xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 15/04/2009 | Blog do Crato
.

VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

15 abril 2009

Deuses da chuva - Por Claude Bloc

Chove! ... e os deuses da chuva , do céu estão distantes. Na Terra, confrontam-se os heróis nessa alegoria profética do tempo. A figura do inverno desfila personificada nas enchentes, nos aluviões, materializada na avidez das águas, nas obsessões da estação...

Então, chove! Fora e dentro de mim. A chuva é poesia nesta hora. Mescla gêneros e experiência na prosa, mas não pode viver confinada ao limite das estações nem ao domínio das palavras.

A chuva é fiel. Ao tempo em que discorre pela vida a sua passagem. Ao tempo em que deixa escorrer seu pranto e seu agravo...

A chuva é a tradução deste poema. Celebra o universo! ... e leva, no verso de seu dorso, as linhas do seu estro.

Por Claude Bloc

Seu Zé Moura - PASTOR DAS COISAS INTANGIVEIS - Por: Elmano Rodrigues Pinheiro


Filho de Francisco Alexandre de Moura e da Maria Romana de Moura, nascido no dia 23 de junho de 1922, no Sítio Umari Torto, no município de Cedro, recebeu, na pia batismal, o nome de José Alexandre de Moura. A vida do pequeno José seria marcada por grandes dificuldades e sofrimentos. O sonho da escola foi logo trocado pela dura realidade da roça. Trabalha quotidianamente no cultivo do arroz, nas vazantes dos açudes, nas frias madrugadas sertanejas. As condições adversas dessa labuta o levou a contrair uma doença reumática que o deixaria paralisado durante anos. Diante dessa realidade, surgiu na alma do jovem Zé Moura uma decisão que marcaria toda sua trajetória existencial: se a vida parecia absurda e sem sentido, resolveu aquele jovem dar-lhe significado. Logo que recomeçou a andar, já palmilhava as veredas do mundo trabalhando nas frentes de serviços, durante as grandes secas, para se manter e também ajudar os seus pais.

Viajou pelo Ceará, Piauí e Maranhão, abrindo estradas nos sertões hostis e ressequidos, construindo açudes nos grotões das serras mais incultas, convivendo com toda sorte de perigos e privações. Autodidata, lia os poucos livros, jornais e revistas que lhe chegavam às mãos, à luz das lamparinas, nos acampamentos improvisados, em latadas de oiticicas e marmeleiros. Do Piauí, ele chegou a Farias Brito, no final da década de 40, época em que conheceu Anita, singela e delicada flor, a beleza mais suave daquele lugar. Casaram-se, e desse casamento nasceram: Jurema, Tibério César (que se encantou em “anjo” com apenas um ano), Rosemberg, Rita de Cássia e Juruena.

A vida desse homem simples do sertão, naquele período, adquiriu talvez o seu sentido mais profundo: resolveu dedicar-se integralmente à educação dos filhos e semear sua bondade com o próximo. Na grande seca de 1958, Zé Moura, com a família, em cima de um caminhão, deixou a cidade de Farias Brito e foi morar no Cedro, reencontrando seus pais, irmãos e parentes.

Trabalhador incansável e empreendedor, Seu Zé Moura se estabeleceu com um pequeno comércio e uma oficina de ferreiro. Em 1964, veio uma grande invernada, e as águas levaram para o mar o pouco que esse homem colhera, depois de décadas e décadas de trabalho. As águas empurram-no agora para o Crato, para as paisagens mágicas e verdejantes do Cariri. Com ajuda do sogro, Manuel Pereira, reconstruiu, pouco a pouco, o que perdera. Passou a trabalhar na gerência de um posto de gasolina e conseguiu, por fim, montar mais uma vez, uma pequena mercearia e sorveteria, na subida da ladeira do seminário. Esse local se transformaria em ponto de encontro de muitos artistas tradicionais e figuras populares da região, que sempre encontravam em seu Zé Moura o conselho fraterno, o socorro para as pequenas dificuldades, a amizade mais sincera. Entre os seus amigos, Patativa do Assaré, Cego Oliveira, Dona Ciça do Barro Cru, Cego Heleno, Vitório, Zé Gato e tantos outros mestres da cultura popular que os seus filhos aprenderiam a admirar. Figura popular e querida, seu Zé Moura, irradiou a sua imensa generosidade e marcou com sua solidariedade o coração de inúmeros amigos.

Homem sincero e cumpridor da palavra empenhada, teve a admiração das mais proeminentes figuras do Crato, mas sempre manteve uma profunda coerência com os seus princípios de simplicidade, de honestidade e de respeito pelo próximo. Se tanto ajudou os outros, com o seu espírito de desprendimento e de solidariedade, tudo fez pelos filhos. Trabalhou noite e dia, em ininterrupto e desmedido esforço, junto com a sua esposa, para que os filhos estudassem em centros mais adiantados, como Fortaleza e Ouro Preto. Para ele, não era importante amealhar bens materiais. Compreendeu, desde cedo, que a grande riqueza, que a grande herança que poderia deixar para os seus filhos, seria a educação, o seu exemplo de retidão, de amor, de bondade, de amizade, de solidariedade e de sabedoria. Não satisfeito, vendo os filhos formados e bem encaminhados, quis, também, que seus netos, seguissem as mesmas lições de vida e de ética. Incansável, já velhinho, velhinho, quis, ainda, para seus bisnetos todos os exemplos do bem.

Pastor das coisas intangíveis, deixou o legado invisível e de imensurável valor, plantado nos espíritos dos seus filhos, netos, bisnetos, irmãos, parentes, descendentes e amigos: o exemplo da sua bondade e do seu amor.

Durante o sofrimento com a prolongada doença, nunca reclamou da sua dor. Fui um sereno guerreiro, um homem de luz. Zé Moura amou a vida como um monge budista, em sua profunda aceitação e serenidade. Sua família, a esposa, Dona Anita, os filhos e os netos estiveram sempre ao seu lado.

Insondáveis são os mistérios de nossa existência. A morte é a completude do homem. Só com a morte, podemos saber, em profundidade, quem era o homem que nos honrou com sua iluminada presença, durante sua rápida passagem pela terra. No momento derradeiro, ali estava Seu Zé Moura, pobre como São Francisco, que nenhuma riqueza material este homem guardara para si. No entanto, como era grande esse homem! Tremem de emoção, de saudade e de reconhecimento todos os que o conheceram e foram transformados pelo seu amor.

Numa época de exacerbação dos valores materiais, em que muitos são lembrados e louvados pelas suas posses ou pelo tamanho dos marcos físicos que na terra deixaram, Seu Zé Moura dá-nos um comovente exemplo de vida. Nada, nada de material esse homem deixou. Talvez, por isso, tenha deixado o seu tesouro maior: a paz dos seus olhos claros, a doçura do seu sorriso, as palavras amigas, o gesto de solidariedade, as brincadeiras, os bombons que distribuía com os netos, bisnetos e crianças da vizinhança; uma paciência, sem fim, diante das agruras e dos sofrimentos da vida que ele tornou sagrada.

José Alexandre de Moura foi um lírio do campo que fiou e que teceu a ternura da vida. No entanto, nem o mais poderoso e rico dos homens foi capaz de irradiar tanta simplicidade e tanto amor, no cumprimento da sua breve missão sobre a Terra. Ele não esperou que a vida e a absurda condição humana lhe dessem um sentido para a sua existência, ele mesmo o fez e humanizou a vida.

Fortaleza, 10 de abril de 2009

Por: Elmano Rodrigues Pinheiro


A CRISE DELES É A NOSSA - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Já temos consciência que uma crise econômica e, portanto, necessariamente social nos atinge? Parece que uma parte significativa assim o entende. Diante de fato novo desta contemporaneidade interpretações são feitas, o futuro é pensado e muitos se utilizam da crise como mote de disputas. Não é preciso dizer que nada a criticar, pois se algo desperta tantos efeitos assim, é natural que venha á baila. Se for a crise final do capitalismo, ou uma crise do qual ele emergirá menos neoliberal, ou que tipo de solução virá, quem são os culpados por elas, seriam etapas de avanço? Outro mote é próprio da disputa eleitoral que se aproxima no ano que vem. A oportunidade de a oposição derrubar o bom desempenho popular do presidente Lula, uma forma de impopularidade que gera oportunidade ao adversário. Por isso tantos motes como o da “marolinha”, ou a questão dos recursos federais para os municípios e vida que segue, pois haverá este ângulo da crise.

Mudamos de parágrafo e com ele para a crise como origem. A crise em primeiro lugar é a crise da liderança que emergiu vitoriosa da guerra fria. Emergiu com uma política neoliberal que tinha, nesta liderança, a armada por ameaça, a pujança tecnológica por encanto, a ficção cinematográfica como ideologia e o mercado como um Deus. Claro que um Deus terreno, a própria liderança: com sua moeda de pretensão de banco central do mundo, seu consumismo capaz de fazer crescer galpões industriais pelo planeta, seu estilo de vida e pensamento capaz de dar lições até as tribos mais remotas do Sahel. Em segundo lugar é a crise dos liderados, agora sem referências, desconfiados do líder, abandonados pelo eixo organizador e desprovidos de iniciativas. Junte o primeiro lugar e o segundo com o modo de eleger presidentes da república nos EUA (lembre da primeira eleição de Bush) e entenda a razão do primeiro presidente negro, descendente de africanos, morador da Ásia e que se entusiasma a ponto de dizer é o cara, com lideranças terceiro-mundistas. Entenda o líder de vestes rotas assumindo o papel do amigo do esfarrapado.

A crise de liderança, também não é divina. Pensando-se onipresente, onisciente e onipotente, os EUA tinham que viver a humildade do dia-a-dia. Ele só seria o que é se desse aos americanos o que desejam: emprego, renda e consumo. E como criar esta mágica. Aí é que vem o artifício que enfeita o horror dos tempos presentes. Ele inventa o que não tem, desregulamenta, flexibiliza, se torna uma criatividade sobre o encanto de coitados, criam mágicas que paralisam os demais povos. A primeira das grandes questões que referiam o valor, o preço, o quanto algo efetivamente vale em comparação com outra coisa é CONTABILIDADE. Sem uma contabilidade confiável, não se tem referência de valor de um negócio, de uma empresa. As contas confiáveis são fundamentais. Vimos que tudo isso se tornou engodo nos EUA. A outra face é a previsibilidade na aposta do capitalismo, aí as Agências de Risco, os modelos estatísticos, o paroxismo da econometria, se tornaram inteira ficção, estavam a serviço do invento e da criatividade dos chamados derivativos e por aí o EUA enganaram todo mundo.

Num dado a crise tem um sentido. Aquele de substituir a herança do pós-segunda guerra e restabelecer a consciência moral e solidária dos povos.


Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Casa de Sapé, versos no papel - Foto de Pachelly Jamacaru - Por Socorro Moreira


Minha poesia é pretenciosa
Inventa um Natal em Abril
Pede emprestado , o olhar de Pachelly ...
Mistura-se na argila da estrada
Pisa em folhas brancas da saudade
Na argamassa das palavras
contrói barracos de papel...
Desarrumada nos cipós e calhas,
pede inclusão na paisagem.
No escuro que o luar invade ,
esconde a timidez
Ilumina de falas a casa

Falta querosene na lamparina da sala
O fogão de lenha queima,
gravetos catados,
na beira da alma

Meu quintal tem um balanço,
onde brinco com meus sonhos
Minha rede sempre armada,
tem no vento um aliado...
Quando ele chega,
abro a janela da vida ,
e canto uma moda antiga ...
Pra que as estrelas se encantem,
e me apanhem com seu brilho.
Socorro Moreira

A popularidade que não convece - Por A. Morais.

A popularidade de 90% do nordestino que governa "neste país", não tem sortido a tranquilidade necessária aos seus adeptos e fanáticos seguidores. Calma Senhores, em que lugar do mundo 10% ameaça os outros 90%? O DNA sugere que não há um igual ao outro, e assim são também as ideias, divergem. Basta que haja uma manifestação dos 10% para não ser entendida, considera-se como uma ameaça a futura beatificação do Lula. Alguns intelectuais nivelam seus escritos para desqualificar a opinião que diverge da sua. Fui citado em alguns comentários. Devo dizer que não sou fã do Fernando Henrique Cardoso, acho até que se ele viajar ao exterior durante a campanha eleitoral contribuirá mais do que estando presente, mas eu não tenho nada a ver com um filho que tenha tido ou deixado de ter com quem quer que seja. Não esnobei ninguém, narrei uma ocorrência envolvendo o Roberto Carlos e o Lula. A posteridade dirá, esperemos, e, veremos quem terá memoria mais respeitada. Não tenho predileção por partido ou candidato, mas não tenho o menor apreço pelo presidente Lula. O fato é que há um desespero no sentido de desqualificar qualquer nota que não seja no sentido de promover O Cara. Hoje em dia existe TV em tudo que é lugar. A Câmara Federal também tem a sua. Sabemos também que dos 513 parlamentares mais de 400 são aliados, não do Lula, do Governo, e por isso o defendem. Foi da tribuna da Câmara Federal este discurso. Não vi novidade no que falou o Deputado, o que ele disse já era do meu conhecimento. Achei estranho que ninguém tenha aparteado para desmentir ou contraditá-lo. Quem cala consente.

video

Por A. Morais


15-04-2009
Mobilização Social trabalha ativamente no combate a dengue no Crato

O Núcleo de Mobilização Social da Secretaria de Saúde promoveu no mês passado um curso para 50 soldados do Tiro de Guerra sobre noções básicas de combate a dengue. Em virtude dessa capacitação os soldados estão realizando visitas domiciliares a mais de 300 residências do Sargento Marco Antonio, com acompanhamento da Mobilização Social. A Saúde do Crato está trabalhando ativamente no combate a dengue, realizando visitas e palestras constantes para o combate e prevenção a dengue. Dentro desse contexto, ontem foi realizada uma palestra educativa na Capela São Sebastião na no bairro Ossian Araripe (Caixa D’água).

Reunião com grupo da Unidade Produtiva do Seminário acontece hoje

O Governo Municipal e a Secretaria de Ação Social, através do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS/Seminário, convidam todas as participantes do grupo de Unidade Produtiva – Material de Limpeza, a se fazerem presentes na reunião do dia 16 de Abril de 2009, às 9 horas, no Pólo de Atendimento Madre Feitosa, situado à Rua José Pinheiro Teles. A reunião acontecerá com a participação de uma técnica do CRAS – Seminário e a Auxiliar Administrativa, com o intuito de organização do espaço físico da Unidade Produtiva.


Palestra sobre DST/AIDS será ministrada em coletivos

A Secretaria de Ação Social, através do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS/Seminário e PROJOVEM ADOLESCENTE realizarão Palestra com o tema DST’s/ AIDS, em parceria com a Secretaria de Saúde - PSF Seminário, no dia 16 de Abril, às 8:30, nos coletivos que funcionam no Pólo de Atendimento Madre Feitosa. O CRAS convida a comunidade a participar das palestras.

Normalizado fornecimento de merenda para creches

O Secretário de Educação do Crato, Valentim Dantas, afirma que quatro creches do município que estavam com problema no fornecimento de merenda escolar começam a receber o material ainda hoje, 15/04, e durante o resto da semana o problema será sanado em todas as que tiverem com problemas no fornecimento. Ele destaca o trabalho que vem sendo feito no sentido de dar prioridade a alimentação escolar, mas que por conta do orçamento ser do ano passado e ter havido alteração de valores no cardápio, foram necessárias alterações, mas tudo será normalizado.

Contatos:
Prefeitura Municipal do Crato
Assessoria de Imprensa
cratoimprensa@gmail.com
Telefone(88): 3521. 9600
Maiores informações:

www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com


Edições Anteriores:

Setembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30