xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 25/01/2009 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

25 janeiro 2009

Gilberto Milfont - Por Socorro Moreira


João Milfont Rodrigues é seu nome verdadeiro. Cantor e compositor, nasceu em Lavras da Mangabeira, no Ceará, em 7 de novembro de 1922. Cantou em público pela primeira vez aos 14 anos no programa infantil da PRE-9. Mais tarde veio a ser diretor artístico da emissora.Ainda na adolescência, integrou regional onde atuava ao lado de Zé Cavaquinho (Zé Meneses). Contam que sua voz na época se assemelhava muito à voz de Carmen Miranda. Durante o período de dois anos, fase de mudança de voz, afastou-se das atividades artísticas. Já como adulto, seu modelo musical foi Orlando Silva, em cujo fraseado se inspirou.

1938 - Aprendeu taquigrafia para copiar a letra das músicas que eram cantadas no rádio. Enquanto ele se preocupava com as letras sua irmã gêmea Mariinha procurava gravar de memória as melodias e assim ele podia apresentar sempre um repertório atualizado. Foi assim, por exemplo, que conseguiu lançar no Ceara, antes da música ser gravada por Orlando Silva a composição Atire a primeira pedra que o cantor das multidões cantava no rádio mas não havia ainda gravado.

1945 - Veio para o Rio de Janeiro onde estreou na Rádio Mayrink Veiga. Naquele mesmo ano compôs Esquece e levou a música para Dick Farney ouvir no Cassino na Urca. Dick gostou e gravou-a no ano seguinte. 1946 Gravou seu primeiro disco com as músicas Geremoabo e Maringá, compostas por Joubert de Carvalho e acompanhadas pela orquestra do maestro Gaó, na Victor onde gravou mais 42 outros discos. Neste mesmo ano gravou os sambas Estão vendo aquela mulher e Apelo, ambos da dupla Claudionor Cruz e Pedro Caetano. Da Victor foi para a Continental onde gravou 12 discos. Da Continental foi para a R.G.E. onde deixou registrado 8 músicas em 4 discos. Gravou em disco Carnaval uma música. Em disco Chetecler um disco com duas músicas e finalmente na Pedestal um disco com duas músicas.1948Apresentado por Luiz Gonzaga, conseguiu fazer um teste na Rádio Nacional. Tendo sido aprovado, estreou no programa "A canção romântica", de Francisco Alves. No rádio participou ainda de diversos outros programas tais como: Quando canta o Brasil, Um milhão de melodias, Noite de estrelas, Gente que brilha entre outros.

1950 - Lúcio Alves lançou o samba Não devemos mais brigar, que Milfont fez em parceria com Milton de Oliveira. Dentre suas composições de maior sucesso destacam-se o samba Reverso, Tudo acabou e Você vai, entre outras. Seus principais sucessos como cantor foram: Geremoabo (Joubert de Carvalho) - O meu prazer (Haroldo Lobo) - Cabeleira de verão (Peterpan e Ari Monteiro) - Covardia (J. Piedade e Alex) - Um falso amor (Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Jorge de Castro) - Prá seu governo (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) - As aparências enganam (Lupicinio Rodrigues) - Castigo (Lupicínio Rodrigues) e Senhora (Orestes Santos e Lourival Faissal).1954Transferiu-se para a Continental, onde gravou o Hino a Getúlio Vargas, de João de Barro, por sugestão da gravadora. Gravou com certa freqüência o repertório carnavalesco, obtendo alguns sucessos, especialmente com o samba Para o seu governo, de Haroldo Lobo. Pouco depois abandonou o canto, mantendo, no entanto, sua atividade de compositor.Nas décadas de 70 e 80, ainda funcionário da Rádio Nacional do Rio, foi transferido para o serviço público trabalhando numa repartição do Ministério da Educação onde participou dos "Projeto MPB - 100 ao vivo" e "Projeto Minerva" da Rádio MEC do Rio de Janeiro nos quais Milfont cantou oito músicas. Também nos anos 80, participou de LPs produzidos para a A.A.B.B.COLLECTOR'S STUDIOS LTDA.

* Quando eu era menina , o nome de Gilberto Milfont era citado familiarmente por meu pai ,
que não poupava elogios com relação à voz desse ilustre cearense. Como a memória é curta , tinha a impressão de que ele morara no Crato, e até seria um cratense como a gente ... Sou capaz de jurar , que ele teria sido calouro , nos tempos de adolescência, nos programas de auditório da Rádio Araripe... Aprendi uma valsa belíssima (MIMI) , por ele interpretada. Foi sonho ? Alguém tem informações para acrescentar ? S.O.S Huberto Cabral !

Alguém sabe mais sobre o Gilberto Milfont ?

Por: Socorro Moreira


Futebol - Atualização - Por: Amilton Silva - 25 de janeiro de 2009

Campeonato Cearense

Apenas uma partida movimentou o campeonato Cearense, na tarde deste sábado.O Horizonte não passou de um empate de 1 X 1 , no estádio Domingão. Os dois gols da partida foram assinalados por Nilsinho para o Boa Viagem aos 45 minutos do segundo tempo. Caio aos 45 minutos também do segundo tempo, empatou a partida.O Horizonte soma 10 pontos, e o Boa Viagem , após a quinta rodada chega aos 4 pontos .A quinta do rodada do Cearense será completada hoje com os jogos:





16h00 GUARANY X CEARÁ

16h30 FORTALEZA X FERROVIÁRIO
16h30 ICASA X ITAPIPOCA
16h30 MARANGUAPE X QUIXADA


Botafogo Vence na Estréia do Carioca

A equipe do Botafogo venceu na tarde de ontem (24), no estádio Elcyr Resende, em Saquarema, o Boa Vista , por 2 X 1, em uma arbritagem bastante confusa.O árbrito Marcelo de Souza Pinto , anulou um gol aos 35 minutos do primeiro tempo marcado pelo sagueiro Santiago do Boa Vista, gol bastante contestado pelos jogadores do Boa Vista. Aos 5 minutos do primeiro tempo, o lateral Alessandro do Botafogo cabeceia uma bola que passou por fora, entrando por um buraco na parte lateral , e o árbrito validou o gol, após mais de 5 minutos, o juiz atende ao auxiliar e anula o gol. Maicosule que estreava no fogão marcou os dois gols, Tony descontou para o Boa Viagem.

Vasco dá Vexame

Rebaixado para segunda divisão do Brasileiro 2009, o Vasco estreou no São Januário, com uma derrota para o Americano de Campos por 2 X 0.Apesar do Vascão entrar com oito reforços, o time não resistiu ao bom futebol apresentado pelo Americano.O camisa 10, Éberson marcou os dois gols que deram a vitória ao Americano.Mais quatro partidas foram realizadas pela primeira rodada do Carioca: Macaé 2 X 0 Volta Redonda, Mesquita 3 X 1 Bangu, Madureira 1 X 1 Resende e Duque de Caxias 1 X 1 Tigre. Dois jogos completarão a rodada neste domingo: Flamengo X Friburguense e Cabofriense X Fluminense.

Jogos Realizados no Sábado Pela Segunda Rodada do Paulistão


24/01/2009 (Sá) Palmeiras 3 x 0 Mogi Mirim
24/01/2009 (Sá) São Caetano 1 x 0 Santo André
24/01/2009 (Sá) Ponte Preta 2 x 0 Paulista
24/01/2009 (Sá) Mirassol 3 x 3 Marília
24/01/2009 (Sá) Ituano 0 x 1 Guarani

Jogos Progamados Para este Domingo Pelo Paulistão


25/01/2009 (Dom) Guaratinguetá x Botafogo
25/01/2009 (Dom) Portuguesa x São Paulo
25/01/2009 (Dom) Bragantino x Corinthians
25/01/2009 (Dom) Noroeste x Santos
25/01/2009 (Dom) Barueri x Oeste

Copa São Paulo

Neste domingo, à partir da 10 horas (horario do Ceará), no Pacaembu, será decidida a 40ª edição da Copa São Paulo.O Corínthians busca o hepta campeonato, e contará com o apoio de mais de 30 mil fanáticos torcedores. Por outro lado o Atlético do Paraná, busca seu primeiro título na competição.

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato

A arte de ser feliz - Texto enviado por Rosália Cardoso


Acorde todas as manhãs com um sorriso.
Esta é mais uma oportunidade que você tem para ser feliz.
Seja seu próprio motor de ignição. O dia de hoje jamais voltará.
Não o desperdice, pois você nasceu para ser feliz!
Enumere as boas coisas que você tem na vida.
Ao tomar consciência do seu valor,
você será capaz de ir em frente com muita força, coragem e confiança!
Trace objetivos para cada dia.
Você conquistará seu arco-íris, um dia de cada vez.
Seja paciente.
Não se queixe do seu trabalho, do tédio, da rotina,
pois é o seu trabalho que o mantém alerta,
em constante desenvolvimento pessoal e profissional,
além disso o ajuda a manter a dignidade.
Acredite, seu valor está em você mesmo.
Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente.
Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas, nem alegrias.
Conscientize-se que a verdadeira felicidade está dentro de você.
A felicidade não é ter ou alcançar, mas sim dar.
Estenda sua mão. Compartilhe. Sorria. Abrace.
A felicidade é um perfume que você não pode passar nos outros
sem que o cheiro fique um pouco em suas mãos.
O importante de você ter uma atitude positiva diante da vida,
ter o desejo de mostrar o que tem de melhor,
é que isso produz maravilhosos efeitos colaterais.
Não só cria um espaço feliz para o que estão ao seu redor,
como também encoraja outras pessoas a serem mais positivas.
O tempo para ser feliz é agora.
O lugar para ser feliz é aqui

( autor desconhecido )

Texto enviado por Rosália Cardoso


Poesia - JUAZEIRO DO NORTE – FUNDAÇÃO E ROMARIA- Luiz Domingos de Luna

Luiz Domingos de Luna
Livro digital - Google.

Correu o boato primeiro
No Vilarejo ignorado
No Cariri instalado
Do Ceará, o Juazeiro:
Um padre piedoso
Acolhedor de peregrino
No sertão nordestino
De coração bondoso
Instrutor do povo
Desprovido e miserável.
A seca da terra arável,
O arado para o novo
De pedintes, aos sertanejos.
De penitentes à instrução,
Do trabalho a oração,
A sábia pregação,
No púlpito, chegou primeiro.
Assim nasce juazeiro
Do sertanejo, - A missão.
Qual era o penitente
Que não encontrava conforto
Na casinha lá do horto?
O patriarca presente,
As minas do Coxá
Para a futura messe,
A base que engrandece
A sua missão popular,
A Santa Cruz presente
No cruzeiro itinerante.
Não tem povo ignorante
Quando se planta a semente
Qual o raiar sem hino
Da harmonia ritmada.
Do Araripe - a chapada
De um povo peregrino,
O Sonho de Canaã
Jorrando leite e Mel
Nem a princesa Isabel,
Conseguiu àquela manhã.
Cícero Romão Batista, instalou
Uma nova realidade,
Juazeiro uma cidade
Que com o povo criou
Nasceu da fé popular,
No nordeste ganhou vida,
Do sertanejo a acolhida.
O Rezador estava lá,
A Ordem Organizada,
A Cruz que simbolizou
O patriarca aceitou
Esta grande empreitada.
Adjetivo se coloca,
Mas não se sabe a bonança.
Um povo com esperança.
Quando a cruz se desloca,
O cruzeiro vai à frente
Abrindo um novo destino
Do santo nordestino
Popular – Orador, Consciente.
Renovações cantadas,
Romarias em direção
Do sertanejo ao sertão.
Juazeiro – Em baladas
Cantai no alto da noite
O hino da Ladainha
Ao caminho, logo vinha.
Em busca de juazeiro.”

Assunto: Cultura e religiosidade regional
Bibliografia: Poesia retirada do rascunho digital coletânea poética Luiz Domingos de Luna 1º capítulo, poesias regionais. E.E. www.colunadomignos.blogspot.com

Por: Luiz Domingos de Luna

Um céu mais azul - Telma de Figueiredo Brilhante

Um céu mais azul

(Homenagem ao meu pai, José de Figueiredo Brito)


Os passos fortes e a voz de meu pai chegavam-me à cama onde dormitava na luz que invadia pelas frestas da janela. Ele entrava e saía, sempre trazendo algo nas mãos, sacolas com frutas e legumes. Lembrava-me um pássaro voando em busca de alimentos, que levava no bico para os filhotes. Depositava no ninho e voltava em busca de mais, paciente, perseverante. Para ele, a casa o sagrado refúgio.
De manhã cedinho ia ao mercado comprar carne ainda fresca, chegada há poucos instantes. Na entrada percorria um corredor de frutas expostas nos bancos que se ofereciam apetitosas, variando o colorido. Este percurso ia dar numa área de carnes diversas, de gado, porco e peixes de rio. As aves eram vendidas vivas e abatidas em casa. No caminho, parava na padaria para comprar pães frescos, de preferência sovados, com bico tostado e seco, que as crianças quebravam com sofreguidão, saboreando-o feito experimentassem algo de sabor inusitado.

Acostumei-me a vê-lo sempre agitado, elétrico, vestindo roupas claras, a camisa com mangas compridas, cabelos escassos, ralhando com os filhos numa tarefa de educá-los para a vida, a escola sua meta, sonho embalado na rede do alpendre da casa simples, desejo frustrado na batalha pela sobrevivência. Trazia-os debaixo de muito rigor. As filhas, poupadas e tratadas com mais carinho.

Mantinha discussões homéricas sobre política, religião e injustiça social com o mais velho, Zé de Brito filho, herdeiro das idéias e do temperamento. O Deus dos homens, os padres, a igreja, os santos de barro, a hipocrisia veementemente criticados.
Quando sorria iluminava-se. Sorriso alegre, franco, o verde dos olhos cintilava. Era raro este sorriso. No mais das vezes sisudo, sério, cobrando, zelando pela família que amava, com seu jeito ríspido, imperioso.

Nascera numa família humilde, extremamente católica. Meu avô pertencia a uma irmandade cristã, homem de boa índole, tranqüilo, de poucas palavras e muito trabalho na roça do pequeno sítio, de onde tirava o sustento da família.
Vindo para a cidade no final da adolescência, meu pai foi morar na casa de do tio Zuza, a quem muito admirava e que o acolheu com carinho. Escolheu-o como modelo e dele absorveu ensinamentos e atitudes que plasmaram sua personalidade.
Quando se atrasava para o almoço, sentava-se à mesa e chamava o caçula Heitor para acompanhá-lo. Dava-lhe prazer ver o filho repetir o prato. Apelidava-o de Ismeril da França, e dava gostosas gargalhadas, raros momentos de descontração.
Esse comportamento sisudo escondia a natureza de um homem sensível, solidário com os parentes e amigos. Tentou trazer os pais e irmãos para morar na cidade, retirá-los do trabalho árduo da roça e lhes oferecer melhores perspectivas de vida, o que lhe rendeu muitas rugas de preocupação.
Vejo-o em sua roupa branca de linho, sapatos e cinto pretos, a pele alva, rosada, os olhos verdes se destacando no rosto vermelho prestes a minar sangue, dentes fortes e amarelados de nicotina, um rosto bem delineado dentro das formas clássicas nordestinas, de boas proporções. Um belo rosto - dizia minha mãe com orgulho - era o rapaz mais bonito naquele tempo.
Numa época nós o víamos semanal ou quinzenalmente. Viajava sempre visitando clientes com representações de tecidos de firmas de São Paulo. Conseguiu comprar uma camionete da Ford que a empresa facilitou, descontando em seu salário. Contratou um motorista para ajudá-lo nas viagens mais longas, em estradas íngremes e perigosas. Ao retornar trazia cortes de tecido de seda de muito bom gosto para minha mãe, e para nós presentinhos que nos deixavam muito felizes. Depois mudou de profissão, conseguiu entrar na área estadual como Fiscal da Fazenda.

Levou-me uma vez num domingo para assistir ao programa de auditório na Rádio local. Queria analisar o nível de qualidade do ambiente que a filha freqüentava, cioso de nossa segurança e educação. Outra vez levou-me ao Clube da Rapadura para conhecer a manifestação popular de violeiros e repentistas.
Quando o circo aparecia, movimentava toda a criançada. Ele era montado em frente à igreja da Sé, numa área descampada, que depois se transformou numa bela praça. Meu pai comprou ingressos e nos surpreendeu. O espetáculo começaria cedo, às 16 horas, em um dia pleno de verão. As arquibancadas cheias de crianças e acompanhantes adultos, um silêncio de ansiedade intermediado com gritos e risadas. Os palhaços, os trapezistas, as mulheres, o imenso elefante que provocava um oh orquestrado de surpresa e curiosidade. Na penumbra esperávamos que o homem-show aparecesse para comandar as apresentações banhadas de luzes e cores, cheias de magia e beleza.
O palhaço tinha a boca enorme e vermelha, olhos imensos. Pintava o rosto de branco para sobressair as cores fortes. Cada pulo, cada malabarismo era motivo de gargalhadas e barulho, irmanados no mesmo céu da inocência e do desejo de um mundo diferente, inalcançável. Os gritos histéricos na visão do homem no trapézio, em movimentos rápidos desafiando a morte. Ato findo, extravasavam o alívio num grito uníssono, sincronizado.
Meu pai transitava pela cozinha quando necessário, para abater alguma ave ou preparar um sarapatel que somente ele sabia fazer. Mãos largas, peludas, fortes. Vi-as, tempos depois, agarradas às paredes do apartamento, em passos trôpegos. Mãos que, entre rodas de amigos, acompanhavam as discussões acaloradas, gestos apaixonados a defender opiniões. Mãos que embalavam os filhos entoando canções de ninar.
Parece-me vê-lo neste momento, quando se iniciou a derrocada de sua tragédia pessoal, a perda gradativa da memória, acelerada pela injustiça e perseguições políticas que minaram a esperança, a fé. Restou a saúde de ferro e o sorriso-criança, permanente, a trazer lembranças fragmentadas da mãe, do pai, dos irmãos. No dorso nu surpreendeu-me a pele flácida dos peitos e braços. No hospital, ele caminhava pelos corredores brancos e estranhos, no da maternidade abria-se em sorrisos ao escutar choros de bebês. O tempo retroagiu trazendo-lhe lembranças de afeto no seio familiar de origem.

O Deus que ele nunca invocava tornou-se presença e guarida. Chamava-o constantemente meu Deus, meu Deus, sinto tantas dores nas costas. E o tempo? Cadê meu tempo? Em outros momentos ria, um riso menino, travesso. Andava pelos quartos impregnado de mundo antigo. Quis segui-lo, apertá-lo num abraço, tentar trazê-lo de volta, gritar-lhe – acorda, meu pai, dessa letargia. Preciso tanto de suas mãos amigas, de seu olhar terno, de suas palavras, de sua companhia viva, consciente. Acorda, pai.
Olhei-o sentado na cadeira de balanço. Indiferente, tranqüilo. O que restou daquele homem-gigante que nos amparava com sua presença forte, protetora?
Beijei-o na cabeça, ausente de pêlos e de presença. Imagem permanente, viva, calcada na memória. A última.

Telma de Figueiredo Brilhante Escritora. Cratense radicada em Recife/PE.

O tempo hoje em Crato, por Pachelly Jamacaru

Ladeira do Belmonte, hoje, 25 de Janeiro 2009.

Editei a cor desta foto, só pra brincar um pouquinho, escolhi uma cor meio Oriental. O nevoeiro na Floresta estava muito bonito.


Foto: Pachelly Jamacaru
"Direito reservados"

O Professor de Grego – Por: Carlos Eduardo Esmeraldo

Tenho um amigo, professor da Universidade Federal do Ceará, mestre em Linguística, com especialização em Grego. Certa vez contei a ele uma historinha que havia ouvido há mais de trinta anos de um colega engenheiro. Terminada a história, o meu amigo demonstrou não haver gostado, pois ficou de cara amarrada. Não sei por que, pois ele, como professor de grego, obteve tão merecido cargo através de concurso público, ao contrário do personagem da historinha que eu acabara de lhe contar. Eis a história:
Na época do Estado Novo, um jovem gaúcho, filho de um amigo de infância de Getúlio Vargas e correligionário de longas datas, foi estudar no Rio de Janeiro, levando como principal credencial um bilhete do pai para o presidente-ditador. Chega ao Rio, alojou-se numa pensão do centro e rumou ao Catete para entregar o bilhete ao grande amigo do pai. É claro que não o deixaram entrar no gabinete do presidente. Não tinha audiência marcada e nem era político ou empresário credenciado que pudesse agendar um encontro com o chefe da nação. Então ele perguntou a secretária por qual porta o presidente sairia quando fosse para casa. Ao ser informado que seria por aquela mesma sala, aguardou ali mesmo que o presidente terminasse o expediente, não obstante os protestos da secretária de que aquela espera não iria adiantar nada. Entretanto, quando o presidente encerrou sua extensa jornada de trabalho, lá pela meia-noite, ao sair acompanhado de um séquito de seguranças e políticos, logo avistou o filho do seu inesquecível amigo gaúcho. Abraçou-o fortemente, perguntou o que ele fazia ali àquelas horas. O filho do amigo entregou-lhe o bilhete e o presidente após ler, chamou o secretário e ordenou. “Nomeie este jovem professor de grego do Colégio Pedro II” “Mas Dr. Getúlio, eu não sei nada de grego, por favor, me bote para trabalhar no IAPI (o INSS da época), ou outra função mais fácil.” Protestou o jovem. “Bobagem, meu filho, eu sei o que estou fazendo, pode confiar!” No dia seguinte o rapaz se apresentou ao diretor do colégio com a Portaria de sua nomeação. “Meu filho, aqui ninguém estuda grego. Mas o homem mandou, o que se há de fazer? Todo fim de mês você venha receber seu dinheiro.” Disse-lhe o diretor. E assim foi: todo final do mês o rapaz ia receber seu ordenado, suficiente para manter seus estudos no Rio e levar uma vidinha mais ou menos. Porém nem tudo é perfeito. Decorridos mais de três anos dessa maciota, num belo dia de início de ano, ao ir receber seu cheque, o diretor deu-lhe a notícia jamais esperada: “Meu filho, finalmente chegou o seu grande dia! Matriculou-se um aluno para o curso de grego.” Tal notícia fez com que o rapaz saísse dali direto ao Palácio do Catete. Dessa vez não esperou muito, foi logo introduzido ao gabinete do presidente, pois a secretária lembrou-se do abraço que ele recebera do chefão tempos atrás. Ao entrar foi logo dizendo: “Dr. Getúlio, eu não disse ao senhor que esse negócio de ser professor de grego não iria dar certo. Agora tem um aluno matriculado em grego. Por favor, me transfira para o IAPI.” “Calma meu jovem, volte para casa, esfrie a cabeça, continue seus estudos sem preocupações. Deixe o problema comigo,” Tranqüilizou-lhe o presidente. O tempo passou e o jovem estudante gaúcho continuou tocando sua vida como de costume. No mês seguinte, fez sua habitual visita ao Colégio para receber seus merecidos honorários. O diretor entregou-lhe o cheque, sem uma palavra sequer. Então o falso professor de grego ousou perguntar: “E o aluno de grego?” “Ah, meu filho, você não soube o que aconteceu? Ele era um bom rapaz, ex-seminarista e anticomunista, até. Um dia ao sair do colégio, a polícia do DOPS estava esperando por ele ali fora. Jogaram-no em um camburão e sumiram com ele. Ninguém nunca mais teve notícia dele”.

Por: Carlos Eduardo Esmeraldo

De Substantivos, Artigos, Verbos..." - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém para ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo; todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
(Autor desconhecido) -

Postado por: José Nilton Mariano Saraiva


A DERROTA NÃO É UM DESTINO - Mensagem de Domingo - Mônica Araripe

No ano de 1999, na final de Roland Garros, o tenista André Agassi estava perdendo por 2 a 0 e conseguiu virar o jogo e vencer por 3 sets a 2. No final da partida ele disse: “O maior trabalho que tive durante a partida foi sair da minha distração. Os dois primeiros sets eu perdi para mim mesmo, para minha insegurança. Quando voltei a me concentrar no jogo, as coisas deram certo”. O melhor caminho é realizar seus projetos de vida e não ficar vivendo para impressionar os outros. Muitas vezes lutamos contra um adversário visível, externo e não lutamos contra um inimigo interior que tenta nos convencer que a derrota é um “destino”. Na verdade, cultivamos a falsa impressão de que não agimos por causa dos outros. Então, pense comigo por um minuto apenas. Imagine que todas as pessoas no mundo são cegas, menos você! E agora responda: A preocupação que você teria com a roupa que veste seria a mesma? E a mobília de sua casa? E o seu carro? Se você usar de sinceridade, a resposta para estas perguntas seria um sonoro “não”. Não estou dizendo que a aparência não conta… Estou mais preocupado em mostrar que o seu gosto, sua paixão, seus valores são mais importantes do que a “perfumaria” de querer somente agradar os outros. Se você quiser ser bem-sucedido, ninguém irá querer mais do que você. Ninguém irá lutar por suas metas se você mesmo não lutar. Você pode até querer provar seu conceito para os outros. Isso é ótimo, desde que primeiro queira provar para você mesmo. Como disse o escritor Norman Vincent Peale um dos pais da motivação humana no início do século XX: “O covarde nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor nunca desiste”. No jogo da vida é ação e reação. E esta última irá definir o resultado.

Deus está no comando de tudo mas não coloque toda a responsabilidade na oração. Esta palavra é oração = orar + ação. Orar é fundamental, mas agir depois disso é a oportunidade que Deus dá às pessoas.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
( Autor desconhecido )

Postado por: Mônica Araripe

Previsão do Tempo para hoje, Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Bom dia a todos os leitores do Blog do Crato. Choveu hoje pela madrugada. Como sempre, apenas uma leve neblina, nada ainda das grandes chuvas que acompanham o período. Aqui vai a previsão do tempo para hoje:


Acima: Foto do Satélite GOES às 03:00 da manhã de hoje.

Fonte: Climatempo

Foto de Objeto Luminoso/ Chapada do Araripe - Dez.2007 - Por: Heládio Duarte

Caro Dihelson

Li a reportagem sôbre as ocorrências de Itatira- Ce, e indago até onde nossos governantes tentarão encobrir a realidade? Seria bastante interessante a revelação da operação Prato na Amazônia, como também o caso de Varginha-Mg. Como ficaria nossos líderes mundiais, diante de que não estamos sós no universo. Nossas crenças religiosas ( tão cheias de dogmas ), nossas bolsas de valores, nossos arrogantes militares, nossos primitivos conceitos éticos-morais, diante de uma verdade que aos poucos vai se evidenciando, ou seja , que nós somos visitados há séculos, que sofremos intervenção genética e intelectual!... Basta verificarmos os livros sagrados de todas religiões: Vedas ( Índia) , Antigo testamento ( Hebraico) , escrita Suméria ( Mesopotâmia ) e tantas outras, para refletirmos sobre o assombroso amanhã da Humanidade.

Heladio
Ps. Anexo foto objeto luminoso fotografado por mim , em 03/12/2007, na nossa região serrana.


Por: Heládio Duarte

Notícias do Cariri - Coluna Semanal Tarso Araújo

ESPORTES
O Crato Esporte Clube se preparando para a segunda divisão do Campeonato Cearense. Fez uma peneirada, com jogadores da terra, e agora busca novas contratações. O Guarani de Juazeiro, de volta à segundona, também se prepara. Até quando os políticos do Crato irão abandonar o Crato Esporte Clube? Apenas o prefeito Samuel Araripe (PSDB) apóia o time cratense. Nos últimos quatro anos, os investimentos foram importantes para que o Azulão do Cariri disputasse as finais da segunda divisão do Campeonato Cearense. Pena que a diretoria da agremiação não teve competência para montar um bom time. Com a palavra os deputados estaduais Sineval Roque (PSB) e Ely Aguiar (PSDC).

SEMENTES
A distribuição de sementes continua no Cariri. De acordo com a Ematerce a distribuição está beneficiando os milhares de trabalhadores rurais. Adonias Sobreira, gerente regional da Ematerce, coordena os trabalhos de distribuição das sementes selecionadas.

ANOTE: ENTULHO
Um problema que vem afetando Juazeiro do Norte. A colocação de entulho em vários pontos da cidade por carroceiros. Esse serviço mal feito prejudica a cidade e mostra a necessidade de uma ação urgente para coibir esse tipo de prática.

SILÊNCIO
A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte baixou decreto nº 292, de 12/1/2009 proibindo o uso de equipamentos e carros de som e funcionamento de bares nas proximidades dos santuários de Nossa Senhora das Dores e de São Francisco das Chagas. A medida tem por objetivo fiscalizar o uso abusivo de equipamentos de som, coibindo uma barulheira que toma conta de Juazeiro, principalmente nos períodos de romarias. A determinação da prefeitura diz respeito ao período de 29 de janeiro a 2 de fevereiro, quando acontece Romaria das Candeias. Mais ainda: os estabelecimentos comerciais (bares) localizados nas proximidades em área de 100 metros dos santuários funcionarão até meia-noite. A norma vai disciplinar uma área importante da cidade.

LITURGIA
Terminou no dia 23 o 14º Nordestão de Liturgia, que aconteceu no Centro de Expansão Diocesano do Crato, sob a coordenação de dom Fernando Panico. Promovido pela Igreja Católica com participação de 130 pessoas entre religiosos, leigos, diáconos, seminaristas, presbíteros e padres das paróquias e dioceses de varias cidades nordestinas. Teve o objetivo de levar às pessoas o verdadeiro sentido do ministério pascal proporcionando-lhes um aprofundamento teológico e espiritual a partir das práticas celebrativas dos participantes, em busca de uma liturgia mais orante e culturada.

NEGÓCIO
Seu Juarez, dono do mercadinho Caçula, comemorou em 1º de janeiro, 50 anos de seu estabelecimento comercial. Juarez começou seu negócio no bairro Pimenta, em uma época em que o bairro era todo no barro. Hoje, o Pimenta é um dos mais elegantes bairros do Crato.
33 votos

Fonte: Tarso Araújo

Mentira ou Verdade ? - Estatística é base para previsões meteorológicas

PROFETAS DAS CHUVAS

Clique para Ampliar

Especialista expõe a importância dos estudos analíticos e seu apoio na interpretação das previsões meteorológicas. Quixadá. Estimativa de 40% para uma estação chuvosa dentro da normalidade. De 35% para ser acima da média e de 25% abaixo dos índices históricos. Ao divulgarem suas previsões na última quarta-feira, os técnicos da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) não utilizavam somente seus estudos climáticos para prever o inverno deste ano no Ceará. Números, muitos deles, auxiliam na tradução de suas observações, aguardadas com expectativa por quem mora nos grandes centros urbanos e quem depende desse fenômeno para sobreviver. Esse subsídio técnico é a Estatística.

“Diga-me algo que transformo em números e estes números os transformo em informações”. É assim que se expressa o PhD em Estatística, Ailton Andrade, sobre sua especialidade. Ele se refere a essa técnica de captação de dados numéricos para comparação e interpretação como uma proposta, uma ligação entre o mundo real, cheio de incertezas e acasos, ao mundo exato da análise, o qual tem como base a Matemática. O estatístico faz isso por meio de modelos sofisticados, que permitem medir a incerteza de qualquer fenômeno.

Aplicações

O estudioso explica que grande parte das hipóteses científicas, independentemente da área, precisa passar por um estudo estatístico para ser comprovada ou refutada, como é o caso da eficácia de medicamentos; dos métodos de melhoria de desempenho físico; sobre a opinião popular de novos produtos; previsões climáticas etc. “Nenhum remédio pode ir para o mercado se não tiver sua eficácia estatisticamente comprovada”, destaca o pesquisador. Não é à toa que a profissão de estatístico é a terceira mais valorizada nos Estados Unidos. O grande volume de informações produzido pelo mundo moderno (internet, bolsas de valores, acesso a bibliotecas, entre outros) precisa ser analisado adequadamente. Esse suporte ocorre por meio da estatística. Onde houver incerteza, essa ferramenta pode ser usada. Assim, todas as áreas do conhecimento humano a requerem como instrumento de análise de dados. O trabalho do estatístico consiste em planejar, coletar, tabular, analisar e interpretar as informações coletadas no estudo. É por meio dessas atividades que o profissional da área realiza um levantamento analítico, seja de pesquisa de opinião, verificação da eficácia de medicamentos, previsões no mercado financeiro ou previsões climáticas. Pode-se dizer que o estatístico utiliza a Matemática para aplicação na vida cotidiana. O recenseamento, as pesquisas de intenção de voto e os testes de qualidade de produtos são exemplos. Por meio dos números é que ainda se pode interpretar o contexto econômico-social de uma determinada região. O estatístico pode ainda trabalhar com pesquisas de mercado e de perfil de consumidores; na internet, pela criação de programas de busca e bancos de dados digitais e na Bioestatística, analisando e interpretando os dados de pesquisas científicas nas áreas de Ciências Biológicas e da Saúde.

Segundo o professor Ailton Andrade, a Estatística mais moderna, a Bayesiana, permite o uso de várias fontes de informação sobre o mesmo fenômeno. Pode-se usar tanto a informação amostral (dados científicos) como a informação subjetiva (opiniões, experiências etc). Essas duas fontes de informação, de naturezas diferentes, podem ser fundidas em uma única fonte de informação pelo famoso Teorema de Bayes (daí o nome “Bayesiana”), de forma a produzir informações mais precisas. “O mais interessante é que se uma das fontes não existe, ainda sim a Estatística pode trabalhar com uma delas e produzir resultados. Dessa forma, na área de previsões climáticas, pode ser usada para tratar tanto das informações científicas, obtidas por meio de estudos da atmosfera, imagens de satélites etc, como das informações subjetivas, obtidas pela observação da natureza no micro sistema de interesse”, afirma ele. Segundo observa, é nesse ponto que surge um certo preconceito dos meteorologistas em relação aos profetas da chuva. Por não ser uma informação científica, eles acham que os profetas somente têm uma importância cultural. “Isso não é necessariamente verdade”, considera o pesquisador.

ALEX PIMENTEL
Colaborador

INFORMAÇÃO

"Diga-me algo que transformo em números e estes, os transformo em informações"
Ailton Andrade
PhD em Estatística

Mais informações:
Universidade Federal do Ceará
Departamento de Estatística e Matemática Aplicada
(85) 3366.9840
www.estatistica.ufc.br

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Minha homenagem à Beata Maria de Araújo - Por: Bernardo Melgaço


Já se passaram 95 anos (14 de Janeiro de 1914) da morte da famosa beata Maria de Araujo. Hoje, após assistir o filme “Milagre em Juazeiro do Norte” fiquei comovido pela sua história de fé e transcendência. Eu não nasci aqui, e por isso pouco sabia de sua história. Hoje, tenho que reconhecer quanto essa mulher participou efetivamente do fenômeno religioso de Juazeiro do Norte. O interessante que muitos daqui mesmo duvidam do milagre ocorrido nessa bela região de muita fé e religiosidade. Mas, eu não sou daqui e muito menos vivi na sua época. E apesar disso, sinto uma alegria imensa em reconhecer a santidade nessa mulher que por suas características teve o seu nome quase que riscado da história religiosa pela própria igreja. E ao ver o filme me senti profundamente tocado pelo sobrenatural e “vi” na sua trajetória as marcas inconfundíveis da santidade.

O mais interessante no fenômeno da santidade é que o divino não escolhe cor, raça, região, religião, posição social, econômica ou política etc., para se manifestar. E por eu saber disso, que acredito ser muito provável que a hóstia tenha sangrado de sua boca pobre, humilde, sertaneja, negra e santa. Quem já viveu pessoalmente um milagre sabe como é ser canal do divino. Por isso, me dirijo a senhora – Maria de Araujo – dizendo que também tive essa graça do milagre em 1988 quando manifestei o poder divino em meu peito e em minhas mãos, e poucos foram aqueles que conseguiram acreditar na minha história. Hoje, a única coisa que gostaria de fazer antes de deixar esse mundo, é escrever um livro para os homens de fé que continuarem vivendo nesse mundo dessacralizado e dominado pela “fé na matéria”. Pois, a tua fé não foi na matéria – com certeza! – mas no(e com o) Espírito.
A senhora pertenceu ao hemisfério de baixo (sul) talvez por isso que o seu milagre não foi de pronto reconhecido. Isto porque fomos educados a sempre acreditar, sem questionar, que os santos e santas do hemisfério de cima (norte) eram perfeitos (as) e cheios (as) de graça. Mas, a senhora quebrou esse paradigma religioso: hemisfério do sul, pobre, negra, sertaneja, brasileira, cearense, e ainda mais de uma pequena cidade escondida e naquela época bastante “atrasada” (no sentido material) – Juazeiro do Norte! Eu sinto da minha intuição que a sua história é verdadeira. E terei em minha memória a sua imagem santa representando os excluídos, os humilhados e todos aqueles que tiveram sua fé duvidada por mentes cheias de razão, mas vazia de sensibilidade e amor.

Assim, aonde a senhora estiver – com certeza no Céu! – que receba desse humilde cientista e religioso o reconhecimento de sua façanha espetacular. O seu exemplo de fé e santidade jamais poderá ser esquecido. Nasci no Rio de Janeiro e lá vivi até 2002 e por isso pouco sabia de sua história. Agora sei que nessa terra onde moro agora existiu uma santa: Maria de Araujo. E não preciso de nenhum reconhecimento ou fundamentação teológica para fazer esse gesto de reconhecimento, pois a minha intuição sagrada me diz agora: Tu és Santa!

Por: Prof. Bernardo Melgaço da Silva


Edições Anteriores:

Abril ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30