xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 18/01/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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18 janeiro 2009

Arthur Moreira Lima - Um Músico, um Mito


Arthur Moreira Lima - Por: DIhelson Mendonça


Mais tarde, ensaio fotográfico do Concerto do pianista Arthur Moreira Lima, ocorrido na noite de ontem, sábado, 17 de Janeiro de 2009 na cidade de Barbalha-CE.

Foto: Dihelson Mendonça

Pra não esquecer... Por : Socorro Moreira


Noite de boas-vindas a Claude. (Choparia do S. Luiz – 09/01/09)Música, noite livre, chope, Aquafresh, Dihelson, Nina, Maria, Jaime, eu (Socorro) Claude, Victor...A expectativa de convívio, (reunião dos dias 12 a 17). Operários da Escrita.O entusiasmo contido pronto pra explodir a palavra com o peso e a leveza a essência que ela encerra para expressar sentimentos.

Victor & Socorro Moreira.

Manuel de Jardim & João do Crato
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12.01.09 – Voz, violão, magia no “Olhar” flashback de músicas que a gente sente na sonoridade e gosta de cantarolar. Repertório impecável. Na platéia a presença de eternos boêmios e amantes da música e da poesia: Claude, Socorro, Dihelsosn, Sávio, Nina, Victor, no compasso do violão de Manuel de Jardim e na voz de João do Crato. Gaby, hospedeira da Arte – Grande abraço.
Roberto Jamacaru, Edivânia e Darci
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14.01.09 – Casa de Darci Libório – Sarau Poético – Um cantão e um acordeom com Hugo Linard. A noite começou com Strangers in Paradise , passando por Jalousie, Stella by Starlight, Luar do Sertão, e pairando na linha do gosto melódico de cada um. Voz revelação: Professor Harmógenes T. de Holanda e a versão feminina: Claude cantando “La vie en rose”, lindamente acompanhados por Hugo Linard. Abrilhantaram o encontro: Bernardo Melgaço, Socorro, Victor, Dihelson, Nina. Salete Libório, Edivânia, Maria, Wilson Bernardes, Fátima, Roberto Jamacaru e Fanca.

Maria e Hugo Linard ao Acordeon
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Wilson em recital
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Darci (chez Roberto)
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Sarau - na casa de Darci
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15.01.09 – Dihelson in Concert – Abidoral, Claude, Socorro, Edilma Rocha, Maria, Nina – Clássicos, Jazz, Bossa Nova... Suspiros, levitação. Reverância inconteste ao grande musicista Dihelson – e ponto!
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16.01.09 – Casa de Roberto Jamacaru – Renderam-se à magia poética: Roberto e Fanca, Olival e Márcia, Abidoral e o violão... recordando canções de Noel, Bororó, e outros tantos sem esquecer obviamente, canções de autoria de Abidoral, tão bem conhecidas e apreciadas.

Prof. Hermógenes
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Abidoral & Socorro Moreira
Hermógenes, Nicodemos e Abidoral
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A cigana Salete lendo a mão de Hermógenes
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Olival e o casal Roberto Jamacaru e Fanca
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Visitas “en passant”:
Nicodemos e Isabelisa, Lupeu e namorada, Pachelly e Socorro. Sem contar com o contumazes: Socorro Moreira e Victor, Maria, Edivânia, Darci e Salete Libório, Hermógenes e a presença espiritual dos afetos ausentes.

Casa linda dos anfitriões de coração aberto e felizes. Claude a conquista conquistada.
Um happy end à mulher-qualidade.
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Texto de Socorro Moreira & fotos de Claude Bloc

Silencio, um direito sagrado! Por Pachelly Jamacaru


Prezado Dihelson, por intermédio deste importante Blog, faço saber que ainda aguardo à esperada reunião com o propósito de discutir a questão das poluições... Enquanto ela não acontece, o Buffet LAGARTADA PINTADA ignora os apelos que fizemos e fazemos aqui no blog e promove uma verdadeira desmoralização das autoridades em meio ambiente e demais autoridades constituídas de nossa cidade! Isto, só abre um precedente para, por exemplo: que qualquer pessoa chegue a qualquer hora do dia ou da noite em qualquer canto da cidade e solte fogos, salva de fogos a bel prazer, se espelhando e respaldado pela descompostura e infração às leis municipais que assegura ao cidadão o seu bem estar, promovido por aquela casa de eventos e outras de igual comportamento.

Num modesto protesto, eu que nada significo para esta cidade, ou quase nada, ou nada mesmo, suspenderei minha simplória participação no blog do Crato ou em qualquer evento promovido por minha amada terra, que por ventura me solicite à presença ou contribuições naquilo mínimo que sei fazer e que me entorpeça de orgulho por minha cidade fazer, não o farei. Deixo bem claro aqui, não tratar-se de uma retaliação a este expressivo meio de comunicação e vetor de oportunidades ímpares aos cidadãos de boa fé, que é o blogdocrato ou falta de amor a terra em que nasci, mas é que me sinto ignorado em meus direitos e interpretando até, que seja eu o infrator, o inconveniente, quando solicito respeitos mínimos e básicos. Esta é uma causa de todos, nunca pense que não pode acontecer com você!

Se o homem não promove barulho, o planeta por si é silencioso.

A partir desta data, estou qual uma rádio ou emissora de TV, fora do ar!
Pachelly Jamacaru

Foto: Arquivo Internet

Por: Pachelly Jamacaru

Frase do dia!!


"Nunca desista do seu sonho,
se acabou numa padaria,
procure em outra."

Aparício Torelly.

Documentário tem Lira Nordestina como tema


ANTROPOLOGIA VISUAL

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Trabalho de filmagem é captado pela lente da doutoranda carioca Fabiene Gama, dando enfoque à cultura no Cariri. Pesquisa é realizada por estudiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Foto: Elizângela Santos)

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Pesquisadora Rosilene Melo e José Lourenço. Em seu trabalho, ela pretende enfocar a cultura do Cariri, levando a reflexão sob a análise da Antropologia Visual

A Gráfica Lira Nordestina é objeto de estudo de uma nova linha de pesquisa, a Antropologia Visual

Juazeiro do Norte. Um celeiro cultural inquestionável. O Cariri é um laboratório para pesquisadores de todo o Brasil. Uma nova modalidade de estudo vem sendo realizada na região por pesquisadores do Núcleo de Experimentação em Etnografia e Imagem, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O trabalho é coordenado pelo professor Marco Antônio Gonçalves e está apenas no começo. Cerca de 10 horas de filmagem já foram coletadas pelas pesquisadoras Rosilene Alves de Melo e Fabiene Gama. Um dos pontos visitados foi a Lira Nordestina, que recentemente passou por reformas e planeja reeditar clássicos do cordel. Uma das pesquisadoras, Rosilene Melo, já vem realizando trabalhos voltados para a cultura regional desde 1994. A Lira Nordestina foi seu foco de pesquisa para mestrado, resgatando a história de um dos grandes referenciais do cordel no Nordeste. Atualmente, o que ela classifica como escola de ofício, está sem confeccionar cordéis há cerca de dois anos. O espaço passou por uma revitalização e ampliação. O velho maquinário está exposto juntamente com as xilogravuras.

Reedição

A idéia dos que fazem a Lira Nordestina, a exemplo dos irmãos Cícero e José Lourenço, é reeditar os livretos, principalmente os clássicos do cordel, como Pavão Misterioso, João Grilo, Canção de Fogo, A Chegada de Lampião no Inferno, Coco Verde e Melancia, dentre outras edições. Esses são trabalhos constantemente procurados. O resgate da história da Lira, intitulado Arcanos do Verso, de Rosilene Melo, recebeu o prêmio Sílvio Romero, do Ministério da Cultura, e o prêmio Raymond Cantel Poitiers, em homenagem ao professor da Universidade de Poitiers, Raymond Cantel, que dedicou sua vida à literatura de cordel, divulgando o universo de cantadores de cordel na França. Atualmente, a professora faz parte do quadro docente da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba. Mas foi na Universidade Regional do Cariri (Urca), no Ceará, onde começou a desenvolver as atividades. A Lira faz parte de uma das vertentes do seu trabalho, mas a cultura do Cariri inicialmente teve registros de imagens, desde o início do mês, com o reisado, a religiosidade, o Mestre Noza e a Lira. Em junho, será registrado o ritual do pau da bandeira, em Barbalha. “Tudo isso, com o objetivo de levar a uma reflexão sobre a cultura da região do Cariri, seu povo, suas origens”, explica Rosilene, ao esclarecer que a finalidade não é de realizar apenas documentários, mas se deter ao estudos dos registros. O trabalho passará por uma edição rigorosa. Outro aspecto é dar destaque a elementos que ainda não obtiveram registros na região. A Lira Nordestina, por exemplo, até hoje foi foco de reportagens, mas não existe, segundo a pesquisadora, nenhum filme sobre a gráfica. Ela ainda ressalta a ausência de divulgação junto aos públicos da região e até de Juazeiro. “Grande parte da população sequer sabe que existe a Lira, tão importante para a história da xilogravura e do cordel. Um documento vivo de registro da história do povo nordestino”, diz ela. São várias gerações de xilógrafos e cordelistas que já passaram pela Lira. Um deles, que em março terá seu centenário comemorado, será Patativa do Assaré. O poeta, que chamam de popular, conhecia de Camões a Castro Alves. Trouxe a Lira para a Tipografia São Francisco. Rosilene, quando iniciou seu trabalho de pesquisa ainda encontrou a Lira na Rua Santa Luzia, no Centro de Juazeiro do Norte. Depois disso, a Lira passou pela prédio da antiga estação ferroviária do município e agora se encontra no Pirajá, num espaço refeito e todo ampliado.

Parceria

Antes de parar a produção artesanal de cordéis, o local estava funcionando por meio, praticamente, do projeto Sesc Cordel. Segundo Cícero Lourenço, eram quatro mil folhetos produzidos. O projeto foi responsável pela reativação da Lira durante alguns anos. No mês de dezembro foi realizado na entidade o Encontro de Graphias. O diretor da entidade, Titus Riedl, destaca que um dos objetivos é dar mais visibilidade à Lira Nordestina, levar os estudantes ao local, para que conheçam a história da gráfica. Desde 2005, a Lira Nordestina, mesmo que ainda seja do conhecimento de poucas pessoas e pesquisadores, funciona como Ponto de Cultura. Há cerca de dois anos foram reeditados 10 clássicos da literatura de cordel, que em pouco tempo ficaram esgotados. Isso é um sinal de que mercado dessa literatura é o que não falta para os cordelistas.

SEM PROSPERIDADE
Falta incentivo às novas produções

Juazeiro do Norte. Um dos questionamentos da pesquisadora Rosilene Melo diz respeito à produção do cordel na região. Muitos poetas procuram as gráficas para imprimir seus trabalhos. O incentivo aos jovens escritores acontece por meio de projetos como o Sesc Cordel. Mas, até o momento, o processo artesanal, tão cortejado pelos amantes da Lira, continua no sonho dos próprios oficineiros da arte. Ao chegar à Lira Nordestina, vê-se um espaço organizado à espera de um apoio para o desenvolvimento de uma trajetória que parou um pouco no tempo. Para os românticos poetas, a esperança não morre jamais. E é dessa forma que os xilógrafos e cordelistas que fazem a Lira vislumbram projetos por meio da Secretaria de Cultura do Estado e outras instituições de fomento. Um dos problemas, conforme Cícero Lourenço, está relacionado ao tempo de produção e um maior número de funcionários, se for para adotar o método de montagem dos tipos para impressão dos textos poéticos. “Essa é a graça para os pesquisadores. O que faz a diferença da Lira, sendo o único espaço a adotar esse método de trabalho”, diz. Mas, por outro lado, o irmão de Cícero, José Lourenço, destaca a ausência de instrumentação, a exemplo das tipologias para o trabalho. Até mesmo em São Paulo, ele afirma que se torna difícil encontrar o material. Seria preciso pelo menos 15 tipos para cada letra. O xilógrafo Francisco Correia Lima (Francorli) diz que são necessários oito funcionários, para realizar a composição dos tipos. Parece inimaginável atender essa condição na produção do cordel para alguns cordelistas.

Surpresa

A doutoranda Rosilene Melo, ao chegar em centros como São Paulo, onde estão cerca de 9 milhões de nordestinos, dentro de uma população de 14 milhões de habitantes, e no Rio de Janeiro, se deparou com uma realidade diferenciada em relação ao cordel. Esteve na Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). Um tratado em constante ebulição. A surpresa veio com uma demanda. São salas inteiras cheias do livreto para abastecer um público de jovens, nas escolas, e leituras obrigatórias para os vestibulares. No Ceará, pelo menos, a adoção dos livretos de cordel chegam a ser pontuais. O que deveria ser um forte atrativo, um meio para expandir a cultura de forma didática, está ainda muito restrito. A ausência de apoio emperra a abertura de um mercado. Nas décadas de 1950 a 1970, quando não se dava vencimento aos cordéis produzidos pela Lira, o Nordeste inteiro era abastecido e até Estados do Sudeste. Eram cerca de 10 mil por semana. Faz com que se viva numa letargia profunda em relação a um dos fortes elementos da cultura nordestina. Parece uma contradição encontrar cordéis para vender em São Paulo, enquanto no Cariri, referência nesse tipo de ofício, não há produção. Pelo menos é essa a visão de Rosilene sobre os Arcanos do Verso, na sua atualidade. Ela lamenta uma trajetória vitoriosa da Lira, que infelizmente parou no tempo. A pesquisadora também destaca a visibilidade da cultura popular do Cariri na região sudeste do Brasil. As butiques adotam imagens como a do Padre Cícero em estampas de roupas. Essa foi uma das situações que chamou sua atenção, sem falar nos trabalhos dos artesãos do Mestre Noza. Para ela, Cariri é uma referência na cultura. O que pode não ser novidade para alguns, mas para a maioria da população, é um tesouro a ser descoberto.

Mais informações:
Lira Nordestina
Rua Castelo Branco, S/N
em frente à Praça do Mateu
Juazeiro do Norte (CE)
(88) 3102.1150

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Futebol - Atualização - Por: Amilton Silva

Fortaleza Vence Boa Viagem

O Fortaleza assumiu provisoriamente a liderança do Cearense ao vencer no estádio Serjão, em Boa Viagem, a equipe do Boa Viagem por 2 X 1.A arbitragem da partida foi bastante questionada pela equipe do Boa Viagem,pois, segundo comentaristas de arbitragem, o primeiro gol do fortaleza marcado através de Giovani aos 21 minutos do primeiro tempo foi irregular ja que o atacante estava em completo impedimento,na segunda etapa , houve um penalte clarissímo a favor do Boa Viagem , não assinalado pelo árbrito Edson Galvão.O Primeiro gol do Leão foi marcado logo aos 8 minutos da etapa inicial através de Cleiton.

Icasa perde a Terceira Partida

Em jogo válido pela terceira rodada do cearense, o Icasa perdeu mais uma vez , desta feita para o Maranguape por 3 X 2, em Maranguape. A equipe assume a liderança junto com o Fortaleza com 7 pontos ganhos,ja o Icasa pode assumir a lanterma dependendo dos jogos que fecharão hoje(18) a terceira rodada do certame.Os gols da partida foram assinalados atraves de Carlos Alberto e Danilo Pitbul 2 vezes para o Maranguape , descontaram para o Verdão Leozinho e Thiago.Jogadores do Icasa saíram bastantes revoltados com o árbrito ,pela marcação do pênalte aos 44 minutos do segundo tempo, e deu a vitória do Maranguape.

Resultados da Copa São Paulo

Quatro jogos foram realizados ontem (17) pela copinha.O Fluminense venceu o América MG por 1 X 0.O Cruzeiro venceu de Virada o Santos por 2 X 1.Fortaleza e Atlético PR terminaram no tempo normal empatados por 1 X 1, nos pênaltes vitória do Atlético por 4 X 2.O Corínthians venceu a Ponte Preta 3 X 1.Quatro jogos hoje, finalizam as oitavas-de-final:

18/01 10h Leme Avaí
x
Goiás
18/01 14hir Paulínia Figueirense
x
Internacional
18/01 16h Taboão da Serra Paraná
x
Atlético Sorocaba
18/01 18h30 Rio Claro São Paulo
x
Barueri

Pelo Campeonato pernambucano , uma partida realizada ontem(17) nos Aflitos, em Recife,o Nautico empatou com Salgueiro em 2 X 2.Os jogos que completarão a 3ª rodada do pernambucano serão os seguintes:

SPORT X SERRANO PORTO X PETROLINA SETE DE SETEMBRO X CABENSE YPIRANGA X VITÓRIA SANTA CRUZ X CENTRAL


Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato

Criação do acervo cultural digital do cariri - Por: Luiz Domingos de Luna

Gostaria de parabenizar a atitude do Jornalista Dihelson Mendonça, por diante de uma visão aos olhos do mundo on-line, repassar questões que somatizam os valores históricos, culturais, artísticos, religiosos, literários {...} Creio que é momento de se pensar em construir o nosso acervo cultural(...) on-line.
A expressão, contribuição e o pioneirismo do Crato, Capital Cultural do Cariri, tem sido sempre uma luz, a Diocese e as demais instituições, os artistas da região, poetas, escritores (...) que compõem esta maravilhosa cidade e por extensão a todas que formam este oásis no estado do Ceará. Somente agora, no Globo repórter é que tive a oportunidade de saber que o documentarista da Rede Globo, Francisco José é natural do Crato. A Criação de um acervo cultural digital do Cariri, com certeza seria uma ferramenta a mais para, em sala de aula, o alunado aprender a viver, conhecer, problematizar, e por fim qualificar seu auto estima, bem como formar qualificadamente sua identidade intelectual junto ao cariri cearense.

Através do Jornalista Dihelson Mendonça extensifico o convite a todos os jornalista e radialistas do Crato -Ceará - Construção do Acervo Cultural Digital do Cariri –

Cordialmente,

Por: Luiz Domingo de Luna

Resposta:

Prezado Luiz Domingos de Luna,

Esse tem sido meu objetivo há uns 5 anos. A criação primeiramente do Museu da Imagem e do Som, um núcleo de produção de matérias, reportagens sobre fatos marcantes da história do cariri, personalidades do nosso tempo que se imortalizarão no acervo digital do Cariri. Nesse sentido também, é que eu já disponho de uma pequena sala para entrevistas, equipamento de iluminação e câmera, mas preciso construir uma sala maior, ao lado do estúdio atual para a gravação de shows, espetáculos pequenos, entrevistas, programas para televisão, etc, que facilitará sobremaneira a criação dessas matérias. A boa vontade não me falta, o que falta é o capital para poder investir nessa sala de 7 por 4 metros com o devido revestimento, tratamento acústico e iluminação. Mas estou sempre vendo as possibilidades de como levantar esse capital, que creio, precisaríamos algo da ordem de 50 mil reais para a construção, revestimento apropriado e alguns equipamentos que faltam. Vamos lutar, vamos conseguir!

Dihelson Mendonça

"Moonlight Serenade "– (Inspirada num texto do amigo A. Morais) – Por: Socorro Moreira.


Éramos adolescentes.
O CREVA (Clube Recreativo de Várzea Alegre), nosso imã. Ponto de encontro.
Cheguei como visitante. Meu olhar correu na estrada, chegou à cidade, passeou na Matriz de S.Raimundo, na Praça, nos cafés (tigelas de doce de leite), vultos masculinos, possibilidades de construir amizades, e novos sonhos.
Dias de férias, ajuntamento de estudantes. Ócio romântico.
Amplificadora ativa, através das músicas, passava os seus recados noite e dia. Nas calçadas, em cadeiras de balanço, gente de todas as gerações, pastoravam o tempo , proseavam , achavam graça, se entendiam.
Cheiro de “White magnólia”, vestidos de seda e chiffon vermelho, brinquinhos de pérolas, pulseiras escravas, saltos finos, meias de seda, batom cor-de-rosa, cabelos curtos ou longos com franjinhas...., Boleros, xadrez, canastra, dominó, danças face a face, conversas engraçadas e tímidas ....Flertes , paixões nascentes e serenatas ...
Depois de balançar pernas e coração, e quase adormecendo, éramos acordadas pelo som das serenatas...
Os meninos que invadiam a pureza do nosso coração, tentavam com gestos delicados , nos deixar o carinho musical...Um beijo , um olhar , na canção.
Não sei por que adotamos “Renúncia”, como trilha sonora... Além de “Relógio” (música da última serenata – despedida das férias... sempre lagrimosa, saudosa, inesquecível!)... É claro!
Renúncia era uma palavra suave. Pedia ao tempo que esperasse o futuro. , e ao mesmo tempo, pedíamos ao “Relógio”, que pelo amor de Deus, parasse... Que nunca amanhecesse... Que deixasse longe, a despedida... Nunca desejada!
Passaram-se quatro décadas. Passou a emoção do coração desarrumado, apaixonado... Pulando, e ficando na palma de outra mão.
Cartinhas amorosas, descomprometidas para a Duque de Caxias – Edifício Jalcy Avenida ...
Passou o silêncio, o desencontro, a notícia, o desejo e o sonho...
Ficou o sentimento inviolável, perfeitamente intacto... Em todas e tantas lembranças.
A mesma voz, o mesmo riso, a mesma vontade de conversar, de ser incendiada pelo brilho do olhar.
Mais uma vez, a vida nos devolve o passado, numa caixinha de música. E lá está, a bailarina que anuncia e espera, incansavelmente, um novo encontro.
Oi, meu X... Sou teu Z, apesar de tantas incógnitas, equacionadas ou não, em nossas vidas.
Éramos jovens, puros e lindos... Só a paz do futuro, num tempo delicado e maduro, poderia nos presentear, e celebrar um novo encontro.
De tudo que vivi, você é o frescor, a hortelã que alivia meu coração de outras dores.
- A sempre-viva... A Renúncia revertida!

"Esquizofrenia na Educação e Cultura" - Por Alcione Araújo

Os números são eloqüentes: dos 186 milhões de habitantes, a educação - estudantes e professores, do ensino fundamental ao doutorado - envolve 55 milhões. Cotejar esses números com os da produção artística é deparar-se com outro país. A tiragem média de um romance no Brasil é de 3.000 exemplares; a ocupação média dos teatros, de 18%; em crise, as gravadoras têm números pífios, e a média de espectadores de filmes brasileiros, de 250 mil, está em 180 mil em 2006.
Os números revelam enorme desinteresse pela arte e, deduz-se, cresce a distância entre os significados percebidos pelo público e o conteúdo latente das formas de expressão. Nem os 55 milhões envolvidos na educação usufruem da produção artística. O país vive esquizofrênica fratura: uma educação sem cultura e uma criação artística sem público. A economia pode até crescer, mas cresce sem alma.
Criação da subjetividade, de percepção subjetiva, as artes interagem com as demais metáforas -filosofia, antropologia, sociologia etc. - criadas pela sensibilidade e razão humanas para se entender, entender o mundo e se entender no mundo. Braço sistematizado da cultura, a educação tem métodos, normas e hierarquias para realizar a transmissão do saber. A expectativa é que, vivenciado o processo -graduar-se, digamos-, se esteja preparado e motivado para fruir a arte de várias épocas nas suas várias formas. O que se vê, porém, são médicos que jamais leram um romance, engenheiros que nunca foram ao teatro, advogados que não vão ao cinema, dentistas que não se emocionam com a música etc.
Na origem do fenômeno, uma sociedade que não tem a educação e o saber como valores, mas sim como meios de ter uma profissão e se inserir na produção. Se assegurar o emprego, prescinde-se da qualidade no ensino, ou, num utilitarismo ingênuo, se dá o diploma, cumpriu o papel.
Sem minimizar a importância do emprego num país carente dele, com tal visão, a educação renuncia à função de desvelar universos e se limita a formar mão-de-obra mais ou menos qualificada. Compelida pelos vestibulares, a idéia reflui aos níveis médios, reduzidos a cursinhos preparatórios.
O pragmatismo expulsa as disciplinas chamadas de humanidades, que dão lugar àquelas de especialização prematura. Nessa moldura, a missão da universidade -universalização do saber pelo tripé da formação do profissional, do cidadão e do homem - torna-se uma trajetória de adestramento para a produção.
A história reconhece na aliança entre educação e cultura a primazia de criar sonhos e inventar meios para realizá-los. O valor simbólico da cultura fecunda o processo civilizatório, dos valores às leis, da política à vida. A herança de colonizado, a exclusão social e a elitização da cultura atrelam o futuro da produção artística ao que a educação lhe reservar. A cultura é dependente da educação. Se não cumpre sua missão, sufoca as artes. Não se pode pensar a educação sem a cultura, nem a cultura sem a educação. No espectro cultural, há um vácuo entre arte popular - autônoma à educação - e arte tradicional, dita do espírito. Tentou-se fazê-las dialogar num amplo projeto nacional popular abortado pela ditadura. No "gap" entre as duas, irrompeu a indústria audiovisual de entretenimento, hoje hegemônica. O público, além de introjetar valores dessa indústria, assiste à contaminação da cultura do espírito e da cultura popular pela anódina cultura de massa.
Ao artista, resta o desalento por sua obra não chegar ao público, não emocioná-lo nem aguçar sua imaginação, não humanizá-lo nem levá-lo a pensar. Artista e arte perdem a função, o público empobrece e estreita o horizonte da sociedade.
Não se formam platéias e as obras não circulam; não se viabiliza economicamente a produção, cujo custo crescente a torna mais dependente do Estado, suscetível à discriminação política e acomodação estética -o artista inibe a própria ousadia. À falta do público induzido pela educação, a produção artística se autodesqualifica na busca de audiências que não a reconhecem e perde o público cativo remanescente.
Educar não é apenas qualificar para o emprego, nem arte é apenas adorno que aguça a sensibilidade. Há uma dimensão humana que, sem educação e cultura, nada agrega como experiência coletiva nem alcança a plenitude como experiência individual capaz de discernir e ser livre para escolher. E, sem isso, não podemos dizer que somos realmente humanos.

ALCIONE ARAÚJO, 56, pós-graduado em filosofia, é romancista, dramaturgo, cronista e roteirista de cinema. É autora de "Urgente é a Vida" (prêmio Jabuti 2005).

Postado por João Ludgero

Essa tal de "conurbação" - Por: José Nilton Mariano Saraiva


C
omo o têrmo "conurbação" tem sido frequentemente usado nos últimos comentários aqui postados, permitimo-nos TRANSCREVER, diretamente da Enciclopédia Wikipédia, o que vem a significar. A propósito, seria conveniente que os cratenses, e suas autoridades em particular, acordassem do marasmo e acomodação em que emergiram há décadas e, numa reflexão profunda e necessária, pensassem seriamente se é realmente isso que desejam "in perpetuum" para o futuro do Crato: sua transformação em uma triste, acéfala e abandonada "cidade-dormitório", absolutamente dependente de Juazeiro, porquanto desprovida de vida administrativa, comercial e política autônomas.
Repetimos, com veemência e indignação: é isso, verdadeiramente, o que queremos para o Crato ???
José Nilton Mariano Saraiva
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"O processo de conurbação é caracterizado por um crescimento que expande a cidade, prolongando-a para fora de seu perímetro, absorvendo aglomerados rurais e outras cidades. Estas, até então com vida política e administrativa autônoma, acabam comportando-se como parte integrante da metrópole. Com a expansão e a integração, desaparecem os limites físicos entre os diferentes núcleos urbanos. Ocorre então uma dicotomia entre o espaço edificado e a estrutura político-administrativa.
Como uma importante característica, deve-se considerar a demanda de espaço na cidade. Todas as cidades do mundo, de modo geral, são constantemente pressionadas pela demanda de espaço. Isto acaba forçando tanto a incorporação de novos territórios como o adensamento dos já ocupados. Assim, as cidades tendem a crescer, ampliando sua periferia no sentido horizontal e verticalizando as áreas centrais. Quando esse crescimento não é controlado, como acontece com as metrópoles do Terceiro Mundo, o gigantismo deteriora as habitações, torna precários os serviços urbanos, desde os transportes até a segurança, e gera outros problemas.
Principalmente após os anos 50, quando se verificou a grande industrialização do Brasil, o rápido crescimento ocorrido com as cidades brasileiras gerou um "envelhecimento" dos antigos centros, dada a grande demanda de serviços mais modernos e mais compatíveis com a nova industrialização. Isto acabou significando uma expansão desses centros, que buscavam novas áreas para crescer. Assim, a configuração dessas conurbações então consolidou-se.
Nas cidades em processo de conurbação é comum a ocorrência do chamado fluxo pendular. O fluxo pendular é o fluxo de passageiros (em veículos particulares ou transporte público) atravessando mais de uma cidade com dois picos de maior intensidade, normalmente no período da manhã e no final da tarde. Geralmente, o sentido desse fluxo no final da tarde dirige-se às chamadas cidades dormitórios.
Essas migrações pendulares são simples fluxos populacionais que não correspondem verdadeiramente a migrações, pois não são realizados com intuito de mudança definitiva, estando embutida na saída do indivíduo a idéia concreta do seu retorno ao local de origem, e por isso o uso do termo "movimento pendular de população". Diferencia-se do conceito de migração por não ter caráter permanente. Alguns exemplos de migrações pendulares: deslocamento realizado pelo bóia-fria; viagens de residentes em cidade dormitório, que são realizadas por pessoas que moram em uma determinada cidade e trabalham em outra; o deslocamento de fins de semana e de férias, com objetivos de lazer e descanso (viagem), que é o principal fator de congestionamentos nas estradas que partem das grandes metrópoles, em fins de semana e vésperas de feriados".

Por: José Nilton Mariano

Eu queria... por Claude Bloc

Foto de alguns participantes da Oficina de Escrita ocorrida de 12 a 17 de janeiro na URCA

Eu queria ter...

O entusiasmo de Olival
O bom humor de Hermógenes
A pureza de Darci
A lucidez de Emerson
A voz vibrante de João do Crato
A inspiração de Wilson Bernardo
A sensibilidade de Socorro Moreira
A musicalidade de Dihelson
A exuberância de Salete
A fotogenia de Edilma
A versatilidade de Roberto Jamacaru
A simplicidade angelical de Abidoral
A espiritualidade de Bernardo Melgaço
A palavra oportuna de Victor Arturo
A juventude de Luciana
A faísca de Paulo Fuisca
A habilidade de Adriana
O sorriso de Ângela Lobo
A suavidade de Edivânia
A persistência de Pedrinho Esmeraldo
A imparcialidade de Maria de Jesus
A agilidade mental de Glauco Vieira
O pouso leve de Everardo
A volatilidade de Antonio Morais...

Assim eu poderia me considerar uma poetisa completa.
Um anjo de luz.
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Texto de Claude Bloc

Velhos tempos, belos dias -Por A. Morais

Finais da década de 60. Inicio de 70. Jovens de idade inferior aos 17 anos. Fase mais dourada de nossas vidas. Férias em Várzea-Alegre. Motivo pra tudo se fazer festa. Momentos de encontros e encantos. Aqueles que estudavam fora retornavam e se juntavam aos demais. Geralmente traziam alguns amigos e colegas que acabavam por dar mais brilho e disputas entre eles. De Crato vieram muitos. Entre eles uma menina de 15 anos. Educada, fina, meiga, linda que deixou o coração do meu amigo X, assim vou identificá-lo, encantado e balançado.
Naqueles tempos românticos, os homens costumavam oferecer flores e fazer serenatas. E, geralmente eram bem sucedidos com esta declaração de carinho e afeto. O X procurou saber das colegas, que a conheciam, se alguma musica era preferida por aquela jovem cratense que passava férias em nossa terra. Não foi difícil, veio a informação: Renuncia. A adolescente tinha um bom gosto musical. O X saiu desesperado procurando o disco e a musica. Não foi difícil encontrar. Na minha casa, tinha um LP, e, logo na primeira faixa a voz inconfundível do Nelson brindava a todos com a musica procurada. De boca em boca, a historia da serenata se difundia e num átimo todos já sabiam que a noite, as altas horas, haveria a serenata nas proximidades da residência do Senhor Mundinho Tiburcio. Finalmente a radiola de pilhas quase fura o disco em homenagem a bela cratense que mexia com o juízo dos jovens naqueles velhos tempos. Belos dias. O X levou uma mala que virou Z.


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