09 maio 2009

A Fraude Humana - Por: Roberto Jamacaru


O período quaternário, segundo estudos, é caracterizado pelo aparecimento do homem na superfície da terra. Desde essa época, até os dias de hoje, esse primata, em meio a um universo muito grande de outras espécies, é o único ser que sobrevive usando de um artifício muito estranho chamado de mentira. Esse fato é tão incontestável que, às vezes, na luta pelo almejamento de seus objetivos, ele chega a mentir até para si mesmo. Vejam, abaixo, algumas de suas atitudes – mentirosas - que elucidam melhor essa questão. Quem acredita, por exemplo, nas inúmeras vantagens registradas nas bulas dos remédios?

Alguém poria a mão no fogo pela imparcialidade da mídia?
E com relação à cegueira da Justiça, ela é ato merecedor de confiança?

Dá para confiar também nas “curas” milagrosas e salvações das almas, garantidas em nome e Deus, por certas facções religiosas?
E os pesos que vêm expressos nas embalagens dos produtos, você se sente seguro com suas aferições?
As “suaves” prestações nos preços de determinadas mercadorias, oferecidas pelo comércio, isso é abatimento ou embutimento de juros?
Será que o seu software, seu perfume, seu whisky; o combustível de seu carro, seu medicamento, entre outros produtos, não são, por acaso, falsos, pirateados ou adulterados?
Suas jóias, Ah! Suas jóias... Mesmo reluzindo e com os selos de garantia, você tem certeza de que elas são legítimas?
Ainda no que diz respeito às eficácias dos produtos de consumo: algumas das pastas de dentes que você usou, por exemplo, com seus indicativos terapêuticos mágicos, os seus efeitos são de um creme dental ou de um crime dental?
E sobre o nome Paraguai, qual a conotação que ele sugere ter: a de um rio, a de uma nação política ou a de algo relacionado à sonegação, falsificação, contrabando, ações piratas etc?
Enfoquemos a libido: aquelas abundâncias de seios, bumbuns e tônus muscular, que muitos exibem publicamente, elas aparentam ser naturais, fruto dos silicones, dos enchimentos ou das “bombas químicas?”.
Aquele excesso de gentileza masculina, à D. Ruan, para com as mulheres, qual a sua real intenção? Cavalheirismo ou apelo sexual?
E o som daquele gozo - “intenso” - que os amantes ou as amantes costumam dar no ápice da relação, ao ser emitido, ele vem do sexo para dentro ou da boca para fora?
Política internacional: qual a real causa das guerras promovidas nos países pequenos pelas superpotências, seria em nome da paz ou na defesa do aquecimento de seus mercados bélicos?
Políticos: além das falsas promessas, por que um candidato gasta, na sua campanha eleitoral, ennnnnee vezes mais em relação aos seus salários previsto para o mandato?
Ponhamos mais ações políticas na linha do fogo cruzado: as licitações, os valores faturados e as prestações de contas do erário, elas gozam de legalidades, clarezas e exatidões?
Literatura: e os candidatos às eleições para as cadeiras da ABL – Academia Brasileira de Letras, quem tem mais chance de vencer? Os Poetas ou os pseudo$ Poeta$?
- Jogo rápido: o que é verdade ou mentira:
- Michel Jackson... Humano ou andróide? Pedófilo e/ou gay?
- O celibato católico: voto religioso ou preservação patrimonial da igreja?
- Aquele radicalismo sindical: lealdade corporativa ou visão a um cargo político?

É, irmão, a mentira humana antes de ser uma fraude é uma instituição com poderes ilimitados!
Se ela tem pernas curtas, se é cabeluda, se, às vezes, torna-se necessária, se, noutras, assume proporções deslavadas; se faz parte da condição humana, se tem deturpado a história, isso, para mim, é o de menos!
O que me preocupa e intriga, no contexto geral, é o fato de o homem não saber viver sem ela.
Finalmente perguntamos:
- Será que todos os nossos valores humanos são falsos?
- A palavra do nosso semelhante, por exemplo, é uma fraude?
- Eu sou uma mentira?
- Você é uma mentira?
- Deus é uma invenção?
- E a mentira, ela é uma coisa imaginada, uma invencionice, uma maquinação, uma fábula ou seria ela, mesmo cheia de astúcia e má-fé, a pura verdade?

Roberto Jamacaru

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