04 outubro 2009

QUANDO O TEMOR DA CRÍTICA TEM CHEIRO DE SUBSERVIÊNCIA - Por: Carlos Pontes


As pessoas estão ficando quietas demais e isso é preocupante. É como se houvesse algo estranho no ar. Ou até nem houvesse nada. É preciso se posicionar quanto a isso. Ninguém pode permanecer como gás paralizante, apenas aguardando fatos e ações acontecerem. Os homens que mudaram mentalidades e outros horizonte foram pessoas de acentuado gosto crítico. Não podemos ser apenas seres em "séries", cumprindo rituais repetitivos. Somos muito mais que isso. Raríssimos são os trabalhadores que ousam questionar com os seus "patrões". A sobrevivência fala mais alto, claro. Sua família espera lá fora pelo pão, e os temores acentuados. E isso é vital num país emergente. E, na espreita dessa necessidade, a sociedade colocou algemas invisíveis no homem, tornando-o pouco crítico e disposto apenas a cumprir o seu "expediente" como meta prioritária de vida.

Quantos deixam de desenvolver o seu potencial criativo. Aonde estão os poetas, compositores, físicos e outros que se perdem na poeira da alienação. Quantos não podem assistir a uma peça de teatro, um espetáculo musical. Deveria haver um cuidado mais acentuado no setor privado com os seus trabalhadores. Eles não tem muito a vislumbrar a não ser "obedecer". Isso lembra os antigos quartéis. Mas, como cidadão tenho esperanças de que um dia tudo isso possa se transformar em algo mais frutífero. Que o nosso povo possa ter maior soberania em seus sonhos. E assim, quem sabe as pessoas se inquietarem para o bem.

Abraços aos leitores do Blog do Crato,

Carlos Pontes/Editor da Revista Mambembe
Fortaleza-Ce

Foto Ilustrativa: http://thiagoldamaceno.files.wordpress.com

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