xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 20/01/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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20 janeiro 2009

A NOVA ORTOGRAFIA PORTUGUESA - Por: Roberto Jamacaru


A língua pátria, antes de ser um instrumento vital de comunicação, é um valioso e necessário patrimônio que as sociedades possuem. A nova ortografia portuguesa, que antes do acordo ortográfico firmado em 2008 sofreu várias mutações, visa, com esta última atitude, a unidade dos vocábulos entre os países usuários (oito ao todo num total de 230 milhões de pessoas). Visa também crescer de importância no contexto lingüístico internacional a fim de que os princípios culturais, mercantis, entre outros, das nações utentes, possam se projetar melhor no cenário mundial.

Para tanto, algumas alterações foram efetuadas sendo divididas nas seguintes bases: alfabeto, grafia de nomes próprios e estrangeiros, uso do h, grafemas e sequências consonânticas; vogais átonas e nasais, ditongos, acentuação gráfica, uso do trema e do hífen; uso do apóstrofo, uso das letras maiúsculas e minúsculas, divisão silábica e grafia de assinaturas e firmas. O que foi e será sempre impossível de unificar é a questão da fonética (sotaque) que, no caso dos nossos patrícios lusos, a maioria das pronúncias tem o tom fechado. É o caso também de alguns significados como é o exemplo da palavra rapariga que lá, tem a conotação comum de moça e, aqui no Brasil, de uma prostituta.

Com tantos comentários contra e a favor, eu sou mais um a opinar achando que, não obstante os positivismos da mudança atual existem outras atitudes urgentes a serem tomadas, pelos disciplinadores da nossa língua, que objetivem a defesa do português escrito e falado no Brasil. Cito, como exemplo, o estrangeirismo desregrado que vem assumindo grandes espaços nos meios sociais, de comunicações e mercantis, bem como o surgimento da linguagem interativa, esta praticada pelos usuários dos sistemas da internete. Se no primeiro caso a valorização de uma imagem e a mercantilidade de um produto têm maior aceitação, e ênfase, se manifestados em inglês, no outro, certas palavras do português foram substituídas pelo novo dicionário virtual.

No Brasil virou status social usar expressões dos tipos “Personal”, “Light”, “disign” “look”, “fashion”. Já na internete, através das ferramentas MSN, “Messenger” “Orkut” ou o “Google Talk”, o dialeto é outro: a forma naum significa não, s sim, fds fim de semana, ctz com certeza, : - ))) muito engraçado; pq porque, tb também, :-X beijo para você, to lgd tô ligado, d+ demais, etc. Na condição de cronista confesso minha preocupação de, no presente e futuro, não saber se, a forma com a qual escrevo – português tradicional – estou e estarei conseguindo me comunicar. Pois, segundo dados, 80% dos jovens, entre 13 e 15 anos e até adultos, só interagem de forma virtual. Por outro lado se minha escrita não for “fashion”, poderei ser taxado de careta, quadrado ou alienado.

A pergunta é: a atual mudança ortográfica é medida suficiente para que a língua portuguesa tenha personalidade e seja respeitada e difundida em toda comunidade mundial? Claro que a reposta vai divergir de pessoa para pessoa. Mas, por favor, qualquer que seja a opinião dada, respondam-me no tradicional e legítimo português!

Ok?
S?
Desculpem... Certo?

Por: Roberto Jamacaru

Programação Cultural - Noite do Vinil - Sexta-Feira no olhar Casa das Artes


Enviado por: Alessandra Bandeira

Aterro sanitário do Cariri será construído no intuito de preservar o meio ambiente

O Cariri receberá um aterro sanitário consorciado, em que o Crato fará parte, juntamente com os municípios de Juazeiro do Norte e Barbalha. No final do ano passado, foi realizada uma reunião, no auditório do Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA, com a empresa IDC - Instituto para Desenvolvimento de Consórcios, vencedora da licitação para construção do aterro sanitário do Cariri.

O consórcio é a reunião de dois ou mais entes da federação, onde estão inclusos os municípios com objetivos em comum. No caso, os objetivos em comum que dizem respeito a essa reunião foi o da necessidade dos municípios darem um destino final aos seus resíduos sólidos mediante a construção de aterros sanitários. A construção do aterro sanitário atenderá 9 municípios da região.

É importante salientar que a construção desse aterro sanitário visa estabelecer a condição de que não haja a contaminação do solo, das nascentes e rios da região, pelo chorume resultante da decomposição do material depositado nos lixões existentes a céu aberto. O prefeito Samuel Araripe, salienta a importância da construção de aterros como esse, ressaltando a questão do comprometimento com o meio ambiente, bem como a relevância de projetos que promovem emprego, renda, preservação do meio ambiente e integração social.

Fonte: Website da PMC

Carlos Eduardo Esmeraldo, lendo lembrei de você.

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"Devemos agradecer às pessoas
que nos fazem felizes; São elas os
jardineiros encantadores que fazem
nossas almas florescerem"

Marcel Proust.

andanças, danças e rock and roll


eis o crato, com suas praças e suas árvores velhas e lindas. que bom rever manel do jardim com toda sua verve, e suas mãos mágicas tirando sons do impossível silêncio do olhar. manel continua o mesmo: uma mistura de blues,rock e rumba e metal, entre outros sons, o que sobra é gente, riso, piada. o mesmo gigante cheio de suingue, juana e coca cola nasal.
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eis o crato, e a siqueira campos esquisita, deformada. com um monolito preto com quatro relogios de pulso com lente de aumento. já que mudaram tanto a praça, poderiam também ter mudado o nome. seria mais lógico. ou não.
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eis o crato, notícias dão conta que dihelson já é um funcionário da prefeitura. outra coisa que precisa de mudança de nome: dihelson = McGyver. maestro, compositor, poeta, blogueiro... falando nisso, como é que vai ser? o blog do crato vai ser o órgão de imprensa oficial da prefeitura?
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eis o crato, ainda minha cidade do coração. onde meus amigos passeiam imunes ao tempo. rindo do tempo. bebendo o tempo. cantando o tempo. comendo o tempo com pequi, e outros tempêros exóticos.

Cristo Rei - Por: Emerson Monteiro


Igreja desabou por falta de manutenção, dizem técnicos


Os técnicos da Polícia Científica, do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) e da Defesa Civil, iniciavam os trabalhos para descobrir as causas do desabamento do teto da sede internacional da Igreja Renascer em Cristo, que matou 9 pessoas e feriu outras 106.

  • Apu Gomes / Folha Imagem
Os primeiros indícios mostram que a estrutura desmoronou por causa de falta de manutenção, pequenas infiltrações e excesso de peso causado por ar-condicionado, aparelhos de som e de iluminação colocados indevidamente no teto nos últimos anos, conforme os técnicos revelaram à reportagem.

Fotografias feitas ontem pelos órgãos da Prefeitura mostram cupim na madeira do telhado, além de vários equipamentos de som e de luz que sobrecarregaram o teto. A instalação do ar-condicionado também foi feita sem levar em conta que a estrutura não aguentava tanto peso. "É possível falar que falta de manutenção também deve ter sido essencial para tragédia", disse uma das peritas. Na semana passada, fiéis relataram que pedaços de gesso se soltaram do teto.

A igreja mostrou alvará de funcionamento expedido em 15 de julho de 2008, válido pelo período de um ano. O secretário de Habitação, Orlando Almeida, confirmou o alvará e ainda mostrou um laudo técnico assinado pelo engenheiro Carlos Alberto Freire de Andrade Neto atestando a segurança. Este documento, no entanto, é de 1999 - desde então nenhuma outra inspeção oficial foi feita na estrutura do telhado. O engenheiro Andrade Neto não foi localizado. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fonte: UOL - Universo On Line

MATEMATICANDO.COM Dr Valdetário.

MATEMATICANDO – Os Sete Potes de Mel.
Num passado remoto o sal foi uma mercadoria muito valiosa. O sal era, economicamente, tão importante que se pagava os trabalhadores com sal, daí surgiu a palavra “salário” ainda hoje muito em voga. O mel também já viveu seus dias de glória. Era tão valioso o mel que ele era deixado como herança, inclusive com registro nos testamentos. Pois bem, consta que um senhor idoso deixou como herança para seus três filhos, 7 potes cheios de mel, sendo que em cada pote cabiam 6 litro de mel, 7 potes cada um contendo 3 litros de mel e 7 potes vazios. Ficou determinado que cada filho deveria receber a mesma quantidade de mel e a mesma quantidade de potes. Dizia ainda o testamento que na partilha seria proibido transpor mel de um pote para outro. Como os herdeiros fizeram para atender o que estava determinado naquele testamento? Diferente do desafio anterior, este é bastante fácil. Aguardo suas respostas. Um grande abraço. Valdetário.

O que é a nossa imprensa? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Em dezembro de 1968, em uma das minhas viagens de Salvador ao Crato, ao chegar à Petrolina, peguei carona num ônibus que transportava músicos de uma orquestra do Recife, indo com eles até Salgueiro, para de lá tentar chegar ao Crato. Das inúmeras conversas que foram jogadas fora naquela viagem, uma ficou gravada na minha memória. O relato de um dos músicos sobre o comportamento de seu velho pai de 85 anos, diante das notícias veiculadas pelos jornais, rádio e televisão. Segundo ele, o velho lia todos os jornais do dia e ouvia tudo que era noticiário do rádio e da televisão. Ao final de cada um, exclamava: “é tudo mentira!” A princípio, fiquei pensando ser coisa de velho já descrente da vida. Mas hoje voltei a me lembrar daquela conversa e concluí que aquele velhinho, cujo filho era músico, estava coberto de razão. Relendo o livro “O que é ser jornalista?” (Record, 2004) do pernambucano Ricardo Noblat, hoje jornalista de “O Globo” e dono de um blog, cujo principal objetivo é fabricar e lançar mentiras contra o atual governo, eu encontrei na página 38 uma declaração de quem entende do que realmente faz e, portanto possui cátedra e autoridade para afirmar o que se segue: “Manda outra lei do jornalismo que se duvide sempre de tudo e de todos – principalmente do que você imagina ter visto ou estar vendo. Nem tudo é como parece. Ou melhor: nada é como parece. Se alguém lhe conta uma história, primeiro duvide. Depois torne a duvidar. Só acredite e publique quando não lhe restar mais alternativa. Os jornais estão cheios de mentiras e meias verdades. A televisão, idem, o rádio, idem, a internet, idem. A informação manipulada é o mais poderoso meio de controle das consciências jamais inventado pelo homem.
Infelizmente essa é a realidade atual dos nossos principais meios de comunicação social, sem nenhuma preocupação com a verdade, somente com os interesses de muitos grupos que têm no lucro o objetivo supremo ou de partidos políticos, cujos integrantes, alinhados com os donos da grande imprensa, têm como maior desejo retomar o controle da República.
Nos últimos anos, nunca se viu no Brasil tanta manipulação da grande imprensa na tentativa de anestesiar a consciência do eleitor brasileiro e diminuir o impacto eleitoral diante da popularidade alcançada pelo presidente Lula. Na época do regime militar, esses mesmos jornais, rádios e televisões divulgavam com ardor o Brasil do ame-o ou deixe-o e teciam loas e broas aos governos militares. Naquele tempo, se quiséssemos saber a dura realidade em que o país estava mergulhado, somente através da imprensa estrangeira. Atualmente, a realidade é semelhante, porém num processo inverso. Se quisermos saber o que de bom vem ocorrendo no país, temos de ler os jornais de Paris, Nova Iorque, Londres, Roma, Buenos Aires. Nos nossos meios de comunicação somente vemos o desejo que eles têm de dilapidar a popularidade do nosso presidente e fazer voltar ao poder aqueles políticos comprometidos com a crueldade do neoliberalismo. Os mesmos grupos políticos que venderam a preço vil o patrimônio publico.
Enquanto jornais estrangeiros de credibilidade, como o Finacial Times de Londres, afirmam que o nosso país encontra-se melhor preparado para enfrentar os efeitos da crise econômica gerada pela ganância do capitalismo internacional, a nossa grande imprensa diz justamente o contrário. Capitaneados pela Rede Globo, Folha de São Paulo, Veja e outros gigantes da “desinformação” brasileira, nossos meios de comunicação mantêm um gigantesco esforço para fazer que todos creiam que a crise americana já está nos prejudicando. Então tome notícias alarmantes de pessoas sendo mandadas embora dos seus empregos, mesmo sabendo que grande parte dessas demissões ocorre numa época de empregos temporários do ciclo natalino. Pura torcida de quem usa a mentira para anestesiar mentes e emplacar seus objetivos.
É com muita tristeza que vemos pessoas instruídas, mas sem nenhum senso crítico para discernir entre mentiras e meias-verdades o que é alardeado como verdade pela nossa grande imprensa escrita, falada e televisionada, dando crédito a tais notícias. Como seria bom se ao final de cada Jornal Nacional, pudéssemos todos exclamar como aquele bom velhinho do Recife: “É tudo mentira!”
Fortaleza, 20.01.2009

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

A “inquestionável” decadência do Crato – Por: José Nilton Mariano Saraiva (*)

Já fomos, até bem pouco tempo, orgulhosamente distinguidos com o slogan de “capital da cultura do interior cearense”, mercê da excelência das nossas instituições educacionais (quem não lembra dos tradicionais Diocesano, Seminário, Escola de Comércio, Colégio Estadual e outros), para onde convergiam, ano-a-ano, jovens não só da vizinhança, mas também dos mais diferentes rincões do Nordeste, à busca de um então reconhecido estudo de qualidade; hoje, mandando às favas tal tradição, “campus” da conceituada Universidade Federal do Ceará são implantados em Juazeiro e Sobral, e até a agradável Barbalha - naturalmente que em razão da qualificada infra-estrutura erigida na área da saúde - conta com uma Faculdade de Medicina daquela universidade, enquanto ficamos, os cratenses, face nossa crônica e vergonhosa falta de representatividade política, de fora da área de atuação da UFC.
Já tivemos, num passado não tão distante, “o melhor carnaval do interior”, porquanto contando com a brilhante e efetiva participação popular, inclusive de radicados em cidades fronteiriças e de outros estados; nos dias atuais, o destaque é um tal “Bloco das Virgens”, composto por seletos integrantes de uma elite deslumbrada, enquanto carnavalescos de escol ficam de fora da folia, por absoluta falta de apoio oficial.
Nossos diversos clubes de entretenimento, urbanos e serranos, antigamente badalados, bem freqüentados e de títulos patrimoniais disputadíssimos, desvalorizaram-se e estagnaram de vez no tempo e espaço e, de há muito, experimentam um acelerado processo de abandono e degradação, evidentemente que devido à má gestão administrativa dos que são postos a comandá-los, normalmente pessoas que têm na promoção pessoal e no status dali advindo, seu objetivo primeiro e único.
Nossa tradicional e cinqüentenária “exposição”, de inolvidáveis, agradabilíssimas e imorredouras recordações (encontros, reencontros, porres, paqueras, ilusões e desilusões), foi literalmente cercada e engolida pela cidade, e tende a ser evitada num futuro que se avizinha (ou alguém duvida ?), devido à sua latente falta de estrutura física e da verdadeira odisséia em que se transformou freqüentá-la, a pé ou de carro, por falta de vias alternativas, enquanto os “sábios técnicos” que ano-a-ano se revesam em sua direção evitam e teimam em não encarar de frente a necessidade premente de relocalizá-la.
Nosso comércio, literalmente empurrado pela teimosia de alguns poucos e heróicos abnegados, sobrevive com extrema dificuldade, e do nosso tão sonhado shopping-center emergiram apenas as fundações que, abandonadas e desnudas, jazem carcomidas celeremente pela voragem do tempo, a contemplar no horizonte aquele que seria o seu concorrente em potencial (o Shopping Cariri, ali à frente, em Juazeiro).
Nossa indústria, que já experimentou fase áurea e poderia naturalmente funcionar como um potencial e poderoso instrumento indutor da fixação do homem à região, através da alavancagem e geração de empregos, à falta de estímulos e investimentos tomou “doril” e, simplesmente, sucumbiu, enquanto que alguns particulares tentam manter viva a chama, através de unidades beneficiadoras de produtos primários, pouco empregadoras de mão de obra (fábricas de telhas, tijolos, cerâmicas e outras).
Politicamente, o caos se fez presente a partir do momento em que o governo estadual, através dos seus mais diversos ocupantes e em razão de provincianas picuinhas de cunho partidário, e mesmo de ordem particular, deliberadamente relegou o Crato ao ostracismo (Sobral, ao norte e Juazeiro, ao sul, nos passaram a perna faz tempo e hoje abocanham os principais investimentos governamentais), mas, mesmo assim, e inexplicavelmente, quando das seguidas eleições (majoritárias ou proporcionais), com a maioria dos nossos votos continuamos a privilegiá-lo e aos seus apadrinhados (que aqui só aparecem de 4 em 4 anos), em troca de simples migalhas.
Os componentes do nosso poder legislativo municipal (vereadores), numa mostra de inequívoco despreparo para a nobre missão lhes outorgada (há exceções, claro), basicamente restringem seus mandatos a dois itens absolutamente dispensáveis: distribuir, a torto e a direito, já que sem qualquer critério, o outrora valorizado título de “cidadão cratense” para alienígenas que nunca nada fizeram pelo município a fim de merecer tal honraria; e, também (aqui legislando em causa própria), homenagear famílias da sua intimidade (a troco mesmo de quê ?), através do batismo equivocado dos novos logradouros da cidade com o nome de um dos seus antepassados (mesmo que lhes faltem credenciais para serem perpetuados “in memoriam” em sequer uma recôndita e chinfrim ruela da periferia), numa inadmissível e descabida falta de respeito para com os valorosos nativos de uma urbe da tradição e importância da terra de Bárbara de Alencar.
Representantes nas Assembléia Legislativa Estadual e Congresso Nacional (Câmara Federal e Senado) já não os temos, e quando aparece alguém disposto a concorrer a uma das vagas logo descobrimos, atônitos e perplexos, que o faz objetivando tão somente “se fazer”, “se arrumar” ou legislar em causa própria (trocando o mandato popular lhe outorgado, por uma secretariazinha de governo de quinta categoria, por exemplo), sem a menor desfaçatez ou constrangimento.
E assim, lamentavelmente, o nosso querido Crato dia-a-dia submerge e afunda numa impressionante e “inquestionável” decadência, por conta do descaso e falta de responsabilidade dos próprios filhos da terra, já que responsáveis pela unção às suas instâncias executiva (prefeitura) e legislativa (câmaras municipal, estadual e federal) de pessoas reconhecidamente avessas a gerirem a coisa pública com um mínimo de seriedade e bem-querer.
Pobre Crato, quem te viu e quem te vê !!!

José Nilton Mariano Saraiva

(*) originalmente publicado no Jornal do Cariri, de 24.03.2006; como de lá pra cá, passados quase três anos, nada mudou, taí o repeteco em versão eletrônica.



O Pensamento do Dia - Por: Mônica Araripe



"A sabedoria não nos é dada. É preciso descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós."

Marcel Proust

( citação enviada por Mônica Araripe )

Segurança será reforçada em museu no Cariri


Paleontologia

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Depósito de fósseis do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri que, após reforma, passará a contar com acervo de 10 mil peças (Foto: CID BARBOSA)

O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri guarda acervo que desperta a atenção em todo o mundo

Santana do Cariri. A segurança do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri será reforçada, com um circuito interno com o dobro das câmeras existentes, com a ampliação do local, iniciada no mês de novembro, avaliada em mais de R$ 640 mil. Atualmente, o sistema de vigilância eletrônico é composto por seis câmaras e a direção do Museu afirma que serão instaladas mais seis, além dos seis vigilantes que alternam horários de trabalho durante 24 horas. Um dos pontos importantes do trabalho, de acordo com o diretor do Museu, Álamo Feitosa Saraiva, doutor em Paleo-oceanografia, será o incentivo à pesquisa na área. Para isso, dentro do projeto de melhorias que estão sendo promovidas, será construído um alojamento para pesquisadores que vierem de fora para desenvolverem trabalho em Santana do Cariri e na própria região. O Museu, com reforma e ampliação, deverá ser reinaugurado em abril do próximo ano. Em média, mensalmente, o local recebe 4.200 pessoas da região do Cariri, do Estado, do Brasil e Exterior, sendo um dos maiores museus da região.

Álamo Feitosa afirma que o número de monitores duplicou e todos eles estão recebendo bolsa da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Funcap). Todos são alunos do Ensino Médio e Fundamental. A atividade consiste na divulgação do conhecimento. “Um dos monitores tem a função de observador, quando na verdade as pessoas que entram pensam não estar sendo acompanhadas”, diz Álamo. O diretor destaca o local como um abrigo importante para cerca de 5 mil peças. Com a inauguração, serão cerca de 10 mil. O espaço físico para distribuição desse material atualmente é insuficiente. Dentro da nova estrutura, será modificada a área de exposição e de reserva técnica. Novas salas estão sendo construídas. Também serão reabertos os laboratórios de pesquisa no local.

O Museu deverá ser reinaugurado em abril do próximo ano, após reforma

A ampliação do trabalho de pesquisa ganhará melhor qualificação, com a criação de um Mestrado em Paleontologia, ou com concentração na área, previsto para ser iniciado no fim de 2009 . “Esse é um grande marco para efetivar as pesquisas e ensino em nível de pós-graduação”, diz Álamo. O Museu de Paleontologia, sob a tutela da Universidade Regional do Cariri (Urca), conta com a maior coleção de pterossauros do período cretáceo do planeta. Além de fósseis raros como o “Tijubina pontei”, uma espécie de lagarto, tem também tartarugas e rãs. Grande parte desse material está em processo de publicação e outras peças continuam em processo de estudos.

Estudos de acervo

Em outubro do ano passado, foram reiniciados trabalhos de escavações na área e 208 fósseis foram encontrados. Durante o período de chuvas na região, as atividades em campo estarão paralisadas, o que possibilitará o início dos estudos sobre o material colhido. Entre as peças, está a de um peixe de cerca de 1,5 metro. Foi retirado o peixe completo, denominado Cladocyclus feros. As escavações desse primeiro trabalho foram realizadas no Parque dos Pterossauros, no Geotope Canabrava, na região. Em agosto do ano passado, o Museu de Paleontologia completou duas décadas de fundação. O diretor ressalta a importância do local para a região e ao País. Atualmente, a unidade abriga milhares de peças, destacando a região para o mundo inteiro. Uma equipe da TV NHK, do Japão, esteve no fim do ano passado no município, realizando um documentário sobre a Amazônia e destacou os fósseis de Santana e região. Também foram registradas as escavações do Parque dos Pterossauros, além do Museu.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

PÓS-GRADUAÇÃO
"O Mestrado em Paleontologia é um marco para as pesquisas e ensino na pós-graduação".
Álamo Feitosa
Diretor do Museu de Santana

Mais informações:
Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, (88) 3545.1212

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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