11 novembro 2009

O Hoje na História focaliza Yasser Arafat - Um defensor Incansável do estado Palestino


HOJE NA HISTÓRIA

NE - Hoje é o aniversário ( de morte ), de um dos maiores líderes do mundo moderno, defensor incansável da causa palestina. Hoje na história, o polêmico Yasser Arafat.

Biografia

Nascido Mohammed Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat al-Qudwa al-Husseini (em árabe محمد عبد الرحمن عبد الرؤوف عرفات القدوة الحسيني), também conhecido como Abu Ammar, Arafat foi um dos sete filhos de um comerciante. O estabelecimendo da data e local de nascimento de Arafat são controversos. O seu registro de nascimento indica que ele nasceu no Cairo, Egipto, a 24 de Agosto de 1929. No entanto, alguns ainda tomam por verdadeira a afirmação de Arafat de que nasceu em Jerusalém a 4 de Agosto de 1929. A descoberta do seu certificado de nascimento e outros documentos pela Universidade de Cairo puseram fim ao debate sobre o local de nascimento de Arafat (mesmo o seu biógrafo autorizado, Alan Hart, admite agora que ele nasceu no Cairo).

À nascença, o seu nome era Mohammed Abdel Rahman Abdel Raouf Arafat Al Qudwa Al Husseini. Como explicado pelo seu biógrafo palestiniano árabe Said K. Aburish, (in Arafat: From Defender to Dictator, Bloomsbury Publishing, 1998, p. 7), "Mohammed Abdel Rahman era o seu nome próprio, Abdel Raouf o nome do seu pai, Arafat o nome do seu avô; Al Qudua o nome da família dele e Al Husseini o nome do clã a que todos os Al Quduas pertenciam."

Foi afirmado que ele era um parente do clã Husseini, de Jerusalém, por parte da sua mãe (uma Abul Saoud), o que parece ser falso, uma vez que a pertença ao clã Husseini parece vir do lado do seu pai. Aburish explica que Arafat "não tinha parentesco com os verdadeiros Husseini, os notáveis de Jerusalém" (Ibid, p. 9) e explica que "o jovem Arafat pretendeu estabelecer as suas credenciais palestinianas e promover a sua ambição à liderança... e não se podia permitir admitir quaisquer factos que pudessem reduzir a sua identidade palestiniana. ...Arafat perpetuou insistentemente a lenda de que ele nascera em Jerusalém e que era um parente do importante clã Husseini daquela cidade." (Ibid, p. 8) Arafat viveu a maior parte da sua infância no Cairo, com a excepção de quatro anos (após a morte de sua mãe, entre os seus 5 e 9 anos) em que ele viveu com o seu tio em Jerusalém. Ele frequentou a Universidade do Cairo, onde se formou como engenheiro civil. Nos seus tempos de estudante, ele aderiu à Irmandade Islâmica e à associação de estudantes, da qual ele foi presidente entre1952 e 1956. Ainda durante a sua estadia no Cairo, ele desenvolveu uma relação próxima com Haj Amin Al-Husseini, também conhecido como o Mufti de Jerusalém. Em 1956 ele serviu no exército egípcio durante a Crise do Suez. No Congresso Nacional Palestiniano no Cairo em 3 de Fevereiro de 1969 Arafat foi nomeado líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Arafat casou-se já nos seus anos mais tardios com uma Palestiniana cristã. Sua esposa, Suha Arafat, deu à luz uma criança do sexo feminino (Zahwa). A sua esposa e filha vivem actualmente em Paris. Suha Arafat tornou-se recentemente cidadã francesa. Arafat era muito requisitado pela mídia internacional para entrevistas. Numa delas (para a veterana jornalista da CNN Christiane Amanpour ), ele perdeu o controle e deixou a cena, nitidamente irado com as perguntas da jornalista. Esse fato rendeu manchetes no mundo todo.

A criação da Fatah

Após a crise do Suez, Arafat foi viver no Kuwait, onde ele encontrou emprego como engenheiro e acabaria por fundar a sua própria empresa. No Kuwait ele esteve também envolvido na criação da Fatah, uma organização dedicada ao estabelecimento de um estado palestiniano independente e à destruição de Israel. Em 1963, a Fatah foi contratada pela Síria, para levar a cargo a sua primeira operação militar - fazer explodir uma bomba de água em Dezembro de 1964. O ataque foi um falhanço. No entanto, após a Guerra dos Seis Dias de 1967, os governos árabes ganharam um interesse maior pelas organizações palestinianas, uma das quais a Fatah.

Jordânia

Depois da guerra dos seis dias de 1967, Arafat e a Fatah passam a actuar a partir da Jordânia, lançando ataques terroristas em Israel a partir do outro lado da fronteira e regressando à Jordânia antes que os israelenses pudessem reagir. Em 1968 a Fatah foi um alvo de um ataque israelense à vila jordana de Karameh, no qual 150 guerrilheiros palestinianos e 29 soldados israelenses foram mortos, sobretudo por forças armadas jordanianas. Apesar do falhanço no terreno, a batalha foi considerada pelos árabes como uma montra para a acção da Fatah porque os israelenses se retiraram e o perfil de Arafat e da Fatah cresceram. Nos finais da década de 1960 a Fatah passou a dominar a OLP e em 1969 Arafat foi nomeado presidente da OLP, substituindo Ahmed Shukairy, originalmente nomeado pela Liga Árabe. Arafat tornou-se chefe do Estado Maior das Forças Revolucionárias Palestinianas dois anos mais tarde e em 1973 o líder político da OLP.

No seguimento da ambição da OLP em transformar a Jordânia num estado palestiniano (com o patrocínio da União Soviética), crescem neste tempo as tensões entre Palestinianos e o Governo da Jordânia, o que culminaria com o sequestro (e subsequente destruição) de quatro aviões pela OLP e na Guerra Civil Jordana de 1970-1971 (em particular com os eventos do Setembro Negro). Neste conflicto, a monarquia jordana, com a ajuda de Israel, derrotou a OLP e a Síria, que se preparava para invadir a Jordânia em apoio da OLP.

Autoridade Palestiniana

Yitzhak Rabin, Bill Clinton, e Arafat durante os Acordo de Paz de Oslo em 13 de Setembro de 1993

No entanto, a crispação americana em breve se atenuou, levando aos Acordo de Paz de Oslo de 1993, que estipulavam a implementação da auto-administração Palestiniana na Cisjordânia e na Faixa de Gaza num período de cinco anos. No ano seguinte, numa decisão controversa, Arafat recebeu o Nobel da Paz, juntamente com Shimon Peres e Yitzhak Rabin. Em 1994, Arafat deslocou-se para a Autoridade Palestiniana (AP) - a entidade provisional criada pelos acordos de Oslo. A 20 Janeiro de 1996, Arafat foi eleito presidente da AP, com uma maioria esmagadora de 87% (o único outro candidato sendo Samiha Khalil). Observadores independentes internacionais reportaram que as eleições decorreram de forma livre e justa. No entanto, alguns críticos[carece de fontes?] alegam que porque a maioria dos movimentos de oposição não participaram nas eleições e outras irregularidades, as eleições não foram verdadeiramente democráticas. Novas eleições estavam inicialmente anunciadas para Janeiro de 2002, mas foram depois adiadas, alegadamente por causa da impossibilidade de fazer campanha devido a incursões militares israelenses e restrições da liberdade de movimento nos territórios ocupados.

Desde 1996, o título usado por Arafat como líder da Autoridade Palestiniana é a palavra árabe ra'is (cabeça) cuja tradução para o português é matéria de disputa. Documentos israelenses traduzem normalmente a palavra como "chairman", (presidente de conselho) enquanto documentos palestinianos traduzem-no como "presidente". Os Estados Unidos normalmente seguem a prática israelense, enquanto que as Nações Unidas normalmente seguem a prática palestiniana, que também é usada em Portugal. Em meados de 1996, após a eleição de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro de Israel, as relações israelo-palestinianas tornaram-se mais hostis. Benjamin Netanyahu tentou obstruir a transição para o estado palestiniano delineada no acordo OLP-Israel. Em 1998, o presidente dos Estados Unidos Bill Clinton interveio, arranjando um encontro com os dois líderes. O resultante Memorandum de Wye River de 23 de Outubro de 1998 detalhava os passos a tomar pelo governo israelense e pela OLP para completar o processo de paz.

Arafat continuou as negociações com o sucessor de Netanyahu, Ehud Barak. Em parte devido à sua própria política (Barak pertence ao partido trabalhista, enquanto que Netanyahu ao partido conservador Likud) e parcialmente devido à grande pressão colocada pelo Presidente Americano Bill Clinton, Barak ofereceu a Arafat um Estado palestiniano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém Leste como capital, um regresso de um número limitado de refugiados e uma compensação para os restantes, mas não estipulando sobre outros assuntos, vistos como vitais no processo. Numa manobra amplamente criticada, Arafat rejeitou a oferta de Barak, e não fez qualquer contra-oferta. Seguindo a uma visita altamente controversa de Ariel Sharon à área delimitada da Mesquita Al-Aqsa e a violência que se seguiu, a chamada Segunda Intifada Palestiniana (ou Intifada Al-Aqsa Intifada) (2000 até hoje) começou.

Falecimento

Mohammad Abdel Rauf Arafa al Quadwa al Husseini, mais conhecido como Yasser Arafat, morreu dia 11 de Novembro de 2004 às 3h30, aos 75 anos, com falência múltipla dos órgãos, após treze dias internado no hospital militar Percy, em Clamart, a sudoeste de Paris, de acordo com Christian Estripeau, porta-voz do hospital, embora seu biógrafo, Amnon Kapeliouk, tenha levantado a possibilidade de sua morte ter sido decorrente de anos de contínuo envenenamento, provocado pelo serviço secreto israelense.[5] A morte de Arafat, o mais importante líder palestino, marca o fim de uma era de resistência e enfrentamentos com os israelenses para a criação de um Estado palestino no Oriente Médio[carece de fontes?]. Considerado um líder de intenções dúbias pelos israelenses, Arafat não preparou um sucessor e se mostrou relutante em ceder poderes. Arafat afirmava que era o principal empecilho para pôr fim ao conflito israelo-palestino.

Fonte: Wikipedia

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