15 outubro 2009

Não queremos guerra, queremos justiça! - por Pedro Esmeraldo

Nunca vimos o Crato tão desprezado, como está atualmente, causado pelo afastamento irrepreensível da camada política governamental, já que deixam nossa cidade em segundo plano nos programas do desenvolvimento educativo e social. Cremos que, devido a sua posição de cidade líder possuidora de caráter dinâmico poderia ser aplicado no processo de evolução do movimento progressista da Região do Cariri. Desejaríamos que fossemos contemplados com bens evolutivos e bons desempenhos administrativos conquistando a fatia com uma administração dinâmica e progressista.
Somos povos eficientes, visto que participamos de movimentos irrelevantes em épocas passadas com plenas atividades guerreiras, quer morais ou culturais, que superamos com rebeldia no primeiro quartel do século XIX (Revolução Pernambucana de 1817 e Revolução do Equador de 1824), conquistando a liberdade e berço cultural de toda região centro nordestino.
Hoje, por meio do movimento articulatório, a nossa cidade é desconsiderada, visto que não temos mais vez em participar de movimentos auspiciosos da cúpula administrativa do Estado. Sofremos juntos com isso, pois consideramos esses desprezos como sendo gestos ultrajantes a esse povo, que conquistou e relevou com muita perfeição as discórdias ocorridas no último século e no início desse século.
Certa vez, conversamos com o prefeito em uma pequena cidade, pertencente a zona metropolitana do Cariri “assim era o seu pensamento”, pois dizia: essa zona metropolitana é uma farsa para nós, cidade pequena. Assim era o seu pensamento; pois tudo que é de bom só favorecerá a uma cidade, tudo vai para lá aleatoriamente, prejudicando os outros municípios pertencentes a essa mesma área metropolitana. Somente a cidade mais evoluída receberá benefícios, deixando-nos permanecer na estaca zero.
Isto é uma verdade, pois não somos mais contemplados com grandes fatias, vez que não somos mais presenteados com gordas verbas contemplativas. Totalmente ocultas, às margens do desenvolvimento, permanecem outras cidades esquecidas, oscilando sem nenhuma pretensão para conseguir verbas favoráveis ao equilíbrio social e moral; isso nos deixa apavorados, tornando as outras cidades desconsideradas como sendo cidade sucção do progresso que teríamos direito.
Ultimamente, Crato vem se tornando o grande centro de desprezo desta zona metropolitana, visto que conseguiram parar as obras sem nenhuma explicação e nem sequer dão satisfação ao povo porque motivou essa paralisação.
Avisamos, porém, não somos acomodados, mas somos relevantes e temos coragem de partir para a luta a fim de impulsionar com lutas árduas, lembrando as autoridades que somos dinâmicos e temos coragem de trabalhar.
Não podemos esquecer que tudo que vem para o Crato há uma barreira de impedimento. Não podendo mais avançar, assim dizem: olhem que agora o Crato está sendo enganado, pois sem nenhuma explicação resolveram deixar o Crato marginalizado. Não seremos contemplados com boas obras que impulsionem o desenvolvimento. Por isso perguntamos: por que resolveram parar as obras do centro de convenções? Por que o Crato é esquecido? Não senhores chefes, o Crato não é cidade pobre, é cidade rica e está crescendo vertiginosamente, também merece um lugar de destaque.


Texto de Pedro Esmeraldo

RESPOSTA e Nota do Editor:
Caro Pedro Esmeraldo, quem lhe responde é o próprio Prefeito da cidade, Samuel Araripe:

O MOTIVO DA PAUSA NA CONSTRUÇÃO DO CENTRO DE CONVENÇÕES

Samuel Araripe - A licitação foi feita no último ano do governo Lúcio Alcântara, e a obra só começou neste ano. A construtora Marquise que venceu o sertame, quer que o governo faça um realinhamento de preços porque a obra só começou 3 anos após. Então esse é o impasse, mas o Governador, Dr. Cid, no governo itinerante em Barbalha, me garantiu que o secretário do Turismo, que é o Bismark Maia, já estaria mantendo um contato com a construtora, e que em breve, a obra vai reiniciar. Então, o problema é apenas essa questão de realinhamento de preços. A intenção do governo é de continuar o quanto antes ( a obra ) e a da construtora também, e eles estão conversando para definir.

( Em entrevista concedida ontem ( dia 14 ) ao Jornal Chapada do Araripe )

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