xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 10/02/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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10 fevereiro 2009

O buraco perfeito

Por - Leonardo Boff
Ignace Ramonet, diretor do Lê Monde Diplomatique e um dos agudos analistas da situação mundial, chamou a atual crise econômico-financeira de “a crise perfeita”. Putin, em Davos, a chamou de “a tempestade pefeita’. Eu, de minha parte, a chamaria de “o buraco perfeito”. O grupo que compõe a Iniciativa Carta da Terra (M. Gorbachev, S. Rockfeller, M.Strong e eu mesmo, entre outros) há anos advertia: “não podemos continuar pelo caminho já andado, por mais plano que se apresente, pois lá na frente ele encontra um buraco abissal”. Como um ritornello o repetia também o Fórum Social Mundial, desde a sua primeira edição em Porto Alegre em 2001. Pois chegou o momento em que o buraco apareceu. Lá para dentro caíram grandes bancos, tradicionais fábricas, imensas corporações transnacionais e US$50 trilhões de fortunas pessoais se uniram ao pó do fundo do buraco. Stephen Roach, do banco Morgan Stanley, também afetado, confessou: “Errou Wall Street. Erraram os reguladores. Erraram as Agências de Avaliação de risco. Erramos todos nós”. Mas não teve a humildade de reconhecer:” Acertou o Fórum Social Mundial. Acertaram os ambientalistas. Acertaram grandes nomes do pensamento ecológico como J. Lovelock, E. Wilson e E. Morin”.
Em outras palavras, os que se imaginavam senhores do mundo a ponto de alguns deles decretarem o fim da história, que sustentavam a impossibilidade de qualquer alternativa e que em seus concílios ecumênicos-econômicos promulgaram dogmas da perfeita autoregulação dos mercados e da única via, aquela do capitalismo globalizado, agora perderam todo o seu latim. Andam confusos e perplexos como um bêbado em beco escuro. O Fórum Social Mundial, sem orgulho, mas sinceramente pode dizer: “nosso diagnóstico estava correto. Não temos a alternativa ainda mas uma certeza se impõe: este tipo de mundo não tem mais condiçãoes de continuar e de projetar um futuro de inclusão e de esperança para a humanidade e para toda a comunidade de vida”. Se prosseguir, ele pode pôr fim a vida humana e ferir gravemente a Pacha Mama, a Mãe Terra.
Seus ideólogos talvez não creiam mais em dogmas e se contentem ainda com o catecismo neoliberal. Mas procuram um bode expiatório. Dizem: “Não é o capitalismo em si que está em crise. É o capitalismo de viés norteamericano que gasta um dinheiro que não tem em coisas que o povo não precisa”. Um de seus sacerdotes, Ken Rosen, da Universidade de Berkeley, pelo menos, reconheceu:”O modelo dos Estados Unidos está errado. Se o mundo todo utilizasse o mesmo modelo, nós não existiríamos mais”.
Há aqui palmar engano. A razão da crise não está apenas no capitalismo norte-americano como se outro capitalismo fosse o correto e humano. A razão está na lógica mesma do capitalismo. Já foi reconhecido por políticos como J. Chirac e por uma gama consideravel de cientistas que se os paises opulentos, situados no Norte, quisessem generalizar seu bem estar para toda a humanidade, precisaríamos pelo menos de três Terras iguais a atual. O capitalismo em sua natureza é voraz, acumulador, depredador da natureza, criador de desigualdades e sem sentido de solidariedade para com as gerações atuais e muito menos para com as futuras. Não se tira a ferocidade do lobo fazendo-lhe alguns afagos ou limando-lhes os dentes. Ele é feroz por natureza. Assim o capitalismo, pouco importa o lugar de sua realização, se nos EUA, na Europa, no Japão ou mesmo no Brasil, coisifica todas as coisas, a Terra, a natureza, os seres vivos e também os humanos. Tudo está no mercado e de tudo se pode fazer negócio. Esse modo de habitar o mundo regido apenas pela razão utilitarista e egocêntrica cavou o buraco perfeito. E nele caiu. A questão não é econômica. É moral e espiritual. Só sairemos a partir de uma outra relação para com a natureza, sentindo-nos parte dela e vivendo a inteligência do coração que nos faz amar e respeitar a vida e a cada ser. Caso contrário continuaremos no buraco a que o capitalismo nos jogou.

Quando os cearenses dominarem o mundo - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Todo mundo sabe que o cearense está em tudo que é canto. Em geral, o cearense é aquele sujeito baixinho, narigudo, orelhas de abano, que é guardador de carro em São Paulo, chef de um restaurante em Nova York ou o designer que bolou o logo da Eurocopa, em Portugal. O que pouca gente sabe é que, na verdade, isso é uma bem arquitetada jogada que visa colocar gente nossa em postos chaves da administração mundial. Quando estivermos prontos, será deflagrada a grande tomada de poder e meu conselho é que você fique imediatamente amigo ou amante de um cearense, pois sabe como é: pros amigos tudo, para os inimigos, a lei! Tomaremos o poder a partir de uma senha pré-estabelecida, que só um cearense saberá o significado oculto. Aos berros de queima raparigal as hostes de cabeças-chatas invadirão os parlamentos, palácios, todos os jornais e as redes de TV do mundo livre. Ninguém desconfiaria que Astrogildo Hipólito, humilde faxineiro da CNN, na verdade é um professor do LIA, que rapidamente conectará a rede de Atlanta para nossos propósitos. Elegeremos um papa cearense, Raimundo I, vulgo Raimundão primeiro e único, que canonizará Padre Cícero e determinará que daí por diante em todas as igrejas católicas a hóstia seja feita com macaxeira. Essa simples burla papal fará com que a economia do Ceará dê um salto. O único problema é achar uma “mitra” que caiba na cabeça do papa, mas nós cearenses sabemos improvisar: Raimundo I usará uma “fronha de travesseiro” enquanto não se encomenda outra. A Literatura de Cordel ganhará status de arte maior, e Expedito Pimpão ganhará o Nobel de Literatura com seu livrinho “A moça que engravidou do cavalo e a Besta da sua mãe”. Nas artes plásticas, os desenhos com areia colorida irão ocupar alas e alas do Lovre, em Paris; para arranjar espaço para as garrafinhas de areia colorida, todas aquelas velharias do Turner e do Delacroix serão levadas para decorar a salinha do faxineiro ou serão jogadas no Sena. A Monalisa fica, pois na avaliação de Sebastião Macambira, vulgo pé-de-mesa, novo curador do museu, ela é uma “cabôca” danada de aprumada. O novo secretário geral da ONU será Roberval Benedito, que resolverá o conflito Israel/Palestina doando vastas extensões do sertão cearense pros brigões. A ata de doação será concisa e formal. Nas suas palavras: “olha aqui, bando de mulambeiros, a terra é seca do mesmo jeito e o mar é da mesma cor. Deixem de frescura, acabem com a viadagem que vocês nem vão notar a diferença e o Ceará ainda é maior que aquela tripinha de Gaza”. A famigerada música cearense ganhará status de melhor do mundo. Numa revanche histórica, teremos as categorias de música anglo-saxão e artista bretão no Grammy, para dar uma chance a esses aculturados, já que nossa música será hegemônica. O mesmo se dará com o Oscar: bolaremos uma categoria que premiará o melhor filme de cangaço, melhor cena de amor numa jangada e melhor mocotó, este para as atrizes mais pernudas. Para apresentar o Oscar, nada de John Stewart: o nosso Tiririca será o escolhido e Didi Mocó destronará Chaplin como ícone da comédia. O rodeio será substituído pela vaquejada, a Coca-Cola pela água de coco, Ipanema por Jericoacoara, chiclete por piquis, Gandhi por Antônio Conselheiro, Átila por Virgulino Ferreira e por aí vai. Nova York, será rebatizada de Nova Quixeramobim e vamos trocar aquela estátua cafona por uma enorme gostosa de biquini. Yeah! Não vejo como o plano possa falhar, pois cada vez mais nossos agentes se espalham pelo mundo todo. Só nos resta esperar, de preferência no fundo de uma rede, ouvindo o cantor das multidões, Bartô Galeno, enquanto as engrenagens giram por si. Adeus e até a vitória final!

Autor: desconhecido - Postado por: José Nilton Mariano Saraiva

RETORNANDO

Retornar é um verbo de muitas ações. Não são ações apenas nossas, pois elas se ampliam em possibilidade em razão do quê e para quem esta ação se verifica. É que o verbo composto da partícula “re” aposta ao verbo “tornar” se origina na palavra “torno” latina que é literalmente este instrumento que conhecemos de tornear, dar uma forma exterior à matéria. Por isso retornar é tornear nossa pessoa em razão do território, do espaço, do tempo, das nossas experiências vividas; do sentido de devolver aquilo que carregamos conosco; de novamente nos manifestarmos; de voltar a ter existência, ressurgir no horizonte e de dar resposta às perguntas que nos fazem e nos fazemos.

Retornar ao espaço côncavo deste verde vale em que europeus, africanos ou asiáticos mais não somos. Somos um pouco deste feio mestiço, desta beleza incomensurável, pois todas as medidas lhes são relativas e nenhuma se diz o padrão ouro com os quais se medem os caririenses. Este é um povo desmedido. Um tanto pretensioso, muito ressentido do progresso que aqui não há (aliás há, sempre no vizinho); um povo tão rico em camadas sedimentares, um momento é barro, noutro som, quem sabe poesia, talvez uma labuta de meio salário mínimo. E nós precisamos retornar a nós mesmos.
Regressar ao tempo vivido. Que as lembranças dos mais velhos não provoquem bolor no ânimo dos mais jovens, pois a face já torneada, destes, foi figurada exatamente tendo como modelo o correr do tempo. Quem retornar já sabe o faz na medida do tempo, além do espaço.

Devolver as presenças que daqui levamos e delas nos fizemos em uso estrangeiro, até que de novos efeitos afiliados, torne novamente ao tempo e ao espaço de onde se originou. Esta devolução é fundamental para aqueles que retornam. Não podem chegar anos depois sem algo cujo nome representa um eixo daquelas coisas levadas e por isso as dizemos: presentes. Levamos presenças e devolvemos presentes.

Novamente nos manifestarmos quando um silêncio entre antes e agora ocorreu. E o novo manifesto é um patamar acima do primeiro manifesto, por isso mesmo é que o sentido de tornear lhe agrega característica. Novamente dizer que o manifesto é uma oração coletiva mesmo quando no altar mor sua liturgia ocorra enquanto simultaneamente em altares menores tantas liturgias de igual importância ocorram. O novamente manifestar-se é cessar o efeito totalitário do manifesto único, é, pela diferença, falar da mesma alma histórica do povo do cariri, ou melhor, dos povos da bacia sedimentar do Araripe.

Agora sabemos. Afinal ressurgir. Novamente ter existência neste encontro de muitos, daqueles que postam, dos que comentam e dos que lêem e noutros ambientes repercutem com novos molhos o conteúdo ampliado do que leram. Enfim: renascendo no Cariricult e no Blog do Crato.

Recado a um amigo - Por: Pedro Esmeraldo

Prezado amigo; sou um fiel defensor de minha terra. Não é à toa que me esforço para ver se encontro algum caminho flexível que tire a cidade do desespero. Cuidando disso há anos infelizmente, não sou compreendido pela massa, vez que a maioria desse povo se queda na resignação
Na semana passada discutia com um amigo, pois reprimia que alguns cratenses deixam de investir em sua terra natal. O amigo não se manifestou favorável dizendo que as pessoas teem de buscar vidas melhores onde lhes for mais conveniente.
Discordo de sua idéia, sendo a minha opinião é que todos devem investir em sua cidade. Prosseguir: As melhores condições de acesso para expandir favoravelmente e trazer a economia do mercado principalmente a agricultura, a pecuária e o comércio.
Não é do meu feitio, meter a colher nas atitudes alheias; mas sou de dar palpite para que mudem o rumo administrativo e venham contemplar seu torrão com boas aplicações nesses setores que citei acima.
Sou daqueles que pensam que em primeiro lugar está a sua terra berço para depois, atender outras localidades. Já imaginou um filho que despreza sua mãe? Para mim seria o maior crime de grande ingratidão desses vassalos modernos. Recrimino com insistência essas pessoas atávicas que não pensam no futuro de sua terra.
Certa vez, isto já faz muito tempo, ouvi um patético político dizer: progresso não se compra, vem naturalmente no decorrer do tempo. Disse para ele que estava errado, e ele era um político atrasado, não tinha condições de exercer as atividades políticas. Afirmava ainda que progresso vem com arrojo e muito trabalho, acompanhado de organização e controle. Considero essas palavras uma aberração, pois o progresso é luta, é planejamento, é dedicação e isto talvez sejam idéias ultrapassadas e obscuras. Outrossim, progresso é desenvolver a educação quer seja moral ou cultural, por isso tem que aprimorar e qualificar o desenvolvimento educativo, com expansão de industrial, com elevado índice de trabalho que posteriormente colham resultados lucrativos.Fiquei decepcionado com esse cidadão. Considero “persona non grata” o que vem deixar decepcionados todo o cidadão comum. visto que esse dito cidadão se tornou contemplado como prefeito do Crato, que se tornou alheio ao desenvolvimento. E o pior, afirmo com categoria:atrasou o Crato por vários anos, o que é uma pena. Ah Crato velho sofredor!.

Por: Pedro Esmeraldo

Blog do programa Rota & Ação

www.rotaeacao.wordpress.com/

Já está no ar o blog do programa de TV Rota & Ação. Dêm uma passadinha por lá, coloquem seus comentários, críticas, sugestões e, claro, elogios, pois só com eles que temos forças pra continuar esse trabalho.
Obrigado a todos e convido para verem o nosso programa que vai ao ar todos os domingos, de 11 horas ao meio dia, através da TV Verde Vale canal 13 (Tv aberta, não pega em parabólica)

Sucesso.

acesse: www.rotaeacao.wordpress.com/

Blogdosanharol.blogspot.com

Criado a meu pedido, por Dihelson José Mendonça de Souza, em 21.01.2009, o Blog do Sanharol já teve a honra de receber comentários dos amigos que relaciono abaixo:
Dihelson Mendonça, Carlos Eduardo Esmeraldo, Antonio Correia Lima, Socorro Moreira, Beto Fernandes, Armando Rafael, Enio Menezes, Menezes Filho, Freitas Neto, Elmano Pinheiro Rodrigues, Magali Figueiredo Esmeraldo, Maria Gloria Pinheiro, Claude Bloc, Anna Florença. Agradeço sensibilizado a participação e colaboração de todos e espero assiduidade desses e convido outros amigos a fazerem o mesmo, a visitarem o Blog.
Abraços.
Postado por A.Morais

Marcas na alma - Por: Claude Bloc


Amanhecera chovendo. Em meio à penumbra, ela se deixara ficar por entre os lençóis amarfanhados, dormitando algum pensamento breve... Não conseguia livrar-se daquela sensação de vazio, mas não lhe pesava nenhum ressentimento. Espreguiçou-se tentando espantar a inércia e o ligeiro mal-estar que prenunciava um resfriado... Tinha que reagir!

O telefone desatou a tocar, àquela hora, com insistência, machucando o silêncio matinal. Davam-lhe conta de que não seria mais necessário se preocupar com aquela ausência. Era difícil naquele momento desvendar os meandros da alma humana e havia-se habituado a colecionar saudades...

Na noite anterior, ela voltara para casa sentindo-se esvaziada daquele sentimento dolorido... Era como se a chuva, uma enchente, sabe-se lá o que, tivesse invadido o local na sua ausência devastando tudo.

Abriu a porta e, por alguns segundos, ficou ali parada. Lançou um olhar por sobre os óculos. Estava tudo vazio. Sentia-se ali um pássaro solitário, mudo na gaiola. A sala agora era um mundo incolor, estranho, embora todos os cheiros peculiares e familiares permanecessem lá impregnados.

Atravessou a sala sem mais olhar para nada. Entrou em seu quarto. Não ouvia seus próprios passos. Uma nesga de luz se esgueirava por entre os vãos da porta entreaberta permitindo-lhe entrever a desordem que havia ali... Aquilo não era, afinal, a imagem do que ela sentia dentro de si? – Não tenho mais o que fazer aqui – ainda ouvia como um eco a ressoar pela memória.

Deu mais um passo. O tapete estava recoberto de pedacinhos de fotos rasgadas – os fragmentos de sua vida. Somente restos de lembranças... marcas na alma.

Ainda não se havia acostumado a tanto silêncio, à ausência de passos ressoando pelo assoalho de tábuas corridas em seu despertar. Doía-lhe também o vazio daquele olhar, o beijo em seus olhos adormecidos.

Tentou encontrar dentro de si uma resposta para tanto desarranjo, mas sabia que quanto mais tentasse mais retrocederia a um estágio ao qual não pretendia retornar...

Mais dois passos em direção à estante. Sua mão tocava o móvel muito de leve. Um carinho, uma busca... O que tentava encontrar? Com o dedo indicador rabiscou um nome a esmo... Encontrava-se em um estado quase hipnótico, como se percorresse ali com aquele gesto um tempo diferente preso naquele momento.

Sentou-se à beira da cama. Descalçou os sapatos. Massageou os dedos dos pés reconfortando-se distraidamente. – Não vê que está cansada, menina? – perguntava para si mesma. Sem mais pensar, recostou-se nos travesseiros e adormeceu.

O primeiro sono foi sem sonhos. Aquele sono ao qual a gente se entrega para se esquecer de tudo. Depois se acordou várias vezes com uma certa inquietação, mas o alarme cessara.

E então, acordava-se na manhã seguinte sentindo-se ainda cheia de incertezas. Teria que conviver consigo mesma.

A porta do quarto de repente se abre sem aviso. Ele entra com os ombros curvados. – Você não sonha mais? – pergunta sem esperar pela resposta. Ela vira-lhe as costas. Não consegue falar. O sonho então se esvai aos poucos esperando que ela o chame de volta... – Um dia desses, quem sabe? – ela balbucia. - Quando a esperança voltar.

Texto de Claude Bloc

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