xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/03/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 março 2009

SOB O CÉU DA PIRIQUARA - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Estive na noite ampla,
Orion, Taurus, as Plêiades,
no espelho dos sapos em assembléia,
nas estrelas do matagal,
por vezes vaga-lumes na via láctea,
e lá não estavas.

Por milhares de quilômetros,
a cada milímetro do físico,
nas frestas das saudades,
sombras desta penumbra lunar,
e em tudo não estavas.

Rastejando na planície marinha,
junto a todos os odores,
o vento ecoando nas orelhas,
um sabor de fastio,
meu coração arejado,
os pulmões inundados,
e contudo não estavas.

Não estavas noites do passado,
daqueles anos rurais,
tantos mitos seculares,
o mínimo da criança,
um galo de madrugada,
um latido de porta em porta,
o rasga mortalha sobre os galhos,
uma pedra rolando no telhado,
aparições ao lado da cama,
orações só para adormecer,
sonhos amplos com as noites,
seria alívio ao acordar
assim como tristeza de cessar.

Estive na noite,

E lá não estavas.


Por José do Vale Pinheiro Feitosa

O futuro dos seres humanos é o que importa - Por: .............................




Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida. Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor. Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.

Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.

O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais. O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil. Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002. Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo. Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez. A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.

Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal. Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.

Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial. Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo. Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.

Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas. Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.

Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.
Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.

Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.
Artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009

Por:...................................

Caminhos - Por: Claude Bloc


Ando lenta.
Meu caminho está cheio de pedregulhos.
Piso o leito do rio
Abro caminhos
tirando o limo das pedras
polindo o tempo.
Marcho dourando os anos
e as primaveras.
Deveras!

Já tratei as lembranças
Busquei a essência
Curei as cicatrizes
No vão das águas
E pus-me a rolar
Por entre as pedras
nessa espiral ascendente...

Palavras, eu leio.
Todas elas.
Sorrisos, cristalizam-se
mas não se perdem.
Imagens se fundem,
E se decantam...

Enfim,
encontro-me em meio às palavras.
Palavras que me descortinam
e me comovem.
Lágrimas? Não!
Sorrisos abertos.
Súbitos ou concentrados
na sutileza do verso.
No reverso da prosa.
No encanto do teu estro.

Por: Claude Bloc


Agência do Banco Itaú do Crato foi inaugurada ontem

Foi inaugurada na noite de ontem, dia 17 de Março, a agência do Banco Itaú do Crato.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Palestra sobre dengue e DST no Projeto ABC

Próxima sexta-feira, dia 20, às 8h, será realizada palestra sobre dengue e DST’s no Projeto ABC Comunidade do Alto da Penha, em parceria com o Lions Clube. O trabalho faz parte da campanha permanente de combate à dengue desencadeada no município do Crato, em parceria com as entidades que aderiram ao Plano de Contingência. Além disso, traz a visão educativa para a sociedade no sentio de promover a conscientização de combate ao mosquito transmissor da doença, que começa dentro de casa.

Meio Ambiente do Crato celebra Festa Anual das Árvores

O Governo Municipal do Crato, através da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano - SEMAC, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente - COMDEMA e instituições parceiras convidam a comunidade cratense para participar da Solenidade de Abertura e programação da “Festa Anual das Árvores”. O evento faz parte do calendário oficial do Estado tendo como finalidade difundir ensinamentos sobre a conservação das florestas e estimular a prática de tais ensinamentos, bem como divulgar a importância das árvores no progresso da pátria e no bem-estar dos cidadãos. A abertura do evento acontecerá na próxima segunda-feira, 23, às 9horas no Sítio Fundão com caminhada ecológica, onde haverá um momento de reflexão sobre nossas atitudes a partir do conhecimento dos aspectos histórico, paleontológico e preservacionista e em seguida o Plantio da Baraúna Árvore Símbolo do Ceará no ano de 2009. A “Festa Anual das Arvores” segue até o dia 27 de março seguindo a seguinte programação:

* Encontro com Representações de Segmentos Religiosos para Discutir Ações Compartilhadas na Área Ambiental:
* Apresentação de peça teatral “Os quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar”;
* Construção Compartilhada de Ações Sustentáveis na Relação Homem-Natureza;
* Distribuição de material informativo.

Dia- 25/03, as 08h30min, no Sítio Baixio das Palmeiras - Crato

* Palestra: “A Água e a Importância da Mata Ciliar”
* Plantio de Mudas Nativas

Dia- 26/03, as, 08h30min, no Lixão do Crato

* Arborização de Parte da Área do Lixão do Crato em Parceria com a Indústria Ceramista

Dia - 27/03, ás 19h00min no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RRFFSA

* Teatro de Rua
* Uma Abordagem Holística Sobre o Meio Ambiente


Projeto Avançando com a Requalificação sensibiliza comerciantes

Comerciantes do Crato estarão reunidos na próxima terça-feira, dia 24, ás 19h30, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para debater de forma aberta, juntamente com a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato, a questão da poluição visual no município do Crato, o Secretário de Meio Ambiente, Nivaldo Soares, apresentará aos comerciantes o projeto Avançando com a Requalificação – Ver, Sentir e Reagir, que começa a se aplicado, de forma negociada e gradativa, junto ao comércio do Crato. A intenção é iniciar um processo de sensibilização dos próprios comerciantes no sentido de serem retiradas as placas comerciais, principalmente as maiores, que estão tomando o espaço das calçadas, aplicando com isso, a legislação municipal. A medida está contida no projeto apresentado no município no mês de fevereiro e visa combater a poluição sonora e visual. O prefeito Samuel Araripe fez a apresentação para os convidados, representantes da sociedade, entidades classistas, ambientalistas, vereadores, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e instituições financeiras, que deram apoio para o desempenho das ações previstas no projeto. As ações, como previstas, começam a ser executadas neste mês de março, com a retirada de placas irregulares. As intervenções serão feitas de acordo com negociações com lojistas, já que deverão ser retiradas placas das ruas, promovendo a melhoria das fachadas de lojas.

Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Tel: ( 88 ) - 3521-9600 - Ramal 224

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA. - Por: ........................

Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

{ Zé Piaba }

Por: ................................

Previsão do Tempo para Hoje, Terça-Feira, 17 de Março de 2009

Olá, Amigos do Blog do Crato,

Hoje no Blog do Crato trazemos diversas crônicas, escritas por autores que ainda não haviam participado do nosso Blog. Isso é uma grande novidade! São sempre bem-vindas todas as crônicas, e a maioria delas são publicadas. Quem desejar publicar alguma coisa no Blog do Crato ( Inclusive notícias da cidade ), podem enviar para o e-mail blogdocrato@hotmail.com

Estou sempre disposto a publicar notícias e matérias de todas as pessoas que se identificam ( Não postamos mensagens de Anônimos ), mas quem assumir aquilo que escreve e se este conteúdo não possui caráter ofensivo, estamos aqui para representar a Democracia e a liberdade de expressão, como sempre foi a nossa meta.

Sobre a previsão do Tempo:

O Site Climatempo, que é o maior website dedicado à previsão do tempo no Brasil, apesar dos pesares, é a única fonte confiável de meteorologia. Segundo o Climatempo, essa é a previsão para o dia de hoje, Terça-feira, dia 17 de Março de 2009:


Fonte: Climatempo

Filiação de Raimundo Macedo ao PSDB foi transferida para o Dia 06 de Abril

O PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) adiou a festa de filiação do ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, àquela agremiação anteriormente programada para o dia 26 de março. A cúpula do partido remarcou para o dia 6 de abril, a fim de conciliar com a agenda do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, ex-presidente nacional do partido. O adiamento foi acertado em contato telefônico entre Raimundão e o presidente do PMDB no Ceará, deputado federal Eunício Oliveira. Agora, o ex-prefeito só vai voltar a ser peemedebista no dia 6 de abril, às 16 horas, em solenidade no auditório do Verdes Vales Lazer Hotel. Antes disso, Eunício comanda um encontro regional do partido. De acordo com Raimundão, o Ministro da Previdência Social, José Pimentel teria manifestado o desejo de se fazer presente ao ato de filiação dele ao PMDB, mesmo pertencendo aos quadros do Partido dos Trabalhadores. Quando ainda era prefeito, ele ouviu elogios de Pimentel sobre a boa condução do Instituto de Previdência dos servidores municipais (PREVIJUNO), que criou em seu governo.

Fonte: Jornalista e Radialista Beto Fernandes

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Deputado Sineval Roque pede rigor na fiscalização no combate do comércio ilegal de aves silvestres

Apesar de ilegal, o comércio de aves silvestres é uma prática comum na região do Cariri. Cerca de 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat, conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No último dia 26 de fevereiro, uma equipe da Companhia de Polícia Ambiental do Estado do Ceará (CPMA) resgatou 37 aves silvestres procedentes do Estado de Pernambuco que seriam vendidas na feira do Crato, segundo matéria publicada no jornal Diário do Nordeste. A operação foi realizada no Sítio Belmonte, descida da Serra do Araripe, com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que conduziu as aves para o escritório do Crato. Ainda segundo a reportagem, os pássaros eram transportados em duas motos dentro de caixas de papelão pelos agricultores Élcio Santos Barbosa e Antônio Girlânio Quintino, que foram presos em flagrante como traficantes. Preocupado com os danos ambientais e a venda ilegal de aves silvestres, o deputado estadual Sineval Roque (PSB), apresentou um requerimento ao departamento legislativo da Assembléia, solicitando rigor na fiscalização no combate do comércio ilegal de aves silvestres no município do Crato. “O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente Recursos Naturais e Renováveis do Crato precisa urgentemente intensificar a fiscalização na região”, ressaltou Roque.

A venda de animais silvestres é proibida e considerada crime ambiental. Mesmo assim, ainda acontecem feiras clandestinas principalmente no Nordeste. Micos, papagaios, araras, peixes ornamentais estão entre as principais espécies vendidas ilegalmente. Quem for pego com animais silvestres pode receber multa no valor de R$ 500 por item apreendido. No caso de animais silvestres que constam na lista de extinção, a multa sobe para R$ 5 mil.

Fontes: Gabinete deputado estadual Sineval Roque (PSB)
Assessoria de imprensa-Karol Martins /CE 01938

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Fundo Soberano Brasileiro: necessidade ou oportunismo político - Por: Wellington Ribeiro Justo

O crescimento acelerado da economia de alguns países entre 2002 e 2007 puxados entre outros fatores pelo rápido crescimento da economia da China e da Índia e dos enormes “déficits gêmeos” (fiscal e da balança comercial) americano elevou o preço de commodities como o petróleo, aço, cimento, soja, etc, favorecendo o acúmulo de grandes montantes de reservas cambiais de vários países incluindo neste bloco o Brasil. Neste contexto, o Brasil criou o fundo soberano. A idéia deste artigo é discutir um pouco esta temática dando um panorama dos fundos soberanos criados em outros países e verificar até que ponto há ou não fundamentação para a criação de um fundo soberano no Brasil. Os fundos soberanos de riqueza (ou sovereign wealth funds) são fundos de investimentos dos países. Tendo pouca necessidade de liquidez imediata e desfrutando de grandes reservas cambiais vários países resolveram utilizar parte do excedente acumulado em outros investimentos que não os títulos do tesouro americano, cujo rendimento tem caído ao longo dos últimos anos. Estes fundos são fundos de investimentos estatais na sua maioria que cresceram bastante entre 2000 e 2007.

Na sua grande maioria os fundos soberanos existentes hoje no mundo são sediados em países ricos em reservas naturais e em países que praticam política cambial que permitiram acumular grandes reservas cambiais através de superávits no balanço de pagamentos. Atualmente existem cerca de 60 fundos soberanos distribuídos por quarenta países. O primeiro foi criado pala autoridade central do Kuwait (Kuwait Investiment Authority-KIA) em 1953 com recursos provenientes da venda de petróleo. Mas foi na década de 2000 que o número de fundos soberanos cresceu acentuadamente. Neste período foram criados mais de 28 fundos. Esta grande proliferação de fundos soberanos mundo afora foi devido a uma série de fatores: aumento do preço das commodities, globalização financeira e debilidade do dólar americano. Estima-se que os fundos soberanos são responsáveis por cerca de metade das reservas cambiais mundiais estimadas em US$ 7 trilhões no primeiro semestre de 2008.

Analisando os países que possuem fundos soberanos verifica-se que há uma heterogeneidade em virtude de existir desde países subdesenvolvidos como Uganda e Gabão até países desenvolvidos como os EUA e França. A Bolívia também discute a possibilidade de criação de um fundo soberano. Há também uma diversidade da magnitude, ou seja, apenas 10 fundos são responsáveis por cerca de 80% do volume dos recursos financeiros. O maior deles é o dos Emirados Árabes com reserva estimada em cerca de US$ 876 bilhões. Em relação à fonte dos recursos, cerca de dois terços são provenientes de commodities. No caso brasileiro os recursos foram garantidos através de medida provisória. Em geral a classificação dos fundos soberanos de acordo com os objetivos é: fundos de estabilização; fundos de poupança intergeracional; fundos de investimentos; fundos de desenvolvimento e finalmente, fundos de reserva de contingência. A questão da criação do FSB (Fundo Soberano do Brasil) é o contexto e o arcabouço teórico que respaldaram a sua criação. Quando a questão foi levantada a situação econômica brasileira apresentava crescimento do saldo da balança comercial de pagamentos, apreciação contínua do real, elevação do preço das nossas commodities, obtenção do grau de investimento pelo Brasil pela agência Moody (a mesma que até pouco antes de estourar crise financeira internacional manteve o conceito AAA para as ações da AIG) levando a declaração do Presidente Lula que ia “chover investimento estrangeiro” no Brasil, o estardalhaço do “descobrimento” do petróleo na camada do pré-sal e fartura de crédito internacional. A argumentação para a criação do FSB que antecedeu a sua criação estava, entre outras a de segurar a apreciação do real, através de compra de dólares no mercado local. Com o estouro da crise financeira internacional este argumento foi para o espaço, haja vista a forte depreciação do real desde setembro de 2008.

Por outro lado, a conjuntura econômica deu uma forte guinada e as condições favoráveis à criação enfraqueceram. As reservas cambiais estabilizaram, com ligeira queda de US$ 5 bilhões, queda acentuada do preço das nossas commodities, queda considerável das exportações, crise de liquidez no mercado financeiro internacional e queda acentuada no preço do petróleo que caiu de cerca de US$ 150 para aproximadamente US$ 40 o barril diminuindo drasticamente à expectativa de retornos do investimento para explorar o petróleo na camada do pré-sal e com, inclusive dificuldade para encontrar financiamento no montante exigido para tal pela Petrobrás.
Ao que tudo indica, houve uma precipitação, pois, ao que parece, o argumento principal que estava por trás da criação do FSB era o possível excedente de dólares que viria com o pré-sal, situação esta não tão favorável com os atuais níveis de preço do petróleo no mercado internacional. Já os principais argumentos favoráveis à criação dos fundos soberanos são: existência de inconversibilidade da moeda nacional; o self insurance e o fear of floating “medo da flutuação” cambial; desintermediação financeira e razões internas principalmente: afastamento do risco da “doença holandesa” e a diminuição dos custos fiscais do “carregamento” das reservas cambiais.

Existe uma discussão mais profunda com argumentos favoráveis e contrários a criação do FSB que não cabe aqui nesta discussão. Só para demonstrar a complexidade desta discussão chegou-se a discutir o marco regulatório do petróleo no Brasil para evitar a chamada “doença holandesa” referindo-se a grande descoberta e exploração de gás natural naquele país na década de 80 que fez apreciar a moeda holandesa causando um caos na até então forte indústria daquele país. E que portanto, o FSB poderia combater este possível problema. Existem, contudo, argumentos favoráveis tendo em vista que em alguns países onde foram criados fundos soberanos estes foram utilizados em políticas fiscais anticíclicas propiciando um crescimento mais constante e a estabilização de receitas de longo prazo. Mas outro aspecto relevante nesta discussão é a forma como foram garantidos os recursos e a utilização do FSB abrindo espaço para utilização com fins eleitoreiros. É bom lembrar que em 2010 teremos uma “interessante” disputa presidencial. Talvez esta discussão possa voltar às manchetes quando as campanhas presidenciais forem oficialmente anunciadas.

Wellington Ribeiro Justo Doutor em Economia e Professor do Curso de Economia da URCA

Deputado Eudes Xavier faz pronunciamento em defesa da TV Diário - Por: Amadeu de Freitas

Data da publicação: 06-03-2009

O deputado federal Eudes Xavier (PT-CE) ocupou a tribuna do plenário da Câmara Federal para manifestar solidariedade aos funcionários da TV Diário. Foi na tarde da última quarta-feira (04.03), durante pronunciamento marcado por palavras de repúdio à ação que resultou na retirada do sinal que dava à TV Diário condições de expandir sua programação para todo o país. No pronunciamento, o parlamentar disse tratar-se de um golpe contra o povo nordestino, "pois aqueles que vivem fora de seus estados encontravam na TV Diário um meio para matar a saudade dos costumes típicos da região". Eudes também ressaltou o talento dos que fazem a TV, cuja grade de programação sempre refletiu a competência de jornalistas, produtores, cinegrafistas, enfim, de uma grande família empenhada na arte de fazer TV de qualidade. Finalizando o pronunciamento, Eudes Xavier foi enfático: " A competência não pode ser destruída por desejos minoritários e que tanto mal causam à democracia. Leia o pronunciamento: O SR. PRESIDENTE(Rafael Guerra) Para encaminhar à Mesa, concedo a palavra ao Deputado Eudes Xavier. O SR. EUDES XAVIER (PT-CE. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, presto minha solidariedade aos trabalhadores da TV Diário que, de surpresa, foi proibida de transmitir seu sinal no Ceará e em todo o Brasil.É isso que quero registrar. O SR. PRESIDENTE (Rafael Guerra) - A Mesa recebe seu pronunciamento.(PRONUN
CIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE). O SR. EUDES XAVIER (PT-CE. Pronuncia o seguinte discurso.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna desta Casa para manifestar a minha indignação diante de um fato deplorável, um golpe contra o povo nordestino. Na última quarta-feira, num ato de censura, os cearenses foram privados de mostrar aos brasileiros um pouco do seu talento e da sua competência no que diz respeito à arte de fazer jornalismo de qualidade. A TV Diário, emissora pertencente ao Sistema Verdes Mares de Comunicação, foi proibida de utilizar o sinal de parabólicas, restringindo sua programação a Fortaleza e algumas cidades cearenses. A emissora, orgulho dos nordestinos em geral, está apenas com o sinal no chamado mux digital, codificado com as emissoras de rádio e com as TVs do Sistema Verdes Mares. Até então o sinal era aberto. Onde era a TV Diário no sinal analógico agora virou TV Verdes Mares, TV Cariri, rádios, e TV Diário com sinal digital e Para quem está fora do alcance da TV Diário na TV aberta, só é possível assisti-la se comprar um receptor especial e se tiver um código, que não é liberado pelas emissoras. Em resumo, não pode assistir.

Inaugurada no dia 1º de julho de 1998, a TV Diário foi lançada para mostrar o Nordeste numa linguagem coloquial e um pouco distante da programação do eixo Rio-São Paulo. Na verdade, a TV Diário sempre primou em sair dos ditames formais e pré-estabelecidas de outras emissoras, trazendo uma linguagem inovadora e diferente, e que traduzisse a cultura e as necessidades do povo da região. Os apresentadores da TV Diário nunca esconderam a felicidade e o sucesso da emissora pelo País afora. Tanto sucesso tirou espectadores da concorrência. E a concorrência não teve a grandeza e nem a ousadia de enfrentá-la, utilizando os mesmos meios: talento e competência. Pelo contrário, preferiu ir contra os princípios básicos das grandes democracias. Na sua grade de programação, a TV Diário sempre foi fiel às origens nordestinas. Programas inteiramente produzidos no Ceará por profissionais competentes e identificados com o jornalismo de qualidade. Não é à-toa que a emissora cearense dispõe atualmente de um grande quadro de funcionários. São jornalistas, produtores, cinegrafistas, técnicos, auxiliares, motoristas. Enfim, gente que sempre esteve empenhada em construir a real imagem do jeito nordestino de ser. Só para se ter a exata dimensão da grandeza da TV Diário. listo aqui um pouco da sua programação: Programas de auditório: Arena Beach, Clube do Brega, Jacaré, Sábado Alegre, João Inácio Show e Programa Ênio Carlos. Na linha de variedades:Paulo Oliveira na TV, Gente da Gente, Zoeira Programa jornalísticos: Diário da manhã, Questão Aberta, Comando 22, À Hora da Manhã, Diário na TV, Rota 22 e Nordeste Notícias, entre outros. Já na esfera regional, temos Nordeste Caboclo, Ao som da Viola, Diário Regional, Forrobodó. Há ainda os programas na linha infantil, humorísticos, esportivos, saúde. Trata-se, na verdade, de uma programação intensa, que despertou grande interesse a nível nacional, principalmente entre os nordestinos que tiveram que deixar seus Estados à procura de trabalho em outras regiões do País. Gente que via na TV Diário um meio para matar um pouco a saudade dos costumes tipicamente nordestinos e que agora são privados disso. Com programas simples e populares, a TV Diário conseguia tirar a hegemonia de um grupo. A TV Diário é muito mais do que uma TV nordestina, mas um elo do nordestino emigrante com a sua terra natal. E volto a repetir: era uma forma de fazer o nordestino matar um pouco da saudade de sua terra natal.
Por isso Sr. Presidente, colegas Deputados, é com profunda tristeza e preocupação que me reporto a esse caso. É deplorável que, em pleno século XVI, ainda exista a dominação da mídia de forma tão forte, impondo censura, prática típica dos tempos da ditadura, que agora volta de maneira devassadora, aniquiladora. Ai eu me pergunto: até quando o povo brasileiro terá que suportar o poderio de um único grupo de comunicação que tenta impor suas condições na tentativa de aniquilar a concorrência? TVs Excelsior, Tupi, Manchete e MTV já sofreram as consequências da sua fúria. Agora é a vez da TV Diário. Será que, diante do talento, da competência e da ousadia de ameaçar sua posição, a sua confortável liderança, a história terá que ser sempre a mesma: a falência? O povo nordestino, inconformado com esse fato, repudia essa manipulação, esse domínio e pede uma mobilização de todos para que fatos dessa natureza não voltem a se repetir. Tenho certeza, Sras. e Srs. Deputados, que é o talento cearense que está causando incômodo. Mas quero ressaltar que o talento nordestino jamais será calado. A competência não pode ser destruída por desejos minoritários e que tanto mal causam à democracia.

Eudes Xavier – Deputado Federal – PT-Ce

Impressões Luso Brasileiras. Esses espanhóis são muito estranhos - Por: Andrei Lapa de Barros Correia

Da espanha para o Crato...

Espanha é somente um nome, que deve ter sido escolhido pelos castelhanos, afinal eles triunfaram sobre os outros reinos. Obra política de inegável sucesso, algo de que se podem gabar, ao contrário do morticínio e espoliação que promoveram do México à Patagônia. Hoje, qualquer formulário de contrato na Espanha – serviço de internet, por exemplo – tem cinco campos para o indivíduo apontar em que língua deseja se relacionar com a operadora. O contratante tem à sua disposição galego, castelhano, catalão, euskadi e inglês, que afinal pode nem ser espanhol. Isso parece uma grande bobagem? Bem, sugiro a quem assim pense que experimente dizê-lo a um basco. O General Franco era um fascista, antidemocrático, violento, mas não era burro, nem descuidou da manutenção da unidade do país. Compreendeu que a única saída era um rei que fosse soberano de todas as regiões. Não um rei castelhano impondo sua soberania aos outros, mas um rei de todos os ibéricos não portugueses. E isso tem funcionado relativamente bem, mas o rei não é eterno. E ficaram ricos. E parecem terem se esquecido que foram pobres, há pouco mais de duas décadas. E vivem o dilema do empobrecimento que se avizinha com a crise do dinheiro de mentira. É que a tal crise não é de brincadeira em Espanha, como não é aqui, nem em França, nem na Alemanha e nem nos paraísos fugazes que a liberalização financeira extrema produziu mais ao norte. Com crise, ou sem ela, eles, os castelhanos, sempre tiveram uma postura peculiar diante da vida e de seus desafios. Poucos queimariam seus navios, como fez o extraordinário assassino Hernán Cortés, que afinal veio a perecer pobre, depois de entregar ao rei vastas extensões de um México meio asteca, meio maia, meio cristianizado e muito rico. Poucos países veriam Cervantes pobre, na rua, depois de lutar em Lepanto e, principalmente, depois dos dois volumes das viagens do fantástico Fidalgo Dom Quixote, aquele que Jorge Amado disse ter esgotado todas as possibilidades do gênero que chamamos romance. Poucos teriam mandado o general Astray – preposto do fascismo de Franco – calar-se, como fez o já velho Miguel de Unamuno, reitor da Universidade de Salamanca, pois não se proclama a burrice no templo do estudo. Eis que fomos visitar dois amigos que estão em Salamanca, estudando na célebre universidade. Alugamos um carrinho e vencemos os quatrocentos quilômetros que separam esta húmida e verde região minhota do seco e amarelento planalto castelhano. Tranquilíssimos quilômetros de estradas perfeitas – melhores em Portugal que em Espanha – e muito bem sinalizadas. Os problemas começam quando se entra na cidade, que não é propriamente pequena.

Marcamos de nos encontrar-mos no campus da universidade, que afinal é perto da entrada da cidade. Não convém se aventurar nos centros das cidades européias, pois o trânsito é intenso, um erro implica uma volta ao mundo, é difícil encontrar vagas de estacionamento e as multas cobram-se imediatamente. Campus Miguel de Unamuno é como se chama o enorme complexo universitário de Salamanca. As cidades eminentemente universitárias têm níveis de tolerância com as diferenças bem maiores que o comum das outras. Tratando-se de Castela, isso é um vantagem enorme, já que a gentileza não é propriamente uma caracterísitica por que eles façam questão de serem reconhecidos. Nessa belíssima cidade, fria e seca, tem gente do mundo todo e notadamente muitos sulamericanos andinos. Se fossem pagar pelos absurdos que fizeram na América teriam que receber ainda mais dos descendentes dos povos invadidos. Mas alguma coisa é melhor que negar a dívida toda. Eu já estive antes nesse planalto seco castelhano e sabia das peculiaridades de seus hábitos cronológicos. Mas, a gente vê, lê e ainda se surpreende com as coisas. Os horários são completamente diferentes na Espanha, não só em Castela, mas no país todo. O dia começa às dez da manhã e não se pode dizer com rigor que chegue mesmo a terminar alguma hora. Exceto aos domingos, há gente nas ruas e bares por todo o período em que o sol anda escondido. Não é mito nem folclore a parada quase total das atividades entre uma e quatro horas da tarde. Se as pessoas ainda vão para casa dar aquele cochilo chamado siesta não sei, mas que tudo parece estar parado, em estado de latência, parece mesmo. Os bares começam a encher-se de gente a partir da meia noite e a frequência é itinerante, pois não se vai a um bar e fica-se lá. Vai-se a todos os bares das redondezas, passando-se pouco tempo em cada um deles. Muito democrático para os bares. E praticamente não se come, como nós entendemos esse hábito. Come-se de forma continuada uma sucessão virtualmente interminável de pintxos e tapas – que são afinal a mesma coisa por duas palavras diferentes – variados e sempre presentes nos balcões de bares, cafés e restaurantes. Bem, vistos os prezados amigos, conhecida a bonita cidade, eis-me gostando de voltar a dormir cedo, acordar cedo, almoçar à uma hora da tarde e parar de tentar falar castelhano.

Por: Andrei Lapa de Barros Correia
( De Salamanca, Espanha )

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