xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/03/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 março 2009

A Crise é do capitalismo e não dos trabalhadores - Por: José Cícero - Aurora-CE

A crise financeira internacional que ora põe em alerta todos os demais países do mundo não constitui nenhuma novidade para os que vêem a história, além de um aprendizado, como um verdadeiro edifício também construído pela argamassa do capitalismo planetário. A crise, portanto é cíclica. Um círculo-vicioso, um câncer envelhecido, há anos camuflado pela elite internacional e seus governos. Apenas os efeitos dela é que são democratizados, vez que mais cedo ou mais tarde (em maior ou menor grau)as diversas nações do globo haverão de pagar sua cota de sofrimento. Especialmente os países chamados periféricos do terceiro mundo e/ou emergentes. E nem é preciso ser bom historiador para perceber que, de tempos em tempos, a crise do capital sempre retornarcomo que mostrando aos contumazes dirigentes do caos que o capitalismo é um sistema apodrecido, que já se aproxima da sua exaustão. Assim como a forma exacerbada de consumo e desperdício que impõem as sociedades do mundo em relação a natureza e as recursos naturais. É evidente desde agora os grandes equívocos que o modelo capitalista encerra no seu arcabouço econômico-financeiro.

Em suma, é um modelo sustentado pelo egoísmo, a pilhagem, o vilipêndio, o estiolamento e as contradições de toda sorte. De modo que nada disso pode servir por mais tempo a humanidade, sobretudo aos que Marx chamou de proletariado. A crise já era algo esperado pelos que se sentem de alguma forma, donos do mundo e do poder. A fase atual do capitalismo – o imperialismo, adentra o século XXI dizendo a que veio, isto é, que o caos está apenas começando. Esta é a principal razão de todo o silêncio do Governo norte-americano - o epicentro deste verdadeiro Tsunami financeiro, bem como de todos os seus asseclas da exploração internacional. Mesmo distante o que ocorreu em 1929 parece não ter servido como aprendizado aos agentes da ciranda financeira internacional. Mas o processo histórico é de fato inexorável. A história não costuma ser tão pródiga nesta questão e, tampouco fazer concessões aos que se imaginam donos da verdade e por isso fazem vista grossa para a dialética das vicissitudes sociais. Mesmo que a história só se repita como farsa como também nos ensinou o autor do Capital.

Enquanto a economia mundial não se dispuser a tomar outro rumo, nós os pobres da periferia planetária ainda haveremos de experimentar momentos de dificuldades, muito mais críticos e cada vez mais exíguos nos seus intervalos de ocorrências. A má distribuição da renda mundial geradora dos altos índices de desigualdades e outros males; a diminuição do estado, a privatização dos serviços públicos e sociais elementares; a macro valorização do sistema bancário e do lucro; a agiotagem internacional expressa nas dívidas externas e internas; a não valorização da economia produtiva ante o trabalho, a ciranda financeira; a mercantilização de serviços essenciais como saúde, educação e cultural, dentre outros, poderão comprometer ainda mais a vida de diversos países espalhados pelo mundo inteiro. Todas estas questões possuem um interessado em comum e direto: os EUA juntamente com todos os seus apaniguados capitalistas. É o modo mais prático que encontraram para o desmantelamento de estados autônomos(que ousaram seguir outro rumo) e a fabricação da miséria no resto do mundo e, assim puderem lucrar cada vez mais com isso.

A crise não pode ser outra coisa, que não o resultado natural desta política absurda e desumana implantada há várias décadas pelos imperialistas da corte mundial. É urgente que se invista no social. Que ponham fim às dívidas externas que sagram de morte populações inteiras de pobres e miseráveis pelo mundo afora. É preciso que se plante a solidariedade internacional, para uma coexistência pacífica e justiça social. Do contrário nada de bom poderá ser colhido no futuro em relação aos povos em escala internacional. Estaremos sempre às portas de uma guerra social estabelecida. Não é à toa que o Japão já começa a distribuir dinheiro para todos os seus habitantes numa tentativa desesperada de conter a crise. Os EUA principal responsável pelo caos, já anuncia com Obama intensos investimentos na sua economia de base a fundo perdido; socorro ao sistema bancário e a elevação da suas atuais cotas de subsídios notadamente no setor agropastoril.

Enquanto no Brasil, mais uma vez quem paga o preço ardo de mais uma crise são os trabalhadores. Basta ver as levas de operários postos no olho da rua, inclusive por empresas públicas como é o caso da Embraer, que até pouco tempo era tida como modelo. E o Governo Lula apenas disfarça o perigo com frases de efeitos lançadas na imprensa como se a tal crise fosse apenas “para inglês ver”. A crise em questão é preciso que se diga, não é dos trabalhadores, mas sim do capitalismo. Portanto, o aparelho capitalista internacional(leia-se governo americano) é quem deve arca com o ônus desta problemática. E a primeira iniciativa seria se dispor a abrir mãos dos juros da própria dívida internacional que ora vêm vampirizando nações inteiras de várias partes do Globo, incluindo o Brasil. Do ponto de vista interno a própria elite detentora das grandes fortunas também devem responder por este momento de percalços que está apenas começando, como asseguram os especialistas. Visto que historicamente, nossa elite tem conseguido obter grandes vantagens/lucros com a exploração da nossa classe trabalhadora, dentre outras coisas através dos baixos salários e imensos investimentos na sistemática da agiotagem. Enfim, quem precisa de auxílio neste momento são os operários, ou seja, os trabalhadores de um modo geral – a força motriz de todo progresso, e não o sistema financeiro como tentam fazer que acreditemos. Mesmo num mesmo de crise a prioridade do Brasil e do mundo deve ser o emprego e todo o investimento possível na sua estrutura produtiva.
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Por: José Cícero
Professor, Poeta e Escritor
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto
Aurora - CE.

Hélio Ferraz Lança Cordel no SESC/Crato

O cordel "Mulheres Fazem II" do poeta/intérprete/compositor caririense
Hélio Ferraz, será lançado no dia 9/3 (segunda-feira), a partir das 19h na unidade
do SESC/Crato (Rua André Cartaxo, 443 - Crato-Ce).

Hélio Ferraz é um dos mais criativos artistas do Cariri. Além de grande cordelista é xilogravurista, compositor e intérprete sendo figura marcante na cena musical de Juazeiro. Os frequentadores de restaurantes da cidade que gostam da boa música, sempre procuram os locais onde o H. Ferraz se apresenta. Quem o conhece sabe do que estou falando. Como compositor, tem parcerias com vários artistas locais, atributo que lhe garantiu a edição em CD de várias composições, próprias ou como coautor. E como xilógrafo ilustrou capas de vários cordéis dos mais variados poetas daqui e dalhures sempre produzindo trabalhos com muita originalidade e sensibilidade estética.

O lançamento do segundo "Mulheres Fazem" certamente marcará a chegada de um trabalho poético em grande estilo, embora o poeta, não muito afeito às regras academicistas, prima pela rima quase perfeita e pela métrica que beira a perfeição. Conheci o Hélio Ferraz quando membro da Sociedade dos Coredelistas Mauditos. Mais informações pelos:
(88)3523-4444 e (88) 88032624.

Por: Geraldo Sales / Juazeiro do Norte-Ce

Drogas fumadas e vividas - Por: Dr. José Flávio Vieira


“Droga é o que se vive e não o que se fuma”
( De um Grafitti em um muro de Sobral)

Mês passado o ministro da Saúde José Gomes Temporão teve a coragem de pôr em pauta um assunto polêmico que periodicamente assalta os salões midiáticos: A Descriminalização das Drogas no Brasil. A questão atinente à dependência química recurrentemente nos bate à porta : ela é um problemática mundial que se tem avolumado ano após ano e, até o momento, não se tem um caminho claro para contornar este obstáculo. Talvez, por isso mesmo, neguim apresenta em toda rodinha de bar uma solução fantástica e infalível : “ se eu fosse o Presidente da República, já tinha resolvido esse problema, eu fazia assim e assado e num instante não tinha mais drogado no país”. Claro que abordagens tão superficiais servem para aquecer o papo entre uma cerveja e outra , mas estão longe de acrescentarem muito numa discussão tão complexa. Como hoje é sábado, dia de se colocar conversa prá fora, lá vou eu novamente pôr um pouco da minha farinha neste pirão.
É preciso antes de tudo se entender que o contato do homem com as drogas data de eras imemoriais. O Rig Veda, livro sagrado dos Hindus, faz relato do uso da maconha já 1000 anos antes de Cristo. Devem ter começado com rituais ainda nas cavernas. Assim há que se entender que é praticamente uma utopia imaginar que um dia acabaremos no planeta com esta relação tão antiga e tão íntima. Do ponto de vista econômico, por outro lado, a batalha é hercúlea : as drogas, mundialmente, são a terceira maior fonte de renda ilegal ( perdem apenas para venda de armas e a pirataria). A ONU avalia que as drogas movimentam , na terra, 400 bilhões de dólares por ano e, pasmem, tem cerca de 200 milhões de consumidores e 2,5 milhões de dependentes. No Brasil se calcula que só a Favela da Rocinha no Rio de Janeiro movimenta com drogas em torno de R$ 30 milhões todo santo mês. E existe, hoje, uma certeza absoluta em todos os países: a repressão simples e pura que se vem fazendo , ao tráfico,a tantos e tantos anos, tem sido totalmente inócua, quando não incentivadora mais e mais desta atividade. Entre 1990 e 1994 os EUA gastaram mais de U$ 4 bilhões na repressão interna e externa ao tráfico e o resultado foi hilário. Em 1990 estimou-se que foram traficadas para os Estados Unidos 400 toneladas de Cocaína e, em 1994, após todo o árduo trabalho repressivo, calculou-se o tráfico em 700 toneladas. Em 10 anos os EUA torraram mais de 100 bilhões de dólares na repressão às drogas.
Reflitamos um pouco sobre a questão. A primeira pergunta básica, talvez seja : por que os homens precisam das drogas e por que elas aumentaram tanto em todo mundo depois dos anos 60 ? Reparem bem, tornamos o mundo chato demais, nos últimos tempos. Desencadeamos uma competição desenfreada, uma espécie de Maratona para o Abismo. Os humanos já não são indivíduos, mas soldados : “Ao Vencedor as Batatas” . De tanto trabalhar para sobreviver, falta-nos tempo para viver. Em tempos passados, buscávamos, em meio à finitude temida, uma experiência de transcendência com as drogas. Já hoje, não dá para agüentar a existência sem anestesia: ou álcool, ou fumo, ou cola, ou lexotan, ou cocaína, ou maconha ou seitas religiosas. Como pregava Maiakóvsky : ou morre-se de ópio ou de tédio. Assim, antes de pensar em suspender a anestesia do paciente que sofre, devemos procurar descobrir a patologia que lhe causa o sofrimento e tratar. Ninguém tem o direito de arrancar a lata de cola do menino de rua que a usa para passar a fome e o frio, se não temos um mundo melhor e mais justo para lhe pôr nas mãos, no lugar da latinha. A segunda questão que precisa ser lembrada é que a droga se tem a porta do inferno aberta para todos que a consomem, para se chegar nele, antes se passa pelo paraíso. Ela tem junto de si essa perfeita duplicidade e não adianta pregar apenas o seu lado perverso para os usuários. Vamos passar todos por retrógrados e caretas. Um outro ponto importante: o fumo e o álcool são também drogas perigosas e lícitas. O fumo mata setenta e cinco vezes mais do que qualquer outra droga e o álcool vinte e cinco. Não é só a overdose de cocaína ou heroína que mata, embora ela tenha muito mais espaço no noticiário. O traficante da favela , sabe-se, é um bandido perigosíssimo, mas ele só existe porque do outro lado da cidade, encontra o bacana que paga fortunas pela droga ilícita.
O mundo todo tem visões diversas no que tange à legalidade do consumo. Alguns tipos, como a maconha, são legalizadas na Holanda, na Suécia, na Suíça, na Espanha e em 11 Estados dos EUA. A Turquia pune com prisão perpétua e pena de morte. No Brasil o consumidor é apenado de 6 meses a 1 ano de prisão e o traficante de 3 a 15 anos. A lei brasileira é muito rigorosa, por diversas razões. Primeiro o consumidor é visto como um criminoso e não como um doente que necessita de tratamento. Depois, todas as drogas são colocadas em um mesmo patamar de risco, o que é um verdadeiro absurdo. Tanto faz o tráfico de “Lança Perfume” ou o de Cocaína, a penalidade é a mesma. Isso leva a que o tráfico, extremamente organizado, opte por traficar drogas mais pesadas e mais rentáveis.
Pois bem, tenho uma opinião bem formada sobre a questão. Valho-me do utilitarista Stuart-Mill(1806-1873) que rezava só existir uma razão para o estado criar uma lei: a de evitar que uma pessoa prejudicasse terceiros. Assim sou a favor da total autonomia do homem. Qualquer um tem o sagrado direito de fazer o que quiser da sua vida, até mesmo tirá-la, segundo seus individuais princípios e valores. O estado não tem nada a ver com isso e só poderia intervir para evitar prejuízos de terceiros. Assim, penso, que ninguém pode ser tolhido na usa liberdade individual: se quiser usar qualquer tipo de droga, lhe é um direito inalienável. Para mim, a ação do estado está restrita a tratar e ajudar a todos aqueles que queiram sair do vicío ( aí , sim, a droga passa ser uma problemática social) e a educar toda a população mostrando os riscos e os malefícios da toxicomania. Resta , talvez, ainda, a mais grave das questões: a droga na infância e adolescência. Aí, sim, a venda tem que ser encarada como tráfico e a repressão precisa ser utilizada de forma ampla e concentrada, além de extensos projetos educativos de prevenção. Imagino que assim teríamos muito mais condições de fixar as ações do estado em educação e saúde , melhorando a prevenção e o tratamento com centros especializados e, antes de tudo, minorando uma dos fatores mais alimentadores do tráfico: as desigualdades sociais.
E antes de tudo , precisamos lutar conjuntamente por um mundo melhor e mais respirável, para que a verdadeira droga a ser combatida seja a que se vive e não aquela que se fuma.

Por: Dr. José Flávio Vieira


Arcebispo excomunga mãe de garota de nove anos e médicos, após aborto - Por: Dr. José Flávio Vieira

Dom José Cardoso Sobrinho disse que todos os que praticaram e permitiram o procedimento estão excomungados e que a lei de Deus está sempre acima da lei dos homens"O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho (foto 2), excomungou a mãe e os médicos que interromperam a gravidez de risco de uma menina de nove anos. O padrasto confessou que abusava da menina desde os seis anos. A menina está no Centro de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), maternidade pública do Recife. Assim que foi internada, na noite da última terça-feira (3), começou a receber doses de um medicamento para interromper a gravidez. No fim da manhã, os fetos foram expulsos. " Se a gravidez continuasse, o dano seria pior podendo levar ao risco de uma gravidez de alto risco”, explicou o médico Olímpio Moraes. “O risco existiria até de morte ou até uma sequela definitiva e não poder mais engravidar". Mas para a equipe médica não foi uma decisão simples. Desde que a justiça autorizou, a realização do aborto passou contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da igreja, bem como do pai da menina. Os médicos decidiram seguir o que determina a lei. “Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida”, disse o médico. “Ela está incluída nos dois e, como médico, não posso deixar que uma menina de nove anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida”. IGREJA X LEI Para o arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho, a leis de Deus está sempre acima da lei dos homens. “Quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária a lei de Deus, esta lei humana não tem nenhum valor”, disse. A reação de arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, Dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da igreja. “Para incorrer nessa penalidade eclesiástica é preciso maioridade. A igreja é muito benévola, sobretudo com as pessoas de menor”, afirmou o arcebispo. “Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou este aborto, incorreram na excomunhão”. Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a decisão do arcebispo. Para Carla Batista (foto 03), educadora do grupo SOS Corpo, a polêmica prejudicou a menina. “Tem organizações que não levam em conta a vida dessa menina e, em um momento como esse, fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado”, concluiu."

Algumas Perguntas que não querem calar :

1- E nem uma excomunhãozinha sobra para o Padrasto violentador e os Padres Pedófilos?


2- A mãe já duplamente penalizada pela culpa de ter escolhido o padrasto da menina como marido e pela dupla gravidez da filha de nove anos, merece ainda assim o fogo eterno? Só porque é pobre e não pôde levar a filha a uma Clínica particular e fazer o aborto às escondidas, sem nenhuma exposição na imprensa mundial ?


3- O Arcebispo sabe ao menos se todos os envolvidos na excomunhão são católicos? Excomungar alguma ovelha que não faz parte do seu rebanho é o mesmo que penalizar um torcedor do Flamengo proibindo-o de nunca mais usar a camisa do Vasco !


4-Como você católico praticante procederia se esta tragédia tivesse acontecido na sua casa? E vc caro pároco, se engravidasse uma beatinha, pensaria alguma vez no aborto ?


5- Com tanta repercussão internacional o Arcebispo irá ajudar profundamente a legalização do aborto no país?


6- Por que não se ouve falar em excomunhão na França, nos EUA, na Itália onde o aborto é totalmente legalizado? Só sobra excomunhão para pobre e miserável?


7- É, mas o Padre Cícero também sofreu excomunhão. A opção entre excomunhão e reabilitação depende de que interesses?


8- A Lei de Deus está acima da Lei dos Homens ? De que Deus, cara pálida, seja mais específico. A do Deus dos Testemunhas de Jeová que impedem o uso de sangue e derivados levando crianças à morte? A do Deusa dos Islâmicos que autorizam os homens bomba em troca do Nirvana ? Ou a Lei de Tupã que permitia o Canibalismo ? Quem transcreveu as Lei de Deus ? Ele permitiu e ordenou o massacre dos Albigineneses, das Cruzadas, da Noite de São Bartolomeu, da Inquisição ?

Por: josé Flávio Vieira

A Árvore e a Vida - Luiz Cláudio Brito de Lima


Era um dia típico de verão, o sol parecia querer demonstrar o quanto estava insatisfeito com a poluição que reina nesse planeta, as nuvens provavelmente com receio da fúria do sol, dissiparam-se, decidiram na noite anterior desaparecer em forma de gotículas, quase que imperceptíveis. As flores restaram inertes, sem nenhum movimento, com certeza sentiam a falta da brisa, essa também não deu o “ar” da graça, o sol é poderoso, impõe medo, desespero, afugenta, quando não causa estragos.


Aquele andarilho já havia andado quilômetros – a final seu nome leva a essa conclusão – sentia vontade de muita coisa, sobretudo beber um pouco de água, sentar em baixo de uma sombra, quem sabe uma que lhe proporcionasse além da calmaria, uma fruta para apaziguar seu estomago, que lhe trouxesse o conforto para a alma. Andou mais e mais, não encontrou a tão almejada arvore, muito menos fruta alguma. A frente avistou uma linda casa, pomposa, com detalhes na parede que lembravam o mar – ah o mar, com aquelas águas deliciosas, pena que não se pode beber a água do mar, pois apresenta um gosto estranho, diferente da do rio – resolveu chamar o proprietário daquela residência e lhe pedir água, ou quem sabe um prato de comida, se possível com uma fruta, chegou próximo ao portão, por sinal imenso, imponente, majestoso, lembrava o da igreja que tinha o habito de ir aos domingos, será que existia ainda? Tomou coragem e tocou a campainha, esperou, nada, tocou novamente, mais alguns instantes persistia o silêncio, desistiu, continuou a jornada.


Um pouco a frente encontrou um bar, não muito luxuoso, mais com certeza havia o que comer, solicitaria ao dono do estabelecimento um pouco de água, sem logicamente esquecer da fruta – como é bom uma fruta. Pediu licença, entrou. Um senhor que estava no fundo da venda levantou-se de forma enérgica e antes que chegasse mais próximo, foi logo dizendo: O que você quer? Quem mandou entrar no meu comércio? Pode ir saindo logo, não gosto de vagabundo, maltrapilho. O andarilho aquietou-se, perdeu a língua, não teve coragem de fazer ou falar nada, apenas deu meia volta e saiu. Não compreendia porque fora tão maltratado, não fez nada de errado, pediu licença antes de ingressar na casa alheia, se aquele senhor não podia ajudá-lo, bastava dizer, que ele iria embora. Prosseguiu, agora com o espírito ferido, a alma dilacerada, não era bandido, criminoso, não justificava ser tratado assim, da mesma forma que era respeitador exigia respeito.

Mais a frente deparou-se com um terreno imenso, uma espécie de chácara, o paraíso, o oásis, a terra prometida. Dessa vez iria aguardar a autorização para entra naquele sitio, casa, chácara, seja lá o que for. Parou na frente do portão, esse não era tão sofisticado como o outro, anunciou-se, ninguém respondeu, chamou mais alto, sem nenhum efeito, gritou, clamou, porém sem resultado. Lá no fundo avistou várias arvores frutíferas, viu goiaba, manga, caju, até seriguela. Próximo as arvores percebeu uma torneira, com certeza com muita água, bastante, seria possível até um banho, quem sabe. Pensou, pensou, e não hesitou pulou o muro e encaminhou-se até as frutas, ficou na duvida: devo comer primeiro algumas frutas ou tomo água? Até imaginou que poderia colher algumas e levar consigo, distribuindo aqueles que também sentiam fome, perdeu muito tempo com essas indagações, nesse interregno ouviu uma voz: quem esta ai? Se for ladrão, comece a rezar que não tenho piedade não. Ao ouvir aquela ameaça entrou em pânico, mais uma vez ficou na duvida: corro ou pego a fruta? Fujo ou tomo água? Restou imobilizado por alguns instantes, por fim tomou uma decisão, pegaria algumas frutas, subiu na primeira arvore que encontrou, era um pé de goiabeira, quando estava a uns dois metros e meio de altura, conseguiu, apesar da distância, enxergar seu algoz, seu ameaçador, que também o avistou, nesse instante, ele esticou a mão para pegar uma goiaba, porém, juntamente com o seu movimento um tiro foi disparado, parece que caprichosamente calculado. Pronto, quando ele agarrou sua fruta, sentiu uma imensa dor no peito, pensou em soltá-la e verificar o que estava acontecendo, que dor seria aquela, pois nunca havia sentido nada igual, logo em seguida sentiu outra dor, agora no ombro, seguidas de várias outras, por partes diversas do seu corpo, sentiu uma fraqueza – pensou ser a fome aliada à sede – não se conteve caiu, rolou do alto da arvores, ricocheteando entre os galhos, parou no chão, do lado da torneira – ah que linda torneira, deveria ter muita água ali – olhou em sua volta, avistou um senhor se aproximando, baixinho, gordo, com cara de mau, ao passo que se aproximava reconheceu aquela figura, era o proprietário do mesmo bar que há pouco o destratara. Encarou aquele ser desprezível, fixou no fundo dos olhos, percebendo que segurava em sua mão direita a fruta tão desejada, fez o que seria seu ultimo movimento, ergueu o braço, procurou a direção daquele senhor, e com a voz estorvada disse: “se soubesse que lhe faria falta, não ousaria entrar e pegá-la” e como se pretendesse entregar a furta ao seu legítimo dono, esticou os braços em sua direção, porém, seus braços tal qual a de um recém-nascido perdeu a coordenação, caiu ao encontro do solo, a goiaba tão valiosa rolou e parou aos pés do assassino.

Nesse momento, de forma inexplicável fez-se escuridão no céu, o sol até então altivo, sumiu, escafedeu, retirou-se para a chegada dos primeiros pingos da chuva, que começaram a cair lembrando lágrimas de uma criança que teve seu brinquedo subtraído, só que nesse caso o brinquedo furtado fora uma bem valioso: uma vida humana.

Previsão do tempo para Hoje, 06 de Março de 2009, Sexta-feira.


Fonte: Climatempo

Vem aí o SHOPPING POPULAR DO CRATO !


Foi apresentado na noite da última quinta-feira no Teatro Municipal Salviano Saraiva, projeto para a construção do Shopping Popular do Crato, pelo prefeito Samuel Araripe. Falando para uma platéia formada pelos atuais vendedores do camelódromo, além de autoridades locais como o chefe do corpo de bombeiros, a vigilância sanitária, e o secretariado do município, o prefeito Samuel Araripe apresentou em telão e por cerca de 1 hora, o projeto para a edificação de um novo shopping center popular para o Crato, que será construído no mesmo local aonde hoje funciona o camelódromo e visa solucionar de forma eficiente e definitiva, todos os problemas que aquele local enfrenta atualmente, como a falta de saneamento, higiene e segurança.

O projeto terá um custo total avaliado em cerca de 2 milhões e 800 mil reais, e é uma parceria entre a Prefeitura municipal, que fornece o terreno para a sua construção ( avaliado em 1 milhão e 200 mil reais representando cerca de 45% do projeto ), e o financiamento do Banco do Nordeste do Brasil. O prazo para a construção é de 8 meses a partir do início das obras. O Shopping Popular do Crato será um shopping center em todos os sentidos, construído em 2 pavimentos, com praça de alimentação e projeto arrojado. Será realizado em um dos locais mais valorizados da cidade, e serão construídos 300 boxes com prioridade para os atuais vendedores, em número de 160, e o excedente será utilizado para acomodar os vendedores ambulantes que hoje negociam seus produtos no restante da cidade. Na apresentação foi destacado que cada vendedor do novo shopping popular receberá escritura definitiva do seu loteamento, e o financiamento será pago em 12 anos, com uma parcela inicial estimada em 140 reais para cada permissionário e diminuindo para menos de 100 reais em 6 anos. Resultado de inúmeras reuniões desde 2007, foi criada também uma associação para contatar diretamente com o Banco do Nordeste, congregando as 5 associações existentes no local atualmente, e foi criado um grupo gestor eleito pelos próprios permissionários que irá administrar o novo shopping. Foi ainda decidido que no shopping popular do Crato não serão comercializados produtos perecíveis, como frutas, verduras nem carnes, e não serão permitidas vendas de bebidas alcoólicas no local. O projeto uma vez concluído, irá beneficiar todo o centro comercial do Crato, pois oferecerá todas as condições de higiene, segurança e estética para a população. Falando com grande entusiasmo, o prefeito Samuel Araripe apresentou o projeto do novo shopping popular em Datashow e destacou-se dentre outras coisas, que a construção possui sobretudo um caráter social, que visa garantir a satisfação de todas as partes envolvidas. Segundo Samuel Araripe, "todos ganham com o novo projeto. Ganha a população, que terá um local apropriado com todas as condições de higiene e segurança para realizar suas compras no centro da cidade com tranquilidade, ganham também os próprios vendedores, que oferecendo melhores serviços, atrairão novos clientes para o local, e ganha também o comércio como um todo, que passa a conviver com mais segurança". Na ocasião pronunciaram-se também o chefe do corpo de bombeiros do Crato, que destacou a necessidade urgente da construção do novo shopping, o secretário Duda Alencar, que ressaltou os benefícios para o centro comercial do Crato, e deu-se oportunidade à platéia formada por vendedores, que puderam tecer suas críticas e sugestões ao novo projeto, que ao final, foi recebido de forma entusiástica por todos os presentes.

Por: Dihelson Mendonça

Homenagem ao Prof. Ulisses Germano - Elisa Moura

Há alguns anos o Crato recebeu um grande poeta e compositor, músico, artista plástico, professor de arte e cultura do Col. Pequeno Principe, Ulisses Germano veio para ficar e acrescentar cultura a nossa linda cidade. Vale a pena divulgar que ele está com vários projetos artísticos que inclui uma apresentação no SESC (ainda não divulgada a data). Atualmente a cantora Elisa Moura gravou músicas desse artista, e gostaria de divulgar a música, assim como também meu blog de trabalho: www.elisamoura.blogspot.com. As músicas estão no Palco Mp3 - Elisa Moura.

Grata pela atenção e parabéns pelo maravilhoso trabalho que vem desempenhando!

Por: Elisa Moura

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