xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/04/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 abril 2009

O Pensamento do Dia - O Homem Medíocre e o Herói


"A Mediocridade não admite heróis nem heroísmos. O homem medíocre confina-se a seu tempo e à sua pequenez. Reconhecer os méritos superiores daqueles que ousaram ir mais longe exigiria-lhes uma altivez e nobreza que lhes falta, assim como carece de valor todo o falso ouro."

Dihelson Mendonça

Bárbara de Alencar - A Heroína de Fato e de Direito

A propósito das últimas discussões sobre a grande heroína da Insurreição de 1817, Bárbara de Alencar, trago esse excelente artigo que revela dados históricos que os leigos desconhecem, antes que possam tecer considerações vazias acerca daquilo que deveras desconhecem:

Bárbara de Alencar - A Heroína de Fato e de Direito!


Movimentos Políticos do Séculos XIX

A 17 de janeiro de 1799, por determinação de uma carta régia de D. Maria 1, "Amor e Delícias do seu Povo", o Ceará foi desmembrado de Pernambuco tornando-se independente. Foi seu primeiro governador o chefe de estrada, Bernardo M. de Vasconcelos, que fez grandes esforços no sentido de estabelecer contatos comerciais diretos da capitania com a metrópole. Entretanto, os próprios comerciantes cearenses resistiam a essa relação, uma vez que mantinham vínculos estreitos com os de Recife. Somente a partir de 1808 é que o comércio externo da capitania recebeu grande impulso, devido à exportação do algodão e a abertura dos portos às nações amigas.No seu governo, veio para o Ceará o naturalista João da Silva Feijó, com a incumbência de estudar o potencial de suas riquezas naturais. Em 1803, com a morte de Vasconcelos, veio substitui-lo Carlos Augusto de Oeynhausen, futuro Marquês de Aracati. O terceiro governador foi Luis Barba Alardo de Menezes que procurou incentivar o comércio com a Inglaterra, favorecendo a instalação de firmas Inglesas na capitania. Governou de 1808 a 1812, quando foi substituído por Manuel Inácio de Sampaio (1812-1820). Entre suas realizações podemos citar a reforma do Forte de Nossa Senhora da Assunção, o traçado da vila de Fortaleza, contando com os serviços do engenheiro Antônio José da Silva Paulet e a criação da alfândega de Fortaleza. Além disso, promovia em sua residência reuniões de literatos, conhecidas como Outeiros, precursoras dos futuros movimentos literários, muito comuns em Fortaleza. Porém, o que marcou de forma mais acentuada o seu governo foi a severa repressão ao movimento revolucionário de 1817. O sucessor de Sampaio, Francisco Alberto Rubim (1820-1821), governando em momento de grande instabilidade, foi tragado pelos acontecimentos que desembocariam na chamada Revolução Liberal do Porto, em Portugal.Incapaz de enfrentar a oposição interna ao seu governo e ao novo regime, renunciou em favor de uma junta provisória, sob a presidência de Francisco Xavier Torres.

A insurreição de 1817

O movimento de 1817 teve seu foco inicial na província de Pernambuco, espalhando-se, em seguida, pelas, províncias vizinhas. Em Pernambuco havia um grande descontentamento, devido à perda de sua importância no cenário da colônia. O cultivo da cana-de-açucar entrara em declínio e a saida do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte de sua jurisdição causou-lhe mais prejuízos, criando as condições para o desencadeamento de movimentos republicanos. As influências do liberalismo eram evidentes; os líderes do movimento eram, em sua maioria, membros da elite ilustrada, com passagem pela Europa, estudando ou mercadejando e, consequentemente, se instruindo nas novas idéias. Vivia-se ainda sob o impacto das revoluções americana e francesa. Com o movimento, os pernambucanos queriam recuperar sua antiga posição, sob um novo regime, em um pais independente. Um dos lideres do movimento, Domingos José Martins, vivera um ano no Ceará a serviço da firma "BARROSO, MARTINS, DOURADO & CARVALHO", da qual era sócio. Essa firma tinha sede em Londres e intermediava negócios com algodão. Depois, um outro sócio, Antônio Rodrigues de Carvalho, veio para o Ceará onde divulgou amplamente os ideais revolucionários, procurando recrutar seguidores para a causa revolucionária. Mas, o principal revolucionário na Capitania foi o seminarista José Martiniano de Alencar ( cratense ). Membro de uma importante oligarquia caririense, sua mãe, Bárbara, também aderiu ao movimento. Alencar tentou a adesão de um outro potentado da região, o Capitão-Mor Pereira Filgueiras e, embora este a princípio se mostrasse simpático ao movimento, foi convencido pelo chefe de milícias, Leandro Bezerra, da temeridade do envolvimento naquela empresa. O movimento eclodiu em 6 de março e em Crato, em 3 de maio, mas, poucos meses depois, já estava debelado. Durou apenas 75 dias em Pernambuco e 8 dias no Crato. José Martiniano foi preso juntamente com seus familiares, mãe, irmãos, tios e primos que, de um modo geral participaram da revolução. Conduzidos para Fortaleza, por Pinto Madeira. "Após revistados dos pés à cabeça e ainda carregando grilhões, os presos são atirados no estreito e imundo calabouço do quartel, que fica entre a cadeia do crime e a Fortaleza incomunicáveis, alguém só pode falar-lhes de uma distância de dez metros e com sentinela à vista. Estão nus e dormirão no chão, dentro de alguns tempos estarão cobertos de cabelos, comidos de pulgas, piolhos e percevejos. São tratados como animais... Bárbara é recolhida só, em um outro cubículo, com me- nos martírio, mas sem o consolo de ver os filhos". Depois, foram enviados para a Bahia onde permaneceram presos até 1820. A repressão promovida por Sampaio fora dura e severa, tendo ele aproveitado a ocasião para perseguir desafetos, como o naturalista Feijó, que foi preso por simples suspeita.

O Ceará

A primeira reação positiva é a proclamação da independência no Ceará,que só veio a ocorrer em 16 de outubro de 1822, quando o colégio eleitoral reunido na vila do Icó rebelou-se contra a junta provisional de Fortaleza, que mantinha-se obediente às côrtes portuguesas. Elegeu-se, então, um governo temporário, que tinha à cabeça o Capitão-Mor do Crato, José Pereira Filgueiras, que tomou posse em Fortaleza, após a rendição da antiga junta. No ano seguinte foi substituído por um governo permanente, sob a direção do Padre Francisco Pinheiro Landim. No Piauí, o comandante português, João José da Cunha Fidié, não aceitou a nova realidade e resistiu à independência, reprimindo cruelmente os patriotas. Para enfrentá-lo, formou-se no Ceará uma tropa sob o comando do maior Luis Rodrigues Chaves, de João da Costa Alecrim e Alexandre Neri Ferreira.Esta, no entanto, foi derrotada pelos portuguêses na batalha de Jenipapo. Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves uniram-se no esforço de libertar o Piauí do jugo de Fidié; arregimentavam um grande número de homens vindos de toda a província e, em 23 de julho de 1823, conseguiram a rendição de Fidié. Estava dada a contribuição do Ceará à consolidação da independência no norte do Brasil.

A confederação do Equador

Em 1824, a chama ardente da revolução voltaria a incendiar o Nordeste; e mais uma vez, sairia de Pernambuco o grito de guerra. O Decreto de 12 de novembro de 1823, de D. Pedro I, dissolveu a Assembléia Constituinte, eleita com a finalidade de promulgar a constituição do novo Império. Esta, no entanto, se mostrou muito liberal para os desígnios do Imperador. Em Pernambuco, mantiveram-se inalteradas as condições estruturais que geraram movimentos como a Guerra dos Mascates no século XVIII e a insurreição de 17. O absolutismo de D. Pedro tendia a se respaldar nos elementos mais conservadores da sociedade, principalmente os portugueses, que, aproximando-se do Imperador, pretendiam manter os privilégios que remontavam ao período colonial. As ligações do Ceará com Pernambuco eram profundas à província, que nas suas origens tinha sido povoada em sua maior parte por colonos pernambucanos, permaneceu por muitos anos sob a jurisdição de Recife e seu porto ainda polarizava o comércio cearense. Além disso, a independência projetou para todo o Ceará a oligarquia dos Alencar e outras figuras do Cariri, cujos interesses estavam ligados a Pernambuco. A adesão à Confederação do Equador, que havia sido proclamada em 2 de julho de 1824, foi imediata, pois antes mesmo da proclamação, já haviam eclodido vários focos insurreicionais no Ceará : em 9 de janeiro, a Câmara de Quixeramobim declarou decaída a dinastia de Bragança. O Padre Gonçalo Inácio de Loiola, mais tarde, Padre Mororó, espalhou pelo Icó, São Bernardo das Russas e Aracati o fogo revolucionário. Em 2 de fevereiro, Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves comandaram a adesão do Crato e se dirigiram à Fortaleza onde prenderam o comandante das armas, restabelecendo a autoridade da antiga junta governativa, na qual Filgueiras era o presidente e Tristão o comandante das armas. Muitos dos revolucionários, para salientar seu nacionalismo, alteraram seus nomes: Padre Gonçalo passou a chamar-se Mororó; Tristão Gonçalves, Tristão Araripe. Surgiram, então, Carapinima, Pessoa Anta, Ibiapina, Sucupira, etc. O presidente Costa Barros, indicado por D. Pedro, foi deposto e em seu lugar constitui-se um conselho dirigido por Araripe, que enviou emissários a outras províncias, visando sua adesão. Logo o movimento entraria em refluxo, e em Pernambuco, a repressão, dirigida pelo brigadeiro Luis AIves de Lima e Silva, foi fulminante, eliminando em pouco tempo o governo revolucionário; quem não conseguiu fugir, foi fuzilado. No Ceará , começou a se verificar desertações nas hastes equatorianas: José Félix de Azevedo e Sá, substituto de Tristão Gonçalves, que tinha ido dar combate aos monarquistas no Aracati, rendeu-se a Lord Cochrane, sem esboçar nenhuma reação ao cerco que este promoveu contra a Fortaleza, pelo mar Luis Rodrigues Chaves, que foi a Pernambuco dar auxilio ao conselho revolucionário, bandeou-se para os legalistas. Os demais foram presos ou chacinados, restando apenas Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves, tendo o Padre José Martiniano sido preso no interior de Pernambuco. Não vendo mais sentido em continuar a luta, Pereira Filgueiras depôs suas armas no Crato, vindo a falecer no Rio de Janeiro. Quanto a Tristão Gonçalves, em sua fuga desesperada pelo interior do Ceará , fugindo à sanha assassina de seus perseguidores, escreveu uma das páginas mais emocionantes da história cearense. A maior parte de seus amigos e parentes mais queridos estavam mortos, muitos trucidados de forma bárbara, sem direito sequer a um julgamento justo. Aos poucos, o cerco foi se fechando em torno dele, até que, em 31 de Outubro de 1824, foi assassinado os margens do rio Jaguaribe, no lugar de nome Santa Rosa, hoje Jaguaribara. No momento de sua morte várias partes do corpo lhe foram arrancadas; o cadáver permaneceu insepulto por vários dias, até resolverem enterra-lo à sombra da igrejinha do lugar. No local de sua morte foi erigido um monumento que provavelmente será tragado pelas águas do açude Castanhão, projetado para ser construído naquela área. Para os que restaram prisioneiros, triste destino lhe foi reservado. Condenados à forca, nenhum carrasco se prontificou a executar a sentença, sendo a pena transformada em fuzilamento. Os primeiros a serem executados foram o Padre Mororó e Pessoa Anta. O comportamento do padre, na hora do fuzilamento, foi exemplar, não permitindo que lhe colocassem a venda nos olhos e indicando, com a mão no coração, o local que deveria ser atingido pelas balas. Pessoa Anta, por sua vez, não teve comportamento tão fleumático e, para seu azar, não morreu com a descarga do pelotão de fuzilamento, sendo morto a coronhadas. Dias depois foi a vez de Ibiapina, que foi fuzilado deitado, pois a varíola lhe atingira os pés, deixando-o incapaz de permanecer ereto. O último a ser executado foi Carapinima que, não sucumbindo à primeira descarga, ficou rodopiando no meio do Campo da Pólvora, enquanto os soldados iam ao quartel recarregar suas armas, demorando o tempo suficiente para que o pobre homem fosse alvo dos risos da multidão. Sua esposa, não suportando o espetáculo macabro, desmaiou, e só então, os executores completaram o terrível ritual. Terminava assim, em tragicomédia, a mais heróica passagem da história do Ceará.

A Revolução de Pinto Madeira

Em 1832 eclodiu outra insurreição no Ceará , só que desta vez, de caráter contrário às de 17 e 24. Joaquim Pinto Madeira era um grande proprietário e chefe político da vila de Jardim, no vale do Cariri. Conservador convicto, participara ativamente da repressão `aqueles dois movimentos. Era um partidário da monarquia absolutista e liderava na sua região uma sociedade secreta ultraconservadora a "Trono e do Altar", uma espécie de TFP (Tradição, Família e Propriedade). Com a abdicação de D. Pedro I, em 1831, seus adversários vislumbraram a oportunidade de ir à forra das derrotas do passado, ainda não cicatrizadas. Passaram a hostilizá-lo continuamente, empurrando-o no sentido da radicalização de suas posições, Arregimentou em torno de si um verdadeiro exército, com a colaboração do vigário de Jardim, Antônio Manuel de Sousa que, de tanto abençoar as armas dos jagunços, sendo muito comum o uso de bastões de madeira, por falta de armas de fogo, recebeu a alcunha de "Padre Benze-Cecetes". Com esse exército invadiu a vila do Crato, passando depois para o Icó, sendo daí rechaçado. Depois disso foram sofrendo reveses constantes até se renderem para o General Pedro Labatut, um mercenário francês que atuava no Brasil desde as lutas pela independência. Os dois insurretos foram presos e enviados para Recife e depois para o Maranhão. Pinto Madeira foi mandado de volta para o Ceará, que se encontrava presidido por seu arquiinimigo José Martiniano de Alencar. Este, não se fez de rogado; enviou o réu para a vila do Crato, onde foi julgado de forma tendenciosa, sendo acusado da morte de um tal Joaquim Pinto Cidade, e não de crime político. Condenado à forca, foi fuzilado conforme pedido feito ao tribunal. Seu companheiro, o "Benze Cacetes", escapou da forca, vindo a morrer bem mais tarde, pobre e cego. Paralelo a esse conflito, ocorreram outros semelhantes, em outros pontos diferentes do pais, porém, não se verificaram vínculos mais estreitos entre eles.

Barbara Pereira de Alencar (A Heroina)

Nascida em 11 de fevereiro de 1760 na casa-grande da Caiçara, fazenda herdada de Leonel de Alencar Rego pelo filho deste último, casou-se em 1782 com o português, Capitão José Gonçalves dos Santos, comerciante de tecidos na vila de Crato, e domiciliou-se nessa mesma vila. Outros Alencares, procedentes de Inácio Pereira de Alencar, de sua segunda núpcia, com Antônio de Leão, irmã da citada Bárbara, ou Dona Bárbara, como esta passou a ser conhecida em Crato, estabeleceram-se no Sítio Lameiro (município de Crato), que alguns escribas, quando se referem aos revolucionários caririenses de 1817, às vezes grafam erroneamente - Limoeiro Ainda em 1767, o tio paterno de D. Bárbara, José Antônio de Alencar casara-se na aristocracia do Icó, quando convolou núpcias com uma filha do Capitão Crispim dos Montes e Silva, criando-se, desta maneira, naquela vila, um futuro ponto de apoio para os Alencares em suas arrancadas políticas, rumo à Fortaleza, por ocasião da consumação da independência no Ceará e da revolução de 1824, que integrou esta província na Confederação do Equador. Em 1800, o Padre Miguel Carlos da silva Saldanha veio do Jaguaribe e assumiu as funções de vigário colado do Crato. Dois irmãos seus, casaram-se com duas irmãs de Dona Bárbara, respectivamente, eles Manoel e Alexandre da Silva Saldanha, e elas, Antônia e Jozefa Pereira de Alencar, acontecendo que morrendo o último, a viuva casou-se com Inácio Tavares Benevides, então viuvo doutra irmã de Dona Bárbara: Genoveva Pereira de Alencar, falecida sem filhos. Em 1803, o casal Dona Bárbara - Capitão José Gonçalves dos Santos casaram sua filha, Joaquina de São José (nome da moça) no clã dos Antão de Carvalho, de Oeiras, Piauí.Era outro ponto de apoio do Clã Alencar nas lutas da independência, Oeiras expedira emissários para o Crato à procura de auxilio militar. Outro tio paterno de Dona Bárbara, Dâmaso Leonel de Alencar Rego, cruzou-se com os Landins, do Engenho de Santa Teresa (Missão Velha), gente que João Brígido chamou: Os terésios. O irmão de Dona Bárbara, Leonel Pereira de Alencar e Inácio Pereira de Alencar (primeiras núpcias desta), irmão dela, casaram-se na casa grande da Coitezeira (interior do atual município de Jardim), de João Pereira de Carvalho, baiano, de Geremoabo. Rica, prestigiada pelo valor pessoal incomum e a categoria da família, Dona Bárbara desfrutava do respeito e da consideração de todos e gozava da amizade do vigário local, citado, e do Capitão-mor do Cariri, depois do Crato, José Pereira Filgueiras, ambos, seus compadres, como seu amigo e compadre foi o terceiro e último Capitão-mor do Crato, Joaquim Antônio Bezerra de Menezes, sucessor imediato do mesmo Filgueiras. Visão larga, firmeza, decisão, iniciativa, pendor de chefe e inclinação política, Dona Bárbara chefiava sua família. Para se ter uma idéia da mentalidade de amplo horizonte de Dona Bárbara bastaria esta referência: Foi ela na vila do Crato, quem primeiro construiu, em pedra e cal o prédio particular, ou fosse a parede de frente da sua casa de residência, tendo vindo o mestre - pedreiro do Recife. A casa existiu, intacta, até a uns anos atrás. Completamente reformada, por um ato de estupidez do poder público, nela funciona a Coletoria Estadual local.

O Título de Heroína

Quando o Dr. Manuel de Arruda Câmara determinou ao Padre João Ribeiro, seu íntimo amigo e segunda pessoa política, e a outros dos mais destacados portadores de sua ideologia, revolucionária, a atribuição formal do titulo de heroína a Dona Bárbara, vencedora que fosse a revolução - já então, considerava a excepcional senhora revertida dos atributos que o título supõe, o que implicava num conhecimento prévio e exato, direto ou indireto, da pessoa da privilegiada. No mesmo documento, Arruda Câmara recomenda zelo quanto ao adiantamento do filho de Dona Bárbara, o jovem José Martiniano de Alencar, que, então, estudante no Seminário de Olinda, já devia ter revelado temperamento político com pendor de líder, e uma estrutura espiritual aberta às solicitações das idéias subversivas em marcha. De caráter político, estas recomendações, a propósito da mãe e do filho, encontram-se na carta testamento, expressão da última vontade, deixada por Arruda Câmara ao referido Padre João Ribeiro e a este dirigida, firmada de Itamaracá no dia dois de outubro de 1810, acontecendo que o autor veio a falecer ainda neste ano. Arruda Câmara ligava os dois aludidos, Alencares, ao plano revolucionário, na mesma data Dona Bárbara, integrada e provada na conspiração subterrânea. Pereira da Costa volta à dita carta de Arruda Câmara e transcreve o trecho, de caráter político. Dirigindo-se a seus herdeiros ideológicos, Arruda Câmara faz nestes termos ao referir-se a Dona Bárbara; Dona Bárbara, O Crato, deve olhá-la como heroína. Pereira da Costa comenta: Quase toda aquela gente mencionada, nos trechos transcritos, tomou parte na revolução de 1817, esta D. Bárbara do Crato, de quem fala o sábio naturalista, é a DONA BÁRBARA PEREIRA DE ALENCAR, mãe de José Martiniano de Alencar. Fixemos estes dados que ajudam a esclarecer: Dona Bárbara teve no Seminário de Olinda os sobrinhos, padres José da Costa Agra, João Bandeira Marinho da Costa Agra (não confundir com o padre João Bandeira Marinho de Melo, fundador da cidade caririense de Jardim) e José Martiniano de Alencar, os quais antecederam ao primo José Martiniano de Alencar (o revolucionário de 1817) no aludido seminário, onde talvez chegaram a ser contemporâneos. Estudou ainda no mesmo seminário, o filho de Dona Bárbara, Carlos José dos Santos, nascido em 1784. (Padre Antônio Gomes de Araújo, Naturalidade de Dona Bárbara, que - por sua vez, antecipou-se ao irmão José Martiniano e certamente foi seu coevo à sombra de histórico casarão. Em 1814, já exercia as funções sacerdotais nesta paróquia de Crato, Finalmente, já no ano de 1810, José Martiniano era aluno do citado seminário, e alunos dos carbonários de Recife os Padres Joaquim de Almeida Casiro. Padre Miguelinho e João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, ex-membro do AEROPAGO DO ITAMBÊ, ninho acadêmico de doutrinação política revolucionária, fundado por Arruda Câmara em 1796 na fronteira de Pernambuco com a Paraíba, no regresso de sua última viagem à Europa, e dissolvido em 1810, suspeito de conspirar contra o regime vigente, mas ressurgido no ano de 1812 em três academias secretas em que professavam e propagavam os mesmos princípios revolucionários, sendo principal a Academia do Paraíso, presidida pelo mesmo padre João Ribeiro. Referindo-se a este sacerdote, Dicionário Biográfico escreveu Pereira da Costa (que Oliveira Lima chamou de mestre dos historiadores, pernambucanos): ... pode catequizar, persuadir conquistar, não só os que propendiam para tais idéias - a idéia separatista, a idéia de independência - sendo ainda muitos dos maiores refratários, todavia era o Seminário a sua principal campanha e por ele cultivada com tanto zelo e assiduidade, como convinha a quem bem conhecia quanto valem e quanto duram as primeiras lições e impressões... Depois do que vai escrito, não se poder negar que Dona Bárbara tivera ligações com principais dos carbonários de Recife ainda antes de 1810, a partir das que fatalmente se estabelecem entre pai, e educadores, relações que se ampliaram ao campo político, como se vê das recomendações de Arruda Câmara a respeito do adiantamento de José Martiniano de Alencar e do titulo de heroína conferido à mãe deste último, em outubro de 1810. Claro que estas relações continuaram em crescendo e progressiva consolidação até a eclosão do movimento revolucionário de 1817, no Cariri. Se Dona Bárbara apenas houvesse consentido ativamente, que o recesso da sua casa fosse o ambiente, ano a fio, em reuniões da família, do sopro revolucionário de José Martiniano de Alencar, como realmente foi, sobretudo, que sua casa tivesse sido, como na verdade aconteceu, o centro dos dramáticos dias da revolução caririense 1817-3 a 11 de maio - estes fatos, por si, só teriam constituído autênticos atos de heroísmo, tratando-se de pessoas de seu sexo, numa época em que se considerava quase heresia a conjura ou a rebelião contra o regime e o rei, cujo poder era julgado de direito divino e castigava de morte a conspiração e o levante. Mas, a verdade é que a heroína de Arruda Câmara (patriarca dos carbonários de Recife) e da história, integraram-se na idéia-força da revolução e na sua transformação em fato. Agitar os termos de sua prisão e defesa os quais reduzem as dimensões da gravidade da sua participação nos acontecimentos de 3 de meio - não prevaleci contra o progresso, sigiloso. Quanto ao 3 de maio, o termo foi feito longe do Crato, sob a responsabilidade de gente estranha a esta terra e ao influxo da pressão moral do enorme prestígio da acusada, tudo concorrendo para amaciar a situação. Quanto aos termos de defesa... defesa é defesa. Haja vista o caso do Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha, que, comprometido realmente em face dos documentos surpreendidos em seu poder, entretanto defendeu-se cabalmente no setor da justiça. Há outras particularidades. Em Salvador, onde a heroína e outro revolucionário estavam presos, viviam 6000 pedreiros - livres, segundo o testemunho do citado Frei Amador de Santa Teresa em sua já mencionada carta, os quais, tudo empenhavam para suavizar a situação dos réus. Mas, desembargador Bernardo Teixeira Coutinho, chefe da Devassa, de nenhum modo adversário das idéias dos réus, antes, um cripto-simpatizante, foi depois eleito deputado às Cortes de Lisboa, pela província do Minho, quando teve ocasião de assegurar, nas mesmas Colegas, Antônio Carlos e José Martiniano de Alencar, que seu filo era procrastinar o processo até que o tempo arrefecesse as paixões e um decreto de perdão mais amplo salvasse a muitos, minorando as penas de outros (Nota de Antônio Joaquim de Melo às obras Políticas e Literárias de Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, anotada por Rodolfo Garcia no Vol. V-P. 213, da História Geral do Brasil, de Warnhagem, 3a.edição, Companhia de Melhoramentos, S. Paulo,1936). Por sinal que Bernardo Teixeira Coutinho acabou rompendo com o Governador por motivo desta sua complacência, e levou a melhor. Com uma autoridade Judiciária assim intencionalmente contemporizadora, teria sido possível, até a modificação de textos de peças dos processos e a substituição delas, no curso dos mesmos processos, no sentido de favorecer a situação dos culpados.O ambiente de Salvador devia convergir as suas simpatias especialmente para D. Bárbara, um espanto pelo ineditismo de seu caso: uma ré de crime político revolucionário. Abandonemos porém as conjecturas para afirmar que Bárbara Pereira de Alencar, Dona Bárbara, caririense por adoção e heroína política, é heroína por fundada preconização, ação e tradição, ela, na ordem cronológica, a primeira mulher republicana do Brasil. Sem rigor! E Crato tem a prioridade da proclamação da Independência da república no Ceará e no interior do Brasil...

Precursor e Libertador

O aluno do Seminário de Olinda, foco de ideais democráticos co-matiziz espiritual das célebres academias, academias secretas, por sua vez redutos da idéia nacionalista e republicana), José Martiniano de Alencar não nasceu depois de 1792, pois em 1º. de abril de 1832 foi escolhido Senador do Império por carta imperial desta data, e a lei exigia do candidato a idade mínima de 40 anos. A respeito de José Martiniano, como de outros, seus companheiros de banca de estudos no Seminário de Olinda, a recomendação de Arruda Câmara, recomendação política, foi observada fielmente. Os padres João Ribeiro e Miguelinho cuidaram zelosamente do adiantamento do ex-pupilo do patriarca dos revolucionários de 1817. Alencar filiou-se à Academia do Paraíso, Associou-se à maçonaria, certamente na Loja Regeneração Fundada pelo Padre João Ribeiro, referido em 1806, fato este último, comprovado pela constatação histórica (Pereira da Costa. Anais, cit. p. 93-94.) No momento em que Arruda Câmara firmava sua celebre carta. 2, 10, 1810, José Martiniano contava 18 anos de idade. O ano de 1810 e os 18 anos de Alencar naquele ano são dados importantes. Pois não há quem possa negar que o ex-pupilo de Arruda Câmara: aluno e mentorada dos padres João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro e Miguel Joaquim de Almeida Castro no Seminário e nas sociedades secretas. Não fosse, por ocasião das férias, discreta e tenazmente, soprando, no recesso da família, no circulo cauteloso de amigos e parentes, as idéias subversivas, incendiado, ele, na chama do ardor juvenil e ao impulso de seu temperamento político. A idéia não medrava em terreno estéril. No Cariri havia todo um escol espiritual propício à infusão dos princípios novos, ou fossem as ideais do seminarista José Martiniano de Alencar. Por exemplo (sem falar em Dona Bárbara, preconizada heroína desde 1810), o padre Carlos José dos Santos: o Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha, citado; Tristão Gonçalves Pereira de Alencar, irmão de José Martiniano e nascido em 17-7-1789 (casa do Conselheiro Tristão de Alencar Araripe ao desembargador Livino Lopes da Silva Barros); Leonel Pereira de Alencar, mencionado irmão de Dona Bárbara; Início Tavares Benevides, genro daquela, e pernambucano de origem; Francisco Pereira Arnaud (e não Arnaudo), licenciado, de Missão Velha, neto do Capitão João Correia Arnaud, co-fundador da mesma cidade; Bartolomeu Alves de Quental (com 28 anos de idade em 1817,filho do Pernambuco, de Recife, José Dias Alves de Quental, que se fixara em Crato e fundou a importante família Quental, deste Cariri; Raimundo Pereira de Magalhães (mais ou menos da mesma idade de Alencar), aliás o único representante da família Bezerra de Bezerra de Menezes, do Cariri, que participou da revolução de 3 de maio de 1817 nesta zona; Francismo Pereira Maia Guimarães, fundador da família Maia sob este céus e ascendente de Álvaro Maia, interventor do Estado do Amazonas ao tempo da Ditadura Vargas. A idéia semeada, foi medrando progressivamente, sempre estimulada pelo seminarista em férias anuais e ao contato de alguns que acaso o visitam em Recife e através de um outro correligionário que por ventura se dirigisse para o seio de seu clã. A idéia já estava amadurecida quando na segunda quinzena de abril de 1816 a primeira dezena do mês seguinte, teria recebido o impulso, acidentalmente estimulante, esporádico, do Ouvidor João Antônio Rodrigues de Carvalho, que tendo tomado posse das funções em 16 de maio de 1815. Esteve em Crato, pela primeira e última vez, naquela quadra de tempo, no desempenho das funções: correição e ereção da vila de Jardim, criada em 1814. Sem descontinuidade, a atuação de Alencar prosseguiu. E quando chegou a esta vila em 29 de abril de 1817, para deflagrar a revolução no Cariri, como de fato fêz no dia 3 do mês seguinte, seu trabalho não foi mais o de semear uma idéia, que semeara anteriormente, e cultivara, em anos seguidos, mas o de convencer da oportunidade de convertê-la em revolução de fato, acrescida a tarefa da articulação e deflagração do movimento revolucionário. Admitíssemos, só para argumentar, que a Revolução Caririense de 1817 tivesse sido o resultado da curta estada, um ano antes, do Ouvidor Carvalho nesta zona - e admitíramos o absurdo de a idéia revolucionária por ele acidentalmente lançada, ter amadurecido em 12 meses, e mais o outro absurdo de José Martiniano haver aguardado, desde 1810, a ação ideológica do Ouvidor, limitando-se à exclusiva tarefa de deflagrar a revolução em 1817. Enfim, não há documentário, que autorize a dar à atuação de Rodrigues de Carvalho em Crato, o relevo imaginado, ou, melhor fantasiado por certos cronistas. O próprio Inácio Tavares Benevides, antes de ter sido o pretendido e transitório apaniguado do Ouvidor, o era, e, permanente, de Dona Bárbara e José Martiniano de Alencar. Precursor da idéia de independência e de república no Ceará (o Ouvidor Rodrigues de Carvalho chegou ao Ceará em dezembro de 1812 e não está provado que logo iniciasse a propaganda de idéias subversivas, enquanto José Martiniano de Alencar e sua mãe já em 1810 eram objeto dar preocupações políticas de Arruda Câmara); precursor da idéia nacionalista e republicana no Cariri, pioneiro da Revolução independentista e republicana no Ceará - a figura histórica de José Martiniano de Alencar configura-se no binômio: Precursor-Libetador. Libertação efêmera, mas que se consumaria em 1822 no Ceará, numa ação que ignorava ainda no Sete de Setembro e realizada pela mesma gente transitoriamente derrotada no Cariri em 1817. A independência no Ceará foi proclamada no Icó a 16 de Outubro de 1822 ao se reunirem aí os eleitores do sul da província para a escolha dos constituintes brasileiros. O governo temporário, por eles organizado, pela aliança de Tristão de Alencar Araripe um dos implicados na revolução de 1817, com o chefe realista Filgueiras, (então politicamente convertido dos Alencares, observamos nós) tomou conta do Ceará e decidiu socorrer o Piauí contra a truculência de José da Cunha Fidié. (Oliveira Lima, op. Cit. 1817 NO CARIRI-PADRE ANTÔNIO GOMES DE ARAÚJO.)

Fonte: Crato Virtual

Bárbara, que barbaridades...

Por - Hugo Esmeraldo Sobreira - Cratense
Por que lutavam os rebeldes de 1817 e 1824? Seriam realmente guerreiros da liberdade? Que liberdade era aquela? Que liberalismo era aquele? Tentemos.
A luta renhida entre o localismo e o centralismo atravessou o primeiro século do Brasil apartado. Senhores locais vindos das mais profundas raízes formadoras de nossa sociedade ansiavam por ter enfim, definitiva e legitimamente, as rédeas de seus terreiros. Eis os que se diziam liberais naqueles tempos. Mas o imperador lhes barrou o plano. Fez-lhes engolir o Quarto Poder: Moderador. Na prática, a absolutização da Pátria recém-nascida. Gritos liberais então tentaram não engasgar. Mas liberais o quanto? Suficientemente ao ponto de um Rousseau? Não! Jamais! Nunca a loucura de um sufrágio universal! Nem pensar em libertação de escravos! Nem imaginar a divisão da terra! A questão era bem mais simples: fatias de poder mais bem repartidas. E só. Piegas, simplória, lugar-comum a luta desses “heróis”: aferrar seu poder incontestável sobre pobres quinhões regionais nordestinos.
Mas a História também se faz de mitos. D. Bárbara de Alencar, legítima representante da aristocracia latifundiária escravista. Não! Perdoem-me! Legítima heroína da liberdade nacional! Uma cidade se faz com gente... gente que se reconhece num mesmo processo formador. É preciso ter História para se ter identidade. Ela, um dos fundamentos da identidade da elite intelectual cratense.
D. Bárbara foi muito mais uma mãe ciosa de suas crias do que mesmo uma lutadora consciente de sua prática política. Foi assim, uma matrona, “coronela”, sra. de escravos e de largas terras. Saiu à luta não como uma musa republicana de bandeira em punho, mas muito mais para proteger os interesses “liberais” da época, meramente localistas e particularistas. Na aventura em que se viu levada acabou caindo em desgraça, ela e sua família. Perderam terras, posição social, a própria vida até. Parentes foram perseguidos ainda por décadas. José de Alencar, pai do escritor, filho da mãe “heroína”, vergonhosamente se salva ao pedir perdão ao imperador. Verá os picos do poder no Império brasileiro: governador do Ceará, senador vitalício... Bem se vê tamanha a convicção política dos “heróis” liberais.
É com tristeza que ainda vejo se repetir, pleno século XXI, práticas culturais e intelectuais dignas dos salões aristocráticos. Tecem-se elogios, erguem-se memoriais, textos, imagens, sons... Tudo a fim de perpetuar uma grande mentira, a mentira dos heróis. Há muito sabemos que os heróis não existem, nada significam, em se tratando da verdade humana, a vida humana real. Se olhássemos o passado com os olhos de então, veríamos. Aqueles homens e mulheres não foram heróis, não poderiam sê-lo. Não foram além! Não foram verdeiramente revolucionários. Como seriam? Se eram latifundiários? Se eram escravocratas? Se eram da parcela proprietária detentora do poder? Não os acuso de nada. Não os julgo. Apenas tento aqui ser um pouco (ou um tanto?) iconoclasta, porque é preciso ser iconoclasta. Os ícones encobrem, mascaram, enganam. Personagens irreais criados e recriados em épocas e épocas. Chega de heróis. Precisamos de gente. Gente lúcida, livre, consciente.

Humor (Leve)

CONVERSA DE CRIANÇAS
Duas criancinhas conversavam no quarto. Ai o menino perguntou para a menina:
O que você vai pedir no Dia das Crianças?
Eu vou pedir uma Barbie, e você?
Eu vou pedir um O.B.! - responde o menino.
O.B.?! O que é isso ?!
Nem imagino, mas na televisão dizem que com O.B. a gente pode ir a praia todos os dias, andar de bicicleta, andar a cavalo, dançar, ir ao clube, correr, fazer um montão de coisas legais e o melhor...SEM QUE NINGUÉM PERCEBA.
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LOURA SUADA ( Somente para biriteiros!!! )
Como gelar cerveja rapidamente? Anotem para alguma emergência!
O carvão já está na churrasqueira e a galera chega com latas e mais latas de cerveja.Vergonhosamente quente. Como gelá-las?
Gelo no isopor. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool. A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (ele demora mais para derreter) e, por uma reação química, o álcool rouba calor. Os físicos chamam o líquido de "mistura frigorífica" (gelo, álcool, sal e água).
A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica em “ponto de bala” em 3 minutinhos. Lembre-se de lavar a latinha ao tirá-la da mistura.
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A DEVOTA E O PADRE
A garota vai se confessar, se ajoelha e vai falando ao padre:
-Padre, preciso que o senhor me perdoe pelos meus pecados...
-Conte seus pecados, minha filha.
-Eu sou noiva há 3 anos e vou casar na semana que vem. Ontem à tarde, encontrei um ex-colega de trabalho, ficamos conversando e depois ele me convidou para conhecer o apartamento dele, aí eu fui. E terminamos na cama, padre. Sabe como é que é padre, é que eu sou tão volátil...
-Volúvel, minha filha.
-Pois é. Antes de ontem eu encontrei um amigo que não via há muitos meses, conversamos, fomos jantar, aí ele me levou pra conhecer um motel novo que inauguraram. Eu fui, e terminamos na cama, padre. É que eu sou tão volátil, padre.
-Volúvel, minha filha, volúvel.
-No dia anterior, eu vi um amigo meu lá no shopping, fui falar com ele e conversa vai conversa vem ele me levou pro apartamento dele e terminamos na cama.É que eu sou tão vo... Como é mesmo a palavra, padre?
-Puta, minha filha, puta!!!
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A MULHER QUE LÊ
Um casal sai de férias e vai para um hotel-fazenda. O homem gostava de pescar de madrugada e a mulher gostava de ler. Uma manhã, o marido volta para o chalé depois de horas pescando, e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro, no meio do silencioso lago.Chega um guardião do parque em seu barco. Ele para ao lado da mulher e fala:"- Bom dia, Madame. O que está fazendo?" - Lendo um livro" - ela responde, pensando: "será que não é óbvio?" "- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida" - ele informa. "- Eu sei, tenente. Mas eu não estou pescando. Estou lendo.""- Sim, mas tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.""- Se o senhor fizer isso, terei de acusá-lo de assédio sexual" - diz a mulher."- Mas eu nem sequer a toquei!" - diz o guardião. "- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, o senhor pode começar a qualquer momento". "-Tenha um bom dia, Madame!" - ele diz e vai embora. MORAL DA HISTÓRIA:Nunca discuta com uma mulher que lê. Com certeza, ela pensa!!!
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SUA EXCELENCIA O CLIENTE
No aeroporto o pessoal estava na sala de espera aguardando a chamada para embarcar. Nisso aparece o co-piloto, todo uniformizado, de óculos escuros e de bengala branca, tateando pelo caminho. A atendente da companhia o encaminha até o avião e assim que volta, explica que, apesar dele ser cego, é o melhor co-piloto da companhia. Alguns minutos depois, chega outro funcionário também uniformizado, de óculos escuros, de bengala branca e amparado por duas aeromoças. A atendente mais uma vez informa que, apesar dele ser cego, é o melhor piloto da empresa e, tanto ele quanto o co-piloto fazem a melhor dupla da companhia.
Todos os passageiros embarcam no avião, preocupados com os pilotos. O comandante avisa que o avião vai levantar vôo e começa a correr pela pista, cada vez com mais velocidade. Todos os passageiros se olham, suando, com muito medo da situação. O avião vai aumentando a velocidade e nada de levantar vôo. A pista está quase acabando e nada do avião sair do chão. Todos começam ficar cada vez mais preocupados. O avião correndo e a pista acabando. O desespero toma conta de todo mundo. Começa uma gritaria histérica no avião. Nesse exato momento o avião decola, ganhando o céu e subindo suavemente. O piloto vira para o co-piloto e diz: -Se algum dia o pessoal não gritar, a gente tá ferrado. MORAL DA HISTÓRIA: Ouvir o cliente é fundamental!!!
Autor: Desconhecido - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva




Título de Cidadania Cratense in memorian a Dona Bárbara.

A Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho agredece a todos que acreditaram nessa luta e principalmente a George Macario de Brito , presidente da Fundação , a Rosana Xenofonte pelo suporte e a idealizadora desse requerimento Alessandra Bandeira .
Esse é apenas o primeiro ato de luta dessa Fundação pelo resgate histórico de noso município.

Campanha para a Despoluição Sonora e Visual do Crato Avança !


Começou a retirada de 36 placas do Centro da Cidade !


36 Empresas já se comprometeram com o projeto do prefeito Samuel Araripe para despoluir visualmente a cidade do Crato. Começou a retirada das enormes placas que hoje "enfeiam" a nossa cidade. Sob a brilhante coordenação, ousadia e determinação do Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano Nivaldo Soares, parece mesmo que a "coisa pegou". O Blog do Crato está preparando uma grande reportagem sobre todos os grandes problemas que hoje afligem a cidade do Crato, com cerca de 50 fotos, que serão divulgadas amanhã. Enquanto isso, parabenizemos a PIMACOM, e seu proprietário "Geraldinho" por ter dado o primeiro passo. Há 3 dias que já estão endo retiradas inúmeras placas do centro da cidade. Até que enfim, parece que nós Cratenses iremos poder ver a nossa querida Chapada do Araripe e ver um Crato mais despoluído.






Parabéns ao Prefeito Samuel Araripe pela excelente iniciativa, brilhantemente executada pelo secretário Nivaldo Soares!

Fotos: Nivaldo Soares

REPORTAGEM - Dia Histórico na Câmara Municipal do Crato - Aprovado o piso salarial dos Profissionais do Magistério por Unanimidade !

A Câmara Municipal do Crato votou ontem, dia 07 de Abril, dois grandes projetos para a cidade por unanimidade: Primeiramente, a outorga de cidadã cratense à grande Heroína da Insurreição de 1817, Bárbara de Alencar, e a votação do piso salarial dos profissionais do magistério do município do Crato. Segundo a vereadora pelo PT, Mara Guedes, em entrevista ao Blog do Crato:



"A sessão foi histórica, pois trouxe 2 grandes projetos. O primeiro deles, a outorga de cidadã Cratense à Heroína Bárbara de Alencar, mulher corajosa que devemos nos espelhar, e o outro projeto, foi uma grande vitória para os profissionais do magistério, porque o piso salarial dos professores é uma luta de mais de 30 anos dessa categoria e hoje está sendo implementado aqui na cidade do Crato". Ouça a entrevista completa da veredora Mara Guedes ( a fim de não ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pause o player da Rádio Chapada do Araripe na entrada ( parte superior do Blog ):



Já o Presidente da Câmara, vereador Guer, assim falou à nossa reportagem:


"Nós não temos tido muitos problemas ( com as votações ), até mesmo porque o prefeito Samuel Araripe tem tido uma transparência enorme na sua administração, e como acabei de falar na votação desse projeto ( dos profissionais do magistério ), há muito tempo eu não via um projeto de aumento dos servidores com uma tranquilidade dessas, apoiado pelo sindicato, por todos os vereadores e pelos professores aqui presentes, então isso demonstra a forma que o prefeito Samuel vem administrando essa cidade, e para os vereadores, isso é muito bom porque como eu falei: Nós às vezes fazemos papel de "tropa de choque" do prefeito, mas nós fazemos com responsabilidade quando ele nos convence que esse aumento tem que ser isso porque é o que o município pode dar, então a gente está muito tranquilo porque a cãmara tem desenvolvido, e tem discutido amplamente, e tem resolvido as coisas sem muita dificuldade."

Ouça a entrevista completa do Presidente da Câmara:



A vereadora Joana Pedrosa comenta a votação, e elogia o Secretário Valentim Dantas:


"...em dias de crise, dias de recessão, dias em se diminuem, vocês tem que saber que o Crato teve uma baixa significante no repasse do FPM, o secretário ( de Educação ) ter coragem de "na canetada" cobrir 3 por cento em cima do Fundeb, eu só tenho que elogiar!"

Outras fotos da Sessão de ontem:



Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça

MOMENTO HISTÓRICO - Câmara Municipal do Crato outorga Título de Cidadã Cratense, in memoriam, à BÁRBARA DE ALENCAR.


Câmara Municipal do Crato outorga Título de Cidadã Cratense, in memoriam, à BÁRBARA DE ALENCAR. A iniciativa foi da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho, através do seu atual presidente George Macário de Brito, idealizado pela historiadora Alessandra Bandeira, com requerimento interposto pelo Presidente da Câmara Municipal do Crato, vereador Francisco Helder de Oliveira França (GUER). A votação obteve aprovação, na manhã de hoje, no Plenário Paulo Bezerra, por unanimidade de votos.

Obs.: Em homenagem à este fato histórico, que marca o início do resgate da história de Bárbara de Alencar para o Brasil, partindo do Crato, terra onde ela escolheu para viver e lutar pelos ideais libertários, ao lado de seus filhos, estamos publicando texto do artista plástico OSCAR ARARIPE, descendente de Bárbara e autor do retrato que ilustra esta matéria.

Ode a Bárbara de Alencar por Oscar Araripe

"Dona Bárbara de Alencar. Dona Bárbara do Crato. A Brava do Cariri. Oráculo de Santa Bárbara. Diana do Açu. A Iansã do Araripe. Santa de Fortaleza. Heroína do Ceará. Mãe da Independência e da República Brasileira. Minha adorada hexavó, Rainha Esplendorosa dos Álamos do Brasil. Eu te agradeço e a meus pais e a todos meus queridos primos, a oportunidade, o prazer e a honra de retratá-la como heroína para uma medalha e uma bandeira do Centro Cultural Bárbara de Alencar. Alta, forte, inteligente e não só no olhar, feições nem tão masculinas, guerreira, sem dúvida, mas lúcida, bondosa, tantas vezes santa.Uma santa inusitada, pois teve a glória de morrer já bem idosa, em cama amiga, pedindo uma simples rede como esquife, dispensando lápides, portanto, mas vendo a República nascer claudicante mas triunfante, vencedora mesmo, pois já o cruel tirano português estava fora do Brasil -, Bárbara, Mãe do Brasil. Invacilante, humana, foi uma guerreira piedosa. Perdoou seus inimigos cruéis, sendo protegida , quando perseguida, até por Matilde Teles, sua maior inimiga.

Todas elas meninas de fazendas, extensas fazendas pioneiras, de gado, algodão, milho, feijão, arroz, abóbora e jerimum, e árvores frutíferas -, duras meninas de fazendas, sem muitos folguedos, depois matronas de famílias heróicas; alencares e araripes, martinianos, sucupiras, terésios, cabrais e quantos mais ? e que ela frutuosa prosseguia e inaugurava com seu bravos filhos, à frente Tristão Gonçalves de Alencar, o Nobre Herói Cearense, depois e para sempre Araripe, meu admirado e querido pentavô. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, Pai da Pátria brasileira, Presidente do Ceará, primeiro Presidente da República da Confederação do Equador, logo, primeiro Presidente Republicano do Brasil, Nobre Príncipe do Araripe. Conquistador de Aracati, Fortaleza e Aquiraz. Protetor do ouro da República, filho de Dona Bárbara. Em suas mãos esteve o futuro do Ceará, que ela e ele e os outros heróis da Confederação do Equador não quiseram que fosse um país separado do Brasil. Brasileira, portanto, de primeiríssima hora, foi ela a eterna cearense do Ceará brasileiro. Eis aí a nossa Bárbara maior, a Bárbara de Tiradentes, Felipe dos Santos, Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Zumbi e Betinho, e tantos outros, bela síntese de bravos anônimos e injustiçados esquecidos. Bárbara a mulher brasileira.

Iracema, a de Alencar - eis aí uma forte, dupla face da cultura cearense, da bela mulher cearense. Uma de verdade, mítica; outra de ficção, mas até hoje passeando seus lábios de mel nas areias e calçadões da Praia de Iracema, entre palmas caídas de coqueiros. Quem não quereria uma antiga avó heróica e bondosa ? Uma virgem dos lábios de mel ? Existiria harém e Olimpo mais belo e maravilhoso ? E melhores mulheres para os Reis ? E melhores dunas ( maiores e mais quentes) para ver tal belo mar? Ou melhores jangadas pra se arriscar ? Ah... O Ceará, a cearália. Novos rastros de heroínas, nossa heroína maior, retrato/auto-retrato, saudades de vovó. Ouço uma Gymnopédie, uma saudade, de Eric Satie e a vejo de pé em sua bela fazenda branca e azul de alpendre, dona de tudo e de todos, conspirando e fazendo caridade, com suas duas escravas sempre ao lado ( seriam também conselheiras de seu Estado Maior ? ), abolicionista, antes mesmo de todos, mesmo plantando cana de açúcar e criando boi naquele lindo e promissor fim-de-mundo duríssimo, a terra do Sol eterno, da Água Divina e que às vezes vinha do céu - e sempre da Serra do Araripe ( ela às vezes confundia), água dos deuses, e que vinha sempre do céu do Araripe. Araripe, como ela, é aquele que vê do alto e longe. E dali ela viu o Porvir.Oh! Deus, mas como sofreu esta nossa antiga avó. Ganhou, perdeu tudo, recuperou, menos os três filhos, e seus tantos amigos leais, suas maiores riquezas. Vejo-a assim, os cabelos pretos mas já cheios de branco. Mais ou menos fardada. Três estrelas de comando, três botões republicanos.Sua cristandade.O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não, não quis retratá-la sofrendo na tumba viva da Fortaleza, nem nos ferros que a martirizaram e tentaram humilhar. Quis retratá-la heroína, triunfante, invacilante na luta pela justiça, pelas liberdades democráticas na terra brasileira e no mundo. Proponho uma bandeira branca, branca como a da Confederação do Equador, bordada por mulheres do Crato. Uma bandeira-relíquia. E também uma outra, verde e amarela, com seu retrato pintado dentro, uma bandeira nova, que leva a arte consigo, azul e branca e confederada. Uma bandeira listrada, cheia de cores e culturas, antepassados, realidades lutas, presente e futuro. Vitória e gratidão. Uma bandeira do Brasil.
( Fevereiro de 2004 )"

Fonte:http://www.oscarararipe.com.br/textos/index.php/988

Fonte: Blog "O Democrato" - George Macário

08-04-2009
Começa Operação de Recuperação de ruas do Crato

A Prefeitura Municipal do Crato está realizando um trabalho de recuperação das ruas e avenidas na cidade. O trabalho foi iniciado, mesmo com as chuvas, no intuito de minimizar os transtornos causados aos condutores. Ruas como a São Sebastião, na Caixa D'água, e a Avenida Pericentral estão sendo beneficiadas com o trabalho. Uma das grandes preocupações da atual administração tem sido com as boas condições de tráfego nas ruas do município, investindo em projetos de recuperação e asfaltamento, possibilitando um redimensionamento do espaço de tráfego de veículos por toda a cidade, inclusive nos bairros com asfaltamento de vias de maior tráfego.

Programa de Aquisição de Alimentos é apresentado aos produtores

A Secretaria de Agricultura do Município do Crato realizou reunião com produtores de agricultura familiar e representantes de entidades, no intuito de apresentar, na última segunda-feira, o Programa de Aquisição de Alimentos, através do Fome Zero, do qual o município do Crato aderiu, no sentido de beneficiar as escolas do município, e os pequenos produtores da agricultura familiar, que terão como escoar sua produtividade. Os produtos serão comercializados junto à Conab e cada produtor poderá negociar até R$ 350,00 por mês, chegando a mais de R$ 3.500 por ano. Segundo Erasmo Ferreira, secretário de Agricultura, essa primeira etapa de apresentação do programa estará voltado principalmente para o esclarecimento dos produtores. Num segundo momento será feito grande lançamento do programa. Segundo a engenheira agrônoma Ana Lúcia Monteiro de Sousa, o objetivo é efetivar a compra de toda a produção da agricultura familiar. Com isso, mais renda será gerada para a vida dos agricultores, trazendo desenvolvimento para o setor agrícola e economia do município. Os alunos da rede municipal de ensino serão os grandes beneficiados com o programa. Com a compra dos produtos será ampliado o cardápio da merenda escolar.

Cartões do Garantia Safra serão entregues no dia 14 de Abril, das 08:00 às 17:00 na Quadra Bicentenário

A Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Agricultura comunica aos beneficiários que não receberam os cartões do Garantia Safra, que os mesmos serão entregues pela Caixa Econômica Federal no dia 14 de abril de 2009 (terça-feira) das 8:00h às 17:00h na Quadra Bicentenário (Praça Alexandre Arraes). A Secretaria pede ainda que os beneficiários não deixem de comparecer, pois o pagamento do ano passado começará no dia 16 deste mês. com 755 cartões.

Câmara Municipal do Crato concede título de Cidadã Cratense "IN MEMORIAN" à Bárbara de Alencar

Em sessão solene realizada ontem, dia 07 de Abril na câmara Municipal do Crato, foi aprovado por unanimidade a concessão do título de cidadã Cratense à heroína Bárbara de Alencar. O título já havia sido concedido também pela Assembléia Legislativa do Estado. Segundo o presidente da Fundação J. de Figueiredo Filho, George Macário, esta é uma grande conquista para o Crato, e este foi um ato muito justo por parte da Câmara Municipal, e consiste no primeiro de muitos atos que se seguirão em homenagens à grande heroína da Insurreição de 1817, quando juntamente com seus dois filhos José Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves foram pioneiros nas idéias e atos de bravura muito antes da proclamação da república no Brasil.

Contatos:
Prefeitura Municipal do Crato

Assessoria de Imprensa
cratoimprensa@gmail.com

Telefone(88): 3521. 9600

Maiores informações:


www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com


Governador Cid Gomes leva tombo com um Skate em Juazeiro do Norte

Cid Gomes Inaugura Pista de Skate com um Tombo...

Este flagrante, registrado em Juazeiro do Norte é comentado pelo Jornalista e Radialista Beto Fernandes em sua Revista:

"Confesso que não me controlei e ri. Ri bastante para ser mais preciso. Deixei até um comentário lembrando um provérbio área: aquele que sabe e pensa que sabe é tolo, evitai-o. Depois de ver as imagens refaço a lembrança do provérbio: aquele que não sabe e faz de conta que não é mais tolo ainda: evitai-o. Já na tarde de hoje a queda dele (Cid) repercute mais que a inauguração da pista de skate e é verdade. Até o Globo Online fez referência. O cinegrafista Carlos Bezerra fez o registro e já está na rede mundial de computadores. Ao levantar-se o Governo disse: “É a falta de prática...” Será? A EMENDA FOI PIOR QUE O SONETO.



Fonte: Revista do Beto Fernandes - http://revistadobeto.blogspot.com


Fragmens
Análise por Renato Dantas (Ator e Diretor Teatral)

A modernidade construiu o homem vendo-o nas relações sociais baseadas na dualidade capitalismo x socialismo, promovendo uma dialética ética e estética, onde a proposta de um homem novo não chega a termo, visto que a queda do muro de Berlim sinaliza uma terceira via. A arte, testemunha e propositora de mudanças, desconstrói o homem e o mostra numa perspectiva pós-moderna. Através do visual, ‘Fragmens’ aponta caminhos que podem ser percorridos pelo gênero humano, onde a arte seria o norte do reinicio de pesares e fazeres da mulher e do homem pós-moderno.. Aí é que Rogê Venâncio propõe novos rumos para este homem, desconstruindo seres e coisas para apresentá-los como proposituras através da colagem.
Com as séries: ‘Juazeiro a cena da fé’, ‘Desconstrução’ e ‘Fragmentos’, em um total de treze obras, o artista clarifica a sua intenção no ver o passado, andar junto ao presente e vislumbrar um futuro. Juntando elementos analíticos (concretos e abstratos) propõe em sua reconstrução uma síntese onde as coisas e os seres se ressignificam, mostrando protótipos de um novo homem, uma nova sociedade.

A desconstrução de Rogê constrói outros rumos.

IEC abre inscrições para Projeto Altar Poético


Estão abertas as inscrições para o Projeto Altar Poético desenvolvido pelo Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da URCA. O projeto consiste na ocupação dos espaços dos campus da Universidade Regional do Cariri para realização de performances poéticas. A intenção é possibilitar que os espaços em desuso sejam ocupados e repensados, fugindo do molde convencional do palco. Criado em 2008 já passaram pelo projeto poetas com Wilson Bernardo, Sandra Alvino e Vanusia Tavares. A previsão é que a partir de maio se realize apresentações mensais. De acordo com a coordenadora do IEC, professora Luisa Maria Ferreira Brito, serão agendadas uma apresentação mensal, podendo ser realizada mais de uma performance por mês. Cada poeta sugere o campus que quer se apresentar. Para se inscrever basta se dirigir a sala do IEC, localizada, no Campus Pimenta, preencher ficha de inscrição e levar cerca de 10 poesias e um breve currículo artístico. O Projeto Altar Poético é destinado a todos os poetas.

Serviço:
Projeto Altar Poético
Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC
(88)3102-1212 ramal 2424

Texto enviado Por Alexandre Lucas


Fundação Casa Grande - Marcelo Camelo participa de show de Os Cabinha em São Paulo


Apresentação dos meninos da bandinha de lata com o músico será em 23 de maio no Sesc Ipiranga, dentro da programação da mostra sobre o Cariri Cearense, berço da Fundação Casa Grande. Essa é uma daquelas amizades que começam de longe. Marcelo Camelo, no Rio de Janeiro, ouviu a música de Os Cabinha, de Nova Olinda, pelo território de todas as pátrias, que é o site MySpace. Adicionou os meninos como amigos e os citou em uma ou duas entrevistas. Do outro lado, animadas, as crianças da bandinha de lata começaram a ouvir suas músicas e a cobrar da produtora: “quando vamos fazer show com ele?”. Tempos depois as agendas se encontraram e ficou combinado: dia 23 de maio no Sesc Ipiranga, em São Paulo. A parceria musical também fez deslanchar uma idéia antiga, de uma mostra da Fundação Casa Grande no mesmo Sesc. A programação oficial ainda está sendo fechada, mas a notícia é certa: entre 21 e 31 de maio, os meninos da Casa Grande apresentarão seu trabalho para o público paulistano. Serão shows, mostra fotográfica, de vídeo, oficinas e palestras. Em sua terceira visita à São Paulo (as primeiras em 2008, para um show no Itaú Cultural e uma apresentação no programa Tudo é Possível, da Record) Os Cabinha estão ansiosos pela aventura: serão o centro da mostra, permanecendo por 10 dias na cidade. Além da empolgação com os preparativos para os shows, os meninos só querem saber de mais uma coisa: o dia em que, finalmente, andarão de metrô!

Sobre a Fundação Casa Grande:

A Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri é uma escola de gestão cultural localizada na cidade de Nova Olinda, no Cariri cearense.
Artes, Memória, Comunicação e Turismo são as áreas de abrangência do projeto, que tem como objetivo a formação cultural e cidadã de crianças e jovens do sertão nordestino.
www.fundacaocasagrande.org.br

Assessoria de comunicação Mariana Albanese

Programação de Solenidade para o Dia do Exército - TG - CRATO

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
CMNE - 10ª RM
TIRO-DE-GUERRA 10-004 (CRATO-CE)

RELEASE

1. O Tiro-de-Guerra 10-004, tem o prazer de convidar toda a comunidade cratense para prestigiar a Solenidade alusiva ao Dia do Exército Brasileiro, que realizar-se-á no dia 17 de abril (sexta-feira) às 08:00 horas (manhã), nas dependências do TG, com a seguinte programação:

a) Recepção à mais alta Autoridade presente.
b) Apresentação da tropa.
c) Hasteamento do Pavilhão Nacional, das Bandeiras do Estado do Ceará e do Município do Crato. d) Canto da Canção do Exército.
e) Leitura da Ordem do Dia.
f) Premiação do Concurso Literário.
g) Homenagem ao Sr FRANCISCO JOSÉ PIERRE (Chico Pierre).
h) Palavras do Diretor do Tiro-de-Guerra ou seu representante.
i) Desfile da Tropa.

2. A homenagem a ser prestada ao Sr FRANCISCO JOSÉ PIERRE, será a condecoração com a Medalha Tiro-de-Guerra, concedida pela Academia de Estudos de Assuntos Históricos (Campo Grande-MS), como reconhecimento ao apoio prestado ao Exército Brasileiro e em particular ao Tiro-de-Guerra 10-004.

3. Após a Solenidade alusiva ao Dia do Exército, estão previstas atividades envolvendo as representações de alunos das diversas Escolas participantes:

a. Entrega da revista o “Recrutinha”;
b. Exposição de material de uso militar;
c. Teatro de bonecos com Tio Bibi e Cia (a confirmar);
d. Lanche; e
e. Brincadeiras diversas.

4. Durante a Semana do Exército, de 13 à 19 de abril, o Tiro-de-Guerra estará realizando diversas atividades, destacando-se as seguintes:

a. Palestra aos Atiradores da Turma de 2009 e para as Escolas do Município, sobre a “Origem do Exército Brasileiro e as formas de ingresso na carreira militar”.
b. Competições internas de Futsal e cabo-de-guerra.
c. Concurso Literário, categoria militar, com o tema “A importância do Tiro-de-Guerra para a cidade do Crato”.

5. Qualquer informação complementar, favor entrar em contato pelo telefone (88) 3523-5399 ou (88) 9203-8419.

“Exército e você, juntos na defesa do Brasil”

Crato, 07 de março de 2009.

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MARCOS ANTONIO BRATZ – 1º Sargento
Chefe da Instrução do TG 10-004

Jornalismo - A Maldição e Herança de Assis Chateaubriand


O Lado Negro do Jornalismo - Extorsão e Chantagem - Parte II

Amigos do BlogdoCrato,

Lendo sua matéria intitulada, Dia do Jornalismo - O lado negro do jornalismo-Extorsão e Chantagem, lembrei do fundador dos diários associados, Francisco de Assis Bandeira de Melo Chateubriand, popularmente conhecido como "Assis Chateubriand", talvez de saudosa memória. Acontece que o referido cidadão era mestre para se aproximar de qualquer governante e pedir determinado benefício. Se não conseguisse, deitava a madeira em seus instrumentos de comunicação, rádios, jornais e canais de televisão. Pense num nordestino chantagista. Hoje mesmo comentando com uns amigos, até mesmo na imprensa local foi divulgado, como que todos mecanismos de pesquisa apontam determinada pessoa vitoriosa no BBB9, a globo manipula o resultado e tudo dá o contrário. Até parece que a globo é dos diários associados ! Também pudera quem consegiui retirar da parabólica o Amazonsat e a TV Diário porque não tirar ou deixar as pessoas que ela bem entender em seu programa. Fica no ar esta pergunta, se a Tv Diário fosse no Estado de Pernambuco, teria saído da parabólica ? Esta pergunta é para o Sr. Luis Inácio Lula da Silva.

Fica aqui meu firme protesto !

José Carvalho Leite (Zuza)
Foto: cinemabrazil.com

O Caráter Inclusivo da Reforma Agrária - Por: Amadeu de Freitas


Democratizar o acesso à propriedade da terra para grandes contingentes da população camponesa empobrecida e marginalizada, propiciar os meios técnicos e financeiros para o incremento da produção agrícola e pecuária e impulsionar o desenvolvimento social das populações rurais tem sido o papel da reforma agrária no mundo. Progressivamente, a reforma agrária no Brasil vai se consolidando como uma importante estratégia para o desenvolvimento do país. Assim foi concebido em 2004 o II Plano Nacional de Reforma Agrária (II PNRA) e a despeito das adversidades à sua plena execução – índices de produtividade defasados, limite mínimo de 15 módulos fiscais para desapropriação - a inclusão de milhões de brasileiros e brasileiras a um novo patamar de integração à sociedade nacional está sendo possível por meio da criação de milhares de assentamentos da reforma agrária em todas as regiões do Brasil.

A Reforma Agrária no Brasil beneficia 4 milhões de pessoas assentadas em aproximadamente 60 milhões de hectares e, no Estado do Ceará, as áreas de assentamentos federais abrigam 20.301 famílias em 846.954 hectares de terra. Somente em 2008, a Superintendência Regional do INCRA no Ceará incorporou 40.000 hectares ao programa de Reforma Agrária do Governo Federal e assentou 1.262 novas famílias. Além do acesso a terra, as famílias assentadas da Reforma Agrária são apoiadas com crédito, assessoria técnica, infra-estrutura e outras políticas que visam o desenvolvimento dos assentamentos. Em 2008, a Superintendência do INCRA do Ceará repassou R$ 1.545.600,00 nas modalidades de crédito apoio inicial e fomento à produção, beneficiando 644 famílias. Na área de habitação, o montante de crédito foi de R$ 15.046.000,00 referentes à construção, recuperação, ampliação e melhoria de moradia de 7.709 famílias assentadas. Recurso da ordem de R$ 1.773.400,00 foi destinado em 2008 para contratação de assessoria técnica. Objetivando assegurar por um período mais longo esse serviço, um convênio plurianual (2009 a 2011) foi celebrado com o Sebrae com investimento de R$ 43 milhões de reais. Para construção de equipamentos de captação de água e infra-estrutura viária o volume de investimento somou R$ 9.148.393,00. Outra ação é a de licenciamento ambiental, iniciada no ano passado. O INCRA Ceará já obteve 37 Licenças Prévias e 78 Licenças de Instalação e Operação e trabalha com a meta de obter as licenças de todos os assentamentos até 2011.

A Regularização Fundiária, em parceria com o Governo do Estado do Ceará desde 2005, promoveu a titulação de 21.358 posseiros e investiu R$ 8,5 milhões de reais. No final de 2008 novo convênio foi firmado no valor de R$ 40 milhões de reais para regularização fundiária em 84 municípios localizados nos Territórios da Cidadania. O Programa Brasil Quilombola, que tem a finalidade de regularizar e titular terras em nome dos descendentes de quilombos também restabelece cidadania e promove inclusão. Outras iniciativas do INCRA em parceria com instituições públicas e movimentos sociais como o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA, o Projeto Arte e Cultura e o Programa de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural, contribuem de forma significativa para os resultados alcançados pela reforma agrária no Estado do Ceará.

Raimundo Amadeu de Freitas
Superintendente Regional do INCRA no Ceará.


Governo estuda reduzir IPI para fogões e geladeiras

O governo estuda a possibilidade de reduzir as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre geladeiras, fogões e máquinas de lavar, a chamada linha branca. A informação foi confirmada ao jornal Estado de S. Paulo por um integrante da equipe econômica. Ele informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encomendou estudos nessa direção, mas ainda não foi tomada uma decisão. A ideia é expandir a venda de eletrodomésticos para além do programa original, de substituição de geladeiras antigas para economizar energia. Uma possibilidade já aventada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é beneficiar as famílias atendidas pelo programa "Minha Casa, Minha Vida" com o fornecimento de refrigeradores novos, a custos baixos. Agora, a tônica é ampliar os estímulos à indústria, a exemplo do que foi feito com os automóveis. A medida faria parte da estratégia do governo destinada a impedir que a economia brasileira registre retração este ano. O tema, porém, é polêmico. Cortes do IPI são apontados pelos prefeitos como uma das causas da queda dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Muitas cidades têm nesses repasses de verbas federais, formados com parte da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda, sua principal fonte de receitas. A reclamação dos prefeitos é que o governo federal faz cortesia com chapéu alheio, ou seja, estimula a indústria à custa de sacrifício dos municípios, sobretudo os mais pobres. Atento a essa queixa, Lula pediu especial atenção aos economistas do governo, para encontrar uma fórmula que não prejudique as prefeituras. Cortar o IPI é complicado também porque o quadro é de redução da arrecadação. Em entrevista à Agência Estado esta semana, a secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Maria Vieira, disse que o espaço para novas desonerações tributárias está "apertado". A estimativa do governo é de que a arrecadação federal ficará R$ 48 bilhões abaixo do previsto no Orçamento de 2009.

Fonte: Yahoo.com.br

Prefeito do Crato decreta Quinta-feira, Dia 09 de Abril, Ponto Facultativo na Prefeitura e Órgãos.

DECRETO No 0604001/2009-GP

EMENTA: Decreta Ponto Facultativo na Prefeitura Municipal e nos seus respectivos órgãos, no dia 09 de Abril de 2009 e adota outras providências.

O Prefeito Municipal do Crato, no uso das suas atribuições legais.

Considerando - O feriado nacional do dia 10 de abril de 2009, sexta-feira, em face da comemoração do dia da paixão de Cristo

Considerando - A Interrupção das atividades normais, em virtude da preparação dos servidores, na considerada Semana Santa

Considerando - O princípio da economicidade, a administração objetiva com a presente medida reduzir gastos inerentes à atividade administrativa, pois o dia 09 de Abril de 2009, é uma quinta-feira, anterior às comemorações da Paixão de Cristo.

DECRETA:

Art. 1 - Fica decretado Ponto Facultativo na Prefeitura Municipal do Crato e nos diversos órgãos, no dia 09 de Abril de 2009.

Art. 2 - Excetuam-se do ponto facultativo os servidores municipais lotados em serviços essenciais, tais como o fornecimento regular de água e atendimento médico-hospitalar de urgência, e o departamento municipal de trânsito.

Art. 3 - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura Municipal do Crato, em 06 de Abril de 2009.

Samuel Vilar de Alencar Araripe
Prefeito Municipal do Crato

Cariri - Paixão de Cristo será apresentada no Horto - Por: Elizângela Santos

A encenação da Paixão de Cristo conta a história desde o batismo de Jesus até a sua morte. São momentos de muita emoção tanto para os atores quanto para quem assistir o espetáculo. Este ano o espetáculo da Via Sacra vai às ruas da cidade de Juazeiro e na sexta-feira é apresentado no Horto. Juazeiro do Norte. A entrada triunfal em Jerusalém, por meio de um espetáculo realizado por pessoas comuns. Assim é aberta a Semana Santa em Juazeiro do Norte, a terra sagrada dos romeiros nordestinos. Este ano, o espetáculo da Paixão de Cristo vai às ruas da cidade e na sexta-feira é apresentado no Horto, com Jesus, o Nazareno, revivendo os momentos mais marcantes da história do homem que mudou a trajetória da humanidade. Este ano, Jesus passa a ser interpretado pelo sapateiro Antônio de Lima.

O trabalho, que vem sendo ensaiado em poucos momentos de encontro dos mais de 100 participantes, é um momento de realização para os figurantes e atores. Muitos deles participam do espetáculo há 27 anos, desde que foi criado. Um deles é o próprio coordenador do grupo, Raimundo Rocha, que por muitos anos fez o papel principal e da maior responsabilidade, como ele considera, de Jesus. Todo texto repassado pelos atores é Bíblico. “Um dos nossos objetivos é justamente o de passar o que está escrito no Evangelho. Uma forma diferente de evangelizar”, diz Raimundo, que criou a Organização Não Governamental (ONG) Compactur no intuito de ampliar o trabalho. “Temos espaço para o maior número possível de pessoas. É nosso interesse também envolver o romeiro, o visitante. O espetáculo é feito para ele, principalmente, e para o povo da região do Cariri”, informa o coordenador.

Avaliação

Os figurantes e postulantes aos personagens principais do espetáculo começam a se inscrever após o período de Carnaval. Depois disso, passam por uma avaliação do próprio coordenador para os papéis de destaque. Os ensaios normalmente são feitos no fim de semana. Afinal, são trabalhadores e trabalhadoras que não podem desocupar em pleno horário de serviço. Uma das metas de Raimundo Rocha é ver uma grande cidade cenográfica espalhada por Juazeiro e um cenário com maior estrutura no Horto. Este ano, houve uma contribuição maior do poder público municipal, que promete um engajamento melhor para o próximo ano. O coordenador aguarda ansioso o resultado do Edital Ceará da Paixão, realizado pela Secretaria da Cultura (Secult) do Estado do Ceará. São esses recursos que garantem um espetáculo com maior estrutura. Ele também tem buscado o apoio da iniciativa privada. No mínimo são investidos cerca de R$ 15 mil a cada ano na realização dos espetáculos. O cenário feito em madeira está sendo recuperado com nova pintura e levado para o Horto. Na Sexta-Feira da Paixão, romeiros de várias partes do Nordeste costumam visitar a cidade. Alguns fiéis guardam essa data para pagar promessas e fazer sacrifícios. Se deslocam de suas cidades a pé até a estátua de Padre Cícero. E é esse público que, também, estará assistindo o espetáculo da Paixão de Cristo.

Vocação

Para Raimundo Rocha, a cidade de Juazeiro do Norte tem uma vocação centrada na religiosidade e esse fator deveria ser melhor aproveitado. Tanto que a sua idéia de montar a cidade cenográfica, um projeto grandioso, onde estariam inclusive os palácios romanos rabiscados por ele próprio, é uma de suas grandes esperanças para a cidade do “Padim” ter uma grande visitação durante esse período do ano. Os próprios romeiros estariam inseridos no cenário, como os figurantes. Nos hotéis e pousadas seriam colocadas à disposição vestimentas para isso. “Teríamos a possibilidade de superar grandes espetáculos hoje encenados no Brasil, a exemplo de Pernambuco”, sonha o coordenador.

Itinerante

O espetáculo itinerante passa pelos bairros da cidade. No Domingo de Ramos, abertura da Semana Santa, a entrada triunfal de Jesus em Belém saiu do Teatro Marquise Branca, com as Cenas Itinerantes pela Avenida Carlos Cruz, Avenida Ailton Gomes, Mercado do Pirajá, seguindo pela Rui Barbosa. Também no Limoeiro, encerrando na Praça do Sol. Ontem, as Cenas Itinerantes aconteceram às 19 horas, na Praça do Novo Juazeiro, CC no João Cabral, encerrando no Parque Antônio Vieira. Na quinta-feira, será a vez do Centro da cidade, com apresentação na Praça Padre Cícero, Praça da Matriz, encerrando na pracinha do cruzamento da via férrea com Santa Luzia, na Vila Fátima. O encerramento no Horto, na sexta-feira, acontece com uma encenação de duas horas e meia, com a história contada desde o batismo de Jesus até a sua morte.

Mais informações:

Compactur
Rua Alencar Peixoto, 12-B, Socorro - Juazeiro do Norte
(88) 3511.1387
compactur@hotmail.com

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Fanatismo na imprensa - Por: Luiz Domingos de Luna

No final da Semana Santa, sempre ocorre na imprensa escrita, reportagens que sem o olhar apurado da ciência social, ou no oportunismo gratuito do momento de oração e vigilância, muitos jornalistas se arvoram no poder de posse dos donos da verdade e no filtro viciado das salas de jornalismo a fazerem reportagens gratúitas e inoportunas, desprovidos de um estudo empírico ou um trabalho sério de campo comprometido com a realidade dos fatos. Neste período é comum a Ordem Santa Cruz – Penitentes- Santa Igreja de Roma ser tratada como um seita de fanáticos, lunáticos, com uma linguagem e um acervo fotográfico que repassa sempre uma visão negativista para o público que, por falta de outro ângulo de observação, sempre cordeiristicamente a absorver todo este lixo de um jornalismo imprudente, mesquinho e oportunista. Creio que, com a chegada da internet, com o aumento dos sites, blogs e toda estrutura de liberdade do mundo on-line, estes linchadores dos penitentes vão ter menos espaço para injetar na veia da sociedade a sua ira ou sadismo desenfreando, usando o cargo de formador da opinião pública, para desinformar, para confundir e para oprimir uma {categoria} que sempre sofre calada com a ação cada vez mais violenta e virulenta de um jornalismo escrito de um sadismo estarrecedor. Creio que nesta Semana Santa com o olhar de respeito e liberdade característico dos olhos do mundo on-line, todos nós que participamos da construção deste mundo virtual em benefício da epistemologia genética da humanidade para o bem, não vamos mais aceitar práticas que atacam o estado democrático de direito à liberdade de culto no estado Laico como é o nosso caso.

Nós do mundo online sempre ficamos a mercê das embromações da imprensa escrita, sempre consumimos o produto e o sub produto do deuses da imprensa escrita, Eu, particularmente, como integrante da Ordem Santa Cruz já fui tachado de todo adjetivo negativista que suja a história da humanidade via imprensa escrita, ainda que não diretamente em citação a minha pessoa, mas a ordem como um todo, porém, com o ataque a Sublime Ordem, sinto-me também atacado, Assim, como todos os irmãos devem se sentir. Nós da ordem Santa Cruz, bem como em todas as nossas oficinas jamais direcionamos um olhar pejorativo ou de desgaste para com as ordens sublimes existentes no Brasil.

Estou convicto de que os meus irmãos, não interessa o credo ou profissão de fé aos olhos do mundo oline, também estarão em alerta para conhecer estes oportunistas de plantão. Preza Deus, com os ventos de liberdade e da internet nem existam mais, ou não usem o teclado do computador para depreciar e molestar o que não se vive, não se conhece e não responde as provocações de lobos vestidos de cordeiros.

Por: Luiz Domingos de Luna.
Mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma forania de Aurora aos 7 dias do mês de Abril,2009.

Discurso de Obama sobre religião e sociedade - Por José do Vale Pinheiro Feitosa

O presidente Obama fez um discurso sobre a relação da religião, estado e sociedades universais que pode se constituir em dificuldades para alguns, mas é uma abertura imensa para o futuro. Não é um discurso novo pois isso vem desde sempre sendo tratado desde o renascimento, passando pelo iluminismo e chegando nesta civilização capitalista de base republicana e liberal. A seguir partes do discurso:

- “Dada a crescente diversidades das populações dos Estados Unidos, os riscos de sectarismo estão maiores do que nunca. O que quer que nós já tenhamos sido, nós não somos mais uma nação cristã. Pelo menos não somente. Nós somos também uma nação judaica, uma nação muçulmana, uma nação budista, hindu e uma nação de descrentes. E mesmo se tivéssemos apenas cristão entre nós, se expulsássemos todos os não-cristão dos Estados Unidos da América, o cristianismo de quem ensinaríamos em nossas escolas seria o de James Dobson ou de Al Sharpton? Que passagem das escrituras deveriam instruir nossas políticas públicas? Deveríamos escolher o Levítico, que sugere que a escravidão é aceitável? E que comer frutos do mar é uma abominação? Ou poderíamos escolher o Deuteronômio que sugere apedrejar seu filho se desviar da fé? Ou deveríamos ficar apenas com o Sermão da Montanha, uma passagem que é tão radical que é de se duvidar que o nosso próprio Departamento de Defesa sobreviveria a sua aplicação. Então antes que nos empolguemos vamos ler as nossas Bíblias agora. As pessoas não têm lido a bíblia. O que me trará ao segundo ponto. Que a democracia exige que aqueles motivados pela religião traduzam suas preocupações em valores universais ao invés de específicos de uma religião. O que quero dizer com isso? Ela requer que as propostas estejam sujeitas a uma discussão e sejam influenciáveis em razão. Eu posso ser contra o aborto por questões religiosas, para tomar um exemplo, mas se eu pretendo apoiar uma lei proibindo a prática, eu não posso simplesmente recorrer aos ensinamentos de minha igreja ou invocar os ensinamento das minha religião eu tenho que explicar porque o aborto viola algum princípio acessível às pessoas de todas as fés, incluindo aqueles que não têm fé alguma. Agora, isso vai ser difícil para alguns que acreditam na inerrância da bíblia, como muitos evangélicos acreditam, mas em sociedades pluralistas não temos escolha. A política depende de nossas habilidades de persuadir uns aos outros de objetivos comuns com base numa realidade comum. Ela envolve negociação, a arte daquilo que é possível. E em algum nível específico a religião não permite negociar, é a arte do impossível. Se Deus falou então, espera-se que os seguidores vivam de acordo com os éditos de Deus, a despeito das conseqüências. Agora basear a vida de uma pessoa em compromissos tão inegociáveis pode ser sublime, mas basear nossas decisões políticas em tais compromissos seria algo perigoso. E se você duvida disso deixe-me dar um exemplo. Nós todos conhecemos a história de Abraão e Isaac. Abraão foi ordenado por Deus a sacrificar seu filho único. Sem discutir ele leva Isaac pela Montanha acima até o topo, o amarra ao altar. Levanta sua faca, prepara-se para agir por Deus assim o ordenara. Agora nós sabemos que as coisas deram certo. Deus envia um anjo para interceder no último minuto. Abraão passa no teste da devoção a Deus. Mas é justo dizer-se que se qualquer um de nós, ao sair desta igreja, visse Abraão no telhado de um prédio levantando sua faca, nós iríamos, no mínimo, chamar a polícia e agir junto ao departamento de defesa da criança para tirar a guarda de Abraão sobre Isaac. Nós faríamos isso porque não ouviríamos o que Abraão ouvia. Então o que nós podemos fazer é agir de acordo com aquilo que nós vemos. As pessoas estão cansadas de vir fé ser usada como instrumento de ataque."

Por José do Vale Pinheiro Feitosa
Foto Ilustrativa - Newsweek

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