SAÚDE NO CARIRI
O diretor administrativo do hospital, José Cavalcante, diz que há uma perspectiva remota de fechamento
Crato. O Hospital Manuel de Abreu, neste município, não irá fechar. Pelo menos é o que garante o diretor administrativo do centro de saúde José Oliveira Cavalcante. O médico é um dos sócios-proprietários do hospital, que funciona há mais de três décadas no município. Ele admite que a crise no setor existe e diz que o hospital necessita de uma ajuda do município. Ele afirma que, há alguns meses, procurou o prefeito Samuel Araripe, que se mostrou sensível à situação, mas, ao mesmo tempo, o médico ressalta que o equipamento é particular e não existe obrigação do município fazer investimentos. Para ele, há uma perspectiva remota de finalizas as atividades, mas em nenhum momento foi repassada à sociedade que o hospital iria fechar as portas.
Ele afirma que o valor financeiro do Sistema Único de Saúde (SUS), antes repassado para o Hospital São Miguel, atualmente sem o credenciamento do sistema, poderia ser uma alternativa para ampliação dos atendimentos no Manuel de Abreu. “O nosso hospital atende uma grande demanda. Tem uma procura constante de internamentos”, diz o médico.
Estão disponíveis no hospital 50 leitos, mas comporta 120 leitos. Semana passada, eram 40 pessoas internadas. Há uma rotatividade constante de pacientes, conforme o médico. Mesmo com uma grande estrutura, o hospital demonstra precariedade, por não ter condições de realizar maiores investimentos. Há cerca de cinco anos, a UTI existente no local deixou de funcionar. No local são apenas cinco leitos, o que hoje não chega para atender as exigências para o funcionamento. Praticamente não são feitos cirurgias ou tratamentos de alta complexidade. A disponibilidade do local é voltada para serviços como clínica médica, cardiológica, fisioterapia e tratamento ambulatorial, além das internações.
Continuidade
Uma das razões expostas para a continuidade dos serviços, já que o Hospital está num dos bairros mais populosos do Crato, o Seminário, é por ser administrado por médicos. Os plantões são feitos pelos donos, conforme o diretor administrativo, já que há dificuldade de pagar outros profissionais. Ele afirma que assumiu a direção administrativa do hospital em dezembro de 2007 e estava pior do que se encontra atualmente. “Se fôssemos fechar hoje o hospital, gastaríamos bem mais do que as despesas que estamos tendo, com questões burocráticas e tributárias”, explica ele.
O Manuel de Abreu recebe pacientes de outros municípios. Os custos para um plantão 24 horas estão em torno de R$ 800. “Não temos como pagar plantonista. Uma das alternativas que encontramos foi manter os sócios no quadro, e vamos segurar até onde pudermos”, diz o diretor administrativo. Além dos médicos proprietários, existem outros contratados e pelo menos 40 funcionários. De acordo com o médico, essa é a realidade atual, mas que poderá melhorar caso haja o repasse de cotas que desse para o atendimento de pelo menos 200 pacientes por mês.
A reportagem do Diário do Nordeste tentou entrar em contato com a secretária de Saúde do município do Crato, Nizete Tavares, tanto na Secretaria quanto por telefone. Segundo a assessoria da pasta, ela se encontrava em reunião com o prefeito Samuel Araripe, durante a manhã de ontem.
Mais informações:
Hospital Manuel de Abreu
Avenida Joaquim Pinheiro Bezerra de Meneses, S/N, Seminário, Crato
(88) 3523.1377
Elizângela Santos
Repórter do Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe
Crato. O Hospital Manuel de Abreu, neste município, não irá fechar. Pelo menos é o que garante o diretor administrativo do centro de saúde José Oliveira Cavalcante. O médico é um dos sócios-proprietários do hospital, que funciona há mais de três décadas no município. Ele admite que a crise no setor existe e diz que o hospital necessita de uma ajuda do município. Ele afirma que, há alguns meses, procurou o prefeito Samuel Araripe, que se mostrou sensível à situação, mas, ao mesmo tempo, o médico ressalta que o equipamento é particular e não existe obrigação do município fazer investimentos. Para ele, há uma perspectiva remota de finalizas as atividades, mas em nenhum momento foi repassada à sociedade que o hospital iria fechar as portas.
Ele afirma que o valor financeiro do Sistema Único de Saúde (SUS), antes repassado para o Hospital São Miguel, atualmente sem o credenciamento do sistema, poderia ser uma alternativa para ampliação dos atendimentos no Manuel de Abreu. “O nosso hospital atende uma grande demanda. Tem uma procura constante de internamentos”, diz o médico.
Estão disponíveis no hospital 50 leitos, mas comporta 120 leitos. Semana passada, eram 40 pessoas internadas. Há uma rotatividade constante de pacientes, conforme o médico. Mesmo com uma grande estrutura, o hospital demonstra precariedade, por não ter condições de realizar maiores investimentos. Há cerca de cinco anos, a UTI existente no local deixou de funcionar. No local são apenas cinco leitos, o que hoje não chega para atender as exigências para o funcionamento. Praticamente não são feitos cirurgias ou tratamentos de alta complexidade. A disponibilidade do local é voltada para serviços como clínica médica, cardiológica, fisioterapia e tratamento ambulatorial, além das internações.
Continuidade
Uma das razões expostas para a continuidade dos serviços, já que o Hospital está num dos bairros mais populosos do Crato, o Seminário, é por ser administrado por médicos. Os plantões são feitos pelos donos, conforme o diretor administrativo, já que há dificuldade de pagar outros profissionais. Ele afirma que assumiu a direção administrativa do hospital em dezembro de 2007 e estava pior do que se encontra atualmente. “Se fôssemos fechar hoje o hospital, gastaríamos bem mais do que as despesas que estamos tendo, com questões burocráticas e tributárias”, explica ele.
O Manuel de Abreu recebe pacientes de outros municípios. Os custos para um plantão 24 horas estão em torno de R$ 800. “Não temos como pagar plantonista. Uma das alternativas que encontramos foi manter os sócios no quadro, e vamos segurar até onde pudermos”, diz o diretor administrativo. Além dos médicos proprietários, existem outros contratados e pelo menos 40 funcionários. De acordo com o médico, essa é a realidade atual, mas que poderá melhorar caso haja o repasse de cotas que desse para o atendimento de pelo menos 200 pacientes por mês.
A reportagem do Diário do Nordeste tentou entrar em contato com a secretária de Saúde do município do Crato, Nizete Tavares, tanto na Secretaria quanto por telefone. Segundo a assessoria da pasta, ela se encontrava em reunião com o prefeito Samuel Araripe, durante a manhã de ontem.
Mais informações:
Hospital Manuel de Abreu
Avenida Joaquim Pinheiro Bezerra de Meneses, S/N, Seminário, Crato
(88) 3523.1377
Elizângela Santos
Repórter do Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe








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