xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 28/03/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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28 março 2009

É Só O Que Quero - Por : Luiz Cláudio Brito de Lima


Acordei disposto a mirar meu canhão, devidamente municiado e estrategicamente apontado para o além, quem sabe por uma felicidade do destino alcance um alvo semovente, ou estático ou quem sabe invisível. È provável, e necessário, que seja inofensivo, incapaz de esboçar reação, torna-sé-a mais fácil a tarefa, o abate. A indolência é requisito necessário para abastecer o instrumento à causar danos a outro(s), tanto materiais quanto psicológicos, morais. É uma dor que dói. Caso não obtenha êxito na mira, por provável falta de aferição, o alçapão, como segunda opção estará posto, às escondidas, aguardando a queda fatal, amortecida pelas sombras do inimaginável, recepcionado pelo rigor de um coração descompassado.

Quero crer que esse sentimento é resultado de uma noite pessimamente dormida, atribuída , com certeza, àquela “azeitona” da empada, pois a própria empada jamais causaria esse transtorno, outro dia mesmo comi várias, e não continha a maldita “azeitona”, porém a da noite passada tinha, ela estava lá, tenho certeza, eu a vi. Já sei, fácil resolver o dilema: se o problema, apesar de não ter certeza, foi a “azeitona” irei apontar minha fúria em sua direção, não terei piedade serei severo e eficiente. A dúvida é um dos piores sentimentos que acompanha o ser humano, segundo o nosso dicionário dúvida seria, entre outras coisas, hesitação, vacilação, desconfiar, ora, nenhum desses adjetivos me assegura a clareza necessária para estabelecer a responsabilidade da “azeitona”, será correto atacá-la? Não sei, penso que sim, caso se confirme sua inocência, não tem problema, o tempo se encarregará de consertar os prejuízos causados, as dores, serão curadas, o remédio será o interregno entre a fatalidade “provocada” e o esquecimento que nunca virá.


A circunspeção nesse momento falou mais alto, tal qual uma criança que acorda no meio da madrugada e percebendo a escuridão implora pela presença do Pai, refleti que a causadora desse ímpeto de valentia que ora me atormenta, poderia ser não da “azeitona” , e sim da empada, apesar de, mais uma vez nunca ter tido qualquer problema com esse ultimo, todavia, sempre tem a primeira vez, e essa com certeza poderia ser a primeira vez. Decidi-me, ajustei meu canhão, estabeleci a meta, mirei o alvo, estava pronto para destruí-la, não a empada, eu quero a “azeitona”, essa é a grande causadora desse sentimento, aquela outra jamais faria isso, preparei para acionar o botão e de uma só tacada, exterminaria a “azeitona”. Nesse instante o telefone toca, atendo e do outro lado uma pessoa com uma voz um tanto quanto angustiada, falando totalmente arrítmico tenta me dizer a todo custo alguma coisa, peço-lhe que tenha calma e fale compassadamente, esse se controla, retoma a situação e me diz: Senhor, aquele refrigerante que lhe enviei ontem, juntamente com as empadas, estava estragado, por favor, peço que não o consuma. Após ouvir a preciosa informação, uma paz invadiu minha alma, a serenidade se fez presente, a quietação tomou morada, a lucidez me foi apresentada. Permaneci inerte por alguns minutos, entretanto, como que no passe de mágica, nova onda execrável de sentimentos se apoderou de mim, olhei para os lados, procurei o meu canhão, reajustei os seus comandos, agora precisava encontrar novo alvo, estava determinado, procurei a direção, apertei o botão e “bummmmm” , visualizei um clarão imenso, muita correria, muito desespero, alcancei o meu objetivo: a “azeitona”.....

Por : Luiz Claudio Brito de Lima.

Avenida Pe. Cícero - Por: Roberto Jamacaru

Quando a 11 de abril de 1872 o jovem Pe. Cícero Romão Batista percorreu a cavalo a estrada que o levaria, em definitivo, da cidade de Crato para o então arraial denominado de Juazeiro, não imaginou o Patriarca que nas mediações dessa extensão, de aproximadamente oito a doze quilômetros de distância, estava predestinada a ser, no futuro, uma importante avenida cujo batizado seria uma justa homenagem ao seu nome.

Jamais imaginou também que, 137 anos depois, portanto em 2009, esse logradouro começasse a se configurar como o centro de maior referência na economia da região do Cariri.
Se antes essa estrada, quase trilha, era percorrida a pé, em carroças ou em lombo de animais, levando em média em torno de três horas para ser completada no seu circuito, hoje, na era dos automóveis computadorizados, esse mesmo percurso leva tão somente poucos minutos para ser concluído em excelentes condições de trânsito.
Guardadas as devidas proporções em termos de potencialidade sócio-econômica, na mente de um visionário a Avenida Pe. Cícero estará para o Cariri assim como a Avenida Paulista está para a capital de São Paulo. Isto porque é lá onde está acontecendo o “Boom” alavancador de quase toda potencialidade econômica da nossa região.
Modernizada com uma infra-estrutura rolamentada de pista dupla, tendo em seu meio um projeto lumínico de incomparável eficiência, nas suas margens vem sendo implantado um conglomerado (Grupos econômico-financeiros constituídos de empresas de atividades diversas), cujas unidades instaladas, em fase de instalação e projetadas para serem instaladas, são ramificações das grandes empresas locais, nacionais e até multinacionais.
Não há como contestar a supremacia que essa via está assumindo! Tanto é que o metro quadrado dos últimos terrenos, ainda não edificados, está cotado entre os mais caros do interior nordestino. É para lá que as indústrias, pesadas e leves, estão se instalando. Tem sido para lá que os comércios, atacadistas e varejistas, estão fincando suas bases matrizes e filiais. Continua cada vez mais sendo para lá que a expansão imobiliária tem horizontalizado e verticalizado seus projetos. Até os poderes públicos estão se rendendo a esse complexo por entenderem que o centro nervoso regional terá seu nicho maior nessa área de vertiginoso crescimento.
A Avenida Pe. Cícero, que no seu avanço rápido desenha ser o corredor de maior poder econômico da região, tem funcionado como um imã para a ala dos empreendedores. Tanto é que os micros, médios e macros projetos da nossa economia estão sendo implantados lá.
Se levarmos em consideração as mais de vinte cidades do eixo caririense, além das circunvizinhas da Paraíba, Piauí e Pernambuco, cujas ações de compra estão convergindo para esse complexo, o que se espera, em curtíssimo prazo, é um beneficiamento pesado, em primeira instância, para cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha e, por tabela, para as demais cidades da região.
Foi através desse caminho que o Pe. Cícero, ainda no século passado, deu seus primeiros passos rumo à nova, abençoada e progressista terra chamada Juazeiro.
Como um real e verdadeiro milagre, suas pegadas, nos idos de 1872, serviram de marco para a edificação daquela que seria a maior artéria do Cariri chamada, meritoriamente, de Avenida Pe. Cícero!
Senhores políticos, empreendedores e consumidores... Abrolhos para a prosperidade galopante dessa ilha de consumo!

Roberto Jamacaru
, 28.03.09


Meio Intelectual, Meio de Esquerda

Bar meio ruim é lindo, bicho !!!
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem). No bar ruim, que ando freqüentando ultimamente, o proletariado atende por Betão - é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. - Ô Betão, traz mais uma pra gente - eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve "petit gâteau" e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de "petit gâteau" do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim fuleiro, autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando "cult", vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns meio velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro; isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em cinqüenta por cento o preço de tudo. (eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta; os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o "petit gâteau" pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, sacou?).
- Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim; de Salinas, quais que tem?
Autor: desconhecido - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Conversa de sábado - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Branco de olhos azuis
Dizer que a atual crise do capitalismo é uma questão étnica (ou racial se preferirem) parece uma “forçação-de-barra”. Um cheiro de preconceito racial. A crise dos louros e olhos azuis deve ter feito muito galego não sair da cama. Como estamos numa “democracia” da poliça, como se diz por aqui quem tem c...tem medo. Eu mesmo se tivesse olhos azuis só usaria óculos escuros, até naquelas noitadas do bem bom a dois. Agora vocês imaginam se, além disso, você é louro, dos olhos azuis e nasceu na Europa ou nos EUA? Deveria cagar de medo desde a fala presidencial.

Hoje fui andar na rua e encontrei Pirrita, um mulato que conserta panela ali na esquina da Jardim Botânico. Dei bom dia e estranhei o ar pachorrento dele, um tanto folgado de personalidade no espaço que o mundo lhe deu. Perguntei o motivo de tanta folga ao que respondeu: pelo menos neste dia nós não fomos os suspeitos de sempre.

Financiamento eleitoral
O Ancelmo Góis falando sobre as doações das empreiteiras para políticos (tanto as “por fora” quanto as “por dentro): há políticos honestos que usam grana só nas campanhas. Mas há políticos ladrões que embolsam parte ou mesmo todo o dinheiro. Entenderam o Ancelmo? Nem eu: então a diferença não é o poder econômico deturpando o processo eleitoral. Por isso que não é freqüente se atribuir ao povo as más escolhas e, no entanto persistir a dúvida, pois as pessoas são compradas pelo poder econômico. Sua consciência é turvada por dois mecanismos no mínimo: a) pela pobreza com necessidades permanentes e b) já que é para empregar o rico, pelo menos eu levo o meu.

Andando na Lagoa uma pessoa esperando um ônibus no ponto: vou me candidatar, empregar todo mundo na campanha financiada e depois viver as delícias do parlamento. Saí andando com a certeza que falar sobre política no sentido grego era um anacronismo imenso no Brasil. Política é uma profissão que se evolui juntando caraminguás e se aliando a poderosos interesses. O jeito foi dar uma corridinha para que o colesterol desta última conclusão não me entupa o cérebro, enquanto este se diluía na paisagem anacrônica da Lagoa (o verde que se perde no concreto).

Os blogs da minha terra deixa a gente....
Os blogs são o que são. Os do Crato, por exemplo, não poderiam deixar de falar em religião. Debater o papa. Falar de excomunhão. Dificilmente poderiam deixar de ter ideologia de esquerda e direita. Claro ter muita saudade. Falar na crise econômica. Levantar as emergências do tempo. Sem dúvida precisam de um pé no governo para sua sustentabilidade. Ter brigas como se na praça. Noticiar as políticas públicas e os eventos de dor, festejo e alegrias. Quanto mais tais feitios se encontrem num verdadeiro painel em formato vertical, mais próximo são os blogs da própria região.

Outro dia troquei e-mails com uma pessoa dos blogs. Olá onde estás escrevendo agora? Não encontrei teus ótimos textos e poesias! Ao que me respondeu: cansei, não tenho saco para aquele ambiente. Estranhei e me fiz entender: mas como? Se o ambiente é diverso, tem tanto debate, há um levantamento contínuo de questões novas? Ele rebateu: é o que imaginas. Tens escrito muito neles nos últimos dias não percebes o quanto minhas razões de ausência estão bem sustentadas. As coisas estão emperradas, rodam sobre o mesmo centro como uma província de amigos. Aí eu parei de rebater o escritor (a). Pensei que exista quem não escreva por ocupação intensa, outros por se dedicar ao próprio blog, mas é certo que outros se cansaram do assunto e dos escritores de lá. Desliguei o computador com a sensação que seria bom, também, dar um tempo. Só um tempo. Afinal domingo é folga e segunda volto.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

ENTREVISTA - O Desenvolvimento Sustentável do Crato - Com Nivaldo Soares, secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato.


Na semana que passou, o Blog do Crato tratou bastante de temas relacionados ao meio ambiente, por ocaisão da semana da árvore. Evidentemente que em se tratando do assunto, o Dr. Nivaldo Soares, secretário de meio ambiente e controle urbando do Crato foi enfocado em diversas matérias veiculadas. Nada mais justo, até porque o seu trabalho frente à essa secretaria é um modelo de trabalho, determinação e seriedade que deveria ser seguido por muita gente nessa cidade. Por esse motivo, o Blog do Crato traz hoje uma entrevista bastante interessante, de cerca de 40 minutos com o Dr. Nivaldo Soares, quando trazemos à baila, temas como "A Vocação do Crato", "Desenvolvimento", "Petróleo na Chapada do Araripe", e sobretudo, o seu engajamento na Grande Campanha planejada pelo Prefeito Samuel Araripe, que trata da despoluição Sonora e Visual do Crato.

Alguns pontos altos da entrevista:

"Há uma confusão muito grande no Crato quando se fala a palavra Desenvolvimento...O desenvolvimento no nosso entendimento, deve ser visto de forma diferente. Não só as indústrias, não só as empresas, acho que esse não é o perfil do município. Acho que é possível fazer um desenvolvimento com qualidade de vida onde os espaços sejam utilizados de forma segura, sustentável. Não é tamanho de empresa, e acho que as pessoas confundem muito isso, que pode trazer desenvolvimento."

"O Crato está recebendo um Centro de Convenções. No início do mês de Abril, o Governador Cid Gomes vem assinar a ordem de serviço para a construção do Centro de Convenções do Crato."

Sobre a Despoluição Sonora e Visual, e retirada de camelôs do Centro da Cidade:

"As praças e as calçadas tem que estar totalmente desobstruídas para que o cidadão possa transitar livremente nesses espaços. Existe no Brasil a chamada Lei da Acessibilidade. São posições equivocadas que muitas vezes algumas pessoas da cidade e até lideranças de alguns segmentos acham que se deve tratar dessa forma como "coitados" ( Os camelôs ) ou como qualquer outra maneira que venha beneficiar comprometendo todo o resto da população. Então é preciso que cada um assuma o seu compromisso, a sua responsabilidade. Cada um exercendo suas atividades no lugar que é Próprio. Nós não podemos admitir que a lei seja rasgada, que a lei seja descumprida. É o primeiro passo que temos a cumprir nesse trabalho é a obediência à legislação que existe no município, no estado e na união."

Entrevista com o Secretário de Meio Ambiente Nivaldo Soares
( A fim de evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, antes de tudo, pare o player da Rádio Chapada do Araripe, na entrada do Blog )

Clique no player logo abaixo:




MATEMATICANDO.COM Dr Valdetário.


Os Três Discos Brancos.

Consta que um professor de Matemática tinha três alunos geniais. O mestre necessitava preparar o melhor um deles para substituí-lo durante dois anos enquanto o professor faria um curso no exterior. Para definir quem seria o substituto o professor chamou os três alunos e contou do seu propósito. Combinou então que lançaria um desafio aos três e aquele que primeiro achasse a resposta ocuparia a vaga. O sonho dos três alunos era exatamente um dia sentar-se na cadeira do mestre. O professor pegou então uma caixa que continha vários discos brancos e vários discos pretos e mostrou aos três alunos, depois, propositadamente, retirou da caixa três discos brancos e colou um nas costa de cada estudante. Em seguida colocou o três alunos numa sala de forma que cada um via os discos dos ouros dois mas não tinha como ver o seu próprio disco. Eles podiam andar livremente pela sala. Nesta sala não havia espelho ou algo que o substituísse. O professor disse-lhes então: “Eu, aleatoriamente, retirei três discos daquela caixa e preguei um em cada um de vocês, vence o desafio quem descobrir a cor do seu disco”. Disse isso e saiu. Um bom tempo depois um dos alunos chamou o professor e disse: “Professor! O meu disco é branco”. Vencendo o desafio. Qual foi o raciocínio desenvolvido por este aluno? Ficarei no aguardo das suas respostas. Um grande abraço.

Por: Valdetário.


OS DALITS - Ou "Intocáveis" - Por: CarmenLucia Andrade Alencar Coelho

OS DALITS

Em tempos de novela com temas específicos, como é o caso da novela das 8 da Rede globo, Caminho das Índias, somos convidados a uma reflexão sobre a situação de outros povos através do conhecimento de sua cultura e estilo de vida. Chama a atenção na trama a condição dos Dalit ou intocáveis como são chamados, pois na Índia — e em outras nações Hindus, como o Nepal — existe um importante sistema de divisão social, chamado Sistema de Castas, que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou “intocáveis” da Índia. Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape. Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse.

Em 1999, vinte e três trabalhadores agrícolas Dalits (incluindo mulheres e crianças) foram assassinados por seguranças particulares de um fazendeiro de alta-casta. O crime deles? Ouvir a um partido político local com considerações que ameaçavam o domínio do fazendeiro sobre Dalits locais como mão de obra barata. Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Um detalhada “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão positiva sobre o Governo Indiano.

Situações vividas pelos Dalits da India::

• A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas;
• Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;
• A cada hora, duas casas de Dalits são queimadas;
• A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;
• A cada hora, dois Dalits são assaltados;
• Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;
• 66% são analfabetos;
• A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;
• A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;
• 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto a nos estão muito abaixo do peso;
• 300 milhões de Dalits vivem em Índia;
• 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;
• A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.

Aproveitemos o momento das novelas, para em meio a trama, procurar alcançar novos conhecimentos, sempre o melhor para todos nós.

Carmen Alencar
Foto: http://newsimg.bbc.co.uk



28-03-2009
Crato registra queda de focos de dengue nos imóveis de 2.075 para 736 domicílios


A Secretaria de Saúde do Crato, por meio do setor de Endemias, está realizando um trabalho intensivo de combate à dengue no município. As visitas domiciliares pelos agentes foram estendidas até os sábados. São 55 agentes atuando seis dias por semana, levando informações e realizando tratamento para o combate dos focos nas residências. Foram confirmados nos três primeiros meses do ano 3 casos de dengue, de 74 notificados. Até o mês de março do ano passado foram confirmados também 3 casos. Segundo o coordenador do setor de Endemias, Marcos Aurélio, os agentes estão realizando coleta de pneus nas borracharias e em terrenos baldios. O primeiro ciclo de visitações dos agentes aos domicílios foi encerrado, com 43.416 imóveis visitados e já foi iniciado o segundo. O índice geral de infestação é de 1,81%. Mas os resultados de todo esse trabalho vêm sendo evidenciado. Ano passado foram encontrados focos do mosquito em 2.075 imóveis, contando de janeiro até o mês de março. Já este ano, no mesmo período, foram constatados focos em 736 domicílios. Conforme o coordenador, isso mostra que a comunidade está colaborando. Marcos Aurélio alerta agora para os meses mais críticos, que são abril e maio, onde é comum aumentar o número de focos do Aedes aegypti. Ele atribui a queda significativa em relação à redução dos focos nos imóveis, graças ao trabalho integrado da Secretaria de Saúde com Agentes Comunitários de Saúde, Agentes de Endemias, a Mobilização Social, com as palestras nas escolas e empresas e um trabalho de conscientização junto às comunidades, além das parcerias com as associações de bairros.

Programa de Aquisição de Alimentos será lançado no mês de abril

A Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria de Agricultura, irá lançar no dia 6 de abril, às 9 horas, o Programa de Aquisição de Alimentos, que faz parte do Programa Fome Zero, do Governo Federal. O lançamento acontecerá no auditório da RFFSA, voltado para os agricultores familiares. O Programa do Governo Federal é uma parceria com administração municipal, no sentido de facilitar a vida do pequeno agricultor. Com ISS, também facilitará o escoamento da produção agrícola, possibilitando a negociação do pequeno produtor diretamente com a Conab para comercializar os seus produtos. Os alimentos serão repassados às escolas, para fazer parte do cardápio da merenda escolar. Cada agricultor poderá negociar até R$ 350,00, chegando a mais de R$ 3 mil por ano. O objetivo do Programa, conforme a assessora da Secretaria de Agricultura, a engenheira agrônoma Ana Lúcia Monteiro de Sousa, é efetivar a compra de toda a produção da agricultura familiar. Segundo a engenheira, todas as associações foram convidadas a participar da solenidade de lançamento do Programa e produtores das diversas localidades da zona rural do município. Com isso, mais renda será gerada para a vida dos pequenos produtores, trazendo desenvolvimento para o setor agrícola no município.

Comerciantes começam a aderir ao projeto Avançando com a Requalificação do Meio Ambiente

Continua em andamento em Crato o projeto Avançando com a Requalificação – Ver, Sentir e Reagir, desenvolvido por meio da Secretaria de Meio Ambiente do município. O projeto vem sendo bem assimilado pelos comerciantes que têm aderido à idéia de melhorar as fachadas das suas lojas, com a retirada de placas de grande porte, algumas delas dificultando também a vida dos pedestres, já que estão afixadas nas calçadas. O projeto tem uma abrangência bem maior, por compreender todo o processo de reordenamento das ruas do município. O trabalho prevê o combate da poluição visual e sonora do Crato. O desenvolvimento do projeto se dá em várias etapas, por meio de um canal aberto de diálogo com a população, buscando alternativas viáveis para melhoria do espaço urbano do município cratense.


Contatos:

Prefeitura Municipal do Crato
Assessoria de Imprensa
cratoimprensa@gmail.com
Telefone(88): 3521. 9600

Mais Informações:
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

CONGRESSO NO CARIRI - Poder feminino nas Câmaras - Reportagem: Antonio Vicelmo


CONGRESSO NO CARIRI

Vereadoras dos três Cariris - cearense, pernambucano e paraibano -, participaram do Congresso (Foto: Antônio Vicelmo). Mulheres detentoras de cargos públicos estiveram reunidas para fortalecer a categoria e elaborar políticas sociais. Crato. Embora mais da metade da população brasileira seja constituída por mulheres, as políticas públicas destinadas a esse segmento da população, especialmente as de âmbito local, quando existentes, não garantem o atendimento das demandas e necessidades específicas das mulheres e, de longe, são capazes de promover sua participação cidadã na vida pública. Este foi um dos assuntos discutidos no I Congresso de Vereadoras do Cariri, que reuniu representantes dos Legislativos municipais da região do Cariri cearense, pernambucano e também paraibano. O congresso representa a oficialização de mais uma conquista pelo público feminino, principalmente nos cargos do poder público. Durante o encontro, realizado no Hotel Encosta da Serra, na cidade do Crato, foi abordada também a pouca participação feminina nas Câmaras Municipais. De acordo com os resultados das eleições realizadas no último pleito, em 2008, as mulheres ocupam apenas 12,51% das cadeiras das Câmaras Municipais em todo o País, embora representem 51,76% de todo o eleitorado. A preocupação com essa questão fez nascer a iniciativa de realização do I Congresso de Vereadoras do Cariri. “As mulheres ocuparam as Câmaras Municipais. No entanto, a força do feminismo, que é o que ela tem de mais importante, ainda não chegou ao Poder Legislativo”, disse o coordenador do encontro Joelmir Pinho, acrescentando que muitas mulheres tiveram que assumir posições machistas para conquistar o seu espaço, seja na Câmara ou como prefeitas. O evento reuniu cerca de 30 mulheres detentoras de mandatos eletivos nos Legislativos municipais da região, além de outras pessoas interessadas na temática, independente de gênero ou de qualquer condição política. Um dos objetivos do encontro, segundo o Instituto Focus, promotor do evento, foi trazer para o centro dos diálogos a preocupação com a construção de políticas públicas locais capazes de contribuir para a reversão do atual quadro de exclusão econômica, social e política que caracteriza as relações de gênero nas regiões delimitadas pelos “três Cariris”, agravado pela violência contra as mulheres, práticas ainda comuns numa sociedade profundamente marcada pela cultura predominantemente machista. O presidente da União dos Vereadores do Ceará, Deuzinho Filho, anunciou que o I Congresso de Vereadoras do Ceará será realizado no Crato, alegando que partiu dessa mesma cidade, o grito de independência do Brasil, liderado por Bárbara de Alencar. Ele também lamentou a discriminação que ainda existe contra a mulher, agravada, segundo afirmou, pela degradante política patriarcal que sempre dominou a sociedade. Lamentou que em algumas Câmara Municipais do Estado não existe, sequer, banheiros femininos. Durante a solenidade de abertura, a primeira mulher vereadora do Nordeste foi homenageada. É a cratense Rosa Pinheiro Esmeraldo, “dona Rosinha”, que foi nomeada vereadora para a legislatura 1926 a 1930, quando a mulher não tinha o direito de ser votada.

O Congresso teve como tema central “O Papel Feminino no Legislativo” e sua metodologia priorizou a troca de experiências e conhecimentos das participantes e a instrumentalização das mesmas para uma atuação parlamentar mais qualificada, cuidadosa, inclusiva e também comprometida com a eqüidade de gênero. A palestra de abertura foi feita pelo escritor, ambientalista e especialista em Medicina Tradicional Chinesa, Jairo Façanha. O segunda dia do evento foi dedicado às questões mais técnicas, tais como orçamento público municipal e processo legislativo, entremeadas por oficinas de percepção e autoconhecimento.

CONQUISTA

"Este é mais um momento de conquista de espaço. A discriminação é da própria legislação"

Joana Pedrosa
Vereadora do Crato

"Ainda existem preconceitos. O déficit da participação feminina ainda é muito grande"

Selma Oliveira
Vereadora de Moreilândia (PE)

"O congresso é uma forma de pagar parte da divida histórica que a sociedade tem para com as mulheres"

Maria da Glória Macedo
Suplente de senadora

SAIBA MAIS

Lutas

Além da luta das mulheres pelo acesso ao Legislativo, outras questões, por níveis de paridade, começam a se fazer visíveis nos demais poderes constituintes do Estado: o Executivo e o Judiciário. No contexto dessas novas reivindicações de paridade, também se encontram as lutas pelo acesso igual das mulheres a cargos de chefia no âmbito do serviço público.

Vereadoras

De acordo com levantamento do Instituto Focus, os três Cariris, cearense, pernambucano e paraibano, possuem 87 mulheres vereadoras. No triângulo Crajubar, formado por Crato, Juazeiro e Barbalha, apenas sete delas.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Mais informações:

Instituto Focus
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Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste



DIVERSÃO: Festa dos Taurinos - Dia 30 no Crato Tênis Clube - Por: Kaika Luiz


Local: Crato Tênis CLube
Data: 30-03-2009
Horário: A partir de 22h
Entradas: R$ 3,00 ( Antecipado ) e R$ 5,00 ( na portaria )


Por: Kaika Luiz

Mensagem do partido dos Trabalhadores - PT


Vaccareza: Governo está estudando solução para queda de FPM

O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), acompanhado de outros parlamentares da bancada, reuniu-se nesta quinta-feira (26) com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele manifestou ao ministro a preocupação do PT com a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que é repassado aos municípios do País. De acordo com Vaccarezza, o governo já está estudando uma solução para equacionar esta situação.“O ministro disse que o presidente Lula está preocupado com esta questão e que o governo vai apresentar uma alternativa aos municípios. Caiu a arrecadação de todos os municípios, dos estados e da União. Mesmo com essa perda, entretanto, o governo federal vai discutir uma solução para a queda do FPM - que é menor do que o que está sendo divulgado. A queda na maioria dos municípios é de 5% e não de 20%”, explicou Vaccarezza. O líder do PT ressaltou ainda que boa parte da queda na arrecadação não aconteceu no Fundo de Participação dos Municípios mas, sim, no que estava programado para os municípios receberem. “Como todos sabemos houve um incremento de 20% no FPM no ano passado e quando os municípios fizeram os seus projetos orçamentários não incluíram e nem previram a crise financeira internacional. Então, eles colocaram no orçamento deste ano essa expectativa e o que existe é exatamente uma frustração da expectativa de arrecadação, além de uma pequena perda”, disse. Vaccarezza.Mesmo com a queda na arrecadação da União de R$ 48 bilhões, acrescentou o líder do PT, o governo Lula continua mantendo os investimentos. “Entre outros projetos do governo federal, um exemplo é o projeto “Minha Casa, Minha Vida” que terá R$ 34 bilhões. Então, o governo Lula começa a equacionar o problema do déficit habitacional e a gerar desenvolvimento, porque vai gerar um milhão e meio de empregos”, frisou.

Texto enviado por: Amadeu de Freitas
Foto: http://www.camara-mendes.rj.gov.br



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