26 setembro 2009

Dilma terá marqueteiro de Obama

O homem que liderou a estratégia revolucionária de internet de Barack Obama durante a campanha presidencial do ano passado acredita que métodos semelhantes podem transformar a política no Brasil e ajudar a eleger a primeira presidente mulher no país. A empresa de Ben Self, Blue State Digital, foi contratada como consultora para uma estratégia online da campanha da ministra Dilma Rousseff, que provavelmente será a candidata do PT na eleição presidencial de 2010. Como chefe da campanha digital de Obama, Self foi essencial na criação de uma enorme base de apoio que ajudou a levar Obama à Casa Branca e levantar US$ 500 milhões para a campanha online do democrata, número recorde de doações. "Engajamento político desse nível nos Estados Unidos também é algo novo", disse à Reuters em entrevista por telefone, de Washington. "Não há porque esse tipo de engajamento político não ser aplicado em outros países". Self, que visitou Brasília este mês para encontro com Dilma, afirmou que sua companhia está trabalhando com uma parceira local para ajudar o PT a planejar a campanha, e que deve ter um papel maior quando a campanha começar de fato.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, parece precisar da mágica de Obama. Dilma, que não tem o carisma do popular presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está bem atrás do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas pesquisas de opinião, e parece faltar uma mensagem estimulante, como os gritos por mudança da campanha "change" de Obama que inspiraram seus eleitores. Self não quis comentar as qualidades de Dilma como candidata, mas disse acreditar que a internet, atualmente, é pouco usada como ferramenta de campanha no Brasil, e que ela poderia ser usada de forma eficiente para ajudar a campanha da ministra.

Seu envolvimento segue o debate nacional travado no Congresso sobre o uso da Internet em campanhas, com deputados estudando mudanças nas lei eleitorais para restringi-lo. Lula, que tem que chancelar qualquer proposta de lei aprovada pelo Congresso, tem apoiado publicamente o uso irrestrito da Internet em campanhas eleitorais.

INTERNET

Embora milhões de brasileiros ainda não possuam acesso direto à internet, este acesso vem crescendo bastante nos últimos anos, com o bom crescimento econômico do governo Lula ajudando milhões a saírem da pobreza para a nova classe média. "Claramente, há uma grande parcela da população no Brasil que têm acesso à Internet --de 60 a 70 milhões, dependendo da pesquisa", disse Self. "É um grande grupo de pessoas do qual tirar adeptos". Entre os obstáculos enfrentados por esse plano de arrecadação pela internet no Brasil está o parco uso de cartões de crédito e a corrupção, que continua forte na política e pode impedir doações.

Assim como nos EUA, a estratégia no Brasil provavelmente buscará voluntários com entusiasmo e acesso à Internet, que serão encorajados a estimular o boca-a-boca em seus bairros e convencer eleitores a votarem em Dilma. "Os detalhes ainda devem mudar em relação à arrecadação, à organização. Mas a base do plano é criar um relacionamento bem sucedido a longo prazo entre a população e os candidatos do partido", disse Self.

Durante a campanha norte-americana, por exemplo, eleitores de Obama podiam baixar listas de pessoas em seus bairros que seriam alvos potenciais para votos e doações. "Talvez isso funcione no Brasil e talvez não funcione, mas é o tipo de ideia, como pegar um apoiador da Internet e transformá-lo em ação política", disse.

Fonte: Blog da Folha

5 comentários:

  1. Estou prevendo uma nova horda de petistas revoltadinhos da "velha guarda", afinal quem diria o PT contratando marketeiro gringo? essa notícia há 10 anos atrás seria no máximo uma piada de mal gosto.

    Eu, ao contrário do A.Morais, continuarei exercitando meu tradicional voto nulo, com saudade do tempo que a gente podia escrever alguma coisa no papelzinho.

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  2. A Dilma pode ter o marqueteiro que quiser, mas não será eleita.
    A sua rejeição é muito grande. Amém. O povo sabe quem é ela.

    Quanto ao voto nulo - Que pena Valdir. Isso equivale a ficar em cima do muro. Quer dizer; nem ata nem desata, nem sobe nem desce, nem é carne nem é peixe. Quem ganhar não tem importância. É isso?

    Eu darei meu voto a um candidato, ainda não sei qual será, mas, será aquele que segundo meu modo dever contribuirá pra o bem estar da Nação. Se ele ou ela não fizer nada paciência, eu farei a minha parte.

    Vicente Almeida

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  3. Hoje, o PT tem dinheiro para comprar o Marqueteiro que quiser.

    Mas naquela época em que viviam chamando os artistas pra tocar de graça em cima de caminhões DE GRAÇA, o pensamento era outro.

    Falava-se por exemplo, de livrar o Brasil do domínio americano, palavras de órdem contra o capitalismo, contra a BURGUESIA ( imagina só )

    Hoje a Burguesia está no poder!
    pode comprar aviões de 87 milhões de reais para "Passear" e contratar o Marketeiro de Obama.

    Foi um grande enriquecimento desse povo que um dia vendia bottons de 1 real para ajudar o partido...

    Hummm

    Dihelson Mendonça

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  4. Perfeito comentário Dihelson, de fato HOJE o PT é bem diferente do que o povo imaginava que era anos atrás, e que bom!

    Acredito que estamos caminhando para um cenário partidário muito semelhante ao norte americano, com seus democratas e republicanos que, tirando detalhes bobos, são a mesma coisa. Aqui o PT e PSDB fazem muito bem esse papel.

    Vicente, voto nulo não é ficar em cima do muro, é simplesmente e conscientemente se negar a dar um voto de confiança para representar os interesses da sociedade em alguém que eu não confio. É simples, e uma noção muito melhor apurada do que "ter que votar" e acabar optando pelo "menos pior" por obrigação.

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