27 dezembro 2009

Vem ao Crato? "Funk na rua e na escola - Garotada dança, bebe, usa drogas e transa em Escola de São Paulo"


DROGAS, BEBIDA, SEXO e FUNK DE RUA com Adolescentes - A Nova Cara do Brasil

Por Favor, Leiam esse Texto enquanto há tempo...

Nota do Editor: É triste, mas é verdade! É só uma questão de pouco tempo, e veremos aqui em Crato e nas pequenas cidades do Brasil, o absurdo que você vai ler algumas linhas abaixo. Em mais de 43 anos de idade, eu pude perceber que as coisas sempre pioraram no Brasil em termos de Educação geral do povo. A dura realidade das cidades brasileiras é que grande parte da nossa juventude já está perdida pela falta de educação que deveria começar em casa, com os Pais, mas isso não existe, porque os Pais também não receberam qualquer forma de educação. Os filhos logo se voltam para o mundo das drogas, da criminalidade, do Álcool e das banalidades como o Forró Eletrônico e o Funk de Rua ( foto ao lado ), como se fosse uma coisa absolutamente normal, ao invés de buscarem a Educação e Cultura. Leia essa matéria aterradora do que já é a realidade nos grandes centros, mas já acontece nas pequenas cidades do Brasil também. Aqui no Crato, em certas escolas, as crianças e adolescentes chegam a exigir dos professores que se liguem o som de Funk de Rua para eles curtirem. Só que o que vem com o Funk de Rua, a começar pela filosofia pregada nas letras... Drogas, Álcool e Morte! ( por: Dihelson Mendonça ).

Título Original: Funk na rua e na escola

Drogas, bebidas, sexo, pouca roupa, funk e uma garotada carente. Essa é a fórmula explosiva do baile funk realizado há seis meses nas madrugadas de sábado em frente à Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Isabel Vieira Ferreira, no Parque da Primavera, na Zona Sul da Capital. Quando o pancadão (apelido da festa) começa, os pátios da escola também entram na dança. Segundo líderes comunitários do bairro, o evento é organizado pelos traficantes das favelas da região - responsáveis por dar o sinal verde para o início do baile.

O colégio, que é chamado pelos funkeiros de transódromo, fica na Rua Orquídeas (veja o mapa), uma das vias onde ocorre a o baile. A outra é a Rua Bento José Borba. Os dois quarteirões são tomados por quase três mil jovens e crianças. As polícias Civil e Militar não conseguem acabar com a festa. A Subprefeitura da Cidade Ademar se isenta de responsabilidade e afirma que o caso é policial.

De acordo com moradores e líderes comunitários, o pancadão é organizado pelos traficantes das várias favelas da região e, justamente por isso, é difícil chegar aos organizadores. O lucro com a balada viria de duas fontes: da venda da cocaína e maconha para os jovens e do 'pedágio' que os traficantes cobram das dezenas de camelôs que vendem bebidas alcoólicas para a garotada. Cada ambulante paga de R$ 15 a R$ 20.

'É injusto, mas se não paga, não fica', diz um dos vendedores. 'Hoje, eles nem vieram buscar o dinheiro, mas é porque estão na moita já que a polícia esteve aqui antes da festa.' Parte das drogas seria trazida pelas centenas de motos que circulam no pancadão. 'A gente até evita olhar o que os motoqueiros estão fazendo, mas coisa boa com certeza não é', ressalta uma vizinha.

As festas começam pouco antes da meia-noite de sexta-feira e só terminam por volta das 6h do sábado. Na semana passada, a PM até tentou impedir o baile, mas depois que as quatro viaturas que vigiavam o local foram embora, a festa começou. A equipe de reportagem do JT participou do pancadão durante duas semanas, passando-se por funkeiros e entrando várias vezes na escola durante as madrugadas.

O baile sempre começa da mesma forma. O motorista de um carro com som potente estaciona em algum ponto das duas ruas, abre o porta-malas e liga o funk no último volume. Chegam as cachorras (as meninas da festa), na grande maioria menores de idade, e começam a dançar. Na semana retrasada, quem iniciou a festa foi Amanda, 13 anos, de shortinho apertado e miniblusa. 'Quanto mais a gente faz o 'créu' (música e coreografia funk), mas deixamos os meninos loucos', diz Patrícia, de 15, saia preta rodada curtíssima. A cada abaixada sensual, ela deixa a calcinha preta à mostra. Em uma mão, a maconha, na outra, uma lata de cerveja, que é repartida com outras três colegas.

Em 45 minutos, elas tomam 10 latinhas da bebida, que misturam com goles de batida, vodca e vinho, fornecida pelos colegas. Pouco à frente um casal, a menina de shorts branco transparente, simula um ato sexual enquanto dança. Outro grupo de garotas ocupa o portão da Emef e faz um 'trenzinho'. Aos poucos, outros carros, que vão de modelos caindo aos pedaços a novos, também estacionam nas ruas com som alto. A essa altura os vizinhos já colocaram cadeiras nos quintais para esperar o dia clarear. É impossível dormir.

'Ninguém é louco de reclamar, mesmo que a gente veja essa garotada se matando de tanta droga e transando com todo mundo. Mas o que me revolta mais é a escola compactuar com isso e deixar o portão aberto', diz uma moradora.

A escola, onde estudam 1,6 mil alunos, ganha papel de destaque à medida que a balada funk esquenta. Os pátios, que ficam às escuras, lotam. Além dos namoros apimentados, adolescentes e crianças ocupam a área para usar drogas, como eles mesmo dizem, 'no sossego'.

'A farinha (cocaína) é mais sossegada aqui', diz um garoto der 11 anos completamente fora de si. A garotada senta na mureta da escola para enrolar cigarros de maconha.Uma turma mais animada sobe no telhado do colégio. Outros invadem os muros, bêbados. A aposta dos que estão do lado de fora é acertar quem vai se espatifar no chão.

Outra finalidade da escola é servir como banheiro. Sem cerimônia, a galera (tanto moças como rapazes) faz xixi por todos os cantos. Grupos inteiros urinam juntos. É tanta urina que quando o dia amanhece, ela ainda escorre pela calçada.

Minientrevista com Marcos Antonio Gonçalves Gabriel, diretor da Emef Isabel Vieira Ferreira

O senhor tem conhecimento da utilização da escola durante os bailes funks para o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, sexo e banheiro improvisado?

Não. Não sabia. Estou sabendo dessas coisas por você.

Mas da realização do baile funk o senhor sabia?

Não posso mentir que não sei da existência do baile funk porque os funcionários que moram no bairro comentam e as alunas do colégio também. Mas não moro aqui na região e assim que terminam as aulas vou embora. O baile acontece bem mais tarde, bem depois que as aulas acabam.

Mas o senhor nunca percebeu um volume de sujeira na escola acima da média na segunda-feira? A Emef é usada como banheiro durante toda a festa. Ninguém nunca reclamou do mau cheiro?

Não. A sujeira que tem na escola é a normal, que foi deixada pelas pessoas que usam a nossa quadra nos finais de semana. Existem pessoas que limpam a escola e nunca reclamaram disso. Na segunda-feira de manhã é o único dia que não estou aqui, mas tem assistente na escola e eu nunca recebi qualquer reclamação sobre isso.

Por que o portão da escola fica aberto na noite de sexta-feira?

Porque se deixá-lo fechado, eles arrebentam tudo. A escola fica aberta nos finais de semana para a comunidade, que é carente, usar a quadra. E olha que a nossa quadra é bem simplesinha, porém é muito utilizada. Nós não temos como fechar o portão.

Moradores dizem que o senhor é pressionado pelo tráfico para deixar o colégio aberto durante o baile. É verdade?

Não. Nunca sofri qualquer tipo de pressão nesse sentido. Apesar de a escola estar em um lugar complicado, temos um ótimo relacionamento com toda a comunidade.

O senhor não fica preocupado com essa utilização dos pátios do colégio durante o baile funk?

Pelo que você está me falando é preocupante. Mas a minha preocupação seria muito maior se os alunos estivessem usando drogas. Mas se isso acontece na hora do baile e ai eu não tenho como saber. Seria grave se isso acontecesse em horário de aula, o que não acontece. É preciso deixar claro que no funcionamento da Emef nada disso acontece.

O senhor pretende tomar alguma providência?

Vou conversar com os meus superiores. Mas não vejo o que posso fazer. Isso é um problema maior, social, que foge da escola.

Por: MARICI CAPITELLI, marici.capitelli@grupoestado.com.br
Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.
Matéria publicada no Site Nossa São Paulo: http://www.nossasaopaulo.org.br
Fotos meramente Ilustrativas.

NE - Quanto tempo nossa juventude sadia ainda terá? Até quando os homens do poder não farão NADA, nenhum programa REAL para afastar nossas crianças desses perigos ? Até quando a mídia será cúmplice de todas essas coisas, no momento em que exalta a prostituição, o Alcoolismo, as Banalidades nas letras de bandas de Forró e do Funk de Rua ?


Termino aqui com um texto para reflexão, Bíblico, que bem reflete os dias de hoje, como os Últimos Tempos:

"Que ninguém vos engane de forma alguma. Há de vir, antes, a apostasia, há de manifestar-se o homem ímpio, o ser perdido, o adversário, que se levanta contra tudo o que tenha o nome de Deus, ou seja objeto de culto, chegando ao ponto de sentar-se ele próprio no santuário de Deus, ostentando-se como se fôra Deus." Tess, 2, 3-4.


2 comentários:

  1. Essa reportagem é do Estadão de 2008. Após a matéria, consegui localizar o desfecho na internet:

    Prefeito KASSAB determinou fechamento imediato da Escola:

    A reportagem repercutiu tanto que o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) vistoriou a escola nesta sexta-feira e determinou o fechamento imediato da quadra esportiva durante a noite. O Limão quer saber: o que mais te surpreende nessa história? Jovens consumindo drogas e fazendo sexo dentro de uma escola ou a falta de fiscalização constante das autoridades?

    UM DIA DEPOIS, BLITZ IMPEDE O BAILE

    A Polícia Militar fez uma blitz na madrugada deste sábado, 15, na zona sul de São Paulo, para impedir a realização de bailes funk, após reportagem do Jornal da Tarde denunciar que um "pancadão" funcionava em frente à Escola municipal de educação infantil no Jardim Primavera. Leia a repercussão do caso aqui.


    Limão.com.br - 19h00, Sexta-feira, 14 de março de 2008

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  2. "Qualquer pessoa que deseja lançar filhos no mundo de hoje, é antes de tudo, um Criminoso: Miséria, Alienação e Desamor ao Próximo."

    Com a cumplicidade das nossas autoridades, que nada fazem para reverter o quadro.

    Dihelson Mendonça

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