01 julho 2009

Trabalhadores fazem Grito da Terra - Por: Antonio Vicelmo

PRODUÇÃO ORGÂNICA

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Agricultores participam do 1º Grito da Terra dos Trabalhadores Orgânicos e Ecológicos (Foto: Antônio Vicelmo)

Crato. Agricultores do Cariri participaram, ontem, do 1º Grito da Terra dos Trabalhadores Orgânicos e Ecológicos da região. A manifestação teve como objetivo chamar a atenção das autoridades em defesa do meio ambiente e a prática de uma produção agrícola saudável. Na oportunidade, foi entregue uma lista de reivindicações ao prefeito Samuel Araripe, solicitando o envolvimento da Secretaria de Agricultura no município no fortalecimento da agricultura orgânica.

Os ambientalistas da zona rural do Cariri defendem a criação do programa Bolsa Família Ecológica, em parceria com os Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Meio Ambiente, Integração Nacional e Assistência Social. O prefeito Samuel Araripe garantiu que a Prefeitura está empenhada para atender as solicitações dos trabalhadores no que compete ao município como reconstrução de estradas, ampliação de escolas e apoio logístico.

Os manifestantes pedem a disponibilização de recursos para o seguro agrícola, incentivo a comercialização de feiras mensais por microrregiões e uma feira semestral regional e mais espaço na Ceasa para os produtos orgânicos. No leque de reivindicações, estão incluídos mais linha de crédito e acesso a terra.

Preferência

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Orgânicos e Ecológicos, Expedito Guedes, afirmou que “apesar da importância que representa este modelo agrícola, defendido pelos produtores orgânicos, para regeneração do solo, infelizmente, a maioria dos agricultores e consumidores prefere o plantio e consumo dos produtos cultivados com agrotóxicos”.

Expedito reclama também da falta de apoio. O documento que será entregue à autoridades sugere mais assistência médica e educacional com a construção de postos de saúde e mais escolas na zona rural.

No Cariri, já existe uma experiência neste sentido. A pequena produção de produtos orgânicos está sendo comercializada nas feiras semanais de Crato e Ponta da Serra. Em Nova Olinda, está sendo desenvolvido um projeto de agrofloresta, um sistema agrícola tradicional que integra a agricultura, a floresta e o ser humano.

De acordo com o projeto, as plantas agrícolas convivem com as florestais num caminho rumo à complexidade, com qualidade e quantidade de vida consolidada com todas as inter-relações possíveis. A agrofloresta, segundo Expedito Guedes, é uma tentativa de harmonizar as atividades da agricultura com os processos naturais da vida existentes em cada lugar em que se atua. “Representa grande potencial para as regiões tropicais, naturalmente ricas em biodiversidade, por proteger os solos das intensas chuvas e da insolação direta”, desataca o sindicalista.

Sem agrotóxico

O produto orgânico é cultivado sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o manejo agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.

O solo é à base do trabalho orgânico. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. O solo será sua fonte de nutrição.

Mais informações:
Sindicato dos Trabalhadores Rurais Orgânicos e Ecológicos do Cariri
(88) 3521.6317/ (88) 9255.5335

Reportagem: Antonio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe


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