15 outubro 2009

Yes, we have pterossauros - George Alberto de Aguiar Coelho

Caro Editor do Blog do Crato,
Segue minha versão para a notícia divulgada nos jornais sobre a descoberta dos pterossauros na região de Santana do Cariri.
Abraço, George.

O esquisitíssimo pterossauro (as asas chegavam a 4,5 metros) já deve de ter feito uns vôos rasantes pela serra de Santana, no Cariri cearense. Isto há uns 100.00 milhões de anos, antes de virar carniça, que o destino dele agora é outro. Virou celebridade nas mãos de Mark Witton, paleontólogo inglês, porque foi nomeado como nova espécie do gênero Tupuxuara. Ficou assim: Tupuxuara Deliradamus. O Deliradamus, coisa parecida com diamante louco, veio por conta dum buraco em forma de diamante que o réptil voador tinha no crânio, bem como da inglesia do Mark Witton Explico melhor: admirador de Pink Floide, se lembrou da canção "Shine on you crazy diamond".

Inglês gosta de diamantes. Vê-se nos filmes e romances do americano Sidney Sheldon: mulheres belíssimas... e diamantes. Não foi à toa que se grudaram na África do Sul, onde foi descoberto o maior de todos: 1,4 kg. E quando desenterraram Lucy, em 1974, na Etiópia? Lucy foi o elo de ligação entre o homem e o macaco. Viveu há menos tempo que os Tupuxuaras: só uns 3,5 milhões de anos atrás. Embora não tenha aprendido a voar, a macaca-gente achou por bem ficar de pé e correr, que tigre faminto tinha de mais e árvore pra se trepar, de menos. Pois bem, na hora da descoberta de Lucy, a radiola dos gringos tocava “Lucy in the sky with diamonds” dos Beatles. Mas onde meteram o cabeça-chata Tupuxuara Deliradamus, e a etíope Lucy. Resposto. O primeiro repousa, na Universidade de Portsmouth (Reino Unido). Já dona Lucy está despida a olhos, e ossos vistos, no Museu de História Natural, em Nova Iorque. A gente sabe que existem umas leis no Brasil contra a saída de fósseis (na Etiópia deve de ter também). Porém, de Santana saem rumas deles pra país civilizado. Well! Sem compradores, esse comércio não existiria.

Mas, sem bulir mais com o alheio, o que eu queria mesmo é que se achassem mais espécies de pterossauros, fartos que são na região de Santana. Alíás, Tupuxuara vem do Tupi e significa espírito familiar. E queria também que os Mark Witton fossem brasileiros. Quem sabe, em vez de Pink Floid, não se homenagearia o Patativa, que é do Assaré, da serra de Santana. Ou o Luiz Gonzaga - que é dali de perto também, do Exú, - cuja mãe chamava-se Santana. Quem sabe não batizaríamos o novo pterossauro de Tupuxuara Patativa ou Tupuxuara Santana.

Por: George Alberto de Aguiar Coelho

9 comentários:

  1. Pois é George , se a URCA realmente se empenhasse mais em dar um maior suporte ao museu e as pesquisas te garanto que nesse momento seria Alamo Mendonça o pai dessa criança, mas infelizmente esse reitor que um dia ja teve um maior compromisso com o museu hj parece estar mais preocupado com ser apenas reitor, a urca esta num total abandono, nem parece aquela unicersidade que um dia estudei!

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  2. Só por uma questão de justiça. Tenho várias críticas ao atual reitor, tanto que me afastei da administração dele há mais de um ano. Acho injusta a crítica sobre o museu no que se refere ao prof. Álamo Feitosa, pois sou testemunha que o reitor da URCA indicou o referido professor para ser o Diretor do Museu. O prof. Álamo inclusive tinha a sua disposição o que a URCA podia oferecer no momento. Mesmo assim, o prof. Álamo não quis continuar a frente do Museu. Alegou diversos motivos. Mas não fez nenhuma crítica e nem apontou soluções para o Museu. Depois de um tempo, assumiu a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. E lá continua.

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  3. darlan dei o nome de alamo como exemplo pois ele vivia a frente disso na gestão de violeta arraes, mas poderia ser qq um!

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  4. Em síntese, para o demérito de todos nós. Quando as descobertas e registros sobre novos fósseis, são relatados, em geral, em outros países, aqui ficamos com um sentimento "neo nativista" que poderíamos fazer mais e melhor. Só que, de fato, por aqui as pesquisas são inicipientes eou inexistentes e os equipamentos de apoio às mesmas primários. Os laboratórios de pesquisa existentes no Museu de Paleontologia da URCA, estão desativados há aproximadamente três anos e meio. E o próprio Museu está fechado para reformas há mais de um ano.

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  5. No Museu de Paleontologia da URCA existem depositados sob guarda um acervo desconhecido de mais aproximadamente 7.000 peças fósseis. Na realidade não se sabe ao certo o total. Estas peças forma ali depositadas pela Justiça Federal após apreensão em algumas das muitas blitzes feitas pela Polícia Federal para coibir o contrabando.

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  6. Houveram denúncias em reportagem do Jornal O POVO, com documentação fotográfica sobre o estado deplorável, em que se acha a instituição, recentemente. Em seguida houveram veementes réplicas e desmentidos.

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  7. Os primeiros fósseis foram retirado daqui do Araripe, há exatos 209 anos, com a Expedição do Naturalista Feijó.Em Agosto de 1800, o Naturalista João da Silva Feijó, em companhia do Governador do Ceará visitou o Sul da Capitania, onde foi verificado “o achado surpreendente das petrificações de peixes e anfíbios, as mais raras e curiosas que haviam sido encontradas até então, em toda a face da Terra”. Desses fósseis recolheu amostras entre Missão Velha e Milagres e foi informado de ocorrências na Vila de Jardim e outras situações. Esta foi a primeira citação sobre os fósseis da Bacia do Araripe.
    Citações diversas. Publicado em http://www.geoparkararipe.blogspot.com/ em 03/09/2007.

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  8. Pelo que me consta, o Museu está sem Diretor desde então. Confirmo a postagem do Prof. Darlan acrescento.

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