16 junho 2009

Dominique, nique, nique e o aniversário de Claude Bloc. por José do Vale Pinheiro Feitosa

Ali pela metade dos anos 60 o cinema mundial foi exuberante em trilha sonora. Apenas por memória, colhendo-as como cachos de pitomba: Candelabro Italiano, a Noviça Rebelde, Dr. Jivago, toda série do 007; os filmes de Barbara Streisand como Funny Girl e a música People. Mas isso ocorreu no cinema mundial, tanto o Francês, como o Italiano e Inglês. Até aqui no Brasil o Orfeu da Conceição com Vinícius e Tom Jobim são referências duradouras.

O efeito de uma grande canção do cinema era multiplicador numa época em que parcelas imensas da população se divertia nas salas de cinema. A partir da projeção o rádio podia explorar que o sucesso era certo. Aliás os sucessos no cinema me parece ter sido a causa de ter nascido tantas vozes suaves no rádio, preparando o caminho para o futuro da FM, como eram Heron de Aquino no Crato e Narcélio Limaverde em Fortaleza.

Mas, agora um pensamento que não sei se é imagem ou realidade. Encontrei um pé na memória com a Claude Bloc. Ela estudava na mesma sala de aulas da minha irmã, com Maria Lúcia de Conceição Romão, Sassa (era assim mesmo que se escrevia?), Januária e outras adolescentes cheias de energia e tiradas a fazer danações. Elas já sabiam o que bem queriam da vida e eu naquele limbo do rito de passagem. Mas a lembraça: Claude era a metáfora de uma música de sucesso de um filme ou de uma série de televisão.

Como era francesa, a música era Dominique, "nique nique, sempre alegre esperando alguém que possa amar". Aliás a música era cantada no filme por Debbie Reynolds com letra em inglês: Dominique, nique, nique I will tell of Dominique /His goodness to acclaim /And I pray the song I sing.../Havia uma letra francesa, mas ouvíamos mesmo era a versão em Português de Giane. Então eis revelada uma ponta de ligação de um passado que acabo de acender a vela.

Velas pelo aniversário desta mulher que me convidou para as comemorações aí no Crato. Agora o Zé Flávio que é muito importante para representar este desgarrado impossibilitado de através os milhares quilômetros, certamente recordará os quinze anos que não foi.

2 comentários:

  1. Zé do Vale,


    Você ensaiou a festa. Essa energia será bem aproveitada por Claude e amigos.

    Sou ligada nos casamentos : música x cinema.
    Moon river x Bonequinha de luxo
    La vie en rose X Sabrina
    Suplício de uma saudade x Love is a many sprendored thing
    Melodia imortal x Aquarela do Brasil................... Vou parar pra não amanhecer o dia desarrumando essa gaveta. Vou dormir e sonhar com a Flauta mágica e o Mágico de Oz...Qualquer coisa , a Laranja Mecânica me acorda, ou o Dólar Furado , quebrará minha vidraça.Quero um sonho com o "Anônimo Veneziano", chegando no aeroporto das minhas noites .
    Daí dançaremos "O ùltimo tango em Paris", e ele sentirá o "Perfume de Mulher".
    Amanhã será outro dia... Colherei na imaginação "Os Girassois da RÚssia" e direi "Bom dia Tristeza", antes do "último pôr-do-sol... ". O Poderoso Chefão me destinou um anjo como "Guarda Costas".
    Mas, voltando ao assunto inicial... Vais perder "O Baile" ?
    Menino, menino... Melhor visitar o "Divã" ." Tarde Demais para esquecer " o compromisso com as amizades.
    No "Across the universe" , cantaremos contigo.
    Ghost está "em algum lugar do passado"..."Quando setembro vier" a gente faz outra festa, nem que seja no Empire Street , dependendo da "Sintonia de amor".
    ...Eu falei que essas trilhas sonoras levar-me-iam a umas "Férias de Amor".Não falo de "Amores clandestinos". Falo de uma "volta ao mundo em 80 dias".
    "La dolce vita..." é um "Pecado de amor".
    "Sonhos de uma noite de verão" com Música e lágrimas" de alegria !
    Desculpe aí , a alugação !
    ( sorriso)

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  2. José do Vale,

    A música tirada do baú era-me atirada de baladeira com o grito jocoso dos meninos no patamar da Igreja da Sé: “francesinhaaa!”
    Ai, como era “chato” isso...Eu tímida até dizer chega não sabia onde enfiar a cara.. e passava ali como se não ouvisse o clamor e os sorrisos que me eram dedicados.Eu passava impávida. Não olhava nem para um lado nem para outro e apressava o passo até a ponta da calçada como se o simples fato de descê-la me pusesse em segurança.
    Hoje olhando para essas lembranças acho engraçada a cena e minha reação desconcertada. Muita gente dessa época encontrando-me depois me disse que me achava antipática e que só agora depois de tanto tempo percebiam que não era de fato. Na verdade, era a minha timidez que me atrapalhava. Eu tinha vergonha de cumprimentar as pessoas, não tinha coragem de olhar nos olhos, e muito menos de sorrir pra quem queria apenas ser visto...
    Isso, essa reação minha, me atrapalhava muito... e alguns príncipes escaparam dos meus sonhos ou vice versa por este pequeno e inconveniente detalhe...
    No entanto, gosto muito de sorrir, de brincar... e de comemorar meu aniversário... Seja bem vindo. E o José Flavio finalmente vai estar nos meus 16 anos... e você bem que poderia vir.

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