, a avaliação do evento é positiva, mas os integrantes do conselho apontam necessidade de melhorias em alguns aspectos.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

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