xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/01/2009 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

27 janeiro 2009

Presença do DEMUTRAN requerida no Mirandão...

Dihelson, viemos fazer uso deste espaço para solicitar a presença do DEMUTRAN no Bairro do Mirandão.

A solicitação se justifica, pois a partir das 17:00 aparecem uns "motoqueiros" irresponsáveis que ficam se exibindo, arriscando a sua própria vida, e a vida das pessoas que fazem caminhada em volta do Estádio do Mirandão.

Crato ganhará mais 6 Praças - Por: Beto Fernandes


A
administração de Crato anunciou uma boa notícia para a sede do município através do Vice-prefeito Raimundo Filho. A cidade ganhará seis novas praças que irão melhorar ainda mais o belo aspecto paisagístico da “Princesa do Cariri”. Raimundo Filho esteve na Capital do Estado tratando da liberação dos recursos e participar de reunião da diretoria da FECOMÉRCIO (Federação do Comércio do Estado do Ceará). “Essas praças mudarão para melhor o aspecto urbanístico de nossa cidade”, assegurou.

Outra informação passada pelo vice-prefeito cratense é de que R$ 10 milhões de reais serão empregados em obras de orçamento “com parte destinada a encosta do Morro do Seminário”. “Essa é uma reivindicação bastante antiga da população, além de ser prioridade do governo tendo em vista que o Morro do Seminário sempre tem problemas, principalmente em época de inverno” admitiu. Com vistas ao saneamento, lembra que o dinheiro é do Programa de Aceleração do Crescimento e vai beneficiar o rio Batateiras que deságua no rio Salgado.

Fonte: Revista do Beto Fernandes

Quem acertar, ganha um Fusca ! - Por: Zilberto Cardoso.

O.B.S - Taí uma coisa inusitada aqui no Blog do Crato. Proposta do Zilberto Cardoso, de quem acertar quem é a pessoa da foto logo abaixo levará um "Fusca"... repasso o e-mail na íntegra:

"Caro dihelson, solicito postar este artigo no blog do crato.
grato, Zilberto Cardoso.

Olá amigos do blog do Crato, em especial os menos jovens e que foram ouvintes da Amplificadora Cratense de saudosa memória. Alguem conseguirá identificar o locutor da foto ? A dica já foi dada, a foto original era em preto e branco, posteriormente foi colorida pela grande fotógrafa Telma Saraiva. Quem habilita-se ?

Atenção: O primeiro que acertar receberá como prêmio um belissimo Fusquinha ano 1964, com apenas 200 mil Kms rodados, uma "Pechincha"."

Abraços Zilberto Cardoso.


Por: Zilberto Cardoso

(P)ARTES - (Ensaios) Por: Claude Bloc

(1)

A (P)ARTE

Aparte a parte, em partes
E terás ARTE

(2)

Cênicas artes
(entre)telas
(entre)linhas
Espaço
Aberto
(entre)tecendo
o
(vo)lume


Vozes
Interlúdios
Interlóquios
Pranteando
a
solutide


Cênicas luzes
Cores da íris
Aura vital
(i)material.

(3)

São sintomas ou sintagmas...
Os sentimentos e as palavras?
Só no vulcão eclode o magma
Em fogo, em brasa pela alma?


Por: Claude Bloc

MATEMATICANDO - Com: Dr Valdetário.

As Três Boinas.

Num reino muito distante vivia uma bela princesa. No castelo também moravam três geniais matemáticos que eram apaixonados pela educada princesa. O rei admirava a Matemática e resolveu que sua querida filha seria desposada por aquele matemático que vencesse um desafio lançado ao trio. O rei chamou os três e mostrou um pequeno baú no qual colocou três boinas de cor branca e duas boinas de cor preta. Pediu que eles se postassem em fila indiana e retirou aleatoriamente três boinas do baú e as colocou uma em cada cabeça dos matemáticos que continuaram em fila indiana, de forma que quem estava no final da fila via a boina do segundo e do primeiro da fila, quem estava no meio da fila só conseguia ver a boina do que estava na frente da fila, e este, que estava na frente da fila não via boina alguma. O rei lançou então o desafio: “casará com minha filha aquele que disser a cor da sua boina” e continuou: “aquele que tentar e não acertar será imediatamente degolado”. Deu-se um período de silêncio e em seguida um dos matemáticos acertou a cor da sua boina e dias depois se casou com a bela princesa. Qual dos matemáticos (o primeiro, o do meio ou o último da fila) casou-se com a princesa? Qual era a cor da sua boina? Como ele conseguiu descobrir a cor da sua boina? Como nos desafios anteriores, não tem pegadinha. Este desafio foi baseado em uma das passagens do livro O Homem que Calculava. Mandem suas respostas.

Um grande abraço. Valdetário.

O Encontro *- Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Em uma fria madrugada, seu Lunga voltava de uma viagem à cidade pernambucana de Exu, quando um dos pneus da sua velha rural furou, justamente nas proximidades da casa de Raimundo. Como havia alguns catadores de pequi nas proximidades, logo chegou um deles para oferecer seus préstimos a seu Lunga.
– O Senhor está no prego? – Indagou o catador de pequi.
– Eu não. Não está vendo que é o carro, seu besta?
– Mas eu posso ajudar ao senhor a trocar o pneu, bem ligeirinho. – Insistiu o serrano.
– Como, se eu não trago um macaco? Vai bem querer levantar a rural nas costas?– Interrompeu seu Lunga bruscamente.
– Bem ali é a casa de seu Raimundo Oliveira. Ele deve ter um macaco, pois tem um carro igual ao seu. Se o senhor tiver sorte, pode ser que ele lhe empreste. – Disse o humilde catador de pequi, na esperança de uma boa gorjeta.
– Então eu vou lá acordá-lo, pra a gente resolver logo este problema.
– O senhor tenha cuidado, pois seu Raimundo é muito grosso.
Sem dar importância ao conselho, seu Lunga saiu pelo caminho, conversando sozinho. Dizia consigo mesmo: vou bater na porta dele, ele vai perguntar quem é, ele é grosso, conforme o rapaz disse e eu não gosto de quem é grosso, pois sou mais grosso ainda; digo logo quem eu sou e que desejo pedir um macaco emprestado. Ele vai me negar e eu vou mandá-lo para os quintos dos infernos. Seu Lunga interrompeu bruscamente o seu monólogo interior, pois já estava defronte da janela do quarto onde dormia Raimundo Oliveira. Deu quatro ou cinco batidas forte na janela, aliás verdadeiros murros, quando uma voz tonitruante ecoou lá de dentro:
– Quem diabo está morrendo ai fora?
– Sou eu, Lunga do Juazeiro. Quer saber de uma coisa, seu filho de uma mãe. Pegue o seu macaco e soque, que eu não preciso mais dele não. – Encerrou seu Lunga aquele amistoso diálogo.
*Extraído de "Histórias que vi, ouvi e contei" à disposição dos amigos do Blog do Crato, com o Dihelson Mendonça. blogdocrato@hotmail.com ou pelo telefone: 088-3523-2272 deixe recado na secretária com nome e seu número de telefone.)
Por: Carlos Eduardo Esmeraldo

Boff e o Celibato - Por: José Nilton Mariano Saraiva

A progressiva e constante dispersão do rebanho da Igreja Católica tem tudo a ver com a manutenção de ultraconservadores conceitos e procedimentos, incompatíveis com os dias atuais. Com isso, cresceram geometricamente seitas outrora tidas como inexpressivas, mas que souberam abrir-se, adaptar-se aos novos tempos, ousar. Como os evangélicos, por exemplo. Um desses óbices responde pelo nome de "celibato". Vejamos, a respeito, a opinião abalizada do Frei Leonardo Boff.
José Nilton Mariano Saraiva
*****************************
"O celibato, para esse tipo de Igreja que temos, é estrutural e necessário. Temos uma Igreja altamente concentrada em termos de poder, que está só na mão de uma mínima parte, que é o clero. Que tem de gerenciar a primeira grande multinacional do Ocidente que é o cristianismo – desde o século IV é uma multinacional, que envolve cerca de 1 bilhão de pessoas. Então, para a Igreja, o celibato é estratégico. Porque você tem uma mão-de-obra diretamente ligada a você e que não tem nenhum vínculo de família, de mulher, de filhos, de herança, e é o intelectual orgânico estrito da instituição. Ele encarna a instituição e, não sem razão, é tirado da família com a idade de 12, 13 anos, levado para o seminário e criado na sua mentalidade, na sua subjetividade, para servir a instituição. Ele é estruturado nessa perspectiva, que vai contra duas tendências básicas da modernidade, que são resgatar a liberdade e a subjetividade. Quer dizer, o ser humano se descobre como sujeito livre, que organiza sua privacidade, sua sexualidade, seu projeto pessoal. Se é casando, se é mantendo-se solteiro, se é sendo gay, não importa, você respeita as preferências do projeto que você tem. E a Igreja nega isso. Ela impõe que quem quer servi-la tem de ser celibatário. Então, frustra todo um caminho, que é um caminho também de realização humana, porque a sexualidade não é só uma questão de troca genital, é o diálogo com a dimensão da “anima” e do “animus”, como um integra a alteridade do outro, mulher ou homem, respectivamente, como trabalho da dimensão da ternura, da fragilidade, do amor, que é uma exposição ao outro. O celibatário trabalha com grande dificuldade isso, porque ele, por força da educação e sua função, é autocentrado. E toda a dimensão do feminino, não só da mulher, mas do feminino no homem e na mulher, é encurtada.
No campo, o celibato nunca funcionou, porque o padre era simultaneamente camponês e tinha de arranjar mão-de-obra, e não havia seminários onde se formassem padres. Ele gerava um filho, explicava como era a missa, os sacramentos e tinha o seu sucessor.
No primeiro milênio, o celibato era reservado aos bispos, que tinham de ser monges celibatários. Com os padres era mais ou menos livre. O seminário só veio na polêmica com os protestantes no século XVI, quando a Igreja cria a instituição de formação de seus quadros e aí impõe o celibato rigoroso. É assim até hoje. Agora, isso nunca foi algo que fosse entendido como do âmbito da tradição cristã, ou da revelação. É uma disciplina eclesiástica, portanto depende da vontade do príncipe."
Autor: Frei Leonardo Boff - Postado por: José Nilton Mariano Saraiva

Uma do Prefeito de Farias Brito...

Esta história foi contada por meu pai, que esteve na reunião...
Conta-se que existiu em Farias Brito um prefeito semi-analfabeto ( a exemplo de muitas cidades do interior ), e foram chamados a uma reunião de prefeitos em Fortaleza com o governador. Papai acabou sendo convidado para integrar a comitiva. Lá já na reunião, acabou que o prefeito de Farias Brito foi convidado a falar sobre o município, e num determinado momento, na presença de todos, lá vem o prefeito derrubando xícaras e enfiando o pão dentro do copo de café:

"Sr. governador, eu vim lá de Farias Brito e vamos fazer tudo certinho, como manda o frigorífico !"

Já existe outra piada também ( essa eu não posso confirmar ), sobre um prefeito de Farias Brito também, em que o governador teria perguntado:

- Sr. prefeito como vai a ZONA urbana ?
- Governador, a ZONA urbana tá até boa, chegaram umas meninas novas lá até engraçadinhas...

- E a Rural ??
- Ah! a Rural da prefeitura tá no conserto!

Por: Dihelson Mendonça

O Que Posso Fazer? Por Luiz Cláudio Brito de Lima


Por vezes nos deparamos com situações que, em um primeiro momento, nos chama atenção, depois desperta sentimentos diversos, nos faz refletir, coadunamos então as idéias, e seguimos em frente. Um exemplo claro disso, apenas para efeito de elucidar o exposto acima, dar-se quando deparamo-nos com um acidente de transito, aliás, o caos que se forma no transito em decorrência dessa fatalidade, é muito mais em função dos curiosos que passam e querem dar uma “olhadinha”, do que o acidente em si. Pois bem, ao visualizarmos esse acidente, principalmente quando pessoas encontram-se ainda no interior dos veículos envolvidos, começamos a proceder a uma espécie de “mea culpa”, apesar de não termos nenhuma relação com o desastre, entretanto, nos vem à mente que bem pouco tempo atrás estávamos além da velocidade permitida, e aquele infeliz acontecimento poderia ter sido conosco. Paramos, damos uma olhada, lamentamos e prosseguimos cuidadosamente, passados alguns minutos (ou quilômetros), pisamos fundo, e lá vamos nós de novo.....

É verdade que esse sentimento ocorre, penso que na mesma intensidade, quando presenciamos um menor na rua pedindo esmolas, ou um idoso sentado em uma calçada de uma rua movimentada qualquer, rogando ajuda para uma cirurgia, ou até mesmo quando vamos a um restaurante e na saída somos abordados por um cidadão implorando um pouco de comida, e o que dirá do vizinho que teve o filho internado em uma clinica para dependentes químicos. Todas essas imagens permanecem gravadas durante algum tempo, todavia, tal qual um quadro negro, apagamos, ou utilizando uma linguagem moderna, “deletamos”, e não mais nos preocupamos com àquelas situações e fatos. Grande parte das pessoas tendem a sensibilizar-se com cenas dessa envergadura, porém, ficam apenas no campo do devaneio, não possibilitam que esse sentimento transforme-se em realidade, tomando corpo, fazendo a diferença, permitindo atenuar a dor do próximo, engajando-se em uma frente para resolver, ou ao menos amenizar, o dilema.

Um numero considerável de pessoas que hoje integram trabalhos assistenciais, passaram a fazê-lo em função de terem sentido o problema na pele, quer seja o próprio ou alguém próximo. Apenas para corroborar essa afirmação, vejamos:

1) Alcoólicos Anônimos (A.A), trata-se de uma comunidade com finalidade totalmente voluntária, formada por homens e mulheres, teve seu inicio por volta de 1935, por intermédio de um corretor da bolsa de Nova Iorque e um cirurgião, ambos com graves problemas de alcoolismo. Hoje, os Alcoólicos Anônimos ajudam milhares de pessoas no mundo;

2) Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), é um movimento que se destaca no pais pelo seu pioneirismo, teve sua origem em dezembro de 1954, em função da chegada ao Brasil da Norte Americana Beatrice Bemis, mãe de uma criança portadora de Síndrome de Dow;


3) Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), nasceu em 31 de março de 1996, por meio de duas mães que tiveram seus filhos desaparecidos;

4) Instituto Anjos da Enfermagem nasceu em 2004, tendo como idealizadora, uma estudante de enfermagem (Universidade Regional do Cariri,), com seu grupo, após ler o livro “terapia do amor”, que retrata a vida do médico norte americano Hunter Adams, bem como presenciar a situação de várias pessoas no setor de oncologia.


Ficaria dias citando trabalhos assistenciais que foram criados em função de se ter vivenciado o problema, ou sensibilizado com o que se viu, o fato é que esses abnegados saíram do papel de meros coadjuvantes e passaram a encetar o de principal responsável pelas mudanças, transformação essa que resultou em um numero incalculável de pessoas que tiveram mais motivos para continuar vivendo, possibilitando que, com ajuda do outro, atentassem que tudo é possível, basta dar o primeiro passo. E esse comportamento funciona tal qual uma corrente, ou seja, aquele que fora ajudado procurará ajudar quem agora precisa, e assim sucessivamente, dessa forma a corrente dificilmente quebrará, ao contrário, seus elos irão adquirir a força mais perene de todas: a força do coração, da solidariedade.

Para se ter uma idéia, o Brasil atualmente é o 4 Pais do mundo em numero de pessoas confinadas ao sistema carcerário, perdendo apenas para os Estados Unidos, China e Rússia, fato esse de fundamental importância e preocupação, se levarmos em conta que o nosso ordenamento jurídico não permite pena que ultrapasse os 30 (trinta ) anos, isso quer dizer, por questão lógica, que essas pessoas retornarão ao convívio social, e se a sociedade, em parceria como Governo, não estabelecer medidas eficazes de reintegração à sociedade desses egressos, teremos uma situação delicada, é como bem observou o Professor Alvino de Sá, quando afirmou, em breve resumo que : “...hoje o condenado esta contido, amanhã consigo...”.

Apenas, e unicamente, ter-se-á o quebramento dessa corrente, quando permanecermos no “interior de nossos carros dando uma olhadinha” no acidente, com a sensação que aquele que ali se encontra preso às ferragens é um desconhecido, um estranho, e como tal, não vale a pena fazer coisa alguma, afinal, o problema não é nosso...

Por: Luiz Cláudio Brito de Lima.

Previsão do Tempo para Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2009

Algumas núvens no céu...calor abafado. Temperatura no momento: 29 graus na Vilalta. Umidade relativa do ar, 62 por cento. pelo jeito, nada da estação chuvosa ainda...


Fonte: Climatempo

Rosemberg Cariry é novo presidente de entidade que é espaço para discussões sobre audiovisual brasileiro

AUDIOVISUAL


Ceará à frente do CBC: Rosemberg Cariry é novo presidente de entidade que é espaço para discussões sobre audiovisual brasileiro (Foto: GUSTAVO PELLIZZON). Cineasta cearense Rosemberg Cariry assume o cargo de presidente na nova diretoria executiva do Congresso Brasileiro de Cinema. Um cineasta cearense como presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC). Rosemberg Cariry foi eleito o mais novo presidente da associação que reúne mais de 50 entidades brasileiras da área e que já teve no comando nomes como Gustavo Dahl, Assunção Hernandes, Geraldo Moraes, Paulo Boccato e Paulo Rufino. A nova diretoria executiva do CBC foi eleita na última quinta-feira (22), durante o 4º Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, realizado na cidade do interior paulista até o último domingo (25). Referência quando se fala em cenário audiovisual cearense, Rosemberg Cariry é filósofo de formação, mas foi no universo cinematográfico que consolidou seu nome. Estreou no cinema na década de 1970 com documentários em curta sobre artistas populares e manifestações artísticas do Ceará e do Nordeste. Em 1986, realizou o primeiro longa, ainda no formato documetário, “A Irmandade da Santa Cruz do Deserto”. A primeira ficção veio com “A Saga do Guerreiro Alumioso”. Seu trabalho mais recente é o premiado “Siri-ará”

Promoção de ações

Além da eleição dos novos representantes, o Congresso Brasileiro de Cinema aprovou um novo estatuto de regimento interno e definiu os planos de metas iniciais para a gestão. Entre eles, estão a realização de um mapeamento do audiovisual, intensificação das ações políticas e promoção de ações nos setores de formação e capacitação, difusão, preservação e memória e diversidade cultural. Uma das principais atividades do CBC é um encontro periódico realizado bienalmente, que funciona como um dos mais importantes espaços para a discussão e a reflexão dos rumos políticos, econômicos, culturais e sociais do audiovisual brasileiro.

FIQUE POR DENTRO

O que é o Congresso Brasileiro de Cinema

Fundado em 2000, o Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) é um fórum permanente de debate e proposição de políticas audiovisuais e tem como principais objetivos: promover o desenvolvimento sistemático das atividades cinematográficas e audiovisuais; realizar pesquisas e estudos sobre tais atividades em seus aspectos institucionais, econômicos, mercadológicos, tecnológicos, psicossociais e culturais, entre outros; contribuir para a formulação de políticas públicas para o audiovisual; contribuir para as relações institucionais entre organizações não-governamentais, organismos corporativos e entidades privadas, promovendo reuniões, encontros, simpósios etc.; promover troca de experiências entre os profissionais do setor; e incentivar e promover gestões para o fortalecimento e valorização de festivais brasileiros etc. Um dos frutos do CBC foi a criação da Agência Nacional do Cinema (Ancine).


Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Romaria da Baixa Rasa atrai milhares de fiéis - Por: Elizângela Santos


Cariri

A Festa da Santa Cruz da Baixa Rasa, no Crato, acontece há cerca de 200 anos, na Serra do Araripe. Os devotos vão pagar promessa ou, simplesmente, rezar (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS). Mais de 200 vaqueiros participaram da abertura dos festejos. Uma missa é celebrada há mais de 15 anos na Serra do Araripe. Crato. Ainda de madrugada os cavaleiros começam a sair de casa, de várias partes do Cariri e até do Pernambuco. É bem lá, na divisa entre os dois estados, na Baixa Rasa, que há cerca de 200 anos morreu de fome e sede um vaqueiro. Dias depois o corpo foi encontrado ao lado do cavalo magro, que continuou ao lado do seu dono. Desse tempo para cá, passou a ser reverenciado, pela fé do povo. São promessas feitas e pagas no dia 25 de janeiro. Todos os anos, a Romaria da Santa Cruz da Baixa Rasa atrai milhares de pessoas. Uma missa é celebrada há mais de 15 anos. Antes era a reza do terço. Dona Luzia foi uma das homenageadas este ano. Morreu aos 90 anos nas proximidades. Evaldo Medeiros (Valdo), falecido, foi outro homenageado. São personalidades importantes, que contribuíram para a continuidade da louvação. A espontaneidade dos participantes é o que mais impressiona, trazendo uma originalidade ao evento. A cultura popular se manifesta. Todos os anos, Antônio Aniceto, dos irmãos Aniceto, participa. “Desde os oito anos, quando o meu pai me trazia para cá”, diz ele. O grupo veio animar e reverenciar a alma do vaqueiro sofrido, perdido no mato e encontrado tempos depois, ao lado do seu cavalo. Grande parte dos participantes sobe a Serra do Araripe, a pé. Além da banda cabaçal, estão grupos de lapinha. O local passou a ser um cemitério, hoje desativado. Algumas pessoas preferiam ser sepultadas ao lado da cova do vaqueiro. Um deles foi Valdo. O irmão, Sinvaldo Medeiros, disse que o desejo do organizador era ser enterrado no local. Mas, o pedido não pode ser concedido pelos familiares. Os vaqueiros, a maioria vestida a caráter, de gibão de couro, aproveitam para fazer suas orações. Este é um momento também de encontro, no qual eles se homenageiam mutuamente, com distribuição de várias medalhas.

Ex-votos
Aos pés da Santa Cruz da Baixa Rasa estão muitos ex-votos que se acumulam a cada romaria. São peças de madeira e barro que representam graças alcançadas pelos devotos que vão até o lugar. São muitos os milagres atribuídos à Cruz da Baixa Rasa e, por isso, antigamente, muitos cristãos eram enterrados no local. Esta festa já faz parte do calendário de datas comemorativas do município do Crato.

Lenda
A lenda conta que no de 1877, enquanto campeava o gado, um vaqueiro, montado em seu cavalo, se perdeu na Serra do Araripe, em um local de mata fechada e morreu de fome e sede. O corpo fora encontrado por peregrinos 15 dias após o acontecimento, junto ao cavalo fraco e magro, que sobrevivera alimentando-se de terra e das cascas das árvores. Lá foi afixada uma cruz, conhecida como a Santa Cruz da Baixa Rasa, que passou a ser venerada por todos que por ali andavam. Em 1914, uma senhora conhecida como “Pretinha” fez uma promessa para afastar a peste bubônica de sua família, em troca ficou rezando um terço na sepultura do vaqueiro. Desde então, durante as gerações, o ritual vem sendo passado de pai para filho e virou um ritual sacro. Há seis anos, com a intenção de promover uma melhor organização no espaço, uma clareira foi aberta no meio da floresta, Área de Proteção Ambiental (APA). O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agora Instituto Chico Mendes (ICM) decidiram disciplinar a festa. Para soltar fogos, tem de ser numa área mais distante, conforme o chefe da APA/ICM, Jackson Antero. Alguns homens ficam numa entrada mais distante, há cerca de 2 quilômetros do local da romaria, para não permitirem a entrada de carros e pessoas portando bebidas alcoólicas. É proibida também a venda no local da festa. No último domingo, houve um atraso por conta das chuvas pela manhã. Os vaqueiros seguiram para o Sítio Lameiro somente após as 10 horas. A missa aconteceu por volta do meio dia. Um dos organizadores da parte festiva, José Wilson, afirma que dois dias antes, como uma forma de divulgação do evento, foi realizada a escolha das rainhas da Baixa Rasa e também da Vaquejada.

Cultural
Na ocasião, juntou os grupos de tradição e fez aquela movimentação no Lameiro. Um sábado cultural. “É uma prévia para chamar a atenção do povo para a festa”, diz ele. Foram montadas dez barracas, para a venda de comidas típicas, tipo mungunzá com pequi da serra. Ele lamentou este ano a ausência do poder público, já que queria organizar um palco no local, além de transporte para as pessoas chegarem até a área. Também lembrou a importância da presença de guardas municipais, para garantir mais segurança e organização na área. Pela primeira vez, o jornalista Gilmar de Carvalho esteve na Baixa Rasa. Chegou cedo, junto com a mestra da Cultura Zulene Galdino. “Gostei muito. Um dos pontos foi ver que a festa tem um respaldo, organização e segurança”, diz ele. Acrescenta, ainda, que mesmo com essas condições, não coloca na categoria de festa excessivamente organizada, por haver uma espontaneidade do povo. “Não é uma festa para turista, mas da comunidade”.

Elizângela Santos
Repórter


ENQUETE

Há quantos anos você participa desta Romaria?
Francisco Luiz Ribeiro
49 ANOS Organizador: "Há 28 anos comecei a organizar essa festa. Já vi muita gente pagar promessa e ficar bom. Tenho muita fé".

Robson Mendes de Oliveira 27 ANOS Vaqueiro:
"Esse é o primeiro ano que venho e gostei de tudo. É uma festa bonita e as pessoas têm fé para estar aqui".

Antônio Amorim 37 ANOS Organizador
"A gente junta o pessoal pra vir fazer a homenagem. Este ano vim no meu cavalo. Fiz uma promessa para ele ficar bom".

Mais informações:
Casa Sede do Ibama-Cariri
(88) 3523.1999 / 3501.1702

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Avesso - Por: Claude Bloc



Sinto teus movimentos
Em pleno silêncio
Sinto sons inaudíveis
No avesso da noite

E se me rendo à palavra
E se me vem a esperança
Sou o todo ou a parte
Que a saudade inventou

Sou o brilho opaco
De uma alma tão simples
Sou quieta, sou branda
Fugidia, fugaz...

Eu sou flor, sou espinho
Nesse retocado espelho
O avesso, o direito
A vertigem do amor

Os meus poros, meu tato
Mapeiam-me a vida
Nesse espaço do sonho
Que a verdade deixou

E assim eu te sinto
Numa cena complexa
Para quebrar o silêncio
Neste verso final.
.
Texto: por Claude Bloc

Prof. Armando Rafael e o Patrimônio Cultural

Caro Dihelson:

O patrimônio cultural é o legado, a herança, que recebemos de nossos ancestrais e que vivenciamos no nosso dia a dia. A arquitetura, por exemplo, é uma expressão humana que envolve além do aspecto material, referências de uma época, aspectos emocionais de convivência e identidade. A preservação da memória, das referências culturais de uma comunidade, é uma demanda social tão importante quanto qualquer outra a ser atendida pelo serviço público. No Brasil, a preservação patrimonial é regulamentada por legislações federais, estaduais e municipais. A Constituição Federal estabelece que “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural” (Artigo 5º, LXXIII). Em 9 de novembro de 2005, a Prefeitura de Crato e a Universidade Regional do Cariri (URCA) firmaram um Termo de Cooperação Técnico e Científico que – sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – tinha por finalidade proteger o patrimônio histórico, artístico, arquitetônico, antropológico, ambiental e bens culturais do município de Crato. Àquela época, existia forte parceria entre a URCA/Prefeitura de Crato/IPHAN. Naquela ocasião, o então Reitor da URCA, Prof. André Herzog, lembrou o tombamento – feito pela Secretaria de Cultura do Ceará – dos prédios históricos de Barbalha.

E afirmou que o trabalho a ser executado na Princesa do Cariri possibilitaria a recuperação da memória material edificada pelo povo cratense. De fato, o Termo de Cooperação, assinado em novembro de 2005, trouxe frutos para a Cidade de Frei Carlos. Basta lembrar a posterior restauração do complexo da antiga Estação Ferroviária de Crato, transformada no Centro Cultural do Araripe, uma das grandes realizações da primeira administração do Prefeito Samuel Araripe. A partir da restauração da antiga “Estação do Trem” teve início a conscietização, por parte da população de Crato, da necessidade de preservação do nosso patrimônio histórico, artístico, arquitetônico, antropológico, ambiental e dos bens culturais do município de Crato. Sua nota se insere nessa consciência crítica e representa uma força na luta que é de todos nós, cidadãos e cidadãs, que desejam o melhor para Crato.

Parabéns!

Por: Armando Rafael
Historiador

Crato e o Desenvolvimento Sustentável - Prof. Mário Correia - Esp. Economia Ambiental

"Uma cidade só será limpa, quando a sociedade fizer a sua parte. Não tem prefeito nenhum no mundo que manterá uma cidade limpa, se a sociedade não fizer a sua parte.”
Samuel Araripe

Ao ler o blog do Crato mantido por Dihelson Mendonça, deparei-me com esta colocação do Prefeito Samuel Araripe, acima descrita e por oportuno, corroboro, que esta, se reveste de suma importancia capital para a sociedade, não somente do Crato, mas para a sociedade do mundo globalizado. Após uma reflexão, resolvi pesquisar e encontrei nas palavras de Maria de Fátima Abreu, em seu trabalho: “Do Lixo à Cidadania, Estratégias para a Ação.”, belos ensinamentos para a educação sócio ambiental da sociedade. Pois, muito bem! Para os objetivos do Programa Nacional Lixo & Cidadania serem alcançados é necessário que a sociedade brasileira passe por uma transformação: uma alteração nos valores culturais, que levaram o País à situação atual, onde parte da população é compelida a produzir e a consumir cada vez mais, deixando para a outra parte apenas o lixo gerado como fonte de sobrevivência. A educação sócio ambiental é um dos instrumentos mais importantes para promover a mudança de comportamento necessária, transformando os cidadãos de desconhecedores dos problemas para atores e produtores das soluções; de desinteressados para comprometidos e co-responsáveis pelas ações, e de responsáveis, para parceiros nas soluções.

O Governo Municipal do Crato, com a conquista do selo verde, através do trabalho consciente, feito pela Secretaria do Meio Ambiente, tendo a frente o secretário Nivaldo Soares, vem convidando toda a sociedade a participar de um programa de educação sócioambiental para a coleta seletiva solidária. Assim como, fazendo sua parte com eficiência e eficácia, pois, o processo educativo deve alcançar toda a sociedade. Atuando especialmente nas escolas, espaço privilegiado para a educação sócioambiental, considerando que os hábitos das crianças e dos adolescentes não são tão arraigados, maiores serão as possibilidades de mudanças de comportamento. Devem ser alvo do programa sócio-educativo, também, os locais de trabalho, as igrejas, as residências, os clubes, o comércio. A abordagem educativa deve chamar atenção para a necessidade da redução da geração e descarte de resíduos como forma de economizar recursos naturais e energéticos preciosos, transformados em matérias supérfluos e descartáveis que rapidamente vão para o lixo e passam a poluir o solo, a água e o ar. Portanto, Crato! Avante! Continue em seu rumo certo para um futuro ecologicamente correto!

Postado por: Mário Correia de Oliveira Júnior
Prof. Esp. Economia Ambiental/ FIP - Faculdades Integradas de Patos.

Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31