08 maio 2009

Governo confirma quatro casos de gripe suína no Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou na noite desta quinta-feira quatro casos de gripe suína --a gripe A (H1N1)-- no Brasil. Há casos em três Estados: São Paulo (2), Rio (1) e Minas (1). Os pacientes são adultos e passam bem, afirmou o ministro. Todos contraíram a doença no exterior --três estiveram no México e um, nos Estados Unidos. O Brasil tem outros 15 casos suspeitos.

Três dos quatro pacientes já receberam alta médica. Temporão afirma que nenhum deles oferece risco de contaminar outras pessoas. Para o ministro, a confirmação da doença não muda a estratégia do Brasil para se prevenir contra a gripe suína, já que todas as medidas preventivas foram tomadas com antecedência. Ele afirma que a população deve evitar a automedicação.

"Todos os casos são importados, e o vírus não circula no Brasil", afirmou.
Jamil Bittar /Reuters

Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anuncia quatro casos confirmados da gripe suína no Brasil; há 15 casos suspeitos. Em São Paulo, um dos casos confirmados é de um rapaz de 24 anos que esteve no México entre os dias 17 e 22 de abril. Ele apresentou os sintomas no dia 24 e ficou internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas por dez dias, informou a Secretaria Estadual da Saúde. O outro paciente de São Paulo, um homem de 48 anos, esteve nos Estados Unidos entre os dias 19 e 28 de abril. Ele apresentou os sintomas no dia 29 e também foi atendido no Emílio Ribas, onde foi medicado e mantido sob monitoramento. De acordo com o ministério, ele não ficou internado, e nenhum dos familiares manifestou sintomas da doença. Em Minas, o paciente --que esteve no México entre os dias 22 e 27 de abril-- também já teve alta. Ele começou a manifestar os sintomas dia 26 e foi internado quando chegou ao Brasil. Ele recebeu alta no dia 29 e permaneceu em isolamento domiciliar até quarta-feira (6). Apenas o paciente cujo caso foi confirmado no Rio continua internado. De acordo com Temporão, ele retornou do México no último dia 3, está internado desde terça-feira (5) e passa bem. Um outro paciente que também está internado no isolamento do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), teve contato com o jovem de 21 anos que teve diagnóstico confirmado para a gripe suína. Segundo o ministro, outros 15 casos suspeitos da doença ainda são analisados no país. Os exames laboratoriais que confirmam ou descartam a contaminação pela doença podem sair nesta sexta-feira. Outros 93 casos foram descartados.

Os kits para realização de exames laboratoriais que diagnosticam a gripe suína chegaram na noite de quarta-feira ao Brasil. Eles permitem o diagnóstico em 72 horas, e o resultado saiu antes do previsto nos quatro casos confirmados hoje. "Vamos continuar fazendo o mesmo trabalho, só que agora com uma arma muito importante, porque temos um reagente pronto para fazer o diagnóstico", disse Temporão. O ministro afirma que o Brasil tem material para tratar 12.500 pessoas e matéria-prima para remédios para mais 9 milhões.

Mundo

A OMS (Organização Mundial da Saúde) advertiu nesta quinta-feira que o vírus da gripe suína continua se espalhando pelo mundo e que uma estimativa "razoável" é que chegue a infectar um terço da população mundial. O balanço mais recente da organização aponta 2.371 casos da doença em 24 países. O relatório, divulgado às 15h não inclui os quatro casos confirmados no Brasil. Segundo o balanço da OMS, a gripe causou 44 mortes --42 no México e duas nos Estados Unidos. Apesar do aumento de 29 para 42 mortes no México, que havia sido informado na quarta-feira, o governo mexicano afirmou que o pior da epidemia de gripe suína já passou e baixou o alerta nesta quinta, permitindo a reabertura de estádios, bares e prédios públicos. O nível de alerta pela gripe suína permanece no nível 5, que indica uma pandemia iminente. A contenção da transmissão do vírus, que, segundo a OMS, permanece restrita à América do Norte, levou a OMS a rejeitar elevar o alerta para o nível máximo, seis.

Classificações
São consideradas suspeitas de ter a doença pessoas que tiverem febre alta repentina (acima de 38ºC) e tosse. Também podem estar acompanhadas de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações ou dificuldade respiratória. Além disso, o paciente deve ter apresentado os sintomas até dez dias depois de sair de países que reportaram casos pela influenza A (H1N1) ou ter tido contato próximo, nos últimos dez dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de contaminação. São monitoradas pessoas que chegaram de países afetados, com febre não medida e tosse. De acordo com o ministério, o paciente também pode apresentar um dos sintomas apontados na definição de caso suspeito. Também são monitorados viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos dias dias, de países não afetados pela doença e que apresentaram sintomas conforme definição de caso suspeito.


Arte/Folha Online

Fonte: Jornal Folha OnLine

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