12 novembro 2009

Especialista do Inpe diz que chance de raio ter provocado blecaute é mínima


Osmar Pinto Junior já havia provado que raio não causou apagão em 1999.Blecaute atingiu 18 estados, segundo Ministério de Minas e Energia.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11), Lobão afirmou que o apagão que afetou 18 estados foi consequência de raios, ventos e chuva na região de Itaberá, em São Paulo.

O coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, Osmar Pinto Junior, explicou ao G1 que cada uma das quatro linhas de transmissão de Itaipu a São Paulo foi avaliada individualmente pelo sistema do Inpe. Esse sistema foi desenvolvido após o apagão de 1999, quando um raio também foi apontado como culpado pelo problema - o que foi desmentido por técnicos cerca de dois meses depois.

O especialista ressalta que em três linhas, com certeza absoluta, não houve desligamento provocado por raios. Na quarta linha, o sistema aponta baixa probabilidade. “Nesta quarta linha, de 750 kV, temos descargas próximas e de baixa intensidade. Um raio, para produzir o desligamento de tensões dessa órbita, tem que atingir diretamente a linha e precisa de uma intensidade equivalente ao dobro ou triplo da intensidade média de um raio comum”, afirma Pinto Junior.

Ou seja, o coordenador explica que um raio de 70 mil ampères, no mínimo, teria de atingir em cheio a linha para provocar a queda. Em geral, um raio tem 30 mil ampères.

Escrito por: Luciana Rossetto

Postagem: Océlio Teixeira de Souza
Fonte: Globo Online

Um comentário:

  1. É por isso que essa minoria de xiitas tem ódio a VEJA. Leiam abaixo o que ela publicou:

    “Três dos quatro principais nomes que estão no comando de toda a estrutura energética do Brasil são políticos ligados ao PMDB. As indicações para os cargos resultam da política de aliança do governo Lula, com o objetivo de manter o partido do presidente do Senado, José Sarney, na base aliada. Desde Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, até o presidente da Furnas Centrais Elétricas, Carlos Nadalutti Filho, todos passam por apadrinhamentos políticos e, em muitos casos, também são investigados por corrupção. Confira os casos.

    EDSON LOBÃO – Ministro de Minas e Energia desde janeiro de 2008. Governador do Maranhão de 1991 a 1994, ligado ao grupo de José Sarney (PMDB). Com a extinção do PFL, seu partido até 2007, Lobão migrou para os Democratas (DEM), mas logo atendeu às conveniências políticas de seu estado e ingressou no PMDB para ser nomeado ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O assessor de comunicação de Lobão, Antônio Carlos Lima, foi exonerado em 2009 do cargo, pois aparecia no esquema de desvio de recursos da Petrobras pela Fundação José Sarney no Maranhão.

    CARLOS NADULITI FILHO – Diretor-presidente da Furnas Centrais Elétricas desde outubro de 2008. Engenheiro de carreira da empresa (desde 1980) e especialista em operações, Nadalutti Filho foi nomeado para o cargo por indicação do PMDB, para substituir Luiz Paulo Conde - também indicado pela partido de José Sarney - que pediu afastamento por motivos de saúde.

    JORGE MIGUEL SAMEK – Presidente da usina hidrelétrica de Itaipu desde 2003. Formado em engenharia agrônoma, Samek foi eleito deputado federal pelo PT em 2002, cargo que teve que renunciar ao ser convidado pelo presidente Lula para presidir Itaipu. Dentre seus outros cargos políticos, já ocupou a chefia de gabinete da Secretaria de Agricultura no governo paranaense de José Richa (PSDB), e foi secretário de Abastecimento de Curitiba e presidente da Ceasa na gestão do então prefeito da capital do Paraná, Roberto Requião.

    SILAS RONDEAU – Foi ministro de Minas e Energia, indicado pelo presidente Lula, até 2007. Aliado de José Sarney (PMDB), o engenheiro eletricista saiu do cargo devido a denúncias de corrupção, acusado de envolvimento com a chamada máfia das obras, quadrilha que fraudava licitações de obras públicas. Conversas interceptadas pela Polícia Federal em 2009 mostram que Rondeau e o filho mais velho de Sarney, Fernando, ditam compromissos para o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e para seus assessores e secretárias. Entre as ordens, marcam e cancelam reuniões do ministro sem avisá-lo previamente, orientam Lobão sobre o que dizer a empresários que irá receber, falam de nomeações no governo e discutem contratos que acabariam assinados pelo ministério.

    ResponderExcluir

Visite a página oficial do Blog do Crato - www.blogdocrato.com - Há 10 Anos, o Crato na Internet.