xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 29/03/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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29 março 2009

A Vida É Repleta De Opções – Por – Luiz Claudio Brito de Lima


A vida é repleta de opções, fazemos na sua imensa maioria sem perceber, quer seja por nos faltar discernimento, ou por vontade “imprópria”. Tenho por hábito nos finais de semana aqui em São Paulo, andar pelo centro da cidade, procurando aqueles irmãos que vivem em situações menos favorecidas, ou seja, residem ao relento, sem nenhuma proteção. Em cada 10 (dez) que encontro e que mantenho um dialogo, percebo que somente dois (02) sabem e tem consciência porque realmente deixaram o lar, esses geralmente menores, esclarecem que o fizerem de forma espontânea por serem espancados, molestados e outras atrocidades cometidas , na sua imensa maioria, por seus “Pais” ou representantes legais. Já os demais explicam que o real motivo foi a discórdia em casa, a falta de dialogo, a “incompatibilidade de gênios” , em resumo percebi que o vicio na bebida alcoólica, quando não em substancia entorpecentes, era o grande causador da ruptura familiar.

Diante desses dados comecei a analisar o que poderia ser feito, não só pelo governo, porém, pela sociedade, para amenizar esse quadro assustador. Imaginei se seria possível impedir o comercio de bebidas alcoólicas, entretanto me veio a mente o principio da livre iniciativa comercial , previsão essa constitucional, percebi que não era o caminho. Talvez quem sabe impedir a comercialização de produtos que causem dependência física e psíquica ( entendo que não é somente a droga – aquelas que conhecemos - que age assim) todavia, com relação a bebida alcoólica é impossível, o máximo que se conseguirá é uma advertência anterior a publicidade indicando que aquele produto não é totalmente “confiável”. Não sei até que ponto surtirá efeito.

Não me restando alternativas, lembrei-me da família ou a “célula mater” , onde tudo começa, isto é, o principio, o meio e o fim. Cheguei a conclusão que somente ai, no seio familiar, nada mais, unicamente ela será capaz de alterar esse quadro caótico, essa situação deplorável, esse caminho sem volta. E como podemos utiliza-la a nosso favor? Simples. Comecemos a ensinar aos nossos filhos, que com certeza se bem instruídos transmitirão aos seu filhos – nossos netos – qual a melhor opção: respeito, obediência , retidão, e perseverança. Dificilmente encontraremos uma pessoa bem sucedida – e aqui não me refiro somente a situação financeira, intelectual – que não tenha sido agasalhada por um lar, por uma presença segura e constante de um Pai, de uma Mãe presente, atentos, dispostos a dar tudo que preciso para o sucesso daquele fedelho(s). Isso, por via obliqua, não quer dizer, que um ser sem essas figuras não possa alcançar o “porto seguro” , todavia, torna-sé-á mais difícil, mais enredado, mais obscuro seus objetivos.

Vamos então, cada um , sem preconceito, desnudado de todo tipo de sentimento pré-concebido, com uma visão arraigada na solidariedade, alheio a qualquer tipo de reação adversa, levar a esses irmãos o real sentido de “família” , vamos mostrar-lhes que o que não lhes foi possível ter em casa, é possível ter em coletividade, que do outro lado do muro a esperança existe, a vida é bela, que os sonhos serão alcançados, basta fé, disposição e olhar mais confiante para o alto. Que estamos aptos a recebe-los, a lhes propiciar meios para desenvolver seus potenciais, suas aptidões, que não fecharemos os vidros dos carros nos semáforos da vida, que não aceitaremos “brindes” pendurados nos retrovisores de nossos veículos, pois esses são passageiros, e o que pretendemos dar-lhes é algo definitivo. Vamos , ao fim, possibilitar que sintam o verdadeiro significado de “família” e que no fundo somos partes dessa imensa “família”. Façamos alguma coisa......

Por Luiz Cláudio Brito de Lima

Morre o compositor Maurice Jarre





29/03/2009 - 20h38


PARIS, França, 29 Mar 2009 (AFP) - Maurice Jarre, compositor de trilhas sonoras de filmes que se tornaram míticos e fizeram a história do cinema, como Lawrence da Arábia (1962), "Doutor Jivago" (1965), e Passagem para a Índia, (1984) faleceu na madrugada deste domingo, aos 84 anos de idade, em Los Angeles (Estados Unidos), anunciou à AFP seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando a notícia divulgada pelo site Purepeople.Maurice Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924 em Lyon, na França, e compôs mais de 160 partituras cinematográficas para grandes diretores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir.Famoso pelas trilhas sonoras de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, GRAMMY, ASCAP. Possui uma estrela na calçada da fama em Hollywood Boulevard. Além de suas composições para cinema e teatro ele também compôs ballets, concertos, óperas e cantatas.Maurice Jarre começou a se interessar pela música na adolescência, contra a vontade da família. Estudou percussão, composição musical e harmonia no Conservatório de Paris.Em 1961, foi indicado pelo produtor Sam Spiegel para trabalhar com David Lean no filme Lawrence of Arabia. Inicialmente a música seria composta por três artistas, mas acabou totalmente nas mãos de Jarre. Depoise, passou a colaborar com mais três filmes de David Lean: Doctor Zhivago, Doutor Jivago, Ryan's Daughter, A Filha de Ryan e A Passage to India. Esses filmes também lhe renderam muita popularidade.Gostava de utilizar muita percussão em suas trilhas, chegando a incluir instrumentos étnicos como a cítara em Lawrence of Arabia, e a fujara em A Tin Tambor. Nos anos 80 incluiu arranjos eletrônicos em sua música, e chegou a compor uma trilha totalmente eletrônica para o filme The Year of Living Dangerously (O ano em que vivemos em Perigo).

HABILITAÇÃO, quem se habilita? Por Pachelly J.


A coisa é feia! Muitas pessoas saem reprovadas pela provação a que são submetidas! O efeito traumático de quem espera de um dia para o outro, mexe com psicológico do sujeito de forma tal, que chega a comprometer todo o seu aprendizado na auto-escola! Fica aqui o apelo para que os organizadores repensem e criem uma estrutura mais humana da próxima vez!


Fotos: Pachelly J.

Muda o Disco...!! - Esse Blog não é de Religião, galera !

Tenho visto as postagens recentes do Blog do Crato, e falando com toda a sinceridade, parece até que não há outros assuntos nesse grande mundo para tratar, além de Briguinhas Religiosas ,bem como artigos de ataque e defesas ao Presidente Lula. O que está acontecendo, amigos ? Será que não há outros assuntos interessantes no mundo além de tratar de posicionamentos religiosos ? Eu mesmo gosto do assunto, que é assaz interessante, mas chega ao ponto em que até isso enjoa, minha gente! Enjoa e cria inimizades!

Eu não aguento mais ver postagens contra e pró Igreja Católica. Parece até que estamos num Blog Religioso! - Isso traz muita confusão, afasta os amigos, até os amigos mais próximos já estão se chateando com essa ladainha que não acaba mais! Eu mesmo que sou um cara contrário a muitas coisas na Igreja, já estou ficando cheio de Tédio porque não se fala em outra coisa.

E aqui levanto uma proposta aos escritores:

Será Possível passar 1 mês sem se falar de Religião no Blog sem ser preciso parar de postar ?
Será possível passar 1 mês sem falar sobre o Presidente Lula sem parar de postar ?

Até porque existem outros assuntos interessantes, mesmo dentro da política do que ficar defendendo e atacando daqui o Presidente Lula e o Papa, coisas tão distantes da nossa realidade, que poderiam ser tratadas uma vez ou outra, mas todo dia ???? Todo dia você ver ataques e artigos numa forma sistemática de PROSELITISMO religioso ?

Eu acho, como sempre achei, que a vocação do Blog do Crato é de primeiro dar enfoque a assuntos que tenham a ver com o Crato, seja presente, passado ou futuro. Depois vem as outras coisas. Claro, quem nao reside no Crato, poderá escrever sobre outros assuntos, mas de forma BASTANTE variada. Há milhões de temas a serem abordados. Há notícias, há atualidades, acontecimentos, crônicas sobre a vida e o viver, arte e Cultura, literatura, poesia, gente, artigos científicos, comportamento, história, filosofia, etc...

Assunto não falta!
O que tá faltando é Virar o Disco, tentar deixar um pouco esses assuntos enjoados de briguinhas religiosas que só trazem desconforto até para quem gosta do assunto! Essa pelo menos é a minha opinião de leitor também. Sugiro a alguns lêem o belo Artigo escrito escrito pelo Luiz Cláudio Brito de Lima intitulado "Não ter o que falar", que foi postado nessa semana aqui no Blog do Crato. Um texto realmente útil e sincero.

Abraços,

Dihelson Mendonça

DE SÃO PAULO PARA O CARIRI - Arquivista troca cidade grande por Interior

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Aristides de Arruda Camargo resolveu sair de São Paulo em busca de tranquilidade e paz. No município de Farias Brito, ajudou a reconstruir a história desta cidade (Foto: Antônio Vicelmo). O arquivista Aristides de Arruda Camargo, natural de São Paulo, se mudou para Farias Brito e fez história. Farias Brito. “Os homens criam raízes, como as árvores”. Sem essas raízes, que os ligam a terra, à cidade, a casa onde moram, eles se sentem perdidos. Foi o que ocorreu com o arquivista Aristides de Arruda Camargo. Neto de um médico oftalmologista, partícipe da Revolução Constitucionalista de 1932, e de uma imigrante alemã e filho de um médico ortopedista e uma escritora e botânica, Aristides tinha tudo para viver no conforto e na bonança da capital paulista. Trabalhou na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, fez parte da equipe que investigou a vida dos presos políticos, na época da anistia, entre os quais, Júlio Prestes. Comprou um apartamento em São Paulo, viveu intensamente todas as emoções de uma cidade grande, como integrante de uma família de classe média.

Mas São Paulo, segundo sua definição, tornou-se uma senhora com 450 anos de idade que, ao tentar abraçar seus filhos termina sufocando-os. Os paulistanos não conhecem seus vizinhos e não sabem quem plantou a árvore que cresce na rua, em frente, ou quem a arrancou. Correm, lutam pela vida, têm bronquite. Enquanto acende um cigarro forte, feito à mão, Aristides reclama da poluição, da falta de saneamento, do barulho infernal, do espaço reduzido para suas crianças, das ruas cheias de valas, de larvas. “As cidades grandes foram desumanizadas. As pessoas estão sempre de passagem, não conhecem seus vizinhos, espremem-se em apartamentos, têm suas vidas controladas pelo síndico”, critica o arquivista. Amores e desamores nasceram e morreram em meio à avalanche de aventuras e desilusões. A síndrome da cidade grande levou Aristides à depressão, a estafa, cansaço mental e, consequentemente, ao consumo de medicamentos controlados. Um psicólogo primo dele recomendou a suspensão de todos os remédios e prescreveu a música como meio de Aristides se encontrar consigo mesmo.

Caminho inverso

Ouvindo músicas, o arquivista descobriu que o seu sentido de vida estava numa pequena cidade do interior. Tomou a decisão de procurar uma cidadezinha do interior de São Paulo, “nem que fosse para criar galinha”, recorda. Na crise existencial encontrou a amiga Irailce Alcântara, natural de Farias Brito, que lhe disse em tom de brincadeira: “Vá para a minha cidade”. Algum tempo depois, ele pediu que o pai da amiga escolhesse uma pequena residência e, em seguida, enviou o dinheiro necessário para quitar o modesto imóvel. Em 1991, tomou o caminho inverso dos nordestinos, que deixam seu torrão natal em busca da cidade grande. Chegou à Farias Brito e, como quem nada queria, começou a consertar a casa situada na então Rua do Açude, uma rua íngreme de onde se avista o leito do Rio Cariús e a Serra do Quincuncá. Na bagagem, havia apenas lembranças dos parentes, um punhado de roupas e alguns documentos pessoais. Sua maior riqueza era a sistematização do trabalho cotidiano, o apego aos bens culturais e o desejo de servir a todos. Sua primeira missão na cidade começaria em um cantinho do prédio onde funcionara o Mercado da Carne e consistia na salvaguarda da desordenada documentação da Prefeitura Municipal. Com destaque para as correspondências oficiais, os projetos de lei, os artigos impressos etc.

Emprego concursado

No início de 1993, aquele paulistano magro, alheio às vaidades e ares estranhos, seria aprovado em concurso público, promovido pela Prefeitura de Farias Brito, com certificados além do necessário. Para ganhar a confiança das pessoas e das autoridades do lugar, o técnico em arquivo dispôs-se a arrumar o acervo municipal em troca de um pequeno valor. Quando alguém menciona o nome Aristides, lembra-se o “louco” trocando os antigos livros de atas da Câmara Municipal, em posse de alguns bodegueiros locais, por livros novos comprados com recursos dele mesmo.

Espírito andarilho

Lembra-se, também, o “doido” percorrendo a rua principal com um carrinho de mão cheio de documentos municipais recolhidos à margem do Rio Cariús. Espírito andarilho e bom de bate-papo, pouco a pouco, ele se transformou em um depositário de informações, em uma referência para outros ousados sonhadores. O comportamento estranho daquele forasteiro chamou a atenção dos moradores. Para Aristides, entretanto, a sua coleção de papéis era uma relíquia, um verdadeiro tesouro particular. E assim o lixo foi se transformando em pequeno museu que conta a história da cidade e de sua gente.

CONTRIBUIÇÃO
Aristides se tornou a enciclopédia da cidade

Farias Brito. Hoje, com 56 anos, o arquivista Aristides de Arruda Camargo é a enciclopédia da cidade. Sabe tudo sobre Farias Brito e o Cariri, a começar pela mudança do nome da cidade que antes era conhecida como Quixará. Como existia muitas cidades no Ceará iniciada com o mesmo prefixo, Quixadá, Quixeramobim e Quixilô, o nome foi mudado para Farias Brito, numa homenagem ao grande filósofo cearense de São Benedito. A mudança do nome está relacionada com a maldição de um antigo vigário da cidade que teria afirmado: “esta vila nunca passará de Quixará”. Entre os documentos colecionados por Aristides, estão inventários, ordens de pistolagens e contribuições que o povo de Quixará deu para a construção de um navio na Segunda Guerra Mundial.

Arquivo público

Preocupado com as pilhas de documentos oficiais, o homem de caminhar trôpego e linguagem alvoroçada, depressa organizou o projeto de lei que criou o Arquivo Público da cidade de Farias Brito. Em seguida, o suposto louco assumiu, por mérito próprio, a direção da entidade e se fez necessário aos servidores e aposentados que lhe procuravam. Para o filho de Farias Brito, Elmano Rodrigues, que trabalha na parte editorial da Universidade Federal de Brasília, Aristides deu uma grande contribuição para a história do Cariri. Deu o maior exemplo de dignidade. Elmano afirma que “só um possuído por acesso de loucura, largaria uma confortável vida na principal urbe do sul do País, para resgatar bens culturais de um torrão tão estranho, que mal se sabe ao que o levou a tantos desafios”.

Respeito

Emano ainda faz questão de destacar que “tenho por Aristides um respeito humano profundo e externo o maior sentimento de agradecimento e de gratidão, por ter tornado possível, clarear mentes e abrir horizontes, no meio de tantos desafios impostos”. Ao fazer este comentário, ele conclui: “Farias Brito um dia irá reconhecer esse amor tão profundo, que só aos loucos, é dado o poder soberano de entendê-los”. Outro admirador do trabalho do arquivista é o professor e pesquisador, Eldinho Pereira. “Quem diz que o brasileiro não tem memória é porque não conhece homens como Aristides Neto, uma figura popular que em 17 anos de trabalho intenso, notabilizou-se pela dedicação à memória e à cultura do Cariri a partir da cidade de Farias Brito”, destaca o professor acrescentando que, em qualquer idade ou lugar, sempre tem alguém colecionando algo, dos objetos mais baratos aos mais caros, dos comuns aos mais raros. “Aristides é um desses garimpeiros anônimos da história”, complementa.

Construção da história

Eldinho, que vem acompanhando o trabalho de Aristides há mais de dois anos, afirma que ele junta objetos bibliográficos, afetivos e simbólicos dos habitantes mais conhecidos, como se fosse a sua própria mobília. Noutra cena, ele dispõe seus bens culturais para conhecidos e curiosos em geral. Para Aristides, a documentação da oralidade do povo é fundamental para a construção da história. “Se nós não documentamos a oralidade do povo, estamos jogando fora os rascunhos de nossa vida.” Em meio a elogios, indiferença e convites para trabalhar em outros centros mais adiantados, o colecionador desprovido de qualquer vaidade, vai cantando a música de Zeca Pagodinho que diz: “E deixa a vida me levar. Vida leva eu...”.

Mais informações:
Aristides de Arruda Camargo
Rua 13 de maio, S/N - Farias Brito
(88) 35441.620

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

A Avenida dos Meus Sonhos – por Carlos Eduardo Esmeraldo

O talentoso escritor cratense e meu amigo Roberto Jamacaru escreveu excelente artigo, aqui no Blog do Crato, sobre a Avenida Padre Cicero. Ele está longe de imaginar como suas palavras caíram tão profundamente no meu íntimo e resgataram lembranças adormecidas há mais de meio século. Em primeiro lugar, porque devemos ter orgulho de ser conterrâneo do Padre Cícero. Ele é o filho mais ilustre do Crato, reconhecido internacionalmente. Infelizmente muitos cratenses não nutrem esse sentimento. Mas agora, graças ao nome desse taumaturgo, as duas cidades estão urbanisticamente se unindo num grande e futuro centro de desenvolvimento das regiões que margeiam os dois lados do Araripe.

Essa avenida teve uma importância fundamental na minha vida. É a avenida dos meus sonhos. Explico: fui criado no Sítio São Jose, em terras que pertenciam à nossa família e se estendiam desde o rio Grangeiro, que por lá tinha outra denominação e iam até a divisa do Crato/Juazeiro com o município de Barbalha. A estrada da qual Roberto se refere e que o Padre Cicero deve ter percorrido em abril de 1872, não foi exatamente esta extraordinária avenida que conhecemos hoje. Ela tinha outro percurso e, em alguns pontos ficava distante até um quilômetro da atual avenida. A partir do viaduto do Rio do Saco, em demanda do Juazeiro, a estrada derivava à esquerda, serpenteando a via férrea. Passava pelo São José, onde ficavam as casas do meu pai, de muitos tios, primos e tantos amigos, até o antigo matadouro do Juazeiro. Havia ônibus na porta de casa, aliás, as “Sopas do Anselmo”, aproveitadas da carroceria de velhos caminhões, daí o nome. Anos depois, vi e andei em Salvador em lotações dos anos de 1960, que lembravam as nossas “sopas”.

Por volta de 1952, creio, iniciou-se a construção da nova estrada. Acho que eu deveria ter uns seis anos de idade e, um dia fui ver a obra da Estrada Nova, como a chamávamos, com o meu inseparável amigo Vicente. Menino extraordinário, Vicente tinha um olho cego, mas pouco me incomodava com isto. Ele era neto de uma senhora que trabalhava na nossa casa, alguns anos mais velho do que eu. Sei bem da confiança que minha mãe depositava nele. Ela estava certíssima. Nunca ouvi dele uma anedota de mau gosto ou qualquer palavrão. Era um alegre contador de histórias, declamava e às vezes até cantava versos de cordel que costumava ouvir dos emboladores nas feiras do Crato e Juazeiro. Há anos que não o vejo, mas sei que ainda reside no São José e é um dos homens de bem que existe no Crato.

Na estrada em construção, eu e Vicente ficamos algumas horas sentados na ribanceira de um corte, para mim altíssimo, observando lá de cima todo o movimento das máquinas operando. De repente, uma camionete novíssima e muito bonita parou na nossa frente. Vi descer um homem de óculos escuro, roupa bonita, botas longas e um comprido rolo de papel nas mãos. Foi arrodeado de trabalhadores e dava ordens a todos. O Vicente me disse: “Aquele ali é o doutor engenheiro.” E de repente eu lhe confidenciei com muita convicção uma idéia que nasceu naquele momento: “Quando crescer, eu quero ser engenheiro.” Hoje quando passo no local, onde fica o antigo Parque Grill, procuro aquele corte com a barreira que não é tão profunda como me parecia, por aquele menino que um dia sonhou alto e agradeço a Deus pelo sonho realizado. Obrigado, Senhor! Aquela criança sonhadora ainda continua vivendo dentro de mim.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Ônibus Espacial Discovery retorna à Terra


O ônibus espacial "Discovery", com sete astronautas a bordo, aterrissou hoje numa pista do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, pondo fim a uma missão de 13 dias. A aterrissagem, às 16h14 (de Brasília), aconteceu uma hora e meia depois do previsto inicialmente, já que a presença de ventos e de nuvens atrasaram o retorno da nave. Um dos objetivos da missão à Estação Espacial Internacional (ISS) foi a instalação de novos painéis solares na plataforma.

Fonte: UOL - Universo OnLine

Exposição sobre o Padre Cícero prossegue até hoje no Cariri Shopping


O sucesso na visitação e o atendimento ao apelo em deixar por mais um fim de semana, motivou a direção do Cariri Shopping Center a estender a exposição sobre o Padre Cícero Romão Batista até a noite do próximo domingo (29). Estimativas apontadas pela central de vendas apontam que até lá cerca de 60 mil pessoas deverão ter visitado a iniciativa que faz parte do Projeto Nossa Cultura. Ela conta com o apoio da Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Turismo e Romarias. A exposição foi aberta no dia 18 de março, na Praça de Eventos, e deveria ser encerrada nesta sexta-feira, mas a grande visitação determinou a prorrogação, segundo a direção de marketing do Shopping. Ao todo, serão 12 dias reunindo fotos, painéis e objetos particulares que pertenceram ao Padre Cícero e recebeu o tema: "Padre Cícero e Romarias". Além disso, as apresentações culturais tomaram conta do ambiente todas as noites. Segundo o titular da Setur, José Carlos dos Santos, são grupos de dança, orquestra de rabeca, cantores de benditos, reisados, manero pau e exibições teatrais. Ele esteve presente à solenidade de instalação oficial em companhia do prefeito em exercício, José Roberto Celestino, e da Secretária de Cultura, Glória Tavares. Durante esse período, o shopping está colhendo depoimentos dos visitantes os quais farão parte do acervo da central de vendas.

O evento se inseriu na XXVII Semana Padre Cícero, que foi encerrada no último dia 24 de março, após sete dias de atividades intensas. O primeiro ato foi a instalação da ExpoCícero no hall do Memorial, culminando com um show do cantor Zé Vicente na Praça do Socorro. Houve ainda apresentações artísticas, Feira de Artesanato, palestras, abertura da biblioteca de Padre Cícero, celebrações de Missas, seresta, corrida e a tradicional Procissão das Flores.

Fonte: Beto Fernandes - Blog do Juazeiro

Notícias da URCA - Universidade Regional do Cariri

URCA recebe mais de R$ 186 mil em livros didáticos para Projeto de Capacitação de Recursos Humanos

A Universidade Regional do Cariri (URCA), recebeu, na tarde de ontem, uma remessa de exemplares de livros didáticos no valor de R$ 186.662, 86. O material foi adquirido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (SECITECE) e será destinado aos alunos do Projeto de Capacitação de Recursos Humanos para melhoria do Ensino Fundamental e Médio, financiado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). Os títulos foram sugeridos pelo Coordenador Geral do Projeto na URCA, Professor Manuel Pina, pelos coordenadores Pedagógicos das turmas dos cursos de Letras, Ciências Biológicas e Matemática ofertados pelo projeto e por professores do Departamento de Educação. Os coordenadores procederam à consulta junto aos professores dos respectivos Departamentos e formularam a listagem. Na próxima semana será iniciado o tombamento dos livros e a Diretora da Biblioteca da URCA, Idamélia Cortez e a Bibliotecária, Ana Paula, vão se reunir com o Chefe de Patrimônio, Expedito Edílcio e o Professor Manuel Pina, para elaborarem a estratégia de acessibilidade dos livros pelos alunos. Inicialmente, os exemplares serão utilizados pelos discentes do projeto e retornarão à Biblioteca Central da URCA à medida em que as turmas forem concluindo os cursos. Serão beneficiados com os livros, alunos do Projeto em 13 municípios da região do Cariri.

Aprovado pelo Governo componente de Educação Ambiental para o Projeto Geopark Araripe

O Projeto Geopark Araripe terá mais um dos importantes componentes de seu desenvolvimento implementados. O Governo do Estado, por meio do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (CONPAM), estará, em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, Secretaria das Cidades e Universidade Regional do Cariri (URCA), inserindo o componente de Educação Ambiental. Dentro do arranjo institucional do projeto, o CONPAM deverá formar 300 educadores ambientais e 210 gestores ambientais e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (SEMACE) as populações difusas no entorno dos geotopes. Para o desempenho dessas atividades será elaborado um material didático de educação ambiental com discussão ampla da legislação ambiental e a gestão ambiental, principalmente nos seis municípios que compõe o Geopark Araripe. O material também deverá ser inserido no conteúdo específico do Geopark, contemplando todos os seus aspectos, incluindo geológicos e arqueológicos. O processo licitatório das cartilhas será iniciado em breve, já que passou pela aprovação do Governador.

URCA realiza solenidade pela passagem dos seus 22 anos

Na próxima terça-feira, dia 31 de março, será realizado no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir das 19 horas, solenidade de comemoração dos 22 anos da Universidade. O evento contará com a presença do Reitor, Professor Plácido Cidade Nuvens, e da Vice-Reitora, Professora Otonite Cortez, que convidam o corpo técnico-administrativo da Instituição, Professores, alunos e servidores a se fazerem presentes nesta importante solenidade comemorativa. Na ocasião, serão apresentados resultados e avaliação dos projetos desenvolvidos pela atual administração da URCA.

Abertas inscrições para o Curso de Pós-Graduação em História e Sociologia

Estão abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em História e Sociologia, da Universidade Regional do Cariri (URCA). Maiores informações, ligar para o telefone: (88) 3102.1212, ramal 2607, nos horários das 8 horas às 12 horas e das 14 horas às 18 horas, de segunda à sexta-feira.

Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br Elizangela Santos (88) 9915.3450
Crato, 27 de março de 2009.


Utilidade Pública - Reclamação - Teresa Abath

"QUERO PROTESTAR CONTRA A CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE JERICOACOARA ENQUANTO O AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE SERVE A UM NÚMERO SUPERIOR E ENCONTRA-SE NUMA SITUAÇÃO DE PENÚRIA, PISTA PERIGOSA E OUTROS PROBLEMAS. ONDE ESTÃO OS GESTORES E POLÍTICOS DA TERRA? PRECISO DE UMA EXPLICAÇÃO... "


Teresa Abath

Técnica em Assuntos Educacionais
Assistente CIBEC
Relações Públicas da ASSINEP
Titular do PVS no INEP
Membro do Comitê de Gestão do INEP
Suplente Fórum dos Servidores INEP
Delegada Sindical/INEP
Pró-Carreira
21049056
abath@inep.gov.br
abath12@yahoo.com.br

Nota do Blog do crato:

Pedimos sempre às pessoas que nos enviam textos para publicação, que possam escrever em letras minúsculas. Escrever em letras maiúsculas ( caixa alta ) todo o texto significa que a pessoa está gritando.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Conversa de Domingo - Por: Claude Bloc


Domingo geralmente é um dia apático para mim. Creio que por ser véspera da segunda-feira e coisa e tal... Ou é porque nossa alma se predispõe a sofrer por antecipação nessas vésperas, projetando as agruras da semana, o corre-corre e tal e coisa...

Como não saio quase nada, às vezes arrisco, no sábado, uma praia, um caranguejo... e vou de CocaCola mesmo, visto que nunca consegui assimilar e associar o sabor amargo da cerveja a algo prazeroso ou ingerível (neologismo?)...

Então, no domingo prefiro a calma e a curtição dos netinhos, meu verdadeiro alento. No domingo, também me valho de pessoas amigas como Socorro, Tereza Duarte, Edilma, Iza, (dentre outras), para trocar idéias etc. e tal...e a conversa gira, bate, volta e acaba por esbarrar na “incomunicabilidade” das pessoas hodiernas, ensimesmadas e ausentes... Da indiferença de alguns em relação ao que se passa bem ali do seu lado. De como as amizades hoje são banalizadas por umas tantas pessoas... enfim, assuntos que acabam por se fazer presentes no cotidiano, tanto nos nossos “quinhões”, quanto na virtualidade dos blogs e MSNs da vida.

Mas a conversa segue. O Domingo é propício.

Ora, Zé do Vale encerrou seu papo até segunda feira, pois sua conversa é de sábado. José Nilton Mariano, provocando argumentações e debate, nos remete à reflexão... José Flavio se espanta com os tempos atuais. Dihelson publica as fotos da garota Blog do Crato. Pachelly aplaude a arte das fotos nos bastidores... A matemática do Dr. Valdetário nos dá um branco nos miolos e um nó no juízo... E o pior de tudo: Socorro Moreira, está caladinha e isto eu já conheço e sei de cor o que significa... Coisas de sábado ou de domingo?

O domingo também pode nos conduzir à fuga do desatino, ao esvaziamento proposital de nossas dores para uma contrapartida de novas perspectivas. Podemos pensar em quem amamos. Podemos imaginar que lhes conhecemos as verdadeiras cores, mas também que há pessoas que se revelam possuidoras de cores que provocam o afastamento, a desilusão, o completo desencanto. Sendo eu uma pessoa que, no mais íntimo do meu ser, gosta de acreditar que o amor existe, há dias em que este “roubo” de encanto estanca no domingo ...

E nesta conversa de dominical, às vezes, me vem uma sensação de vida vivida em vão, a perseguir objetivos que deixaram de fazer sentido e no que neles fiz por acreditar durante tantos anos. Nos demais dias, os castelos de areia se desfazem, as bolas de sabão rebentam antes de chegarem ao céu... Mas isto a gente apaga no domingo. A realidade é muito mais pungente. A vida também.

No domingo sinto mais saudade de tudo o que gosto. O Crato mergulha em mim. Eu mergulho no Crato. Com gosto de buriti...

Mas, o tempo corre. Chega a hora! Pasárgada seria meu outro lar emprestado, em Sobral?.

Mais uma semana se vai. Também se vai mais um domingo. Não, nossos Blogs ainda não estão insípidos nem insossos. Tem gente nova entrando no contexto, e muita gente que não deixa a peteca cair. Os autores estão lá destilando pensamentos. Provendo de novidades as páginas que se alongam até o infinito... Não nos percamos nesse caminho. Não percamos o encanto. Não desviemos nossa nau mesmo se “these days, the stars seem out of reach.”

Porque hoje é domingo!


Por Claude Bloc

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