04 agosto 2009

Previsão do Tempo e Almanaque - 04 de Agosto de 2009

Uma Feliz Terça-Feira para todos os leitores do Blog do Crato. Hoje trazemos diversos artigos interessantes, e um dado preocupante: Os Assaltos à mão armada! É isso mesmo. Os assaltos no Crato em plena luz do dia estão se tornando cada vez mais frequentes. Seria isso culpa do inevitável progresso ? seria culpa da falta de políticas de segurança, ou de uma política de educação? Há quem diga que é uma soma desses e de muitos outros fatores. É o que iremos conferir na matéria de Elisa Moura, e de Antonio Correia ( de ponta da Serra ).

A previsão do tempo para hoje, é de dia de sol, com algumas núvens e definitivamente, não chove. Uma previsão relativamente fácil para essa época do ano, já que como dissemos ontem, no Crato daqui até novembro, é apenas sol com algumas núvens. Tenham todos um Bom Dia!


ALMANAQUE

No dia 04 de Agosto, a Igreja Católica comemora o dia de São João Maria Batista Vianney.

João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.

Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional.

Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução. Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.

Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.

Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas.

Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.

Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.

Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.

A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem de esperavam horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações.

O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.

HOJE NA HISTÓRIA

Nesta mesma data, em 1977, a escritora Rachel de Queiroz, torna-se a a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras.

Rachel de Queiroz

Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e de Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar. Em 1917, sua família fugiu da seca para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornaram para Fortaleza dois anos depois. Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome. Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino. Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas. Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950).

Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista. Exemplares de seus romances foram queimados mas apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil em 1964. Lançou Dôra, Doralina em 1975, e lançou Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa mini-série apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio de 1994 e junho de 1994 no Brasil, esta mini-série foi apresentada com grande sucesso em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em (2004). Publicou um volume de memórias em 1998. Morreu de problemas cardíacos, no seu apartamento, dias antes de completar 93 anos.

Fontes: Edições Paulinas, Wikipedia, Barsa

Um comentário:

  1. Diocese de Crato abre neste dia 4 de agosto o ano Sacerdotal

    A Diocese de Crato abrirá as comemorações do Ano Sacerdotal na tarde deste dia 4 de agosto – data consagrada ao Cura d’Ars (cuja biografia foi postada nesta matéria – em solenidade na Catedral de Nossa Senhora da Penha. Na ocasião serão ordenados, pelo bispo diocesano Dom Fernando Panico, cinco sacerdotes e dez Diáconos Permanentes. Será uma oportunidade, também, para agradecer a Deus pelo fato de a Igreja Particular de Crato, ao longo de sua existência – que já se avizinha dos cem anos – ter contado, nas diversas etapas da sua história, com sacerdotes fiéis, que se doaram na construção do Reino de Cristo em terras do Sul do Ceará.
    Os novos sacerdotes
    1. Arnaldo Pereira do Nascimento
    2. Cícero Caboclo da Silva
    4. Cícero José da Silva
    5. Luciano Pinheiro de Brito
    5. Tarcísio de Sales
    Os novos Diáconos Permanentes
    1. Antônio Ciralan Callou
    2. Antonio Auricélio de Brito Caldas
    3. Cícero Leonardo Martins dos Santos
    4. Francisco Francimar Martins da Costa
    5. Francisco Alves Rocha
    6. Francisco Dionísio Alves
    7. Francisco Arnaldo Bezerra de Sousa
    8. Joaquim Alves de Siqueira
    9. Vicente de Paulo Tavares
    10. Vinicius Antônio Melo Sousa

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