xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/02/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 fevereiro 2009

Ensaio Fotográfico - Uma Tarde no Sítio - Por: Dihelson Mendonça



garota



galinha



pote



IMG_0922

Na alegria da tarde, os animais posam para eternizar seu retrato...

cao



pato 02

Alguns, até exibicionistas...

pato 01



gato 01



calango 02



papagaio

Fotos e Textos: Dihelson Mendonça

É proibida a reprodução, salvamento e reutilização sem o prévio consentimento do autor. Os infratores serão processados na forma das leis de direitos autorais e propriedade intelectual.

O que é um "p"...para quem está todo "c"... - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Como o Dihelson tá lá em Guaramiranga, no "bem bom" e muitos outros frequentadores do blog cairam na folia, aproveitamos a deixa para TRANSCREVER uma "história real", vivenciada por um personagem famoso. O fazemos porque, além de engraçada, coincidentemente, há alguns anos atrás, na mesma cidade (Rio), no mesmo aeroporto (Galeão), passamos por situação idêntica. Divirtam-se...
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"Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de “busão”. Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30. Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto. Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil, falei: Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro. Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda. O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante: Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista. Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação ânus a qualquer momento. Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado.Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e... ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado. Um cocô sólido e comprido, daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal. Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade, e confessei sério: Cara, caguei!!! Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle. Que se dane, me limpo no aeroporto, pensei. Pior que isso não fico. Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés. E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fio-fó do freguês ao sair rumo à liberdade. E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado...Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa, arrasador. E me caguei pela quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha mestruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada. Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cincos. Olhei para cima e blasfemei: Agora chega, né? Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia. Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o check-in e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus. Desesperado, comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir: Nada, obrigado. Eu só queria esquecer este dia. Um dia de merda..." Luis Fernando Veríssimo (uma história real)
Autor: Luis Fernando Veríssimo - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Todos os comentários de 20 horas atrás foram liberados - A ADMINISTRAÇÃO

Desculpem pela demora!

Que nos desculpem os comentaristas, que ficam ansiosos por verem seus comentários apresentados aqui no Blog do Crato. É que por medida de preservação da saúde física e mental, ( rs rs ), passei o dia descansando e longe do Blog ( quando ocorrem as maiores barbaridades e postagens esquisitas ). Ao voltar, acabo de liberar os comentários das pessoas que escreveram durante o dia. Peço minhas sinceras desculpas pela demora. Aqui, é impossível passar 24h à frente de um computador.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Carnaval, delírio ou saudade? - Por: Claude Bloc

Agradecendo a José Nilton Mariano pela dedicatória de um texto postado.
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O Carnaval chegou e nem senti... Foi-se o tempo em que eu me arvorava a “brincar” na AABB e no Crato Tênis Clube. A turma do Pimenta formava um bloco animado, e, com fantasias iguais, saía a saltitar pelos salões, em bloco, exibindo sorrisos, suores, alegria. Era uma turminha bem comportada, pais atentos, alma festiva. Bons tempos!

Hoje me encontro poeta de corpo inteiro, alma fragmentada pelos desacertos e aflições existenciais. Vou entrelaçando incansavelmente as palavras à minha ansiedade, à minha ânsia de viver. Concentro-me nos meus temas. Nos meus novos caminhos. Minha essência se embebe de lirismo. Minha prosa se enraíza profundamente na poesia e já não mais consigo fugir desse torvelinho inspirador, dessa roda viva.

Minha fantasia não tem mais as mesmas cores. Nem sei se disponho de sentimentos pares. Nem sei se entendo, nesse entusiasmo carnavalesco que povoa o mundo, o sentido das coisas que me rodeiam, o toque e as nuanças dos objetos cativos. As palavras que gosto de dizer são cotidianas e pertinazes ao meu estro. Dão continuidade aos vazios de minhas líricas vontades, alimentando sentimentos ermos (?)... Laçam-me pelas frestas do tempo, onde busco não ferir a evolução delicada de alguma composição literária e/ou suas constelações temáticas... Só assim, entro em órbita sem abrir mão do silêncio.

Portanto, o Carnaval hoje não mais me encanta. Que me perdoem os aficionados, mas acho uma mesmice sem igual. Sambas, brigas, bebida... droga! Tudo igualzinho a cada ano. As músicas são, na maioria, repetições de outras de anos anteriores. Mesma batida, mesma linha melódica, letras sem graça. Nem a liberdade carnavalesca me seduz, pois já a tenho a cada dia de minha vida e a uso em meu favor e não contra mim. Quero frisar que esta é apenas minha visão pessoal, a expressão do meu enfado, minha exortação à paz e ao silêncio.

Não quero com isto que a alegria se apague dos olhares dos andantes, pulantes, cantantes... A vida cada um a vê como quer ou gosta. Estou apenas anunciando minha expressão de desencanto em relação a essa engrenagem, a este período do ano, a essa euforia passageira e seus processos. Hoje, quero apenas embalar meus silêncios e manter essa minha relação intrínseca com a vida. Quero apenas assentar meu delírio no tempo e sufocar meu grito na saudade.

Por: Claude Bloc

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