xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/03/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 março 2009

Adivinhem quem somos ... Por : Socorro Moreira

















Divas do Cinema

Porque é domingo, viajei no cinema antigo... Revi rostos nunca esquecidos, lembrei enredos, guardados na memória. Fui cinéfila desde criança. Aliás, todos da minha geração, assistíamos tudo que chegava de estréia, nos cinemas do Crato. Meu pai, manualmente, fazia os famosos cartazes, em quadro-negro, faixas, cartolina e nanquim.. Pra completar, colecionava Cinelândia, que acabavam folheadas pelas crianças. Todos os filmes que não consegui assistir naquela época, eu os cato, hoje, um por um.

A Flor que não morreu com Audrey Hepburn
O Bebê de Rosemary com Mia Farrow
Até o último alento com Natalie Wood
A Noviça Rebelde com Julie Andrews
Doutor Jivago com Julie Christie
Confidências à meia noite com Doris Day
Um anjo sobre a terra com Romy Schneider
Casablanca com Ingrid Bergman
Melodia Imortal com Kim Novak
Um raio de luz com Marisol
A Malvada com Bette Davis
Gigi com Leslie Caron
Gilda com Rita Haworth
A Felicidade não se compra com Elizabeth Taylor
Os Girassóis da Rússia com Sofia Loren
Um Homem e uma Mulher com Anouk Aimée
Irma la Douce com Shirley MacLaine
A Condessa Descalça com Ava Gardner
Safári na África com Capucine
Trapézio com Gina Lollobrígida
Dívida de Sangue com Jane Fonda ...

Uma mulher nota dez teria na época, os olhos de Liz; o talento de Jeanne Moreau; o pescoço de Audrey Hepburn; o charme de Anouk Aimée, a sensualidade de Brigitte Bardot; a boca de Shirley Maclaine; a voz de Doris Day, a boca de Candice Bergman: o sorriso de Romy Schneider e as pernas de Leslie Caron, ou senão, a beleza perfeita da Ava Gardner !

Todas eram divas, estrelas, e a gente colecionavam fotos, num álbum de figurinhas:
Virna Lisi, Mônica Vitti, Catherine Deneuve, Ingrid, Bergman, Vivien Leigh, Janete Leigh, Rita Haworth, Katherine Hepburn, Melina Mercury, Anne Brancroft, Sandra Dee, Débora Kerr, Silvana Mangano, Marilyn Monroe, Liza Minnelli, Anita Ekberg ,Sarita Montiel , Joan Crawford, Florence Marly, Debbie Reynolds, Marlene Dietrich , Shirley Temple, Florinda Bolkan , Simone Signoret, e muitas outras!

Por: Socorro Moreira

9ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2009 - Resultado da Votação - Por: Cacá Araújo

9ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2009

Promoção e Realização:
Sociedade Cariri das Artes / Cia. Cearense de Teatro Brincante
PONTO DE CULTURA DO CEARÁ (MINC/SECULT-CE)
Apoio:
Secretaria de Cultura do Crato
Prefeitura Municipal

ATA DO RESULTADO DE APURAÇÃO REALIZADA NO DIA 22 DE MARÇO DE 2009

Aos 22 dias do mês de março do ano 2009, sob a Coordenação Geral do prof. Cacá Araújo, Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante / Sociedade Cariri das Artes, realizou-se, no Bar do Evandro – Escritório Central da Malhação do Judas, sito à rua Ratisbona, n.º 375, Crato-CE, a apuração dos votos do Judas 2009. A Comissão Eleitoral do Judas 2009 decidiu por juntar todos os votos e fazer uma contagem geral, apurando todas as urnas juntas, o que daria celeridade ao processo. Declarou-se que 20 seções funcionaram em diversos pontos do município, incluindo escolas, mercearias, mercantis, bares, restaurantes, bancas de artesanato, além de uma urna itinerante. Verificou-se que nenhum candidato foi impugnado pelas justiças eleitoral, celestial, inquisitorial, criminal, sacanal ou cachaçal, permanecendo na disputa, ocorrida no período de 14 a 21 de março corrente: POLÍTICO CORRUPTO: Uma das maiores chagas da vida nacional, tem se perpetuado nas entranhas do poder político e econômico, provocando desvios de recursos públicos, ações contrárias aos interesses da população e conivência com a dominação internacional. Seu lastro de desonestidade o envolve com a manutenção da miséria, a compra de votos e o liga até com as altas rodas do tráfico de drogas, contrabando e pistolagem; PEDOFILINO SAFADUS: A pedofilia é uma prática recorrente em diversos setores da sociedade. Agride a criança e afeta a família. Tem fortes raízes na impunidade e no abuso de poder físico, religioso e ou ideológico; ESTUPRACÊNCIO TARADUS: Constantemente temos notícia de casos de estupro, praticados tanto no seio comunitário e familiar, como a partir da ação doentia e violenta de homens que integram a escória da sociedade. Sua incidência se dá em todas as classes sociais e atinge pessoas de diferentes sexos e idades; VIOLENTÔNIO CANALHA: O mundo vive atormentado pela violência, seja de natureza doméstica nascida nos desajustes familiares, nas desigualdades sociais e na criminalidade, seja de natureza político-econômica com as guerras de conquista capitalista ou movidas pelo fundamentalismo religioso; DROGALICRACK MEDONIUS: As drogas, de um modo geral, têm provocado a destruição de lares e a desgraça de jovens no mundo inteiro. Seu consumo tem crescido na medida em que os valores e as referências culturais e morais vêm se perdendo na onda de consumo, individualismo e degenerescência político-ideológica do regime dominante. Destaque para a maconha, a cocaína e o crack, que está presente em escolas, “sáiberes”, bares e pontas de rua e de estrada, e causa uma dependência avassaladora no usuário. Após a totalização dos sufrágios, contabilizou-se que participaram 9.860 (nove mil, oitocentos e sessenta) eleitores. Concluída a contagem, não havendo nenhum recurso impetrado por quaisquer dos indicados reclamando para si o direito de subir à forca no dia 11 de abril do corrente ano, Sábado de Aleluia, no Largo da RFFSA – Centro Cultural do Araripe, em virtude de haver traído o povo com maior requinte de crueldade, gozando de maior índice de antipatia, o Presidente da Comissão Eleitoral do Judas 2009, Evandro Primo, proclamou o resultado da eleição, que vai consignado na presente ata, na ordem decrescente do número de votos recebidos, ficando autorizada a severa malhação do eleito.


Nada mais havendo a tratar, foi declarada encerrada a apuração, cujo resultado será distribuído a toda a imprensa, seja ela falada, escrita, televisada, internetizada, psicografada, gesticulada ou fuxicada. “E era só”. COMISSÃO ELEITORAL DO JUDAS 2009: PRESIDENTE – Evandro Saraiva Primo; SECRETÁRIO – Chico Morais; OUVIDOR – Francisco José de Assis (Franzé-Neném da Caixa); DELEGADO DA FRONTEIRA CRATO-JUAZEIRO – Edilberton Menezes Joquinha; CHEFE DE SEGURANÇA – Flávio Saraiva Ferreira; MEMBROS DO TRIBUNAL SUPERIOR DA TRAIÇÃO: Gil do Bar, Zé Aderson Siebra, Valdenôr Araújo, Francisco Jorge Carvalho Alves de Souza, Eliane Café, Antonio Vicelmo, George Macário, Lucion Oliveira, Danielle Esmeraldo, Tarso Araújo, Franciolli Luciano, Zé Wellington Gouveia, Orleyna Moura, Luiz Paulo da Araripe (este conselho delibera, quando necessário, sobre o grau e a intensidade da traição, em caso de algum candidato recorrer do resultado da eleição, requerendo a vitória para si, sendo irrefutáveis suas deliberações).

Por: Cacá Araújo

Multas no Interior do Estado - Jornal "O Povo"

A média de autuações no Interior do Estado de motociclistas que estavam sem capacete e de condutores flagrados na Lei de Alcoolemia Zero (Lei Seca) chega a 51 casos por dia. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) que tem intensificado a fiscalização nas cidades. O foco, segundo o superintende do órgão, João Pupo, é diminuir os acidentes no Interior. Desde o início do ano foram 3.758 autuações. Do total, 790 pessoas foram punidas por estarem sem capacete e outras 2.968 infrações são relacionadas ao consumo de álcool e direção. Pupo explica que o órgão implementou desde janeiro a operação denominada “Sem capacete”, para conscientizar os motoristas do Interior da importância do equipamento de segurança. Já foram realizadas oito ações específicas no Interior. Foram ações na região Norte; no Cariri; Serra Grande e na Região Metropolitana de Fortaleza.

Em dois locais o Detran reforçou as operações, indo no Maciço de Baturité e em Itapipoca duas vezes em dois meses e meio. “As infrações registradas nesses locais foram grandes, daí nossa preocupação”, explica o superintendente do Detran, João Pupo. As ações de fiscalização do uso do capacete são realizadas sem aviso e em qualquer dia da semana. “Queremos ter um registro o mais próximo possível da realidade das infrações na região”, completa. Entretanto, o trabalho do Detran acaba ficando prejudicado com a divulgação em rádios, que alertam a população. “Por mais incrível que pareça algumas pessoas divulgam que estamos no município”, diz Pupo. Já as fiscalizações de combate à mistura de álcool e direção é realizada, preferencialmente, em dias da semana e em locais que, sabidamente, sejam de concentração de pessoas, como festas e próximo a bares.

“De pouco adianta realizar uma operação dessas na terça-feira à tarde. Podemos até fazer, mas focamos mais de quinta-feira até domingo, quando o número de festas e outros eventos é maior”, diz. ”Os cearenses precisam imbutir na cabeça que temos uma fiscalização.”, disse ele. Segundo o superintendente do Detran o objetivo é fazer valer o Código Nacional de Trânsito nas cidades do interior do Estado. “Dos 184 municípios, apenas 46 possuem o trânsito municipalizado”, lembra.

De acordo com Pupo, onde existe fiscalização municipal efetiva, o número de acidentes apresenta uma redução significativa. Ele ressalta que a falta de fiscalizações no Interior faz com que os condutores deixem, muitas vezes, de se adequar às regras. Nas oito operações específicas de falta de capacete, 408 pessoas não eram habilitadas e 236 motocicletas não estavam licenciadas.

E MAIS...

>Na fiscalização realizada entre os dias 12 e 15 de março, foram abordados 265 motoristas.

>Multas por municípios: Fortaleza (103), Juazeiro (34), Crato (19), Canindé (13), Iguatu (12), Caucaia (11), Eusébio (10).

FONTE: Detran
Reportagem do Jornal: "O Povo"

CARIRI, EX-COLÔNIA, COM AÇÕES COLONIZADORAS

Por - João Ludgero Sobreira Neto
Geógrafo, especialista em Geopolítica e Direito Ambiental
Cariri compartimentado, maniqueísta, imóvel, Cariri de estátuas: a estátua do coronel, do padre, do bispo que efetuo a conquista, a estátua do governador que autorizou a obra. Cariri, seguro de si, que tritura com seus sedimentos os lombos esfolados pelo chicote e açoite. Eis o Cariri colonial. O aborígene é um ser acuado, o apartheid é apenas uma modalidade da compartimentação do Cariri colonial, Crato x Juazeiro, ou Juazeiro x Barbalha, ou Barbalha x Missão Velha.
A primeira coisa que o colonizado (POVÃO) aprende é a ficar no seu lugar, não ultrapassar os limites estabelecidos pela DONA ELITE. Por isso que os sonhos da periferia colonizada, são sonhos musculares, sonhos de ação, sonhos agressivos, violentos, cheios de revolta. O oprimido sonha dando um salto ao ingressar na URCA ou na UFC, que nada na piscina do Granjeiro, que corre no campo do Serrano, que sobe e desce nos brinquedos do Arajara. Sonha que estoura na gargalhada, que transponha o rio Salgado com uma pernada só, que é perseguido por veículos que não lhe pega nunca. Durante a colonização, o operário cratense, juazeirense, barbalhense, etc, colonizado não cessa de se libertar entre 21:00 h e 06:00 h.
A agressividade sedimentada nos músculos, vai o periférico colonizado manifestá-la primeiramente contra os seus. È o período em que periféricos, favelados, sem teto, de rua, todos irmãos e vítimas da DONA ELITE brigam e se matam, e os policiais, os juízes, os padres, os pastores, irritam-se ante a assombrosa criminalidade periférica, que cedo ou mais tarde descerá aos cantos mais nobres da cidade. Diante da situação de descaso com o cidadão periférico, descaso quanto ser humano, pois a DONA ELITE, não fez e nem faz nada para de fato melhorar as condições de infra-estrutura dos periféricos, muito menos reconhecê-los como seres humanos dignos de respeito. Em face do dispositivo colonial o colonizado se acha num estado de tensão permanente. A esfera armilar da DONA ELITE é um mundo hostil, que rejeita, , mas ao mesmo tempo é um orbe que causa emulação. O periférico sonha em se instalar no centro, no lugar da DONA ELITE. Não para se tornar um colono, mas em substituir o colono. Esse Cariri hostil, pesado, agressivo, pois que destroça com todas as suas asperezas a massa periférica colonizada, representa não o lugar de suplício para as almas dos condenados do qual todos desejariam afastar-se o mais depressa possível mas PARAÍSO ao alcance da mão, protegido por terríveis molossos.
Lutemos todos por um Crato, Juazeiro, Barbalha, Cariri, mais justo e Democrático! Plagiando um pouco Lúcio Barbosa, um Cariri, onde o pedreiro possa admirar o prédio que ele ajudou a fazer, sem ser confundido pela ELITE que mora no prédio, com um vereador ou prefeito corrupto, ou seja um LADRÃO.

Saudações Geográficas!
João Ludgero

Vozes do Além? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A professora Alcina acordara de um sonho muito estranho, verificando se o quarto onde dormia estava com o estrago que vira naquele misto de realidade e fantasia. Não sabia se estava dormindo ou em vigília. Como que de repente, um clarão forte iluminara o quarto e, o chão rebentava como se do interior da terra fosse surgir uma árvore. De lá brotava uma criança de aproximadamente cinco anos. Uma linda menina, magrinha, cabecinha raspada e olhinhos castanhos muito vivos, surgira das entranhas da terra. Quase num sussurro lhe fazia um pedido: “Socorra minha mãe. Ela mora na Rua Leandro Bezerra, N°....” Demorou a reconciliar o sono e no dia seguinte a imagem vista em sonho não lhe saia da cabeça. Recém chegada à Juazeiro, a professora Alcina vivia naquele longínquo ano de 1966, um verdadeiro conto de fadas. Casara-se com Wálder, técnico em manutenção de equipamentos elétricos e eletrônicos que trabalhava numa empresa estatal, em Juazeiro. Conforme todos afirmavam, ele era um excelente partido. Bom amigo, bom filho, tinha tudo para ser um bom marido, como de fato o foi. Para ela a felicidade que tanto sonhara, começava a ser delineada naquele ano. E se completara com a sua transferência como professora da rede pública estadual da sua pequenina cidade para Juazeiro. Naquele dia do sonho, Alcina não se conteve e contou-o a uma colega do colégio onde lecionava. Nem sabia sequer se existia em Juazeiro uma rua com o nome de Leandro Bezerra, para ela, apenas um irmão do prefeito. Ouviu da colega a sugestão de irem ao local, tão logo terminasse o expediente daquela manhã. Alcina era uma moça muito querida na sua terra, pois se dedicava ao auxílio dos mais carentes. Encontrou naquele convite uma oportunidade de servir, além de verificar se o que tivera era sonho ou uma visão do além. Ao final do expediente, mais ou menos às onze horas da manhã, as duas mestras seguiram em direção ao Salgadinho, procurando número por número o endereço que a garota do sonho havia fornecido. Até que, após algumas tentativas encontraram o número procurado. A casa estava com portas e janelas fechadas. Ao baterem à porta, esta facilmente se abriu como se estivesse sem trancas. Palmas e gritos não obtiveram respostas. Resolveram corajosamente entrar naquela casa. Após a sala de visita, havia um pequeno corredor e dois quartos. No primeiro, encontraram uma velhinha deitada, semi-inconsciente. Conseguiram uma ambulância no Pronto Socorro e a conduziram para o hospital, onde ela ficou internada sob cuidados médicos. No dia seguinte fizeram uma visita e a encontraram bem melhor. Contaram como havia conseguido localizá-la. Ela disse estar preocupada com o filho paralítico que vivia num quarto vizinho ao seu e estava há muitos dias sem ter quem cuidasse dele. Então retornaram à casa da velhinha para acudir ao filho. Levaram-no para o hospital e os médicos constataram que a paralisia que acometia aquele pobre rapaz poderia ser curada com uma simples intervenção cirúrgica pela equipe de ortopedia. Os esforços de Alcina impressionaram os médicos, que resolveram realizar a cirurgia por puro dever da profissão. Passados alguns dias, mãe e filho restabelecidos, Alcina e a colega foram visitá-los, já em casa. Conversaram bastante, pois já se consideravam velhas amigas. A mulher, viúva há alguns anos, mostrou às duas benfeitoras o álbum de fotografia da família. Na primeira página estava a fotografia da menina do sonho, linda, como Alcina a vira naquela noite em seu quarto. E perguntou à mulher: “Quem é essa garota?” “Era minha filha, faleceu quando tinha cinco anos.” “Pois foi essa a menina que me apareceu em sonho! Só que os cabelos dela estavam raspados.” Completou Alcina. “É que ela faleceu de câncer. Na noite em que me sentia mal, lembrei-me que se ela estivesse viva, estaria me ajudando.” Disse a pobre mãe.
Vozes do além? Não. Com certeza, aquela mãe enferma e Alcina eram dotadas de poderes sensitivos extraordinários, que a parapsicologia explica como sendo a telepatia, um fenômeno de comunicação inconsciente entre duas mentes, mesmo sem nenhum conhecimento prévio entre elas. Enquanto pensava na filhinha morta a lhe ajudar se viva estivesse, a mensagem foi transmitida a alguém que tirasse da situação em que se encontravam ela e o filho. Por sorte o seu pensamento telepático foi captado pela professora Alcina, dotada de elevado espírito de solidariedade e preocupação com o bem-estar das pessoas que sofrem. Assim como o “coração tem razões que a própria razão desconhece”, a nossa mente tem poderes que desconhecemos. E dela nós não sabemos usar nem dez por cento da sua capacidade plena.

Por: Carlos Eduardo Esmeraldo

Aurora Boreal - Por :Socorro Moreira





Noite úmida. Moita empestada de insetos. Flora verde. Cheiro de mato, terra molhada, copas, paus, espada de ouros... Excalibur!
Cansada das redes. Caindo no seco, e arranhando o corpo de ócio. Espremendo do cérebro o suco das lembranças, e comendo nas beiradas, o presente. Vivendo e revivendo na ponta do lápis. Tudo com muita preguiça: o molho e a massa. Natural e vicioso: coca, café e cigarro. Estou na borda do poço. No fundo do poço é o passado? Ou o coquetel de todos os tempos?

Futuro é água das nuvens É chuva criada no mar... Alga, alfa!

Sereias aposentadas cantam de lá para cá. E eu escuto nos meus laços, avisos de Iemanjá!
Chego ao terreiro e olho para o céu, todo ponteado de estrelas. Manchinhas luminosas, chuviscosas, num azul fechado, e ao mesmo tempo enluarado. O ar é frio. Pessoas ao longe, pessoas de longe... Meu pensamento e vistas alcançam. Escuto Nana, acompanhada por Wagner Tiso. Quem conhece os dois, pode adivinhar meu estado de espírito: jazista, patético, e essencialmente nostálgico.
Na Vila Alta, alguém toca nesse instante, uma sonata para os pirilampos; meu doutor escritor, pertinho daqui, escreve mais um conto, acontecido em Matozinho, e sorve um chá, como aperitivo; a mulher Morgana, da serra e do pequizeiro, sorri e constrói mais um poema, pingando sensibilidade, em espumas de prata.
Meu poeta domingueiro envia-me por e-mails telepáticos, um engraçado recado:
- Hei mulher
Que fauna te ronda?
Preciso urgente de uma lagartixa sonâmbula
Pra vigiar meu luar,
Que teima em sair daqui...
Os historiadores irmãos, escutam e lêem jornal, e pensam na vida, como bons filósofos... São quase humanos!
Alguém desenha o seu mais novo poema, com temperos de sálvia.
Outro amigo fotografa o amor - a sempre estrela da noite. Mas ele é sideral, é expert em aproveitar as luzes do Universo, com toda propriedade.
O povo do S.José, e do Sanharol, sorri sensatamente dos seus, e dos nossos “causos”...
São casados e abençoados. Felicidade generosa, repassada à humanidade!
Alguns amigos leitores, anônimos, questionaram o silêncio dos meus escritos por esses dias...
Estavam em retiro... Respondo...Tentando melhorar a alma.
Alguém anda devagar pela casa, enquanto a ferida cicatriza. Só dói quando a gente ri... Diz a mentira!
E o nosso Baudelaire?

Rio ou Paracuru, ou numa incursão imaginária, sobre a chapada da sua infância?
Quem sabe, escutando La Vie em Rose, interpretada pela Calíope, que agora é Mimi.

Moços das águas doces e salgadas... Pra vocês entrego meu kit de carinho:
Abraço, beijo, e olhar!
Sem mais, assino iluminada por lampiões de saudades.

Socorro Moreira

De quebra uma receita testada com os recursos da roça, mas... Deliciosa!

Bacalhau Caipira

750 gramas de bacalhau desalgado e desfiado
1 coco madurado (ralado e espremido o leite, num paninho limpo).
2 tomates, 1 pimentão, pimenta de cheiro e malaguetas, cebola... (picados)
Cheiro verde a gosto
Azeite de oliva ou de coco babaçu
Umas colheradas de nata de leite.


Método

Depois de desfiado o bacalhau, e obtido o suco do coco, preparar o refogado.
Azeite quente, ingredientes picados... Deixar apurar. Afogar bacalhau, acrescentar o leite, a nata, deixar ferver, e absorver os temperos.

Servir com cuscuz no café da manhã; com arroz ou macarrão no almoço.
Fazer uma omelete das sobras, e servir no jantar com tapioca.

Passar 6 meses sem repetir o cardápio, até sentir saudades...
Bom apetite!


Por: Socorra Moreira

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O Crato está muito bem representado no Concurso Miss Ceará - IRISLANA BRITO

O Concurso Miss Ceará - Edição de 2009, traz a Miss Crato como um das garotas favoritas. E não é para menos. Possuidora de uma beleza ímpar, proporções de causar inveja a qualquer mortal, Irislana ainda possui uma grande simplicidade como pessoa humana. Embora os concursos sejam na maioria injustos, e "Irislana Brito" possa até não vencer, mas se a justiça prevalecesse, com certeza, ela seria eleita a Miss Ceará. É importante registrar que Irislana Brito é patrocinada também pela Prefeitura Municipal do Crato, que apoia a nossa representante.

Observem as proporções dessa garota! Coxas, quadris e o Rosto que parecem esculpidos por Deus em uma obra-de-arte. Comparem com as outras concorrentes no site oficial da Miss Ceará:


Miss Crato 2009 - Iris Lane


Miss Crato 2009  - Iris Lane

TODA PROPORCIONAL !

E aí, Irislana Brito merece ou não merece ser a Miss Ceará 2009 ?
Visitem o website oficial e votem em Irislana para Miss Ceará:

COMPAREM COM AS OUTRAS CONCORRENTES:

http://www.misscearaoficial.com.br/sis.candidatas.asp?pasta=10&pagina=128


E eu ainda tenho o prazer de tê-la como minha "sobrinha"...uma pena que ela nunca quis ser a "Garota Blog do Crato"...

Por: Dihelson Mendonça

Vermelho - Por: Cícero França

Da Série "Conhecendo os Colegas", o Blog do Crato traz hoje um belo poema do Cícero França, grande amigo, que tendo o dia preenchido 24 horas no cargo de Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal do Crato, ainda arruma um "tempinho" para escrever esses e outros poemas magníficos. Esse é o Crato que amamos! O crato onde há um grande artista em cada esquina. Ainda alguns há que dizem não ser esta a verdadeira Capital da Cultura Caririense ? Ei-lo:

VERMELHO

Aparente retrato do descontrole
sinal de ferida, dor, reflexão,
Ao mesmo tempo é vida
Mostra paixão, traz emoção

Cheio de valores ocultos
lembra de um jeito natural
que a vida se renova
nos ciclos das lutas e fugas, sem temer
que a renúncia diminua meu ser.

Sempre intenso, vivo
Se outros me completam
Não é fraqueza, muito menos invasão,
É igualdade para afastar as diferenças.

Vermelho é angústia
Decisão pintada
na solidão incolor do dia,
que parece com luzes coloridas
de ser você mesmo.

Não posso ser diferente
Sou sempre assim...
...
É coisa de SANGUE !


Por: Cícero França

Viagem de Trem - Por: José Arimatéia de Macêdo

Até meus vinte e poucos anos, se não me falha a memória, circulava no Ceará o trem de passageiros. Este percorria o trecho de Crato a Fortaleza, e vice- versa, passando por Aurora, minha cidade natal. Este percurso nós os fizemos por diversas ocasiões, principalmente quando da saída e do retorno das férias escolares, pois estudávamos em Fortaleza. E quando havia festa em Aurora era o nosso principal meio de transporte. Neste dia era lotação certa. Os horários variavam muito. De início o trem saía pela madrugada, de Crato com destino à Capital Cearense. Depois mudou. Passou a pegar o trilho por volta das treze ou quatorze horas. Se eu não me engano, este foi o último horário estabelecido pela REFFESA para este percurso. Com certeza, também foi o melhor para nós que sempre nos deslocávamos para os festejos em Aurora. Daí, pegávamos o retorno pela madrugada, vindo de Fortaleza, por volta das cinco horas da manhã, já nos “finalmente” da festa.

De Crato até Aurora interpunham-se as estações de Juazeiro do Norte, Missão Velha e Ingazeiras. Dentre estas havia algumas paradas obrigatórias. Destas lembro-me somente da parada de Várzea Redonda, a qual fica entre Aurora e Ingazeiras, justamente porque embarquei lá por muitas vezes. O transporte ferroviário era, naquele tempo, o mais em conta. Mesmo assim, para economizar e gastar no próprio refeitório do trem, em algumas ocasiões, driblávamos o cobrador, e não pagávamos a passagem, ou liquidávamos de uns e outros não, pois era muito fácil fazer isto. Noutra eu conto como fazíamos para despistá-lo. Além do mais a viagem era uma maravilha. Trafegávamos sempre em família e, freqüentemente íamos no restaurante tomando uma cervejinha, beliscando alguma coisa, conversando e, dependendo da sorte, “ficando” como se fala hoje em dia. Este local chamado restaurante era um vagão preparado para este fim. Tinha garçom, geladeiras, cadeiras, etc., prontinho para curtirmos aquela aventura com tranqüilidade. Sacolejava muito e eventualmente tínhamos que nos agarrar ao que estava sobre a mesa. A gente já era tão conhecido, que tinha “cadeira cativa”. O bom é que, aqui e acolá, sobrava uma garota e a gente “lavava a égua”. Bebíamos e comíamos, ao mesmo tempo, até chegar à estação final. Geralmente embarcávamos em Juazeiro do Norte. Outras vezes, em Aurora. A primeira estação, quando tomávamos o trem de ferro na Terra do Padre Cícero, era Missão Velha. Ali começávamos as comilanças. Saboreávamos a melhor macaxeira do Ceará. As pessoas comentavam que esta era cultivada dentro do cemitério local motivo daquele sabor inigualável.

Entre Missão Velha e Ingazeiras, já próximo desta, ocorria um fato curioso e pitoresco. Havia um garoto que, trajando-se de Chefe de Estação, a caráter mesmo, logo que notava a aproximação do comboio, vindo de qualquer direção e em qualquer horário, tocava um sino, semelhante ao que se fazia nas estações ferroviárias quando da partida e da chegada dos trens. Outro fato que merece registro era o momento que o trem passava nas demais estações de seu percurso. Nas cidades pequenas como Cedro, Piquet Carneiro, Capistrano, Lavras da Mangabeira, e todas as demais do mesmo porte, esta ocasião era muito festejada. Todos se reuniam para prestigiar. Eu mesmo não perdia uma passagem de trem. Era muito divertida esta ocasião. Este meio de transporte jamais deveria ter sido desativado no Nordeste Brasileiro. Era de baixo custo e de alto impacto sócio-econômico. Muitos o usavam para transportar pequenos animais, quantidades inexpressivas de mercadorias. Lembro-me que na estação de Juazeiro do Norte tinha até uma pequena feira livre nas chegadas e partidas dos trens de passageiros. Era um verdadeiro Mercado Persa. Ali se encontrava de tudo. Podia-se procurar que se encontrava até bainha prá foice. “Do penico à bomba atômica” esta seria e expressão mais apropriada para este evento. No entra-e-sai, e desce e sobe das várias estações, fazíamos novas amizades e revíamos velhos amigos e companheiros. Além de alavancar o comércio com suas trocas e vendas de mercadorias as mais diversas e extravagantes possíveis, o trem de ferro sobre os trilhos de aço, num vai-e-vem apressado e impaciente, também construía muitos amores e paixões, e alavancava muitas esperanças e desilusões.

José Arimatéia de Macêdo & outras mãos...
Médico
. Site: www.arimateia.med.br

Envelhecer ativo - Rose Mary Bezerra

Leo e Raquel Sá Brito têm a semana ativa, preenchida com hidroginástica, alongamento e musculação (Foto: MARÍILIA CAMELO). Aceitar as limitações corporais trazidas pelo tempo facilita mover-se antes nas ações preventivas. Nossa identidade é uma construção que se inicia a partir do corpo e se estende com a percepção - com o passar dos anos, cada vez mais profunda - de que constituímos uma unidade psicofísica. Toda transformação interior acaba se refletindo no corpo e esta concepção vai se tornando tão clara quanto melhor aceita, reverberando intensamente em nossa qualidade de vida. A partir da quarta ou quinta década, muitas vezes, aqueles indivíduos que se recusam a adotar medidas preventivas para minimizar as modificações que lhe sucedem, pagarão um preço bastante alto mais adiante. Essa compreensão é muito importante, salienta o doutor em Medicina da Educação Física e do Esporte, Francisco Rosa Neto, pois está associada a diversas ocorrências desastrosas ao longo do envelhecimento do ser humano, principalmente, nas decisões e atitudes de idosos que não respeitam os ´sinais do corpo´.

Mapa corporal

O corpo, de fato, sinaliza claramente o tempo todo quanto ao limite de esforço físico e aqueles que extrapolam, posteriormente, acabam por sofrer as conseqüências dessa conduta, esclarece Rosa Neto, organizador da obra ´Manual de Avaliação Motora para a Terceira Idade´, que está sendo lançada este mês pela Artmed .

´Entendo que, quando falamos de identidade, estamos nos referindo a um contexto de eventos bem mais amplo que somente o biológico (o corpo), apesar deste ser determinante no processo. A identidade de uma pessoa envolve, tanto fatores físico-motores, como sócio-emocionais e cognitivos. Mas, é claro, que o conceito de corpo de cada um atua como uma referência, um tipo de eixo central para a personalidade´.

O coronel reformado, Leo Sá Brito, 83, e sua esposa, Raquel, 69, ambos terapeutas holísticos, têm um ritmo de atividade física diária que deixa perplexa qualquer pessoa com décadas a menos do que os dois. Alternam, ao longo da semana, alongamento, hidroginástica, musculação e caminhadas, tanto na praça próximo à sua residência, como na praia. O casal ainda complementa com sessões de massagem, aulas periódicas de dança de salão (tango, bolero) e, ainda por cima, como Leo é faixa preta em judô, também se exercita com aulas adicionais nesta modalidade. Raquel diz que o marido é seu grande motivador para manter esse ritmo, com grande vigor e saúde. Mas admite que, às vezes, ele exagera um pouco, quando pratica duas horas de exercícios físicos, diariamente. Dr. Rosa Neto ensina que a concepção do próprio corpo, encontra-se diretamente relacionada à auto-estima do indivíduo, bem como em todas as decisões que toma em seu dia-a-dia. Daí o exemplo positivo do casal Sá Brito. O especialista explica que há uma área no cérebro (denominada de giro pós-central do córtex) responsável por uma espécie de ´mapa corporal´, associada a outras áreas adjacentes (lobo parietal), as quais recebem e processam todas as informações sensoriais relacionadas ao corpo, ao longo de toda a vida, formando um verdadeiro ´esquema corporal´. Para qualquer decisão e/ou comportamento do indivíduo, esta referida área é acionada e ´informa´ o cérebro sobre as condições do corpo, não apenas em relação à sua integridade, mas também no que se refere à sua posição e condições físicas no momento, ´avisando´, sobretudo, se é ou não possível realizar a ação pretendida. O médico do esporte exemplifica com a fase típica desastrada da adolescência, bem conhecida, em que os jovens esbarram, quebram, derramam tudo por onde passam. Isso ocorre porque, até a puberdade, o indivíduo cresce em média entre cinco e seis centímetros por ano, de forma estável. A partir daí (em torno de 11 anos para as meninas e 13 para os meninos), passa a crescer entre nove e 11 centímetros por ano (por, pelo menos, dois anos). ´É mais ou menos a velocidade com que crescem nossos cabelos, ficando impossível para aquela área do cérebro mencionada, processar e acomodar as mudanças do corpo tão rapidamente quanto essas alterações físicas´. Na adolescência, diz , o cérebro toma decisões (ações motoras) com base nos arquivos de um ´mapa corporal´ em geral desatualizado. O resultado é visível.

CONTRASTE

200 anos de sedentarismo e acomodação de nossa dimensão física se chocam com os 70 mil anos anteriores de atividade motora intensa

Opção de novo estilo de vida

Estabelecendo-se um paralelo entre adolescente e idoso, observamos que este passa por alterações físicas e motoras gradativas. Com isso, seu cérebro tem tempo de processar as mudanças e acomodá-las. Os ´sinais´ do corpo, avalia o médico Francisco Rosa Neto, são conhecidos pela pessoa madura. Os que rejeitam a idéia de diminuir gradativamente a intensidade de suas ações físicas, adaptando-se aos novos parâmetros do seu estado de saúde, acabam sofrendo com essa escolha. Indivíduos mais maduros que, quando doentes, extrapolam os limites de esforço físico, acabam adquirindo diversas seqüelas físicas, explica Rosa Neto. São comportamentos ´irresponsáveis´, mais comum nos homens. Desde a sua origem, o ser humano dependeu da atividade motora para alimentar-se, comunicar-se, procriar, explorar, entre outras coisas. A própria hominização (evolução à forma humana), deu-se ao longo de milhões de anos, graças à ampliação do repertório motor e da exploração (por meio da motricidade) cada vez mais especializada do ambiente, recorda-nos o especialista.

Precisão e maestria

O médico acha ser oportuno refletir alguns fatos que dão ênfase à importância da atividade motora na vida humana. Remete ao advento da Revolução Industrial, lembrando ter sido este de transformação radical que transformou a vida do homem, com as grandes concentrações urbanas e a proliferação das tecnologias. O sedentarismo - deixar tudo sempre ao alcance da mão, sem esforço - veio como conseqüência. ´Após 70 mil anos correndo nas savanas, passamos os últimos 200 anos numa completa estagnação. Soma-se a isso a mudança radical de hábitos alimentares e ingestão de substâncias nocivas, de diferentes procedências, que desencadearam processos patológicos de todos os tipos´. A inatividade, a seu ver e de muitos outros estudiosos da área do movimento, fez e continua fazendo o humano adoecer. Pesquisas atuais revelam os benefícios da atividade motora: para o coração, circulação, digestão, cérebro, entre um rol interminável de vantagens. Para o idoso, que luta para retardar a senescência, afirma Rosa Neto, a atividade motora é a melhor maneira para envelhecer com saúde, prolongando a ótimos níveis sua qualidade de vida. ´O que é educativo na atividade motora não é a quantidade de trabalho efetuado nem o registro (valor numérico) alcançado, mas o controle de si mesmo, obtido pela quantidade de movimento executado, isto é, a precisão e a maestria de sua execução´.

ROSE MARY BEZERRA
Redatora

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

22 de Março - Dia Mundial da Água !

Viva a água viva! E o planeta viverá para sempre sem nenhum transtorno ambiental. Instituído pela ONU deste 1992, o dia 22 de março tem sido dedicado desde então, como o 'dia mundial da água'. Razão pela qual este domingo, se reveste de um colorido especial. De um lado pela importante alusão comemorativa, por outro, pela feliz tentativa em despertar na sociedade de todo o mundo, a atenção necessária para a problemática que ora aflige a humanidade inteira.
O 22 de março é indubitavelmente uma data das mais relevantes para a tomada de uma nova consciência ecológica a partir das discussões que o tema poderá fomentar nas pessoas; independente de cor, religião ou classe social. Por que o que está em jogo é a própria sobrevivência dos seres vivos. A água como símbolo maior da vida precisa ser de fato encarada como uma questão de vida ou morte.

Da forma como a humanidade trata a sua água, residirá a chave para o futuro, não apenas da espécie humana, como também de todas as diferentes formas de vida biológica que habita a nossa biosfera. O tema deste ano dará ênfase especial ao compartilhamento das águas entre as nações. De tal sorte que hoje a própria paz internacional dependerá e muito, da presença da água nas suas relações. Com 2/3 da terra formada por água parece impensável imaginar que vivenciamos uma crise da água. Mas, o fato é que 97% dela estão nos oceanos, portanto salgada. 1,75% compõem as geleiras, 1,24% compõe os rios subterrâneos e apenas(pasmem) 0,007% desse total está disponível para o consumo humano. Sem nunca esquecer as enxurradas dos esgotos despejados sob a forma de lixo e outros poluídos industriais nos rios, lagos e mares. Como se vê precisamos cuidar melhor da água que nos resta. A situação é deveras, periclitante...
Há quem vá mundo mais além no seu nível de importância vital, como sendo fundamental até mesmo para outros lócus universais. E como sendo o bem mais preciso do globo, a água é motivo também de sérias preocupações, provocando por seu turno, intensos debates em diferentes nações, através dos organismos internacionais ligados ou não as discussões da biodiversidade e dos recursos naturais.

Tida no passado como um recurso natural inesgotável e, absolutamente renovável, a água vem sofrendo ao longo da história humana uma série interminável de agressões que vai desde o mero desperdício até os mais graves tipos de poluição. A cultura do descaso em relação à água é portanto por demais extensa e ao que tudo indica a evolução do conhecimento científico-tecnológico, assim como do próprio gênero humano parece não ter contribuído muito para a formação de uma nova consciência crítica e popular em relação ao tema. Dai a razão de todo este descaso. Há uma espécie de despreparo e leniência até mesmo dos governos e das instituições de ensino para trabalhar a questão da água junto à sociedade. Noções elementares para uma boa convivência com água são desprezadas cotidianamente. Uma onda de imensa ignorância parece rondar o cotidiano das pessoas. Para onde quer que se olhe sempre é possível encontrar uma ação predatória, agressiva, errônea, inadequada no tocante a este divinal recurso natural. A péssima maneira com que nos relacionamos com a água é uma demonstração evidente da nossa pequenez evolutiva, do ponto de vista da nossa consciência ecológica. Não há mais tempo para ilações abstratas acerca do perigo que começa a rondar a nossa única casa(o planeta). Ou mudamos nosso modo de nos relacionar com a natureza ou teremos daqui a pouco, que pagar um alto preço pela nossa teimosia e ignorância(se já não estamos pagando). A água que constitui a base da vida de todas as espécies planetárias sua preservação portanto é uma necessidade imperiosa que não aceita mais delongas.

Chegamos ao limite das agressões aos recursos naturais... Nossa destruição total não é mais uma possibilidade absurda, extravagante: é uma realidade possível. Como dissera – uma verdade inconveniente. Ninguém em qualquer parte do planeta está imune de sofrer as duras conseqüências da maldade que acumulamos pela história afora contra a natureza sua flora e sua fauna.

Neste domingo, 22 de março, é preciso que todos os seres humanos reflitam seriamente sobre aquilo que cada um tem feito pela mãe-natureza. Ela que nos deu tudo. E o que na verdade fizemos em termo de retribuição? Uma reflexão que deveria a partir de então, valer pelo ano todo, pela vida toda. Pelo futuro que haveremos de deixar para nossos filhos, netos assim como pelos animais que também são os nossos irmãos de caminhada. Neste domingo, 22, dia internacional da água, urge que pensemos na natureza, a partir de um mundo sem fronteira. Numa nova mudança de paradigmas. Numa possibilidade de mudança efetiva das nossas ações (por mais pequena que for) no sentido de uma nova vida baseada na compreensão de que somos todos filhos da natureza. Por conseguinte, irmãos das águas, dos bichos, dos micróbios, das plantas, do solo, dos pássaros e, sobretudo do homo sapiens.

Que a água depois de ter nos dado a vida, que nos liberte agora dos grilhões da nossa própria ignorância e teimosia. Para uma vida em harmonia, holística de convivência e desenvolvimento sustentável com base na ética na tolerância e no respeitos aos recursos naturais como um todo.
Viva a água viva! Porque a água representa o mundo e a nossa própria vida ambiental.

Por: José Cícero Secretario de Cultura, Turismo e Desporto Aurora – CE.

Amigos Secretos - Texto enviado por Mônica Araripe


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

( Autor Paulo Sant'Ana )

Texto enviado por Mônica Araripe

Não te disse... Por: Claude Bloc

Ainda não te disse, mas a noite habita todos os meus manuscritos. Enquanto o sono me amarrota os sonhos, cá estou a escrever. A pensar. A chorar. A tentar conter a esperança. A demover intenções. A dedilhar incertezas. Inquietações. Nessas plagas noturnas nem mais sei o que desejo ou se sou insensata.

Não te disse, não, não te disse. A chuva parou. Sequei o inverno e recoloquei as palavras na gaveta para não me magoar. Dissequei alguns advérbios de tempo e de bons modos. Reacendi a luz do pôr-do-sol. Desenrolei os filamentos do teu nome em minha memória... mas também não disse que soletrei gota a gota a chuva que bebi dos teus olhos em noites silentes. Que descobri meu rosto e lixei o cheiro das tuas palavras. Tirei-lhes as arestas. Apaguei meu pranto e as ficções da tua alma. Matei tua poesia...

Atirei pedras na lua feito louca, mas não te disse! Ela foi a culpada! Logo percebi o meu delírio... Acariciei as pulsações de tua voz ... Tentei falar a última vez sobre um último beijo, o último poema. Mas não te disse!

Sei apenas o que ouvi dizer sobre as páginas em ebulição que te escrevi. As águas que vieram desaguar na mansidão dos rios em direção ao mar que idealizei. E agora, eis-me num planeta estranho onde não sei de cor o tom de azul que eu não te disse. Assim como não sei dos astros onde revoas, em que te escondes. Só na poesia é que os conheço.... Não reaprendi os dialetos da tua boca e é por metades que escrevo e me apago nas linhas cúmplices das incertezas que não dissequei.

Não te disse para não lagrimares minha saudade, pois todas estas coisas já não são. Tornaram-se apenas pontos de onde os desejos se despem e dançam e se despedaçam... Onde a incerteza reclama meu exército de solidões e por onde vou levando murmúrios em mi bemol, nessa canção de embalar meus sonhos. E já não sei onde a vida, por ouvir dizer, ainda diz que existe.

Por isso não te disse nada! Para te livrar das utopias que não consigo corrigir ... Só sei o que ficou por dizer. E se já não tiveres bravura para ler, apaga-me. Risca tudo. Passa uma borracha nos olhos, pois eu só disse metade. Para não me magoar com o ácido de meus versos. Versos que retiro da gaveta além das reticências.

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Por: Claude Bloc

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