xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/02/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 fevereiro 2009

Decifre...se puder - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Segundo o Houaiss, Genealogia é o “...estudo que tem por objeto estabelecer a origem de um indivíduo ou de uma família; é a exposição cronológica, em forma de diagrama, da filiação de um indivíduo ou da origem e ramificações de uma família; é o conjunto de antepassados segundo uma linha de filiação”.
Será que o exposto abaixo se enquadra em tal definição ???
Com a palavra os muitos “experts” do blog.
Divirtam-se...

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Foi encontrado, no bolso de um cadáver, antes da autópsia, a seguinte mensagem:
Senhor Delegado: “Suicidei-me !!!
Não culpe ninguém pela minha morte, pelo amor de Deus.
Deixei esta vida porque um dia a mais que vivesse acabaria por morrer louco. Preferi livrar minha família de tamanho constrangimento.
Explico:

1) Tive a desdita de me casar com uma viúva;
2) Que tinha uma filha;
3) Meu pai era viúvo;
4) E acabou casando com a filha da minha mulher;
5) Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai;
6) E a minha enteada passou a ser a minha mãe;
7) Meu pai, tornou-se meu genro;
8) Minha enteada pôs no mundo uma criança;
9) Que veio a ser meu irmão, claro;
10) Porém, neto de minha mulher; e, assim...
11) Fiquei na condição de avô do meu irmão.
12) A minha mulher pôs também no mundo um menino;
13) Que como irmão da minha mãe,
14) Era cunhado do meu pai;
15) E tio do meu filho;
16) Assim, minha mulher passou a ser nora da própria filha;
17) Eu, por outro lado, passei a ser pai da minha mãe;
18) Tornando-me irmão dos meus filhos;
19) A minha mulher passou a ser minha avó (já que é mãe da minha mãe);
20) Eu acabei sendo avô de mim mesmo”.

Melhor morrer, não ???

Autor: desconhecido - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva


E JARBAS DEU UMA FORÇA À CANDIDATURA SERRA

Jarbas Vasconcelos merece o nosso respeito. Pela sua coerência política e partidária. Pelo exercício do mandato quando ocupou diversos cargos de governo em níveis e poderes diferentes. Jarbas é um patrimônio de Pernambuco e por isso mesmo, poderia se tornar um dos líderes nesta aridez nordestina dos tempos atuais. Do nordeste ninguém surge para enfrentar uma situação sui generis da política nacional após os anos 30.

A hegemonia paulista. Estamos cansados desta ladainha. Se há luta entre governo e oposição, tudo se origina em São Paulo. Se o PSDB, o PMDB ou PT racham, a fissão começa em São Paulo. A mídia é toda movida pelo que São Paulo diz. A veiculação da cultura se tornou a necessidade paulista. A moda, o consumo, a sacanagem e o bom comportamento. Ninguém é importante se não for em São Paulo. Tudo é desproporcionalmente soldado neste estado.

Aí poderíamos enfrentar a renovação política por uma mudança de eixo. Minas Gerais poderia apresentar outra visão mais descentralizada do país. O Rio de Janeiro poderia ainda expressar outras coisa. O Nordeste, sem o qual um conceito de Brasil se sustenta, poderia ter um grande líder.

Pronto o Jarbas falou e logo se imagina um grito de basta. Mas no dia seguinte não foi nada disto. Jarbas falou como uma piada de quem faz merda na saída. Como um matreiro político tocou o dedo na corrupção dos partidos ao usar o PMDB como referência. Mas daí em diante derrapa feio. É que Jarbas já vai dizendo que o PMDB já se encontra nisso há mais de dez anos, ou seja desde o Governo de FHC.

Depois de Jarbas falar da genérica corrupção, centra o fogo em Sarney, Renan e claro no governo Lula. E aí Jarbas se reduz a porta voz da campanha paulista de José Serra. Enfim o foco do discurso de Jarbas: cabo eleitoral de Serra. Pela voz da maior revista brasileira, não por coincidência a porta voz da oposição. Jarbas fala dos podres que precisa usar para louvar sua opção eleitoral.

Ao final um desalento. O nordeste se encontra sem liderança mesmo. Onde o neto do Arraes se escondeu? E o Ciro Gomes? E o Tasso que se tornou um quadro nato do senado e não um político nordestino, das questões nordestinas. Aliás onde se encontra o governador da Bahia. E Jackson Lago do Maranhão? Coitado, mal sustenta as pernas pelos coices da oligarquia sarney. O governador Cunha Lima parece um Zumbi. O do Piauí um líder de refrão. O nordeste sem liderança é o resultado do futuro próximo.

Afinal a fala de Jarbas apenas serve para reforçar as recentes declarações de Itamar Franco: existem dois PMDBs. Um de Serra que terá como núcleo Quércia e Temer e o outro de Lula com Sarney e Renan.

Esta mesmice com São Paulo no centro e todos os outros excluídos e ressentidos.

Família versus Indivíduo - Por: Haroldo Ribeiro


Para assegurar a sobrevivência e a estabilidade da família, deve haver um chefe, um rei, um governante, como em todas as sociedades. Individualizar a pessoa humana, é nada menos que desorganizar a família ou a sociedade e dissolvê-la. O indivíduo é apenas um elemento dentro dessa célula orgânica da sociedade. Separar os seus elementos, promover o individualismo, é destruir-lhe a vida, é torná-la impotente para preencher seu papel na constituição do ser social, como o faria nos seres vivos, a dissociação dos elementos da célula vegetal ou animal. É função do chefe manter a integridade e coesão da família, para que jamais perca o poder que tem uma corporação que, se preciso fosse, seria capaz de subsistir de forma auto-suficiente. Quando o chefe perde a capacidade de administrar, seja lá por que motivo for, é necessário a colocação de um substituto(a) imediata, sob pena de cada membro correr sérios riscos de ter que enfrentar mares bravios e tiranos e, talvez nem sobreviver, até que encontre nova sociedade (família, seitas, grupos etc.). O incentivo à competição individualista, estimulou a vaidade de uma forma tal, que priva o indivíduo da necessidade de olhar para o futuro e de dar as mãos a fim de suprir o estranho sentimento de desamparo intrínseco da raça humana, e que a torna assim tão paradoxalmente frágil e ameaçada.

Por: Haroldo Ribeiro

Zé de Brito - Luta e trajetória - Por : Joaquim Pinheiro Bezerra

Ganhei do amigo e conterrâneo Heitor Bezerra de Brito o excelente livro “José de Figueiredo Brito – Luta e Trajetória”, de autoria dele e da sua irmã, Telma de Figueiredo Brilhante. Obra excelente, com depoimentos de figuras representativas da intelectualidade cratense. Filhos e netos também se manifestam sem descer ao oba-oba, mas mostrando, com muita clareza, a trajetória do Pai dos autores, figura de quem minha memória guarda muitas imagens, inclusive de várias conversas com meu pai, César Pinheiro Teles.
Das muitas páginas interessantes, destaco o capítulo “Maxixes & Malabares”, escrita pelo homenageado, que os organizadores tiveram a felicidade de incluir. Conta episódios da política cratense do final século XIX e início do século XX, sobretudo a disputa entre os Coronéis José Belém e Antônio Luis Alves Pequeno. Destaco alguns tópicos que achei interessante:
- naquela época, quando as lideranças não chegavam ao consenso sobre os resultados das eleições (sempre fraudadas), quem definia o vencedor não era o poder judiciário mas a bala. O Governador esperava o resultado final da luta e legitimava o vencedor, consagrando o princípio comum nas brigas infantis de que “quem corre, perde”.
- O Coronel José Belém, vindo de Milagres, estabeleceu-se no comércio do Crato. Fez amizade com o influente chefe político José Antônio de Figueiredo e foi por este nomeado delegado. Posteriormente, na crise entre monarquistas e republicanos, o líder político, sem querer se comprometer, indicou o delegado para assumir a intendência (prefeitura) na condição de renunciar quando a situação voltasse à normalidade. O Cel Belém, no entanto, apegou-se ao poder e não cumpriu sua parte no acordo.
- Para permanecer na chefia da intendência, o Cel Belém montou guarda municipal armada, formada por jagunços trazidos de Milagres. A guarda cometeu tantas atrocidades contra os adversários a ponto de gerar descontentamento na população.
- Nas eleições de 1904 foram eleitas duas câmaras municipais. Uma comandada pelo Coronel Belém e outra liderada pelo Coronel Antonio Luis Alves Pequeno. Ambos pediram intervenção do governador que anulou os dois pleitos.
- Visando acalmar os ânimos e impor a ordem, o governador nomeou um delgado especial para a cidade. Desconfiando que o enviado era simpático ao Coronel Belém, seu oponente telegrafou ao governador protestando contra a nomeação e indicando um outro. Sabedor do fato, o Cel. Belém não aceitou este segundo nome e exigiu sua demissão. O fato é que os dois delegados, que haviam viajado logo após a indicação, chegaram ao Crato sem conhecimento das suas respectivas exonerações.
- Uma inocente serenata foi o estopim da batalha travada entre os dois chefes políticos. A polícia reprimiu com tal violência a manifestação romântica que matou o Sr. Horácio Jacome, pai do ex-prefeito (1959/1963) José Horácio Pequeno.
- A batalha pela chefia da intendência (prefeitura) do Crato, com dias de duração. teve a participação de centenas de homens de ambos os lados, inclusive 100 jagunços de Vila Bela (atual Serra Talhada), comandados pessoalmente pelo vigário da cidade pernambucana, primo do Coronel Antônio Luis.
- Apesar do cerrado tiroteio, grande quantidade de armas, da munição gasta e do respeitável contingente empregado, não há registro de mortes, apenas alguns feridos.
- O Coronel Antônio Luis ficou no poder de 1904 a 1912 e de 1914 a 1928, quando perdeu as eleições para o Dr. Joaquim Fernandes Teles, que administrou até 1930.


Joaquim Pinheiro

Ao meu pai – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Quero fazer uma singela homenagem ao meu pai, Aníbal Viana de Figueiredo, que faleceu há dois anos e nove meses. Ele foi um cratense de privilegiada inteligência que estudou em Fortaleza, mas como amava muito o Crato, preferiu montar o seu consultório de dentista nesta cidade. Casou com minha mãe, Maria Eneida de Figueiredo em 29 de dezembro de 1945 e viveram juntos sessenta anos de casados. Dessa união nasceram oito filhos. Foi um exemplo de marido e de pai. A saudade é grande, mas fica a certeza de que ele cumpriu a sua missão na terra. E pela minha fé, acredito que está contemplando a face de Deus, pois passou sua vida fazendo o bem aos outros. Um homem digno que plantou nos filhos a semente da honestidade, da responsabilidade, do respeito ao ser humano e do amor ao próximo. Meu pai era uma pessoa que tinha muito amor e entusiasmo pela vida e valorizava a amizade. Lembro-me com muita gratidão que recebi dele muito carinho, amor e apoio em todos os momentos da minha vida, tudo que um ser humano precisa para crescer de maneira saudável. Embora sentindo muita falta da sua presença física, ele continuará nos guiando com o exemplo de vida e os ensinamentos que deixou para nós, seus filhos, para vivermos no caminho da retidão. Com a sua profissão, conseguiu formar todos os filhos. Jamais se preocupou em acumular riquezas e ter poder, pois era uma pessoa simples e sem vaidade. Sinto que meu pai nos deixou a melhor herança, os valores “que nem a traça e a ferrugem corroem, nem os ladrões assaltam e roubam.” (Mt, 6-19). Agradeço a Deus por ter me dado um pai tão maravilhoso, presente em todos os momentos da minha vida. A educação que recebi dele era baseada no seu testemunho de vida. Muitas vezes eu presenciei cenas importantes, para o meu crescimento como pessoa humana nas atitudes de meu pai. Na sua profissão, nunca agiu com egoísmo, sempre tratou bem a todos os seus clientes sem fazer nenhuma distinção com os que podiam pagar ou com os que não podiam pagar. Era solidário com os novos dentistas que se instalavam na nossa cidade, ajudando-os em tudo que fosse possível, sem nenhum temor de sofrer concorrência. São essas e outras qualidades que admiro no meu pai e foram passadas para todos os filhos ao longo da vida, que me fizeram decidir escrever essas palavras de respeito, amor, orgulho e agradecimento por esse pai que fez tudo que pode para fazer de seus filhos pessoas dignas.

Por: Magali de Figueiredo Esmeraldo

O CONSÓRCIO CULTURAL DO CARIRI

Os valores da região são lembrados noutras. As angústias de província não fazem sentido. Nem mesmo o reverso da humildade, certa arrogância desesperada do gênio incompreendido. Tais sentimentos que se reproduzem numa sociedade baseada no vitorioso e na mídia dominante e universal a cada dia se tornam mais confusos. É que a crise do valor universal, o mito universal, do sucesso único, do discurso único já nos mostra o quanto tudo isso se encontra em estágio de ultrapassagem.

O Cariri cearense e seu raio de influência que vai às fronteiras do São Francisco e do Jaguaribe, atinge a Paraíba e o Rio Grande do Norte e claro Alagoas e o Piauí, não necessita de manchetes que lhe dêem isso. O peso da região se entremeia na vida de um largo território além dele. Todos sabem a força do ser caririense.

As prefeituras de Crato, Juazeiro e Barbalha deveriam instituir um consórcio para estimular o modo social, cultural e particularmente o artístico regional. É um regional profundo, mas de natureza universal. Nesta dinâmica, muito viva e contundente reside uma força humana de tal monta que temos certeza que o futuro necessita dele. Um consórcio deste pode construir uma dinâmica não burocrática, uma dinâmica aberta que afinal coordene os esforços dos diversos programas de financiamento da cultura, articule os diversos centros culturais das grandes estatais e assim por diante. Um consórcio seria uma espécie de Escola de Sagres.

Como sabemos os portugueses não passariam de um ducado ibérico. Um ducado territorialmente estratégico, todo nas costas do atlântico e próximo ao estreito de Gibraltar. Dominar esta embocadura era dominar a navegação do mediterrâneo em sua expansão ao atlântico. Mas os portugueses não se resumiram à pirataria, resolveram por um projeto expansionista de domínio do atlântico. Um enorme e desproporcional sonho para aquele pequeno território do ducado.

A escola de sagres é o local onde todas as informações colhidas nas viagens eram analisadas, catalogadas, arquivadas e reproduzidas para futuros navegantes. Era um local de desenvolvimento de tecnologia náutica tanto em termos de construção de navios quanto de navegação. Era um lugar de tecnologia de construção de mapas. Simplesmente a Escola de Sagre juntou o que havia de melhor no mundo europeu em termos de navegação e mercantilismo atlântico.

Então o consórcio é a escola de sagres do cariri. Um espaço em que se catalogam as viagens artísticas e as manifestações culturais (passadas e presentes); se desenvolve tecnologia para uso dos navegantes (artistas), se constrói uma metodologia pedagógica para todas as escolas do ensino fundamental e de nível médio com a finalidade de se consolidar, formalmente, a identidade cultural do seu povo e claro um oceano de espaços articulados para formar público e manifestar arte o que na prática é o atlântico da alma caririense.

O cariri precisa de sua escola de sagres da cultura.

Previsão do Tempo para Hoje, Segunda-Feira, 16 de Fevereiro de 2009 em Crato

A previsão do tempo para hoje, Segunda-Feira, dia da feira no Crato, é de aumento de núvens pela manhã, seguidas de pancadas de chuvas durante a tarde e à noite o céu fica aberto. A julgar pelo constante atraso das previsões do "Climatempo", eu calculo que essas "pancadas de chuvas" possam ocorrer à noite ( se é que ocorrerão )...


Fonte: Climatempo

Peças de bicicleta e moto originam relógio de igreja - Por: Antonio Vicelmo


REGIÃO DO CARIRI

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Relógio da Igreja da Vila de São Sebastião tem quatro mostradores que podem ser vistos em qualquer ponto da localidade. No detalhe, o nome do fabricante (Foto: Antônio Vicelmo)

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Zé Relojoeiro lembra que passou noites sem dormir, projetando na cabeça o sonho de criar o relógio. Mecânico José Luiz de Lima, conhecido como Zé Relojoeiro, usa criatividade e dez anos de trabalho para criar engenhoca. Brejo Santo. Um relógio de igreja fabricado com peças de bicicletas e motos. A idéia foi do mecânico José Luiz de Lima, conhecido como “Zé Relojoeiro”, residente na Vila de São Sebastião, zona rural do município de Brejo Santo, a 502km da capital cearense. Católico praticante, envolvido em todos os movimento pastorais da igreja, o mecânico prometeu fabricar o relógio da paróquia quando a igreja fosse inaugurada. Igreja construída, promessa cumprida. No dia da inauguração do novo templo, Zé Relojoeiro instalou na torre o relógio mecânico fabricado por ele numa pequena oficina ao lado de sua casa. Foram mais de 10 anos de trabalho. A fabricação do relógio acompanhou o ritmo da construção da igreja. Quando os trabalhos paralisavam, o mecânico também suspendia a fabricação do relógio.

Finalmente, em 1998, o relógio subiu à torre da igreja, sob os aplausos da multidão que hoje dorme, acorda, trabalha e programa suas atividades ao som do sino do relógio que, segundo seu fabricante, não tem fim. “Se não faltar manutenção, este relógio vai ficar para meus bisnetos”, diz. O equipamento é movimento por dois pesos de 15 e 35 quilos, que funcionam quatro dias sem dar corda. Porém, todos os dias pela manhã, ele sobe na torre, escalando uma escada de ferro e duas de madeira, com o objetivo de inspecionar o funcionamento da engenhoca. “É emocionante saber que a população da vila está sendo guiada por um objeto fruto de sua criatividade”, diz.

Noites sem dormir

Zé Relojoeiro acalenta o seu invento, sem se preocupar com o tempo gasto para a fabricação dele, o valor financeiro da obra e a dificuldade para subir à torre. O mecânico lembra que passou noites sem dormir, projetando na cabeça o seu sonho. Recorda as freqüentes peregrinações que ele fazia nas sucatas à procura de uma peça para cumprir o seu compromisso, que representava um desafio a si próprio. Partindo do principio de que “a dor ensina a gente a gemer”, o velho relojoeiro não se intimidou diante da falta de material para cumprir sua promessa. A criatividade foi mais forte do que a adversidade. A maioria das peças foi encontrada em sucatas. Outras foram fabricadas pelo próprio mecânico em sua própria casa ou na oficina de ferreiro de seu pai, Antonio Inácio, um dos mais conhecidos fabricantes de foices e machados da região. Algumas carretas foram torneadas na piscina de um primo. As engrenagens, que ocupam um pequeno espaço, menos de um metro quadrado, acionam quatro mostradores que são avistados de todos os pontos da vila. O mecânico lembra que os relógios sempre foram fundamentais, através de séculos da história cristã, para a composição de fachadas ou torres de igrejas, não apenas como elementos decorativos, mas, principalmente, como companheiros da comunidade. Ele lembra que os sons dos sinos fazem com que os fiéis levantem os olhos, se lembrem de Deus e da sua Igreja.

CRIATIVIDADE
Inventor já consertava relógios desde criança

Brejo Santo. Nascido e criado na zona rural, filho de um ferreiro, José Luiz de Lima teve que improvisar os seus brinquedos enquanto criança. Cresceu ouvindo o barulho harmonioso do batido do martelo na bigorna. Intuitivamente, o menino assimilou a criatividade de seu pai na fabricação de instrumentos de trabalho agrícolas. Enquanto o velho ferreiro forjava o ferro no fogo, o menino José caldeava sua personalidade de artista. Com oito anos de idade, já consertava os relógios desmantelados de seus familiares. A falta de peças aguçou a sua inteligência. Quando não tinha, ele as fabricava. Era a repetição da arte do velho pai que fabricava em sua oficina os instrumentos que não eram encontrados no mercado. A pequena oficina é um exemplo de sua criatividade. A maioria dos instrumentos de trabalho foi fabricada e adaptada por ele. Em 1975, conseguiu um diploma de relojoeiro. Transferiu o seu atelier para a cidade de Brejo Santo, onde além de consertar relógios pequenos, é chamado para fazer a restauração dos medidores de hora das igrejas da região.

Projeto eletrônico

Com a chegada dos relógios eletrônicos, a maioria da população passou a descartar os relógios mecânicos e o trabalho de Zé Relojoeiro diminuiu. Mas ele mantém a sua oficina como um dos últimos guerreiros de uma profissão que caminha para o seu desaparecimento. Ele tem consciência da importância do seu relógio mecânico para posteridade. No entanto, já tem na cabeça o projeto de um relógio eletrônico, que será acionado por uma bateria de 12 voltes. Aí sim, a comunidade da Vila de São Sebastião não vai mais precisar de Zé Relojoeiro para dar corda no relógio.

Alegria

“Para mim, é uma alegria ouvir o “tica-tac da máquina, rodando os ponteiros”, expressa. As batidas do sino lembram que, na passagem do milênio, um menino pobre escreveu seu nome, com fé amor e criatividade, na torre da igreja de sua comunidade.

SAIBA MAIS

História

Os meios de conservação e disseminação do tempo sofreram, ao longo dos séculos, um grande avanço, marcado pelo aperfeiçoamento constante de vários dispositivos bastante engenhosos e singulares em sua evolução. Partindo-se do Sol como referência natural em função dos dias e das noites, os relógios de Sol foram acompanhados por outros que utilizavam o escoar de líquidos, areia ou a queima de fluidos, até se chegar aos dispositivos mecânicos

Eletrônica

Com a eletrônica e a descoberta do efeito piezoelétrico, os relógios a quartzo passaram a servir como padrões, evoluindo posteriormente até os atuais padrões de Césio e Maser de Hidrogênio

Serviço

Em nosso País, desde o início de suas atividades no tempo do Império e a partir de 1913, por meio de lei específica, o Serviço da Hora do Observatório Nacional vem gerando, conservando e disseminando a Hora Legal Brasileira, seja por meios próprios ou por meio de emissoras de Rádio, TV e da Embratel, a todo o território nacional com diferentes níveis de exatidão e confiabilidade

Mais informações:
José Luiz de Lima
Vila de São Sebastião
Zona rural de Brejo Santo
(88) 9207.9815
(88) 3521.7113

ANTONIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste


Crato: Fotógrafo expõe a nudez sob novo olhar


ARTES VISUAIS

Fotos de Allan Bastos utilizam-se da anatomia dos corpos para demonstrar a repetição do real pela imagem. Exposição mostra corpos distorcidos por meio da técnica espacial da foto, utilizando luz, lentes e sensibilidade. Crato. “Repetições” surgiu da vontade de trazer um novo rumo para os ares fotográficos do Cariri. Referenciado pelo fotógrafo húngaro, radicado norte americano, André Kertész e suas fotografias de nus, o artista cratense Allan Bastos ousa ultrapassar a barreira dos corpos e propõe um novo olhar sobre a nudez. André Kertész mostrou corpos distorcidos por espelhos em um de seus trabalhos mais famosos, a série “Distorções”, de 1933. Assim como o fotógrafo americano, Allan utiliza dessas distorções, mas modifica a técnica espacial da foto apenas utilizando sua sensibilidade, suas lentes e a luz. Na mais simples definição, “Repetições” exerce o próprio poder da fotografia, o de repetir o real. A câmera olha e reproduz o que vê. Num conceito mais amplo, o artista utiliza-se da anatomia dos corpos para demonstrar essas repetições. “O nosso corpo tem dois lados e quase todos os órgãos do corpo são duplos. Essa é a divisão nervosa do corpo, é onde o seio liga-se diretamente com as pernas, o clitóris, a barriga etc. Podemos ver isso muito bem no mapa do taoísmo ou até na acupuntura”, explica Allan. Essa repetição direta é o que permeia o trabalho do artista, a intenção de lembrar que o corpo está devidamente repetido. Diferente de seus outros trabalhos onde a idéia fotográfica nascia de outras perspectivas, “Repetições” foi concebida a partir de um projeto antigo do fotógrafo, com o estudo do conceito de nu na fotografia.

Estudo do conceito

“Neste trabalho, houve o inverso de minhas fotografias. Antes a fotografia surgia e a partir dela eu buscava o conceito. Em ‘Repetições’, primeiro houve o estudo do conceito para somente depois acontecer a parte prática da fotografia”, afirma o fotógrafo. Diferente de outros fotógrafos como o próprio Kertész, Allan não destaca a identidade dos fotografados para que os espectadores possam observar apenas os corpos e fugir da prática de procurar entre as pessoas quem teria sido fotografado, provocando assim que o público encontre-se no ensaio ou procure qual seria a sua imagem repetida. Outro detalhe das fotos é a utilização da luz como forma de deformação dos corpos. Nesse sentido, Allan buscou aprimorar as fotografias através da iluminação, criando um desenho luminoso em contraste com a cor da pele do fotografado, ou seja, a foto passa a ter uma linguagem única. Durante muitos anos, Allan Bastos trabalhou com moda em suas andanças pelo Brasil, especificamente em Recife, mas desta vez o fotógrafo lança um trabalho que pode ser colocado à prova como “antimoda”, pois a exposição recorta os corpos, mas mantém as marcas de roupas em seus recortes.

Mais informações:
´Repetições´ - Allan Bastos
Local: Coletivo Malungo
Rua Tristão Gonçalves, 567 - Centro - Crato/CE
Allan Bastos: (85) 9228.8676

ELISÂNGELA SANTOS
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Voltar - Para Camila Arraes (por Claude Bloc)

Conheci Camila na casa de Magali, em Fortaleza. Uma pessoa linda, meiga, suave. Me dizia ela que sempre lia meus textos e que ao lê-los se emocionava, sentia-os seus. Nunca senti uma emoção mais genuina e mais pura desde todo este tempo que rabisco meus escritos. Agradeço, portanto pela amizade e afeto a mim dedicados. Desejo a ela (Camila) e ao seu pai José Milton Arraes (assim como a Gláucia que não cheguei a ver) muito sucesso no que está por vir. Que o futuro lhes traga toda a felicidade merecida.

*****

Estava de novo naquela casa. Sentiu-se absorvida pela voragem de tantas lembranças. Chegara. Ainda havia, ali, livros nas estantes e uma luz amarga e embolorada que, paradoxalmente, lhe permitia apalpar a saudade que sentia... Voltava àquela sala depois de tanto tempo e era possível pressentir as paredes pulsarem, vivas, ecoando pelos seus sentidos em trovas e antigas nuanças. Sonhos, todos os mais imprevistos...

Estavam ainda, na empoeirada escrivaninha, papéis escrupulosamente arrumados. Fragmentos de poemas, receitas permeadas de odores esfumaçados... Melhor sentar-se, tentar abster-se desse impacto e dos vínculos... da hipócrita agonia que aquele abandono provocava. Sentar-se... fechar os olhos e se deixar percorrer pela sensação de voltar, de simplesmente estar de volta a uma história não finda.

Óbvio! Difícil determinar datas... Estar ali era experimentar um momento atemporal. Passado e presente convivendo, imiscuindo-se na atenta vigília da vida. Sorrisos, lágrimas... Sentar-se no colo acolhedor da velha poltrona... Não já estiveram ali tantas pessoas em outras épocas? Mãe, pai, avó... todos os passantes desses instantes indefinidos, mas que ficam para sempre.

Seu olhar pousava em cada canto. Devorava-lhe aquela saudade. Era Natal? Ano Novo? Risadas, o sanfoneiro chegando, o cheiro de festa pela casa... A árvore, a neve de algodão, o presépio, a curiosidade infantil de rever os sonhos de cada um.

Lá no pé da escada o pandeiro marcava o ritmo cadenciado daquela música. O tocador quer beber...???De quem eram aquelas risadas e aqueles acenos desbotados?

No chão batido, aguado para abafar a poeira, rastros festivos de dança, pés se arrastando indefinidamente pela terra num bailado frenético... Ah, era Natal, sempre Natal naquela casa!
O velho gerador bufava, girava seus rotores pela noite a dentro, irritantemente. Os sons de sanfona e violão mesclavam-se aos sorrisos e esperanças de todos os moradores do lugar.

Era Natal, sem dúvida. Fogos porventura não marcavam de brilho os olhos das crianças? E as estrelas todas natalinas não sorriam em seus lábios?

Era Natal e ela, ali sentada no presente, tocava estas lembranças. Mesmo em fevereiro era Natal!
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Por: Claude Bloc

Blog do Crato em Portugal - Por: Andrei Correia

Dihelson,

O Blog do Crato, mantido por você, revelou-se uma grata surpresa. Tomei conhecimento por intermédio do Nassif e chamou-me a atenção porque já morei no Crato, há seis anos atrás. Atualmente, encontro-me em Braga, Portugal, para um curso. [ foto: Igreja do Sameiro - Braga, Portugal ] Estando fora do Brasil, presta-se mais atenção às coisas do país. Pelo menos, assim funciona comigo, que não me consigo desvencilhar das visões comparativas. Inclusive,como forma de aproveitar essa inclinação - mais para observar que propriamente para comparar - publico crônicas semanalmente no blog acerto de contas. Tentei fazer um comentário a uma postagem e esbarrei na necessidade de estar-se cadastrado no sistema do blog, ou era no google, não sei bem. Confesso que a necessidade de tais cadastros é desencorajadora, na medida em que estamos pouco inclinados a proceder a todas as etapas que isso implica. Resultado, nada de comentário. Bem, ninguém perde coisa alguma com isso. Todavia, tomo a liberdade de indagar-lhe: acaso já terá considerado admitir os comentários às postagens sem necessidade de cadastro? Renovo-lhe os parabéns pelo blog e estimo-lhe sucesso na sua condução e manutenção.

Andrei Correia

Resposta do Blog do Crato:

Prezado Andrei Correia,

Creio que posso falar em nome de todos que fazemos parte do Blog do Crato no sentido da imensa alegria que temos ao receber essa mensagem vinda de tão longe, de Braga, Portugal, e vinda sobretudo, de alguém que já residiu no nosso Crato maravilhoso. Agradeço bastante pelas palavras elogiosas ao nosso querido Blog do Crato, que tem por objetivo maior justamente a projeção da nossa cidade no contexto mundial, revelando-a em todos os seus aspectos, cultuais, históricos e geográficos.

No tocante ao seu questionamento sobre a necessidade de cadastramento para a postagem de comentários, gostaria aqui de dizer que isso foi muito oportuno, e a pergunta foi em boa hora. Desde o início do Blog, há cerca de 4 anos, tentamos fazer tudo da forma mais democrática possível, dando espaço a todos de livre manifestação, mesmo que em posições totalmente antagônicas à linha jornalística do Blog. O que pretendíamos e pretendemos é que o espaço continue democrático, mas com responsabilidades. É inegável que os grandes valores de uma sociedade só podem ser consolidados pelo uso da responsabilidade inerentes àqueles que a constituem.

Infelizmente, com a abertura democrática que provi desde o início do Blog, indivíduos muito mal-intencionados se aproveitaram dessa iniciativa para a postagem puramente anônima, e atacando covardemente pessoas renomadas do nosso convívio social apenas por defenderem certas idéias. Não souberam usar da liberdade concedida, e partiram para agressões pessoais, baixarias, nomes falsos, e atitudes totalmente contrárias ao pensamento sadio que pretendemos resguardar aqui no Blog do Crato. A Intolerância e a Covardia são duas das piores qualidades humanas que jamais queremos ver por aqui. Sendo assim, em certa época tive de optar pela continuação do Blog dentro dos ditames corretos da educação entre as pessoas, ou deixar-se que sucumbamos em meio ao turbilhão de banalidades, palavrões de toda espécie e coisas que desconstruía o trabalho e a vida de pessoas honestas e de reputação ilibada, que estavam à mercê de um bando de vagabundos anônimos.

Minha opção foi clara!
Que deve existir liberdade, se a liberdade coexistir.
A solução foi gerenciar todos os comentários, e o próprio site Google incentiva essa prática, quando proíbe a pornografia e os maus modos das pessoas que utilizam os Blogs. Decidi então que os comentários pudessem apenas serem feitos por pessoas que assumissem seus atos, ou seja, sem ANONIMATOS. De pessoas que não tivessem medo da verdade, nem de expor a cara a tapa, de pessoas que não fossem covardes a ponto de atacar pessoas de bem e se esconder em seguida, nas sombras.

Sendo assim, continuam livres todas as manifestações de pensamento, desde que resguardados os direitos e deveres de cada participante na construção de um modelo social de igualdade, liberdades e responsabilidades. E uma forma concreta de fazer isso, é criando uma conta, com Login e senha próprios no site GMAIL ( www.gmail.com ) para poder escrever os comentários, ou em se tratando de pessoa reconhecida por vários membros como indivíduo de conduta acima de qualquer suspeita e detentora de responsabilidades, e que decide ser escritor do Blog, o transformamos em membro permanente, o que o faz com que possa escrever comentários livremente, independentes do administrador.

Mas quero de antemão lhe pedir que gaste uns poucos minutinhos fazendo a sua ficha no Gmail, afinal, sua participação é bastante valiosa para nós. Reconheço um bom escritor quando vejo um texto, e isso viria a somar ao nosso Blog do Crato. Em todo caso, como segunda opção ofereço-te a possibilidade de enviar para meu e-mail os teus textos, a fim de serem publicados aqui no Blog.

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato.

Futebol - Atualização - Dia 16 de Fevereiro de 2009

Cearense Segunda Divisão

F
oi dado o ponta pé inicial do campeonato Cearense da segunda divisão de 2009, neste sábado com duas partidas.O Uniclinic estrou, no estádio Antonio Cruz, na Lagoa Redonda, contra a equipe do Trairiense e saiu com uma vitória de 2 X 0. Os tentos do Uniclinic foram assinalados por Marcos Paulista e Paulinho. O Tiradentes iniciou a competição com uma vitória de 2 X 1 sobre o São Benedito. A partida foi realizada no estádio Elzir Cabral, em Fortaleza. Zezinho e Nil marcaram para o Tiradentes, descontando Eduardo para o São Benedito. Outra partida que estava marcada para tarde de ontem, entre Tauá e Aracati, não foi realizada, pois , foi suspensa pelo TJDF, em consequências de algumas denúncias contra a equipe do Tauá. A competição terá duas partidas neste domingo. O Crato que luta para voltar a elite do futebol cearense, estréia no Romeirão, às 16 horas contra o Guarani.Limoeiro e Maracanã completam a rodada inicial , às 16 horas , no estádio Bandeirão, em Limoeiro do Norte.

Resumo do regulamento do Cearense de 2009

Dos participantes: Serão 10 clubes

Aracati Esporte Clube
Associação Desportiva Limoeiro Futebol Clube
Associação Desportiva São Benedito
Associação Desportiva Tauá
Associação Esportiva Tiradentes
Associação Trairiense de Futebol
Crato Esporte Clube
Guarani Esporte Clube
Maracanâ Esporte Clube
Uniclinic Atlético Clube

Da forma de disputa: O campeonato Cearense será disputado em três fases. A primeira fase classificatória sera disputada pelos 10 clubes, que jogarão entre si no sistema de ida e volta. Ao final desta fase serão classificados os seis melhores clubes com melhor índice técnico.O primeiro colocado da primeira leva 3 pontos de bonificaçao, o segundo colocado , dois pontos e o terceiro colocado um ponto. Na segunda fase, os seis clubes classificados na primeira , jogam entre si no sistema de ida e volta.Os dois clubes com maior índice técnico, passarão para terceira fase.Na terceira fase os dois clubes classificados decidirão o título da segunda divisão, também no sistema de ida e volta.Será consagrado campeão da segundona o clube que somar mais pontos nas duas partidas decisiva. Os tres primeiros classificados após o final da competição disputarão a primeira divisão de 2010.O lanterna do campeonato, ou seja, o décimo classificado será rebaixado para terceira divisão de 2010.

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato


Fórum abre exposição dos detentos nesta segunda


Nesta segunda-feira, dia 16, a partir das 08h00 horas, a exposição Ninho já estará aberta para visitação no Fórum Hermes Parayba, na cidade do Crato . A exposição reúne trabalhos dos detentos e detentas das cadeias públicas das cidades do Crato e Várzea Alegre. A exposição teve a curadoria do Coletivo Camaradas e é uma realização da Comissão de Direitos Humanos da OAB, em parceria com a Universidade Regional do Cariri, através da Pró-Reitoria de Extensão e Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, Projeto Nova Vida, Juiz da Vara de ExecuçõesPenais/ Comarca de Crato, Sesc Crato, Coletivo Camaradas e Cadeias Públicas de Crato e Várzea Alegre. Exposição Ninho - A exposição Ninho é o resultado e crença na viabilidade de conceber o sistema prisional como instrumento de reinserção social. É fruto do trabalho de tomada de posição, que em condições adversas e com recursos escassos, voluntários vestem a camisa da fraternidade e do compromisso com as camadas populares. O que seria um ninho? Pode ser um emaranhado de galhos...como pode ser o afeto. Ninho é um buraco no chão ou não. Lugar aconchegante, local de proteção. Ninho é um local determinado para se deixar filhotes, recém nascidos que precisam de conforto e carinho para sobreviverem, lugar de repouso, de abrigo, habitação. Espaço de convívio, de aprendizagem, de conflito. O que seria uma cadeia então? Uma reclusão? Seria o fim de uma reta? Ausência de vida? Tortura? Prisão? Ambiente fechado? Um grupo de animais? Cárcere? Servidão? Local aonde se coloca os presos? Elementos unidos? Qual a analogia possível entre ninho e cadeia? Qual o papel do sistema prisional? Ser ninho ou ser cadeia? Ou nenhum dos dois?

"Tenho muito para reconquistar quando sair daqui...." "tenho muita esperança que um dia irei reconstruir tudo que perdi na minha vida". "A destruição também mora neste lugar". "O clima é de tensão, maldade e inveja". "É difícil ter mente sã". "Eu quero o bem". "Mudar de vida e sair do crime". Esses são fragmentos recolhidos de vários detentos durante as oficinas realizadas na Cadeia Pública do Crato que demonstram o caráter conflitante dessas pessoas que tem na sua maioria um traço peculiar, uma trajetória de vida marcada pela exclusão social. Um texto construído de fragmentos, assim como são estilhaçadas as biografias dos detentos e detentas. Um texto brechiano* para apropriação de uma dada realidade. O tempo do Ninho é para aprender a voar.

Alexandre Lucas
Pedagogo e Artista Visual
Coletivo Camaradas

Encontro no AP do Carlos Eduardo e Magali, em Fortaleza...


Olá, Amigos,

Como reza a tradição aqui do Blog do Crato, trazemos sempre algumas coberturas de eventos em que participaram escritores do Blog. E na última sexta-feira, tivemos o grande prazer de sermos convidados para um almoço na residência do Casal Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali, aqui em Fortaleza, já em decorrência da minha vinda à Fortaleza para 2 Concertos no BNB, interpretando a música de Frederic Chopin. Na reunião contamos com as presenças importantes de algumas pessoas que são líderes de postagens, de artigos excelentes e que contribuem sobremaneira para o engrandecimento do Blog do Crato como meio maior da expressão da cidade do Crato na Internet. Costumo afirmar que o Blog do Crato detém essas marcas de acessos altos, devido aos constantes textos fornecidos pelos nossos escritores. Sendo assim, faço questão de registrar esses eventos. Desta feita, contei com a generosidade da Claude Bloc que naquele momento, cedeu-me a sua câmera fotográfica para que eu pudesse registrar esses momentos:

Imagem 174

Acima: Claude Bloc, Camila Arraes e Magali

Imagem 165

Acima: Magali, Carlos Eduardo Esmeraldo e José Milton Arraes

Imagem 172

Acima: A bela Camila Arraes e seu Pai, José Milton Arraes

Imagem 164

Acima: Sílvia Bezzato, José Nilton Mariano e Haroldo Ribeiro

Imagem 168

Acima: Boa parte da turma - ( olha eu aí no lado esquerdo, em vermelho )

Imagem 120

Uma bela recordação. Duas grandes amigas: Claude Bloc e Camila Arraes

Fotos: Dihelson Mendonça
Câmera compacta ( Gentilmente cedida por Claude Bloc )

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