11 outubro 2009

O perfil dos "Com terra"

Primeira pesquisa feita sobre a situação do assentamentos rurais do país. Realizada em áreas consolidaddas, ou seja, que dispõe de infraestrutura suficiente para produção agricola. O estudo encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura, revela sinais de fracasso do modelo de reforma agrária aplicado pelo Governo. Os camponeses recebem a terra, mas não conseguem torná-la produtiva.

  • 48% dos assentados não produzem o suficiente para sobreviver
  • 83% nunca fizeram nenhum curso de capacitação
  • 75% não tem acesso aos programas de crédito do Governo
  • 46% compraram suas terras de terceiros o que é ilegal

Fonte Ibope/ Publicado por Veja

Comentários das postagem - por José Sales

  • Ou a interpretação de dados está errada ou o fracasso do modelo é completo
  • Se a interpretação de dados está errada, onde estão os dados oficiais, que são sempre quantitativos e nunca qualitativos. As declarações dos Ministros da Reforma Agrária de plantão são sempre "bombásticas"e nada comprováveis.
  • Se o fracasso do modelo é completo, as diretrizes do Ministério da Reforma Agrária são integralmente equivocadas e aí a situação é mais grave ainda. Aplica-se dinheiro público indiscriminadamente em programas que não apresentam quaisquer resultados positivos. Os percentuais de não realização são estratosféricos.
  • 83% nunca fizeram nenhum curso de capacitação significa que se pratica um modelo de agricultura da forma mais rudimentar possível sem qualquer insumo tecnológico e/ou assistencia técnica.
  • 75% não tem crédito significa que não há produção comercial em nenhum aspecto o que compromete sobretudo a própria sobrevivencia dos assentados. Ambos os percentuais explicam porque 48% não produzem o suficiente para sobreviver.

Quem se habilita explicar estes percentuais e contrapor-se aos mesmos.

44 comentários:

  1. Desde Roma antiga que quem possui a terra não quer reparti-la. Lembram dos patrícios romanos? Para eles o "ager publicus" era deles...

    Lembram dos nobres, senhores feudais? Para eles o lema era "nulle terre sans seigneur", e assim, iam para cima dos vilões, queriam que todos esses se tornassem servos.

    Lembram dos senhores escravocratas do Brasil? Eram contra até a Lei do Ventre Livre, achavam que governo nenhum poderia se "intrometer" na questão da propriedade escrava.

    É assim que caminha a humanidade. Se os despossuídos não lutarem, nada terão.

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  2. E que o modelo precisa ser mudado, isso eu não tenho dúvida, prezado Dr. José Sales.
    A Reforma Agrária, assim como a Reforma Urbana precisa ser mais profunda e radical. Não deve-se criar uma porção de pequenos empreendedores do "agronegócio", tipo "pequenas empresas, grandes negócios".
    Aliás, não é contra isso que luta a senadora Marina Silva?

    Essa é uma boa discussão.

    O que não dá é pedir para os miseráveis que fiquem esperando a mudança na mentalidade dos senhores de terra ou que continuem servindo apenas de mão-de-obra sazonal nos canaviais da vida, ou pior, apenas sejam migrantes para as grandes cidades, para incharem favelas ou trabalharem na construção civil.

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  3. O problema não é só a propriedade da terra, meu caro Prof. Darlan. Propriedade da terra sem insumos, capacitação, acesso à tecnologia, financiamentos ainda sem quaisquer perspectivas de qualquer participação no mercado em quaisquer escala no mesmo é utopia.

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  4. O "modelo téorico" adotado está furado e considera unicamente que a base da transformação é a propriadade da terra, o que não é mais. Terra unicamente para agricultura de subsistencia não garante absolutamente nada, pois um dos requisitos fundamentais que a produtividade da mesma não está incluido na equação. As ditas cujas terras improdutivas não são necesseriamente adequadas à produção agrícola. E no nosso caso geográfico do semi árido ainda existem dois detalhes que devem ser levados em conta: a questão da água e da configuração dos próprioa solos.

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  5. Não se consegue reproduzir o modo primitivo de agricultura com um conceito tão "neo neólitico", como o proposto pelo INCRA e Ministério da Reforma Agrária. Naquela etapa da História da Humanidade, da chamada Revolução Agricola, quando nós os homens passamos a produzir alimentos, a escolha da terra adequada era livre, as condições fisiográficas assim como outras condições e demandas da própria população diversas. Manipulação da terra não é tese político sociológica. Este testes já foram feitos na China durante décadas e não lograram resultados.

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  6. Todo homem, por ser inteligente e livre, é dono dos frutos de seu trabalho. Se assim não fosse, ele seria um eterno escravo do Estado. Tudo decorre da natureza do homem, como Deus o criou. Nenhuma lei pode mudar a boa ordem posta por Deus na Criação. A lei positiva deve garantir a propriedade privada, como estabelecem dois Mandamentos da Lei de Deus: o 7º, “Não furtarás”; e o 10º, “Não cobiçarás as coisas alheias”.
    A única coisa exitosa que vem funcionando no Brasil é o agronegócio, rsponsável pelo superávit na balança comercial brasileira. Daí o ódio irracional da esquerda jurássica contra os proprietários rurais.
    Já passou da hora de dar um basta no MST.
    O direito de propriedade não decorre da lei, nem de convenções. É um direito natural que antecede ao Estado — e que o Estado deve garantir –– como são direitos naturais a vida, a educação, o salário justo e familiar, dentre outros . O Estado tem a obrigação de garantir os proprietários rurais , no Brasil não cumpre com esse dever. O MST passa por cima desse direito.
    Neste governo, os parasitas-baderneiros recrutados pelo MST recebem todo o apoio do Estado. E os que trabalham de verdade no campo são vítima dessas invasões.

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  7. "Direito natural", "mandamentos de Deus".
    Mas, de qual deus?
    Direito de ser rico e viver da miséria alheia?
    Oh não. Que coisa triste, reacionária, retrógrada.
    Ainda bem que essas teses a cada dia que passam são derrotadas. Todos os dias, cada vez mais. Antes, escravocratas dominaram o Brasil, o Crato. Hoje, não existem mais.

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  8. A tese que a cada dia que passa é mais derrotada no mundo são as idéias do Comunismo. O mundo está vomitando o que esse tipo de idéia causou na humanidade na prática, tão ou mais perverso que o próprio Nazismo.

    Dihelson Mendonça

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  9. É mesmo Dhielson? Talvez a América Latina não seja nada para alguns...
    Talvez tenham vergonha dessa latinidade. Mas ela está aí a assombrar.
    Eu não tenho vergonha disso.
    Se você acha o comunismo mais perverso do que o Nazismo, só posso dizer que é um direito seu se posicionar assim.

    E mesmo assim, quando falo em idéias derrotadas, refiro-me ao escravismo, ao paternalismo, ao machismo, a homofobia, ao patriarcalismo, ao monarquismo, à agressão imperialista e outras mais.
    Essas sim são derrotadas dia após dia. Apesar de seus nostálgicos seguidores.

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  10. Darlan,

    Esqueça o comunismo. Ele é página virada, descartada de um perverso folhetim. O mundo provou do que podem fazer os comunistas. As idéias de igualdade social só funcionam mesmo nos livros. O comunismo é utópico pela própria natureza humana. Nem no cristianismo primitivo esse "comunismo" funcionou.

    Tudo é muito lindo, é muito "humano" a idéia do "comum". Mas o homem é um ser egoísta por natureza, e o comunismo vai de encontro à natureza humana, aos instintos mais básicos.

    No máximo, cria-se uma ELITE que convence as massas de qualquer coisa, de que eles viverão num clima de igualdade e de fraternidade. COISA QUE NUNCA EXISTIU EM QUALQUER PAÍS COMUNISTA.

    Não vamos por Teorias políticas. vamos pelo que a prática delas tem demonstrado. O Comunismo é uma UTOPIA, talvez a maior delas, assim como amar ao p´roximo como a ti mesmo. É uma boa leitura para adolescentes, e só.

    Dihelson Mendonça

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  11. SOMOS todos socialistas no que se diz,uma repatriação de bensdestituidos de poder e liberdade,o que na verdade é apenas uma teoria em que se comenta e depois se pratica algo tão usual... O CONSUMISMO EXACERBADO dos fatores de consumo,todos indicutivelmente são na verdade CAPITALISTAS MAXISTAS.viva o NEPPAL! E A FAVELA DE TODOS URBANISMOS MASACRADOS PELA ipocrecia humana politica.

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  12. Professor Darlan:
    Superado com certeza está a ideologia comunista.
    Na Rússia – como em geral nos países que caem nas garras do comunismo -- tudo começou pela Reforma Agrária. Os agitadores incitavam à partilha negra de terras invadidas. Era a luta de classes dos sem-propriedade contra os proprietários rurais, grandes ou pequenos.
    A Reforma Agrária prometeu terra aos que não a possuíam. Mas na verdade o comunismo desejava implantar os kholkhozes, isto é, granjas comunitárias pertencentes ao Estado, onde os camponeses obedecem como servos à planificação socialista.
    Stalin completou a estatização do campo decretando o extermínio imediato de 60 mil chacareiros e o exílio da grande maioria para campos de concentração da Sibéria. Mesmo os simpatizantes do governo perderam tudo, sendo deslocados para terras incultas de sua região. Em poucos dias, a meta de 60 mil assassinatos foi superada. Em menos de dois anos foram deportados 1.800.000 proprietários e familiares. A viagem mortífera, em vagões de gado, durava várias semanas, sem alimento nem água. Os comboios descarregavam os cadáveres nas estações. Os locais de acolhida eram ermos, sem instalações básicas. As baixas por inanição, doença ou frio atingiram mais do 30% dos deportados, no primeiro ano.

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  13. O Livro Negro do Comunismo, já editado no Brasil pôs em foco a magnitude dos crimes gerados pela ideologia comunista. O Livro Negro do Comunismo foi escrito por esquerdistas. O coordenador da equipe é Stéphane Courtois, diretor da revista Communisme e diretor de investigações do prestigioso Centre National de la Recherche Scientifique de Paris.
    A erudição é esmagadora, e a realidade retratada, estarrecedora. Segundo os cálculos, o comunismo é responsável por cerca de 100 milhões de mortos. Só na China somam 63 milhões, e na Rússia 20 milhões. E isso apesar de os autores minimizarem as cifras. Exemplos: a Comissão sobre Repressão do governo russo concluiu que os bolchevistas mataram pelo menos 43 milhões de pessoas entre 1917 e 1953. Na Coréia do Norte, segundo a agência católica Zenit, o comunismo matou de fome 3,5 milhões, sete vezes mais do que os autores informam.

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  14. Os comunistas foram responsáveis pelo mais antinatural e desumano regime político que o mundo já conheceu. Segundo “O Livro Negro do Comunismo” mais de cem milhões de pessoas foram assassinadas para a manutenção desse regime, nos países onde se instalou. De 1917 a 1989, o socialismo real dominou as populações da União Soviéticas (e dos paises vizinhos anexados, que formavam a Cortina de Ferro) à custa do chicote e das baionetas. Nessas sete décadas, os comunistas usaram a tecnologia para escravizar; o poder para oprimir e a mídia para manipular e mentir. Praticaram atrocidades as mais diversas.
    Hoje na Europa ninguém quer mais saber de comunismo.
    Essa ideologia só sobrevive nas universidades públicas do terceiro mundo, onde ainda sobrevivem os Partidos comunistas.
    O Brasil se dá ao luxo de ter dois partidos comunistas; PCB e PCdoB.

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  15. Parabéns Prof. Armando Rafael por nos relembrar o fato dos milhões deportados para a Sibéria.

    Na verdade, a implantação do comunismo na Rússia se manifestou com a primeira atrocidade, que foi o assassinato da Família do Czar Nicolau, e desde então, milhões de assassinatos pela "causa" tem sido cometidos. Por isso comentei que STALIN tenha cometido mais assassinatos do que Hitler em toda a história.

    A História do Comunismo no mundo, é uma história de assassinato em massa e Paredões para quem discordar. China, Rússia, Cuba, tudo a mesma porcaria...

    Alguém ousa provar o contrário ?

    Dihelson Mendonça

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  16. O MST quer exercer mais ou menos a "lei da pernada" transferido para as terras ( ganhando no Grito ), o meio mais antigo para adquirir o que é dos outros: Roubando e se Apropriando.

    Dihelson Mendonça

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  17. Prezados,
    Voltando um pouco para o foco da discussão, há outros agravantes no modelo adotado pelo INCRA. No ano passado quando o “espalhafatoso ministro Minc” assumiu o ministério o INCRA estava na lista dos que mais contribuíam para o desmatamento. Estranhamente este ano saiu da lista.
    Outro ponto é que nos discursos se fala muito nos meios de produção: terra, trabalho e capital e na prática tem focado apenas na “posse” da terra. Existem milhões de pequenos produtores agrícolas que já são proprietários mas que não conseguem ter uma vida digna. Vão dizer e é verdade que o governo LULA aumentou muito o credito para o pequeno produtor através do PRONAF, a questão e analisar a sua eficácia e eficiência. Como R$ bilhões têm sido investidos e não se resolve esta questão. Outro ponto é que o outro fator de produção: o CAPITAL não tem sido combatido com tanto esforço. “Nunca na história deste país os bancos, inclusive os oficiais ganharam tanto dinheiro e não vejo manifestações efervescentes combatendo isto. Acham inclusive Louvável e meritório o LULA emprestar dinheiro ao FMI para “hoje ajudar os países que estão em dificuldade”. Ontem era o terror que qualquer pessoa que se dizia da oposição. Não vejo manifestação contrária ao Governo usar dinheiro do FGTS para financiar com juros subsidiados obras nos países “vizinhos” e ajudar grandes empreiteiras que antes também eram o que de pior podia existir no capitalismo. Hoje recebem elogios do próprio LULA. Alias, não tenho visto nenhuma manifestação contra pela primeira vez na historia do país o FGTS apresentar déficit. Ou seja, esta saindo mais recurso do que está entrando e se esta equação não for revista corre o risco de nem todos os trabalhadores terem o seu FGTS garantido. Claro que isto seria um extremo mas os grandes rombos iniciam de pequenos déficits. O Plano de construção de moradia se for nos moldes que o governo vem apresentando, vai aumentar significativamente este rombo. Para finalizar voltando ao foco da discussão. Seria bom o INCRA mostrar quanto realmente custa ao país incluindo os custos de implantação e manutenção dos assentados. Vão cair para trás.

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  18. Ao Dihelson,

    Que pena.

    Transpira e destila preconceitos:
    - preconceito contra os comunistas,
    - preconceito contra os adolescentes.

    Chama os trabalhadores sem terra de baderneiros e arruaceiros.

    Lamento que um trabalhador tenha essa visão. Só posso lamentar. Tão jovem, tão talentoso e tão reacionário...

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  19. Ao Senhor Armando Rafael,

    Repito.

    Ultrapassada são as idéias da homofobia, do machismo, do imperialismo, do ESCRAVISMO, do MONARQUISMO, da miséria como algo natural, do positivismo.

    Essas idéias não florescem mais nem nas universidades do "terceiro mundo", nem nos partidos políticos. Ficam apenas na cabeça dos retrógrados que tem saudade de um passado de vergonha.

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  20. Darlan,

    Eu tenho preconceito contra:

    Os Assassinos
    Os Comunistas ( o que dá no msmo )
    Os Assaltantes
    Os Ditadores

    Só nesta semana, o MST causou 35 milhões de Reais em prejuízos ao Brasil!!!

    Chega dessa besteira de querer fazer proselitismo para o comunismo, regime utópico.

    Só o regime comunista de Stalin causou mais mortes do que em toda a Segunda Guerra Mundial. Segundo dados oficiais, o comunismo como um todo, ASSASSINOU em menos de 70 anos mais de 100 milhões de pessoas, contra 30 milhões de Hitler, provando a face real de terror que esse regime na prática representa. Vide hoje a China e os Paredões para quem discordar, morre sumariamente.

    O Brasil não pode sucumbir a essa multidão de Arruaceiros e Baderneiros.

    Dihelson Mendonça

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  21. Prof. Darlan:

    Curiosas suas "idéias fixas".
    Sr. citou (algumas em caixa-alta):
    "homofobia (?) do machismo (?) do imperialismo (?) do ESCRAVISMO (?), do MONARQUISMO (?), da miséria como algo natural (?), do positivismo (?).

    De todas as citadas assumo que sou Monarquista, como é de domínio público. quanto ao restante, não fazem parte do meu dia-a-dia, nem de minhas preocupações.
    Faça bom proveito delas...

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  22. Ah! ia esquecendo:

    Tenho nojo de ditaduras. Principalmente das comunistas...
    Aliás escrever ditadura-comunista é pleonasmo.

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  23. Professor Armando,

    Explique para mim que tenho menos conhecimento:

    Existe no mundo algum regime comunista em que não tenha evoluído para uma Ditadura ou uma Elite de Privilegiados ?

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  24. Senhor Armando, o senhor sabe bem como o Monarquismo brasileiro esteve vinculado à escravidão. Aliás, quem trouxe a escravidão para a "América Portuguesa" foi quem? O comunismo?
    Será que foi?

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  25. Dihelson, você desrespeita todos os comunistas do Crato, do Brasil e do mundo ao chamá-los de assassinos.
    Oscar Niemyer não é assassino.
    Cândido Portinari não era assassino. Muitos trabalhadores brasileiros que optam por uma ideologia não são assassinos.
    São trabalhadores como você.

    Os camaradas comunistas no Crato, como a camarada Elza Duarte, não é assassina. E muitos outros não o são. São trabalhadores! Samuel Cardoso, Roberto Siebra, Cristiane Siebra e outros são lutadores.

    Se você prefere ficar ao lado da UDR, da TFP, do que existe de pior na história do Brasil, o problema é seu. Você se escandaliza quando os empresários grileiros perdem dinheiro? Eis a sua opção.

    Agora entenda que, o xingamento e a acusação de "assassinos" não muda em nada a questão: existem miseráveis e a miséria tem raízes profundas.
    E a prática é o critério da verdade!

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  26. Ah, e você tem preconceito contra os comunistas, contra os adolescentes e também contra a História...
    Só falta defender os patrícios romanos!!!

    Mas não se ofenda!

    Abraço.

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  27. CAMARADA Darlan,

    Eu não me ofendo, meu amigo. Ofender com coisas de Blog é coisa de principiantes, e hoje mesmo eu dizia a alguém aí que o tenho na conta dos meus colegas, amigos de Blog. Eu jamais me ofenderia com algo se a pessoa não me atinge. Estamos falando de ideologias.

    Por falar nisso, você sabe quais os assassinos da história a que me refiro: Stalin...

    Jamais eu condenaria os pobres seguidores dessa ideologia comunista. São IDEALISTAS, são UTÓPICOS, são gente boa que crêem numa vida após a Morte!

    A Estatização é o que sempre tem acontecido. O controle absoluto do estado sobre os meios de produção.

    Eu não tenho visto na história de nenhum regime comunista a tão falada liberdade e a divisão do capital. Isto só acontece na teoria.

    Amigo Darlan, se a gente fosse tratar aqui das teorias do estado, talvez verificássemos que o socialismo e o comunismo seriam as coisas mais belas e até cristãs já inventadas.

    Porém, meu caro, a Realidade é outra. Esses regimes tem se mostrado cruéis em todos os países em que se implantou.

    Eu nem preciso citar.

    Cite você aí, que conhece, um país comunista em que o comunismo tenha dado certo ?

    Dihelson Mendonça

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  28. Dihelson, você sabe que o comunismo nunca existiu. Nenhum país foi comunista. O comunismo seria, seria, veja bem, a fase posterior ao socialismo.
    Os partidos comunistas almejam a transformação revolucionária do capitalismo e sua superação para uma sociedade socialista.
    Muita coisa deu errado, outras deram certo. Inclusive nos países capitalistas e foi por causa da luta dos trabalhadores, entre eles, os comunistas. Como toda uma legislação trabalhista que a DIREITA teima em suprimir.
    E quando vão falar em sucesso de país capitalista me vem com a Noruega, mas não querem aqui o que se pratica lá. Aí escondem as mazelas do Brasil.

    Agora, se fosse para falar de fracasso de teoria que nunca é aplicada na prática, primeiro teríamos que falar do Cristianismo, não é mesmo? Essa é a maior teoria que fracassou, é só olhar o que fazem os cristãos no mundo. É só olhar quem mais matou na História.

    E nem por isso vamos chamar os cristãos de equivocados, assassinos etc etc.

    Um abraço.

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  29. Caro Dihelson:
    Não pode existir um regime comunista que não seja ditadura de partido único. A "ditadura do proletariado" para Marx representa uma fase de dominação direta do proletariado sobre a burguesia. Representa a hegemonia do proletariado sobre toda sociedade, ou seja, a direção do proletariado sobre o resto da sociedade para garantir a transição do capitalismo para a primeira fase da sociedade comunista.
    Assim, é impossivel num regime comunista ocorrer pluralidade de opinião, liberdade de imprensa, e as demais liberdades democráticas fundamentais.

    A propósito fiquei surpreso com o que escreveu o Prof. Darlan num dos últimos comentários:

    "você sabe que o comunismo nunca existiu. Nenhum país foi comunista. O comunismo seria, seria, veja bem, a fase posterior ao socialismo".

    Pronto, diálogo encerrado: Stalin não era comunista. Mao-Tsé-Tung não era comunista.Cuba não é comunista como apregoa a ditadura da dinastia da família Castro. O Vietnan não é comunista. A Coréia do Norte não é comunista.
    Os comunistas não assassinaram 100 milhões de pessoas como diz o "Livro Negro do Comunismo".

    Tá explicado Prof. Darlan!

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  30. Ilustre Prof. Darlan:
    Não se irrite. O que discutimos aqui são questões ideológicas. Não é nada de pessoal. E isso é bom. É democrático. Esclarece. Tira dúvidas. Como o nosso povo é intuitivo saberá discernir quem tem razão.

    O Sr. escreveu:
    “Senhor Armando, o senhor sabe bem como o Monarquismo brasileiro esteve vinculado à escravidão. Aliás, quem trouxe a escravidão para a "América Portuguesa" foi quem? O comunismo?
    Será que foi?”

    Ora, prof. Darlan, o Sr. goza do conceito de bom professor de história. E sabe que quando o Brasil foi descoberto já existia escravidão. Como tem conhecimento que não existia apenas a escravidão negra. Na Rússia, para citar um único exemplo, existiam escravos eslavos (brancos de olhos azuis) até a primeira década do século passado. O Sr. sabe que a escrvidão foi extinta na Arábia Saudita no início dos anos 60, há cinqüenta anos. Como sabe que a Monarquia Constitucional brasileira ( a que é defendida pelos monarquistas brasileiros) teve início após a nossa independência e foi regulamentada pela primeira constituição brasileira a de 1824, não é verdade?

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  31. E como voraz leitor de livros de história o Prof Darlan também é conhecedor de que no Segundo Reinado, os integrantes da Família Imperial eram abolicionistas convictos.
    Dom Pedro II libertou desde cedo os escravos do palácio e, no decorrer de seu reinado, além de encaminhar as direções no sentido da extinção definitiva do cativeiro, estimulava alforrias em massa, premiava e enaltecia os “senhores” que libertavam todos os seus cativos.
    Segundo o historiador Marco Antônio Villa, a campanha cívica que pôs fim à escravidão no Brasil contou com a participação de vários setores da sociedade brasileira, à exceção dos grandes proprietários de terra - como os cafeicultores paulistas, que certamente perdiam com o fim da mão-de-obra escrava.
    O atraso da escravidão era mantido por insistência das “elites” retrógradas, que ainda se arrastavam em meio às medidas de libertação empreendidas pelos abolicionistas, dentre os quais alguns dos mais ativos eram monarquistas, como, por exemplo, André Rebouças e Joaquim Nabuco.
    Vale dizer - porque pouca gente sabe - que, no Segundo Reinado, havia pessoas de origem africana entre os políticos, altos funcionários e membros da nobreza brasileira. Exemplos destes são o já citado André Rebouças, seu irmão Antônio Rebouças (engenheiros de obras públicas e “braços direitos” do Imperador), o Barão de Guaraciaba (membro da nobreza e funcionário do Estado) e outros.

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  32. Ora, o Prof. Darlan também é conhecedor de que a escravidão ocorreu em quase todo o mundo. Teve início no século XVI, por necessidade da mão-de-obra para as lavouras das terras que eram descobertas. O regime de sujeição da simpática raça negra não foi criação da sociedade brasileira.
    O caro professor sabe que todas as leis que extinguiram (de forma lenta e gradual) a escravidão no Brasil foram iniciativas da Família Imperial. Tudo feito constitucionalmente, através de leis conhecidas como: "Euzébio de Queiroz" (1850), "Nabuco de Araújo" (1854) "Lei do Ventre Livre" (1871), "Lei dos Sexagenários" (1885), culminando com a "Lei Áurea" (que libertou cerca de 700 mil escravos que ainda havia no país). Além disso, a Lei áurea criou mais ressentimentos contra a monarquia, abrindo caminho para a República.
    Os fazendeiros que perderam a mão-de- obra escrava aderiram ao golpe militar que implantou a República do Brasil. Golpe este que não teve participação popular.
    Verdade ou mentira, prof. Darlan?
    Se eu estiver errado, por favor corrija-me...

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  33. É, Armando, Parece ser complicado ao Darlan analisar os fatos históricos com isenção, porque o fato dele ser ferrenho adepto das teorias comunistas acabam por ocultar ou passar despercebidos certos fatos históricos.

    Digamos que o professor tenha suas próprias convicções e até expresse algo de contrário à versão oficial acerca de como a história escreveu, por exemplo, o caso Duque de Caxias, um herói ou Sanguinário; O professor pode até expor a sua própria visão diferente da oficial. O que não deve é por defender uma ideologia, tentar OCULTAR ou DESCONHECER ( ainda que involuntariamente ) fatos que sejam contrários à aquilo que acredita, mas que estão figurados em qualquer livro médio de História.

    É preciso ter cuidado para não macular o "ministério" da disciplina de história com as convições pessoais daquele que a ministra, sob pena do historiador perder a sua credibilidade, omitindo fatos apenas por não se encaixar no seu perfil ideológico.

    Eu não consigo ser sucinto, tenho mania da repetição das idéias, mas acho que deu pra entender.

    Abraço,

    Dihelson Mendonça

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  34. Estou reunindo aqui as frases históricas do Blog do Crato nos últimos 4 anos, e acho que essa frase aqui do Darlan Reis, uma pessoa que reputamos do maior conhecimento sobre o comunismo no Cariri, um homem que já deve ter lido "O Capital" de Carl Marx umas 50 vezes, deve constar:

    "você sabe que o comunismo nunca existiu. Nenhum país foi comunista. O comunismo seria, seria, veja bem, a fase posterior ao socialismo".

    É uma declaração no mínimo impressionante, pois eu até pensei que a Rússia, a China, a Albânia, Cuba, O Vietnam, A Coréia do Norte eram comunistas.

    Já estou riscando aqui dos meus livros de história essa informação errônea que esses autores publicaram. Puxa vida! É vivendo e aprendendo. Blog é Cultura!

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  35. Dihelson,

    Não se equivoque, "O Capital" não trata da ditadura do proletariado. Sobre isso, podemos encontrar no "Manifesto do Partido Comunista". Lá Marx e Engels fazem a exposição clara do que pretendem os comunistas.
    Eles não escondem nada:
    "Os comunistas se recusam a dissimular as suas opiniões e os seus propósitos. Declaram abertamente que os seus objetivos só podem ser alcançados pela transformação violenta de toda a ordem social existente. Podem as classes dominantes tremer ante uma revolução comunista! Nela, os proletários nada tem a perder - exceto os seus grilhões. Tem um mundo a ganhar. PORLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS".

    Entenda, para os comunistas, o comunismo não é algo que acontecerá naturalmente. Ele é uma construção histórica e que só acontecerá com a superação do SOCIALISMO. Entendeu? Do socialismo, caro amigo. Nem estamos em um mundo onde o socialismo impera. E já que você se prende tanto ao exemplo da Coréia do Norte, ela se proclama uma "República Democrática e Popular" ainda em caminho para o socialismo.

    Uma sociedade socialista só é possível com a alteração nas relações sociais de produção, fora outras questões. Isso ainda não se realizou. Entenda o que proclamam os partidos comunistas do mundo e o seu objetivo final, ou seja, sua própria dissolução pois no comunismo não se careceria de partidos.

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  36. Senhor Armando, vamos por partes.

    Nunca considerei que as divergências são ataques pessoais. Aliás, eu evito os mesmos. Combatemos as idéias e certas práticas.
    Não o tenho como inimigo.

    Sobre a escravidão. Ela é mais antiga até que a propriedade privada que o senhor reputa como algo "natural".

    Aliás, sobre a propriedade privada, permita-me uma referência:
    "A Natureza histórica da instituição da propriedade privada" , de autoria de Valcir Gassen, professor do Curso de Direito da UNIJUÍ, RS. Está no livro "Fundamentos de História do Direito", organizado pelo professor Antônio Carlos Wolkmer.

    Não devemos confundir as diversas formas de escravidão. O senhor sabe o que caracteriza a escravidão completa:
    - a hereditariedade,
    - a vitaliciedade,
    - a propriedade.

    Realmente não foi a Monarquia Portuguesa quem inventou a escravidão. Mas quem introduziu a escravidão clássica no Brasil? Quem foi?
    Quem a permitiu, garantiu a segurança jurídica e militar, destruiu quilombos e aplicou a "justiça"?

    E mais, quem introduziu a pena de morte por heresia, sodomia, moeda falsa e traição ao rei? Quem foi?

    Quem executou Tiradentes e Frei Caneca, só para ficar nos mais famosos?

    Quem massacrou milhares de pessoas na Cabanagem e na Balaiada?

    O senhor é seletivo e faz apego às leis do ventre Livre e outras. Mas e a Lei de 10 de junho de 1835?
    Por certo, o futuro imperador era um menino, mas depois que assumiu o trono, poderia revogá-la. Mas não.

    Mas voltemos ao âmago da questão colocada pelo senhor.

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  37. O Imperador D. Pedro II sem dúvida é uma figura simpática. Sua imagem foi cuidadosamente cultivada como a de homem amante das ciências, das artes, homem honesto e correto em suas ações.

    Realmente ele impulsionou a discussão para o fim da escravidão. Só que levou 48 anos nessa história. Ou seja, governou 49 anos e levou 48 anos para por fim à escravidão.

    E mais, ele não tinha escravos e isso é um fato, mas defendia os interesses dos senhores e não dos escravos. E teria que ser assim, senão não teria sido Imperador do Brasil e sim um líder quilombola, o que obviamente não aconteceu.

    Aliás sobre a discussão do papel da Monarquia, dos senhores e da construção de uma ordem escravista, excludente e opressora temos várias referências historiográficas e que passam longe de ser comunistas!

    Eis:

    1- "Machado de Assis historiador", de Sidney Chaloub, que discute entre outras coisas a questão da Lei do Ventre Livre e a participação do governo nessa discussão.
    2- "A Liberdade em Construção: identidade nacional e conflitos antilusitanos no Primeiro Reinado", de Gladys Sabina Ribeiro, que discute a questão da construção da identidade do "ser português" e do "ser brasileiro".
    3- A premiada obra de Ilmar Rohloff de Mattos, o "Tempo Saquarema", inclusive premiada, onde é demonstrada as semelhanças e diferenças entre "Luzias" e "Saquaremas" e o sentimento em comum de ambos, de apego à "fina flor da sociedade" e desprezo total à "escória da população", a "boa sociedade" versus o "povo mais ou menos miúdo".
    4- O artigo clássico de Manoel Luís Salgado Guimarães, "Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma História Nacional", onde aborda o papel do IHGB na construção de uma "identidade brasileira", patrocinado mais tarde pelo Imperador, seu mecenas, e que pretendia "desvendar o caráter nacional" e difundir a idéia de "ordem para superar o caos", a idéia de uma "marcha linear" , articulando o passado, presente e futuro e sendo a única instituição legítima para escrever a História do Brasil e trazer "à luz, o verdadeiro caráter da nação brasileira.

    Enfim, foram inúmeras as ações da Monarquia brasileira, ela não descansava em serviço e legitimava os interesses da ordem que aqui havia, lógico, era sua beneficiária. Não me furto ao debate. Vamos a ele.

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  38. Ao nobre Dihelson,

    Não se preocupe que na universidade eu não dou aula de História Contemporânea. Não dou aula sobre a Revolução Russa ou nenhuma outra revolução. Os alunos estão livre de uma suposta doutrinação minha sobre isso. Fique tranquilo...

    Eu leciono a cadeira de História do Brasil I, atualmente. E também a de História Econômica Geral. Trato de questões como a colonização portuguesa no Brasil, o Reino Português na Idade Média e Moderna.
    E na outra disciplina, estudamos as formações sociais como a da Índia antiga, o Escravismo Clássico, o Feudalismo.
    E se olhares as referências bibliográficas e os textos que uso com meus alunos, verás que utilizo Raymundo Faoro, Laura de Mello e Souza, entre outros. Nenhum um perigoso comunista! E dos "perigosos comunistas", uso o Caio Prado Jr, que já morreu há 19 anos.

    Além das aulas, complemento meu trabalho com o Centro de Documentação e Pesquisa Histórica e com a orientação em Iniciação Científica em uma pesquisa sobre a composição social da escravatura no Crato em meados de 1850. Estamos levantando a história dessas pessoas que eram escravizadas e não tinham e nem tem voz e nome nas ruas, praças e bairros da nossa querida cidade.

    Um abraço.

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  39. O Darlan pelo visto, vive trocando de cidade a toda hora!

    Na última mensagem aí disse:

    "Estamos levantando a história dessas pessoas que eram escravizadas e não tinham e nem tem voz e nome nas ruas, praças e bairros da nossa querida cidade."

    ( Crato )

    Entretanto, no dia em que o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas ele claramente se revelou:

    Blogger Darlan O. Reis Jr. disse...

    "Tenho muito orgulho do povo da minha cidade. E os cariocas estão felizes. Alguns paulistas estão tristes, mas muitos paulistas entendem o significado e também torceram. Saudações, Rio de Janeiro!" - 3:11 PM

    Afinal, rapaz, você é DE ONDE mesmo ? rs rs

    Dihelson Mendonça

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  40. Eu sou um pouco do Salatiel "invertido". Ele nasceu no Crato mas viveu muito tempo no Rio. Eu nasci no Rio e vivo no Crato. Somos "caririocas".

    Abraço.

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  41. É...

    É uma lista extensa de comentários, mas, pouco se prende a postágem original.

    O que vi foi uma sequencia de comentários aos comentários. Um debate sobre quem sabe mais, quem questiona mais. Agressões a perder de vista. A fuga completa do tema principal.

    Não devia ser assim, aquele que faz uma postagem, gostaria de ler/ouvir um comentário construtivo sobre o seu trabalho, um estímulo pra torná-lo mais compreesivo podendo ser até mesmo um complemento a postagem.

    Gente, eu não conheço debates desta forma. Devemos nos ajudar, não nos degladiar.

    Acho que o blog é um meio noticioso, educativo, produtivo, informativo, e de interessa da massa, por isso devemos torná-lo agradável ao leitor. Não vamos desestimular ou desgastar nossos leitores.

    A impressão que dá, é que cada um tenta provar que tem razão aqui e agora. Mas acho que não é esse o caminho.

    Precisamos tornar o tema principal, compreensivo ao leitor, para isso é que existe o comentário.

    Vicente Almeida

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  42. Prof. Darlan:

    Li, há tempos, um longo artigo do Prof. Alfredo Arraes de alencar onde consta:

    "Não foi a Monarquia que condenou Tiradentes. Foi a metrópole de um império que buscava preservar a sua integridade, fosse monarquia ou república.
    Hão de objetar, ironicamente, que,quem assinou a setença de morte foi a rainha dona Maria I, a qual, em 1792 tinha - como pessoa humana - sua liberdade de ação limitada, e assim a de todas as outras pessoas, pelas idéias e procedimentos de sua época.
    É o "idola theatri" de que nos fala Bacon.
    E não foi ela que redigiu a serença.Foi esta lavrada pelos juízes da devassa, levada a sua assinatura pelos seus conselheiros.
    Não havia como resistir aos juízes do Brasil que tinham a independência própria de suas funções"

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  43. "Ainda assim, comutou dona Maria I em degredo a pena de morte cominada a todos os inconfidentes.
    A sanha de seus ministros, que queriam um escarmento, é que não consentiu que Tiradentes fosse poupado".

    ... ...

    Sobre sua frase:
    "(sobre a existência da escravidão) o imperador era um menino, mas depois que assumiu o trono, poderia revogá-la. Mas não".

    O imperador Dom Pedro II não podia fazê-lo. O Brasil vivia um estado de direito e a constituição do Império de 1824 nunca fora violada como viria a ser - dezenas de vezes - sob a República.
    Dom Pedro II sempre dizia: "Eu jurei a Constituição. Mas mesmo que não tivesse jurado ela seria minha segunda religião".
    o Brasil era uma monarquia parlamentarista. Os escravocratas tinham maioria no Parlamento.
    Todas as iniciativas para extinguir - dentro da lei - a mancha da escravidão partiram de Dom Pedro II e da Princesa Isabvel, como o caro professor é sabedor.
    Dom Pedro II não dispunha de um instrumento como a MEDIDA PROVISÓRIA, usada e abusada pelo atual presidente (e seus antecessores a partir do presidente Sarney).
    Daí porque foi lenta e gradual a extinção da escravatura no Brasil.
    E essa extinçãoo ainda custou a queda da Monarquia, efetivada pelo Golpe Militar de 15 de novembro de 1889, o primeiro de uma série que viria a aconntecer na República.

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  44. Ora, entre 1500 e 1889, vivemos sob o domínio da Coroa Portuguesa e depois, sob o domínio da Coroa Brasileira. Em 1550, introduziram o escravo africano. Em 389 anos, as duas Monarquias mantiveram a escravidão por cerca de 339 anos. E apenas no último ano desses 389 é que proibiu a escravidão por meio de lei.
    Quanta justiça monárquica!

    E sobre o Tiradentes, do jeito que o senhor coloca, parece que é para ter pena da Monarquia. Mas quem foi executado foi um republicano!
    E os outros foram "agraciados" com o degredo. Quanta gentileza!

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