16 dezembro 2009

Chile torna-se o 2º país da América Latina na OCDE - Postado por Océlio Teixeira

O Chile tornou-se o segundo país da América Latina a integrar a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O México fora o primeiro. A admissão foi anunciada nesta terça (15), em Paris. E será formalizada em 11 de janeiro, em Santiago. Fundada em 1961, a OCDE congrega 30 dos países mais ricos do mundo. O Chile de Michelle Bachelet entra no clube como o 31º membro. Significa dizer que, aos olhos da entidade, o Chile adota práticas saudáveis na economia, no combate à corrupção e na proteção ao meio ambiente. A novidade chega no mesmo dia em que o Senado brasileiro aprovou, em votação apertada, o ingresso da Venezuela de Hugo Chávez no Mercosul.

Por todas as razões –políticas e econômicas— faria mais sentido atrair os chilenos para o bloco. Mas o Chile, embora assediado, parece estar em outra. O ingresso do Chile na OCDE foi festejado pelo secretário-geral da organização, Angel Gurría. Ele disse que a entidade trabalha para tornar-se mais pluralista e global. Acha que os desafios globais impõem a países ricos e emergentes um trabalho conjunto. Afirmou que a OCDE continuará desenvolvendo esforços para se achegar à América Latina, “em particular do Brasil”. O Brasil foi incluído na lista de países com os quais a OCDE desejava ampliar a cooperação em 2007, junto com o Chile. O Itamaraty negocia. Mas, diferentemente do que ocorreu com o Chile, o Brasil não demonstra interesse em virar um membro efetivo da organização. O governo brasileiro tem outras prioridades. Reforçar as relações com Hugo Chávez, por exemplo.

- Serviço: O ingresso do Chile na OCDE foi noticiado no sítio da OCDE. Há três textos. Nenhum, infelizmente, em português. Só inglês, espanhol ou francês.

Fonte: Blog do Josias de Souza
Foto: Lula Marques/Folha
Postagem: Océlio Teixeira

10 comentários:

  1. Caro professor Océlio,

    Motivado por sua postagem, me senti provocado a fazer uma pequena e desprenteciosa reflexão.

    A cada dia que passa, mais e mais percebemos um constatação. O que realmente sempre moveu todos os povos e nações do mundo:Interesse comercial e o poder da monetário.

    Desde os primordios da civilização, o homem vem pautando seus movimentos e ações na direção da vantagem econômica; invasões, guerras e subjugos, sempre estiveram a serviço das cifras.

    Hoje acompanhamos organismos com o carater de harmonizar os povos do mundo, como a ONU, OEA, enfim; perderem espaços importantes no âmbito da interlocução entre os países do globo, para os poderosos da OMC, OCDE e até para os menos poderosos, como o Mercosul. É isso!

    Não que o desenvolvimento econõmico seja algo nocivo, não, de forma nenhuma, entretanto, quando esse mesmo desenvolvimento passa a cobrar preços exorbitantes e principalmente trazer o desconforto, a miséria e a infelicidade de muitos, a luz de alerta começa a acender.
    Parabéns pela postagem.

    Abraços,

    Severo

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  2. Océlio:

    1 - O Chile está no rumo certo. E se Piñera vencer no 2º turno aquela nação sul-americana vai consolidar sua democracia;

    2 - O Mercosul, após a admissão da Venezuela - e anote o que lhe digo agora - tornou-se um organismo sem futuro. Só vai servir de palanque político para o louco do Chávez. O Chile tem, pois, plena razão para não perder tempo com o Mercosul;

    3 - O PIB do Chile é apenas do tamanho do Estado do Rio de Janeiro e é um país que vem dando certo. Já o Brasil com todas as características de potência está a reboque de Chávez; nossa política externa (ditada por Marco Aurélio Garcia) pode ser comparada com a de uma nação das mais atrasadas da África.

    4 - E se Lula conseguir eleger Dilma no próximo ano tudo vai continuar como a cantiga da perua: de pior a pior...ô pais sem sorte este nosso sofrido Brasil.

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  3. Os senadores tucano/demos que criticam a Venezuela e sua entrada no Mercosul não dão um pio sobre as relações econômicas com a China. Não pedem restrições, embargos e similares.
    Ou seja, politizam as relações comerciais por causa do presidente da Venezuela ser de esquerda.
    Esquecem que ele deixará de ser presidente. Preferem negar as costas a um país latino-americano em nome da "democracia", esse valor "universal" que o PFL sempre defendeu...
    Quanta hipocrisia.

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  4. Michelle Bachelet é a cara da Claude Bloc...rs rs rs

    Abraços,

    DM

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Lúcido foi o senador Tasso Jereissati (CE) que fez duras críticas ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a quem acusou de perseguir judeus, prender estudantes e jornalistas opositores e de expropriar empresas e indústrias. "O governo de Chavez faz coisas que imaginávamos que não existissem mais, como perseguir judeus", disse Tasso.

    Esta, ilustre prof. DArlan, é a realidade da Venezuela atual...

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  7. Quando Hugo Chávez deixará a presidência da Venezuela?
    Pelo andar da carruagem somente QUANDO MORRER.
    Ou se adoecer, igual ao ditador Fidel Castro que depois de MEIO SÉCULO no poder passou a dinastia que governa a ilha-prisão para o irmão mais novo, Raul.

    Razão sobejas têm os senadores do PSDB e DEM (ou DEMO como dizem os fanáticos lulistas e até (pasmem!) os que se dizem ateus. O demônio existe?)

    "Adesão da Venezuela ao bloco faz parte da estratégia do presidente Chávez de integrar toda a América Latina ao seu projeto nacionalista e de restrição às liberdades democráticas. O governo Chávez contamina o bloco com o vírus do populismo autoritário" (cfe. senadora Marisa Serrano-PSDB/MS).
    Além do que "o governo Chávez é autoritário pois limita a liberdade de imprensa, viola os direitos humanos e confisca bens privados" (cfe. senador Arthur Virgílio-PSDB/AM).

    O certo é que "A democracia não é caracterizada quando se tem eleições apenas. Além da eleição, é necessário que exista liberdade de imprensa, respeito a contratos, a outros Poderes, aos direitos individuais, aos direitos humanos. E todos esses pontos são questionados hoje na Venezuela" (cfe. senador Eduardo Azeredo- PSDB-MG)).

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  8. No episódio da invasão das refinarias da Petrobrás na Bolívia, Hugo Chávez ficou contra o Brasil e a favor do cocaleiro Evo Morales!
    No episódio do não pagamento ao BNDES – pelo governo do Equador – das obras feitas naquele país pela construtora Oderbrech, Hugo Chávez ficou contra o Brasil e a favor de Rafael Correa!
    No episódio da quebra do contrato, pelo Paraguai, dos preços das tarifas da energia da Usina de Itaipu, Hugo Chávez ficou contra o Brasil e a favor do bispo Fernando Lugo!
    No episódio do retorno do ex-presidente Zelaya à Honduras, Chávez poupou a embaixada da Venezuela e aboletou o paspalhão com chapéu texano e mais 70 pessoas na embaixada brasileira, onde ainda se encontram.
    E Lula ainda fez tremendo “lobby” para conseguir aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, conseguindo essa “vitória” por apenas 7 votos a mais do que os votos dos senadores do DEM e PSDB. Sabe-se lá a que tipo de negociação conseguiu essa vitória de pirro...

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  9. A verdade é que o Brasil vem segurando o Coronel Hugo Chávez no poder desde o tempo do governo FHC, quando a companhia estatal de Petróleo da Venezuela – um estado dentro do estado – (é por isso que a esquerda defende com unhas e dentes os dinossauros estatais) revoltou-se após sofrer intervenção.
    O Brasil criou um "Grupo de Amigos da Venezuela", no momento em que setores das forças armadas daquele país deram um golpe de estado em Chavez. Sem o Brasil Chavez não estaria hoje no poder.
    Como se vê, Lula apenas ampliou a assistência para criar a serpente que logo, logo dará a picada venenosa no Brasil. É só aguardar.

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