xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 06/01/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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06 janeiro 2009

CONFLITO X MASSACRE

O que é um massacre?

Hoje, 07 de janeiro, a maioria dos jornais noticiam que Israel perdeu 07 soldados no “CONFLITO” da faixa de Gaza. Por outro lado, mais de 700 Palestinos foram mortos. Conflito? Então, o que diabo é um massacre?

Saudações Geográficas !
João Ludgero

A CRISE DO CASSINO FINANCEIRO INTERNACIONAL - Por: Bernardo Melgaço


Em 1995 ao discutir com um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE) afirmei num tom firme e profético que o sistema internacional financeiro iria quebrar. E dei um prazo entorno de 10 anos para que isso ocorresse. Em minha tese de doutorado (defendida em 1998 na COPPE/UFRJ) afirmei com autoridade o seguinte: “A competição entre potências econômicas privadas nos espaços dos mercados locais e continentais é o combustível que faz com que o mundo econômico-político-tecnológico gire velozmente. O fluxo de capital circula intensamente na rede formada entre os pólos tecnologicamente mais desenvolvidos e os menos desenvolvidos. Forma-se dessa maneira grandes redes de mercados e grandes mercados em rede. E no interior dessas megaredes abrem-se vários níveis de sub-redes. O fluxo de capital é assim propagado em cascata até a rede de menor valor econômico-tecnológico. A pobreza social, junto com a imigração, caminha no sentido inverso, ou seja, quanto menor for o nível da sub-rede, maior é a sua pobreza social. E maior também é o acúmulo de problemas e deficiências devido ao processo de inchamento dos grandes centros urbanos...Nesse contexto, a idéia de funcionamento da sociedade como um organismo vivo perde sentido e pode ser melhor compreendida através de redes hierarquicamente interligadas. Em outras palavras, não há mais sociedade organizada, mas apenas uma disputa de poder econômico entre mercados e grupos reunidos e organizados em rede hierarquizada. E o Estado acaba ficando refém desse poder, em rede, privado nacional e transnacional. (p.218).

“A criação de novos potenciais de trabalho está vinculada, nas sociedades modernas, à geração de novos empregos. E os novos empregos dependem do investimento de novos fluxos de capital produtivo como força propulsora e impulsionadora. Mas o próprio capital vem assumindo três faces, três identidades: a exploratória (e excludente), a produtiva e a especulativa-corruptiva.
...O capital produtivo oscila, portanto, entre o capital explorador de um lado e o capital especulativo do outro lado. Ali, no meio o capital produtivo se mistura ora com o explorador e ora com o especulativo. As fronteiras são tão invisíveis que somente uma sensibilidade desenvolvida através de uma ética sagrada pode distinguir os limites e suas diferenças sutis. E nessa mistura as infiltrações especulativa e exploradora corroem as bases do trabalho corretamente produtivo. (p.239).

“O capital especulativo ganhou força com a facilidade de comunicação entre os investidores e os mercados financeiros. A tecnologia de informação viabilizou as tomadas de decisões rápidas envolvendo altas somas de dinheiro. Os investidores podem deslocar os seus pacotes de dinheiro sem saírem de suas cadeiras mesmo que o mercado desejado-especulado esteja do outro lado do globo terrestre. A maior mobilidade do capital moderno (“dinheiro informatizado”) em relação à mobilidade do trabalho moderno vem proporcionando ganho fácil em tempo cada vez mais curto com tomadas de decisões operacionalizadas instantaneamente.

Essa “modernidade especulativa” transformou o investimento produtivo numa aposta de um grande jogo global: um verdadeiro cassino financeiro” (p.240). Essa crise está gerando graves problemas de produção, desemprego e vai afetar o Brasil. SILVA, Bernardo Melgaço. A Força do Trabalho Humano e suas Dimensões Ética, Estética e Técnica nas Culturas Moderna e Tradicional. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ. Tese de Doutorado, 1998. Prof. Universitário (engenheiro eletrônico e doutor em engenharia de produção) Bernardo Melgaço da Silva -

bernardomelgaco@hotmail.com

Blog do Crato - A. Morais

Crato foi sempre uma cidade predestinada a servir. No frontispício da coluna da hora, na Praça Francisco Sá, está escrito uma frase que retrata, muito bem, a filosofia de vida da nossa cidade, ali estampada em 1938, pelo então prefeito Alexandre Arraes: Sede bem-vindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade.
Dizer o que foram esses quatro anos do Blog do Crato, é escrever as paginas da comunicação na historia recente do município. De tal modo o Blog do Crato e a cidade conviveram nesses últimos anos que é impossível dissociar o ideal do Blog do processo de desenvolvimento da comunicação da urbe, tal a força com que se impregnou o seu espírito de servir as boas causas. No século retrasado, ainda, em 1865 era no Crato publicado por João Brigido, o primeiro de todos os jornais do interior do nordeste: O ARARIPE.
De fato, o Crato sempre abriu os seus braços para apoiar os filhos da terra e receber os que nasceram em outras terras, com a mesma filosofia de amor e bem querer que é a característica marcante de sua nobre gente.
Todas as iniciativas comandadas no sentido de servir, de construir, de edificar, de realizar, encontram no Crato a ressonância natural de uma cidade que sempre amou o progresso e por isso sempre foi líder e pioneira na nossa região.
Uma cidade assim, com essas características avançadas, de progresso e consciência comunitária, teria que ser a primeira, no cariri, a receber do espírito empreendedor do Dihelson Jose Mendonça de Souza, o João Brigido dos nossos dias, esse aparelho de desenvolvimento de cultura e civilização. Sejamos dignos dos ideais do Dihelson e honremos esses ideais.
Por A. Morais.

Roberto Campos - Por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes

ROBERTO CAMPOS

Mais uma vez, tenho visão oposta a do amigo Armando Rafael no tocante a opinião sobre uma personalidade. Me refiro ao artigo Roberto Campos, o incompreendido, divulgado no Cariricult em 04.01.2009. Com relação ao economista morto, destaco dois aspectos positivos, ambos colhidos em entrevista dada por ele à TV cultura: o “mea culpa” feito em entrevista concedida à tv cultura na qual reconheceu que, ao longo da vida pública, só ter dado importância à Macroeconomia, desprezando a microeconomia que se ocupa das pessoas, famílias e pequenas atividades econômicas. A segunda, a confissão de que tinha mudado sua visão sobre a sociedade. Chegou a estas conclusões, segundo ele próprio, após as campanhas eleitorais quando entrou em contato direto com a população e viu de perto as dificuldades do povo. Se mudou, é porque estava errado. Com efeito, o Sr. Roberto Campos era homem dos grandes negócios, para não dizer negociatas. A mais visível delas foi o Banco União Comercial, criado, presidido e quebrado por ele em 1974. Causou enorme prejuízo ao Brasil, pois o governo assumiu milhões de dólares contraídos por ele no exterior, o Banco Central ficou com a dívida junto aos credores internos e o Banco Itaú ficou com os ativos cobráveis, tornando-se um dos maiores do país. Funcionários aposentados do BC ainda hoje comentam as pressões, perseguições e ameaças que os componentes das comissões de inquéritos foram vítimas para “aliviarem” a responsabilidade do acionista principal, que recorria a suas ligações com altos mandatários da ditadura. O ex-ministro também teve participação em outros “desastres” financeiros, com a mesma estratégia, deixando o “rombo” com a sociedade e tirando o corpo fora.
O Sr. Roberto Campos foi seminarista e saiu não por falta de vocação e sim porque os superiores detectaram ausência de virtudes necessárias a um sacerdote. Deixando o seminário, tentou ingressar no serviço público mas não obteve aprovação nos três concursos públicos a que se submeteu.
Graças ao domínio de idiomas que aprendeu no seminário, ingressou no serviço diplomático, sem concurso, e foi servir em posto nos Estados Unidos, onde tentou o título de Doutor em economia sem conseguir aprovação para sua tese.
Por intermédio da amizade com o Sr. Eugênio Gudin, a quem assessorou, foi introduzido no mundo das finanças e chegou ao gabinete do ministro da fazenda, onde de fato ocupou cargos no segundo escalão. Afirmar que foi o criador do BNDES, Banco Central, BNH é exagerado. Participou do grupo de trabalho que criou o BNDES mas não era nem o chefe da equipe. Quanto aos outros dois, como ministro, assinou a Lei que deram vida aos órgãos, como os demais auxiliares de Castelo Branco. O BC se originou de projeto de Lei do Deputado Ulisses Guimarães, apresentado em 1954. O BNH saiu das idéias de Sandra Cavalcante, seu primeiro presidente. O FGTS, por sua vez, saiu também no governo de Castelo Branco, como moeda de troca pelo fim da estabilidade do emprego após 10 anos na empresa e de outros direitos trabalhistas criados por Getúlio Vargas. A propósito, RC foi autor de um dos maiores arrochos que os funcionários e assalariados já sofreram no Brasil, entre os anos de 1964/1966, substituiu a prática de repor as perdas salariais com a inflação por fórmula cruel que levava em conta a inflação futura, projetada por ele sempre abaixo da realidade.
O papel de Roberto Campos durante o governo de João Goulart mostra bem o seu caráter. Nomeado embaixador nos Estados Unidos com a missão de renegociar a dívida e conseguir novas linhas de crédito, não cumpriu a atribuição e aderiu à conspiração golpista, permanecendo no cargo, usufruindo-se das vantagens. Outro com dimensão maior, discordando do Presidente, pediria demissão. O que ele fez tem outro nome: traição.
Além do mais, existem episódios obscuros que jamais fariam parte da biografia de um cidadão exemplar. Um deles a briga com uma garota de programa enganada por ele, que terminou lhe desferindo facadas. Existe pelo menos mais um caso nesta mesma linha, mas que não consegui dados para confirmação. De resto, o liberalismo que ele pregou durante certo tempo, redundou na crise de 2008 e a expectativa é que suplante a de 1929.
Assim, conhecendo a formação de Armando e sabendo do seu gosto pela história, suponho que, para escrever o artigo, consultou apenas resumos do livro de memórias de Roberto Campos. Afinal, livro de memórias é aquele que a pessoa fala bem dele mesmo.


Por : Joaquim Pinheiro

Assis Marat - Por: Pedro Esmeraldo

Por volta dos anos de 1950 vivia um casal, possuidor de prole numerosa (cerca de 16 filhos), nos arredores do engenho de meu pai, no sítio Pau Seco, neste município. Munido de poucos recursos, trabalhava assiduamente na agricultura a fim de conseguir os meios necessários para sua existência. Como era paupérrimo, às vezes meu pai tinha que contribuir com algum legado para a sobrevivência de seus filhos; abastecia com gêneros alimentícios.
Constantemente, seus filhos eram despertados para procurarem frutos silvestres: como mandacaru, etc, e a caça de pequenos animais como preás e rolinhas que complementavam a alimentação da família.
No período da moagem, no engenho do meu pai, seus filhos faziam pequenos serviços leves que serviriam para amenizar a situação triste e nebulosa dessa família.
Um dia, meu pai querendo ajudar a família, falou em criar um de seus filhos. Em troca daria melhores condições de vida e colocaria em uma escola para aprender a arte da leitura.
O guri não quis estudar, dizia que só desejava aprender as primeiras letras, já que não tinha a menor vocação para arte desse ofício.
Escolheu o mais habilidoso trabalho que era transportar bagaço do engenho para a bagaceira. Chamava-se Francisco de Assis Moreira Justo, era calmo, paciente, maneiroso e com muita destreza no trato dos animais.
Quando trabalhava no engenho os cambiteiros colocaram-no apelido de Assis Marat, nome de um médico e político francês, assassinado durante a Revolução de 1789 (Jean Paul Marat). Não posso compreender ainda no meio dessas pessoas rudes encontraram esse nome francês, talvez seja inventado por eles mesmos.
Era um menino franzino, honesto, com muita dedicação ao trabalho, não admitia roubo e nem tolerava a preguiça. Era vigilante na defesa dos direitos individuais. Não dormia em serviço e tratava o patrimônio alheio com muita dedicação.
Após a morte do meu pai, Assis Marat foi ser leiteiro e caiu no vício da embriaguez. Como era franzino, contraiu um enfraquecimento, adquirindo uma doença pulmonar. Tratou-se mas não se controlou do mal-hábito de beber.
Após a cura da mancha pulmonar, arranjou um emprego de vigilante na Escola Maria Amélia. Cumpria corretamente com sua obrigação até quando, um dia, foi encontrado morto no prédio da referida escola.
Não se sabe da causa mortis desse rapaz, talvez tenha sido causado pelo vício da embriaguez, visto que fora encontrado nas moitas, ao redor da escola, várias garrafas vazias de cachaça, pois, tudo leva a crer que bebia às escondidas.
Assis, como era conhecido, teve um enterro digno e merecido. Muito humilde, todos gostavam dele. Era sincero, calado e não maltratava ninguém. Falava sempre a verdade, não tinha rixa e era fiel cumpridor do seu dever. Sua morte causou consternação e abriu uma lacuna irreparável, já que deixou de ajudar aos amigos com sua parcela de trabalho e prestação de serviços.

Apoio: Firenze Cosméticos
Rua Doutor João Pessoa, 401
Crato: (88) 3521.7072
ACIMBEL

OBS.: Portagem a pedido de seu autor, com permissão do responsável pelo "blog".

Teu perfume - Por Nijair Pinto


Clique na foto e leia a poesia.

Grato!

As Claras - Bá Freire
Música brasileira para brasileiros gringos

por Marcos Leonel



Um disco repleto de brasilidade e muito sentimento musical é o que você encontra em “Às Claras”, terceiro disco de Ba Freyre, esse paraibano de coração caririense e voz internacional. Dono de harmonias sofisticadas e melodias que extrapolam em sensibilidade, Ba reaparece em disco com a maturidade própria de quem está há muito tempo na estrada.

Ba tem uma ligação muito forte com o Cariri. Aqui ele fez parte da grande banda “Ases do Ritmo”, com uma formação inesquecível: Cleivan Paiva, Hugo Linard, Demontie de Lamone, Neno Batera, Fanca, Jairo Starkey e Bill Soares, que depois faria parte do “Papa Poluição”, lendária banda de rock-rural. Depois Ba liderou um dos grupos mais promissores da música nordestina daquele período: “Aves de Arribação”, participando com destaque em vários festivais.

O grupo contava então com essa formação: Ba Freyre; Cleivan Paiva; Izanio Santos, que também fez parte do “Ases do Ritmo”,; Demontier de Lamone; e Tapioca (Audizio Gomes), também conhecido como Audizinho, que também fez parte dos Ases do Ritmo e do grupo “Nessa Hora”, que acompanhava Abidoral Jamacaru.Depois de conseguir ganhar prestígio no meio artístico de São Paulo, o grupo acabou se desfazendo e cada um seguiu seu caminho artístico.

Ba lançou seu primeiro disco, “Nação Cariri”, depois de desenvolver uma sólida carreira de shows e parcerias importantes em São Paulo, como Tom Zé e Zeca Bahia. Como todos de sua geração, sofreu na pele a imensa dificuldade para lançar o trabalho em vinil, pois o mercado era extremamente fechado e os custos eram exorbitantes. Mesmo assim lançou esse disco com composições com o seu parceiro maior Rosemberg Cariry.

Depois de muitas andanças Ba viaja para Israel e lá consegue se destacar em diversos festivais de jazz, devido à sua forte formação musical brasileira. Lá ele formou sua banda e fez carreira reconhecida nacionalmente naquele país e lançou seu segundo disco, sendo esse ao vivo. Já com um nome feito e uma reputação de cantor e compositor de latin jazz, Ba Freyre desenvolveu sua carreira pela Europa, participando de vários festivais, chegando a abrir um show de Gal Costa.

“Às Claras” é uma espécie de balanço geral de todas essas experiências. É um disco que tem bossa, samba, xote, bolero, funk e baladas, além da étnica “Bahia Lugar de Amor”, faixa que fecha o disco, apontando para uma mistura de ritmos e culturas. Todas as faixas do disco respiram, inspiram e transpiram a brasilidade musical de Ba Freyre, formado na escola nordestina de Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal, bem como no delírio harmônico da bossa-nova. O disco conta com o apoio dos músicos Ítalo Almeida, teclados e arranjos; Cainã Cavalcante, violões, guitarras, cavaquinhos e violas; e Miguéias de Sousa, baixo.

Os destaques vão para as faixas “Acender”, um sambossa de harmonia elegante e melodia sofisticada; “O canto da volta”, um baião irresistível, cheio de manhas e malandragens de quem conhece esse ritmo com identidade legítima; “Toma lá dá cá”, um sambafunk com groove classudo, cheio de grife brasileira; “Deusa do Oriente”, uma pegada étnica com swuingue policultural, com ecos da África e de Cuba; “Céu da boca”, uma parceria minha e dele, nascida na mansidão do Parque Ibirapuera, de São Paulo, em uma tarde inesquecível: pelas cores, pelos brilhos, pela viagem, e pela amizade selada em grande harmonia.

“Flor da Magia” é uma faixa que merece destaque especial, pela sua harmonia e pela sua melodia, além da interpretação inspirada de Ba Freyre. A letra é de Zeca Bahia, autor de várias músicas inesquecíveis, como “Porto Solidão”. O tratamento acústico dado a essa composição faz dela uma das grandes canções de 2008. Essa é uma grande composição, rara em nosso cenário atual e que confirma o talento nato de compositor desse paraibano de Souza. Além de todo esse talento indiscutível, Ba é um músico extremamente moderno e um cantor de mão-cheia, com uma afinação perfeita e um timbre de voz que recebeu com agrado a generosidade do tempo. É com uma satisfação imensa que eu digo: que bom rever você meu amigo!

Ano Novo: Novas ou Velhas Esperanças? Por Luiz Cláudio Brito de Lima


Mais um ano se foi, foram exatamente 365 dias vividos, um após o outro, em cada noite repousada, aspirava-se uma manhã melhor, em cada sonho lembrado, um sentimento de que esse iria realizar-se, em cada dificuldade vencida, a certeza que outras estariam por vir.

Cada um de nós vivenciou momentos mágicos, eternos, decepções, fraquezas, desilusões, vitórias, buscou-se o impossível, e por via oblíqua alcançou-se o necessário, pensou-se em acumular riquezas, foi possível, com muito sacrifício, manter o que já se tinha (pouco ou não); sonhamos com um corpo novo, formas delineadas, “doce” engano, acabamos por ganhar “mais corpo”; encontramos pessoas, algumas desejamos, outras não mais encontramos, já não estavam mais entre nós; reencontramos a família, novas emoções, velhas rixas, os mesmos motivos, os mesmos sentimentos, as mesmas vaidades, nova esperança.

O queimar dos fogos na passagem do ano surge como a destruição e negação a tudo de ruim que passou; os gritos de felicidades e saudações ao ano que inicia representa o sentimento intrínseco em tentar mudanças para essa nova jornada, é como se pretendêssemos dizer: “transforma sua vida...”; o estalar das taças de “champagne” soa como o sino que nos avisa que algo vai acontecer; os abraços distribuídos simbolizam a inaptidão à solidão; a embriaguez de alguns é sinônimo de fracasso vivido, do amor não correspondido, ou ainda de comportamento inadequado; as lagrimas derramadas assemelham-se ao pedido de perdão, ao compromisso de não mais magoar, ou magoar-se.

Todavia o balanço do ano, tal qual faz uma grande empresa, mostra-se fundamental para aferirmos se nos comportamos de forma satisfatória durante os dias pretéritos, se vale à pena tentar vivenciar tudo novamente, ou se devemos olvidar o que nos causou sofrimento, o medo será uma companhia constante, a esperança uma aliada que por vezes se afastará, e somente retornará se a buscarmos, a fé um detalhe que representará a impulsão para viver, porém, da mesma forma que sabemos que o dia e a noite, o sol e a lua, a chuva e seca, a vida e a morte estarão sempre presente, também somos capazes de entender que as mudanças para uma vida feliz e conseqüentemente dias melhores, encontram-se nas mãos de cada um, a direção a seguir é individual, o livre arbítrio centra-se no coração de cada ser, pois o caminho escolhido de forma sábia hoje, resultará em um porto calmo e cheio de felicidade, afinal é como diz o adágio popular: “o que se colhe hoje nada mais é que o semeado ontem”. Feliz ano novo a todos, que a colheita no final de 2009 seja de paz, saúde, fé, e muita felicidade.Por Luiz Cláudio Brito de Lima.

Confirmada a entrevista com o Prefeito Samuel Araripe para as 19:00

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Comunicamos que recebemos por parte da acessoria do Sr. Prefeito Samuel Araripe a confirmação de que o mesmo comparecerá à entrevista marcada para hoje, promovida pelo Blog do Crato, em que tratará do novo direcionamento da sua administração para os próximos 4 anos de governo. Afirma ainda que estará pronto para responder a quaisquer perguntas dos internautas, formuladas e enviadas para nosso e-mail. Portanto, confirmado para hoje, dia 06 de Janeiro às 19:00.

O conteúdo na íntegra da entrevista será publicado posteriormente aqui no Blog do Crato para toda a população ter acesso. ( possivelmente no dia seguinte devido à parte do vídeo ).

Temas a serem abordados:

- As prioridades para primeiro ano do segundo mandato
- O que mudou no Secretariado
- O Saneamento e o tratamento do Lixo da cidade
- As reformas das praças ( Siqueira Campos e outras )
- O resto do asfaltamento e calçamento do Crato.
- Esclarecimentos acerca da qualidade da água do Crato
- Esclarecimentos acerca da Educação - Como a Universidade foi parar em Juazeiro
- Transporte Público para os bairros e distritos
- etc, etc...

Contamos com a sua participação enviando seus questionamentos para:

blogdocrato@hotmail.com

Dihelson Mendonça
Administração do Blog do Crato

MATEMATICANDO.COM Dr Valdetário.

Os Pneus.

O meu amigo Dihelson Mendonça, necessitando descansar por uns dias, resolveu fazer um retiro e se refugiar em um sítio de um amigo que fica a uma distância de 180 Km do Crato. Obviamente que o Dihelson não conseguiria passar tanto tempo sem gerenciar o Blog do Crato e assim foi obrigado a levar consigo os Computadores, o Studio, Sequenciadores, Central de Armazenamento de Dados, Câmeras, Sistema de Backup, quilômetros de cabos que interligam essa parafernália toda que juntos nos dão o prazer de navegar no Nosso Blog e ainda curtir a Rádio Chapada do Araripe. O Blog do Crato não viveria sem o Dihelson e nem tão pouco este viveria sem o Blog do Crato. Por conta dessa irmandade siamesa às vezes as coisas se complicam. Acontece que embora o sítio não ficasse muito distante havia um grande fator de dificuldade para se chegar lá, a estrada. A estrada para se chegar a tal sítio era uma vereda muito ruim, com muita pedra, toco e buracos que faziam com que cada pneu da sua Hilux 2009 só suportasse rodar por 120 Km, nada mais do que isso. A bagagem já era muito grande e o Dihelson precisou economizar espaço no seu carro. A pergunta é: Qual a quantidade mínima de pneus que o Dihelson teve que levar como suporte e qual foi a estratégia dele para chegar ao sítio? Fico no aguardo das respostas. Um grande abraço e Feliz 2009 para todos. Valdetário.

Tradição Popular - Dia de Reis é festejado por brincantes no Cariri


Tradição Popular

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Grupos de Reisado se apresentam pelas ruas na Região do Cariri. Cultura popular é mantida mesmo com o problema da violência nas ruas (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)

Tradição é mantida em vários bairros dos municípios do Cariri. Em 2010, espetáculo poderá reunir grupos cabaçais

Juazeiro do Norte. Brincantes e guerreiros. Homens, mulheres e crianças do povo se vestem de reis e rainhas, para lembrar o momento de reverência ao Menino Jesus. É Dia de Reis. No Cariri a tradição é festejada em vários municípios. Em alguns deles, guetos se formam. Mostram organização de uma festa ancestral entre as camadas populares. Em outros, a emblemática realidade social de grupos que sofrem um processo de descaracterização contínua, mas resistem.

Em Juazeiro do Norte, no bairro João Cabral, estão presentes grande parte dos grupos de reisado. Logo cedo, as ruas do bairro e a praça principal reúnem os brincantes. Mas há também o temor da comunidade em relação à violência entre grupos. Isso pode ser ouvido até das próprias crianças, que temem sair às ruas ao som das bandinhas cabaçais. Ano passado, um dos grupos mais tradicionais, o de Mestre Antônio, foi expulso das ruas a pedradas.

O artista Carlos Gomide, da Associação dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, alerta para a constante descaracterização dos grupos e da sua disposição em contribuir para o reavivamento desses quilombos. “Afinal de contas é um grande espetáculo. Juazeiro pode centralizar um dos grandes espetáculos no Dia de Reis, com todos os grupos presentes. Isso reunindo todas as características dramáticas e da musicalidade que um Reisado pode oferecer, com todas as suas cenas”, diz ele.

O artista lamenta os constantes momentos vivenciados pela violência. Em 2007, houve tiroteio, depois pedradas e ele ressalta que este ano o clima não é muito favorável, isso alertando também os aparatos de segurança. “É uma realidade cruel por conta da atual condição social e econômica que passa o povo, a questão dos problemas familiares. Isso acaba indo para as ruas”, explica.

Enquanto ele sonha com o grande espetáculo que pode acontecer no próximo ano, nas Timbaúbas, a festa Dia de Reis continua nas ruas, em clima pacífico. No Crato, a Secretaria de Cultura, por meio da Fundação Elói Teles, organiza o cortejo dos grupos de tradição popular pelas principais ruas da cidade, no fim da tarde. A Praça da Sé e a Rffsa serão os locais de encontro dos grupos.

Segundo a Secretaria de Cultura do Crato, foram enviados convites a todos os grupos de tradição, para o encontro no Centro Cultural do Araripe às 18 horas, percorrendo as ruas do Centro até a Catedral.

Em Potengi, Mestre Luiz, líder e brincante do Reisado do Sassaré, realiza o tradicional Dia de Reis. O Reisado do Sassaré resiste há mais de 60 anos e é um dos raros grupos de brincantes que fazem uso de máscaras, reisado de caretas como é conhecido na tradição.

Fortalecimento
Esse ano, o Mestre Luiz ganha o apoio do Departamento de Cultura da Prefeitura, por meio do Secretário de Cultura do Município, Jefferson Luiz (Bob), por ser integrante da Banda Ferreiros e amigo pessoal do Mestre. Conforme Jefferson Luiz, a intenção é fortalecer o Reisado em Potengi, enquanto expressão de resistência da cultura popular da terra dos ferreiros. O Dia de Reis será comemorado na Capela do Sítio Sassaré, às 17h.

Segundo o folclorista Cacá Araújo, as tradicionais festas do catolicismo popular têm suas origens nas festividades pagãs da antigüidade. Ele afirma que a “Tiração de Reis”, pelos Reisados do Cariri cearense ou a Folia de Reis em diversas outras regiões brasileiras, são realizadas no período de 25 de dezembro a 6 de janeiro. “Sua origem primária está na Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios”.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

ENQUETE
Por que é importante comemorar Dia de Reis?

Aline Ribeiro,
12 ANOS
Estudante
"É um momento de fé. Vamos para a Associação dos Artistas da Terra da Mãe de Deus onde os grupos brincam".

Carlos Gomide
Artista

"É importante se fazer um reavivamento desses grupos. Nesse momento a gente lembra dos grupos".

João José de Sousa
78 ANOS
Aposentado
"Acho bonita a manifestação dos brincantes. É muito divertido, além de lembrar da visita dos Reis ao menino Jesus".

Mais informações:
Secretaria de Cultura
Centro Cultural do Araripe, S/N
Crato - Centro
(88) 3523.2365
www.crato.ce.gov.br

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Qual o Papel de um Vice-Prefeito ? - Discurso de Posse do Vice Raimundo Filho

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"Srs. e Sras.

O que se dá aqui hoje não é somente uma solenidade de posse dos novos gestores que construirão o futuro da nossa cidade nos próximos quatro anos. Na realidade aqui se dá um importante passo na concretização de um sonho, que, muito embora meu, compartilho com toda a população do nosso amado Crato. É o sonho de poder servir à nossa comunidade doando a nossa colaboração também na construção de uma terra com muito mais qualidade de vida. Assim como o meu inesquecível pai que sempre deu o melhor de si para melhores dias de seu povo. Aqui, em praça publica, neste momento solene, erguemos as bandeiras históricas de lutas em prol do povo Cratense, na busca de maior dignificação .

Nesse propósito entendemos que a nossa condição de vice, e ser exercente de um cargo de suplência na liderança dos destinos políticos desta terra. Desta maneira, embora tenhamos convicções e desejos de servir, somos já maduro o suficiente para entendermos os limites das nossas atribuições, sem ingerirmos naquelas exclusivas do Chefe do Poder Executivo. Pelo contrário. O que nos levou a unir forças com Samuel Araripe foi antes de tudo o reconhecimento pelo trabalho valoroso de recuperação não somente física, mas também da estima da nossa cidade e de seu povo; foi a admiração pela incansável capacidade que o mesmo possui de trabalhar e buscar melhorias em todas as áreas da administração pública Municipal.

A serenidade com que aceita desafios e encara as críticas, tantas delas injustas, que lhe são feitas. Por isso, ao contrário de tantos vices que já tivemos na história local, nosso projeto é trabalhar em conjunto, na qualidade de colaboradores da administração, com o propósito de somar às ações em prol da comunidade. Antes de tudo, na esperança de adquirir experiências e maturidade para podermos ainda mais servir, no futuro, a nossa terra.

Tudo isso, sabedores que somos das dificuldades e desafios que envolvem o exercício de qualquer cargo público. E, na superação desse desafio, também sabemos o quanto é essencial o apoio e a compreensão da família. Desde já agradeço aos meus filhos e minha esposa, por todos os sacrifícios que já fizeram e ainda farão em prol desse meu sonho de servir a minha gente. Não somente na renúncia ao convívio familiar, tão raro para os homens públicos, quanto na paciência e no incansável apoio com que tratam e compartilham com minhas causas. A Daniela, Gabriela e Raimundo Neto, todo o meu amor e gratidão.

A todos os correligionários que nos apoiaram ao longo da cansativa campanha que se encerra hoje com a posse dos eleitos, quero agradecer-lhes e dizer que tenho ciência de que tudo o que conquistamos somente foi possível graças a vocês, que souberam conduzir com dignidade e ética a nossa campanha, apesar de tantos e injustos ataques que sofremos.

Ao povo do Crato, nosso reconhecimento por haver compreendido a mensagem da campanha, votando por consciência, ao mesmo tempo que rejeitando o velho vício da compra de votos que tanto já denegriu a imagem de nossos políticos. Junto com o meu povo compartilho as melhores esperanças com relação ao segundo governo de Samuel Araripe, tendo a convicção honesta de que será capaz de vencer os tantos desafios que ainda se apresentam.

Aos vereadores recém empossados e ao Presidente da Câmara Municipal...... meus votos de que possam representar com dignidade os anseios mais legítimos do povo Cratense e assim dar também sua colaboração na construção da cidade que sonhamos. Aos Secretários Municipais, meu desejo de que possam ter a sensibilidade necessária para compreender as carências da comunidade e a sabedoria indispensável para poderem investir com coerência, os escassos recursos destinados aos diversos serviços públicos prestados pelo Município. Aos amigos de todas as horas, meu incansável agradecimento por todas as vezes que nos apoiaram nas dificuldades, nos aplaudiram nas alegrias. Se somos o que somos e se pretendemos continuar nossas conquistas, a vocês dedicamos todas elas.

Que Deus e Nossa Senhora da Penha abençoe a todos nós neste ano que se inicia."


Raimundo Filho - Vice-Prefeito eleito do Crato

Concha - por: Claude Bloc

Algumas vezes custava-lhe muito sair da concha. Sentia que assim seria possível preservar momentos, lembranças... Era aí que se punha a escrever. Sentia ainda aquele cheiro abstrato de letras e palavras pingando-lhe pelo papel à sua frente. Escrevia, então, frementemente tentando se lembrar de detalhes perdidos ou esquecidos. E vinham-lhe versos inteiros ou ainda frases entrecortadas, quase sempre sem rima, sem lógica, mas sabia que era tudo a mais pura expressão de seus sentimentos. – Como posso escrever desta maneira? – pensa tentando delinear algo coerente em seus escritos.

Tenta mais uma vez, esforça-se, esboça ansiedade, impacienta-se... Finalmente uma quietude inesperada toma-a e toca-a em plena imaginação poética. Abstém-se por um instante de prosseguir. Suspende a mão que repousava sobre o papel. Levanta a vista lentamente ainda divagando e pousa o olhar sobre o relógio de parede. –Três horas! E nem percebi o tempo passar !

Sua cama está coberta de papéis, algumas fotos e na mão ainda segura um lápis, o mensageiro de sua alma. Dirige-se à janela. Passara o dia todo sem olhar para fora. Incrível como os elementos noturnos provocavam-lhe reações intensas. Sentenciara inúmeras vezes que não mais se deixaria tocar pela magia da lua... nem mesmo se emocionaria com o som das estrelas... mas capitulara! Era impossível! Tudo lá fora era poesia e ela ali mal conseguia esboçar palavras.

Mergulhara em si mesma tão profundamente que só encontrara agora as insalubres mazelas de outrora e o ranço de injustiças e conflitos que ainda lhe doíam. Talvez por falta de hábito, deixara à margem de sua vida a própria liberdade. Esquecera-se de viver, ignorando seus desejos, a força da paixão. Deixara-se influenciar por uma razão arbitrária e estreita como a se eximir de uma culpa que não tinha.

E, sem nenhuma pressa, volta-se para aquele espaço onde sorrira e chorara tantas vezes. Seu quarto finamente se tornara o provedor de suas reflexões... Ainda não conseguira libertar-se de sua fase noturna, de suas contemplações estratosféricas, da ação interna de sua alma sob a qual sucumbiam anseios, pensamentos dobrando-se sobre si mesmos. Não se sentia infeliz. Não era isto!

Tinha, portanto, a consciência de que a ansiedade tendia a limitar sua sensibilidade, sua capacidade de sentir as alegrias que se prenunciavam. Detinha-se indefinidamente em entregar seus sonhos ao deslumbramento de um tempo passado. Sonhos capazes de expor as nervuras de todos os sentimentos que a levavam a esse delírio que as noites lhe traziam.

O telefone não tocara. Esperara mais uma vez a luz dormir em seus olhos entre o vento marinho e o sopro da saudade. A noite amanhecia transbordante de energia poética. Seu pensamento recolhia aquele fragmento de eternidade traduzindo-o em sua alma. Ia dormir então vencida por Morfeu. No mais, ia seguir vivendo.

Texto por Claude Bloc

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