xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 26/03/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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26 março 2009

Caveiras por coleção - Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Uma serralheria. Estou em férias, dei uma mancada dupla: não calibrei os pneus e caí numa “boca de pilão” do asfalto não reparado de Cid Gomes. Resultado num escuro de meter dedo dentro do olho, sem lanterna e à beira de uma estrada movimentada tive que trocar o pneu. Por isso perdi uma chapinha e o parafuso que sustenta o sobressalente que no caso é sobre o próprio motor do carro. Então estou tendo que usar a serralheria para inventar esta peça que não existe em loja.

Após o serralheiro pensar na solução ele entra no galpão e o acompanho de perto. Nisso ele é interrompido por um sujeito alto e gordo. Uma montanha de carne e gordura, barrigudo, um tanto quanto resfolegante, com a camisa mostrando a barriga, as calças abaixo da linha do equador levando uma estátua na mão. Queria soldá-la.

Uma caveira feita de resina, com dois ossos cruzados e colados como se fosse uma marca pirata. Ele gesticula, fala alto, aponta como quer a solda, anda de um lado para outro no galpão. Neste ínterim vou até meu carro e retornando ao balcão passo por uma moto estacionada. De cara sei que é de propriedade dele: vários decalques de caveiras, uma caveira de metal no pára-lama dianteiro, outra no guidom.

Nisso ele chega ao meu lado, mostra a caveira. Diz-me que tem outra que mandou fazer na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, maior e mais perfeita que aquela. Revela que na casa tem mais de 150 iguais. Numa loja que possui já havia colocado várias, mas esta não é uma boa propaganda para o cliente. Argumentei que esta coleção inusitada poderia ser interessante para o público. Ao estimular que poderia pegar inclusive obras populares, mas ele logo me atalhou dizendo que só compra o que gosta. O critério é pessoal e pronto.

Lá pelas tantas, comenta que a mulher reclamou de tanta estátua espalhada pelos planos da casa. Ele, no bom estilo trator, diz que respondeu mandando-a sair de casa, e enquanto ia soltando a grossura, tocava-me com as pontas do dedo, dizendo, chato dizer uma coisa desta não é e continuava a narrativa. Se quisesse poderia ela sair de casa, aquela merda de casa tinha sido ele quem comprara, tudo ali era o esforço dele. A mulher cedeu e as caveiras se espalham entre ela e ele através dos cômodos.

Finalmente a solda termina, ele se despede dizendo o nome e prometendo que bastaria procurar por tal que o encontraria. Pega a moto com a caveira enfiada na grande pança e vai embora. Volto para o serralheiro e pergunte quem é:

- É o delegado daqui. Pelo menos é quem responde na delegacia.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Drama revive Guerrilha do Araguaia


Uma senhora solitária transita pela saudade, angústia, dor, revolta, temor. Sua filha Helena, líder estudantil e guerrilheira, fora lutar nas selvas do Araguaia contra a ditadura militar que se instaurara no Brasil.
Na companhia de um álbum de fotografias, saboreia lembranças profundas e transita para a realidade que se insinua cruel. Notícias dão conta da morte da filha, mas uma doce insanidade alimenta a esperança de vê-la retornar. Fraca e doente, escreve a última carta para a filha, borrada pelas lágrimas derramadas.
Produção: SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES - Produção Executiva: MÔNICA BATISTA
Apoio: PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO-CE / SECRETARIA DE CULTURA

O Atlas da Fé no Brasil - Por: Dr. José Flávio Vieira

Escritor francês André Malraux profetizou: "O século XXI será religioso ou não será." Acertou quem percebeu ênfase na primeira opção e detecta, hoje, campos polireligiosos nos quatro cantos do mundo. Em alguns casos, como no Oriente Médio, esses campos viram arenas de disputas políticas a pretexto da defesa da fé. Em pé de guerra ou de forma pacífica, a crença religiosa vive a experiência do igualitarismo e da diversidade, uma exigência moderna do Ocidente.
No Brasil, onde confessionários, hóstia sagrada, vestes imponentes, anjos, santos e altares, rituais e símbolos da Igreja Católica sempre se confundiram com a história da religiosidade, a alternância de credo chega a transformar a sociedade. No início do século XX, quase 100% dos brasileiros se diziam seguidores do Vaticano. Cem anos depois, o catolicismo segue como maioria absoluta, mas o maior país católico do mundo entrou mesmo na rota da diversidade religiosa do mundo globalizado.
Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil, assinado pelos professores Cesar Romero Jacob e Dora Rodrigues Hees, da PUC-Rio, e pelos pesquisadores franceses Philipe Waniez e Violette Brustlein, associa pela primeira vez a cartografia à religião para jogar luz sobre a fé brasileira. Reúne 400 mapas, além de tabelas, gráficos e análises dos movimentos que levaram a Igreja Católica a perder em nove anos quase dez pontos porcentuais em seu rebanho: de 83,3% em 1991 para 73,9% em 2000. O Atlas identifica em que territórios e condições
Demográficas e sociais vem ocorrendo a transferência dos fiéis para as correntes evangélicas e para o grupo dos "sem religião", que subiu de 4,7% para 7,4% da população. A debandada se concentra nas periferias dos grandes centros, na zona rural e nas fronteiras agrícolas, áreas com um fenômeno histórico em comum: a atração de migrantes que se tornam vítimas do desenraizamento cultural e do abandono do poder público.
"Há mais de dez anos a Igreja discute a diversidade e sabe que perderia fiéis nesse processo, mas não contava com uma diminuição tão acelerada. Durante 90 anos, de 1890 a 1980, perdeu dez pontos porcentuais. Na última década caiu mais de um ponto por ano", compara Jacob. Com base nos dois últimos censos do IBGE, o estudo mostra e analisa as transformações sócio-religiosas em mapas federais, estaduais e metropolitanos. É um instrumento revelador para os estrategistas das religiões que disputam os fiéis - ou, em alguns casos, os eleitores. Em função da mistura inédita de fé e religião na campanha de Anthony Garotinho (PSB-RJ) nas eleições presidenciais, os pesquisadores cruzaram os dados sobre os votos do ex-governador e constataram que os lugares onde a Rede Record - controlada pelo bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus - tem mais retransmissoras coincidem com as maiores concentrações de pentecostais e com os melhores desempenhos do candidato. Ele teve menor votação nos locais onde o Brasil é mais católico.
Religião
Se os pentecostais cresceram de 6% para 10,6% em nove anos, o Atlas mostra que o avanço não se deu de forma homogênea. Na maior parte da região Norte e em grande parte do Centro-Oeste, eles chegam a mais de 16% da população, enquanto a Igreja Católica perde mais de 16 pontos porcentuais. A Igreja se mantém firme na zona rural, porém cada vez mais esvaziada pelo êxodo, bem como nos núcleos das capitais, com melhores indicadores sociais. É no interior do Nordeste que a influência do catolicismo permanece mais viva. Continua forte também na maior parte de Minas Gerais, Santa Catarina, no sul do Paraná e no norte do Rio Grande do Sul.
Os adeptos da tese de que há uma conspiração contra a soberania brasileira na Amazônia encontram um terreno fértil nos mapas, que detectam na região uma influência crescente de religiões que reúnem numerosos adeptos nos Estados Unidos, especialmente os missionários batistas, adventistas e da Assembléia de Deus. As duas primeiras são classificadas como tradicionais, enquanto a Assembléia, a maior das pentecostais, apresentou em áreas do Amazonas, Pará e Amapá um crescimento de mais de dez pontos porcentuais. "Não gosto de teorias conspiratórias, mas não sou ingênuo de achar que elas não existem. A região tem a maior reserva de água doce do mundo", ressalta o pesquisador Jacob. No Nordeste, é visível a entrada dos pentecostais pelo oeste do Maranhão, litoral de Pernambuco e sul da Bahia.
As outras religiões que compõem o mosaico da diversidade estão presentes especialmente nas metrópoles, mas não interferem na batalha estatística entre católicos e evangélicos. Isso pode ser explicado, segundo os autores do trabalho, pela própria falta de interesse dessas religiões em ampliar seus domínios. O islamismo, a religião que mais cresce no mundo, não é significativo no Brasil: tem apenas 27,2 mil seguidores. É uma presença menor do que a do judaísmo (87 mil) e a do budismo (214,8 mil). Os seguidores da umbanda e do candomblé somam 515 mil e curiosamente não estão concentrados na Bahia, mas no Rio, São Paulo e Porto Alegre. Os espíritas lideram o ranking dos menores, com 2,3 milhões concentrados em São Paulo e no Rio.
Com a globalização, maior acesso à informação, à tecnologia e a respostas científicas para antigos mistérios divinos, era de se esperar que o mundo se distanciasse da religião. Mas não é o que acontece. "As pessoas buscam mais o sentido da vida e esse é um caminho natural para a religiosidade", diz Regina Novaes, antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Outro fator explica mais nitidamente o poder de atração das igrejas evangélicas sobre os setores mais carentes da população: a auto-ajuda e a congregação social. "É a chave dos pentecostais", afirma a antropóloga. Para ela, os evangélicos falam da vida real e de soluções para os problemas cotidianos, enquanto o catolicismo remete a salvação para depois da morte. É muito importante, também, o atendimento personalizado. A pregação pentecostal individualiza os fiéis: "Você é o escolhido por Deus."
A operária aposentada Maria Pereira Rodrigues é um retrato evangélico no Brasil, migrante e desenraizado. Ela e o marido, Constantino Rodrigues, ambos de 54 anos, se mudaram há três décadas de Minas Gerais para Guarulhos, periferia da Grande São Paulo, onde trocaram o catolicismo pela Igreja Internacional da Graça. "Eu sofria de uma tosse alérgica que não me deixava dormir e consumia metade do meu ordenado em remédios. Fui a um culto da igreja e uma semana depois já não sentia nada", conta Maria. Na esteira da "cura" ela levou para os cultos o marido, os dois filhos e as noras. O Atlas identifica uma categoria de trabalhadores predominante entre os pentecostais: a empregada doméstica. "O perfil deste grupo é de não-brancos com menor escolaridade e menor renda. Chama a atenção o alto porcentual de mulheres que trabalham como domésticas. Já os empregadores são, em maioria, católicos", explica Jacob.
Vida nova
A identificação da empregada doméstica alagoana Maria das Dores Vieira da Silva com a Assembléia de Deus foi quase imediata. "Antes eu frequentava pagode, bebia e chegava na segunda-feira estragada. Tinha uma vida desregrada, minha alegria era passageira. Na igreja, mudei de vida e hoje tenho felicidade permanente" diz. Maria frequenta um templo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lá ela reza, se diverte e faz uma espécie de terapia. Trabalha em Ipanema, zona sul carioca, na casa da capixaba Martha Barroso, que, reforçando a tese, é católica. As duas, patroa e empregada, são o revestimento pacífico e predominante hoje nas relações entre os grupos religiosos. "Eu adoro ser católica, mas respeito as outras opções. Percebo que a igreja evangélica supre a vida social da Maria", diz Martha.
Por coincidência, Martha e Maria moram no Rio de Janeiro, identificado pelo IBGE como o Estado de maior pluralismo religioso. O comerciante carioca Angelo Roberto de Siqueira Neto é a própria tradução da diversidade. Ele nasceu católico há 58 anos, fez a primeira comunhão e seguiu a tradição até a adolescência, quando se tornou mórmon. Depois, passou a questionar tudo e virou ateu. Na idade madura, se converteu ao espiritismo kardecista, que frequenta até hoje sem abandonar suas investigações filosóficas. Admira o budismo e faz meditação.Durante os meses em que morou na Bahia, conheceu o candomblé e a umbanda. Tudo é equilibrado pelo tai-chi-chuan, uma arte marcial com base espiritualista. "Praticar várias religiões só mostra que tudo leva ao mesmo lugar: a Deus."
Se o avanço dos pentecostais se dá principalmente entre os mais pobres, moradores da periferia e migrantes, o catolicismo se mantém praticamente intacto na outra ponta, os brancos de renda mais alta e maior nível de escolaridade. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, 50 anos, médico e pertencente a uma tradicional família de Pindamonhangaba, interior do Estado, é um expoente do catolicismo. Ele e a mulher, Maria Lúcia, 51 anos, frequentam aos domingos, com os três filhos, uma igreja no Morumbi, onde têm seu apartamento. São devotos de Nossa Senhora Aparecida. Em discursos e palestras, o governador costuma citar frases de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho. Uma de suas preferidas, de Santo Agostinho, diz: "Prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me adulam porque me corrompem."
Como a família Alckmin, a maioria dos católicos é tradicional nos costumes. A experiência religiosa moderna, no entanto, tende a construir novos e flexíveis conceitos. A tese consta da pesquisa Desafios do catolicismo na cidade: pesquisa em regiões metropolitanas, realizada no ano passado pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris). O trabalho, coordenado pela socióloga Sílvia Regina Fernandes, detecta anseios como o da atualização da Igreja Católica. É, por exemplo, o caminho da Renovação Carismática, que atrai muitos jovens. "Há uma tendência moderna em considerar como privadas as questões ligadas à sexualidade", conclui a pesquisa. Ou seja, os católicos querem cada vez mais autonomia em relação a assuntos de foro íntimo, como casamento, métodos contraceptivos e opção sexual, temas que o Vaticano tenta manter sob o controle de suas rígidas tradições.
Na pesquisa do Ceris, grande parte dos católicos é a favor do segundo casamento (62,7%), do sexo antes do casamento (43,6%) e do divórcio (60%). Segundo Sílvia, "eles esperam que a Igreja promova debates e oriente, sem imposições". Da mesma forma, o brasilianista John Burdick, que nasceu em Massachusetts (EUA) e viveu na Baixada Fluminense na década de 80, diz em seu livro Procurando Deus no Brasil que o "modelo da religião única deixou de ser satisfatório". Em seu trabalho antropológico, Burdick flagra os católicos em migração para o pentecostalismo ou a umbanda. Ao fim de tudo, a constatação é de que religião, hoje, é um mercado livre. Do lado bom tem a palavra livre e do ruim, o mercado.

(Fonte Amai-vos)

Não Ter O Que Dizer – Por Luiz Cláudio Brito de Lima


Em outras oportunidades, diga-se de passagem muitas, defendi o direito sagrado a livre manifestação, a possibilidade de expor de forma clara, bem como fundamentada, logicamente identificando o autor das idéias, a linha de pensamento que cada um acredita ser “verdadeira” . Todavia, e aqui peço meus mais sinceros respeitos àqueles que pensam de modo diverso, imagino que tudo na vida há de ser feito com parcimônia e , acima de tudo, respeitando o que o outro entende à respeito de determinado assunto(s). Não faço , nem tampouco dirijo esse singelo texto a ninguém em especial, ou a situação qualquer, até mesmo por não ser do meu feitio proferir comentários anômalos, pois costumo ser objetivo naquilo que falo e escrevo.

Apesar de não escrever ou comentar já há algum tempo nesse excelente meio de comunicação, sempre que posso “visito” esse canal, porém, percebo, com todo respeito, que alguns assuntos insistem em estampar essa revista interativa, temas que a meu vê provocam reações desagradáveis, inflamam valores individuais, alteram comportamentos. É provável que alguns digam que esse tipo de visão nada mais é do que uma forma de impor o silencio, de vedar a livre manifestação, de calar , de impossibilitar o direito sagrado de “pregar”. Engana-se quem pensa assim. O que almejo nessas poucas letras é estabelecer um liame entre o que pensamos, e de que forma os outros receberão essas informações; trazer a baila dados, noticias que contribuam para uma visão mais ampla acerca de determinado tema, é indubitavelmente salutar, todavia tentar impor, imaginar que se conseguirá “enfiar goela abaixo” preceitos, na sua imensa maioria individual, beira , na minha concepção, abuso no direito de manifestação.

O objetivo de um blog – como o que escrevo agora – é possibilitar debates, comungar idéias, discuti-las, etc., entretanto, trazendo assuntos diversos, temas regionais, nacionais e por que não mundial, quando se traz as mesmas matérias, o mesmo chavão, a velha posição baseada em situações, muitas vezes pessoal, cria-se um clima de antipatia, rejeição e apatia. Trava-se a capacidade cerebral de buscar alternativas, ampliar os nossos conhecimentos – os meus, eu confesso, são minúsculos, daí a necessidade de aprender outras coisas – sem olvidar que quando o assunto é o mesmo, o canal perde a capacidade genérica, para sê-lo especial, tal qual uma especialização que fazemos em uma universidade, tratando sobre tema especifico. Penso não ser o caso do blog do Crato, pois esse , mesmo com as dificuldades que sabemos que enfrenta o seu administrador, pessoa competente e que não mede esforço em mate-lo no ar, possibilita “todo” tipo de manifestação, não um só tipo de manifestação, inclusive essa. Porém, como afirmado acima, alguns assuntos fadigam, inapetece, quando não irrita por sua insistência, seu gosto insípido.

Os meios de comunicação, na sua imensa maioria, brinda-nos cotidianamente com tragédias, corrupção, violência, todo tipo de agrurias, “misérias” , fato esse , graças a Deus, nos é poupado aqui, talvez por esse motivo é que a quantidade de pessoas que aqui vem , o fazem por esse motivo, provável que se deliciem com as belas poesias de Claude, Socorro; com os belos “causos” do amigo Carlos Eduardo; com os textos da sempre generosa Magali; com as importantes informações geográficas do professor Ludgero; com as belas mensagens de Mônica; com as informações precisas do Dihelson; com o dia a dia em matozinho; com os cálculos matemáticos do Valdetário; ou com a previsão do tempo ( nem sempre exata).

Por fim, não desejo de forma alguma criticar , nem tampouco julgar quem quer que seja, até mesmo por não ter a menor condição de fazê-lo, almejo com isso acender em cada um a chama da liberdade de expressão aliada ao zelo, e a preocupação que devemos ter com aqueles que irão desfrutar desses belos textos. Sei também que a vida não é uma utopia, que a aspereza caminha lado a lado com a esperança; que a dificuldade enxerga a fartura; que a fé é algo pessoal e intransponível; que a felicidade é um valor próprio e indivisível; que a vida, para muitos, vai além de viver; que a cura ou a recuperação para determinado mal, pode ser encontrado justamente onde não imaginávamos encontrar. Paz e fé a todos.

Por : Luiz Cláudio Brito de Lima.

A MUNICIPALIDADE É INSUFICIENTE PARA AS TRANSORMAÇÕES DO CARIRI - Por José do Vale Pinheiro Feitosa

A velocidade com que percebemos os saltos qualitativos na realidade social, política e cultural é variável e por vezes percebemos mais alguns fenômenos que outro. Me refiro, por exemplo, à velocidade com que o Carri cearense se transforma. Se transforma sem que a consciência política se ponha atenta e sem que as insitutuições locais se transformem para atender aos novos tempos. Parte do chamado esvaziamento político, econômico e cultural do Cariri se deve exatamente a compreender o momento atual.

As cidades, especialmente Crato que sempre foi uma das matrizes da região, ainda vivem como se vivessem núcleos urbanos isolados. Por isso tanto a prefeitura, quanto a câmara dos vereadores, assim como as instituições de saúde, educação, segurança e trânsito, desenvolvimento social e econômico estão ainda insuladas (com algumas tentativas porém muito centradas na administração estadual) para uma realidade que já se encontra numa escala muito maior que apenas um município.

Só para reforçar uma questão crítica. Embora ocorra na vertente pernambucana da chapada do Araripe, o quê ocorre em Araripina com a exploração do gesso é algo que não pode ser de gestão estadual. Aquilo é um problema da bacia sedimentar do araripe e a grande liderança (sem ter consciência alguma disto) é o Cariri cearense. Agora verifique em sua agenda a quantas reuniões ou quantas políticas ou tomada de posições os moradores de Barbalha, Juazeiro e Crato tiveram conhecimento sobre este aspecto.

Em 2008 o cariri já beirava um população de um milhão de habitantes (920.459 habitantes) e quando um território chega neste nível só atrai população. Passa a ser, efetivamente, um centro de decisão sobre a vida de um contigente mais que o dobro da população local. Isso sem contar as repercussões externas de sua cultura, economia e política. Mais ainda: não só há uma concentração regional, como nasce um núcleo metropolitano que já ultrapassa os quatrocentos mil moradores, envolvendo as três cidades principais.

A região precisa tomar uma atitude política quanto a isso. Ultrapassar rapidamente a dinâmica insuficiente da pura municipalidade, regionalizar o debate, conceituar a área de atuação desta discussão, juntar universidades, escolas, lideranças, políticos, agentes culturais, sociais e econômicos para criar um visão de mundo e instituir novas organizações que pensem o conjunto ao invés dos meros núcleos urbanos. Que pensem todo contéudo regional e toda a malha de conexão regional para construir novas instituições.


Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Previsão do Tempo para Hoje, 26 de março, Quinta-Feira

Mais uma do Climatempo: A previsão para hoje é de "Chuva a qualquer hora". Assim, fica fácil, não ?


Fonte: Climatempo

REPORTAGEM: Despoluir Visualmente o Crato começa fazendo o "Dever de Casa", afirma Nivaldo Soares em palestra no CDL

Campanha pela Despoluição Sonora e Visual do Crato JÁ !

Ontem, dia 25 de Março, às 19:30 foi realizada no CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas, uma palestra sobre a despoluição sonora e visual do Crato, proferida pelo secretário do Meio Ambiente e Controle Urbano, Sr. Nivaldo Soares ( foto à esquerda ). A palestra, que já foi apresentada ao grande público no Teatro Municipal Salviano Saraiva pelo prefeito Samuel Araripe, durou cerca de 1 hora e meia, e desta feita, foi direcionada aos comerciantes do Crato, no sentido de promover a conscientização do empresariado sobre inúmeros erros graves encontrados na cidade, e que contribuem sobremaneira para destruir a beleza da nossa cidade. Dentre eles destacou-se:

- Placas enormes, descabidas, irregulares, que bloqueiam dentre outras coisas, a visão da Chapada do Araripe, e tornam o centro da cidade num local absolutamente antiestético.
- Carros de som volante em volume e quantidade totalmente fora dos padrões legais.
- Placas com nomes de ruas aonde o nome do patrocinador é maior que o próprio nome da rua.
- Placas deterioradas com nomes de rua que precisam de substituição imediata.
- Locais da cidade com excesso de placas de sinalização de modo a confundir as pessoas.
- Problema inverso, locais em que não há sinalização alguma.
- Placas de sinalização no meio das calçadas atrapalhando o trânsito de pedestres.
- Orelhões mal-posicionados fazendo com que as pessoas corram riscos de se chocarem com os mesmos, já que a calçada se torna estreita e inadequada.
- Camelôs e verdureiros no Centro da Cidade operando de forma totalmente irregular, alguns que até já possuem bancas dentro do mercado e abrem outra banca no centro do Crato, como ponto de extensão.
- Camelôs nas praças centrais da cidade instalados de forma irregular, alguns bloqueando as calçadas e impedindo o trânsito dos pedestres, que são forçados a trafegar nas ruas se sujeitando ao perigo de serem atropelados.
- Medidores da COELCE na parte externa dos prédios, colocando a população em risco.
- Transporte alternativo caótico no centro da cidade bloqueando o acesso às lojas.
- Mototaxistas em situação irregular, alguns até sem carteira, sem moto e sem condições de segurança ( e alguns até sem educação ) e que bloqueiam as ruas da cidade.

- Falta de rampa para deficientes
- Desníveis de calçadas do Crato, o que faz com que as pessoas possam sofrer tombos.

Através da projeção em DataShow para uma platéia formada basicamente por empresários, com a presença ilustre do arquiteto Waldemar Farias, do Chefe do Demutran, Luiz Joatan de Sousa, além de populares, o secretário Nivaldo Soares apontou erros gravíssimos no Crato, e falou de forma enérgica e categórica que esses erros precisam ser corrigidos ainda nessa administração, e para tanto, terá que contar com o apoio de todos os segmentos da sociedade. Após a palestra, que foi intensamente marcada pelas intervenções dos presentes, que o bombardearam com questionamentos e comentários, Nivaldo Soares deixou a palavra facultada ao público, quando vários empresários se pronunciaram por sua vez. Dentre os presentes, alguns empresários manifestaram seu apoio incondicional ao projeto de despoluição visual do Crato, fazendo a sua parte e dando o bom exemplo aos demais. É o caso dos empresários: Geraldo Pinheiro, presidente do CDL - Loja PIMACOM, do comerciante Aloísio Alves de Matos, do "Mercadinho Matos", da Comerciante Vera Lúcia Brito da loja "Happy Store", dentre outros, que se comprometeram a retirarem imediatamente e por conta própria, as grandes placas das suas lojas, ajudando a despoluir o centro da cidade.

O Presidente do CDL, Geraldo Pinheiro destacou ainda que é preciso atitudes corajosas deste tipo, e muitas medidas poderão ser consideradas impopulares hoje, mas que é necessário que sejam realizadas. Elaborou antes do final da reunião uma pequena lista de tópicos que considerou essenciais e imediatos:

01 - A Criação de uma Zona de Carga e Descarga no Crato. Esse local serviria para evitar o acúmulo de caminhões pesados no centro do Crato, que às vezes ocupam espaços enormes quando do abastecimento das lojas.

02 - A Padronização dos Mototaxistas, que passariam a usar motos de uma única cor, bem como roupas padronizadas, e a placa da moto escrita de modo bem visível também no capacete para facilitar a identificação em caso de infração, bem como um severo controle no cadastramento dos mesmos, e o posicionamento de apenas um ponto de Mototaxi por quarteirão, evitando as brigas e os acúmulos de mototaxistas no centro.

03 - Organizar pontos de paradas dos topiqueiros, desobstruindo as principais vias de acesso do centro.

04 - O Sr. Geraldo Pinheiro também se comprometeu a restaurar a bela fachada do prédio localizado na esquina da Rua Santos Dumont com a Cel. Luis Teixeira, desde que se retirem os camelôs do local, que hoje bloqueiam até a passagem de pedestres.

Ainda na palestra, após algumas pequenas considerações equivocadas que lembravam o tipo "direitos dos coitadinhos" beirando o partidarismo político e a quase defêsa das irregularidades ora apresentadas na palestra, Dr. Nivaldo Soares foi muito firme e verdadeiro em sua resposta:

"A Sociedade não pode ser conivente com práticas ilegais, sob a alegação de se proteger pessoas que de fato, agem de forma errada. É preciso que se entenda que muitas dessas pessoas até tem o centro da cidade como segundo ponto de comércio, e que numa sociedade correta, e que se almeja o bem-estar da população, é preciso que se cumpram as leis, senão pra que existe a lei ? Se não for para cumprir as leis, melhor seria rasgá-las! ..."

"As pessoas precisam entender que cada um deve começar fazendo o "dever de casa". Quem aqui está disposto a arrancar a placa da sua loja amanhã mesmo ? Quantos daqui amanhã estarão dando o seu bom exemplo para que outros o sigam ?"

"É preciso enfatizar que não desejamos prejudicar quem quer que seja, essa seguramente não é nossa intenção, mas uma sociedade só estará livre dos seus erros, quando cada um assumir a sua responsabilidade e cooperar no sentido do bem-estar de todos!"

Cobertura Fotográfica:

Acima: Arquiteto Waldemar Farias - Convidado de Honra

Acima: Presidente do CDL, Geraldo Pinheiro


Acima: Comerciante Aluísio Alves de Matos



Acima: Vereadora Ana Pedrosa

Acima: Chefe do Demutran - Luiz Joatan de Sousa

Nota do Blog do Crato:

Quero aqui parabenizar o Secretário Nivaldo Soares pela forma corajosa e determinação de prosseguir nessa tarefa gerenciada também pelo prefeito Samuel Araripe, e que é muito difícil, mexer no caos de uma cidade, mas que alguém precisava realizar. Ter a coragem de tocar numa ferida com medidas que serão em parte impopulares hoje para a administração Samuel Araripe, mas que por outro lado, serão populares no futuro, e muitos se lembrarão de quem têve a ousadia de ir contra o interesse de muitas pessoas equivocadas e de levantar a bandeira da responsabilidade, do bom-senso e sobretudo, da boa vontade em fazer algo de verdadeiramente útil em prol do Crato, como a despoluição Sonora e Visual, a exemplo das cidades mais civilizadas do Brasil e do Mundo. Nossos filhos e netos certamente agradecerão a todos os empresários que também abraçarem essa causa HOJE. E quero anunciar que o Blog do Crato se comprometeu a dar todo o nosso apoio a essa causa que consideramos nobre, até porque não poderia ser diferente. O que vem para o bem da cidade, conta com nossa simpatia. Estaremos fazendo a cobertura da retirada de todas as placas dos comerciantes, uma a uma, que se propuserem a vir para o lado desta verdadeira "Corrente do Bem", ajudando a despoluir e elevar o nome da nossa cidade para um futuro de responsabilidade social e de dias melhores.

Por: Dihelson Mendonça

Ciro Gomes - 10.000 Votos no Crato - E ZERO de Trabalho pelo Crato ! - Por: George Macário

10.000 VOTOS NO CRATO...
E ZERO DE TRABALHO
PELO CRATO

Na últimas eleições estaduais, em 2006, o candidato Ciro Gomes obteve um resultado impressionante. Fruto de sua liderança e do seu estilo agressivo, conseguiu, "só no gogó", 10 mil sufrágios nas urnas cratenses. Dele podia se esperar pelo menos o mínimo de atenção e empenho aos projetos pleteados pelo município cratense, junto aos Governos Federal e Estadual. Nada se constata de positivo neste sentido, muito pelo contrário. Na praça Siquiera Campo, que é o "paiol de pólvora político"do Crato, não falta quem afirme que Ciro foi um dos que quiseram colocar "areia" na obra de asfaltamento de 96 ruas da cidade, no afã de prejudicar a reeleição de Samuel Araripe. Realmente, não há informações que confirmem uma ínfima colaboração de Ciro Gomes para ajudar a cidade do Crato, que lhe deu, de graça, 10.000 valiosos votos.

Só nos resta uma certeza: Para quem recebeu 600 mil votos no Ceará, 10.000 votos no Crato a mais ou a menos, não faz diferença alguma. Ciro Gomes gosta muito de usar a palavra OTÁRIO, direcionando para aqueles que se deixam enganar com facilidade. Será que este adjetivo cai como uma luva para os cratenses que votaram nele em 2006?

Por: George Macário - Editor do Blog "O Democrato"

Imperativo - Por Claude Bloc

Quando cheguei, a porta já estava aberta. Interrompi o momento. Talvez escrevesse um prefácio ou uma dedicatória para alguém. Presumo. Mas encontrei o mesmo silêncio definitivo. Imperativo. Todos os ruídos eram semelhantes ao silêncio que habitava em mim. Somente quebrado pela fricção entre a caneta e a folha de rascunho.
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Olhei em volta. Nada mudou. A inquietante estranheza era minha. E, no entanto, na desordem aparente que se alojava no quarto, havia sempre um sorriso hospitaleiro e afável nos recantos e nas paredes.
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Escrevi. Mais um pouco. Eu vivia a síntese, escrevia o ensaio. No papel lembranças em desalinho. Quis sorrir. Mas me custava fingir. Não conseguia entender as coisas novas que me cingiam num abraço dolorido.
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Quis esquecer. Brincar o sentimento, brincar corpo a corpo com o espelho. Reflexo refletido. E eu o deixei ali na esperança de não perdê-lo. Não vou mais. Tenho os olhos úmidos como esta manhã de março. Todas as distâncias para povoar a saudade. Mas agora só posso escrever.
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As pessoas têm medo. Medo de amar. Eu tenho medo de esquecer. Por isso, custa-me sonhar aos poucos. Quero descalçar dos pés os sentimentos.. Quero despertar, apalavrando as ondulações cíclicas da manhã. Amanhecer. É... porque mesmo onde não chego vou sempre com um lápis pronto a alvejar o poema.
Quando cheguei, flechei a porta!
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Por Claude Bloc

Artista Cratense Rennan do Vale lança CD em Fortaleza


Hoje às 19:00 no "Desafinado" da Dom Luis, show de lançamento do CD do artista Cratense Rennan do Vale. Rennan é artista cratense, que toca e canta como poucos...

Texto enviado por: Mônica Araripe

Trem do Cariri é visitado por gestores - Por: Antonio Vicelmo

O TREM DE VOLTA...

Os visitantes conheceram o trem por dentro e por fora, fizeram fotos e andaram em um dos vagões no percurso entre as cidades de Crato e Juazeiro (Foto: Antônio Vicelmo).Crato. Comitiva de representantes do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura da cidade de Macaé, tendo a frente o prefeito daquele município, Reverton Mussi Ramos, acompanhado de secretários, esteve na região, conhecendo o projeto de construção do Trem do Cariri, que fará o transporte de passageiros entre Crato e Juazeiro. A equipe, formada por oito pessoas, visitou a Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda, no Parque Bulandeira, em Barbalha, onde conheceu os detalhes do projeto. Em seguida, se deslocou para o bairro Muriti, no Crato, onde estão estacionados os dois vagões construídos pela Bom Sinal, que farão à interligação entre as duas cidades. Os visitantes conheceram o trem por dentro e por fora. Fizeram fotos e andaram em um dos vagões no percurso Crato -Juazeiro. Os maquinistas do Metrofor fizeram demonstração de frenagem e velocidade. A equipe de visitantes saiu entusiasmada com o trem fabricado no Cariri. A idéia, segundo o prefeito Reverton Mussi, é implantar o projeto em sua cidade, Macaé, com recursos de sua administração. Ele explicou que já tem 25 quilômetros de trilhos prontos. Faltam somente os vagões para o projeto.

Conclusão de testes

A empresa Bom Sinal, fabricante dos trens que serão utilizados pelo Metrô do Cariri, concluiu novos testes de velocidade e frenagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), denominado Transporte Rápido Automotriz (Tram) do Metrô do Cariri. O material rodante é composto por duas composições com tração diesel hidráulica mecânica, formadas por dois carros equipados com ar condicionado e capacidade de transporte de 330 passageiros por composição. A velocidade máxima operacional será de 60km/h. A demanda inicial estimada é de 5 mil passageiros/dia com período operacional entre 5h30 e 22h30, com 38 viagens em cada sentido, num total de 76 viagens/dia. Sua implantação encontra-se em andamento com previsão de início de sua fase operacional prevista para o segundo semestre de 2009. Serão implantadas quatro estações, que estão em processo de licitação, bem como as oficinas de manutenção e centro de administração e controle de tráfego. O trecho adotado é o mesmo do antigo ramal ferroviário do Crato utilizado pela Rede Ferroviária Federal S.A. (Rffsa), até o início dos anos 80. Atualmente, o ramal tem sua operação de cargas administrada pela concessionária CFN até o distrito de Muriti, município do Crato.

Indústria do Petróleo

Com uma economia que cresceu 600% nos últimos dez anos e o orçamento anual de quase R$ 1 bilhão, Macaé (RJ) é uma cidade em ebulição. Por conta do desenvolvimento da indústria do petróleo e gás, especialmente a partir da quebra do monopólio estatal do setor, em 1997, a cidade hoje é bem diferente da vila de pescadores dos anos 70. O crescimento da indústria do petróleo provocou o aumento populacional, com a chegada de gente de todo o País e do mundo para trabalhar em Macaé. O metrô de superfície, segundo o prefeito, seria uma das alternativas para o problema de transporte da cidade. De acordo com levantamento feito pela Fundação Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro (Cide), a cidade passou para a terceira colocação entre os 92 municípios do Estado com o melhor índice de Qualidade dos Municípios (IQM), atrás apenas de Niterói e do Rio de Janeiro (Capital). O IQM passou de 0,4789 para 0,6386. Em 1998, Macaé estava na quinta posição, mas tem potencial para melhorar.

Mais informações:

Empresa Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda
Sítio Bulandeira
Zona rural de Barbalha
(88) 3532.0323

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Encontro entre Irmãos Aniceto e Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho é eternizado em DVD

Registro audiovisual do espetáculo será lançado no próximo mês de abril, materializando a essência da fusão entre a manifestação da cultura popular e a música de concerto.

A comunhão harmoniosa de grandes músicos com formação erudita com verdadeiros mestres da cultura popular é um acontecimento grandioso e, como tal, merece entrar para a história. E vai. Será lançado no próximo mês o DVD que registra o encontro entre a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho (Orcec) e a banda cabaçal dos Irmãos Aniceto. O lançamento está marcado para o dia 3 de abril, às 19h, no Theatro José de Alencar. Na ocasião, os grupos voltam a dividir o palco, para deleite dos admiradores da nobre arte musical, seja ela sustentada por cordas de violinos, violas violoncelos e baixos ou por pífanos, caixas, zabumbas e pratos. Conforme ressaltou o diretor artístico da Orcec, maestro Márcio Landi, o concerto foi montado há aproximadamente dez anos. Sempre encantando o público que o assistia, teve seu ápice na abertura do IV Festival de Música da Serra da Ibiapaba, quando o Governador do Estado, Cid Gomes, teve a idéia de fazer o registro audiovisual do espetáculo, capitaneado pela Secretaria da Cultura (Secult). O DVD foi gravado no Theatro José de Alencar, nos dias 29 de fevereiro e 1º e 2 de março de 2008. Dirigido pelo cineasta carioca Sérgio Rezende (“Zuzu Angel” e “Onde Anda Você”), este será o primeiro registro em DVD do citado encontro musical, que reafirma a diversidade cearense e a união das sonoridades popular e erudita. No repertório do concerto, canções como Asa Branca e Mulher Rendeira, além das composições do grupo cabaçal, como Forró do Mestre Antônio, Baião Velho e Forró Pesado. Além da apresentação, o DVD reunirá extras com três documentários da banda cabaçal, da orquestra e um registro do centenário palco cearense, Theatro José de Alencar, que completou cem anos do início de sua construção. Cada vídeo terá a duração de 30 minutos.

Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho

A Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho foi fundada em 22 de dezembro de 1996, e desde então vem se dedicando à formação de platéia para música de concerto, atingindo um trabalho artístico expressivo nestes dez anos de produção. O projeto da orquestra é uma das principais ações do plano de música da Secretaria da Cultura do Ceará, sendo um referencial da música de concerto no Estado, reconhecido como Projeto de Utilidade Pública. O elevado nível técnico de suas apresentações atraiu a parceria da Universidade Estadual do Ceará, o incentivo da Fundação Amigos do Theatro José de Alencar e o apoio cultural da Coelce e da Oi Futuro. O repertório da orquestra abrange obras de todos os períodos (barroco, clássico, romântico), bem como peças de compositores modernos e contemporâneos, mantendo sempre a presença de autores brasileiros em suas apresentações. O grupo, além de realizar uma interação com os músicos locais, permite que estes se apresentem como solistas junto à orquestra, incentivando o desenvolvimento da música instrumental do Estado

Irmãos Aniceto

A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto surgiu no século XIX com o agricultor José Lourenço da Silva, que transmitiu seus conhecimentos musicais para filhos e netos. O grupo, sustentado por instrumentos de sopro e percussão, como pífanos, zabumba, caixa e pratos de metal, compõe inspirado no trabalho da roça e na observação do cotidiano da vida do sertão. Conforme Mestre Raimundo, filho de José Lourenço da Silva, o grupo vem treinando seus herdeiros para montar a banda cabaçal infantil, com meninos de 6 e 7 anos, e assim como aprenderam com o pai, não deixarão a música dos Aniceto desaparecer. Os instrumentos da banda são fabricados por eles mesmos, conforme os segredos que passam de geração para geração.

REPERTÓRIO

Título das obras, autores e arranjadores
1- Asa Branca-(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Arr. Liduino Pitombeira)
2- Mulher Rendeira (Radamés Gnatalli)
3- Marcha de Chegada;
4- Alvorada Cabocla;
5- Forró do Mestre Antonio (Irmãos Anicetos - Arr. Tarcísio Lima):
6- Bendito de São José;
7- Marcha Batida;
8- Choro Esquenta Muié;
9- Baião Velho. (Irmãos Anicetos - Arr. Tarcísio Lima):
10- Forró Pesado(Irmãos Anicetos - Arr. Marco César)
11 - Baião Pescador (Irmãos Anicetos - Arr. Marco César)
12-Macha estradeira
13-Baião trancelim
14-Dança do Maribondo
15-Severino Brabo
16-Briga de Galo
17-Quilariô
18-Macha Saideira

Serviço: Lançamento do DVD da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho e Irmãos Aniceto
Dia 3 de abril, às 19h
Theatro José de Alencar
Entrada franca
Informações: + 55 85 3352.3378

Nota do editor: Parece que descobriram uma forma de misturar água e óleo, afinal...

26-03-2009
Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho solicita Título de Cidadã Cratense à Bárbara de Alencar

A Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho comunica a toda a sociedade que o requereu o Título de Cidadania Cratense à Bárbara Pereira de Alencar “Dona Bárbara” à Câmara Municipal do Crato. Os autores do Projeto são: Alessandra Bandeira, Rosana Xenofonte e George Macário de Brito. O requerimento do Título de Cidadania Cratense, in memorian, à Bárbara Pereira de Alencar, será apresentado no próximo dia 6 de abril e no dia 07. Será concedida a palavra ao Presidente da Fundação Cultural J. De Figueiredo Filho, George Macário. Bárbara de Alencar, a grande heroína da Revolução de 1817, já recebeu as honras do título de cidadã cearense, concedido pela Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, pela lei 13.592 do dia 12 de maio de 2005.

Crato participa do Encontro Estadual

A Secretária de Ação Social do Crato, Liduína Andrade participou do Encontro Estadual de Gestores Municipais da Assistência Social, Segurança Alimentar e do Trabalho, promovido pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social STDS. A proposta do evento - realizado no Ponta Mar Hotel em Fortaleza – foi de abrir mais áreas de ação e estreitar os laços entre Estado, Municípios e União, bem como objetiva apresentar, aos gestores e secretários municipais, os programas e projetos da STDS, integrando-os às políticas públicas do Estado. De segunda-feira 23 até ontem, quarta, 25, gestores, secretários e técnicos da área da ação social participarão de palestras e oficinas sobre execução orçamentária, operacionalização da proteção social básica e especial, e sobre as ações do desenvolvimento do artesanato cearense.

Saúde realiza treinamento em sala de vacina

Iniciado, na tarde de ontem, na Secretaria de Saúde do Crato, por meio do setor de Epidemiologia, treinamento em sala de vacina. A atividade continua nos dias 26 e 27 com Técnicos de Enfermagem da rede municipal. Na última terça-feira, o setor realizou um trabalho de divulgação por toda a cidade a respeito da Tuberculose, levando informações à população sobre o tratamento e prevenção, lembrando o Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose.

Festa Anual das Árvores será encerrada amanhã

Continua sendo realizada a Festa Anual das Árvores em Crato. O evento foi aberto na última segunda-feira, com a participação de diversos representantes de entidades ambientais do município. O plantio de uma Baraúna marcou a abertura do evento. Hoje, dia 26, será realizada, a partir das 8h30, no Lixão do Crato, Arborização de Parte da área do Lixão do Crato em Parceria com a Indústria Ceramista. O trabalho conta com a participação da Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão, contando com a participação de acadêmicos na atividade. O encerramento da programação será às 19 horas deste dia 27, no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA. Também haverá a apresentação da peça teatral “Uma Abordagem Holística Sobre o Meio Ambiente”. A Festa Anual das Árvores é uma ação do Governo do Estado, contando com apoio e realização da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano do Município.

PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO:
Assessoria de Imprensa
Contatos: cratoimprensa@gmail.com
Telefone (88) 3521.7069

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