xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/02/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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11 fevereiro 2009

“Notícias do Planalto” - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Uma descrição sucinta do nascimento, da evolução, da forma e do como foram erigidos os portentosos conglomerados de comunicação do país; o extraordinário poder dos seus donos no relacionamento com o Governo Federal e o Presidente da República, em particular; o relacionamento íntimo e às vezes promíscuo entre este e aquele, a ponto de ditar-lhes políticas e comportamentos; a agitada e estressante dinâmica do dia-a-dia de uma redação; os truques, manobras e recursos utilizados por jornalistas visando obter e, acima de tudo, preservar suas famosas “fontes”; e, enfim, a força descomunal, avassaladora e destrutiva do chamado 4º poder, a imprensa (em suas versões falada, escrita e televisada), capaz de - através de uma investigação contundente e minuciosa - exercer papel fundamental na ascensão e queda de um popular Presidente da República, eleito democraticamente pelo povo (Fernando Afonso Collor de Mello).
Este, um simplório e enxuto resumo, que se pode constatar e extrair após a leitura do livro “Notícias do Planalto”, 719 páginas, de Mário Sérgio Conti.
Entre tantos dados graves citados (drogas, traição, inveja, sedução, etc) um deles, no entanto, à página 558, chama-nos a atenção, pela gravidade e o inusitado: é que, na tentativa desesperada de salvar o Presidente da República, Fernando Collor de Mello, àquela altura irremediavelmente atingido pelas avassaladoras denúncias do irmão, Pedro Collor de Mello, o então senador e presidente do PFL, partido de sustentação da base do governo, Jorge Bornhausen, compareceu à direção da Editora Abril para tomar conhecimento antecipado do teor da alardeada entrevista que viria a ser publicada no final de semana seguinte, que abalaria a República.
Recebido pelo então Diretor de Redação da revista Veja, à época, senhor Mário Sérgio Conti (autor do livro sob referência), indagou-lhe o nobre senador se havia fatos graves a serem publicados; ante a afirmativa da resposta, deu-se, então, o assombroso diálogo:
Senador: Tem corrupção ? Autor: Sim !
Senador: Tem drogas ? Autor: Tem !
Senador: Tem sedução ? Autor: Tem !
Senador: Tem “rabo” ? Autor, gaguejando: Como, ministro ???
Senador: É, tem rabo, homossexualismo ??? Autor: Não, não tem !
Depreende-se, pela objetividade e crueza da conversa mantida entre quatro paredes por tão poderosas personalidades, que, mesmo que por um fugidio momento, o seio do governo, o empresariado em geral, as autoridades constituídas e o povo nas ruas, aparvalhadas, trabalharam com a exótica, grotesca e horripilante suspeição (só ali não confirmada, para o bem de todos e felicidade geral da nação) de que o homem que fora guindado com extraordinária votação à Presidência da República, além de consumidor eventual de cocaína (comprovadamente) pudesse ter tido, na juventude, relações sexuais não convencionais, heterodoxas.
Por esta e outras passagens igualmente chocantes é que “Notícias do Planalto” se nos apresenta como leitura obrigatória para um melhor conhecimento e entendimento das entranhas do poder, aí compreendido a ascensão e queda daquele que um dia apelou aos descamisados para que “... não me deixem só” (hummm !!!).
Vôte !!!

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

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O Concerto no BNB foi uma maravilha !

Olá, Gente,

O meu Concerto de hoje no Centro Cultural foi maravilhoso. Daqui a pouco, às 18:30 tem nova sessão para os que não puderam ir. Na sessão do meio-dia estiveram várias pessoas que frequentam o Blog do Crato. Apareçam por lá no Centro Cultural Banco do Nordeste mais tarde...
FORTALEZA.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Minha gente, Pelo Amor de Deus !

Minha Gente,

Eu já pedi inúmeras vezes para que quando for postar artigos de outros sites, primeiro copiem o conteúdo para o Bloco de Notas do Windows e DEPOIS, copiem Do bloco de notas para a janela de postagem, assim querará todos os problemas que estamos enfrentando com letras enormes.

Por favor, pensem nisso com carinho!

Dihelson Mendonça

Da árvore para o bem e para o mal


“Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
João 20, 24-29

Era um gélido dia em Londres, naquele 01 de Julho de 1858, há exatos cento e cinqüenta anos. Na Piccadilly Circus , uma famosa praça de Londres, existe um palácio conhecido desde o Século XVII, por Burlington House. Desde 1788 , ele sediava a famosa Sociedade Linneana de Londres, nome dado em homenagem ao grande botânico Carl von Linné (1707-1778). A Sociedade tradicionalmente se dedica à taxonomia e publica relevantes estudos dedicados à botânica, zoologia e biologia. Nenhum dos encartolados e sisudos senhores presentes à reunião percebeu a importância daquele momento histórico para a história da humanidade. Pois ali , pela primeira vez, foi apresentada a Teoria da Evolução assinada por Charles Darwin e Alfred Russell Wallace. A apresentação de uma das mais importantes teorias de toda a história passou perfeitamente desapercebida. Talvez porque nenhum dos dois biólogos pode comparecer ao conclave: Darwin (1809-1882) havia perdido o filho caçula, morto de escarlatina, dois dias antes e Wallace escontrava-se na Nova Guiné, continuando suas pesquisas. Ele nem sabia dos rumos tomados por seu estudo, enviado em fevereiro do mesmo ano para Darwin. Só um ano depois, com a publicação por Darwin do livro “A Origem das Espécies” é que o mundo começou a se dar conta do cataclismo científico desencadeado pelos dois pesquisadores.

Há inúmeros pontos nesta história sesquicentenária que merecem ser lembrados. Darwin chegara à Teoria Evolucionista há mais de 20 anos e a mantivera sob sigilo certamente percebendo o potencial polêmico e bombástico que tinha nas suas mãos. Só quando em fevereiro de 1858 chegou às suas mãos um trabalho enviado por Wallace da Indonésia que contemplava as mesma conclusões é que resolveu publicá-la , temendo perder a procedência do seu descobrimento. Eticamente a apresentou, naquele primeiro de julho, na Sociedade Linneana, em nome seu e no de Wallace. A história, injustamente, terminou por esquecer o nome do grande biólogo Alfred Wallace, nascido no País de Gales em 1823 e que desapareceria deste mundo conturbado em 1913, hoje considerado o pai da Biogeografia.

Darwin percebeu com clareza o tsunami que acabava de desencadear. Certamente se pôs na pele de Galileu, Copérnico , Giordano Bruno que entre os Séculos XV e XVI descobriram que havia explicações mais plausíveis para os segredos do mundo do que aqueles arrancados dos livros ditos sagrados. Darwin e Wallace acabavam de jogar por terra , com a sua Seleção Natural, todo o Gênesis bíblico. Os seres vivos simplesmente não foram criados de uma só vez , em apenas sete dias, conforme o texto sagrado do Cristianismo. A história científica da humanidade é bem mais profana. O mecanismo da Seleção Natural trazia uma enorme cobertura de sofrimento para muitas espécies e o aniquilamento contínuo de outras tantas mais capazes de se adaptar às modificações contínuas do meio ambiente. Os seres vivos atuais não foram criados como tais, mas são o somatório de uma infinidade de transformações que terminaram por ajudar suas características a sobreviverem, em detrimento de outros seres menos capazes. Adão e Eva – por mais absurdo que possa parecer – eram símios que desceram das árvores para o Bem e para o Mal. Os estudos arqueológicos que se seguiram apenas passaram a confirmar o evolucionismo descoberto por Darwin e Wallace. Estabeleceu-se, com eles, a dicotomia definitiva entre Ciência e Religião. A concepção de mundo nunca mais foi a mesma. Os homens passaram a investigar a natureza por meios próprios, já não temendo a fogueira e a excomunhão. Os religiosos continuam estrebuchando , não se conformam em admitir que os livros sagrados podem cuidar com esmero do espírito, mas que em termo de explicação científica do mundo se comparam a um gibi. Bem- Aventurados os que deram sua vida para provar que para crer é necessário ver e provar cientificamente a veracidade da sua visão.

Por: J. Flávio Vieira

A Darwin o que é de Darwin - Por: Dr. José Flávio Vieira


As ideias revolucionárias do naturalista inglês, que nasceu há 200 anos, são os pilares da biologia e da genética e estão presentes em muitas áreas da ciência moderna. O mistério é por que tanta gente ainda reluta em aceitar que o homem é o resultado da evolução.

Gabriela Carelli.

Charles Darwin é um paradoxo moderno. Não sob a ótica da ciência, área em que seu trabalho é plenamente aceito e celebrado como ponto de partida para um grau de conhecimento sem precedentes sobre os seres vivos. Sem a teoria da evolução, a moderna biologia, incluindo a medicina e a biotecnologia, simplesmente não faria sentido. O enigma reside na relutância, quase um mal-estar, que suas ideias causam entre um vasto contingente de pessoas, algumas delas fervorosamente religiosas, outras nem tanto. Veja o que ocorre nos Estados Unidos. O país dispõe das melhores universidades do mundo, detém metade dos cientistas premiados com o Nobel e registra mais patentes do que todos os seus concorrentes diretos somados. Ainda assim, só um em cada dois americanos acredita que o homem possa ser produto de milhões de anos de evolução. O outro considera razoável que nós, e todas as coisas que nos cercam, estejamos aqui por dádiva da criação divina. Mesmo na Inglaterra, país natal de Darwin, o fato de ele ser festejado como herói nacional não impede que um em cada quatro ingleses duvide de suas ideias ou as veja como pura enganação. Na semana em que se comemora o bicentenário de nascimento de Darwin e, por coincidência, no ano do sesquicentenário da publicação de seu livro mais célebre, A Origem das Espécies, como explicar a persistente má vontade para com suas teorias em países campeões na produção científica?

Para investigar a razão pela qual as ideias de Darwin ainda são vistas como perigosas, é preciso recuar no passado. Quando o naturalista inglês pela primeira vez propôs suas teses sobre a evolução pela seleção natural, a maioria dos cientistas acreditava que a Terra não tivesse mais de 6.000 anos de existência, que as maravilhas da natureza fossem uma manifestação da sabedoria divina. A hipótese mais aceita sobre os fósseis de dinossauros era que se tratava de criaturas que perderam o embarque na Arca de Noé e foram extintas pelo dilúvio bíblico. A publicação de A Origem das Espécies teve o efeito de um tsunami na Inglaterra vitoriana. Os biólogos se viram desmentidos em sua certeza de que as espécies são imutáveis. A Igreja ficou perplexa por alguém desafiar o dogma segundo o qual Deus criou o homem à sua semelhança e os animais da forma como os conhecemos. A sociedade se chocou com a tese de que o homem não é um ser especial na natureza e, ainda por cima, tem parentesco com os macacos. Havia, naquele momento, compreensível contestação científica às novas ideias. Darwin havia reunido uma quantidade impressionante de provas empíricas – mas ainda restavam muitas questões sem resposta.

O primeiro exemplar a sair da gráfica foi enviado a sir John Herschel, um dos mais famosos cientistas ingleses vivos em 1859. Darwin tinha tanta admiração por ele que o citou no primeiro parágrafo de A Origem das Espécies. Herschel não gostou do que leu. Ele não podia acreditar, sem provas científicas tangíveis, que as espécies podiam surgir de variações ao acaso. Pressionado, Darwin disse que, se alguém lhe apontasse um único ser vivo que não tivesse um ascendente, sua teoria poderia ser jogada no lixo. O que se encontrou em profusão foram evidências da correção do pensamento de Darwin em seus pontos essenciais. Hoje, para entender a história da evolução, sua narrativa e mecanismo, os modernos darwinistas não precisam conjeturar sobre o funcionamento da hereditariedade. Eles simplesmente consultam as estruturas genéticas. As evidências que sustentam o darwinismo são agora de grande magnitude – mas, estranhamente, a ansiedade permanece.

Outros pilares da ciência moderna, como a teoria da relatividade, de Albert Einstein, não suscitam tanta desconfiança e hostilidade. Raros são aqueles que se sentem incomodados diante da impossibilidade de viajar mais rápido que a luz ou saem à rua em protesto contra a afirmação de que a gravidade deforma o espaço-tempo. Evidentemente, o núcleo incandescente da irritação causada por Darwin tem conotação religiosa. A descoberta dos mecanismos da evolução enfraqueceu o único bom argumento disponível para a existência de Deus. Se Ele não é responsável por todas essas maravilhas da natureza, sua presença só poderia ser realmente sentida na fé de cada indivíduo. Mas isso não explica tudo. Em 1920, ao escrever sobre o impacto da divulgação das ideias darwinistas, Sigmund Freud deu seu palpite: "Ao longo do tempo, a humanidade teve de suportar dois grandes golpes em sua autoestima. O primeiro foi constatar que a Terra não é o centro do universo. O segundo ocorreu quando a biologia desmentiu a natureza especial do homem e o relegou à posição de mero descendente do mundo animal". Pelo raciocínio do pai da psicanálise, a rejeição à teoria da evolução seria uma forma de compensar o "rebaixamento" da espécie humana contido nas ideias de Copérnico e Darwin.
O biólogo americano Stephen Jay Gould, um dos grandes teóricos do evolucionismo no século XX, morto em 2002, dizia que as teorias de Dar-win são tão mal compreendidas não porque sejam complexas, mas porque muita gente evita compreendê-las. Concordar com Darwin significa aceitar que a existência de todos os seres vivos é regida pelo acaso e que não há nenhum propósito elevado no caminho do homem na Terra. Disse a VEJA o biólogo americano David Sloan Wilson, da Universidade Binghamton: "As grandes ideias e teorias são aceitas ou rejeitadas popularmente por suas consequências, não pelo seu valor intrínseco. Infelizmente, a evolução é percebida por muitos como uma arma projetada para destruir a religião, a moral e o potencial dos seres humanos". Uma pesquisa publicada pela revista New Scientist sobre a aceitação do darwinismo ao redor do mundo mostra que os mais ardentes defensores da evolução estão na Islândia, Dinamarca e Suécia. De modo geral, a crença na evolução é inversamente proporcional à crença em Deus. Mas a pesquisa encontrou outra configuração interessante: os habitantes dos países ricos acreditam menos em Deus que aqueles que vivem em países inseguros. Isso pode significar que a crença em Deus e a rejeição do evolucionismo são mais intensas nas sociedades sujeitas às pressões darwinistas, como escreveu a revista Economist.
Fotos Latinstock e David Ball/Corbis/Latinstock

O medo do inferno

Muito religiosa, Emma, a mulher de Darwin, temia que o marido fosse para o inferno. Ela dava por certo que iria para o céu e sofria com a ideia de ficarem separados pela eternidade. À direita, a casa da família, nos arredores de Londres: nela, Darwin viveu e trabalhou por quarenta anos
O medo do infernoMuito religiosa, Emma, a mulher de Darwin, temia que o marido fosse para o inferno. Ela dava por certo que iria para o céu e sofria com a ideia de ficarem separados pela eternidade. À direita, a casa da família, nos arredores de Londres: nela, Darwin viveu e trabalhou por quarenta anos. A teoria da evolução causa mal-estar em muita gente – mas só algumas confissões evangélicas converteram o darwinismo em um inimigo a ser combatido a todo custo. Como essas reli-giões são poderosas nos Estados Unidos, é lá que se trava o mais renhido combate dessa guerra santa. Ciência e religião já andaram de mãos dadas pela maior parte da história da humanidade . Mas esse nó se desatou há dois séculos e Dar-win foi um dos responsáveis por esse divórcio amigável, com nítidas vantagens para ambos os lados.
Desde o ano passado, o bordão entre os criacionistas americanos é "liberdade acadêmica". A ideia que tentam passar é que o darwinismo é apenas uma teoria, não um fato, e ainda por cima está cheio de lacunas e é carente de provas conclusivas. Sendo assim, não há por que Darwin merecer maior destaque que o criacionismo. O argumento é de evidente má-fé. Em seu significado comum, teoria é sinônimo de hipótese, de achismo. A teoria da evolução de Darwin usa o termo em sua conotação científica. Nesse caso, a teoria é uma síntese de um vasto campo de conhecimentos formado por hipóteses que foram testadas e comprovadas por leis e fatos científicos. Ou seja, uma linha de raciocínio confirmada por evidências e experimentos. Por isso, quando é ensinado numa aula de religião, o gênesis está em local apropriado. Colocado em qualquer outro contexto, só serve para confundir os estudantes sobre a natureza da ciência.
A ciência não tem respostas para todas as perguntas. Não sabe, por exemplo, o que existia antes do Big Bang, que deu origem ao universo há 13,7 bilhões de anos. Nosso conhecimento só começa três minutos depois do evento, quando as leis da física passaram a existir. Os cientistas também não são capazes de recriar a vida a partir de uma poça de água e alguns elementos químicos – o que se acredita ter acontecido 4,5 bilhões de anos atrás. A mão de Deus teria contribuído para que esses eventos primordiais tenham ocorrido? Não cabe à ciência responder enquanto não houver provas científicas do que aconteceu. O fato é que a luta dos criacionistas contra Darwin nada tem de científica. Em sua profissão de fé, eles têm o pleno direito de acreditar que Deus criou o mundo e tudo o que existe nele. Coisa bem diferente é querer impingir essa maneira de enxergar a natureza às crianças em idade escolar, renegando fatos comprovados pela ciência. Essa atitude nega às crianças os fundamentos da razão, substituindo-os pelo pensamento sobrenatural. Manda o bom senso que não se misturem ciência e religião. A primeira perscruta os mistérios do mundo físico; a segunda, os do mundo espiritual. Elas não necessariamente se eliminam. Há cientistas eminentes que creem em Deus e não veem nisso nenhuma contradição com o darwinismo. O mais conhecido deles é o biólogo americano Francis Collins, um dos responsáveis pelo mapeamento do DNA humano. Diz ele: "Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. A Bíblia não é um livro científico. Não deve ser levado ao pé da letra". A Igreja Católica aceitou há bastante tempo que sua atribuição é cuidar da alma de seu 1 bilhão de fiéis e que o mundo físico é mais bem explicado pela ciência. O Vaticano até organizará em março o simpósio "Evolução biológica: fatos e teorias – Uma avaliação crítica 150 anos depois de A Origem das Espécies".

Em A Origem das Espécies, num raciocínio que cabe em poucas linhas mas expressa ideias de alcance gigantesco, Darwin produziu uma revolução que alteraria para sempre os rumos da ciência. Ele mostrou que todas as espécies descendem de um ancestral comum, uma forma de vida simples e primitiva. Darwin demonstrou também que, pelo processo que batizou de seleção natural, as espécies evoluem ao longo das eras, sofrendo mutações aleatórias que são transmitidas a seus descendentes. Essas mutações podem determinar a permanência da espécie na Terra ou sua extinção – dependendo da capacidade de adaptação ao ambiente. Uma década depois da publicação de seu livro seminal, o impacto das ideias de Darwin se multiplicaria por mil com o lançamento de A Descendência do Homem, obra em que mostra que o ser humano e os macacos divergiram de um mesmo ancestral, há 4 milhões de anos.
O embate entre evolucionistas e criacionistas teria causado um desgosto profundo a Darwin, que era religioso e chegou a se preparar para ser pastor da Igreja Anglicana. Esse plano foi interrompido pela fantástica aventura que protagonizou entre 1831 e 1836, em viagem a bordo do Beagle, um pequeno navio de exploração científica, numa das passagens mais conhecidas da história da ciência. Aos 22 anos, Darwin embarcou no Beagle para servir de acompanhante ao capitão do barco, o aristocrata inglês Robert Fitzroy. Durante a viagem, que se estendeu por quatro continentes, Darwin deu vazão à curiosidade sobre o mundo natural que o acompanhava desde a infância. Até a volta à Inglaterra, havia recolhido 1 529 espécies em frascos com álcool e 3 907 espécimes preservados. Darwin escreveu um diário de 770 páginas, no qual relata suas experiências nos lugares por onde passou. No Brasil, visitou o Rio de Janeiro e a Bahia, extasiando-se com a biodiversidade da Mata Atlântica – mas ficou horrorizado com a escravidão e com a maneira como os escravos eram tratados.

Frans Lanting/Corbis/Latinstock O pescoço da girafa

Anterior a Darwin, o naturalista francês Lamarck elaborou a primeira teoria da evolução. Para ele, o pescoço da girafa teria esticado para colher folhas e frutos no alto das árvores. A seleção natural de Darwin explica melhor: em grandes períodos de seca, só os animais de pescoço mais longo conseguiam se alimentar, o que favoreceu a reprodução dos pescoçudos
O pescoço da girafaAnterior a Darwin, o naturalista francês Lamarck elaborou a primeira teoria da evolução. Para ele, o pescoço da girafa teria esticado para colher folhas e frutos no alto das árvores. A seleção natural de Darwin explica melhor: em grandes períodos de seca, só os animais de pescoço mais longo conseguiam se alimentar, o que favoreceu a reprodução dos pescoçudos .

Durante a viagem, Darwin fez as principais observações que o levariam a formular a teoria da evolução pela seleção natural. Grande parte delas teve como cenário as Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico. Lá, reparou que muitas das espécies eram semelhantes às que existiam no continente, mas apresentavam pequenas diferenças de uma ilha para outra. Chamaram sua atenção, principalmente, os tentilhões, pássaros cujo bico apresentava um formato em cada ilha, de acordo com o tipo de alimentação disponível. A única explicação para isso seria que as primeiras espécies de animais chegaram às ilhas vindas do continente. Depois, desenvolveram características diferentes, de acordo com as condições do ambiente de cada ilha. Era a prova da evolução. Mais recentemente, ao estudarem os mesmos tentilhões das Ilhas Galápagos, grupos de biólogos observaram a evolução ocorrer em tempo real. Os pássaros evoluíam de um ano para outro, de acordo com as mudanças nas condições climáticas da ilha. Darwin, que definiu a evolução como um processo invariavelmente longo, através das eras, ficaria espantado com as novas descobertas em seu parque de diversões científico.

Ao retornar à Inglaterra, após a viagem do Beagle, Darwin foi amadurecendo a teoria da evolução e começou a escrever A Origem das Espécies dois anos depois, em 1838. Só publicou o volume, no entanto, após 21 anos. Ele sabia do potencial explosivo de suas ideias na ultraconservadora Inglaterra do século XIX – da qual, ele próprio, era um legítimo representante. Elaborar uma teoria que ia contra os dogmas da Bíblia era, para Darwin, motivo de enorme angústia. Não colaboravam em nada os temores de sua mulher, Emma, de que, por causa de suas ideias, Darwin fosse para o inferno após a morte, enquanto ela iria para o céu – com isso, eles estariam condenados a viver separados na vida eterna. Darwin nunca declarou que a Bíblia estava errada. Manteve a fé religiosa até os últimos anos de vida, quando se declarou agnóstico – segundo seus biógrafos, sob o impacto da morte da filha Annie, aos 10 anos de idade.
Após o lançamento de A Origem das Espécies, um best-seller que esgotou rapidamente cinco edições, os cientistas não demoraram a aceitar a proposta de que as plantas e os animais evoluem e se modificam ao longo das eras. Na verdade, essa ideia chegou a ser formulada por outros cientistas, inclusive pelo avô de Darwin, o filósofo Erasmus Darwin. A noção de que a evolução das espécies se dá pela seleção natural, no entanto, é original de Charles Darwin, e só foi aceita integralmente depois da descoberta da estrutura do DNA, em 1953. Darwin atribuiu a transmissão de características entre as gerações a células chamadas gêmulas, que se desprenderiam dos tecidos e viajariam pelo corpo até os órgãos sexuais. Lá chegando, seriam copiadas e passadas às gerações seguintes. Os estudos feitos com ervilhas pelo monge austríaco Gregor Mendel na segunda metade do século XIX, mas aos quais a comunidade científica só deu importância no início do século XX, estabeleceram a ideia básica da genética moderna, a de que as características de cada indivíduo são transmitidas de pais para filhos pelo que ele chamou de "fatores", e hoje se conhece como genes. Com as ervilhas de Mendel, o processo concebido por Darwin teve comprovação científica. A descoberta da dupla hélice do DNA, pelos cientistas James Watson e Francis Crick, em 1953, finalmente esclareceu o mecanismo por meio do qual a informação genética é transmitida através das sucessivas gerações. Hoje, os biólogos se dedicam a responder a questões ainda em aberto no evolucionismo, como quais são exatamente as mudanças genéticas que provocam as adaptações produzidas pela seleção natural. É espantoso que, enquanto continuam a desbravar territórios na ciência, as ideias de Darwin ainda despertem tanto temor.

Por: Jose Flávio Vieira

DESESPERO SOBRE AS ÁGUAS

Não é doce morrer no mar. Menos ainda sobre o imponderável das alturas de um jato cruzando o Atlântico. Acrescente-se que os passageiros seguem numa caixa hermeticamente fechada, com oxigenação artificial, pressão atmosférica idem, assim como é artificial voar-se em permanente confronto com a universal força da gravidade.

Uma casa na praia. Intervalar delícia nesta amarga luta da sobrevivência. Toda a família mobilizada. O filho mais velho mostrando vontade de luta e como presente uma viagem à Europa em companhia do pai. A mãe na labuta a dois de levantar os fundos para tais regalos, não foi. E assim a história teria sua conclusão. Mas não.
O telefone toca. No outro lado o fim dos tempos.

- Diana estou me despedindo desta vida. Chegou a minha hora. Sobre o mar. O avião vai cair. O comandante já avisou. Estamos tentando voltar. Mas não vai dar. Estes são os últimos momentos de minha comunicação. Não voltaremos mais.

A voz do lado de cá da casa de praia e era ebulição em panela de pressão. Queria mais explicações. O marido não respondia às perguntas. Afinal o que acontecia? O telefone desliga e começa uma busca desesperada por notícias. Imediatamente familiares são acionados. Para aumentar o clima, outro telefonema, vindo de Petrolina, agora a cunhada chorando em desespero. Ela também tinha sido alvo das despedidas transoceânicas.

A companhia responsável pelos aeroportos brasileiros desconhecia qualquer acidente aéreo. A polícia federal também. A companhia de aviação em que o marido viajava nem algo até mesmo que um simples atraso. A rede de solidariedade se organizou, foram tantas as trocas de informações e nada que desse conta de qualquer problema. Só não acionaram a CIA, pois pegaria mal com os EUA tendo um novo governo justamente naquele momento da desgraça final de Bush. O Papa, aí já era querer muito, além do mais o assunto dele é trânsito de almas e nenhuma informação havia em que almas se tenham desencarnado.

Por último a companhia aérea confirmou o pouso com uma hora de atraso. A conclusão é que se tratava de um exagero do sofrido marido, grande vítima do pânico aéreo. Nem com dormonid consegue desligar-se da tensa relação com o espaço além das nuvens. Finalmente o desembarque e lá vem o maridão feito uma brigada de carga ligeira.

- Diana nunca mais me mande viajar sozinho de avião.

Desfecho da história: lá vinha o avião saindo de Portugal sobrevoando o Atlântico. Afinal Lisboa é a própria beira mar. Depois dela só as águas históricas do mercantilismo. Então como se dizia: o comandante avisa que tinham um problema e que voltariam ao aeroporto para conserto.

Foi aí que em pleno vôo esta narrativa se motivou para a escrita. Já que era o fim mesmo, com as favas a segurança de uma ligação de celular. Mesmo quando se proibia a ligação os passageiros em pânico telefonaram para os parentes. O comandante deu um alerta geral nos incautos passageiros. E foi assim que se deu a mudez pós telefonema de juízo final.

Afinal que haveria de se arriscar? Logo com o condutor de seu vôo até o território que jurou jamais sair.

Transcrito de O Globo.

Do alto de um mandato de prefeito conseguido depois da renuncia, em 2005, o ex-presidente da Câmara Federal Severino Cavalcante PP-PE, aconselhou o Edmar Moreira DEM-MG, esse do Castelo, a tocar a vida e dar a volta por cima. Severino renunciou a presidência da Câmara e ao mandato para não ser cassado, depois que foi envolvido no escândalo do mensalinho, quando foram descobertos pagamentos feitos pelo dono de um restaurante que funciona na casa, em seu beneficio.
Cada um tem a renuncia que merece. Hoje o Edmar é o Severino de ontem. Ele renunciou porque quis, isso mostra que essas desgraças não acontecem só comigo. Comentou Severino, hoje prefeito de João Alfredo, Pernambuco, e que participa do encontro de prefeitos organizado pelo planalto, em Brasília. Edmar tem que enfrentar a vida. Veja meu caso. Renunciei e fui embora para minha terra e dei a volta por cima. O eleitor nem se lembra disso e hoje estou aqui, vitorioso, feliz da vida.

Postado por A. Morais

HOJE, dia 11 - Dihelson Mendonça interpreta Chopin no BNB Fortaleza


Chopin com Improvisação - Dihelson Mendonça - CCBNB

Serviço:
Evento: Dihelson Mendonça interpreta Frederic Chopin
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza
Data: Dia 11 de Fevereiro, Quarta-feira.
Horários: 12:00 e 18:30


Comentários Perdidos do Blog do Crato

Olá, Gente,

Comunico que ontem fui tentar liberar os comentários aqui do Blog e por acaso acabei clicando em apagar, o que apagou vários comentários de algumas pessoas. Peço que enviem seus comentários novamente quem nao viu aqui publicados. Não temos nenhuma intenção de bloquear comentários, apenas das pessoas que não assinam o que escrevem ( Anônimos ).

Abraços,

Dihelson Mendonça
( Hoje, meu Concerto em Fortaleza, viu ? )

DETRAN DE JUAZEIRO, BOA SORTE!


Há órgãos públicos, na região, que prestam ótimos serviços à comunidade a exemplo do Corpo de Bombeiros, Casa do Cidadão e SINE. Através do número 192, nossos bem treinados e sempre-alertas bombeiros, prestam serviço de socorro, nunca deixando de atender a um só chamado. O débito da população Caririense é enorme dada a dedicação destes que sempre chegam no menor espaço de tempo possível, em suas viaturas de salvamento, atendendo a milhares de vítimas de acidentes de trânsito que têm, graças a esses, suas vidas salvas. Na Casa do Cidadão e SINE, outras tantas milhares de pessoas, todos os meses, tem seus direitos civis garantidos quando é feita de maneira rápida, gratuita e desburocratizada a emissão de documentos como carteiras de identidade e de trabalho, e a concessão de benefícios como auxílio desemprego, banco de vagas de trabalho e encaminhamento nas mais diversas áreas.

Exemplos como estes, infelizmente, não são seguidos por todos. Servidores de alguns outros órgãos, em cargos de chefia ou não, se queixam da falta de verba de investimento na estruturação física de seus departamentos, ou da quantidade, ou tamanho das instalações públicas em funcionamento. Outros ainda reclamam do número reduzido de funcionários disponíveis ou do grande número de funcionários terceirizados, dando a entender o menor comprometimento da classe em comparação ao servidor concursado. Para mim, que também sou servidor público, é fácil reconhecer na maioria destas afirmativas verdades incontestáveis. E porque alguns órgãos deixam tanto a desejar, enquanto outros parecem superar as dificuldades prestando serviços, se não imediatos, comprometidos com o bem estar e respeito ao usuário?

A superintendência regional do DETRAN no Cariri está instalada, desde 2002, na rodovia Padre Cícero, Juazeiro do Norte. Quem se dirige aquele órgão em busca de atendimento irá encontrar um cenário dos mais desanimadores. A criticada lentidão do serviço público encontra naquele prédio sua perfeita justificativa. É preciso paciência e muito tempo disponível para esperar sua vez, de pé, nas grandes filas que se formam por todos os lados em um claustrofóbico ambiente onde os dois aparelhos de ar-condicionado parecem lutar, em vão, contra o calor liberado pelos corpos das centenas de pessoas ali vitimadas. Para conseguir obter serviços como o de renovação da habilitação é necessário enfrentar as filas: da senha, do pagamento de taxas, da foto, do cadastro para agendamento do exame médico, outra para o exame médico, para a prova de direção defensiva e primeiros socorros, para a emissão da carteira provisória e após 15 (ou 20) dias, nova fila para o recebimento da carteira definitiva. Contou? São oito filas!!! Seria injusto se não citasse a fineza do tratamento de alguns funcionários, inclusive do disponível e simpático gerente do posto. No entanto, a espera nas filas, como a da foto, de aproximadamente 2 horas, pelo despreparo do funcionário, e na fila do exame médico, de 2 horas e meia, pelo descaso do setor por não avisar do horário de atendimento dos médicos (ou do médico), atendimento este que, à propósito, dura apenas o tempo de ler uma dúzia de letras seguido de uma deprimente “acocorada”! Seria cômico, não fosse trágico!

Estes são fatos consensualmente não isolados e que exigem ações urgentes e satisfatórias à população de todo centro e sul do Estado, dependentes dos seus serviços. O cidadão deve exigir melhor uso dos impostos que mantêm este tipo de estrutura. O cidadão exige respeito ao seu tempo. O cidadão exige respeito à sua condição de beneficiado e não de amaldiçoado.


Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção pela University of Birmingham
e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

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