xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 25/02/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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25 fevereiro 2009

Chegou quarta-feira!!


a luz apaga porque já raiou o dia
e a fantasia vai voltar pro barracão
outra ilusão desaparece quarta-feira
queira ou não queira terminou o carnaval
mas não faz mal, não é o fim da batucada
e a madrugada vem trazer meu novo amor
bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
come o couro no terreiro
porque o choro começou

a gente ri
a gente chora
e joga fora o que passou
a gente ri
a gente chora
e comemora o novo amor.
Maria Rita.

Rede Globo aproveita as luzes dos bastidores do Carnaval para tirar do ar a TV Diário - Por: João Paulo Fernandes




O acontecimento mais triste deste Carnaval 2009: a TV Diário via satélite sairá do ar na quarta-feira de cinzas.
Para todos os nordestinos e não nordestinos que residem fora da região, e que apreciam a programação da TV Diário, definitivamente, hoje poderá ser o último dia de transmissão da emissora genuinamente cearense atingir a sua potência máxima em milhares de lares brasileiros.
A crise do IBOPE que leva os diretores da TV Globo ao desespero e baixaria. Mais um golpe estúpido, sujo e baixo da Rede Globo de televisão, em aniquilar, destruir os seus potenciais concorrentes através de fortes pressões, ameaças e imposições mesquinhas, como se ainda estivéssemos na época das origens sinistras da Rede Globo – a Ditadura Militar.
A TV Diário é uma emissora de televisão aberta surgida no Ceará que com ousadia e disposição vem exibindo uma programação produzida a distancias do eixo-emissor da comunicação brasileira. De certa forma é um dos únicos focos de resistência na comunicação televisiva do Brasil, diante a agressividade das redes formadas a partir do sudeste.

Chega a ser um exemplo de competência (mesmo com a qualidade de sua programação questionada, porque "reproduz", com o sotaque e o jeito cearense de fazer, muita anormalidade assistida nas emissoras sulistas ditas "donas do Brasil"). Ligada ao Sistema Verdes Mares de Comunicação, forte grupo econômico cearense, que também administra a afiliada da TV Globo em Fortaleza. Este mesmo grupo está prestes a colocar uma nova afiliada da Rede Globo, desta vez no Juazeiro do Norte (interior cearense).
O dilema mais que problemático está ai, na mesma casa que acolhe duas emissoras afiliadas da Globo, tem levado em diante o projeto polemizado e ameaçador que é a TV Diário. A emissora cearense cresceu muito em proporções de audiência em todo o Brasil, e agora ameaça determinados nichos de mercado da poderosa emissora sulista (que não pretende ceder espaço aos concorrentes, já que a Rede Record vem aos poucos deixando a Globo para trás, imagina se surge mais uma poderosa em pleno Nordeste?).

Não há clausula no contrato da TV Globo com as afiliadas que citem este item de que é proibido o mesmo grupo possuir outra emissora via satélite para todo o Brasil, entretanto, como a ameaça de perda de pública da Globo agora é uma realidade, esta emissora sulista de TV está pressionado os membros da TV Diário (os seus diretores e todo o seu cast de apresentadores) no sentido de que a TV Diário deixe de ser exibida em rede nacional (via satélite).

O objetivo da Rede Globo é "cortar o mal pela raiz", é proporcionar um desmonte em tudo o que a TV Diário já conquistou, em poucos anos de vida. A TV do Nordeste corre o risco de ser transmitida apenas em caráter local e alguns pontos do interior do Ceará. Tudo por conta do medo da Globo de perder espaço, audiência, e assim, perder parte dos seus lucros, com a baixa no preço dos anúncios nos blocos de comerciais e patrocinadores.

Os donos do Sistema Verdes Mares e o enigma da censura: seria mais viável financeiramente se aventurar no risco da conquista através da TV Diário em rede nacional, e desta forma perder de vez as duas fortes emissoras afiliadas da Rede Globo no Ceará? Ou ficar engolindo sapo dos inescrupulosos sulistas e fazer a coisa da forma que eles querem, agüentando as chicotadas calados, e ficar com a margem de lucro pequena na TV Diário, mas se manter com a certa arrecadação constante das duas emissoras globais no Ceará?
Diante o caos da escravidão do poder financeiro foi que ontem (20/02) aconteceu uma reunião turbulenta na cúpula da TV Diário (a mesma sede da afiliada da Rede Globo cearense) para comentar este drama de esmagamento geral da Globo sobre a TV do Nordeste entre os seus apresentadores. Infelizmente os diretores das duas emissoras cearenses não se deram de conta nem de separar o ambiente de trabalho da Globo local e da TV Diário (um erro).

A desgraça é que a Rede Globo na frente das suas câmaras é contraria as intolerâncias, e por detrás dos focos prega agressivamente a sua própria intolerância, numa hipocrisia jamais vistas em reconhecer os seus potenciais concorrentes. Está mais do que na hora de uma instituição pública de regulamentação do setor dos meios de comunicações tradicionais começar a intervir na pressão sofrida pela TV Diário ao massacre Global (se é que também já não foi comprada pela moeda do defunto Marinho).

Caso a TV Diário ceda as pressões, coitado do Edson Queiroz (fundador do Sistema Verdes Mares de Comunicação) que deverá estar se roendo por inteiro (esteja onde estiver) na dor de ver o seu projeto de conquista ser encolhido por forças ocultas globais sulistas. Ache bom ou ache ruim, a TV Diário vai abrir mesmo as pernas?, é isto!

Fonte: http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/

Os "Soldados do General" - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Tempos atrás, durante uma das gestões do senhor Tasso Jereissati como Governador do Ceará, para atender a interesses partidários (do PSDB), foi rebocado, lá do belo, frio e longínquo Rio Grande do Sul, para comandar a Secretaria de Segurança do Estado, um certo General, à época recém-aposentado do Exército (FCV são suas iniciais, não necessariamente na ordem).
Alto (1,90m), atlético, educado, olhos azuis, falante e risonho, o distinto General logo caiu nas graças de pelo menos dois questionáveis segmentos sociais: de um lado, a mulherada “independente” (desquitadas, balzaquianas, divorciadas, viúvas e mal-amadas) que, tal qual o nosso eterno rei Roberto Carlos, vivem incansavelmente ávidas à procura de novas e fortes “emoções”; na outra ponta, um certo “contingente” da imprensa tupiniquim, a turma da fofocagem, da babação, do puxa-saquismo, responsável pelas colunas sociais dos jornais.
É que, convidado quase que diariamente para festas e mais festas da alta sociedade, o General não só se fazia presente como - e principalmente - se fazia destacar pela disposição irrefreada de rodopiar com desenvoltura pelos salões (com a distinta esposa, evidentemente), fosse qual fosse o ritmo tocado; aos primeiros acordes de um som qualquer, o distinto casal era o primeiro a adentrar a arena de dança e o último a sair; dizia-se, à boca pequena, que era um autêntico “pé de valsa”, já que, além de gostar realmente de bailar, parecia flutuar, com leveza, acima dos mortais comuns. Um autêntico “expert” na arte da dança, tal qual no piano o é o Dihelson.
Dia seguinte, no caderno do jornal destinado às fofocas, os colunistas sociais eram pródigos, fartos e magnânimos com o General, ao realçarem sua forma física, sua desenvoltura, seu pique e sua simpatia nos salões, ao mesmo tempo em que teciam loas à tranqüilidade do evento, porquanto a segurança teria sido feita (intrigantemente), pelos “...soldados do general”.
Enquanto isso, a manchete da primeira página do mesmo jornal, do mesmo dia, nos informava de mais um assalto que houvera sido praticado na cidade na noite anterior, de mais um crime que houvera sido perpetrado na madrugada, de mais um acidente com vítimas, sem que o policiamento tivesse conseguido chegar a tempo de obstá-los.
E o nosso nobre General, livre, leve e risonho a, incansavelmente, rodopiar, rodopiar e rodopiar interminavelmente pelos salões da vida; e a segurança dos salões sempre, sempre e sempre entregue aos “...soldados do General”.
Perplexos e inconformados, redigimos um texto apropriadamente intitulado “Os Soldados do General”, onde questionávamos se era correto, se constitucionalmente seria permitido que referidos militares se prestassem a “pastorar” festinhas particulares (a troco mesmo de quê ?), enquanto a cidade literalmente entregue estava a marginais que, acintosamente, pintavam e bordavam, faziam e desfaziam, casavam e descasavam impunemente. O momento era tão crítico, no que se relacionava à (in)segurança reinante, e a argumentação usada era de uma consistência tal, que a nossa carta foi aprovada e publicada, ípsis litteris, na seção destinada à manifestação dos leitores.
À noite do mesmo dia, aí pelas 23:00 horas, quando já nos havíamos recolhido, eis que o telefone toca insistentemente; uma, duas, até que na terceira tentativa o atendemos ainda um tanto quanto sonolentos e, do outro lado, uma voz autoritária, soturna e metálica perguntou se o José Nilton estava; ao indagarmos quem queria falar com ele, a desagradável surpresa: aqui é o Major “Fulano”, Chefe de Gabinete do General “Beltrano” (do próprio).
Após a confirmação de sermos quem ele procurava, o pedido inusitado (ou seria uma ameaça, não tão velada assim ?): o General “Beltrano” manda lhe avisar que leu sua carta, publicada hoje no jornal; ele pede, no entanto, que o senhor procure ver o que vem sendo feito na área de segurança, que procure entender que se trata de uma área muito problemática, muito difícil, muito delicada; que, enfim, tenha mais paciência e procure divulgar coisas boas, favoráveis, a respeito.
Agradecemos, sensibilizados, a “deferência” da insistente ligação àquela hora, e aproveitamos para pedir ao distinto Major para avisar ao nobre General que não se preocupasse, que quando houvesse necessidade, quando se fizesse preciso, quando ele merecesse, assim como havíamos tecido críticas, também estaríamos aptos a fazer elogios. Votos de boa noite, lado a lado.
Meses depois (interstício durante o qual ainda conseguimos fazer publicar duas cartas com teor similares à primeira), ironicamente o “pé-de-valsa” dançou solenemente, ao ser recambiado às pressas para o Rio Grande do Sul, antes da data prevista; para manter as aparências (lembremo-nos que o homem era General do Exército) e não pintar sujeira no pedaço (na verdade, para esconder a inoperância ou inaptidão do dito-cujo para o cargo), convencionou-se, parte a parte, alegar que o General estaria a deixar a pasta e partir de volta, por “...motivos particulares, de força maior”.
Particularmente, ao tempo em que lamentamos profundamente, fomos tomados de uma grande frustração, constrangimento e decepção por não termos tido a oportunidade de cobrir o General de elogios, de mimos, de lantejoulas, de agrados, como ele, através do Major, expressara tal desejo.
Mas, a partir de então, uma dúvida atroz teima em nos azucrinar, diuturnamente: foi-se o “pé de valsa”, é certo, mas será que os “...soldados do general”, que ficaram, continuam a se prestar ao pastoreio de eventos particulares ???
Será ???

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva


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