19 novembro 2009

BlogCuriosidade: Se o mundo acabar agora, corra para o lago Titicaca; leia trecho de livro

NE - Como sobreviver a 2012

Líder no ranking dos livros sobre o fim do mundo mais vendidos na Livraria da Folha, "Como Sobreviver a 2012" foi escrito pelo pesquisador belga Patrick Geryl, autor de nove best-sellers. Com toque futurista, o título detalha como será a vida dos sobreviventes à inversão polar que os maias antigos vaticinaram para o final de 2012.

No capítulo "Um lugar geograficamente adequado", Geryl escreve sobre os critérios para a escolha de um lugar pelos sobreviventes (é preciso ter R$ 36 mil para escapar, segundo o autor) para que se estabeleça uma nova civilização. O nível da água é apontado como o principal parâmetro. Se o fim do mundo ocorrer agora e você acreditar nas teorias do escritor belga, não tenha dúvidas: corra para o lago Titicaca, o mais alto do mundo, entre a Bolívia e o Peru, um dos locais recomendados pelo livro.

Leia trecho:

"Há doze mil anos, o nível dos oceanos era cerca de 120 m mais baixo que atualmente. Grandes extensões da América do Norte e Europa setentrional estavam cobertas por centenas de metros de gelo. Em seguida à inversão polar anterior, essas áreas se deslocaram para climas mais temperados e a calota de gelo se derreteu. Isso resultou numa elevação considerável do nível do mar. No final de 2012, a situação se inverterá. A América e a Europa mergulharão de novo sob bilhões de toneladas de gelo; e de novo, a água refluirá dos oceanos. Numa velocidade, espantosa, portos construídos às pressas ficarão secos. Em muitos casos, outros terão de ser feitos talvez a milhares de quilômetros da antiga costa. Não é uma ideia lá muito agradável para quem acaba de montar sua infraestrutura. Portanto, convém esperar até que a situação se estabilize um pouco. Mas essas é uma decisão a ser tomada pelas próximas gerações. Não é difícil imaginar como será o mundo futuro. Será uma cópia do que existiu antes do último dilúvio:

* Haverá de novo um istmo entre o sul da Inglaterra e o norte da França. Em certos pontos o canal da Mancha terá apenas uns quarenta metros de profundidade e logo irá secar. Se surgirão geleiras nesses lugares, isso dependerá da magnitude do deslocamento da crosta terrestre.

* O istmo entre o Alasca e a Sibéria também reaparecerá. Partindo da Europa, futuras expedições conquistarão a América de novo. Será de bom aviso, porém, usar roupas quentes, ainda que na época aquelas regiões gozem de um clima temperado. A América continental, por seu turno, gemerá sob uma espessa cama de gelo.

* Muitas ilhas terão seu território aumentado; outras aflorarão em águas rasas. Malta e Sicília se juntarão; Córsega e Sardenha formarão uma só massa. Marinheiros e cartógrafos precisarão ajustar frequentemente seus mapas às circunstâncias mutáveis; para evitar naufrágios.

* Hoje, os recifes das Grandes Bahamas são cobertos por águas rasas. Há doze mil anos, formavam um enorme planalto cerca de 120 m acima do nível do mar.

* Austrália e Nova Guiné voltarão a ser ligadas como antes, formando assim um vasto continente. Os colonizadores ficarão espantados diante da imensidão do território.

* O Japão, que atualmente consiste de três ilhas principais, se transformará numa massa contínua ligada à extensa costa chinesa.

* O estreito de Ormuz é uma rota marítima das mais movimentadas. A cada ano, um número considerável de petroleiros passa por ele. Depois da inversão polar, secará rapidamente, pondo à mostra restos de tubulações e plataformas de prospecção - panorama bem diverso do que se observava nos primeiros anos do século XXI, quando quase se ia à guerra para garantir o fornecimento de petróleo.

* Boa notícia para os turistas: a superfície das ilhas Maldivas praticamente dobrará. Todavia, na nova realidade, será difícil alcançar aquela região. A viagem de volta em barcos a vela, depois do cataclismo, poderá durar dois anos. Não fosse assim, o lugar ficaria cheio de gente.

* O Sri Lanka estará de novo ligado ao continente indiano. As costas da Índia, como as da China, aumentarão.

* Malásia, Bornéu e Sumatra se juntarão e se conectarão às costas do Vietnã, Tailândia e Camboja. Dado que as áreas intermediárias serão muito rasas, isso poderá acontecer bem depressa.

* As zonas costeiras do Brasil e especialmente da Argentina se dilatarão bastante.

Em suma, os países menos industrializados do mundo se tornarão propícios à colonização. Exemplos: o Saara e várias áreas costeiras que reaparecerão e serão de novo acessíveis. Muitas terras aflorarão por mundo inteiro, equivalentes aos territórios dos Estados Unidos, América do Sul e Europa juntos. Isso será o bastante para manter bom número de colonizadores atarefados durante milhares de anos. Mas, melhor ainda, muitas áreas costeiras novas oferecerão um clima agradável. Como as antigas fontes poluidoras terão, na sua maioria, desaparecido, a humanidade renascida sem dúvida florescerá.

"Como Sobreviver a 2012 - Locais e Táticas de Sobrevivência para Enfrentar a Inversão Polar"
Autor: Patrick Geryl
Editora: Pensamento
Páginas: 240
Quanto: R$ 36
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha

Fonte: Livraria da Folha

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