xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/01/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 janeiro 2009

Admitir Nunca, Esconder Sempre? Por: Luiz Cláudio Brito de Lima

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Recentemente foi divulgado relatório da situação da infância 2009, mais precisamente nessa quinta-feira, pelo Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef). Segundo consta o Brasil ocupa o 107 lugar no ranking de mortalidade infantil – com até cinco anos de idade – com 22 mortes por cada mil crianças nascidas vivas. Após a divulgação dos dados acima, tratou a imprensa de buscar a autoridade competente, no caso o ministro da saúde, e esse, tentando justificar disse, resumidamente, que os dados não representam a verdade.

Como brasileiro comum, simples e provavelmente muito desinformado - provavelmente merecedor do cartão do “bolsa família” – fiz uma visita ao “site” do ministério da saúde, e lá, para minha grande surpresa, li a seguinte informação :

“Governo brasileiro sedia encontro e mostra iniciativas de sucesso para reduzir mortes em crianças com menos de um ano, conter o avanço da aids, malária e outras doenças”.

(...) O Brasil conseguirá reduzir em dois terços os índices de mortalidade infantil e atingirá uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011 – quatro anos antes do prazo. O índice geral brasileiro será 14,4 mortes para cada grupo de mil crianças menores de um ano de idade. A queda na taxa de óbitos infantil superou a fixada pela ONU, que era de 2,9%. Atualmente, a taxa brasileira de mortalidade infantil cai, em média, 5,2% ao ano, quase o dobro da proposta original. (...)
dados retirados do “site” : http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=55817

Ora, depois desse brasileiro mediano ler a reportagem restou uma dúvida enorme: ou os dados apresentados pela unicef estão incorretos, e conseqüentemente as informações contidas no site oficial do Governo corretas , ou então ( o que me parece mais lógico) os dados do Governo estão totalmente equivocados , por via obliqua os da Unicef refletem a mais pura e cristalina verdade.

Vamos imaginar que os dados divulgado pelo Unicef, colocasse o Brasil em uma situação confortável, ou seja, admitisse que o numero de crianças mortas ao nascerem fosse pequeno, bem como que estaríamos desenvolvendo políticas para exterminar essa praga que assola os paises mais atrasados do globo terrestre, ai sim, teríamos rapidamente o reconhecimento por parte de todas as autoridades governamentais. Iríamos presenciar uma coletiva à imprensa, admitindo a seriedade da pesquisa, que o órgão responsável pela coleta dos dados é o mais confiável, mais justo, mais imparcial que existe. Assistiríamos uma centena de engravatados aparecendo para a foto, dizendo que contribuiu para essa melhoria, que esse resultado foi fruto de muito trabalho, investimento, blá, blá, blá.....

É triste viver em um Pais onde somos tratados como “alienados” , desinformados, desinteressados; é desolador verificarmos que qualquer inauguração de obra pública, transforma-se em um palanque, que se fala o que quer, como quer, da forma que convém; é lamentável viver em uma nação onde os nossos governantes transformam a falta de escolaridade como uma forma de se alcançar sucesso; é deprimente temos que instruir nossos filhos a serem jogadores de futebol ou pagodeiros; é deplorável assistir a degradação do sistema educacional, pior ainda , é aceitarmos que um professor que dedicou sua vida inteira em melhorar e contribuir para o progresso da nação, ser tratado como uma “coisa” , com salário vil, com descaso; é cômico as vezes viver por aqui.....

Não nos deixemos enganar, o nosso sistema na área da saúde é o pior do mundo, as nossas crianças não estão aprendendo nas salas de aula como deveriam, nossos professores estão sendo sacrificados, nossas estradas estão matando mais do que nunca, não temos mais segurança nem dentro de casa. Entretanto, somos os “melhores” na arrecadação de impostos, estamos bem classificados entre os paises mais corruptos do mundo, temos a melhor concentração de renda do universo.... É Brasil, as coisas realmente estão melhorando......

Por: Luiz Cláudio Brito de Lima

Os donos do Poder – Raymundo Faoro A história da formação do Estado brasileiro


A história sem embustes

Muito mais infecciosa e nociva do que a interpretação bronca da história é o assujeitamento ideológico que se faz dela. O embuste ideológico da formação do estado brasileiro atende a vários interesses escusos, devidamente dissimulados pela santidade e pela pilantragem dos que estão no poder ou daqueles que dele querem se assenhorar. Eis uma questão de durabilidade e conservação. No intuito de separar o dito do não dito, a pústula da posteridade, bem como o prazo do vencimento, nada melhor do que uma leitura apurada do livro “Os donos do poder – Formação do patronato político brasileiro”, de Raymundo Faoro, esse sim, um verdadeiro patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Verdadeiramente essa é uma obra plural, com verdadeiros desdobramentos dentro da história, da sociologia, das ciências políticas, da antropologia e da economia. O livro “Os donos do poder” segue uma trajetória típica de uma obra referencial para todos aqueles que pretendem conhecer a fundo a formação do estado brasileiro, sem embustes, diga-se claramente. Raymundo Faoro desenvolveu uma larga pesquisa e tornou pública a sua tese em 1958. A primeira edição desse livro tinha pouco mais de duzentas páginas, sendo que o autor fez algumas revisões e acréscimos ao longo dos anos, sendo que em sua última edição, em 2001, ela atingiu 913 páginas, que tornaram imensas as suas propriedades.

Faoro tem um estilo próprio, com um poder de contextualização peculiar, bem como um poder imagético fora da órbita tecnicista. Como toda obra referencial tem suas próprias referências, foi em Max Weber que Faoro instituiu o seu ponto de partida para sua tese, valendo-se principalmente dos conceitos de “patrimonialismo”, “estamento” e “capitalismo dirigido”, além de outros conceitos, largamente utilizados por Weber em sua monumental obra “Economia e Sociedade”. Assim, a tese defendida por Faoro e acolhida por um número extremamente significativo de estudiosos do mundo inteiro, foge da concepção marxista da formação do estado brasileiro através de uma herança imperial de vassalagem, bem como do dualismo defendido por Celso Furtado e seus simpatizantes.

Em seu caminho paralelo ao cânone e fundamentado em aprofundamentos históricos, além do mapeamento de documentos e a ordenação simplista de fatos, - expedientes típicos dos historiadores escravizados pelo apelo das bijouterias midiáticas e pela miopia de patranhas das pesquisas engendradas em folhetins lidos nas salas de esperas de proctologistas – Faoro faz um abalisado estudo crítico da formação do estado português, desde a sua fundação com a dinastia de Avis, para chegar ao Brasil colônia, Brasil império, com o Brasil república de Getúlio Vargas. Faoro analisa detalhadamente como surgiu e como recrudesceu o patrimonialismo da monarquia portuguesa, em que o estado é patrimônio do rei, absoluto em sua engorda de autoritarismo, ficando abaixo apenas de Deus, em que pese aí o complexo aparelhamento de dominação do coloio igreja e estado.

Depois de estabelecer as raízes e a expansão do patrimonialismo tradicional em Portugal, Faoro chega ao patrimonialismo modernizador da era pombalina na segunda metade do século XVIII, revelando em minucias a máquina opressora do estado portugues através da horda parasitária da aristocracia transformada em uma elite burocrático-técnica a serviço do estado, sendo ela mesma propriedade inconteste do rei, alimentada e dominada pela generosa distribuição de títulos e benefícios imediatos, criando assim uma extensa e podre rede de corrupção despótica, em que o famoso “Livro da Capa Verde” – Regimento Diamantino – é um indelével exemplo da crueldade tirânica que estruturou a ganância e a bandidagem da monarquia portuguesa no Brasil.

Quando Faoro analisa a transição do patrimonialismo modernizador para o patrimonialismo estamental liberalista do Brasil imperial, contextualizando todo o arcabouço de tramóias, canalhices e usurparções geridas pela chegada da família real, pelo repatriamento carcerário do rei, pela regência mórbida e derrocada frente à república, até chegar aos estamentos e cooptações políticas da velha e nova repúblicas, tem-se a nítida revelação de que as fundações de um modelo político com origens feudais, a partir da posse de terras, com seus mecanismos monárquicos de manutenção do poder é apenas um simulacro da realidade do patronato político brasileiro. Percebe-se facilmente, sob a nitidez crítica de Faoro, que a nefasta práxis de apoderação do patrimônio público, através de roubalheiras, acordos e politicagens, por parte dos representantes públicos, é na realidade uma herança portuguesa, com certeza, viabilizada pela perenização dos estamentos oriundos dacriação do estado portugues e da colonização brasileira.

Obviamente a falta de uma estratificação mais detalhada sobre os vários tipos de estamentos, como uma exposição aprofundada da participação da igreja, das armas e do sistema educacional, desde a criação e manipução de um cânone, até os desdobramentos desses tentáculos de manutenção do poder nos ensinos básicos, não mancham absolutamente em nada o mérito indiscutível dessa obra. Vale salientar, também, que o tempo de leitura e o aparato intelectual para a abordagem dessa obra fantástica, vão muito além do necessário para se abordar periódicos canhestros como a veja, cadernos provincianos do Diário do Nordeste e toda uma gama de anedotários do google e cia.

Por: Marcos Leonel

Futebol - Atualização - Por: Amilton Silva

Ceará e Ferroviário vencem

Completada a segunda rodada do cearense 2009, as equipes do Ferroviário venceram os seus adversários na noite de ontem.O Ceará não teve dificuldade para vencer o Boa Viagem por 3 X 1 , no estádio Castelão.Para o Ceará marcaram Alberto, Sérgio Alves e Alex Gaibú, descontando para o Boa Viagem Lô.O Ferroviário recuperou-se da derrota no primeiro jogo e obteve uma excelente vitória no estádio Abilhão em Quixadá.Com tres gols marcados por Léo Jaime o Ferrão marca seus primeiros três pontos na competição.Os gols do Quixadá foram marcados por Juranilson e Juninho.A equipe do Quixada com a segunda derrota, ocupa a vice lanterna do cearense.

Cai o Primeiro Técnico no Cearense 2009

Com as duas derrotas no Cearense a diretoria do Icasa dispensa o treinador Raimundinho, para o seu lugar foi contratado Fito Neves. Pelo campeonato pernambucano o Petrolina recebeu a visita do Central, e saiu de campo com a derrota por 1 X 0, o jogo fechou a segunda rodada do certame.

Por: Amilton Silva, Editor de Esportes do Blog do Crato
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Um Servidor Dedicado - Por: Fávio Madeira de Albuquerque

Se auto descrever-se não é tarefa fácil para nenhum ser humano, porém me vejo como um homem dedicado a profissão de salvar e que têm a vida como prioridade fundamental sempre, fazendo com que exerça a minha profissão com garra e amor pelo que faço. Tenho uma profissão um tanto sem limites, ou um tanto limitada, pois no final é Deus quem decide o destino de quem vai e de quem fica. Às vezes me dá o prazer e a graça de por minhas mãos, vir ao mundo uma vida que sem me preocupar em qual será seu futuro, vejo-me tentando dar a essa nova vida uma chance de mudar pelo menos um pedaço deste mundo tão controverso. Vejo-me às vezes dentro de um mundo que a diferença entre estar vivo e morto parece passar por minhas mãos, nessa hora me sinto um verdadeiro herdeiro dos dons divinos, entro num estado de distanciamento do mundo e tento procurar entre todos os pensamentos e equipamentos próximos, a solução que Deus às vezes me deixa achar sem se preocupar (acho) com os resultados, pois às vezes não consigo ultrapassar os limites e ter em minhas mãos de volta a vida de quem me parece necessitar e querer continuar estar entre nós. Por vezes é necessário apenas aceitar as decisões dele e embora consternado com os acontecimentos, espero novamente o momento em que vou estar frente a frente com esta situação e tentar conseguir manter dentro do peito de alguém o coração batendo, e ver nos seus olhos talvez o mesmo sentido do nascimento de um bebê. Como dar pra perceber, sofro derrotas e tenho vitórias constantemente. Luto às vezes por teimosia com o Senhor, para ter de presente a vitória de manter entre nós pessoas que sofrem por algum acontecimento de seus destinos. Ele (Deus) na grande maioria das vezes torce pra que eu o vença e ajude a deixar entre nós nossos irmãos.

Autor: Sargento Flávio Madeira de Albuquerque. (Sargento do Corpo de Bombeiros - Crato – Ceará)

Neutrocovardia, um outro nome para conivência - Por: Emerson Monteiro

Quase nunca as bases decidem mudanças e ficam perplexas diante dos acontecimentos. Salsas. Tangos. Rumbas. Cumbias. Rocks. Merengues. Teatros. Cinemas. Shows de sangria nas calçadas. Povo correndo. Sirenes gritando. Pavor. Desengonço. Trepidação de carros em disparada. Canhões. Movimentos de tropas. Torturas. Escamoteios. Foguetes. Violência. Violência em vários graus. Ignorância dos subúrbios em xeque. Esgotos a céu aberto. Crianças catando lixo envelhecido nas colinas de urubus em festa. Portas fechadas e dramas repetitivos nas telas de ricaços embrutecidos pela gorda indiferença. Os homens. As mulheres. Seres humanos que descem e sobem nos elevadores do poder, indiferentes aos apelos ensurdecidos de anúncios espalhados aos quatro ventos. Tortas recheadas de fel em doses duplas. Noites amarelecidas em lençóis mornos. Amargor na boca do estômago. Existências vazias. Tortos caminhos de iguais existências amorfas, melancólicas, ausentes de atitude. O calor das muriçocas em forma de ventiladores zoadentos. Luares românticos, ineficientes, suores de cólica. Impotência visceral. Apenas fatais e sujos magros heróis de fancaria. Vilões de si mesmos. Fantoches do destino. Profetas da carência de sentido em tudo no carrossel ensandecido. Poetas derrotistas da desesperança. Uma doença antiga, tão antiga quanto presente em todas as épocas da humanidade. A inútil dor alheia que não consome os outros, porém que mata sem pedir a conta dos circunstantes em volta, indecisos, covalentes de chanchada, adiposos asmáticos em turmas pecaminosas. Autores de bombardeios que assassinam crianças. Monstros noturnos que jogam nas mesmas máquinas eletrônicas que espalham a droga nos puteiros e nos salões ilustrados da burguesia subserviente. Valores espumosos das canastras das ruas descalças. Pruridos vãos dos traços cruéis nas superpotências e suas atitudes pecaminosas. Diante de tanto amargor, as traças carcomem os seus filhotes, exemplos de uma raça que se vitima, na fila dos amargurados torpores, hemoptises, flatulências, incólumes, no entanto, sintomas do mal dos milênios. Solidariedade vadia, leviandade doentia, justificativa injusta, toneladas de gastos e os pacientes alarmados batendo palmas ao espetáculo de pão azedo e circo silencioso, que repete a história das almas que se locupletam, os neutrocovardes decantados antigamente, criaturas esdrúxulas e nefastas, alimentadas de lama podre, resistentes aos instintos de conservação e sobrevivência da espécie.

O padre e as duas malas - Doce de Pimenta


Era um ano de copioso inverso. O Bispo havia transferido o padre de uma paróquia para outra. A saída da cidade tinha que ser feita atravessando obrigatoriamente o leito de um rio, que passava ao pé do subúrbio, e nesse dia o rio estava cheio, transbordando.
O padre chega à margem do rio e entrega duas malas ao caboclo, dono de uma balsa de paus flutuantes com que explorava o comercio do transporte de pessoas e de cargas para a outra margem. Entrega as malas e vai dizendo: Seu Zé, preste bem atenção: essa mala aqui é da igreja, ela conduz cousas sagradas: o cálice, a âmbula, as hóstias, as galhetas de vinho, paramentos, opas, quadros e estatuetas de santos, tenha todo cuidado com ela! Essa outra é a mala que leva minhas roupas e meu dinheirinho.
O caboclo lança-se sobre o dorso dos vagalhões das águas barrentas guiando a frágil embarcação. Poucos minutos depois, lá do meio do rio, grita o caboclo: Seu padre, o peso é demais! A balsa vai virar! É preciso empurrar dentro do rio uma das malas, qual é a que eu salvo?
Ao que o Padre, aflito, em desespero, respondeu: Salve a do dinheiro – E o poeta ironizou.
Salve a mala do dinheiro!
Deixe a do santo afogada!
Com dinheiro eu compro santo!
Com santo eu não compro nada!
Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar

Foto do Dia e Previsão do Tempo.

.Acima: Foto da Rua Monsenhor Esmeraldo. Crato- CE


Fonte: Climatempo
Foto: Dihelson Mendonça

Um Milagre ? - Avião cai e todos sobrevivem


POUSO EM RIO

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Cenas incríveis: na primeira imagem, os passageiros esperam por socorro em cima das asas da aeronave. Na segunda, o resgate que salvou todas as vidas (Foto: Reuters)

O Airbus A320 que caiu no rio Hudson, em Nova York, é do mesmo modelo que se chocou contra o prédio da TAM

Nova York. Um jato da US Airways com mais de 150 pessoas a bordo caiu nas gélidas águas do rio Hudson, junto a Manhattan, depois de aparentemente atingir um bando de gansos. As autoridades disseram que todos foram resgatados. Passageiros resgatados disseram que todos sobreviveram à queda, que deixou o Airbus A320 intacto, flutuando. ´Confirmamos que todos saíram´, disse uma porta-voz da Administração Federal de Aviação (FAA). Alguns deles ficaram feridos e foram levados a hospitais de Nova York. A US Airways disse que 150 passageiros e cinco tripulantes estavam a bordo do avião.

Acidente

A FAA disse estar investigando relatos de que o avião teria atingido gansos em revoada ao decolar do aeroporto LaGuardia. Um passageiro contou que ouviu uma espécie de explosão minutos após a decolagem. ´O motor explodiu. Havia fogo por todo lado, e o cheiro era de gás´, afirmou o passageiro Jeff Kolodjay, em um cais no centro de Manhattan. ´As pessoas estavam sangrando em toda parte. Batemos forte na água. Foi assustador´, concluiu.

Alívio

Outro passageiro, Alberto Panero, disse à CNN que aparentemente todos haviam sido resgatados. ´É simplesmente incrível que todos estejam vivos.´ Até que barcos da polícia chegassem, oito balsas e táxis-barco acudiram em socorro dos passageiros, alguns dos quais já usavam coletes salva-vidas e faziam fila sobre as asas semissubmersas do avião. ´Vi o avião vindo muito baixo, mas sob controle, e desceu espalhando água. Quando clareou, ainda estava flutuando de barriga para baixo´, descreveu Alex Whitaker, funcionário da Thomson Reuters que estava numa sala de reuniões no 22º andar do prédio da empresa, na Times Square. ´As portas se abriram e podíamos ver botes salva-vidas e até mesmo ver algumas pessoas se jogando na água´, afirmou ele. O vôo 1549 da US Airways seguia para Charlotte, na Carolina do Norte.

No comando

Segundo a CNN, o piloto Chelsey B. ´Sully´ Sullenberger era o comandante da aeronave. A esposa recebeu uma ligação dele após o acidente, e ele estava tranqüilo. Segundo testemunhas, ele disse aos passageiros que havia perdido força nos motores e que não seria possível retornar ao aeroporto, por isso pousaria no rio. A sobrevivência das 155 pessoas que estavam no vôo 1549 , foi “um milagre”, segundo o governador do Estado, David Peterson. Para ele, o piloto do avião é um herói por ter conseguido pousar na água sem deixar vítimas.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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