
Já para os protestantes, casamento seria uma fundamental instutuição divina, onde se estabelece uma aliança entre o homem a mulher e Deus, aliança essa de grande responsabilidade, bem como indissolúvel, conforme Jesus nos ensinou , conforme insculpido no livro de Mateus: ". . .o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Ainda na escritura sagrada, agora em I corintios, 7:39: "A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor."
Já atinente ao uso das alianças, teriam sido os hindus os primeiros a usar alianças de casamento. Tendo sido trazida essa tradição para o ocidente por gregos e romanos. Entendiam ainda, que a aliança seria como um “contrato de compra” da mulher (noiva) e também uma espécie de aviso aos menos atentos, pretendendo dizer “ela já não estava mais disponível”. Após o século IX, a Igreja Cristã a adotou como símbolo de fidelidade. Ainda segundo o tema aliança, os gregos e romanos diziam que o quarto dedo da mão esquerda, o que usamos a aliança, seria o mais correto para tal finalidade, pois, acreditavam que por ele passava uma veia que seguia diretamente para o coração.
Pois bem, depois de feito essas breves considerações, vamos ao cerne da questão: porque o matrimônio esta em desuso? Para analisar essa mudança comportamental da sociedade vamos fazê-la, ou ao menos tentar, sob prisma social. Deixando claro que a abordagem do assunto tem-se, único e exclusivamente trazer a baila, de forma simplista, um tema de extrema importância, conclamando aos ilustres colegas e leitores que participem do debate, trazendo outros dados e opiniões que julgarem importantes.
Um dos aspectos no campo social, ao nosso entendimento, deu-se a partir da emancipação feminina, resultado de um processo natural e necessário, pois ao longo dos anos a mulher foi deixada em segundo plano, era excluída de todo tipo de decisão, não lhe era permitido opinar em nenhum tipo de assunto que não fosse cuidar dos filhos, do lar e ser totalmente submissa ao seu senhor, o marido. Com o decorrer dos anos, a mulher foi apercebendo que sua contribuição no meio em que vivia poderia ser muito mais eficiente que ficar em casa administrando o lar. O que de fato aconteceu, e hoje temos a participação maciça, trazendo beleza, charme e competência em tudo que faz.
Todavia, essa mesma ruptura com os moldes repressivo de outrora, serviram como alavanca para chegar à conclusão que o destino de sua vida, estava somente em suas mãos, não dependiam mais de ninguém, e como tal, o comando era único e exclusivamente seu. A partir desse momento, a tolerância com o comportamento do esposo diminuiu, já não era mais possível aturar o marido chegando tarde em casa, e cheirando a álcool, nem pensar; as observações feitas antes, quando consideradas ofensivas, passaram a ser rebatida de pronto, não esperando outra oportunidade. Ai começaram os problemas.....
Atentaram as mulheres que as mãos que balançavam o berço, era a mesma que, se necessário, conduziriam um bi-trem; perceberam que aquela voz frágil e delicada assumiria um tom grave que calaria uma sala de aula repleta de marmanjos; sentiram que a falta de força física para trocar um pneu, era psicológica, e se inevitável, ergueria um veiculo para tirar sua cria de baixo; notaram que administrar um lar era muito importante, todavia, se tivesse que conduzir uma empresa faria com a mesma competência; perceberam que a vida era muito importante, e hoje, recuperam muitas; brigavam por justiça na família, nos dias atuais fazem-na para todos que necessitam.
Na contra mão dessa evolução, nós, homens, (boa parte), deixamos a barriga alongar-se; esquecemos de dizer eu te amo; “traímos” nossas mulheres com o trabalho, dando a esse mais atenção; alguns se contentaram e acostumaram a ficar em casa “administrando o lar”; não mais nos olhamos no espelho, não nos vemos mais, perdemos o reflexo. As afirmações que se faz são corroboradas com o grande numero de separações e/ou divórcio registrado no País. Outro dado: vejam nossos pais, avós, bisavós, etc., quanto tempo permaneceram juntos. Os mais jovens é provável que não entendam isso, entretanto, os mais experientes sabem que o casamento de ontem, já não é mais o mesmo. Não se tolera mais nada, não se suportam, não se agüentam.
O resultado desse processo é mais do que lógico, a instituição “casamento” transformou-se em uma relação instável, com prazo determinado, com filhos divididos entre dois lares, e com a clara e nítida sensação que ambos perderam muito tempo, que saem da relação com graves sequelas, com magoas imensas e a certeza que nunca mais assumirão o compromisso de viverem até que a morte os separem.
Por Luiz Cláudio Brito de Lima

























