08 setembro 2009

Mulher é resgatada no mar 30 horas após naufrágio nas Filipinas; nove morreram

Um helicóptero da Força Aérea das Filipinas resgatou nesta segunda-feira uma mulher que ficou à deriva no mar por cerca de 30 horas, depois do naufrágio do navio em que ela estava, no qual morreram nove pessoas. Apenas uma das quase mil pessoas que estavam a bordo ainda está desaparecida. A dona de casa Lita Casumlum, 39, foi encontrada boiando com um colete salva-vidas a cerca de 13 km do local onde o Superferry 9 afundou no domingo, próximo ao litoral da Província de Zamboanga do Norte. O contra-almirante Alex Pama, que ajudou a supervisionar o resgate, disse que considerou o salvamento "um milagre".

"Ela ficou à deriva no meio de enormes ondas por um longo tempo sem comida ou água", disse Pama. Embora estivesse fraca e mal conseguisse falar devido a uma dor de garganta, a mulher resgatada parecia de bom humor e brincou com os repórteres em um hospital militar na cidade de Zamboanga do Sul, dizendo que tinha perdido dinheiro no mar, mas que havia encontrado dois pequenos caranguejos no bolso depois do resgate. "Eu só rezava. Eu pensei em minha família", disse ela. As autoridades resgataram 958 pessoas e buscam a única que continua desaparecida após o naufrágio da embarcação, que fazia a rota entre General Santos, na ilha de Mindanao, e Iloilo, na ilha de Panay, a cerca de 500 quilômetros ao sudeste de Manila.

O SuperFerry 9, transportava 968 pessoas --847 passageiros, 117 tripulantes e 4 agentes de segurança---, número que não alcançava sua capacidade, de 1.120 pessoas. A causa do acidente deste domingo não está clara. O capitão inicialmente ordenou que todos a bordo abandonassem a embarcação como uma medida de precaução, disse Jess Supan, vice-presidente da Aboitiz Tranport System, proprietária do barco, quando o navio começou a virar de lado. Houve relatos de que o navio tinha um buraco no casco, informou o Conselho Nacional de Coordenação de Desastres. A embarcação, construída em 1986 no Japão, afundou seis horas depois, segundo a guarda costeira.

PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA

Não houve sinais de uma ação terrorista. Militantes do grupo islâmico radical Abu Sayyaf, ligado à rede terrorista Al Qaeda, explodiram outro Superferry na baía de Manila, em 2004, em um ataque que matou 116 pessoas no segundo pior ato de terrorismo no Sudeste Asiático. O tempo na região também estava bom, disse a guarda costeira. Os ferrys são um importante meio de transporte nas Filipinas, um arquipélago com mais de 7.000 ilhas. Mas os acidentes são comuns, devido à superlotação, manutenção ruim ou tempestades tropicais. No ano passado, mais de 800 pessoas morreram quando o ferry "Princess of the Stars" afundou durante um tufão. Em dezembro de 1987, o ferry Dona Paz afundou após colidir com um navio-tanque nas Filipinas, matando mais de 4.341 pessoas, no pior desastre marítimo do mundo em tempos de paz.

Fonte: UOL

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